terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A gente ajuda


Mantraste apanhado em flagrante. Os artistas ajudam. O ilustrador que percebe bem os ambientes e motes populares é solidário também no terreno com quem precisa. 

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

As palavras que o vento não leva

São palavras registadas em suportes bem visíveis e visionáveis. Vão estar comigo pessoas que sabem usar as palavras. Gente que sabe o que diz porque sabe o que faz. Ana Nogueira, António Cabrita, Fernando Cabral Martins, Viriato Teles, Jorge Abegão e António De Castro Caeiro vão estar à conversa comigo nas sextas-feiras deste mês fevereiro. Vamos falar de artes visuais, de literatura, de filosofia, de música e de tudo o que nos ocorrer. Toda a gente pode participar. Todas as palavras são necessárias. 
 
Imagem 1: convite para a sessão de abertura.
Imagem 2: programa geral de actividades.
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

O que é uma catástrofe?

O que está a acontecer no nosso território é mesmo uma catástrofe sem comparação possível. Perante o sofrimento e o desespero de famílias inteiras, o governo de Portugal convoca reuniões, a ministra da tutela diz que está no gabinete a trabalhar e o inefável ministro Leitão até faz vídeos profissionais para que esse esforço governante fique bem documentado, tudo fingindo uma espécie de discreta clandestinidade, que assim é que deve ser. Já o primeiro-ministro e o ministro da guerra dizem banalidades e saem de cena. Mas o primeiro-ministro mostrou consideração pelos mortos que "não evitaram" morrer. Até parece negra ironia. Que tristeza de homem. Que lamentável primeiro-ministro. Um governo de cretinos é isto.
 
O candidato fascista foi mais longe. Invadiu mesmo o terreno afectado para distribuir alimentos e conforto eleitoral às populações, sempre exibindo muito sofrimento acumulado a uma expressiva linguagem corporal. O refluxo gástrico foi útil, mas é preciso experimentar diferentes performances, sempre chamando as televisões para que não existam dúvidas de que o homenzinho é de uma bondade acima de todas as suspeitas.
Pelo sim pelo não fui já hoje votar contra estes abomináveis patifes. Catástrofe pior seria o candidato fascista vencer as eleições no próximo domingo. É preocupante pensarmos que um dia este energúmeno pode ser eleito. Não desperdicemos a vontade de combater fascistas. As catástrofes não se resolvem com fascistas. Os fascistas provocam catástrofes. 
 

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Wim Mertens

Foi a terceira vez que ouvi Wim Mertens ao vivo. Sempre como se fosse experimentar a surpresa. Aula magna a abarrotar de gente atenta e entusiasmada. Espectáculo único. Músicos de excepção. Ouvir boa música dá saúde e faz crescer. Aguardo a próxima aula de Mertens. Obrigado.  

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Bom viver

Morreu o realizador João Canijo. Morte inesperada que nos deixa sem palavras. Diremos sempre pouco, comparando com o muito que ele nos disse nos seus filmes. Esses ficam. Os filmes que realizou estão visionáveis e recomendáveis. Lembro-me de vários que me forneceram momentos de bom viver. Foi bom viver no seu tempo. Muito obrigado, João.

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Trumpelias

A saga continua. O imperador do mundo conseguirá chegar a todo o lado, seja por que método for? O mundo dos ficcionistas está em risco. A realidade está mesmo a ultrapassar as mais eficazes denúncias.

Os cartoons de Vasco Gargalo já são uma interpretação quase real do que se passa na cabeça do tresloucado Trump. Um energúmeno da pior espécie pode chegar ao topo da hierarquia. A delinquência política pode ser preferida pelos eleitores. É que há muita gente que se revê nestes biltres. São os justiceiros caseiros. Excluem tudo o que os ameaça. Não respeitam regras e não sabem o que é a decência. Querem ficar sós, nos seus mundinhos de merda.

Fiquem com estes excelentes trabalhos do Vasco Gargalo.
(O Vasco viu a sua conta piratiada e agora aparece aqui com um nome estranho. Esperemos que volte à normalidade rapidamente). 


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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A palavra precisa de ternura



A palavra precisa de ternura, escreveu José Afonso.

No próximo dia 6 de fevereiro abre a minha exposição na galeria da Biblioteca Camões (Chiado). Mostro várias fases de um percurso que teve início em Abril de 2023, em Montpellier, mas mostro trabalhos anteriores para que se percebam as linhas que traçam uma linguagem. 

