terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (1)


Bom - A eleição de Obama para o cargo mais influente do planeta.
Mau - A lamentável escolha de um pastor evangélico obviamente muito reaccionário para botar faladura na tomada de posse do homem com o cargo mais influente do planeta.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008

É hora de balanços. Nos próximos dias alumiarei aqui o que de bom me pareceu ter acontecido no decorrer do ano. O que não convenceu também será referido e devidamente vaiado. As candidaturas circulam pela Cultura, Política e outras atitudes. As escolhas são pessoais. Existe livro de reclamações neste estabelecimento.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
A Blusa romena - Tenho a ideia que este é o melhor livro de Mega Ferreira. Tem humor, cosmopolitismo e Vida Literária. Mas considero que o seu melhor ainda está nas crónicas. Não dispenso a leitura dos seus textos naquela revistinha que vem com o DN aos sábados.
João Carlos Malheiro Tropa

Ameaças - O JTD refere em postagem publicada no passado dia 9 que tem recebido ameaças. É normal que hajam ameaças ideológicas, do tipo daquelas que aquele barão da política utilizou em tempos - quem se mete com o PS leva, lembra-se? Claro que para lá da parvoíce da ameaça percebe-se que é uma resposta política. Do mal o menos. Mas quando você fala de ameaças físicas, fala exactamente de quê? Ainda há quem queira impor o medo? Ainda há quem não consiga viver sem esse conceito de perseguição e repressão? Que tristeza!
Maria João Morais

cirurgião de serviço - Já respondi quando informei do destino dessas tropelias. As ameaças cobardes nunca chegarão a incomodar o sossego de quem aqui se desloca. Estejam descansados. "Lixo para o lixo", parece-me uma boa palavra de ordem. Obrigado. JTD

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Somos todos suburbanos


Oscar Mourave nasceu no Brasil, mas curiosidades várias levaram-no a conhecer mundo. Já correu Seca e Meca. Agora está em Portugal. Conheci-o há pouco. Ficámos amigos. Aqui há uns dias comunicou-me que se vai instalar em Pamplona. Até quando não sabe. Resolveu então brindar nuestros hermanos com um livro de poesia que reúne dois títulos que nunca publicou. Por isso lhe chama, com a ironia que o abraça permanentemente, ANTOLOGIA. Este "suburbanos" chegou agora por e-mail para me matar a curiosidade e aguçar o apetite para o repasto que o Oscar vai publicar na Estaleiro editora. Aguardemos.

Suburbia IV

Ao contrário do centro da cidade
o subúrbio não tem um ponto
nevrálgico, um epicentro

o subúrbio é um poema sem núcleo
espalha-se

não é como a semente do pêssego
de arquitectura fechada e silenciosa
e tampouco se parece com a gema
de um ovo, aberta e radiosa

o subúrbio é descontínuo
- e descontinua na vida dos seus habitantes

são 18h47 no vermelho digital do relógio
abre a janela, porque o subúrbio começa
a viver.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

...e o voto é secreto


Eis uma "ironia" que se inscreve na perfeição naquilo a que o João Gonçalves chamou a versão Manuela vai com as outras.
Imagem via câmara corporativa.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O melhor bacalhau à Brás de Lisboa


O Restaurante Fidalgo não é uma casa para todos. Há mesmo quem não se sinta lá bem. Não se pense com isto que, para fazer jus ao nome, a fidalga arrogância conquistou o lugar. Nada disso: Fidalgo é nome de família. Os eugénios - Eugénia e Eugénio Fidalgo - são os anfitriões: ela na cozinha; ele a dar ao badalo na sala. Dito isto: o Fidalgo existe e recomenda-se apenas para quem gosta de comer bem. Quem quiser mastigar qualquer coisa arranjará com certeza onde abancar; no Fidalgo não. É por isso que as suas portas são diariamente franqueadas por conhecidos e exigentes gastrónomos. Jornalistas, escritores, artistas, empresários pequenos, médios e grandes, gente de cá e de "lá de fora", vão entregar a sua comensal vontade aos méritos desta equipa que sabe misturar o bem cozinhar com simpatia. A produção é regional, sem a falsa modernidade das confecções em "seus mantos de não sei quê" e "em cama de coisa nenhuma".
É autêntico o que se come ali. E também não se bebe nada mal. A garrafeira da casa não esqueceu nenhum canto de Portugal. É o patriotismo gastronómico a içar a bandeira vinícola.
Está-se lá bem, quando se quer comer bem e passar um momento agradável.
Está-se mal, quando não arranjamos um bocadinho para ir até lá.
E hoje há bacalhau à Brás.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Morrissey


Diz que vai haver um "novo Morrissey" em Fevereiro. Oxalá. Mas enquanto não se confirma o anúncio, vou ouvindo o que já cá canta. Tudo começou com os "The Smiths". Quando o homem se fartou de trabalhar com o grupo, desfez a sociedade e estabeleceu-se com negócio próprio. Depois do trabalho unipessoal apresentado, já se percebeu que o ofício não foi perturbado pela demanda. Um clássico. Off corse.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A nova velha Esquerda

Há aqui qualquer coisa que ainda não percebi. Manuel Alegre agora é da Esquerda o mais à esquerda possível? E é alternativa ao Poder? Finalmente tem "ideias"? Será que está farto de descansar nas bancadas de São Bento? E será que os seus novos amigos se esqueceram do tempo em que o poeta foi Poder? A que se deve este inusitado flirt?
O Tomás Vasques lembra alguns pequenos promenores.

Reconhecimentos


Bush anda a dar as últimas. Foi ao Iraque despedir-se dos iraquianos. Um jornalista, em sinal de reconhecimento, resolveu oferecer-lhe um par de sapatos. Com o entusiasmo, por pouco não lhe acertou no toutiço. Claro que o ainda presidente mas pouco dos EUA não está propriamente precisado de uns vulgar sapatos. Para o homem sair de cena, o que dava mesmo jeito era um par de patins. Era o que os eleitores americanos lhe deveriam ter oferecido logo após o primeiro mandato. O jornalista iraquiano fez o que pôde. Foi generoso. Mas chegou tarde.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
Medina Carreira - Li atentamente a opinião do escritor Eduardo Pitta que fez link aqui, sobre Medina Carreira e não posso estar mais de acordo. Se fosse o conhecido economista a mandar já tinham sido postos na rua milhares de funcionários públicos. Os professores já tinham recolhido à escola. Muitos dos que ficam maravilhados com as suas palavras seriam os primeiros a ir para a rua protestar perante tanta perda de direitos. E nós todos já tinhamos levado em cima com todo o tipo de restrições. O senhor sabe do que fala, mas fala demais. De qualquer forma é melhor assim. Fale, fale à vontade, mas a seguir vá para casa. Não o queiram ver a governar.
João Deodato Lopes

