sábado, 30 de setembro de 2023

Olhar e ver


Fernando Alves leu ontem a sua última crónica na TSF. O seu programa SINAIS Acordava-nos já lá vão trinta anos. Fernando Alves vai agora continuar a olhar o mundo daquela maneira tão única e assertiva, mas sem o podermos ouvir. Vai andar por aí, como o outro. Mas onde poderemos encontrá-lo? É que este convívio não se pode perder assim de um dia para o outro. Há vozes que nos esclarecem e fazem pensar. Pensar não se usa? Mas então temos todos que nos render ao
vosso lucro? Acordem, senhores das rádios, das televisões dos jornais. Deixem de ser parvos.

Um abraço, Fernando. A gente vê-se daqui a pouco.

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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

A Festa está a chegar


Festa da Ilustração - Setúbal vai começar. As exposições são imperdíveis. Neste sábado abrem as primeiras três: Madalena Matoso, Martina Manyà e Bernardo P Carvalho. A imagem promocional passou por duas abordagens distintas mas de qualidade condizente. Cartazes e merchandising utilizam desenhos de Madalena Matoso, convidada nacional, e de Martina Manyà, convidada estrangeira, que vem de Barcelona. Hoje coloco aqui o cartaz de Martina. É a segunda chamada. Apareçam.

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

A Festa muito cá de casa

Na próxima sexta-feira vou conversar com Martina Manyà, convidada estrangeira da Festa da Ilustração - Setúbal, em ambiente Muito Cá de Casa, onde estarão outros participantes na Festa. Falaremos da actividade de Martina e também do que é ilustrar nestes dias que nos passam pelos olhos e pelo corpo. Pode participar quem quiser. A Festa abre logo no dia seguinte, às seis da tarde, na Casa Da Cultura | Setúbal. Até lá.



segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Vamos à Festa


A
Festa da Ilustração - Setúbal abre no próximo sábado. Toda a gente está convidada. Corrijo: toda a gente não, só mesmo quem convive com grande vontade de conhecer o melhor. Estamos como Oscar Wilde: "Tenho gostos extremamente simples: somente o melhor me satisfaz."

Apareçam, vá.

domingo, 24 de setembro de 2023

Com o corpo


LA NEGRA
| Voz feminina potente e com documentação cultural superior, sem dificuldade em reconhecer influências, conferindo vida própria a uma performance singular. E com corpo. Literalmente. Expressão corporal vibrante.

La Negra, com Ricardo Martins, Vitor Rua e Alexandre Bernardo, fizeram espectáculo de se lhe tirar o chapéu. Pessoalmente, tiro o meu chapéu à programação musical da Casa Da Cultura | Setúbal. Quem não frequenta estes momentos de excepção não sabe o que perde. Um luxo sempre polvilhado pela surpresa.
Tive também o grato gosto de abraçar o meu amigo Ricardo Martins, o homem da bateria que melhor manobra os pauzinhos contra as caixas cilíndricas e os pratos metálicos. Que espectáculo.

sábado, 23 de setembro de 2023

RECEITUÁRIO


La Negra – “CHAMA - Histórias de um Palhaço que Amava Demais”

La Negra regressa à música com a criação de CHAMA um espectáculo onde música, performance e teatro se unem de forma poética e ousada explodindo beleza. O espectáculo
conta a história de um palhaço que amava demais a vida e tudo o aquilo que a compõe. Uma viagem cómico trágica pelo mundo desta figura tão conhecida de todos os públicos - o Palhaço. Lírico, inocente, angelical, frágil, encarna múltiplas personagens e facetas para animar o espectáculo, luta com a sua existência, escravo de si mesmo e das suas criações. Um espelho grotesco da realidade do interprete que se expõe mostrando a sua ingenuidade num espectáculo embebido de um espírito extravagante, dramático, moderno e musical do circo, do burlesco e dos antigos espectáculos de variedades.
Com a potente e virtuosa composição e performance musical de Ricardo Martins, Vitor Rua e Alexandre Bernardo, La Negra cria um imaginário único quando junta a força da sua voz à força dos seus músicos compositores.
Um espectáculo inesquecível.
Casa da Cultura, Setúbal | Sala José Afonso
23 de setembro | sábado| 21h30 

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Receituário

ILUSTRAÇÃO EM FESTA | A Festa da Ilustração - Setúbal foi apresentada e recomenda-se. Abre dia 30 de setembro às 18 horas, na Casa Da Cultura | Setúbal, com as exposições de Madalena Matoso e Martina Manyà. Há material documental e merchadising. Vale a pena andar por aqui. O convite para a abertura segue dentro de momentos. Até já.


