terça-feira, 23 de novembro de 2021

Insustentável leveza


Parece que a CNN tem agora poiso cá na terra. Mas não parece a CNN. Parece mais uma estação de mexericos, curiosidades e socialites. Assim uma coisa tipo TVI, estão a ver? Ah, aquilo é da TVI? Adiante.

Parece mais uma estação de mexericos, curiosidades e socialites. Abertura espampanante, com os de sempre, e furo jornalístico de cordel, com os de sempre, em informação de trazer por casa. O branqueamento de Rendeiro é apresentado com pompa. A banalidade informativa impõe-se, nesta anunciada surpresa da caixinha de surpresas. Parabéns à prima.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

António Nobre EM VOZ ALTA


Vamos ouvir poemas de António Nobre por João Meireles e Manuel Wiborg, na
Casa Da Cultura | Setúbal. Será a última sessão EM VOZ ALTA do ano. Mas voltaremos em 2022, com mais poemas e mais poetas. Até já.

sábado, 20 de novembro de 2021

Rumos novos



Ouvir José Afonso é sempre uma surpresa. Ouvir de novo os seus discos em vinil faz-me regressar aos meus dezasseis anos, aos momentos em que o comecei a ouvir e a surpreender-me com esta música nova. Pois é: os discos estão aí de novo e soam a novos. Aguardo os próximos. Estes dias são de festa. 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

José Saramago 99


Escrevinhei este texto para assinalar os dez anos da sua morte. Reescrevo-o  agora para mencionar o seu nascimento. Mantenho a admiração e respeito.

José Saramago nasceu há noventa e nove anos. Conheci-o no princípio dos anos oitenta do século passado. Ele acabado de publicar Levantado do Chão, eu puto, seu leitor. 

Foi para falar desse livro que o convidei para uma sessão Dois Dedos de Conversa, as conversas antecessoras das actuais Muito cá de casa. Foi no então Circulo Cultural, onde agora está a Casa Da Cultura | Setúbal. A conversa com o escritor foi iniciada por uma performance a cargo de Pompeu José e Albano Almeida. A leitura dos textos escolhidos emocionaram Saramago. Ficou conquistado. Adorou tudo: o passeio que fizemos pela cidade, o jantar confecionado pelo José Pina, e a leitura dos seus textos. A sessão em si foi inesquecível. Esta passagem de José Saramago por Setúbal ficou-me na memória. Na minha e na de todos os participantes, tenho a certeza. A saudade esclarece-nos essa memória.

A fotografia deste cartaz é do João Francisco Vilhena 

domingo, 14 de novembro de 2021

Muito cá de casa com Paulo Moreiras

É a última sessão Muito Cá de Casa do ano. Acontecerá no próximo sábado, à noite.
Paulo Moreiras já esteve na Casa Da Cultura | Setúbal para apresentar Pão & Vinho, livro que será ainda "conversado" neste encontro com o autor que volta agora à Casa para apresentar o seu mais recente trabalho: O Caminho do Burro. Oportunidade para estarmos à conversa com este escritor de múltiplos talentos. Partilho a sinopse para vos abrir o apetite.

O Caminho do Burro é uma antologia dos melhores contos escritos por Paulo Moreiras, entre 1996 e 2017, que andavam dispersos por diversas publicações, algumas hoje esquecidas ou de difícil acesso. Contos onde o picaresco e a malícia do povo português andam de braço dado com as invejas e as cobiças de gente ruim e sem escrúpulos. Uns à procura de uma vida melhor, do amor, da amizade e outros a engendrar estratagemas a fim de estragar os bons planos do vizinho. Um retrato irónico, mordaz e cheio de humor sobre as grandezas e misérias de ser português, com os seus toques de malandro, pinga-amor e desenrascado. Tudo embrulhado pela riqueza vocabular a que Paulo Moreiras já nos habituou. Contos para comer, beber e rir por mais, que assim se dizem as verdades.

Da política e da sua necessidade


Os responsáveis políticos que se encontraram em Glasgow para decidir sobre o nosso futuro colectivo, não fumaram o cachimbo da paz. Pelo contrário: incendiaram os ânimos de quem se preocupa com o futuro do planeta que é só um, apesar de eles ainda não terem dado por isso. 

