A Associação José Afonso, de que sou associado-fundador, fez-me a encomenda: assinalar os 100 anos do nascimento de José Afonso. Trabalhar em volta da vida e obra de José Afonso é uma honra e um privilégio.
Pretende-se, assim, assinalar graficamente o centenário do poeta, músico e cantor. Fiz este trabalho que vos apresento, e o meu atelier está a fazer as animações e os desenvolvimentos necessários e úteis. A imagem — 100 — que se associa ao nome de José Afonso cumpre um propósito evidente: em tempo de reedição da sua obra, faz-se referência a esse mesmo facto. A ilustração inclui as datas que referenciam os acontecimentos definidores, pelo que não são necessárias mais explicações. Referir que são 100 anos do nascimento torna-se, assim, supérfluo.
As actividades que serão comunicadas e promovidas deverão incluir os conteúdos necessários com toda a informação detalhada. Este logo sugere e permite a dúvida — o esclarecimento virá com a informação complementar. A virtude deste tipo de comunicação visual reside precisamente na sugestão, tornando dispensável uma imagem demasiado evidente. Queremos sugerir. Ouvimos quem nos rodeia. Temos sempre muitas dúvidas. Nem sequer somos o nosso próprio comité central; não temos comité central, mesmo.
As cores vão mudar consoante o momento da comunicação, acompanhando os próximos dois anos e meio de dinamização. A frase/citação também se irá alterando ao longo do tempo. Esse calendário de actualizações está em desenvolvimento e será proposto oportunamente, estando actualmente a ser estudada uma gama cromática adequada. E tudo isto terá uma animação e música.
Esta identidade visual é assim apresentada assinalando os 50 anos do lançamento do álbum “Com as minhas Tamanquinhas”, acompanhada por uma exposição de João de Azevedo — autor da capa do disco — nas instalações da Associação José Afonso, na rua de São Bento, em Lisboa. Proponho-me fazer a apresentação desta identidade visual e do trabalho de João de Azevedo, ficando a curadoria e o design expositivo sob a minha responsabilidade.
E pronto, por agora é tudo. Fico feliz por perceber que José Afonso nunca será esquecido. A sua obra é única e intemporal. E ainda hoje irrita os trastes fascistas. Isso é bom.
































