sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A Festa da Ilustração e dos Ilustradores continua





Continuamos em Festa. As exposições aguardam visitas. Nas próximas sextas-feiras, e até 26 de novembro, temos visitas guiadas com a presença dos curadores das exposições. O encontro é na Casa da Cultura às 10 horas. Não são necessárias inscrições prévias. É só aparecer por cá. E olhem que o que vão encontrar merece ser visto. Até.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Falar do que se vê


Vai acontecer hoje na ESE. A Ratton reuniu artistas no seu espaço, em residência, e agora vamos dizer o que aconteceu e perceber o que está para vir. Eu vou participar. Apareçam, se puderem, ou se estiverem para aí virados. Até já.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Das atitudes



Aristides Sousa Mendes está no Panteão Nacional. Perdão, ficou lá instalada uma placa porque o próprio sempre desejou ficar enterrado na sua terra. É lá que está.

Mas, enfim, a homenagem fez-se. E os panteões ficam com o que merecem. Nas notícias sobre a evocação foi referido que Salazar nunca perdoou ao diplomata. O ditador que se gabava da neutralidade era tão neutro como a mordidela do escorpião. Era a sua natureza. Lembrei-me de imediato de Cavaco Silva e da recusa em conceder uma merecida pensão a Salgueiro Maia, preferindo entregá-la a dois nojentos agentes da PIDE. Cavaco, o sempre atento político que finge não o ser mas nunca foi outra coisa, sempre recusou encarar a realidade que se impõe à sua limitada cabecinha. Considerou Nelson Mandela um terrorista num tempo em que o mundo tinha outra opinião. Cavaco tem sempre opiniões sinistras sobre tudo e todos. É como Salazar.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Viva a Festa

 FESTA DA ILUSTRAÇÃO | Este sábado a festa vai ser rija, em Setúbal.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Viva a Festa



Exposição de André Ruivo na livraria Culsete. Lançamento do livro VÍRUS no dia 17 de novembro.

A Festa da Ilustração continua.

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terça-feira, 12 de outubro de 2021

A Festa continua

O próximo fim de semana é de Festa rija. Ilustradores em convívio na sua Festa. Imperdível.


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terça-feira, 5 de outubro de 2021

República, sempre!



Recordar um grande Presidente neste dia em que se assinala o fim da monarquia e se comemora a República.

Rocha de Sousa


Morreu Rocha de Sousa. Não perco mais tempo. Sobre este homem extraordinário que percebeu o desenho — a Arte — como maneira de perceber melhor o que se passa à nossa volta, pego nas suas próprias palavras e trago-as para aqui, como um desenho inacabado. Muito obrigado, mestre.

"A ESCRITA DENTRO DA IMAGEM
Portanto a urgência de dizer. Dizer apesar dos limites, contra ou por dentro das convenções. Mesmo quando não se refazem, as convenções podem sobrepor-se ou misturar-se. Fernando Pessoa dizia imagens com palavras e usava as convenções, inteiras ou distorcidas, adequadas à forma expressiva de cada heterónimo, poetas diferentes que o habitavam, emergindo misteriosamente para a vida.
Sento-me, exausto, e penso na metamorfose da escrita em imagem ou da imagem em escrita.
No meu livro “AS COINCIDÊNCIAS VOLUNTÁRIAS” tentei dar a ver esse fenómeno, sobretudo o da pintura brotando da escrita, entre composição, ritmo e ressurreição plena do espaço adjectivante. E à medida que participava na guerra, olhando mais tarde para os desastres principais, personagens ilustrados no limite da morte, tudo se fazia imagem, absurda ou conceptual, e mesmo há dias cheguei a perceber que a globalização atual, cercando o mundo, é um espaço que desfaz culturas e não nos oferece alternativas, Ainda nem todos perdemos a memória. A memória que resta, é ainda dimensão de serviços sem conta. Na vida e na arte. Sem conta, reinicia a consciência do ver, não explica o que se vê: abre caminho ao lugar das coisas, confunde-se com elas. E é então que tudo começa: a dicotomia da imagem e da palavra, por exemplo.
Um homem, sentado na fonteira do mundo sem o saber, inventa-se pelas imagens aparentemente perecíveis ou inúteis. o cenário aparente: terra solta, arbustos, a nuvem que passa (imóvel) por cima da sua cabeça, além de uma casa ardida, ruinas de outros tempos, a carcaça de um barco naufragado. O homem olha e não sabe se chega a ver, apropriando-se do sentido das coisas, como fazem os pintores pelo testemunho e pela revolta das suas representações. É através de um certo olhar, de um certo ver, do mundo conceptual e do imaginário interior que muitas coisas se podem reinventar e estimular a resistência da nossa espera. A região das palavras/imagens leva o homem a estremecer, imaginando outra verdade, símbolos e mitologias. Como nos sonhos. Como entre corpos.
Assim digo e imagino a minha pintura, inquieto perante o mundo que me rodeia e cujo sentido se perde cada vez mais. Por isso escrevo as imagens, arbustos, a aparente permanência na vida e os detritos das últimas batalhas. E, embora muitos corpos estejam já retidos na margem do pó, consumindo devagar as raízes no milagre da vida.
Quem fica, e sobretudo os artistas, inventam outros contornos, palavra a palavra, reiterando a cosmografia de novos símbolos — como se o olhar, cavalgando pela perceção a nuvem efémera, pudesse esboçar novos limites de opacidade, improváveis lugares."
Rocha de Sousa, Lisboa, julho de 2016

