quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

À nossa

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Muito obrigado a todos pelas manifestações de apreço pela nossa existência.
É bom existir, sem grandes medos nem complexos. Mas é melhor ainda perceber que estamos acompanhados nessa forma de partilhar a nossa vontade de existir.
Foi muito bom ler as palavras da Maria Manuel Santos, do José Barroso, da Sílvia, da Zica Lim, do Luís Marquilhas, do Daniel, da Ana, do Rui, do Tavanez, do Ross Pina e da Fátima.
Encheram-nos de alegria as simpáticas considerações dos nossos camaradas Luís Sequeira, Luís Novaes Tito, Jorge Santos e Chapa.
A todos ergo a minha taça.
Bem hajam.
JTD

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

2 anos


E pronto: completamos hoje dois anos de existência.
Já estamos em festa.
as comemorações começaram no Fidalgo à volta de um cozido à portuguesa. Depois foram uma série de afazeres profissionais que nos deslocaram de um lado para o outro durante todo o dia. Só agora tivemos algum tempo para vir dar fé desta efeméride.
Muito obrigado por nos irem visitando e até já.

David Hockney Imagem

Vieira da Silva | António Gedeão



Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

António Gedeão Texto
Vieira da Silva Imagem

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Estuário na blogosfera

Um novo colega nasceu hoje. É a voz de uma editora e divulgará trabalhos de autores por ali publicados.
O primeiro evento divulgado é o lançamento de um livro de Carlos Rodrigues - Manuel Bola.
Vão até lá - Estuário publicações

domingo, 27 de novembro de 2005

Santana articulista

Santana ainda não percebeu que não pertence a este filme. Tenta a todo o custo conquistar a tela. Insiste no argumente de que é o melhor actor para protagonista. Fá-lo sem vergonha. Não respeita nada, nem ninguém. É ridículo. Como ridícula é a cobertura dada por um jornal tão influente como o "Espresso". Com direito a primeira página e tudo.
Sobre isto, vale a pena ler o Luis no Abnegado.
Até amanhâ.
JTD

sábado, 26 de novembro de 2005

Bom fim-de-semana



Auguste Rodin Eternal Spring, 1884

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

A sexualidade dos católicos

O Papa está preocupado com a homossexualidade dos seus padres. Daí a proibição do acesso aos seminários deste género sexual. A razão de tal medida prende-se com as práticas pedófilas de padres nos Estados Unidos, partindo do princípio, perfeitamente troglodita, de que pedófilo é homossexual. Ora se a sexualidade é interdita a seminaristas, porquê esta obsessão com os homossexuais? Claro que é assunto que não prende muito do meu tempo. Nem a Igreja e os seus padres têm que estar preocupados com opiniões como a minha, já que eu me estou nas tintas para as deles, mas por mera curiosidade, juro que gostava de saber como é que vão fazer para impedir tal acesso. Como é que se percebe que alguém é homossexual? Com análises clínicas? Será que se nota logo na urina?
JTD

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Mais um aniversário

Completamos no próximo dia 30, dois anos. As horas que dedicámos a este exercício deram-nos gratas manifestações de apreço, mas também discordantes agressões. Vivemo-las com a mesma vontade de ouvir e de participar. Gostamos, acima de tudo, de opiniões. O que tentamos fazer aqui é precisamente isso: opinar sem complexos. Em principio vamos continuar. E, está claro, dia 30 há festa rija.
JTD

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Nikias Skapinakis


Skapinakis expõe pintura recente na galeria Cristina Guerra. Um pintor com um percurso interessante em exposição que mostra as várias etapas de uma evolução em todas as suas vertentes. Montagem excelente.
O espaço da galeria permite sempre uma agradável visita.
A galeria Cristina Guerra fica na Rua de Santo António, 33, em Lisboa
JTD

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Isto está a aquecer

Cavaco já voltou do Brasil.
Vamos lá a ver se ele nos diz onde publicou as tais opiniões sobre tudo e todos.
É bom haver um candidato assim, com preocupações sociais e culturais.
RR

domingo, 20 de novembro de 2005

Dar cavaco

Cavaco está no Brasil. Em declarações a jornalistas do país do samba, declarou que como ele nenhum outro candidato opinou tanto sobre todos os assuntos que atormentam a nação. É verdade, disse-o com todo o à-vontade deste mundo. Se calhar no Brasil não é conhecida a propensão para a pacatez retórica do candidato presidencial. Houvesse por aquelas bandas bolo-rei e talvez se tivesse evitado tanto palavreado.
JTD

sábado, 19 de novembro de 2005

Bom fim-de-semana


Carlos Carreiro Imagem

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

William Turner | Fernando Pessoa


As nuvens são sombrias
Mas, nos lados do sul,
Um bocado do céu
É tristemente azul.
Assim, no pensamento,
Sem haver solução,
Há um bocado que lembra
Que existe o coração.