Prémio Pessoa - Sou arquitecto e fiquei contente com o Prémio Pessoa atribuído a Carrilho da Graça. E estou de acordo consigo - Um projecto arquitectónico deve ser útil e agradável. Mas para se ser útil e não decepcionar é preciso muito trabalho. É esse trabalho que agora foi premiado. Cumprimentos.
João Carlos

sábado, 13 de dezembro de 2008

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
Equívocos - Como de costume, muita gente excitada com a entrevista que o dr. Medina Carreira deu ontem à SIC-Notícias. Eu esta não vi, mas tenho visto muitas, a última das quais há menos de um mês, e gosto sempre de o ouvir, porque o dr. Medina Carreira demonstra saber do que fala e fala com desembaraço. Descontado o Apocalipse, aprendo sempre alguma coisa. O mais engraçado é que a maioria dos seus actuais groupies não faz a mais pequena ideia do que o dr. Medina Carreira faria para “meter a casa” (ou seja, o país) na ordem, se tivesse oportunidade para tanto. Continuar a ler
Eduardo Pitta | Da Literatura

Alguém esperava outra coisa? - A reunião entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores resultou em… nada! Alguém esperava outra coisa? Já se sabia que o resultado iria ser este, depois de, para uma reunião com “agenda aberta”, cada um dos parceiros partir mais como contendor, tendo anunciado que não fazia cedências, do que como interessado na negociação… Alguém esperava outra coisa, afinal?
A avaliação de desempenho é assunto que já mostrou o que vale: por um lado, pela dificuldade de ser discutida entre os actuais parceiros; por outro, pela ideia peregrina de que ela contribuirá para o sucesso, sem que se lhe adivinhe uma ponta de preocupação formativa; por outro ainda, pela transformação deste processo numa luta política, imposta por políticos, que, eles mesmos, não têm práticas de avaliação (bastará ver-se a confusão em torno das faltas na célebre sessão da Assembleia da República da semana passada!); finalmente, porque, provavelmente, tem que haver sempre a dicotomia entre os “bons” e os “maus”, como se está a ver neste processo, dependendo uns e outros das paixões dos adeptos. A sério: alguém esperava outra coisa desta reunião que houve na tarde de hoje?
Lamento tudo isto. Sobretudo por duas razões: porque os argumentos de parte a parte já cansam e não me convencem; porque a política está a invadir a escola. E todos saem a perder. Lamento tudo isto. Não só por uma questão de respeito (pelas profissões, pelos cargos, pelas instituições, pelas pessoas). Também por uma questão de coerência e de cidadania.
João Reis Ribeiro | Nesta hora

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Carrilho da Graça tem prémio


O Prémio Pessoa 2008 distingue o trabalho de João Luís Carrilho da Graça.
Uma distinção para a Arquitectura, que dá muito jeito ao arquitecto. Útil e agradável, como um bom projecto arquitectónico.

Sons com história


Há sons que nos entram por um ouvido e saem pelo outro. Há outros que nos exercitam bondades de circunstância: os que nos envolvem em demenciais afectos depois de uns valentes copos. Há ainda os que nos afastam. E há sons assim: entram e não saem por muito que o Tempo, o tal escultor, os tente diluir na poeira dos ruídos. É o caso deste que agora aqui trago. Jim Hall é um grande músico. Quando gravou este "lp" tinha eu abandonado os calções há pouco. Foi um dos discos que me sentaram a ouvir Jazz na primeira fila. Hoje percebo que foi um bom começo. A capa e a literatura inclusa deslumbram pela competência e aprumo estético. As edições em vinil tinham a vantagem da dimensão. A versão agora disponível em cd reduz esse prazer, é claro. Mas a música propriamente dita está lá. A gravação é ao vivo. O ambiente é perfeito.
Há coisas que são mesmo assim: às vezes sinto uma irresistível vontade de convocar este Jim Hall para as minhas audições privadas.
É um privilégio.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O mais antigo realizador do mundo


Manoel de Oliveira
faz hoje anos. Quantos? Ora... 100. E então, dá-se por isso? Não? Pois claro.
É muito ano de vida. Há vidas que dão filmes. Ele fez o favor de passar muitas dessas histórias para a História. Foram muitas fitas. Curtas e longas. A preto e branco e a cores. Convocou grandes actores e actrizes, mas também alguns menos grandes. Da sua responsabilidade foram projectadas coisas meditabundas, outras divertidas e outras chatas como a potaça. Acontece aos melhores.
Uma vida muito bem vivida, com muita vida filmada.
Goste-se ou não... é obra.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Laurie Anderson


Tenho andado a ouvir "coisas" que se vão acumulando ali na estante. Esta grande senhora desloca-se com frequência até ao leitor. Chama-se Laurie Anderson. Estou a ouvir e a ver de novo tudo o que tem feito na música e na performance. Também há literaturas qualificadas que dão testemunho da sua excelência.
Anda por aí nas lojas da especialidade. E é mesmo especial.
Um prazer que se renova sempre.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Voz dos pacientes

As opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
Congresso - Olá: Dou-lhe os parabéns pela sua análise critica ao deslumbramento dos media perante o PCP. Aquilo, todo aquele espectáculo, até a encenação do congresso estalinista é perfeitamente patético.
Cumprimentos.
Lourdes Féria With Bubbles

Mega - Também gostei muito do livro de António Mega Ferreira. Tem razão, é uma história para quem gosta de circular em Lisboa, mas é também uma história do mundo. Tem humor, romance, e, acima de tudo, Literatura. Gosto das suas opiniões e do blogue. Parabéns.
Maria Clara Ferreirinhas

Parabéns - Parabéns por mais um ano de cirurgias!
Mando-te um assunto que devia ter sido alvo de discussão pelos camaradas, mas a direcção não quis touradas no Campo Pequeno.
Os campeões da defesa dos trabalhadores no seu melhor. O BE levou a mesma moção às AM de Almada e Lisboa, o PCP votou a favor em Lisboa onde é oposição e votou contra em Almada onde é poder. Portanto, podemos concluir que o PCP só defende os trabalhadores quando se encontra fora do poder.
Um abraço do
Adelino Chapa Bloguite

Cirurgião de serviço - Todas as mensagens que incluem opiniões fisicamente agressivas, assim como outras igualmente dementes, vão directamente para o caixotinho que os computadores têm no canto inferior direito. O esforço dos grunhos é, aqui na casa, perfeitamente inglório. Mas há sítios onde podem chafurdar à vontade. Vão até lá, ok? JTD

Nota: Excepcionalmente "a voz dos pacientes" não foi postada ao domingo. Outros afazeres se impuseram. Desculpas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

António Alçada Baptista

1927 - 2008
Homenagem ao escritor, ao editor, ao homem de Cultura.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A blusa de Matisse


