quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fernando Pessoa, os sentimentos e mais umas coisas


O lançamento foi ontem, na sala Sophia de Mello Breyner Andresen do CCB. Saborosa conversa entre António de Castro Caeiro e Bárbara Bulhosa. Brilhante intervenção do autor do livro que tem por título: SOBRE OS SENTIMENTOS.
E na próxima sexta-feira, dia 27, vamos estar com António Castro Caeiro, que vai falar deste livro e dos sentimentos que estão lá dentro. Mas esta sessão é dupla. Estreia de um novo conceito, digo eu. Fernando Cabral Martins, vai conversar connosco sobre um assunto que estudou toda a vida: Fernando Pessoa. Sessão dupla, original, e de luxo, digo eu de novo. Não concordam?
 
AS PALAVRAS
Matérias transformadas 
por José Teófilo Duarte.
Fevereiro 2026.
Galeria da Biblioteca Camões.
Largo do Calhariz, 17. Lisboa.
 
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Finissage



AS PALAVRAS chegam ao fim na próxima sexta-feira, dia 27 de fevereiro. Isto é: AS PALAVRAS que estão incluídas nas paredes da galeria da Biblioteca Camões, e que permitem o título da exposição que concebi para lá. 

Este fim coincide com a última sessão de conversas programadas para a coisa. A conversa spbre Fernando Pessoa, com Fernando Cabral Martins, adiada devido ao mau tempo, vai juntar-se à conversa com António de Castro Caeiro, a propósito do seu mais recente livro SOBRE OS SENTIMENTOS. Temos assim duas sessões em horário comum. Um luxo, concordarão. 

Fernando Cabral Martins, professor e ensaísta, é um especialista em Fernando Pessoa que entende muito bem o pensamento filosófico do poeta. António de Castro Caeiro, professor e ensaísta, é um pensador e divulgador de pensamentos que nos vai fazer reflectir sobre os sentimentos. Tudo indica que as conversas se vão cruzar e transmitir conhecimentos únicos. Confesso que estou ansioso. Tenho a responsabilidade da moderação e do espevitamento. Já tremo. 

AS PALAVRAS
Matérias transformadas 
por José Teófilo Duarte.
Fevereiro 2026.
Galeria da Biblioteca Camões.
Largo do Calhariz, 17. Lisboa.
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Receituário

SENTIR SINTA QUEM LÊ | 
A expressão é de Fernando Pessoa. Alargava-a a quem vê. Temos sentimentos diferentes uns dos outros quando olhamos e tentamos perceber o que vemos. O meu amigo António de Castro Caeiro vai lançar mais um livro onde os sentimentos são filosofia. Tudo é filosofia. Tudo é pensamento e tudo se pode revelar em sentimentos, digo eu, que vou na próxima quarta-feira, dia 25 de fevereiro, ao CCB, onde se vai dar o lançamento de mais este livro do António, tentar perceber melhor tudo isto.
 
Já agora antecipo que, na próxima sexta-feira, dia 27 de fevereiro, vamos receber António de Castro Caeiro e Fernando Cabral Martins na galeria da Biblioteca Camões, onde está instalada a minha exposição AS PALAVRAS. Pormenores sobre a sessão serão divulgados na próxima publicação. Até lá.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026



As palavras armazenam-se como torrões maduros

São flexíveis à memória são marinheiros em terra

Acontece dizer: levantem-se e caminhem

Mas quem somos e que hábito envergamos?

As palavras entontecem

Quando dispersas levantam rumos vários

                                                 José Afonso


domingo, 22 de fevereiro de 2026

E políticos, não há?

O homem de negócios que é primeiro-ministro convidou um aparentemente competente chefe de polícia para ministro das polícias e de outros desentendimentos. Deve ter tido algumas dificuldades em escolher um político. Quem é que quer aplicar as políticas para a imigração escolhidas pelo governo em conluio com o partido fascista? É difícil imaginar alguém decente abeirar-se dessa imbecilidade ajustadora. O chefe de polícia aceitou. Uma chusma de gente, entre comentadores e políticos profissionais, correram em elogio da escolha maravilhosa. Provavelmente estou contra essa maré. Pouco me importa o desempenho de um polícia que aceita ser político sem o ser de um governo quase de extrema-direita. Comunica melhor? Boa, entremos na era do vazio, em que o que é preciso é explicar tudo, e mesmo o seu contrário, para bom entendimento dos comentadores e cinismo dos políticos da oposição. Boa sorte, senhor agente. Parece que o país depende de si.

