quinta-feira, 4 de junho de 2026

Marjane Satrapi

MORRER DE AMOR | Eu adorava o trabalho de Marjane. O Nuno Saraiva também e sabe dizer melhor do que eu quem era esta mulher admirável. Morrer de amor revela toda uma filosofia de vida. Morrer é triste. A morte é sempre uma grande tristeza. É muito triste, esta morte de Marjane Satrapi.

MARJANE
L’amour est mort, vive l’amour
……
Morreu o amor, viva o amor.
Marjane Satrapi, mulher, desenhadora e argumentista de banda desenhada, autora de um exercício de revolta intitulado “ Persepolis” obra que a transportou sem dúvida nenhuma ao lugar de maior e mais importante autora de banda desenhada da nossa idade contemporânea.
Marjane amava a liberdade e expressava o seu amor através da luta, frontal, directa. Contra os Ayatollahs de Teerão, mas sobretudo contra os Ayatollahs que habitam em nós, fazendo-nos pensar.
A dada altura da sua vida optou por abandonar o desenho e dedicar-se ao cinema, sem nunca largar projectos colectivos de banda desenhada (Mulher, Vida, Liberdade).
Ao seu lado, o actor e produtor sueco Mattias Ripa, cuja súbita morte a leva a uma profunda depressão.
Apaixonada e comprometida com o cinema, Marjane Satrapi tinha criado recentemente a Fundação de Cinema Mattias e Marjane Ripa-Satrapi - Academia de Belas Artes, para dar oportunidade aos estudantes estrangeiros a virem estudar cinema em Paris.
Tinha sido, ainda há poucos meses atrás, eleita pela restrita Academia de Belas Artes de Paris para vogal da “section de mise en scène”.
Morreu hoje, aos 56 anos, dizem as notícias que foi de tristeza.
Morreu o amor, viva o amor.  
Fotografia de Laura Wilson
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José Ferreira

Morreu o o meu amigo José Ferreira. O doutor José Ferreira, para muitos que defendeu. Advogado na barra, epicurista na vida. Um homem que sabia moderar os costumes. Culto e amante do verbo, adorava os clássicos. Culpava os políticos que nos governam de algo que têm de sobra: a incultura. Passeava pelos trilhos de Camilo e Eça. Citava Garrett. Olhava os contemporâneos de soslaio, mas admirava a inovação. 
 
Tivemos longos almoços e muitos jantares onde essa sabedoria era posta em pratos limpos. Quando Saramago morreu, fomos juntos ao funeral. Depois almoçámos e passámos a pente fino a obra do escritor. Percebi ali que o Zé Ferreira não rejeitava em absoluto as artes de hoje. O que ele rejeitava era a mediocridade dos bem comportadinhos. Dos direitinhos. Claro, e também dos direitinhas, mas essa é outra conversa que não acabámos. Eu vou continuar a conversar sobre tudo isto e vou-me lembrar muito de ti. Muito obrigado, José Ferreira. Os imbecis já governam o mundo. Mas isto não fica assim. Os fascistas não passarão.

Imagem: José Ferreira no restaurante Fidalgo. Fotografia de Eugénio Fidalgo. 

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Crazy for you

O que Trump quis dizer ao seu amigo de Israel não foi o que andam para aí a dizer. Nem tudo se pode traduzir à letra. Donald Trump disse a "Bibi" Netanyahu: "crazy for you", trauteando a canção de Madonna. Foi isto. Não foi insulto. Um homem lúcido e genial negociador ia lá cair por aí abaixo? Foi "love", percebem? Faz toda a diferença.

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Respeito

Este pacote laboral é obsceno. A pornografia está na falta de respeito por quem trabalha. Parece que se pretende um regresso ao tempo da Revolução Industrial. Charles Dickens já nos tinha esclarecido sobre comportamentos tutelares unilaterais. Mas as ficções do século passado estão a convocar novas realidades.
Quem paga é que manda. Quem trabalha que obedeça e cale-se. É a mobilidade nas empresas que se quer. É pelo crescimento económico, dizem, como se fossemos todos parvos.
Vamos dizer não ao Pacote Laboral. Vamos dizer não aos comportamentos tutelares. Vamos apoiar a GREVE GERAL.
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Design de comunicação

DA SÉRIE GRANDES CAPAS |  Imagens obtidas no laboratório do José Simões: mistérios do organismo.

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domingo, 31 de maio de 2026

Aos domingos - É preciso fazer um desenho?