domingo, 3 de outubro de 2021

José Afonso, sempre!


O trabalho gravado de José Afonso vai ser lançado finalmente nas plataformas de streaming e em formato físico de LP e CD. 

O primeiro a ser colocado à nossa disposição será Cantares do Andarilho, o álbum que representa uma viragem. Depois deste trabalho nada voltou a ser o que era. Mudou a música portuguesa. Alterou a maneira de olharmos para as letras escritas em português. Passámos a ter orgulho na música feita por cá. Todos os discos de José Afonso vão estar acessíveis. O lançamento é gradual. No dia 29 apresentaremos, em sessão Muito Cá de Casa, ilustrada com audições, este primeiro trabalho a ser agora lançado no mercado. O disco estará disponível para venda. Esta iniciativa integrará a programação da Festa da Ilustração. É uma honra e um orgulho para nós. 

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Conversa antes da festa


Hoje vou conversar com a convidada contemporânea da Festa da Ilustração deste ano, em sessão Muito Cá de Casa. Amanhã abrem as primeiras exposições: Marta Madureira e Pierre Pratt, na Casa Da Cultura | Setúbal. José Brandão, Yara Kono e Maria Remédio na Casa da Avenida. Lá mais para a noitinha há música em frente à casa da Cultura.

Perde-se uma festa destas? Convidados.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Em voz alta


A grande poesia, dos grandes poetas portugueses, regressa à Casa Da Cultura | Setúbal. Antero de Quental por Manuel Wiborg. É já na próxima quinta-feira à noite.

A Festa está a chegar



As primeiras actividades da Festa da Ilustração - Setúbal têm inicio no próximo sábado. Aqui vai o programa/convite. Nas próximas semanas a ilustração está em festa em Setúbal. Convidados.

sábado, 25 de setembro de 2021

Reflexão

Os grunhos foram para a rua, montaram estúdios no google, inundaram de alarvidades as redes sociais. O ambiente fede. Foram os candidatos do Chega que bateram recordes na exibição da ignorância e elucidaram-nos devidamente sobre a sua própria estupidez natural. O PPD/PSD está em segundo lugar neste campeonato. Faz sentido: criadores e criaturas unem-se no esclarecimento político e exercem a sua natural imbecilidade. Foi vê-los estenderem-se ao comprido.
Amanhã é vê-los pelas costas. Contra a direita, sempre. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Receituário

 Indispensável perceber Jean Moulin.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Receituário

 
DATA EXTRA | GILBERTO GIL | Participação especial: ADRIANA CALCANHOTTO

O espectáculo de dia 3 de Novembro no Coliseu dos Recreios está esgotado, mas abrimos uma nova data - 2 de Novembro - nova oportunidade para entrar na festa com Gilberto Gil, Bem Gil, João Gil, Marcelo Costa e a participação muito especial de Adriana Calcanhoto. Bilhetes já à venda.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Festança

A ilustração vai estar novamente em festa no próximo mês. É em outubro que se assinala o que de melhor se faz na disciplina em Portugal e no mundo. O programa será divulgado brevemente. Atentos? 

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Design de comunicação

 Da série Grandes Capas.


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Design de comunicação

Da série Grandes Capas.



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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Nobreza franciscana


Fernando Nobre é nagacionista? Mas onde está a novidade? Ele sempre negou a realidade. Sempre se moveu apenas por um egocentrismo exacerbado. As causas nobres são provavelmente um disfarce para a vaidade.

Muito pobre, este Nobre.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Prémio Nacional de Ilustração


Unanimidade na escolha. Prémio merecido. André Carrilho justo vencedor de mais um reconhecimento evidente. Foi o primeiro convidado da Festa da Ilustração - Setúbal, em 2015. Até hoje somou prémios e atitudes.