Aqui vai em anexo o programa das festas. Os participantes são de elevadíssima qualidade, como podem comprovar. Vamos ter convívios de alto gabarito e também divertidos. É o que se espera. Eu espero por vocês. Apareçam.

AS PALAVRAS
Matérias transformadas
por José Teófilo Duarte.
Galeria da Biblioteca Camões.

Largo do Calhariz, 17. Lisboa.

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27 de Janeiro - Dia Internacional em memória das vítimas do holocausto

Hoje é dia de se assinalar o horror do holocausto. Quase noventa anos depois, já há quem, entre dirigentes políticos, defenda que aquilo foi coisa de somenos. Fascistas de toda a Europa desmentem factos. O pai Le Pen desmentia categoricamente a existência da atrocidade.

Um candidato presidencial em Portugal, amigo dos Le Pens da vida, alinha com nazis em fotografias de família, tem candidatos autárquicos nazis no seu partido, e ataca minorias e pessoas diferentes dele como se fossem criminosos. Ele é único e original, tendo como grande referência o ditador criminoso Salazar. Mussolini e Hilter usaram a mesma cartilha para convencer os seus seguidores. Anda por aí muita gente má, que agora encontrou um mentiroso sem vergonha que os une na defesa do racismo, da xenofobia e do crime de ódio. Votar num alarve sem maneiras destes para Presidente é estúpido e vergonhoso. Imaginam o palácio de Belém habitado por gente tão mesquinha e triste, em arremessos insistentes contra pessoas que eles consideram inferiores? Seria uma tristeza. O holocausto existiu. Não queremos outro. Assinalar esta data é lutar contra o fascismo e os fascistas. É que eles andam aí. Combatê-los é preciso. Sempre.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Espuma dos dias


A América de agora mesmo olhada pelo assertivo traço de Barry Blitt. Existem americanos que nunca adormeceram, e tentam acordar os que ainda dormem. Acordem. Anda por aí um maluco que nos vai lixar a todos.

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O tempo dos criminosos

Um criminoso fascista é chefe todo poderoso de um país que considera seu e que tem uma milícia que agride e mata. Uma quadrilha perigosa domina um país poderoso. O respeito pela vida humana não existe. O criminoso condena sempre o agredido. O desprezo pelas pessoas é norma desta gente desprezível. Tempos tristes, e perigosos.

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Se não são fascistas, são o quê?

Se parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então provavelmente é um pato.

O provérbio é muitas vezes usado nos EUA e é agora muito útil para classificar os novos políticos autoritários. Será Trump um fascista? E Ventura? E Abascal? E Meloni?
 
Se atacam estrangeiros, militantes progressistas, mulheres, excluem crianças, pessoas de sexualidade que consideram desviante, religiões diferentes das deles e defendem e aliam-se a nazis-fascistas, e se aliam essas vontades a atitudes verbal e fisicamente violentas, são o quê? Fascistas e nazis são apenas os inscritos nas organizações italianas e alemãs do tempo de Mussolini e Hitler? E as acções da tropa fadanga de Trump contra estrangeiros nada têm a ver com as polícias fascistas e nazis? 
 
Estas perguntas vão direitinhas para os atentos comentadores opinadores que se mostram muito incomodados por chamarmos fascistas a quem quer aplicar políticas radicalmente autoritárias. Em Portugal, Ventura quer ser Presidente, primeiro-ministro, juiz supremo e torturador encartado: Quer mandar para a prisão quem não aprecia, calar quem o critica, acabar com apoios a quem deles precisa, acabar com os serviços de saúde, pôr fim à educação pública, retirar apoios à Cultura e apoiar apenas os desportos de massas. As políticas prometidas pelo partido Chega colocariam muitos dos seus apoiantes na absoluta miséria, mas os atordoados só querem vingança. Acabar com os outros todos, os que não são como eles, é o que pretendem os básicos, ignorantes e invejosos que apoiam cegamente o seu chefe fascista (desculpem a insistência, mas não encontro outra designação para o biltre).
 
