EGOCENTRISMO - Passos Coelho, na sua cruzada contra quem é contra ele, continua a verbalizar críticas e a promover ideias que parecem tiradas de manuais de política para tótós. É uma espécie de D. Sebastião dos emergentes populismos, mas sem cavalo nem armadura. Só se adivinha um certo nevoeiro envolvendo o criador da criatura do partido com nome de detergente.
POPULISMO - Cabeça rapada com rigor, fato completo, gravata em nó bem enrolado, sapato de pala, todo um visual formal de político no activo, arrasa populismos e medidas governamentais como se fosse júri de um concurso de jogos florais. Ventura finge estar de acordo com tudo o que o homem diz, em linguagem corporal de grande enlevo admirador. Até se lhe nota a bába ao canto da boca, logo disfarçada pela língua sempre en reboliço. A direita finge muito. Faz cenários catastrofistas quando a coisa não lhes corre de feição e adianta-se com a alegria do vazio quando pensa que é promovendo o irreal que se safa. Passos já aderiu ao discurso de taberna. Todos no bom caminho.
GREVE GERAL - A Greve Geral é já na próxima semana. Os políticos profissionais que governam lá virão com a lenga-lenga de que "Ah e tal, esta greve é política, não é em defesa dos trabalhadores". O costume. É essa a maneira de fazerem política. Pois, é mesmo de política que falamos quando falamos do pacote que ataca quem labora. Esta greve é contra tudo o que esta gente quer. Políticos de tasca em políticas de bêbedos chatos sem interesse nenhum. Esperemos que a greve seja grande e geral, para bem de todos nós.
EDGAR MORIN - Um grande pensador. Passou por dois séculos sempre a interpretar o que se passava à sua volta. Para ele, ter razão é estar com os olhos bem abertos e não os fechar sem que as palavras expliquem essa observação. O resto são razões que a própria razão desconhece, como diria outro pensador.







.png)





