Parabéns
, André.

Fonte DN

sábado, 11 de setembro de 2021

Da intolerância e do pesadelo


Primeiro foi a incredulidade. Depois o medo. Vivi este dia entre o sofrimento e a revolta. Morreu muita gente. Gente que não queria morrer. Nos dias seguintes ao crime, participei em homenagens a essa gente. Confirmei o sofrimentos e a revolta. A intolerância é cruel. Passado este tempo todo recordo tudo com a mesma raiva. Há histórias que nunca se deveriam contar. O pesadelo nunca deveria de interromper o sonho. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O Presidente



UM HOMEM SINGULAR | Foi solidário com quem sofre. Foi uma pessoa decente. Foi um grande Presidente. Recordo o contacto que me fez para que oferecesse um trabalho para um leilão a decorrer na Fundação Champalimaud em solidariedade com os estudantes sírios. Ofereci dois desenhos. Foram vendidos. Senti-me útil. Solidário. Agradeceu-me sempre. Sem motivo, como é óbvio. Nós é que temos de lhe agradecer. Foi um homem singular. Um ser humano com letra grande. Sinto orgulho em ter colaborado com ele um bocadinho. Uma vida cheia e cheia de muita gente. Agora que nos deixa, sinto essa vontade de lhe agradecer. Eu e muita gente. Muita gente mesmo. Muito obrigado, senhor Presidente.

Todos os nomes


O nome de um grande jornalista dá nome a um grande prémio, e uma grande jornalista recebe-o.

Parabéns
, Isabel Lucas.

Fonte Público

terça-feira, 7 de setembro de 2021




A entrada da extrema-direita no parlamento alertou-nos para a possibilidade de atropelos à democracia e ao fruir da liberdade e da cultura. O discurso do chefe do gang agora instalado na Assembleia da República utiliza as premissas da civilização democrática. A utilização da palavra liberdade como reposição da ordem é metáfora estafada no seu discurso. E nós sabemos bem de que ordem ele fala. 

Todos — os intelectualmente curiosos e defensores da liberdade real e da democracia efectiva — ficámos incomodados com o discurso troglodita da criatura. Mas o traste teve votos. Há quem viva sem dar por nada, como disse José Afonso numa música. Tiago Rodrigues também ficou incomodado com a apologia da estupidez. Tratou de fazer o que sabe fazer melhor: Teatro. E como também pensa bem, escreveu e encenou uma peça que será um marco no Teatro Português. Catarina e a Beleza de Matar Fascistas é um momento de teatro sublime porque associa bom texto e boa representação a uma impetuosa reacção do público. O assassinato de Catarina Eufémia pelo militar fascista da GNR Carrajola foi motivo para o combate em palco. Somos todos Catarina. Todos podemos ser vítimas da brutalidade justicialista primária. Ninguém fica indiferente ao lobo fascista com pele de cordeiro. Esta peça espevita-nos a inteligência emocional e provoca-nos em voz alta a revolta e rejeição do modelo neo-liberal do "tudo a toque de caixa" aplicado pelo infelizmente antigo primeiro-ministro Passos Coelho e tentado agora aos gritos pelo seu ex-colega de partido Ventura. Não esqueçamos também a opinião de Rui Rio — um palerma com ânsias de chegar a primeiro-ministro — sobre o regime de Salazar: não era fascista, acha. Nunca existiu em Portugal fascismo nenhum, disse.
Foi a rejeição do asco que motivou Tiago Rodrigues. Há uma gente asquerosa que quer o regresso ao passado. Um passado com vestes de futuro, como se fosse possível antecipar repressão ao progresso chamando a isso justiça e ajustamento civilizacional. Esta fabulosa peça de teatro fez-nos gritar bem alto FASCISMO NUNCA MAIS. Sentimos ali o arrepio do discurso e a necessidade de estarmos alerta. Não passarão, dizia a inscrição na toalha da mesa. Toalha/Cartaz que dita a nossa revolta perante a ameaça. FASCISMO NUNCA MAIS. Mesmo.

texto e encenação Tiago Rodrigues
com António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva, Sara Barros Leitão
cenografia F. Ribeiro
figurinos José António Tenente
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia, desenho de som e música original Pedro Costa
coralidade e arranjos vocais João Henriques
voz off  Cláudio Castro, Nadezhda Bocharova, Paula Mora, Pedro Moldão
apoio ao movimento Sofia Dias, Vítor Roriz
apoio em luta e armas David Chan Cordeiro
assistência de encenação Margarida Bak Gordon
direção de cena Carlos Freitas
ponto Cristina Vidal
tradução Daniel Hahn (inglês), Thomas Resendes (francês)
legendagem Rita Mendes
produção executiva Joana Costa Santos, Rita Forjaz
produção Teatro Nacional D. Maria II

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Receituário

O teatro é vida. O regresso às salas é um sucesso. As propostas são incríveis.