Que outro vazio se esconde por detrás desta desmedida ambição de fazer História através da pequena história de acidentes e casualidades que é o destino de cada um? Apesar disso, foi um deles que disse ser a História uma "confusão cruel e imbecil", tal como o génio, disse outro, é "uma aposta estúpida". É curiosa a surdez desta espécie aos sinais que os sábios lhes enviam intermitentemente: se os ouvissem, se lhes prestassem atenção, que é uma coisa que muito custa aos humanos porque andam a ouvir-se falar, como crianças que acabassem de descobrir que o barulho que produzem com a voz suscita o deslumbramento dos outros, se prestassem atenção, dizia eu, compreenderiam como a vaidade da História e a ilusão do génio andam de mãos dadas nesta aventura demencial e impossível que é a sua ambição de glória e posteridade. A blusa romena António Mega Ferreira

A história passa-se em Lisboa, mas convoca gente de outras geografias. Ceausescu e o seu fastidioso regime são alumiados. Há um escritor competente, um «caixeiro-viajante de almas» - seja lá isso o que for -, uma rapariga que dança à volta de um varão, e muito mais gente que circula nos ambientes em que todos circulamos quando preferimos Lisboa para circular. O quadro de Matisse que empresta o título ao livro é o motivo de todos os enleios.
Um bom romance que anuncia novas ideias do seu autor. Lê-se com prazer e fornece boa disposição. Gostei muito.

Título: A blusa romena
Autor: António Mega Ferreira
Design: Atelier de Henrique Cayatte com Susana Cruz
245 páginas
Editor: Sextante editora

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pobre povo

Jerónimo de Sousa está a falar com Judite de Sousa, na RTP1. Aquilo é o quê? Desinformação, falta de honestidade ou "manteiguice eleitoral" pura e simples? É esta criatura que aconchega um capital de simpatia entre o povo trabalhador português?
Pobre povo trabalhador português.

Pregação

Há 5 anos que o Diário Ateísta anda a falar da falta que a religião faz ao mundo: nenhuma.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Que farei com este plano?


As coisas não correm de feição a este senhor. Quando andou por cá, e se previa que tempos difíceis se aproximavam, achou por (seu) bem pôr-se a milhas. Agora, que a rejeição do plano económico salvador que engendrou lhe mina o trajecto, que fará?
Haverá um caminho sem pedras por onde este "orgulho nacional" possa circular tranquilamente?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Só mais esta

Na entrevista a Mário Crespo, Bernardino Soares, comovido com a eficácia com que os seus camaradas arrumaram o Campo Pequeno logo após o Congresso, esclareceu-nos como seria se os deixassem governar: se a carregar cadeiras e tampos de mesa os comunistas dão cartas, a governar o país imaginem como seria.
Para o alto responsável do PCP governar é assim como carregar volumes de um lado para o outro.
É triste, mas é este "valet de chambre" que lidera a bancada parlamentar do PCP, em vez de andar a carregar caixotes num armazém de revenda.

A espuma dos dias

Os 4 dias que mudaram a informação em Portugal terminaram hoje. Mudaram durante apenas os últimos 4 dias, é bom de ver. Ou seja, ao contrário da lamentação de Vitor Dias, os meios de comunicação foram infectados pelas loas aos amanhãs que cantam. Com primeiras páginas preenchidas e tudo. Ainda agora estou a ouvir o esforçado Bernardino proferir as habituais inanidades, numa entrevista a Mário Crespo. A SIC-N, aliás, mais pareceu uma espécie de Avante televisivo. Agora chega: vão defender os regimes infrequentáveis e as medidas "democráticas" no segredo dos vossos "centros de trabalho". Claro que poderão contar com muitos professores do secundário para as gloriosas arruadas. Mas a democracia continua e tem soluções que não estão inscritas nos vossos catecismos. As medidas que propõem não se ajustam às vontades do povo que tanto dizem amar. Todos conhecemos o fato que nos gostariam de vestir. A espuma dos dias está preta. Mas não precisamos do vosso detergente para nada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
Venham mais cinco - As comemorações do passado dia 24 trouxeram até cá manifestações de apreço por parte de grande número de pacientes e de blogosféricos parceiros. A todos agradeço a simpatia recebida.

Alguns testemunhos de colegas:


Apesar de este endereço de email se confundir com esse mal necessário - mas também empolgante, por vezes - a que se chama "trabalho", não quero deixar de te dar os parabéns pelo aniversário do bisturi sensato e acutilante que faz parte das tuas pequenas cirurgias. Venham mais cinco, de uma assentada...
Da tua fiel leitora de blogue e colaboradora de outras andanças, aceita um abraço com assinatura reconhecida,
Carla Maia de Almeida | Jardim assombrado


Parabéns pelos cinco anos do seu blog. Foi um dos primeiros bloggers a quem me atrevi a escrever, e respondeu-me com a maior gentileza.
Nem sempre concordo com o que escreve, o que é normal, mas gosto de o ler.
Parabéns, e conte muitos.
Um abraço,

Gi | Garden of Philodemus

Parabéns pelo aniversário do blogue, que é uma das minhas terapêuticas diárias. Tem corte certeiro e rigoroso.
Esperemos por mais 5 anos de experiência!
Os melhores cumprimentos.
Sofia Loureiro dos Santos | Defender o quadrado


Agradeço igualmente as generosas palavras dos pacientes:
Adelino Chapa, Anarca, Marta Silvestre, Ana, Carla Rebelo, Carlos Dias Nunes, João Ferreira Duarte, Zé do Sul, Aristídes Sacadura, João Lobo, José Carvalho Lopes, Casimiro Vilas, Gabriela Martins, Carlos Alcântara, Susana Regedor, Joana Neves, Carlos David Frazão Nunes, Joana Casas Branca, Joaquim Gonçalves, Carlos Corado Dias, João Carlos Vilas Claras.

sábado, 29 de novembro de 2008

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
Balbúrdia da corte - Apesar de totalmente esvaziadas as razões das queixas da FENPROF contra este modelo de avaliação do desempenho, em desespero de descredibilização total e mostrando as verdadeiras razões da luta, já ninguém aguenta mais ouvir falar nesta impossibilidade, nesta pressão do ministério, nesta defesa da escola pública.
Assim vamos dia a dia, com o Ministro das Finanças a ser o único que não vê motivos para alterar as previsões em que baseou o orçamento de estado para o próximo ano, com Durão Barroso a tentar sobreviver politicamente, aproveitando um fato que nunca lhe assentou bem mas que ele veste com gosto.
Tudo se especula e se desconfia, de tudo fazemos comissões de inquérito que se perdem na memória dos tempos, trucidam-se e mastigam-se os assuntos até à exaustão.
O pior é mesmo o desemprego e o fantasma da crise social, da penúria, da miséria, que já vemos tão longe, que a maior parte de nós nunca conheceu.O pior é mesmo a balbúrdia da corte, que até parece um absurdo jogo de bobos.
Sofia Loureiro dos Santos Defender o Quadrado


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pub.