A insistência nos combustíveis fósseis é uma ameaça real. Claro que a evolução para energias limpas não poderá acontecer de um dia para o outro, mas o que saiu desta cimeira atira essa preocupação para as calendas gregas. António Guterres e Greta Thunberg já manifestaram a desilusão. Estou com eles. Todos os participantes nos trabalhos manifestam a decepção. Uns falam em falhanço total, outros em pequeno avanço. Nenhum nos descansa. É preciso continuar com a denúncia. É indispensável o nosso bom comportamento nos consumos e na devolução do que consumimos para ao terreno comum. Mas também é urgente fazermos política. A decisão é política. Tudo é política. A ameaça ambiental mostra-nos que não podemos baixar os braços nem a vontade de mudar este estado de coisas que pode colocar em risco quem aí vem. Se nos calarmos somos responsáveis pela desgraça.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Desenhar os sons

É hoje, ao fim da tarde. Vamos conversar sobre a estética visual em José Afonso e assinalar o regresso da sua música em suportes dignos. A intemporalidade desta obra celebra-se todos os dias. Até logo.


quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Música do mundo



Jorge Humberto é músico. Toca e canta os sons e as palavras da sua terra. É um músico importante: original e autêntico. Um grande valor da música de Cabo Verde. Vai estar no próximo sábado na Casa da Avenida para nos apresentar trabalhos recentes. Repete assim a sua presença por cá — já esteve na Casa Da Cultura | Setúbal —, em concerto intimista e recomendável, portanto. Apareçam.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

E as pessoas, estúpidos?


A feira das vaidades dos tecnologicomaníacos que acham que a tecnologia resolve tudo e que as pessoas são simplesmente robots que borrifam de óleo as máquinas tecnológicas, está aí em força, reforçada agora pela acção e esforço do eminente tecnocrata neoliberal que ocupa a presidência da Câmara de Lisboa. Ele quer uma web summit permanente e até promete uma "fábrica de unicórnios". Tão giro, não é?! Esperemos que não lhe passe pela cabecinha tornar a Câmara de Lisboa numa startup.

Estão tão contentinhos com a merda que fazem. Ficam possessos. Até parece que tomam drogas estragadas. Mas não é só o Moedas das "boas práticas" impostas pela Europa dos ricos que está em pontas. Os diligentes participantes na iniciativa do "salve-se quem puder" são sempre contemplados com a prestimosa presença de toda a gente que manda, opina ou se inscreve com gosto na agenda neoliberal da moda. Políticos de esquerda que se rendem a esta baboseira devem ser de esquerda quando adormecem, com certeza. Abram os olhos. Estes eventos não querem saber das pessoas para nada. As políticas de esquerda devem pensar nas nossas vidas, não na sua substituição por máquinas. Tudo tem preceito. A selvajaria do "salve-se quem puder" não nos impressiona. Indigna-nos.

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domingo, 31 de outubro de 2021

Desenhar os sons


José Afonso mudou conceitos acrescentando atitudes ao trabalho que iniciou. A música passou a ser outra, mas a imagem da embalagem dos trabalhos que foi lançando também marcou a paisagem gráfica. A inovação musical casou com o embrulho estético visual. Foram convocados grandes artistas para a concepção desse trabalho. José Santa-Bárbara, José Brandão, João de Azevedo e Alberto Lopes assinam as capas destes discos inovadores e intemporais.

No tempo em que finalmente a música de José Afonso é reeditada, pedimos a José Brandão que nos mostrasse os desenhos que desenvolveu no tempo em que José Afonso lhe pediu que desenhasse a capa de Coro dos Tribunais. A exposição está aí, e é nesse espaço expositivo que assinalamos e festejamos o retorno ao convívio do público da criatividade de José Afonso.
Convidados para a conversa: José Brandão, Nuno Saraiva, da editora Lusitanian Music, responsável pelas novas edições. Alice Brito, escritora. Ana Nogueira, artista visual e curadora da exposição. Henrique Guerreiro, dirigente associativo. Eu também vou dar ao badalo e moderar o badalar. É já na próxima sexta-feira, às oito e meia da noite. Convidados.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Os dias da Festa


A Festa da Ilustração - Setúbal continua. Toas as sextas-feiras termos visitas guiadas pelas exposições de Marta Madureira. Pierre Pratt e José Brandão. Basta uma chamada telefónica para o número inscrito no cartaz que acompanha esta missiva. Apareçam.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

A lucidez de Miguel Portas

Saudades do Miguel. 