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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Receituário

Vão encerrar as exposições de verão das galerias da Casa da Cultura, Setúbal. João Concha e Mariana Castro mostram aqui trabalho de se lhe tirar o chapéu. A despedida é já no domingo a partir das quatro horas da tarde até às oito da noite. Vamos conviver. Conversar com os autores e uns com os outros. Apareçam.

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A banalidade do mal


Hannah Arendt combateu este estigma. Denunciou-o. Os nazis banalizaram as atitudes vis. Com a banalização tudo se torna relativo. Tudo é assimilado e inscrito numa certa normalização. André Ventura, o político mais sem carácter de sempre, atira com censuras ao Governo por razões que se explicam pela tentação de dar nas vistas. De aparecer como grande militante de uma causa que não sabe explicar muito bem qual é. O Chega não tem programa nem norte. O programa que chegou a ter, mas que apagou, era sinistro. Este constante saltitar e esta exaltada gritaria, colocam-no permanentemente nos meios de comunicação. Parece o líder da oposição. Montenegro dá a entender que finalmente percebeu isso. Uma moção de censura que se esfuma nos minutos seguintes, sem possibilidade de aprovação, só banaliza um procedimento — moção de censura ao Governo — que sendo importante, deixa-o de ser. É banalizado. Mas Montenegro tem agora outro problema. O seu possível preferencial aliado — Iniciativa Liberal — vai votar a favor da moção dos fascistas do Chega. Esta gente da Iniciativa Liberal é o que for preciso. Mas têm programa. E esse programa é tão sinistro como o inexistente do Chega. Esperemos que o PPD/PSD, com Montenegro ou sem Montenegro, nunca faça alianças com esta gente sinistra. É importante reforçar os serviços públicos e o sistema democrático. Isso, sim. Fascistas, não.

[Imagem: líderes de sistemas políticos onde os sistemas ultra liberais funcionaram em grande estilo].

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Cuidado com as imitações

(...) De forma que para comprar o Casimiro
Em vez do insulto do boicote ou da ameaça
Disse-lhe: Sabe que no fundo o admiro
Vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça

Sérgio Godinho. "Cuidado com as imitações". Àlbum "Campolide".

AS ESTÁTUAS | Às vezes é melhor estar calado. Acontece muito. Não temos que ter opinião sobre tudo o que mexe ou está quedo. Mas esta discussão sobre estas estátuas erigidas mais recentemente causaram-me uma inflamação de bichos carpinteiros. Lá vai opinião.
Começo por dizer que prefiro a escultura, como expressão artística superior, às estátuas a tentar ser o mais parecido possível com o homenageado. Quando o homenageado viveu já depois da descoberta da fotografia a coisa complica-se ainda mais. Para quê pegar no retrato e fazer um estátua? Não é artista quem diz que o é e pronto. Em Arte tem de haver um motivo para a obra. Uma ideia inicial que depois se desenvolve com o intuito de causar surpresa. O mundo só nos espanta através da Arte. O artista percorre vales, montes e urbes, observa o que o rodeia, documenta-se, e parte para a obra sem a necessidade mental de satisfazer a encomenda, mesmo que esse trabalho seja encomendado. O cliente, e, posteriormente, o observador, serão surpreendidos, ou não, mas nunca pelo rigor académico. É a surpresa, a alegria da criação, que deve passar para o espaço acessível a quem observa.
Dito isto, acrescento que não aprecio estatuária nenhuma desde Leopoldo de Almeida, que me lembre. Acrescento ainda que o puritanismo em discussão não me parece o ponto. Não é a nudez que choca, nessa estátua a Camilo. Mas a obra põe-se a jeito. E nos tempos que correm — tão depressa e bem — aquilo não faz sentido nenhum. É sexista e artisticamente alarve. Mas destes mamarrachos contemporâneos, doem-me mais os erigidos para homenagear José Afonso — todos, sem excepção — e imagino o que ele diria se as tivesse visto. Sobraria o seu sentido de humor para dar alguma utilidade àqueles monos inenarráveis. Esta é a minha opinião. Não consigo emocionar-me a olhar para retratos de pedra, metal ou seja de que material for a três dimensões. E já que estou com a mão na massa, termino com o final da canção do Sérgio.

A moral deste conto
Vou resumi-la e pronto
Cada qual faz o que melhor pensar
Não é preciso ser
Casimiro para ter
Sempre cuidado para não se deixar levar

[Imagem: escultura de Carl Fredrik Reuterswärd. Instalada em frente à sede da ONU em Nova York. É só um exemplo de um bom trabalho. Na minha opinião, é claro].

domingo, 17 de setembro de 2023

Receituário

A FESTA ESTÁ A CHEGAR | A Festa da Ilustração - Setúbal 2023 está aí a rebentar. As surpresas são muitas. Tudo o que vai acontecer será revelado no próximo dia 21, quinta-feira, ao meio dia em ponto. Jornalistas são alvo do encontro, mas todos podem participar. A Festa começa aqui, a bem dizer. Até lá.

sábado, 16 de setembro de 2023

Design de Comunicação


Da série Grandes Capas.