E esse bocado é que é
A verdade que está
A ser beleza eterna
Para além do que há.

Fernando Pessoa Texto
William Turner Imagem

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Jean-Paul Riopelle | Al Berto



As mãos pressentem a leveza rubra do lume
repetem gestos semelhantes a corolas de flores
voos de pássaro ferido no marulho da alba
ou ficam assim azuis
queimadas pela secular idade desta luz
encalhada como um barco nos confins do olhar

ergues de novo as cansadas e sábias mãos
tocas o vazio de muitos dias sem desejo e
o amargor húmido das noites e tanta ignorância
tanto ouro sonhado sobre a pele tanta treva
quase nada

Al Berto Texto
Jean-Paul Riopelle Imagem

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Saramago 83


José Saramago completa hoje 83 anos de vida.
Há dias lançou, no Teatro Nacional de São Carlos, o seu mais recente livro - "As Intermitências da Morte". Casa cheia e interessante apresentação que contou com a presença dos editores responsáveis pelos vários idiomas em que o livro foi publicado. Também Saramago falou dos enleios das "intermitências" e das suas preocupações com o estado actual do mundo.
O livro conta a história de um país onde a morte deixou de existir, colocando a sua população perante o problema, absolutamente desesperante, da eternidade. A morte tratada de uma forma divertida, sem complexos nem dogmas.
Parabéns a José Saramago. Pelo aniversário e pela obra.
JTD

Eça agora


Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?
Eça de Queiroz em 1867.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

O criador e a criatura

Santana Lopes não gosta do monumento a Francisco Sá Carneiro que habita o Areeiro. É normal, sendo o antigo primeiro-ministro o seu inventor, calcula-se que não esteja contente com tão pobre homenagem ao seu criador político. Assim, enquanto presidente da Câmara resolveu abrir concurso público para corrigir o acidente urbanístico. O escultor responsável pela obra instalada, Soares Franco, não gostou do procedimento, levando o então presidente a recuar, ou seja, a encomendar-lhe nova peça. Como o que nasce torto tarde ou nunca se endireita, o resultado foi assim como que a emenda pior que o soneto. Das mãos e mente de Soares Franco surgiu uma obra de pendor naturalista, mal proporcionada e tão parecida com Sá Carneiro como eu com Brad Pitt.
A estátua ficou no atelier do seu autor, esperando a oportunidade de ser colocada no local para que foi criada.
Agora é o que se sabe: Uma dívida brutal ao escultor por uma obra que, felizmente, não deverá ver o trânsito da praça. Fala-se em quase 200 mil euros. Li hoje no Público que Carmona diz não conhecer o trabalho mas vai pagar. Os lisboetas preparam-se para pagar mais uma inabilidade de um seu presidente de Câmara. Enfim, santanices. Como se não bastasse a reforma que os portugueses tem que lhe estar a pagar depois da lamentável prestação no governo.
JTD

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

George Segal


FDR Memorial, Washington 1991
George Segal Imagem

domingo, 13 de novembro de 2005

Ofício de Amar

Já não necessito de ti
Tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio
De outras galáxias, e o remorso.....

.....um dia pressenti a música estelar das pedras
abandonei-me ao silencio.....
é lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
não, não preciso mais de mim
possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas

ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
deixei de estar disponível, perdoa-me
se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo.

Al Berto

sábado, 12 de novembro de 2005

Que venham muitos mais


O Abnegado completou 1 ano de vida.
É bom participar na festa de um dos blogues mais inteligentes da comunidade. Este tigre borgiano de Júlio Pomar é a nossa prenda de aniversário.
Parabéns ao Luis Sequeira.