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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Inevitabilidades crónicas


É PRECISO FAZER UM DESENHO? | A direita anda numa azáfama. Os prestimosos comentadores voltaram a polvilhar o ambiente com a impossibilidade dos acordos à esquerda. A direita aguarda que o óleo da geringonça se derrame até à secura completa. Aproxima-se uma festa feia, sem preceitos nem modos. Aproxima-se o regabofe da impossibilidade dos apoios sociais e da inutilidade da cultura. O fascista que entrou para o parlamento já se baba de alegria. Quando a direita se baba, teme-se o pior.

O desenho é de António Jorge Gonçalves (2017)

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Os dias da Festa


A Festa da Ilustração continua e recomenda-se. Hoje tivemos a visita de Chloé Verlhac, a mulher da vida de Tignous, ilustrador assassinado pela intolerância religiosa no seu posto de trabalho: o Charlie Hebdo. Veio acompanhada pelo filho de ambos. Em 2019 tivemos exposição de Tignous na Festa e 
Chloé deslocou-se a Setúbal para falar connosco. Agora, convidada pela ilustradora celebrada nesse ano, Cristina Sampaio, veio a Portugal e a Setúbal movida pelo interesse nesta Festa que celebra os ilustradores. Visitámos as exposições de Marta Madureira e Pierre Pratt, na Casa da Cultura, e José Brandão, na Casa da Avenida. É sempre um gosto e uma honra estar com gente boa. Continuamos por cá. às sextas-feiras há visitas guiadas. Até já. 

domingo, 24 de outubro de 2021

A vida dos animais e os animais da vida


Um jornalista da RTP que apresenta telejornais lançou mais um livro. Um romance de ler e deitar fora, como todos os outros. Mas como é jornalista da RTP teve honras de horário nobre. O livro fala da alma dos animais. O "escritor" saberá do que fala. Acredito que um animal que inventa personagens que justificam atitudes criminosas encontre alma em tudo o que mexe. Dar alma a criminosos e à irracionalidade é obra digna de nota e merecedora da atenção dos mais irredutíveis neoliberais e outros palermas de serviço. Se li o livro? Claro que não. Não li e não gostei. Não posso? Posso, posso. Não há inteligência, por muito persistente que seja, que aguente tanta estupidez. Não há pachorra para estas almas atormentadas pela ignominia.

Nota de rodapé: não se incluem imagens da capa do livro nem do seu autor. Motivo: higiene visual. E decência.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A Festa da Ilustração e dos Ilustradores continua





Continuamos em Festa. As exposições aguardam visitas. Nas próximas sextas-feiras, e até 26 de novembro, temos visitas guiadas com a presença dos curadores das exposições. O encontro é na Casa da Cultura às 10 horas. Não são necessárias inscrições prévias. É só aparecer por cá. E olhem que o que vão encontrar merece ser visto. Até.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Falar do que se vê


Vai acontecer hoje na ESE. A Ratton reuniu artistas no seu espaço, em residência, e agora vamos dizer o que aconteceu e perceber o que está para vir. Eu vou participar. Apareçam, se puderem, ou se estiverem para aí virados. Até já.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Das atitudes



Aristides Sousa Mendes está no Panteão Nacional. Perdão, ficou lá instalada uma placa porque o próprio sempre desejou ficar enterrado na sua terra. É lá que está.

Mas, enfim, a homenagem fez-se. E os panteões ficam com o que merecem. Nas notícias sobre a evocação foi referido que Salazar nunca perdoou ao diplomata. O ditador que se gabava da neutralidade era tão neutro como a mordidela do escorpião. Era a sua natureza. Lembrei-me de imediato de Cavaco Silva e da recusa em conceder uma merecida pensão a Salgueiro Maia, preferindo entregá-la a dois nojentos agentes da PIDE. Cavaco, o sempre atento político que finge não o ser mas nunca foi outra coisa, sempre recusou encarar a realidade que se impõe à sua limitada cabecinha. Considerou Nelson Mandela um terrorista num tempo em que o mundo tinha outra opinião. Cavaco tem sempre opiniões sinistras sobre tudo e todos. É como Salazar.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Viva a Festa

 FESTA DA ILUSTRAÇÃO | Este sábado a festa vai ser rija, em Setúbal.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Viva a Festa



Exposição de André Ruivo na livraria Culsete. Lançamento do livro VÍRUS no dia 17 de novembro.

A Festa da Ilustração continua.