FIM DA FESTA - O criminoso ataque ao Charlie Hebdo foi o mote. Mas a Festa da Ilustração - Setúbal foi uma coisa boa. A primeira edição da Festa teve inicio às zero horas do dia 1 de junho de 2015, cinco meses depois do ataque em Paris. Homenagem feita, continuámos. Foram onze anos a mostrar opiniões ilustradas de excelente qualidade. Foram momentos marcantes para quem os viveu. Para mim foi uma escola. Observo o que se faz em ilustração e cartoon com outros óculos. Os olhos que se cuidem. 
 
ATITUDE - Insisto, foi uma festa bonita, esta Festa da Ilustração, por todas as razões que nos fazem pensar e intervir contra a mediocridade que insiste em infetar consciências e contaminar atitudes. Foram onze anos de trabalho intenso e prazer correspondente. Fizemos o nosso melhor, mas soube a pouco. Sabe sempre a pouco o que fazemos com entusiasmo e alegria. Esta festa foi também um permanente encontro entre amigos. Os ilustradores são seres especiais. Solidários uns com os outros e com o mundo. Mantêm os olhos abertos quando muitos querem que os fechemos. Os instrumentos que usam são armas contra o imobilismo. Foi essa ilustração que mostrámos em Setúbal.
 
OS MELHORES ILUSTRADORES DO MUNDO | Não vou referir os artistas que participaram, porque eles sabem quem são e não se importam com referências diluídas em elogios de circunstância. É que é extensa, a lista. Muito extensa. Foram muitos os ilustradores — não foram todos? — que quiseram entrar nesta festa. Permitam que refira quem esteve lá atrás, nas reuniões que constroem, em todas as horas dos trabalhos: na conceção, no design expositivo, nas montagens das exposições.
A colaboração com o João Paulo Cotrim, com o Jorge Silva, com editores e livreiros, com jornalistas, com todos os ilustradores convidados (nacionais e estrangeiros) e com toda a gente do Município que acreditou e trabalhou, foi decisiva para a aplicação do empreendimento no terreno.
 
NÃO TEMOS QUE RESPEITAR TUDO - O que é doce nunca amargou, já a minha avó me dizia. A Festa foi um doce muito bem confecionado, mas as coisas estão a ficar amargas por Setúbal. O partido de extrema-direita foi maioritário nas eleições legislativas, e nas autárquicas faz maioria com a coligação vencedora. Quem visitou as festas nestes onze anos percebe que era impossível continuarmos. As preocupações dos artistas são diferentes das preocupações dos autarcas de extrema-direita, como é evidente. Um grande sarilho estaria armado com toda a certeza. Viram o que se passou com o Cartoon Xira? Sinceramente não tenho pachorra para cruzar argumentos com defensores de salazares e outros males. Fora de questão. A Festa da Ilustração fica por aqui. Como diria o João Paulo (Cotrim) "foi quase um prazer". Ter prazer é bom. A gente encontra-se por aí, em outras geografias, em outras festas, em outros momentos felizes. Até já.
 
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sábado, 30 de maio de 2026

Aos sábados - a espuma dos dias

EGOCENTRISMO - Passos Coelho, na sua cruzada contra quem é contra ele, continua a verbalizar críticas e a promover ideias que parecem tiradas de manuais de política para tótós. É uma espécie de D. Sebastião dos emergentes populismos, mas sem cavalo nem armadura. Só se adivinha um certo nevoeiro envolvendo o criador da criatura do partido com nome de detergente.

POPULISMO - Cabeça rapada com rigor, fato completo, gravata em nó bem enrolado, sapato de pala, todo um visual formal de político no activo, arrasa populismos e medidas governamentais como se fosse júri de um concurso de jogos florais. Ventura finge estar de acordo com tudo o que o homem diz, em linguagem corporal de grande enlevo admirador. Até se lhe nota a bába ao canto da boca, logo disfarçada pela língua sempre en reboliço. A direita finge muito. Faz cenários catastrofistas quando a coisa não lhes corre de feição e adianta-se com a alegria do vazio quando pensa que é promovendo o irreal que se safa. Passos já aderiu ao discurso de taberna. Todos no bom caminho.

GREVE GERAL - A Greve Geral é já na próxima semana. Os políticos profissionais que governam lá virão com a lenga-lenga de que "Ah e tal, esta greve é política, não é em defesa dos trabalhadores". O costume. É essa a maneira de fazerem política. Pois, é mesmo de política que falamos quando falamos do pacote que ataca quem labora. Esta greve é contra tudo o que esta gente quer. Políticos de tasca em políticas de bêbedos chatos sem interesse nenhum. Esperemos que a greve seja grande e geral, para bem de todos nós.