The New Yorker. "Bodega cat", R. Kikuo Jonhson.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Stand up comedy


Um tal Cavaco quis regressar aos estrados da comédia. O auto-elogio foi disferido em competente dose de humor. Seguiu-se outro humorista de gabarito: Durão Barroso. Criticou a esquerda. Diagnosticou-lhe um problema de pulmões, pareceu-me. E, por último, surge o grande humorista da actualidade: Montenegro. Aquele encolher de ombros é já um caso de excelso talento. O homem cismou que vai ser primeiro-ministro. Houve quem se escangalhasse a rir. Exagero. Isso pode acontecer. O chunga do Chega só pensa nisso. E o trangalhadanças do PPD/PSD já deve ter estudada a desculpa para se aliar aos fascistas chungas.

Foi pena não terem passado o espectáculo todo nas televisões. Como não vou ler o livro — lagarto, lagarto —, assim podia ter passado um bom bocado sem sair de casa. Nas imagens não se via ninguém rindo. Ou sequer sorrindo. Esta direita está com uma grande falta de sentido de humor. Já nem Cavaco os faz rir? É pena. Macambúzios.

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HÁ TERRA NA TERRA | Há exposições que percorremos como se fossem uma janela para ambientes que se imaginam. Imagens que espevitam o nosso interior, colocando-nos em intenso reboliço. São melhores as exposições que nos fazem pensar, que nos despertam ou informam os sentidos. Mas que também trazem a surpresa, o deleite da descoberta da coisa nova. A Arte é isso que nos esclarece. Suscita a duvida que nos faz estremecer. A habilidade é para os habilidosos, e a vontade de mostrar habilidades é para os contadores de anedotas.

Muitos pensamentos foram acrescentados às minhas preocupações pessoais ao visitar esta exposição "Terra Mineral - Terra Vegetal" de Duarte Belo. São percursos, pedaços de terra, rochas, galhos, trilhos, em composições ditadas por uma geologia que parece cenográfica. E é. O talento da Natureza é tratado pelo olhar de Duarte Belo com grande maestria e sofisticação. Natureza que se impõe em tronos de grande nobreza ecológica: não destruam estas dádivas. Tudo o que observam tem a duração de muitas vidas, de muita incursão dos elementos. O que estas imagens revelam são preciosidades trazidas ao nosso olhar pelo olhar singular deste fotógrafo que resolveu gritar em silêncio: isto existe e é para ser olhado com respeito. Esta interpretação causa inquietação, mas fornece-nos ferramentas para respeitarmos a Natureza. Imagino que seja essa a maior alegria de Duarte Belo.
Percorrer estas salas da galeria da Biblioteca Nacional é um prazer sem fim. Apetece ir morar ali durante um bocado do tempo. Saímos da grande cidade quando ali entramos. E tudo isto se dá tão bem.
Muito obrigado, Duarte Belo.
Hoje, dia 15 de setembro, às 17H30, há uma visita guiada com a presença do autor. A exposição encerra no dia 29. Acreditem, é mesmo imperdível.

TERRA MINERAL - TERRA VEGETAL
Fotografia/Instalação
Duarte Belo
Biblioteca Nacional. Campo Grande, Lisboa.
Até 29 de setembro.

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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Açores e Natália Correia


A exposição fotográfica ENTRE BASALTO E FLORES, de Ana Maria Bettencourt, que preencheu a galeria da Casa Da Cultura | Setúbal, em Maio deste ano, vai estar a partir de hoje na Casa dos Açores, em Lisboa.

Tal como em Setúbal, também aqui será evocada Natália Correia, desta vez para assinalar os 100 anos da escritora.
Natália Correia morreu em 1993, em Lisboa. O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, estará presente para conferenciar sobre o trabalho literário da escritora nascida nos Açores. O convite está feito.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Casa/Oficina


A exposição "Que casa sou", de João Concha, na Casa Da Cultura | Setúbal, vai ser motivo de uma oficina de ilustração. O livro "Ma Maison", de Delphine Durand também. A casa é mote. O trabalho vai ser o que os participantes quiserem. Bom trabalho.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Doloroso


Dia negro. Dia em que se assinala a data em que alguns atentaram contra a vida e a liberdade de muitos. De todos. Recordamos, para que não esqueçamos.

domingo, 10 de setembro de 2023

Caetano


Estes dias são dias de Caetano. Este domingo é o meu dia de ir ouvir e ver Caetano. É sempre um prazer e um privilégio ir ouvir e ver Caetano Veloso.