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terça-feira, 12 de outubro de 2021

A Festa continua

O próximo fim de semana é de Festa rija. Ilustradores em convívio na sua Festa. Imperdível.


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terça-feira, 5 de outubro de 2021

República, sempre!



Recordar um grande Presidente neste dia em que se assinala o fim da monarquia e se comemora a República.

Rocha de Sousa


Morreu Rocha de Sousa. Não perco mais tempo. Sobre este homem extraordinário que percebeu o desenho — a Arte — como maneira de perceber melhor o que se passa à nossa volta, pego nas suas próprias palavras e trago-as para aqui, como um desenho inacabado. Muito obrigado, mestre.

"A ESCRITA DENTRO DA IMAGEM
Portanto a urgência de dizer. Dizer apesar dos limites, contra ou por dentro das convenções. Mesmo quando não se refazem, as convenções podem sobrepor-se ou misturar-se. Fernando Pessoa dizia imagens com palavras e usava as convenções, inteiras ou distorcidas, adequadas à forma expressiva de cada heterónimo, poetas diferentes que o habitavam, emergindo misteriosamente para a vida.
Sento-me, exausto, e penso na metamorfose da escrita em imagem ou da imagem em escrita.
No meu livro “AS COINCIDÊNCIAS VOLUNTÁRIAS” tentei dar a ver esse fenómeno, sobretudo o da pintura brotando da escrita, entre composição, ritmo e ressurreição plena do espaço adjectivante. E à medida que participava na guerra, olhando mais tarde para os desastres principais, personagens ilustrados no limite da morte, tudo se fazia imagem, absurda ou conceptual, e mesmo há dias cheguei a perceber que a globalização atual, cercando o mundo, é um espaço que desfaz culturas e não nos oferece alternativas, Ainda nem todos perdemos a memória. A memória que resta, é ainda dimensão de serviços sem conta. Na vida e na arte. Sem conta, reinicia a consciência do ver, não explica o que se vê: abre caminho ao lugar das coisas, confunde-se com elas. E é então que tudo começa: a dicotomia da imagem e da palavra, por exemplo.
Um homem, sentado na fonteira do mundo sem o saber, inventa-se pelas imagens aparentemente perecíveis ou inúteis. o cenário aparente: terra solta, arbustos, a nuvem que passa (imóvel) por cima da sua cabeça, além de uma casa ardida, ruinas de outros tempos, a carcaça de um barco naufragado. O homem olha e não sabe se chega a ver, apropriando-se do sentido das coisas, como fazem os pintores pelo testemunho e pela revolta das suas representações. É através de um certo olhar, de um certo ver, do mundo conceptual e do imaginário interior que muitas coisas se podem reinventar e estimular a resistência da nossa espera. A região das palavras/imagens leva o homem a estremecer, imaginando outra verdade, símbolos e mitologias. Como nos sonhos. Como entre corpos.
Assim digo e imagino a minha pintura, inquieto perante o mundo que me rodeia e cujo sentido se perde cada vez mais. Por isso escrevo as imagens, arbustos, a aparente permanência na vida e os detritos das últimas batalhas. E, embora muitos corpos estejam já retidos na margem do pó, consumindo devagar as raízes no milagre da vida.
Quem fica, e sobretudo os artistas, inventam outros contornos, palavra a palavra, reiterando a cosmografia de novos símbolos — como se o olhar, cavalgando pela perceção a nuvem efémera, pudesse esboçar novos limites de opacidade, improváveis lugares."
Rocha de Sousa, Lisboa, julho de 2016

domingo, 3 de outubro de 2021

José Afonso, sempre!


O trabalho gravado de José Afonso vai ser lançado finalmente nas plataformas de streaming e em formato físico de LP e CD. 

O primeiro a ser colocado à nossa disposição será Cantares do Andarilho, o álbum que representa uma viragem. Depois deste trabalho nada voltou a ser o que era. Mudou a música portuguesa. Alterou a maneira de olharmos para as letras escritas em português. Passámos a ter orgulho na música feita por cá. Todos os discos de José Afonso vão estar acessíveis. O lançamento é gradual. No dia 29 apresentaremos, em sessão Muito Cá de Casa, ilustrada com audições, este primeiro trabalho a ser agora lançado no mercado. O disco estará disponível para venda. Esta iniciativa integrará a programação da Festa da Ilustração. É uma honra e um orgulho para nós. 