Achei graça a isto. Pronto. Clique na imagem para ampliar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Preciosa Sá da Costa


A livraria Sá da Costa, montra da editora com o mesmo nome, existe no Chiado vai para um ror de anos. Agora adoptou nova dinâmica: funciona como livraria de fundos, onde coloca edições muito antigas a preços aliciantes, e está aberta até às onze da noite. As pessoas que atendem são jovens, simpáticas e sabem do que falam quando falam dos livros expostos.
Estes dois que estão aí em cima no retrato comprei lá. Por duas razões: são de autores que aprecio e porque o grafismo é assinado pelo grande Sebastião Rodrigues, que foi o primeiro grande designer a fazer jus ao rótulo profissional, em meados do século que já passou vai para nove anos. É por isso que estas capas são assim - óptimas.
A escrita que está lá guardada também não é nada de deitar fora: Ruy Duarte de Carvalho e Luandino. A edição é da própria Sá da Costa e há lá muito mais coisas.
Apareçam. Acreditem que vale a pena.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pão pátrio


É um livro magnífico. O Pão em Portugal de fio a pavio. Quem conta a história é Mouette Barbof, coadjuvada por Paulo Chagas. As fotografias, excelentes, são da responsabilidade do estúdio de Nicolas Lemonnier, e o design de comunicação é assinado por mim e pela minha gente, na DDLX.
Este soberbo trabalho de grupo - perdoem a imodéstia - vai estar nas livrarias a partir do próximo fim-de-semana. Podem folhear e saborear. Até sabe a pão. Se gostarem comprem. Como o pão.

Título: O Pão em Portugal
Autores: Mouette Barbof | Colaboração de Paulo Chagas
Fotografia: Nicolas Lemonnier e Vasco Emídio
Produção culinária: Giovanni di Biasio
Design de comunicação: DDLX
145 páginas
Editor: Edições Inapa

Aromas


São uma espécie de mestres cosméticos. Produzem uns bem embalados e cheirosos produtos. Estes sabonetes nem sempre se encontram. Até já houve quem, numa loja da especialidade, me garantisse que não existem. Mas existem. A fotografia foi feita por mim com os objecctos mesmo ali à frente. Sabonetes à base de côco. Excelentes. Encontrei-os num vulgar supermercado Jumbo. Foi uma sorte. De resto, os produtos Ach Brito/ Claus andam por aí: na Casa Portuguesa, ao Chiado. Na Mercearia da Atalaia, no Bairro Alto, e, pela amostra junto, também em qualquer supermercado. É procurar, senhores.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Rogério Mendes Moura

Há coisas assim. Ainda ontem prometia aqui não falar de tropeções e logo acontece um dos grandes. Morreu Rogério Moura. Tive a sorte de o conhecer em 1997. Estávamos a fazer as publicações para o projecto "Caminho do Oriente", para a Expo'98, e ele era o editor. Ficámos amigos.
Fundou a Livros Horizonte em pleno salazarismo. Aturou as parvoíces da Censura, mas ergueu a marca que ainda hoje permanece. Publicou muitas centenas de livros. Lia tudo o que publicava. Não era um desses editores de supermercado que apenas se preocupam em esperar pelos resultados da distribuição. A edição em Portugal perdeu um dos seus melhores. Tinha 83 anos.
Um grande senhor.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Venham mais cinco



Há 5 anos que aqui se opera. Desde Novembro de 2003 que me entretenho com estas pequenas cirurgias. Para comemorar, e durante toda a semana, não vou tropeçar no que nos incomoda. Vou frequentar o que de melhor anda por aí. Festejar, portanto.
Começo com esta alusão ao "lp" de José Afonso gravado em Outubro de 1973. Por razões ilustrativas e metafóricas óbvias, mas também porque é um dos melhores trabalhos de sempre da música portuguesa. Ouvindo-se hoje, e passados estes intensos 35 anos, percebe-se a genialidade de um artista que viveu como poucos o seu tempo. Um trabalho que se inscreve, sem favor de excessiva simpatia, nas sonoridades contemporâneas. Notável e intemporal.
Um bom dia para todos.
Até amanhã.

domingo, 23 de novembro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
Caro cirurgião de serviço, no texto em que fala das bicicletas em Lisboa, dá a entender que o PSD e o PCP se dão às mil maravilhas, ora não é bem assim, o PCP sempre foi um partido de esquerda que sempre combateu a direita. O PSD é de direita e é igual ao PS. Confesso que prefiro o PSD no governo em vez do PS. Pelo menos não engana ninguém. Mas tudo se passa ao invés do que insinua.
João B. Sacramento
Cirurgião de serviço - Insinuo?! JTD

Venho aqui reconhecer que tem razão quando fala dos professores. É o sr. professor Mário Nogueira que os controla. O sindicalista nunca estará de acordo com a avaliação. A intenção é única e simplesmente fazer oposição ao governo. A recente cedência da ministra veio pôr isto a nú. Agora só cai quem quer. Jardim é o grande aliado do PC nesta luta. E parece que a luta continua.
Marta Silvestre
Cirurgião de serviço - Não tem nada que agradecer. JTD

Acha mesmo que Manuela Ferreira Leite é xenófoba e contra a Democracia? Já não se pode usar o humor em política? Qualquer dia não se pode dizer nada, porque estão logo vocês a mandar abaixo. Livra!
João Deodato lopes
Cirurgião de serviço - Não acredito que MFL seja assim tão tosca, de facto. Mas não basta à mulher de César ser séria. Quanto ao sentido de humor, reconheço que o amigo João Deodato o possue e em grandes quantidades. Prova-o ao tentar emprestá-lo a MFL. Não se esforce tanto. Deixe lá isso. JTD

Vocês devem pensar que com Obama todos os males do mundo ficam resolvidos. Muito gostam vocês da festa etnográfica. Vai ver que vai ficar tudo na mesma.
Cabral Dias
Cirurgião de serviço - O Cabral deve passar os dias a ver os filmes errados. Tire-me desse filme, por favor. Escolho as festas que frequento. Algumas até podem ser etnográficas. Mas não percebo onde viu a minha certeza sobre as virtudes de Obama. Mas, pronto, deixe lá, errar é humano. E se você e eu erramos, qual a razão de Obama não poder errar? Esperemos é que não erre muito. JTD

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Boa decisão


Esta senhora vai dirigir a política externa americana.
Nada que não se esperasse.
Mas saúda-se.