Jorge Sampaio


Dois anos depois: muito obrigado, presidente Jorge Sampaio.

sábado, 9 de setembro de 2023

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Se a meteorologia ajudar, este concerto acontecerá no exterior. Se a coisa correr mal no exterior, a música vai para a sala José Afonso. O que for soará. Até já.


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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Bom conselho


Quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro
, diz o povo.

Não consigo perceber. Quem terá dito a Montenegro que Costa não falou e até amuou, na última reunião do Conselho de Estado? O homem não se cala, mesmo conhecendo as regras, ou seja: sabendo que o que se passa lá dentro não deve ser alardeado cá fora. Quem o terá informado? Não consigo imaginar.

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Realmente

Querem ajuntamento. Convocam assim a plebe. Eu, plebeu dos costados todos, até lá punha os presuntos se aquilo fosse em outro dia. Mas a 7 de outubro é muito complicado para mim. Nesse dia ainda estou de ressaca por mor das comemorações de 5 de outubro. Não dá.

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Bons sons. Boa noite. Até já.



quinta-feira, 7 de setembro de 2023

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PEDRO CHORÃO | Foi em Setembro e Outubro de 2019 que Pedro Chorão se estreou em mostra individual em Setúbal, na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Exposição de sofisticados contornos estéticos. Na minha opinião, e eu disse-o na altura, uma das exposições mais importantes de sempre patentes na cidade.


Pedro Chorão usa as telas e as tintas para pensar. Olha em seu redor e tenta perceber a paisagem. Gosta do que vê. Muitas vezes sem olhar o exterior. As figurações residem dentro da sua cabeça. Aperfeiçoa essa realidade acrescentando pinceladas que formam fundos graficamente densos. O pincel percorre a tela e desenha paisagens imaginadas. A natureza escorre por estas páginas de um grande livro, aparentemente sem palavras, mas que tanta conversa nos sugere. Pedro Chorão tem uma obra imensa. Se ficarmos atentos à sugestão do artista, e circularmos em passo de passeio, encontramos histórias de lugares que correspondem a registos guardados na nossa imaginação. Sonhos, talvez. Podemos ficar horas a olhar estes trabalhos. Circulamos por entre estas telas com a satisfação dos percursos prazenteiros. É um grande prazer conhecer a sua obra. É melhor ainda conhecer o artista e ser seu amigo.
O sonho que é a obra de Pedro Chorão foi descrito assim pelo Jorge Silva Melo: "Há, neste Pedro Chorão, o rumor da manhã perto do mar, tudo é tão pouco e só o que é necessário, tudo é de nenhuma coisa feito. E a manhã acende-se sobre a dor."

Ficam aqui algumas imagens. Registo modesto desta grande exposição que foi um grande momento artístico na cidade. Pedro Chorão vai expôr de novo em Setúbal, no próximo ano, trabalhos de grande dimensão. Vamos comemorar os 50 anos da liberdade. Muito obrigado por tudo, Pedro Chorão. E até breve. Voltaremos ao trabalho.

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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

O chatarão convencido


"Comportamento de um primeiro-ministro de Portugal para que o Governo tenha sucesso", é o motivo do livro que Cavaco vai lançar no mercado. Parece coisa de auto-ajuda para políticos emergentes. Provavelmente, este artista da "governação de sucesso quando há muito dinheiro", tem coisas para ensinar aos primeiro-ministros no activo e vindouros. Ou pensa que tem, coitado. Podia abrir uma empresa de prática de coaching. Isso é que era. Montenegro, Moedas e outros candidatos ao crescimento político pessoal podiam ser seus seguidores. Ficavam com mais preparação para se esgatanharem como deve ser. Cavaco será Cavaco até ao fim. Um triste traste.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Pintar o futuro


Nesta terça-feira vou estar à conversa com Alejandro "Mono" González. Grande responsabilidade, confesso. Não é todos os dias que falamos com alguém que pôs as paredes do seu país a gritar contra o fascismo. Esteve com Allende e conheceu a tirania de Pinochet que estabeleceu a onda neoliberal no país. Mais tarde, em documentários em louvor da economia desse tenebroso tempo, os economistas injectados pelas teorias dos boys de Chicago, titubearam umas desculpas completamente ridículas, se não fossem assustadoras: não deram por nada. A repressão e a morte de milhares de chilenos passou-lhes ao lado.

Os murais de Siqueiros, Rivera e Orozco fizeram escorrer o discurso antifascista pelas paredes do Chile. Alejandro "Mono" González bebeu desse chá e também lutou pintando tons alegres na luta contra a tirania. Podemos lutar contra os opressores e seus apoiantes com alegria. A tristeza combate-se com a alegria.
Quem quiser e possa apareça n'A Gráfica - Centro de Criação Artística. Até lá.