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Palavras para José Afonso


PALAVRAS PARA JOSÉ AFONSO | Um regalo de fim de tarde. Veio muita gente interessada em ouvir Jorge Abegão e Viriato Teles falarem sobre a vida e obra de José Afonso. A poesia de José Afonso provocou reflexão e atitude. Jorge Abegão falou dessa atitude na poesia. Viriato Teles recordou a relação de José Afonso com a imprensa e ambos falaram de carácter e sentido de comunidade do genial criador de música e de poesia. As palavras unem-nos, provocam-nos inquietação mas também conforto. Para mim foi um regalo, e para toda a gente que aqui quis estar também. Era visível o bem-estar. Muito obrigado, Jorge (Abegão) e Viriato (Teles). É sempre bom conversar com vocês, mas desta vez foi mesmo muito bom.

A próxima sessão, e última — finissage da exposição — de AS PALAVRAS será na próxima sexta-feira. O convite segue dentro de momentos.

AS PALAVRAS
Matérias transformadas
por José Teófilo Duarte.
Fevereiro 2026.
Galeria da Biblioteca Camões.
Largo do Calhariz, 17. Lisboa.

Fotografias de Ana Nogueira

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Eu, que não vou em futebóis

Há racismo no futebol? Portugal é um país racista? Mas ainda existem dúvidas? Uma federação europeia do futebol deu um prémio da paz ao presidente mais racista da história dos Estados Unidos da América. Em Portugal os insultos racistas resvalam nos relvados. Um treinador de sucesso considera tudo relativo. São coisas que acontecem. Oh, pá, a malta fica maluca quando entra no estádio. É o nosso lado irracional. Nem percebemos o que dizemos. Aquilo sai, mas não é insulto; é a adrenalina do jogo.

Há muitos apanhados da bola que votam num racista farroncas, ex-comentador de futebol, que formou um partido com nome de insecticida com a premissa de acabar com uma suposta excessiva corrupção que não é senão a apologia de uma nova ditadura justicialista racista, pois então. Um espécie de árbitro que assinala penáltis contra os donos do esférico que jogam há cinquenta anos com a mesma bola. A malta vota nele mas não é racista. Até porque ele também não o é. Ele diz as verdades que incomodam esses socialistas que vêm racismo em todo o lado. 
 
O ídolo do primeiro-ministro é um futebolista que se empresta como imagem de marca a um ditador sanguinário que elimina adversários, mas isso é o que é. Temos que fazer pela vida, não é verdade? Mesmo a misoginia expressa e aplaudida pelo dito futebolista só desagrada a feministas que vêm machismo e misoginia em tudo, não é assim? A malta não é misógina, nem racista, nem fascista, que é lá isso? O que a malta quer é ver a bola, com umas cervejolas à sua beira, e dizer mal dos cromos da política que acham que tudo é política. "Make Portugal Great Again" pode ser uma atitude e uma esperança. O futebol é o nosso futuro. E o turismo, pois, que isto é mesmo assim. O resto é conversa desses pseudo-intelectuais que não servem para nada. 
 
Ficamos por aqui. Há conversas que só servem para empatar o jogo. Desculpem qualquer coisinha, como dizia o outro.
Imagem: desenho de Quino.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Joana Amaral Dias é um ser humano inenarrável. Daquela bocarra só sai ódio e palermice. Parece que agora lançou calúnias sobre Mariana Mortágua que incendiaram de novo o ódio naquelas redes que socialmente são usadas apenas com um sentido: bolçar inanidades.  
 
Mariana Mortágua regressou ao seu lugar a tempo inteiro de professora no ISCTE, onde leccionava em tempo parcial (sem receber remuneração) enquanto ocupou o lugar de deputada na Assembleia da República. A criatura odiosa associa as funções de Mariana a um tacho associado a emprego VIP. Não estou interessado em dar importância a gente tão asquerosa. Mas o insulto incomoda porque a agressão reles nunca me é indiferente. A criatura que agride é um nojo. Nunca a estimei, nem quando estivemos aparentemente nas mesmas águas ideológicas. Devo ter faro, como os cães. 
 
Aviso a quem quer reagir em defesa do indefensável: por favor não chafurdem na imundice. Conheci infelizmente a Joana e conheço felizmente a Mariana Mortágua. Já fiz com ela e com outro meu amigo, o Jorge Costa, conversas públicas sobre política e economia, na Casa da Cultura de Setúbal. A imbecilidade não é bem vinda. Grato.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A gente ajuda

A minha exposição AS PALAVRAS, patente na galeria da Biblioteca Camões, tem adicionada quatro conversas que pretendem debater o estado actual das nossas actividades. Estamos preocupados com a permanente apologia da ignorância. Já conversei com António Cabrita, no dia da abertura — 6 de fevereiro — sobre o que nos leva a fazer coisas mesmo sabendo que estamos contra essa corrente de ignorância e mau saber. 
 
Na próxima sexta-feira vou conversar com Viriato Teles e Jorge Abegão sobre a actividade literária e musical de uma figura genial da cultura universal: José Afonso. Considero este encontro mais uma achega ao combate à ignorância. Falar de José Afonso é sempre preparar o futuro. Aprende-se a ouvi-lo.
 