Indecentes e más figuras

Um ex-governante que acumulou governações na Banca foi detido para investigação. Será que a Justiça vai funcionar, ou os colarinhos engomados vão branquear o esforço punitivo?
A Ministra propõe adaptações na avaliação, mas a Fenprof não se adapta às propostas. Nada a acrescentar.
Manuela Ferreira Leite diz o que diz e ainda tem defensores (gostava de ver Pacheco Pereira se tivesse sido, por exemplo, a Ministra da Educação a proferir os manuelinos disparates).
A selecção de futebol humilha quem a apoia deixando o queiroziano seleccionador indiferente.
Dias Loureiro vai hoje falar com Judite de Sousa na RTP1. Valerá a pena perdermos tempo a ouvi-lo? Veremos.
Entretanto é evitar a algazarra e passar ao largo desta gente. Há vida para além da choldra.
Mas lá que a choldra já fede...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Maldita democracia


"Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia [pausa]. Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se [pausa]. E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia"
Manuela Ferreira Leite, em delírio anti-institucional.
Será que é a senhora que sabe como se faz?
Qual a razão de não o ter feito enquanto andou pelos corredores do poder? Ah, já sei, vivíamos em anárquica democracia. Não dava.
Ainda há quem ponha a hipótese de a ver como primeira-ministra?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Manhoso

Constança Cunha e Sá convidou o grande timoneiro dos professores em luta. Este, no seu estilo entre o diácono Remédios e um mariacchi mexicano lá foi balbuciando as incoerências do costume. Será que ainda leva alguém à certa com aquele discurso insurreccional manhoso?!

Ópera-bufa


A semana promete. Manuel Alegre, o dono da esquerda tradicional anti-fascista, ameaçou o PS, o primeiro-ministro, a ministra da Educação e ainda criar um novo partido. É isto que o País espera ansiosamente do trovador coimbrão. Era mesmo isto que nos faltava.
Já cá se sabe que o incansável Nogueira não descansa enquanto não transformar o professoral alvoroço em desastre eleitoral para o partido do governo. Já tem um aliado de peso: o soba do Funchal. Os recalcitrantes professores não contam. O homem do bigode é que está ali para dar bigode ao Governo. Avizinha-se sortido de impropérios e bagunça variada.
E os putos? Os putos, como não é preciso estudar vão comprar umas paletes de caixas de ovos para continuarem o divertimento encetado.
Anda aí uma crise que só visto, mas a malta quer é ir para a rua lutar contra a realidade.
Portugal não é um País; é um palco de ópera-bufa.

domingo, 16 de novembro de 2008

Memória de elefante

Em todo o mundo, os direitos humanos não contam nada. São, como dizia Hitler, que tem frases interessantes, "papel molhado".
A frase pertence a José Saramago. Está escarrapachada na última página do DN. Sabemos que o Nobel da Literatura não desgosta de ditaduras. Não conhecíamos é este apreço pelo ditador alemão. Mais à frente ainda acrescenta: "Trinta direitos estão consignados ali e, ao lê-los, ou desatamos à gargalhada ou desatamos a chorar".
Perante as declarações do escritor é mais chorar.
Já não leio Saramago há alguns livros. Prefiro guardar o que me fez gostar dele.
Questões de memória.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.
Caro Teófilo,
Neste mundo da blogosfera, vou sendo teu leitor - se não diário, quase! Obviamente, nem sempre concordo com o que pensas, mas isso é normal. Estarás de acordo comigo quanto às concordâncias e discordâncias...
Li o teu postal de domingo em que escreves sobre os professores. Lamento o tom com que desabafaste, assim como lamento as experiências que lembraste e que, provavelmente, serão apenas uma amostra. Mas é aqui que me centro: o que contas, meu caro Teófilo, não pode ser instituído como norma, que é o que fizeste.
Também sou pai e também consigo prever as atitudes dos meus filhos em dose qb, quando estão em ambientes também frequentados por mim. No entanto, quando em ambientes outros, não sei se reagem da mesma maneira; aliás, sei - normalmente, são diferentes (não digo "piores" ou "maus", digo "diferentes"). Também sou professor e sei que o que dizes, podendo ser verdade nos casos que apontas, não faz regra. Essa é que é a verdade.
Não reajo em termos corporativistas. Reajo apenas como professor que sou, com muito gosto relativamente ao trabalho com os alunos, mas com muito desgosto quanto à imagem que foi trabalhada para o exterior a fim de serem conquistados públicos que, em muitos casos, não querem saber da escola para nada. Valerá a pena pensarmos na quantidade de pais que só dão à escola a importância do tempo de ocupação e nada mais... e tu, que andaste pelas associações de pais, sabes isso bem.
Não gostei dos termos em que generalizaste as tuas apreciações quanto aos professores. Não me revejo nelas, de todo. E também não vejo nelas a maioria dos professores que conheço. No entanto, não afirmo que os professores são todos bons, porque seria hipocrisia. Tanta como dizer o contrário!
Obviamente, tem havido comentários relativamente à Ministra da Educação tão vulgares e faltos de credibilidade (próximos da história dos ovos de Fafe) que repudio. Absolutamente. Mas também sei que o achincalhamento não é o tom por que opta a maioria dos professores. E, como sabes, as minorias valem o que valem e os casos isolados, esses, provavelmente, não valem nada, a não ser a resolução no imediato.
Este é também um desabafo. Que nem precisa de resposta.
Aceita um abraço e a teimosia de leitor do
João Reis Ribeiro | Nesta hora

Cirurgião de serviço - Caríssimo João: O meu desabafo não pretende generalizar. Contei dois casos que vivi, na minha experiência próxima como pai. Não o relativizo como comportamentos circunstanciais dos alunos e das diferenças que manifestam em casa e na escola. O que se passou, passou-se comigo, ponto. Teria muitos mais casos negativos para referir, mas não o fiz por decoro. Apesar de as excepções que vivi terem sido bastantes, concordo que não se deve generalizar. De qualquer forma contribuiram para não me comover com as exibições de boçalidade por pessoas que educam os nossos filhos. Até já vi um pobre professor ameaçar o primeiro-ministro com um processo judicial, por questões de lana caprina. O que digo não se refere, como é evidente, apenas à minha experiência pessoal. Acho que os professores devem ser avaliados, tal como eu o sou diariamente, no meu trabalho. Se não provar saber fazer não faço e não recebo. Ouvi professores, exaltadíssimos, denunciarem que, houve uma semana em que chegaram a trabalhar 49 horas para corresponderem à avaliação. Eu trabalho muito mais do que isso todas as semanas. Em que mundo vive esta gente? E não me venham com a tanga de que o que está mal é o método proposto. Claro que é normal haver adaptações ao método de avaliação. Mas os dirigentes sindicais não querem qualquer avaliação. Tu sabes isso, João. Provavelmente estão mais de acordo com a decisão do inefável Alberto João Jardim, na Madeira. O vosso dirigente Nogueira não encaixa em democracias que reconhecem medidas governamentais. Quanto pior o Ensino estiver, melhor para ele. Sabemos isso, não sabemos? O pior é que os professores vão a reboque do homem do bigodinho. E ele não se importa nada de levar a coisa a extremos. É o que acontece quando é a CGTP a ditar as regras. Não queria estar na vossa pele. Nem da da ministra. Um grande abraço. Volta sempre. JTD

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Cuidado com as imitações

Obama quer conhecer tudo o que diz respeito aos seus colaboradores na Casa Branca.
Nada de comportamentos desviantes. Nem as multas de trânsito são perdoadas.
Pudera, depois de Bush ter chegado a presidente, todo o cuidado é pouco.