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sábado, 4 de setembro de 2021

Design de comunicação

 


Da série Grandes Capas. A revista do Expresso. Artwork: Pedro Lourenço.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Zorba morreu, Mikis também

Mas há coisas assim: a morte é desmentida por vidas intensas e singulares.

Ouço a música de Mikis Theodorakis enquanto alinho estas palavras. Recordo o tempo em que o ouvia com frequência. Renovo essa vontade. Escreveu e levou para os estúdios e palcos música para muitos ouvidos. Sempre exigente. Sempre surpreendente. Ah, e não gostava de fascistas e de outros parasitas. Muito obrigado, senhor Mikis Theodorakis. Muito obrigado mesmo.

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Viver com os outros


Li Viver com os Outros, de Isabel da Nóbrega, na altura em que a conheci. Ela acompanhou José Saramago à sessão Dois Dedos de Conversa com o escritor, conversas que eu organizava no Círculo Cultural de Setúbal. 

A apresentação de Saramago foi precedida por uma intervenção de Albano Almeida e Pompeu José. A leitura emocionou o casal. Acabava de ser dito um texto que o escritor tinha dedicado à sua mulher. Sabemos que posteriormente a relação não se manteve, mas esta memória visita-me recorrentemente. Também recordo a afabilidade de Isabel e a conversa saborosa que com ela mantive em muito agradável passeio pela cidade. Recordo tudo isto agora, no momento em que Isabel da Nóbrega nos deixa. Escritora de requintada palavra. Mulher grande. Muito obrigado.

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 Para pensar. Até já.


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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Setembros negros e de todas as cores



Gosto de Setembro. Gosto de regressos. É em Setembro que se retomam trabalhos, que se entra na rotina que nos surpreende todos os dias.

Mas este mês também nos agride com a memória do que de menos bom pode acontecer ao ser humano. Quando Pinochet tomou o poder no Chile, eu não estava lá, mas aquilo doeu. Quando os aviões esbarraram em Nova Iorque eu estava lá, e só não me doeu mais por pouco. Mas tudo isto nos dói, e de que maneira, mesmo quando a diferença geográfica existe. O mundo é uma pequena esfera onde nos vamos encontrando. O mundo muda com estas coisas que lhe acontecem. Nem sempre para melhor. Mas a vida é o que é. Assim, com muitos trambolhões pelo caminho.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Setembro


Gosto de setembro. É um mês terrível e fascinante. O mal passou por setembro muitas vezes, mas é nesta altura que tudo recomeça. Chamam a este período "rentrée". Gosto de setembro, repito. Agarro-me ao trabalho com unhas e dentes. E relembro o mal com a distância possível. Fui buscar o primeiro texto que escrevi no blogue depois do atentado em Nova Iorque. Eu estava lá. Nos próximos dias contarei as minhas "estórias de Nova Iorque". Entretanto fiquem com esta lembrança escrita três anos depois do atentado, se estiverem para aí virados:

Já passou algum tempo sobre o ataque às torres gémeas em Nova Iorque. Foi há três anos.
Quando tudo aconteceu eu estava lá. Passeava pela quinta avenida. O voo para Portugal partia nesse dia a meio da tarde. De um momento para o outro tudo se alterou. O regresso só aconteceu cinco dias depois. Entretanto, tudo se passou com a normalidade possível. Visitei locais que já não tinha intenção de visitar, participei em vigílias em homenagem às vítimas do atentado.
O hotel era perto de Times Square. E Times Square era o local onde toda a gente se dirigia para saber novidades. Era ali que nos sentíamos informados. Quando cheguei a Portugal fui convocado para um programa de televisão onde se evocava o ataque, entre "recitais" de cantores indescritíveis e alegres curiosidades. Pelo meio a entrevistadora pedia "sangue". As televisões apreciam a desgraça. Dizem que traz audiências. É claro que me arrependi da minha participação no programa. Mas o que lá vai, lá vai.
Hoje, nas notícias das oito na mesma estação televisiva, um português que também se encontrava na "Big Aplle" ao tempo do atentado, dava o seu testemunho. Entre muitas vulgaridades e até tiradas de humor, referiu que nos dias seguintes passeava por uma Times Square deserta, ele os filhos e alguns "turistas malucos". É disto que as televisões gostam. É certo que isto nunca aconteceu, mas imaginar a cidade que não dorme, com a sua praça mais frequentada sem vivalma, é tentador. Não basta o drama, é preciso ampliar a dor para que se torne credível. Foi um grande momento de televisão, o que este senhor nos proporcionou.
O melhor mesmo é desligar o aparelho. Não quero ouvir mais relatos de talentosos protagonistas da história. A minha memória do acontecimento é suficiente. We will never forget.
[a fotografia foi tirada na véspera, dia 10]

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Se isto não é populismo, o que é o populismo?