Excesso de liberdade

A malta da fé cristã está em festa. Lisboa foi tomada por devotos. Nas rezas da praxe, o cardeal patriarca queixou-se ao todo poderoso do "cultivo desmesurado da liberdade individual". Claro que não ouvi toda a homilia, transmitida em directo pela televisão estatal, mas (vejam lá a pontaria) ao passar por ali apanhei logo com esta preciosidade. O cardeal acha que as liberdades individuais são exageradas. Longe vão os tempos em que o cardeal Cerejeira resolvia estes excessos valendo-se do cultivo intenso da sua liberdade individual com o presidente do conselho.
JTD

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

O homem desfocado


"(...) porque Cavaco simboliza aquilo que mais náuseas me provoca: a banalização de tudo, o sucesso ranhoso e vazio, o atropelo dos valores e das pessoas, o autoritarismo descabelado, a demagogia, o nacional-carreirismo e os favores, a aldrabice e a cunha, a indiferença, o elogio da pirosice, a ignorância e a escandalosa nulidade cultural, etc, etc..."

Al berto, em 1995 falou assim em entrevista a um jornal de jovens apoiantes de Jorge Sampaio. O actual mandatário nacional de Cavaco andava por aqui nessa altura. Agora resolveu apoiar o presumivel ganhador. Há gente assim.
Quanto ao meu amigo Al Berto, não acredito que a sua actual opinião desdissesse a acima exposta. Também há gente assim. Gente a quem a piroseira e o gosto de acomodação fácil incomodam.
Este texto do poeta Al Berto foi trazido à liça pelo nosso colega Cavaco fora de Belém. A não perder.
JTD

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Modas


A Moda há muito que está na moda. Terão sido os romanos os grandes estimuladores da Moda, enquanto os gregos puseram na moda o Saber? Uma certeza existe: nos nossos dias a Moda sempre caminhou ao nosso lado. A obsessão de estar na moda atinge, não em doses reduzidas, sintomas de paranóia.
Na nossa vida recente, e doseados de cavalares injecções da tal paranóia, esta doença às vezes perigosa, foi diagnosticada em diversos territórios da nossa vida prática.
Nos anos setenta estava na moda a classe operária. Na década de oitenta passou a estar na moda a juventude. Nos anos noventa passou a ser moda estar "in", fosse lá isso o que fosse. Agora está na moda simplesmente estar na moda. Felizmente que a Moda se democratizou, permitindo tudo estar na moda. Até a ignorância é exibida sem pejo. O que é preciso é aparecer, Estar "em cima". Ser visto. Não importa ser bem visto. Basta ser visto, ponto.
Bento XVI quer estar na moda. E então, não pode? Se está com uma idade que até parece estar "em cima"...
JTD

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Robert Mangold | Fernando Pessoa


Como um vento na floresta

Como um vento na floresta.
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.
E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.

E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento :
Sou ninguém, temo ser bom.

Fernando Pessoa Texto
Robert Mangold Imagem

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Paris já está a arder

O Estado Social está em crise. Paris está a ferro e fogo. Outras cidades de França correm perigos imensos. O problema começa a alastrar por outros países próximos.
O que falhou? Não basta permitir que os outros caminhem no nosso solo. Não é suficiente deixá-los trabalhar nas nossas empresas. O que é preciso é não deixá-los sozinhos. É preciso perceber que estes jovens são filhos do sacrifício. São oriundos de vidas difíceis sem horizontes promissores. Não existe esperança no futuro. São marginais. Rotulá-los de escumalha, como fez o ministro Nicolas Sarkozy, é uma atitude demissionária. A demissão seria a melhor atitude a tomar por este membro do governo de Chirac.
Estamos todos dentro deste mundo. Não estamos a conseguir ligar a massa neste enorme caldeirão.
JTD

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Contra a miséria

O Papa Bento só usa sapatos Prada. Diz o chefe dos católicos que os tradicionais fornecedores de vestuário para o Sumo Pontífice não correspondem aos padrões da alta costura. Aqui está alguém que não vai em miserabilismos. Não é qualquer trapinho que o ornamenta.
É verdade que Jean Paul Gautier já fez batinas e outras peças de vestuário para padres. Mas quem vejo verdadeiramente com todas as condições para agradar ao cardeal alemão é a dupla Dolce & Gabana. Já estou a ver o requintado religioso desfilando entre os seus pares, aclamado por ruidosos aplausos, disputado por estações televisivas e iluminado por incandescentes flashs. Nas legendas que correm em rodapé pode ler-se "Vaticano Fashion/Moda primavera-verão 2006/2007".
Uma eficaz acção contra a miséria no mundo das roupagens. Um Papa modelo para colocar o catolicismo na moda. Aqui fica a sugestâo.
JTD