Ai o centralismo democrático...

O entusiasmo de alguns militantes comunistas com a constante irreverência de Manuel Alegre é comovente. Tanta solidariedade com o esforçado deputado e parece que às vezes poeta roça a demagogia, como sempre, mas impõe um pergunta: Se Alegre fosse militante do PCP, e desafiasse com insistência as decisões do Comité Central, onde é que já estava?
Se pensassem um bocadinho nisso não diziam tantos disparates.

A grande gemada


Os alunos do secundário resolveram "atacar" as prateleiras dos supermercados. Subtrairam uns trocados à mesada, para experimentarem um investimentozito em caixas de ovos. Depois foi lançar os ovíparos projécteis sobre os representantes do Ministério em sinal de revolta pelas políticas na área. Claro que não sabem muito bem o que estão a fazer, nem tão-pouco explicá-lo, mas a diversão sobe às antenas dos acontecimentos nacionais.
Os problemas com a Educação são já uma grande e enjoativa gemada.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Citizen Kane

Manuela Ferreira Leite disse, entre aplausos de apoiantes, que não deve ser a comunicação social a escolher as notícias que divulga. Será que deve ser o Governo? Deverá ser tarefa do líder do maior partido da oposição?
Começa a ganhar muita força a ideia de que a líder do PSD só ganha com o silêncio.
Tinha razão de ser a atitude anterior de Manuela Ferreira Leite.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

é o costume

Cavaco Silva não comenta política interna
O homem bem avisou, na campanha eleitoral, que não era político.

Nogueirices

A FENPROF, estrutura que gere a professoral rebeldia, retira-se das negociações. Forma que democraticamente encontrou para reagir à repressão ministerial.
A Verdade e a Razão abandonam o conforto do diálogo.
A luta continua, sempre. Causas não faltam.
A revolução está na rua.

Se contrair empréstimos... aponte para cima

Qual é, hoje em dia, a profissão mais rentável? Jogador de futebol? Advogado? Namorada de jogador de futebol? Não. Creio que o ramo de actividade mais atraente para quem quer construir uma carreira de sucesso é ser proprietário de um banco falido. Enquanto o banco não vai à falência, retiram-se todos os benefícios que ser banqueiro oferece; quando vai à falência, não se suporta nenhuma das desvantagens o Estado toma conta de tudo. Quem deve 700 euros pode ter problemas: intimações, tribunais, penhoras. Quem deve 700 milhões, em princípio, está mais à vontade. Se contrair empréstimos, já sabe: aponte para cima. No que toca a devedores, aplica-se o mesmo princípio de mérito que rege o resto da sociedade: os maiores e mais talentosos têm mais dinheiro e prestígio.
Levando tudo isto em consideração, não se percebe por que razão não há programas de auxílio à criação de bancos falidos. É certo que, no momento em que vão à falência, os apoios não faltam. Mas, tendo em conta que se trata de uma actividade tão proveitosa, não deveria ser incentivada desde cedo? Continue a ler
Ricardo Araújo Pereira na Visão.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Amizade constructiva


George W. Bush e Barack Obama tiveram segunda-feira uma reunião, que o ainda Presidente descreveu como «constructiva e amistosa».
Obama sabe, com certeza absoluta, o que valem as chamadas e muito gastas "opiniões constructivas".
O que se pretende construir não passa pelas opiniões de Bush. Ou se calhar passa: é fazer um bocadinho diferente do que ele fez.
Nesse caso: desconstrua, homem, desconstrua.
Não foi para isso que o "puseram" aí?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Miriam Makeba


Mama Africa calou-se. Participava num concerto de apoio a Roberto Saviano, o autor de "Gomorra". O livro não trata nada bem a máfia napolitana, e a dita quer chegar a roupa ao pêlo ao jornalista. Miriam Makeba foi lá, juntamente com outros cantores, apoiar Saviano. No final do concerto morreu. A Música perdeu uma das suas melhores vozes. O mundo perdeu uma grande senhora.

Deus lhes perdoe

O Santo Sepulcro foi testemunha de um grande trinta e um. Padres arménios e monges gregos andaram envolvidos, não em manifestações de apreço pelo próximo, mas sim em grande arraial de pancadaria. Se Jesus se desse ao trabalho de descer à Terra, o trabalhão que iria ter para pôr os seus seguidores na ordem. É melhor nem pensar nisso. Com amigos destes, os inimigos parecem anjos dos céus.

domingo, 9 de novembro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Obama - A eleição de Barack Obama é ima bofetada na idiotice racista e xenófoba que inunda os Estados Unidos e Europa. Mas é verdade que na Europa isto ainda não é possível. Na Eurpoa tolerante e civilizada ainda não é possível ter um preto em presidências.
Carlos Dias Nunes
Cirurgião de serviço — Talvez não seja possível. Mas também é verdade que ainda não foi proposto. Se não se ousar não se pode experimentar uma opinião tão definitiva. JTD

Professores - Não se percebe a sua embirração com os professores. Percebe-se que não sabe do que fala. Acha que tudo está bem? Concorda com esta avaliação?
Marta Antero

Cirurgião de serviço — Não tenho embirrações. Tenho opiniões. Tive um filho no secundário até ao final do ano lectivo passado. Aturei grunhos, a quem os alunos chamavam "sotôres", ou lá o que era, que exibiam todo o tipo de alarvidades: Desde uma criatura que humilhou um aluno só porque o desgraçado ousou dizer que a guerra do Iraque dependia dos interesses petrolíferos, até um professor de português que fazia a apologia de Salazar antes de "dar" Saramago nas aulas. O programa exigia-lhe aquele desmesurado esforço, coitado. Tem razão, provavelmente não sei do que falo. Fiz por esquecer. Os professores seguidores do inenarrável Nogueira elegeram agora a borucracia como alvo e motivo de toda a contestação. Dizem, entre as mais indescritíveis manifestações de boçalidade, que não têm tempo para ensinar. Se calhar já não sabem preencher um impresso. Provavelmente terão de voltar à escola.
Cara Marta, o meu filho já não está no secundário, felizmente. Estes meus comentários são por desfastio. Respeito por esta gente não tenho muito. Cumprimentos. JTD

sábado, 8 de novembro de 2008

Avaliação nunca!

