Ontem mencionei aqui uma frase de Bernard Shaw que metia porcos na prosa. A situação depreciava o animal. A ideia era comparar pela negativa o líder do partido fascista (agora já se percebeu sem margem para qualquer dúvida que aquela gente é mesmo fascista) a um porco que afocinha na lama sem qualquer problema e até gosta disso. Não vi o debate mas, pelo que tenho lido por aqui, parece que a premissa se confirmou.
Os simpáticos animais não me encomendaram a sua defesa, como é evidente, mas eu sinto-me alcançado com a opinião que ontem aqui publiquei. Venho assim, desta singela maneira, tentar salvar a honra dos involuntariamente atingidos porcos, com a frase de Churchill que inicia este badalar. Já percebemos que o animal não merece ser comparado ao líder do partido fascista. O líder do partido fascista não é um porco. É um mentiroso compulsivo, um mal-criado sem maneiras, um escroque, um racista colonialista sem vergonha, um fascista ressabiado. Nada tem de apreciável ou talentoso. Honra a José Pacheco Pereira que tentou encostar a víbora à parede. Dizem-me que não conseguiu, que víbora é víbora e nada há a fazer. Não posso concordar. Um mentiroso não ganha debates. Um debate não é um jogo da bola. O escroque não ganha debate nenhum. Não ganha debates porque nada se ganha fazendo batota. Sim, é um batoteiro que nunca reconhece regras. É papel de todos os democratas amantes da liberdade combaterem este energúmeno. Este e todos os outros que por aí andam. Os eleitos e os que os elegem. Se querem esterco no poder é porque se sentem bem no lamaçal. Não se respeitam fascistas. Combatem-se.

