O encontro com Fernando Cabral Martins, marcado para a passada sexta.feira, dia 13, foi adiado devido à ameaça de mau tempo. Nos próximos dias enviarei o convite com nova data.
Vão aparecendo por cá. Vamos olhar para os dias que se aproximam com mais confiança. A gente ajuda.
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O sexo e a idade

Estes crimes têm idade? Têm a idade do dinheiro acumulado. Do poder déspota e sem barreiras morais. Quem paga manda. Homens muito crescidos, bem instalados na vida que escolheram para viver, são revelados em encontros com raparigas menores e fazem, por isso mesmo, parte de uma lista interminável baptizada com o nome de "ficheiros Epstein". Será que estamos rodeados de tarados sexuais pedófilos? 

Três milhões de páginas é muita página. Muitos dos mencionados não os imaginamos naqueles preparos, mas outros sim. Também há muito gente que está lá porque dá jeito aos predadores, mas não quer dizer que sejam criminosos. Esclarecimento é preciso. As menções são transversais a gregos e troianos. Há lá de tudo: Príncipes da nobreza mais clássica, nobres do petróleo, políticos de extrema-direita, da direita clássica, da esquerda do centro e do centro. Também há religiosos de vários catecismos, ateus e agnósticos. Enfim, gente que temos em boa conta e gente que desprezamos.
Era bom que tudo isto fosse esclarecido de uma vez. Há muita gente poderosa envolvida? Avance a justiça. O mundo precisa de respirar melhor, em todos os aspectos. É de decência que precisamos. Poderosos que acrescentam ao dinheiro e ao poder o crime, são lixo tóxico. Estimulam a corrupção e o proteccionismo político. É com eles que os sistemas apodrecem. O bolor está a vir à superfície. O deslumbramento sexual levou gente aparentemente decente a não o ser. Não o são. São galos sem capoeira. Galinheiro com eles.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Duvall

Robert Duvall, grande actor, autor de personagens incríveis, morreu hoje. Os personagens ficam aí. Continuaremos a estar com ele. Foi bom viver no seu tempo.

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Da educação

O que se passa nas redes sociais é grave. O partido fascista é aqui que forma o seu exército de meninos nazis. Não se riam, a mentalidade é mesmo essa: "salvar Portugal", "vai para a tua terra", "acabar com os tachos", "acabar com a bandalheira" quando eles são os principais tachistas e bandalhos.
A formação tem inicio nas redes sociais. As ideias depravadas e perfeitamente imbecis têm aqui o seu quartel. Daniel Sampaio tem razão: as crianças "não foram educadas em perceber como devem utilizar a internet". A internet está, para os novos educadores lá em casa, no lugar onde anteriormente estava a televisão. Os putos estão de roda daquilo e eles ficam descansados. Muitos acham normal o filho pedir para ser fotografado com Ventura na rua, quando o encontram em desfaçatez mentirosa, como se este fosse um herói do futuro. É tudo normal. São todos iguais mas este é diferente. É brutinho e malcriado mas "é um dos nossos", admitem. Até já ouvi uma idiota fizer que gostaria que o seu filho fosse como Ventura. Pobre filho da idiota. A estupidez nunca foi proibida, nem no tempo do outro fascismo, nem em democracia e nem seria neste novo fascismo que agora quer voltar a mandar, a reprimir, a matar. Os imbecis são um chão para o fascismo. É preciso combatê-los. Que tal começarmos pela educação, combatendo a imbecilidade?

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

O que me apoquenta

Laurie Anderson revelou a preocupação: um dia a autoria vai desaparecer. Está a acontecer. Assistimos a plágios e cópias como se nada fosse. Até já se defende abertamente o plágio como liberdade criativa. Lindo. "Eu hoje venho aqui falar de uma coisa que me anda a apoquentar". A frase é do Sérgio (Godinho) e eu trago-a para aqui para tornar a coisa mais interessante. Falo de apenas dois exemplos para já.

Cadeira DSW de Charles e Ray Eames.
Primeiro caso - Sempre gostei da cadeira DSW de Charles e Ray Eames. Em tempos pensei investir em meia dúzia de exemplares para a minha casa. Pedi orçamento na loja que comercializa objectos de útil utilização, representantes dos produtos Vitra. Cada cadeira, para cliente mais ou menos frequente, ficava em perto de setecentos euros. Fiquei espantado com o que aconteceu depois. Com certeza que já viram que estas cadeiras passaram a ser exibidas por tudo quanto é sítio. Um dia falei com um proprietário de um bar no Bairro Alto, todo equipado com estes assentos. Quando lhe avancei com o custo de cada cadeira original, fabricada pela Vitra, o homem respondeu-me: com esse dinheiro comprava o dobro das cadeiras que eu tenho aqui. Eram muitas. Percebi posteriormente que havia material daquele por todo o lado. Percebe-se - por menos de cinquenta euros temos cópia sem assunção de autoria. O pirata dá-lhe o nome de poltrona nórdica, por exemplo, e o negócio está feito por um quinto do custo. A memória do casal Charles Eames e Ray Eames não reclama autoria, mas não acho justo. Dobrem a língua. A cadeira original designa-se DSW e foi desenhada por Charles Eames e Ray Eames.