sábado, 5 de novembro de 2005

Bom fim-de-semana


James Rosenquist Imagem

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Provedor da democracia

Manuel Alegre apresentou o seu programa de governo. Perdão, apresentou o seu manifesto de candidatura à Presidência da República. Alegre gosta de Abril. Ok, nós também. Acha que nas mulheres não existem características inferiores, em termos biológicos. É óbvio. Defende que falemos em voz alta perante os poderes europeus. Fixe. É por uma reforma das Forças Armadas - Falou em missões e dignificação. Não percebi em que moldes. Fiquei na mesma. Diz que não quer governar a partir da Presidência. Mas não parece. O candidato contra os partidos está convencido que há uma corrente de solidariedade e esperança à sua volta. É, o país não cabe em si com o entusiasmo.
Alegre não disse nada que não se esperasse. Mas disse-o como quem recita um poema. Isso foi bonito. No entanto, ainda não percebi a razão da candidatura. O defeito é meu. Nunca percebi muito bem Manuel Alegre. Talvez os meus amigos alegristas possam dar uma mãozinha no sentido de preencher esta minha lacuna. Claro que vai ser custoso.
JTD

Avenida Atlântica



Hoje faz 100 anos que a mais famosa avenida do Rio de
Janeiro começou a ser construída. Copacabana era então
um bairro distante do Centro e dos locais onde morava
boa parte da gente “bem” da cidade.

Entre 1902 e 1906 o cenário carioca foi palco de
grandes transformações urbanas na administração do
prefeito Pereira Passos, comparáveis à reforma urbana
acontecida em Paris, no século XIX, sob a direção de
Hausmann, entre 1863 e 1870.

Visando dar uma nova imagem à Cidade, Pereira Passos
realizou uma verdadeira transformação no espaço urbano
carioca. Saneou, estendeu, corrigiu e ampliou o
arruamento, inaugurou o calçamento asfáltico, demoliu
morros, criou novas avenidas e rasgou outras. Para
sanear e higienizar a cidade, canalizou rios,
arborizou diversas áreas e realizou obras de
embelezamento em diversos locais estratégicos da
cidade, criando praças e jardins, transformando o Rio
de Janeiro numa cidade moderna, condizente com os
valores das elites dirigentes da época.

Por sua vez, a Avenida Atlântica virou um símbolo da
cidade. Sofreu sucessivos aterros ao longo do tempo
para evitar as ressacas que a destruíram por diversas
vezes.

O desenho das pedras portuguesas, marca registrada do
calçadão, foi refeito mais recentemente pelo
paisagista Roberto Burle Marx a partir de um desenho
que já existia na Avenida Atlântica original e que foi
trazido da Praça do Rossio, em Lisboa. “O que se diz é
que essas ondas do Burle Marx são mais sensuais e mais
bonitas que as de Portugal”, conta, em jeito de
provocação, o historiador Carlos Kessel.
ALF

Vai um cigarrinho?


Li num jornal diário que o aumento do preço do tabaco está a causar violência. GNR e PSP revelaram que os assaltos a carrinhas transportadoras de tabaco aumentaram duzentos por cento.
Estes crimes são organizados e violentos, incluindo o recurso a armas de fogo. Só este ano já houve 120 crimes de furto de tabaco.
Que panorama. Vou passar a ter mais cuidaddo com os meus amigos fumadores.
Parece que os estou a ver com aquele ar tão pacífico. Afinal corro o risco de estar a privar com perigosos delinquentes.
Ninguém diga que está bem. Livra!
JTD

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Kenneth Noland


Kenneth Noland imagem (Trabalho sobre papel).