Estou a acompanhar a manifestação através de um canal de televisão que parece instruído pelo partido do professor Mário Nogueira. Na grandiosa jornada de luta assiste-se a todo o tipo de palhaçada. Uma exaltada professora assume uma condição disciplinar que eu, com certeza por distracção, não sabia que definia a classe dos timoneiros: "Um professor é um artista", gritava a criatura. Concordo. 
No caso dela artista circense, presumo. 

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
MANUELA VAI COM AS OUTRAS?
Hoje ocorre uma "gigantesca" manifestação de professores. Ontem, certamente por mera coincidência, Manuela Ferreira Leite defendeu a suspensão da avaliação dos docentes e o recurso a um "novo" modelo e à avaliação "externa". Está encontrada a versão "Manuela vai com as outras"?

João Gonçalves no Portugal dos pequeninos

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O caruncho da madeira

Podemos não concordar com a atitude isolada do deputado do PND, no parlamento Regional de Madeira - não passou de uma manifestação de desagrado pelo funcionamento das instituições lá no burgo. Já impedir um representante democraticamente eleito de entrar no recinto parlamentar desafia todas as regras que regem a sua acção. A falta de respeito pelos valores democráticos são mato naquele território comandado por Jardim e pandilha. O presidente da Assembleia Regional, um tal Mendonça, limitou-se a exercer a vontade dos caciques do PSD.
Às tantas até fez algum sentido aquele desfraldar da bandeira nazi.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cromos de luxo

Cadilhe ficou muito incomodado com a atitude do Governo. O homem não se conforma com a correcção imposta por Teixeira dos Santos e Victor Constâncio.
Está com certeza mais empenhado em proteger até à última os responsáveis pelas incompetências que puseram em risco aquela coisa a que chamaram Banco.
Até parece que andam a gozar com a gente.

Perigosa ilusão

Ok, acabaram os foguetes. É tempo de guardar as serpentinas, os balões e os crachás e perceber a realidade que a administração Bush deixou. Os americanos não hesitaram em escolher Obama. O mundo já o tinha escolhido há mais tempo. Agora, das duas uma: ou as coisas melhoram, ou tudo fica como está. Mas as promessas de mudança foram tantas que, caso tudo fique como até aqui, o entusiasmo da vitória cai por terra, transformando-se mesmo em grande desilusão.
As ilusões são perigosas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Obama 08


A campanha troglodita encenada por McCain e pela tonta do Alasca vai ser recordada juntamente com o exercício desastroso do ainda ocupante da sala oval da Casa Branca. Nunca o país mais influente do mundo esteve entregue a gente tão indescritível. O pior presidente de sempre vai-se embora de certeza. Esperemos que não seja a dupla proposta pelos republicanos a substituir o simplório Bush e o inenarrável Chenney. Até amanhã, senhor Barack Obama.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não imagino

Por muito que se discorde de Paulo Teixeira Pinto ou de Paula Teixeira da Cruz - e eu incluo-me nessa colectividade -, em momentos como este sente-se um vento de solidariedade que anula todas as discordâncias. Não imagino maior contratempo na vida de um ser humano. Não imagino como se sentem em tempos tão tristes. Nunca me senti tão próximo deles.

Laranjas amargas

Um punhado de ex-colaboradores de Cavaco enquanto primeiro-ministro funda um Banco. A instituição cresce e aparece com pompa no meio financeiro português. Compram Arte e juntam mais Bancos ao rol. Agora vem-se a saber que as coisas não estavam assim tão bem. A crise minou-lhe as entranhas e denunciou a calamidade. O Governo resolveu evitar o pior e agarrou o problema de frente. As poupanças dos clientes do BPN não correm riscos. A bagunça foi armada por antigos e possíveis futuros quadros governantes do PSD. Os maus exemplos abundam. Associando estes atropelos às inabilidades de Manuela Ferreira Leite, não é dificil concluir que o partido laranja tem um futuro amargo à sua frente.

domingo, 2 de novembro de 2008

Orgulhosamente sós


As grandes obras públicas ajudam o desemprego de Cabo Verde e da Ucrânia. O desemprego de Portugal, duvido.
Manuela Ferreira Leite em entrevista ao DN
Tragam uma ficha de inscrição no PNR para esta senhora, por favor. É urgente.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Ai mamma mia - Há quem não tenha gostado. Eu gostei. Não se pode gostar? Não percebo.
didi (pseudónimo) - endereço electrónico identificado
Cirurgião de serviço — Eu também não. JTD

A vida dos pobres
- Caro Operador-Mor, Neste momento que se presta a grande demagogia convém sermos claros e verdadeiros. A garantia de 20 mil milhões que o Estado 'dá' à banca não é mais que uma garantia, um aval. Ou seja: os bancos para nos emprestarem dinheiro têm que se financiar algures. Para tal, precisam de um avalista/fiador, que, no caso de incumprimento, quando chegar à altura de pagar o empréstimo, pode recorrer ao Estado. Isto permite a quem empresta que não inclua ou inclua menos o risco no juro do empréstimo (o Estado é considerado no mercado bancário um pessoa de bem). Assim, o banco obtém melhores condições.
Repito: apenas se o banco não pagar é que o Estado se chega à frente. Portanto, não faz sentido dizer-se que o "...BES já avisou que vai usar o nosso dinheiro para aguentar o Banco...".
O seu a seu dono!
Efyes! (pseudónimo) - endereço electrónico identificado
Cirurgião de serviço — Mas , meu caro, esta minha postagem não pretende conter grandes suposições analíticas ao sistema financeiro português. Não passou de uma brincadeira à volta da iniciativa do Estado Português. Nada tenho contra a iniciativa e nada me move contra o senhor Ricardo Salgado Espítrito Santo. Mais, até utilizo os balcões da instituição. Portanto, o seu a seu dono, tu tens razão. O pior é se as coisas correm mal. Veremos quem chora no fim.
Volta sempre. Abraço. JTD

Cromo beato - Ainda há paciência para este abominável César das Neves? As declarações que recorrentemente profere deviam ser publicadas no "Inimigo Público". Pelo menos a gente ria sem complexos. Assim, em coisas aparentemente sérias, até dá vontade de chorar.
Gabriela Martins - endereço electrónico identificado

sábado, 1 de novembro de 2008

Revolucionários

As declarações de Vasco Lourenço, insinuando que os militares têm armas ali mesmo à mão e não respondem pelos seus actos neste conflito com o Governo, são lamentáveis. Sendo um dos intervenientes no 25 de Abril, leva-nos a questionar aquilo que muitos sectores mais conservadores colocam sobre aquela data libertadora: será que os acontecimentos de há 34 anos foram mesmo uma revolta dos militares pela defesa dos seus interesses de classe?
Até parece que sim.