Cadeira Gonçalo de Gonçalo Rodrigues dos Santos.
Segundo caso - As cadeiras Gonçalo são conhecidas de toda a gente. São muitas as esplanadas de Lisboa onde estão instaladas. Foi criada pelo serralheiro Gonçalo Rodrigues dos Santos, tornando-se uma apreciada peça de design de equipamento português. Acontece que ultimamente a peça é apresentada em programas televisivos e em imprensa menos avisada como a "cadeira portuguesa". É isso que é irritante e dá razão a Laurie Anderson. Isto de se esquecer a autoria é moda? É assim que deve ser? a "cadeira portuguesa" não nasceu do acaso. Nada nasce do acaso. Houve um princípio. "Das coisas nascem coisas" como escreveu Bruno Munari, o mestre italiano. Dobrem a língua. A cadeira original foi desenhada pelo senhor Gonçalo Rodrigues dos Santos e chama-se "Gonçalo" por causa disso mesmo. "Gonçalo". "Cadeira Gonçalo", é assim que deve ser chamada.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Decência e competência


Ana Abrunhosa e Gonçalo Lopes são os políticos de primeira água que melhor prestação tiveram na resolução das consequências das tempestades que nos estão ainda a agredir. Demonstraram em tempo real como deve ser um autarca. Aqui ficam como representantes de tantos autarcas que ainda não pararam.
 
O primeiro-ministro foi igual a si próprio: ignorante e trapalhão. Percebemos que faltou às aulas do ensino primário em que se aprendiam os percursos dos rios de Portugal e das colónias. Mentiu? Claro, mas que importa isso? O homem já aderiu aos planos de comunicação trumpistas. "Nunca nada disto foi feito antes". "São as medidas mais extraordinárias de sempre". Enfim, os pantomineiros falam e a realidade grita. Esperemos que a realidade seja mais generosa para todos. 
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Adiada a conversa de hoje


O motivo está à vista. Avisos de agravamentos de mau tempo. Transportes limitados, e, como é previsível, pouca ou nenhuma vontade de se sair de casa. Mais tarde avisaremos data para este encontro. Tenham cuidado. O tempo está zangado. os deuses devem estar loucos.
 
AS PALAVRAS
Matérias transformadas
por José Teófilo Duarte.
Fevereiro 2026.
Galeria da Biblioteca Camões.
Largo do Calhariz, 17. Lisboa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Design de comunicação

Da série Grandes Capas. Art: Peter de Sève’s “New York’s Toughest”.

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Receituário

LEMBRETE | É já amanhã, sexta-feira, dia 13, que vou conversar com o professor Fernando Cabral Martins sobre Fernando Pessoa. O Fernando é um especialista na obra de Pessoa, com obra publicada, e é um excelente conversador.

Espera-se um fim de tarde de fraterno convívio pessoano, que é como quem diz: vamos olhar em redor e tentar perceber o que levava Fernando Pessoa a ter uma ideia tão assertiva da vida e do comportamento das pessoas, mesmo sem ter certezas nenhumas. Convite feito.
 
AS PALAVRAS
Matérias transformadas
por José Teófilo Duarte.
Galeria da Biblioteca Camões.
Largo do Calhariz, 17. Lisboa.
 
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Orgulhosamente sós


Eu é que me sinto estrangeiro quando percebo que estou a ser agredido por declarações destas, proferidas por este sinistro urubu. A rejeição do cosmopolitismo, com a consequente apologia de um patriotismo que não passa de serôdio e incivilizado nacionalismo, provoca náuseas a quem quer um mundo onde caiba toda a gente. Mas esta gente sinistra quer ficar sozinha no sítio onde nasceu. Restaria desejarmos-lhes as melhoras se não fosse o caso de poderem vir a experimentar ter o poder de ofender e segregar quem desprezam. Este até já foi primeiro-ministro, e há quem anseie pelo seu regresso. Assim sendo só nos resta mandá-los dar banho ao cão. Mas tem de ser cão de raça nacional e o banho não pode ser dado por esses estrangeiros que nos querem roubar a pátria. Tão orgulhosamente sós. Tristes solitários.

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O Zé sempre em pé

A exposição abre hoje no Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Vão estar lá resmas de zés povinhos em papel e osso, e vão por lá ficar mais algum tempo. Perder esta festa é perder muito. Não a percam, portanto.

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