EDGAR MORIN - Um grande pensador. Passou por dois séculos sempre a interpretar o que se passava à sua volta. Para ele, ter razão é estar com os olhos bem abertos e não os fechar sem que as palavras expliquem essa observação. O resto são razões que a própria razão desconhece, como diria outro pensador.

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Homenagem

EDGAR MORIN - Morreu um homem que só pensava em pensar. E foi muito tempo a pensar. Morreu aos 104 anos. Ainda bem que viveu tanto tempo. A obra que fica vai-nos ajudar agora que isto não está nada fácil de interpretar. E viver, sobretudo isso. Muito obrigado, senhor Morin. Foi muito bom viver no seu tempo.
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Receituário


Jorge Martins tem uma grande exposição na Cordoaria. O trabalho de Jorge Martins merece observação atenta e persistente. É o que eu tenho feito. Esta exposição não pode ficar do lado de fora dos nossos percursos por Lisboa. É frequentá-la e apreciá-la.
 
JORGE MARTINS
Timescape
27 maio a 30 agosto 2026
Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional
 
Fotografias de Tiago Montepegado
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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Receituário

 

ÓRFÃOS | "Aprendi a matar bem mais do que penso", diz personagem de uma canção de Sérgio Godinho. Esta peça do TEATRO DA RAINHA leva-nos a uma reflexão sobre o comportamento do ser humano perante a violência extrema. Matar alguém, eliminar um ser humano, não é como matar pulgas (parafraseando Sérgio de novo), mas a solidariedade com alguém que estimamos pode levar-nos a justificar um assassínio? Pode alguém que se diz não-racista a sê-lo por um apelo num instante que não consegue justificar? Em O ESTRANGEIRO, de Albert Camus, o protagonista da história mata porquê?
Este texto de Dennis Kelly é notável, as interpretações de Inês Barros, Fábio Costa e Tiago Moreira são qualquer coisa de extraordinário e a encenação de Henrique Fialho é de um pormenorizado requinte. Tudo funciona: gente em palco, cenografia, luzes, guarda roupa, imagem promocional. O teatro da Rainha está em Lisboa — Teatro Paulo Claro. Artistas Unidos — até ao próximo sábado para mostrar tudo isto que eu aqui digo e que ontem testemunhei na primeira récita na capital do reino que já o foi.
Proponho que se desloquem até lá sem demora. Um espectáculo assim não se pode perder. Eu, no futuro que se aproxima não vou perder nadinha do que esta malta anda a fazer. Vossemecês ficam sem saber o que perdem, se não seguirem o meu conselho. Vão ao teatro, pela vossa saúde (mental).
 
ÓRFÃOS, pelo Teatro da Rainha
Autor | Dennis Kelly
Tradução e encenação | Henrique Fialho
Cenografia | José Carlos Faria
Desenho de luz | Hâmbar de Sousa
Guarda Roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Interpretação | Fábio Costa ( Liam), Inês Barros (Helen) e Tiago Moreira (Danny)
Graffiti | Ricardo Henriques
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão
Fotografia de Paulo Nuno Silva 
 
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Nunca mais

JOÃO ABEL MANTA. Caricaturas dos anos de Salazar
Os primeiros anos de República não foram propriamente um prodígio democrático. Mas, apesar de tudo, a repressão da república não permitiu o esquecimento do despotismo monárquico. A correção não tardou. Um grupo de militares e civis admiradores dos regimes autocráticos que dominavam importantes países europeus, aproveitando a balbúrdia, revoltaram-se contra o estado a que as coisas chegaram e chamaram ao novo regime Estado Novo, como se aquele ajustamento que apregoaram trouxesse algo de novo à vida do país e das pessoas.