Ora, se não chamamos fascistas a esta gentalha violenta e reles, chamamos-lhes o quê? Eu até sabia chamar os bois pelos nomes, mas não quero espoletar aquela ideia de que estamos a ofender as mãezinhas deles. Aceitam-se sugestõesNão compliquem, senhores e senhoras que comentam e analisam. Chamemos-lhes fascistas, só para facilitar.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Da seriedade humorística


Caro senhor primeiro-ministro e outros actores políticos muito sérios: esta notícia é uma brincadeira inserida numa publicação humorística. Não levem a mal. O Nuno Saraiva é meu amigo e eu sei que ele leva o humor muito a sério. Portanto, isto é humor a sério, não é tentativa de enganar ninguém. Perceberam?
Bom fim-de-semana para toda a gente. Com humor e alegria, a sério.
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Há quem diga que o CDS/PP é um partido fundador da democracia. É verdade, o CDS (antes de ser acrescentado o PP) era a direita mais agressiva que existia logo depois do 25 de Abril. Como o debate político tendia para a esquerda, os membros do CDS às vezes pareciam uns perigosos operacioanis da vontade mais retrógada. Mas atenção, falamos de gente como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa ou Francisco Lucas Pires. 

 Há quem diga que o CDS/PP é um partido fundador da democracia. É verdade, o CDS (antes de ser acrescentado o PP) era a direita mais agressiva que existia logo depois do 25 de Abril. Como o debate político tendia para a esquerda, os membros do CDS às vezes pareciam uns perigosos operacionais da vontade mais retrógada. Mas atenção, falamos de gente como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa ou Francisco Lucas Pires. 

O partido mudou muito com a saída de Freitas do Amaral. Nos dias de hoje nada tem a ver com essa ideia de partido fundador. Muito pelo contrário. A aproximação ao partido de Ventura, no combate a tudo o que é progresso e decência, é bem notória. O líder da bancada aproxima-se cada vez mais da linguagem do partido evidentemente de extrema-direita. Um partido fundador da democracia não pode achar um candidato que combate o sistema igual a um candidato obviamente democrático. Isto não é tudo igual, e para Melo e Núncio também não é. Núncio diz que apoiar um candidato socialista NUNCA. Está percebido. Percebe-se assim também a atitude aparvalhada do colega de coligação Montenegro.

Há partidos de direitaQue põem sempre a bola ao centroMas quem melhor os fintarÉ que vai marcar o tento
 
Será que afinal é o Chega que vai marcar o tento? É o que parece, e parece também que os líderes do CDS não estão incomodados com a ideia. Pessoalmente borrifo-me. Núncio e Melo são gente execrável. É a minha vez de achar que são todos iguais: Chega, CDS e parte do PPD/PSD de onde saiu o pantomineiro Ventura.
 
Cartoon de Vasco Gargalo/Sábado 
 
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Da decência

Há lugares que não podem ser ocupados por um qualquer labroste. A Presidência precisa de alguém decente. António José Seguro garante decência. Toda a gente que é decente quer decência. O labroste que vá berrar para longe. Bem longe. 
 
Vamos apoiar Seguro e votar nele no dia 8 de fevereiro. Com alegria e entusiasmo. A esquerda vive as lutas com alegria. A tristeza, o ódio ficam bem com a extrema-direita troglodita, que isto é mesmo assim. Viva a democracia. Viva a liberdade. Viva a vida, com alegria.
 
Imagem: Candidato Seguro rodeado pelo criador Bordalo, acompanhados da criatura Zé Povinho. A peça existe em Caldas da Rainha. Fotografia retirada do mural do candidato.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A gargalhada engasga

A ironia não é malagueta do frasco de condimentos do primeiro-ministro. Os ataques sem ironia por parte de trogloditas activos do Chega não preocupam Montenegro e os satíricos também não. São tolerados e até é capaz de ser divertimento rijo entre as criaturas que circulam na área do governo. 
 
A ironia é uma maçada quando os atinge. Também é verdade que há malta que não percebe a sátira à primeira. A publicação na página Volksvargas finge ser uma mensagem de Trump. Isso percebe-se à légua. Mas Montenegro não percebeu o que toda a gente percebeu. Se calhar é por estar em inglês, idioma que Montenegro domina mal e porcamente. Ficamos a saber que também domina mal a compreensão da sátira. Não o avisaram que isto é mesmo assim. Ser figura pública com responsabilidades políticas não é para todos. 
 