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021


José Afonso mudou conceitos acrescentando atitudes ao trabalho que iniciou. A música passou a ser outra, mas a imagem da embalagem dos trabalhos que foi lançando também marcou a paisagem gráfica. A inovação musical casou com o embrulho estético visual. Foram convocados grandes artistas para a concepção desse trabalho. José Santa-Bárbara, José Brandão, João de Azevedo e Alberto Lopes assinam as capas destes discos inovadores e intemporais.

No tempo em que finalmente a música de José Afonso é reeditada, pedimos a José Brandão que nos mostrasse os desenhos que desenvolveu no tempo em que José Afonso lhe pediu que desenhasse a capa de Coro dos Tribunais. A exposição está aí, e é nesse espaço expositivo que assinalamos e festejamos o retorno ao convívio do público da criatividade de José Afonso.

Convidados para a conversa: José Brandão, Nuno Saraiva, responsável da editora Lusitanian Music, responsável pelas novas edições. Alice Brito, escritora. Ana Nogueira, artista visual e curadora da exposição. Henrique Guerreiro, dirigente associativo e político. Eu também vou dar ao badalo e moderar o badalar. É já na próxima sexta-feira, às oito e meia da noite. Convidados.


Conversa antes da festa


Hoje vou conversar com a convidada contemporânea da Festa da Ilustração deste ano, em sessão Muito Cá de Casa. Amanhã abrem as primeiras exposições: Marta Madureira e Pierre Pratt, na Casa Da Cultura | Setúbal. José Brandão, Yara Kono e Maria Remédio na Casa da Avenida. Lá mais para a noitinha há música em frente à casa da Cultura.

Perde-se uma festa destas? Convidados.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Em voz alta


A grande poesia, dos grandes poetas portugueses, regressa à Casa Da Cultura | Setúbal. Antero de Quental por Manuel Wiborg. É já na próxima quinta-feira à noite.

A Festa está a chegar



As primeiras actividades da Festa da Ilustração - Setúbal têm inicio no próximo sábado. Aqui vai o programa/convite. Nas próximas semanas a ilustração está em festa em Setúbal. Convidados.

sábado, 25 de setembro de 2021

Reflexão

Os grunhos foram para a rua, montaram estúdios no google, inundaram de alarvidades as redes sociais. O ambiente fede. Foram os candidatos do Chega que bateram recordes na exibição da ignorância e elucidaram-nos devidamente sobre a sua própria estupidez natural. O PPD/PSD está em segundo lugar neste campeonato. Faz sentido: criadores e criaturas unem-se no esclarecimento político e exercem a sua natural imbecilidade. Foi vê-los estenderem-se ao comprido.
Amanhã é vê-los pelas costas. Contra a direita, sempre. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Receituário

 Indispensável perceber Jean Moulin.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Receituário

 
DATA EXTRA | GILBERTO GIL | Participação especial: ADRIANA CALCANHOTTO

O espectáculo de dia 3 de Novembro no Coliseu dos Recreios está esgotado, mas abrimos uma nova data - 2 de Novembro - nova oportunidade para entrar na festa com Gilberto Gil, Bem Gil, João Gil, Marcelo Costa e a participação muito especial de Adriana Calcanhoto. Bilhetes já à venda.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Festança

A ilustração vai estar novamente em festa no próximo mês. É em outubro que se assinala o que de melhor se faz na disciplina em Portugal e no mundo. O programa será divulgado brevemente. Atentos? 

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Design de comunicação

 Da série Grandes Capas.


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Design de comunicação

Da série Grandes Capas.



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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Nobreza franciscana


Fernando Nobre é nagacionista? Mas onde está a novidade? Ele sempre negou a realidade. Sempre se moveu apenas por um egocentrismo exacerbado. As causas nobres são provavelmente um disfarce para a vaidade.

Muito pobre, este Nobre.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Prémio Nacional de Ilustração


Unanimidade na escolha. Prémio merecido. André Carrilho justo vencedor de mais um reconhecimento evidente. Foi o primeiro convidado da Festa da Ilustração - Setúbal, em 2015. Até hoje somou prémios e atitudes.

Parabéns
, André.