Como acontece sempre nestas ocasiões, um líder austero e defensor de serôdios moralismos saltou para a ribalta apregoando virtudes ocas e reprimindo o progresso e o conhecimento. Um ditador criminoso e vil mandou prender e matar quem lhe fizesse frente e corrompeu um regime já ameaçado pelo arbítrio e a falsa moralidade. Um ditador corrupto que abdicou de bens materiais, satisfazendo-se com a sua ambição de poder exercido de forma humanamente sádica e financeiramente corrupta, como acontece em qualquer ditadura. Os bens económicos foram distribuídos pelos seus lacaios — os lambe-botas — e a moralidade foi de trazer por casa. Aos lacaios era permitido pecar desde que fosse às escondidas. O regime, com a operacionalidade da PVDE e depois PIDE, tratavam dessa clandestinidade. A outra clandestinidade, aquela que era imposta aos resistentes, tentavam dar-lhe visibilidade tratando os seus praticantes como terroristas.
Não é por acaso que o líder do partido defensor de Salazar nos dias de hoje, se tenha referido ao sucesso com a eleição de sessenta deputados na mais recente legislatura, como uma vitória sobre Álvaro Cunhal. Os resistentes antifascistas ainda incomodam os novos fascistas. Ora, é a memória desses corajosos resistentes, aqui hoje recordados por mim como símbolos de todos os que resistiram — sendo presos, torturados, e muitos assassinados pelo regime fascista —, que pretendo assinalar com satisfeito orgulho e alegre vontade de desejar futuro. O nosso futuro não pode ser de atropelos à vida das pessoas. O nosso futuro não pode ser o que nos pretende impôr gente sem qualidades que já apregoa o regime do ditador corrupto e criminoso com um exemplo a seguir.
Oa resistentes aqui recordados — Álvaro Cunhal, Catarina Eufémia, Abel Salazar, Maria Lamas, Helena Cidade Moura, João Abel Manta (cartoon), Dias Lourenço —, representam muitos outros que foram também perseguidos, torturados, assassinados pelo regime de Salazar, instituído faz hoje 100 anos. Assinalamos a data, não comemoramos. O fascismo combate-se. Estes homens e estas mulheres são símbolo de resistência e esperança. Pessoas intelectual e humanamente superiores. Queremos viver em liberdade. Liberdade de escolher o nosso futuro com rigor democrático, cultura, apelo ao conhecimento científico e curiosidade intelectual. Repressão, tortura e fascismo nunca mais.
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ÁLVARO CUNHAL. Retrato na prisão.

Conceição Matos.


António Dias Lourenço.

Catarina Eufémia.

Helena Cidade Moura.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Será masoquismo?

Cada vez que esta inenarrável criatura sai do austero buraco onde se alimenta de ódio, dá recados, sugere violências, alimenta polémicas. Passos encontrou-se por lá com Ventura. O biltre do Chega diz que estava com saudades. "Era bom que as coisas ganhassem mais ritmo", concordam. E a gente sabe o que querem dizer com a toada rítmica. E depois saltam para o pequeno ecrã os profissionais da opinião em intenso exercício comentarista, como se o que Passos diga seja a resolução de todos os males, sabendo nós que o mal está nele. Esteve enquanto governante e não o abandona. Comentar o inominável? Por que carga de água? Será masoquismo? Deixem-se disso. Vão-se todos lixar. Já não há paciência.
 
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Miles Davis 100

Um músico genial, que nasceu há 100 anos, lembra-nos que a América não é dos Trump da vida. Trump poderá ser recordado... pelas piores razões. Mas há um trompete que continua a ser estimado e aplaudido muito tempo depois de ser tocado ao vivo pelo seu criador de melodias únicas. O melhor dos EUA está na sua melhor produção cultural e científica. Miles Davis está entre os melhores de sempre. Viva Miles Davis.

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Os benevolentes

Rubio diz que Estados Unidos continuam disponíveis como mediadores na guerra da Ucrânia, diz a LUSA.


Ou seja: um cretino que serve um notório imbecil que inventa guerras para depois dizer que acabou com elas, pedindo descaradamente grados prémios por isso, e que se desculpa com baboseiras ridículas por não conseguir dominar uma guerra que iniciou para satisfazer um criminoso que circula e manda no Médio Oriente, e para alargar os seus negócios familiares, vem agora, cheio de charme diplomático, oferecer-se para resolver um imbróglio alheio, quando não consegue dar conta da sinistra trapalhada que tem entre mãos. O mundo está nas mãos de idiotas com graves problemas cognitivos, mesmo, e não se vê a hora de chegarem os enfermeiros com os coletes de forças.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Receituário

São conversas sobre o que aconteceu ou vai acontecer. Sobre o que cada um fez ou vai fazer. O Nuno Artur Silva convidou para esta noite gente que vale a pena ouvir. Gente que é gente e que sabe o que faz e o que diz. A não perder, que momentos assim são poucos no pequeno ecrã. Valha-nos a RTP2.

RTP2 





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DA SÉRIE GRANDES CAPAS |  Imagens obtidas do site de José Simões: mistérios do organismo.







 
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