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.

POBRES, MAS FELIZES
Lisboa é uma cidade azarenta: caiu-lhe um porto na margem do rio. Ainda por cima, os Fenícios que cá chegaram, há uns largos séculos, decidiram-se pela margem norte para encostar os barcos. Podiam ter aportado à margem sul. Mas não. Vieram direitinhos às «Docas». Madrid, por exemplo, é uma cidade com sorte: não tem problemas de expansão do porto. Prescindiu dessa coisa horrível que é estacionar contentores junto ao rio. Os madrilenos, povo de vistas largas, perceberam logo que um porto lhe ia estreitar as vistas. Mas podemos enviar o porto de Lisboa para Roterdão. Aí é que um porto fica bem. Os holandeses, mais trabalhadores do que contemplativos, não se importam. E já agora, para pouparmos no subsídio de desemprego, enviem também os estivadores e os embarcadiços. Depois, felizes, é só pedir uma imperial e uns tremoços e observar o voo das gaivotas que se entrelaça nos raios de sol. Sim, isso da pobreza é sempre culpa dos outros!
Tomás Vasques no Hoje há conquilhas

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Uma retrospectiva


Estas simpáticas criaturas vão povoar Serralves a partir de hoje. Estão felizes. Parece que nos querem cumprimentar. Juan Muñoz é nome grado da escultura contemporânea. Deixou-nos esta enigmática multidão para que se perceba um bocadinho melhor a expressão dos afectos, acho eu. Mas também pode nem ter pensado nisso. Cada um pode pensar o que quiser.
E quem quiser pode ir ao Porto conversar com esta malta.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A vida dos pobres

O patrão do BES já avisou que vai usar o nosso dinheiro para aguentar o Banco dele. Ó homem, disponha. Peça que a gente vê o que pode arranjar. Não queremos cá misérias.

Cromo beato

O cristão João César das Neves, criatura que vê a Economia como forma de atingir o reino dos céus, defendeu, em conferência entre os seus pares, que "a actual crise financeira internacional deveria afectar Portugal com mais violência para estimular a economia, já que a crise anterior não foi suficiente". Há cromos foleiros. Este já perdeu o verniz.
É bom ter um piedoso católico desta estirpe em defesa dos interesses nacionais.

Cromos


Mais um cromo para a colecção. A caderneta continua a ser preenchida. Bush é que nunca mais sai do cartucho. Qual será a razão? Provavelmente é o mais custoso.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O som e a fúria

O Anchorage Daily News, o mais influente jornal do Alasca, apoia Obama.
Ted Stevens, um veterano senador, apoiante da senhora Palin, foi condenado por corrupção, e provavelmente vai passar uns anitos atrás das grades.
Junte-se estes atropelos às despesas excessivas em guarda-roupa, às declarações de guerra à Rússia, aos manifestos abusos de poder e a outras parvoíces de Sarah Palin, e temos o retrato acabado do político simplório e manhoso soprado de esperteza saloia. Parece que nem na América profunda estas atitudes colhem simpatia. Já basta o simplório Bush para envergonhar os republicanos. Já basta o que basta.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ai mamma mia

Pedro Santana Lopes foi ver o Mamma Mia e veio de lá estarrecido. O texto que ilustra a cinéfila opinião saiu publicado no seu blogue. Parece coisa de paróquia do interior esquecido e ostracizado. O homem teve responsabilidades na Cultura Nacional nos tempos em que Cavaco foi primeiro-ministro. Nunca ninguém acreditou que soubesse da poda. Conhecemos o gosto duvidoso das suas opções artísticas. Mas agora, passado tanto tempo, escusava de nos lembrar a inabilidade.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Obama 08


O mundo adoptou Obama. Os principais jornais americanos apoiam o candidato. Parece que a chave para a saída da crise mundial está nas mãos do homem. Grande responsabilidade. Seja como for, nada será como tem sido. Todos queremos mudança. O mundo está prestes a ver-se livre do já considerado pior presidente de sempre dos EUA.
Este blogue junta-se ao coro de apoios.
Barack Obama é o candidato do BlogOperatório.
E esta!? Não estremeceram?

domingo, 26 de outubro de 2008

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via e-mail.

Comentar ou não comentar: eis a questão - Olá meus amigos. Esta é a primeira vez que aqui ponho a minha opinião, depois das alterações na política de opiniões. Isto assim mete mais respeito. Percebo a cautela de JTD e percebo que não queira estar a incomodar-se por causa de alguns imbecis que aqui punham as suas imbecilidades, sejam eles "divinos", "aquele mesmo" ou outros cromos que não sabem para que serve ter opiniões e não sabem manifestá-las sem serem parvos. Mas, agora que perdi a vergonha, vou passar a vir sempre que achar que o devo fazer. Contem comigo.
Anarca (pseudónimo) - endereço electrónico identificado

Agitar as águas - Caro JTD, a sua embirração com a presidente da Câmara de Setúbal já começa a ser em demasia. Ela até está a trabalhar. Vocês limitam-se a criticar. Não é brilhante mas faz o que pode. Reconheça isso.
Carlos Lança
Cirurgião de serviço — Não reconheço os gritos de guerra de chefes tribais, Muito menos as danças das gentes da tribo. Se o Carlos está contente, dance. Felizmente não temos todos que entrar na dança. JTD

Novos comentadores, precisam-se - Os comentadores de serviço sempre disseram o que lhes dizem para dizer quem lhes dá de comer. Mudam de opinião quando é preciso. Agora andam à nora. Não sabem o que dizer porque não sabem nada. Ou só sabem o que os donos lhes ensinaram. Quando os donos ficam sem saber o que fazer à vida, eles metem a viola no saco.
Jorge Guerreiro

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crise, qual crise?

A Gebalis trabalha junto de pessoas que conhecem a verdadeira face da crise. Mas para os administradores da empresa que gere os bairros sociais em Lisboa não há crise que se aproxime. Foi uma fartura de benesses. Um fartar vilanagem. Até parece que deu para um espectáculo de um indesdritível cantor de feira de subúrbio.
Mais uma mazela a corrigir.
Mais uma vergonha que não deve ser repetida.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Novos comentadores precisam-se

De repente todos os analistas ficaram ignorantes. Antes da crise era vê-los opinar sobre tudo o que se mexe com a lustrosa sabedoria dos iluminados. Mas agora, sempre que é pedida uma opinião, a humildade ilustra-lhes a expressão e a resposta é unânime: ninguém sabe onde isto vai parar. Afinal, toda a gente sabe que nada sabe. Há um bocado estava a ver a SIC-N e o frente-a-frente com Mário Crespo. Um frete. Miguel Relvas e Maria de Belém esforçavam-se em tornar as suas estafadas ideias em algo de interessante. Esforço inútil. Mudei de canal. Passo a vida nisto.