Montenegro dá-se melhor com negócios pouco visíveis que só correm riscos quando o negociante vai para a política. No tempo de Salazar não havia problema. Os negociantes eram políticos apoiados pelo ditador. E não eram permitidas risotas. Agora são. E ainda bem.
A atitude do primeiro-ministro Montenegro é ridícula. O inefável Leitão Amaro tenta explicar os males que a publicação traz ao governo de Portugal. Mas Amaro é sempre ridículo. Está perdoado.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Gente lamentável

Mas ainda há dúvidas? Luís Neves, director da Judiciária, não as tem. O grupo 1143 é uma associação criminosa que organiza crimes contra imigrantes e pessoas de esquerda. As mulheres do Bloco de Esquerda deveriam ser obrigadas a prostituir-se, defendem os delinquentes nazis. Alguns são militantes e até foram candidatos autárquicos do partido fascista Chega. Não há qualquer possibilidade de o poderem desmentir. Existem registos que o comprovam: fotografias com André Ventura confirmam a preferência dos criminosos por esse partido. A advogada que os defende, que alega que não passam de uma espécie de grupo recreativo de amigos patriotas, também é grande fã de Ventura e de Mário Machado, o lider vitalício dos nazis portugueses.
A pergunta impõe-se: ainda há quem não core de vergonha quando diz que apoia e vai votar no chefe absoluto do Chega? Será que acham aquela trupe de meliantes uma agremiação normal?

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

É preciso fazer um desenho?

Pedro Pina, André Carrilho, eu, Tiago Ferreira 

e João Paulo Cotrim, numa actividade da Festa da Ilustração



Confesso que estou mesmo muito preocupado. Fico angustiado com este sobressalto permanente que é a possibilidade de um partido liderado por um mentiroso rasca e sem maneiras ser normalizado e ter muita influência. Claro que alguma influência já tem. O parlamento instalou uma taberna ali naquele recanto mais à direita da casa da democracia. Gente sem valor grita e esbraceja sempre que a decência quer ter palavra, e o berrador mor não sai dos suportes de comunicação mais visionados. Um horror. Um susto.

Em Setúbal nasci e vivi até há bem pouco tempo. Colaborei com a Casa da cultura e concebi e dirigi a Festa da Ilustração durante onze anos. Desenvolvi design de comunicação, fiz curadoria e design expositivo de exposições, promovi encontros literários e artísticos. Coloquei a actividade em Setúbal no topo das minhas preocupações profissionais. Considero que a cidadania deve ser exercida envolta em solidariedade. "A solidariedade não é facultativa, é um dever", como pretendia Jorge Sampaio. Mas o exercício do dever tem contornos mínimos e limites. Nunca alinhei em bairrismos cegos. Sempre denunciei o provincianismo bacoco e a farronquice parola dos apologistas do "é nosso é bom". A minha actuação em Setúbal inscreveu-se na intenção de se "levar o melhor do mundo a Setúbal, e o melhor de Setúbal ao mundo". O cosmopolitismo iluminou a minha existência no mês de Abril do ano de 1974 e nunca mais se apagou. Fiz o que me foi possível para manter essa lanterna acesa. Sinto que fui eu quem mais aprendeu. Aprendi muito e agradeço por isso a todos os artistas e autores que conviveram comigo e também ao pessoal do município: funcionários e responsáveis autárquicos. 

Resolvi não continuar a colaborar com o município porque percebi que muito do que fiz até aqui não poderia fazer a partir do momento em que o executivo municipal é apoiado por vereadores do partido que considero bem longe dos ideais de solidariedade, progresso e cidadania inscritos no meu manual pessoal. O município de Setúbal tem o executivo mais à direita de que há memória em democracia. A minha atitude é política. Mantenho assim a distância higiénica que me limpa o fígado e alegra o espírito. A Cultura e a Arte combatem o obscurantismo. Sempre. Outra atitude é impossível. Estarei nesse combate até ao fim. Mas pretendo fazê-lo com a alegria e a inteligência que norteiam a curiosidade intelectual. Os arautos do retrocesso — já clamam sem vergonha por três salazares — não nos podem fazer desistir. "Seremos muitos. Seremos alguém", como cantou José Afonso. Continuaremos a cantar com ele. 

Enderecei uma carta aos artistas, escritores, historiadores, jornalistas e outros colaboradores esclarecendo a minha atitude. Esta missiva pretende esclarecer toda a gente minha amiga e põe assim uma pedra no assunto. Não comentarei rigorosamente mais nada que aborde a minha relação com a cidade.

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Com Sérgio Godinho e Rosa Azevedo, em Muito Cá de Casa.


 

Com Jorge Silva Melo e Rosa Azevedo, em Muito cá de Casa.

Com Pedro Chorão e Ana Nogueira, na abertura da exposição de Pedro Chorão em 25 de Abril de 2025. Exposição que se integrou nas comemorações dos 50 anos da revolução.