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Boas compras


O engenheiro da Sonae, em tempos, obrigou a assembleia da República a reunir às oito da manhâ.
O engenheiro disse que Cavaco será um grande presidente para trabalhar com um grande primeiro-ministro.
O homem da Sonae diz o que lhe apetece. Faz bem. É assim que se fazem os grandes líderes. É falando sobre tudo e todos que se formatam os homens de sucesso. O sucesso está na moda. Os homens de sucesso falam sobre o que tem sucesso.E tentam definir o que é o Sucesso.
É triste perceber que a noção de sucesso, assim como a definição de o que está bem e de o que está mal, estão entregues ao homem do supermercado.
Boas compras.
JTD

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Notícias do Rio

Domingo passado, aqui no Brasil, houve o referendo
sobre o desarmamento, que teve a esmagadora vitória do
“não” à pergunta “o comércio de armas e munição deve
ser proibido no Brasil?”. Muitas foram as críticas em
relação à sua realização no atual momento vivido pelo
país, em meio à crise política que se arrasta já há
alguns meses. Contudo, não se pode deixar de registrar
o fato de que a sua própria consecução é um feito
notável em termos de realização democrática, se
levarmos em conta que o país têm 122 milhões de
eleitores e que no ano de 2000 o processo de votação
eletrônica atingiu 100% dos municípios brasileiros,
sendo mais de 400 mil urnas eletrônicas distribuídas
por todo a extensão do imenso território.

Embora o país tenha deixado escapar a oportunidade de
tomar uma decisão histórica no sentido de diminuir os
índices de mortes violentas causadas por armas de
fogo, as análises que procuram explicar a vitória do
“não” têm apontado para um protesto da população em
geral em relação às políticas de segurança pública. É
certo que apenas o desarmamento não resolve as
inúmeras e complexas questões relativas ao assunto,
contudo, os argumentos utilizados na campanha pelos
partidários do “não”, batendo na tecla do “direito de
portar uma arma para se defender”, apontam para
soluções perigosamente individualistas e sem a análise
de que a violência está ligada à pobreza e à exclusão
causadas pela cada vez mais alta concentração de
renda.
Bem, por último, cabe ponderar que, se por um lado o
Brasil se tornou um exemplo de lisura em processos
eleitorais em virtude do processo de votação
eletrônica, por outro, certamente não tem sido exemplo
de probidade na política, ainda mais quando se sabe
que o ex-tesoureiro do PP, partido de sustentação da
base do governo, um dos envolvidos no escândalo do
mensalão, chama-se Jacinto Lamas…
ALF

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Antony & The Johnsons

O concerto é hoje, no coliseu, às nove horas da noite.
Calcula-se que um grande espectáculo está para acontecer.
Veremos e ouviremos. Depois falaremos.
JTD

domingo, 30 de outubro de 2005

Fim-de-semana


Jean Michel Basquiat

sábado, 29 de outubro de 2005

O homem desfocado

Foi o Luís Sequeira, no Abnegado, que me alertou para a festa de aniversário na Rua da Judiaría.
Confesso que não circulo muito pela blogosfera no dia-a-dia. Vou percebendo o que por aqui é feito de uma forma completamente arbitária. Não vejam aqui displicência. Claro que não vou alinhar naquela do professor Cavaco: não leio jornais. Tenho mais que fazer.
Leio jornais, todos os dias, apesar de ter outras coisas para fazer. Mas, por isso mesmo, dedico apenas uns quinze ou vinte minutos diários aos blogues. Também já conhecia a "Judiaría", mas este alerta vai pôr-me a ir lá com mais frequência.
Obrigado ao Luís, e parabéns ao Nuno Guerreiro.
JTD

Uri Caine



O inclassificável músico que une o Jazz com a músca erudita, esteve em Lisboa e ainda anda por aí com concertos marcados para Aveiro e Famalicão. Ontem à noite esteve na Culturgest. Ouvi-o na Fnac do Chiado, ao fim da tarde, em curtíssima apresentaçao do seu mais recente trabalho. Gostei.
Da obra de Caine conheço mais três títulos: "Live at the Village Vanguard", "Bedrock 3" e o excelente "Gustav Mahler/Uri Caine; Urlicht/primal ligt". Mas há mais coisas gravadas e estão disponíveis. Pessoalmente, o que conheço recomendo. O que ainda não conheço provoca-me uma enorme curiosidade.
JTD

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Antony & The Johnsons



Antony oferece-nos retratos de melancolia, embrulhados por uma voz tão delicadamente frágil. I Am a Bird Now. Cancões sobre dor e saudade. A voz de Antony. Tão íntima. Tão sedutora. Somos remetidos para as memórias de um amor perdido. Lembramos alguém que está longe. Choramos uma perda. Curamos as feridas deixadas pela saudade e pelo amor. Como se estivéssemos numa qualquer paisagem idílica com a linha do horizonte pela frente. Sozinhos. É uma viagem ao interior. Estamos tão perto da tranquilidade. Ao ouvir Antony, quase podemos ver as suas asas. Carlos Ramos | lecool

Como gostei deste texto de Carlos Ramos no lecool passei-o para aqui. Visitem o lecool - um excelente roteiro que divulga actividades culturais de relevante interesse.