O songamonga que pretende instalar a direita nos paços do concelho da capital não percebeu ainda que o Serviço Nacional de Saúde e a sua defesa é que são importantes para a assistência aos mais velhos.

Defender privatização ao invés de perceber o que faz falta é preocupação de neoliberal empedernido. Os palonços da extrema-direita — CHEGA! e Iniciativa Liberal — alinham nisto como gente grande. Mas grandes não são. São homenzinhos com ideias de trazer por casa. Pantomineiros de vão-de-escada, intelectualmente inferiores a abéculas iletradas. Uns tristes.

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domingo, 29 de agosto de 2021

Receituário

 Até lá.

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sábado, 28 de agosto de 2021

Design de Comunicação


Da série Grandes Capas.

Artwork: Roz Chats. 

A função das coisas


O Jorge Colombo falou com o João Pacheco em conversa publicada no Expresso. Entrevista saborosa e útil para se perceber um tempo em que vivemos tão bem. Ele diz que está quase a perceber como isto funciona. Eu ainda estou longe. Mas percebo-o a ele. Abraço, Jorge.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

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Feira do Livro de Lisboa. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Más práticas


João Moura, o toureiro, vai ser homenageado por tourear bem. Ou seja: o profissional especializado em tratar mal animais vai ser celebrado por isso mesmo.

Logo, a contestação por tratar mal outros animais não faz qualquer sentido. João Moura é um grunho encartado. Um pulha que não hesita em fazer o que lhe apetece desde que o seu ego seja satisfeito. Um ser execrável e de luzidia estupidez merece contestação e desprezo. Estas homenagens não exaltam surpresa. São o reconhecimento de grunhos por grunhos. Só isso.

Fonte: Notícias ao minuto

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sábado, 14 de agosto de 2021

Há Festa


A Festa da Ilustração - Setúbal está a chegar. Os ilustradores com vontade de comunicar vão estar em Setúbal. Este acontecimento é único. Esta Festa tem muito para ver. E para dizer. Até já.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Design de comunicação


Da série Grandes Capas.

Artwork: Alexandrov Klum/VOGUE. 

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Parar para pensar


Há quem lhe chame silly season. O mês de agosto é um forno de expressão rasca e sem sentido. Mas confesso que começo a não saber distinguir a banal ligeireza do ano todo com esta especificidade. 

Esta geringonça onde partilhamos estados de alma tornou-se mais violenta com a entrada em cena da extrema-direita mais agressiva. Os palonços que habitualmente partilhavam coisinhas engraçadas sobre artes ou apontamentos curiosos sobre concursos televisivos, passaram a gostar de malhar em quem pensa na vida como ela precisa de ser pensada. Há quem não mude. Nunca. E há quem mude sempre que o que está instituído fede. Este canto do mundo onde vivemos fede mais no verão. É bom mudar. Até porque em setembro vamos ter autárquicas. São as eleições regionais portuguesas. Um festival de parolice elevada a competição nacional. Os candidatos da extrema-direita mais troglodita — Chega — mais os candidatos da extrema-direita envernizada com aplicação de má qualidade — Iniciativa Liberal —, e mais os candidatos das agremiações de benfeitores generalistas, que não dizem coisa com coisa mas acham que são a alternativa a tudo o que mexe, vão subir aos palanques. Eu gostava mesmo é que as minhas férias fossem até ao fim de setembro. Não pode ser, não é? Temos que estar atentos. Não desistir de dar porrada em gente lamentável com quem não se deve sair nem para beber um cafezinho. Boas férias para quem estiver nesse registo. Volto um dia destes. 

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sábado, 7 de agosto de 2021

Parabéns, Jorge


Jorge Silva Melo faz hoje setenta e três anos. Um grande nome do teatro, do cinema, da cultura em geral (que não é geral de generalista) com quem tenho o privilégio de trabalhar e de usufruir do seu trabalho. Parabéns, Jorge.

Fotografia de Ana N.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Joanna Latka expõe em Setúbal


Lugares e não lugares
é o título da próxima exposição na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Joanna Latka mostra trabalho recente em mais de cinquenta desenhos originais. Abre na próxima sexta-feira às sete da tarde. A não perder.