Fonte DN

sábado, 11 de setembro de 2021

Da intolerância e do pesadelo


Primeiro foi a incredulidade. Depois o medo. Vivi este dia entre o sofrimento e a revolta. Morreu muita gente. Gente que não queria morrer. Nos dias seguintes ao crime, participei em homenagens a essa gente. Confirmei o sofrimentos e a revolta. A intolerância é cruel. Passado este tempo todo recordo tudo com a mesma raiva. Há histórias que nunca se deveriam contar. O pesadelo nunca deveria de interromper o sonho. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O Presidente



UM HOMEM SINGULAR | Foi solidário com quem sofre. Foi uma pessoa decente. Foi um grande Presidente. Recordo o contacto que me fez para que oferecesse um trabalho para um leilão a decorrer na Fundação Champalimaud em solidariedade com os estudantes sírios. Ofereci dois desenhos. Foram vendidos. Senti-me útil. Solidário. Agradeceu-me sempre. Sem motivo, como é óbvio. Nós é que temos de lhe agradecer. Foi um homem singular. Um ser humano com letra grande. Sinto orgulho em ter colaborado com ele um bocadinho. Uma vida cheia e cheia de muita gente. Agora que nos deixa, sinto essa vontade de lhe agradecer. Eu e muita gente. Muita gente mesmo. Muito obrigado, senhor Presidente.

Todos os nomes


O nome de um grande jornalista dá nome a um grande prémio, e uma grande jornalista recebe-o.

Parabéns
, Isabel Lucas.

Fonte Público

terça-feira, 7 de setembro de 2021




A entrada da extrema-direita no parlamento alertou-nos para a possibilidade de atropelos à democracia e ao fruir da liberdade e da cultura. O discurso do chefe do gang agora instalado na Assembleia da República utiliza as premissas da civilização democrática. A utilização da palavra liberdade como reposição da ordem é metáfora estafada no seu discurso. E nós sabemos bem de que ordem ele fala. 

Todos — os intelectualmente curiosos e defensores da liberdade real e da democracia efectiva — ficámos incomodados com o discurso troglodita da criatura. Mas o traste teve votos. Há quem viva sem dar por nada, como disse José Afonso numa música. Tiago Rodrigues também ficou incomodado com a apologia da estupidez. Tratou de fazer o que sabe fazer melhor: Teatro. E como também pensa bem, escreveu e encenou uma peça que será um marco no Teatro Português. Catarina e a Beleza de Matar Fascistas é um momento de teatro sublime porque associa bom texto e boa representação a uma impetuosa reacção do público. O assassinato de Catarina Eufémia pelo militar fascista da GNR Carrajola foi motivo para o combate em palco. Somos todos Catarina. Todos podemos ser vítimas da brutalidade justicialista primária. Ninguém fica indiferente ao lobo fascista com pele de cordeiro. Esta peça espevita-nos a inteligência emocional e provoca-nos em voz alta a revolta e rejeição do modelo neo-liberal do "tudo a toque de caixa" aplicado pelo infelizmente antigo primeiro-ministro Passos Coelho e tentado agora aos gritos pelo seu ex-colega de partido Ventura. Não esqueçamos também a opinião de Rui Rio — um palerma com ânsias de chegar a primeiro-ministro — sobre o regime de Salazar: não era fascista, acha. Nunca existiu em Portugal fascismo nenhum, disse.
Foi a rejeição do asco que motivou Tiago Rodrigues. Há uma gente asquerosa que quer o regresso ao passado. Um passado com vestes de futuro, como se fosse possível antecipar repressão ao progresso chamando a isso justiça e ajustamento civilizacional. Esta fabulosa peça de teatro fez-nos gritar bem alto FASCISMO NUNCA MAIS. Sentimos ali o arrepio do discurso e a necessidade de estarmos alerta. Não passarão, dizia a inscrição na toalha da mesa. Toalha/Cartaz que dita a nossa revolta perante a ameaça. FASCISMO NUNCA MAIS. Mesmo.

texto e encenação Tiago Rodrigues
com António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva, Sara Barros Leitão
cenografia F. Ribeiro
figurinos José António Tenente
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia, desenho de som e música original Pedro Costa
coralidade e arranjos vocais João Henriques
voz off  Cláudio Castro, Nadezhda Bocharova, Paula Mora, Pedro Moldão
apoio ao movimento Sofia Dias, Vítor Roriz
apoio em luta e armas David Chan Cordeiro
assistência de encenação Margarida Bak Gordon
direção de cena Carlos Freitas
ponto Cristina Vidal
tradução Daniel Hahn (inglês), Thomas Resendes (francês)
legendagem Rita Mendes
produção executiva Joana Costa Santos, Rita Forjaz
produção Teatro Nacional D. Maria II