O concerto de Antony é já na próxima segunda-feira, no Coliseu. Vamos lá, sozinhos, ver as suas asas, é o que eu recomendo também.
JTD

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Hoje há sondagens

O DN com a TSF encomendaram à Marketest uma presidencial sondagem. Em todos os cenários Cavaco ganha folgadamente.
Está mesmo rés-vés da vitória logo à primeira volta. Na TSF, ouvi declarações de satisfação da boca de outros candidatos.
Soares não disse nada; na base de "O Calado vai a todo o lado". Alegre diz que está provada a sua opção de que há vida para lá dos partidos. E há, de facto. Ele é que só agora deu por isso. Mas a declaração mais surpreendente foi a de Louçã. Do alto dos seus 5,3%, decretou o seu grande entusiasmo com as previsões. "É entusiasmante" disse. Ensandeceu? Digo eu. Com todas as previsões a colocarem a Esquerda numa hipótese de derrota histórica em termos de Presidenciais e Francisco Louçã fica muito contentinho porque a prestação do Bloco não foi muito abaixo em comparação com as últimas eleições. Parece que afinal o que interessa é a nossa festa privada. Os outros, a cidadania e o país que se danem.
Não entendo estas alegrias. Não participo neste carnaval.
JTD

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Rosa Parks


1913 - 2005
É só para lembrar que morreu uma grande senhora.

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Nicolas de Stael | António Ramos Rosa



Um mundo

É um sonho ou talvez só uma pausa
na penumbra. Esta massa obscura
que ela revolve nas águas são estrelas.
Entre aromas e cores, um barco de calcário
prossegue uma viagem imóvel num jardim.
Vejo a brancura entre os astros e os ramos.
Dir-se-ia que o ser respira e se deslumbra
e que tudo ascende sob um sopro silencioso.
Nenhum sentido mas os signos amam-se
e o brilho e o rumor formam um mundo.

António Ramos Rosa Texto
Nicolas de Stael Imagem

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Que lata

Marcelo disse ontem na habitual sessão de esclarecimento de Domingo, que não aceitou fazer parte da comissão de honra de Cavaco porque acha que enquanto comentador não deve estar envolvido directamente com uma candidatura.
Percebe-se o problema do professor. É uma questão de honestidade intelectual.
Marcelo Rebelo de Sousa prefere fazer campanha em directo, na televisão, em horário nobre, mas sem problemas de consciência. Assim é que é, sim senhor.
RR

Matthew Herbert



Um bom trabalho que vale a pena roubar-nos uns minutos, ou horas, conforme a adesão.
A minha foi imediata. Um dos bons discos de 2005. É ouvir, e ouvir de novo.
JTD

domingo, 23 de outubro de 2005

Fim-de-semana


Barnett Newman

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Isto está giro

Começou um novo regabofe eleitoral. Pelos vistos, a campanha para a Presidência da República não vai ficar atrás das autárquicas. Respondendo aos jornalistas sobre o referendo sobre a Interrupção voluntária da gravidez, Cavaco falou como Presidente da República, corrigindo de imediato para candidato. Depois disse que não sabe o que a "Assembleia Nacional" tem a dizer sobre o assunto. Assim mesmo - "Assembleia Nacional". Se calhar Cavaco queria dizer Assembleia da República, mas como essas coisas da política nunca o incomodaram, ele diz a primeira coisa que lhe vem à cabeça. Ou o que lhe é mais simpático. Ao contrário do que diz o seu apoiante Relvas, a cidadania nunca o motivou. É mesmo irritante, este Cavaco.
JTD

É parvo?

Estou a ver Miguel Relvas na SIC-N em defesa de Cavaco. À sua frente está Ruben de Carvalho. É o frente-a-frente moderado por Mário Crespo. Instigado por Ruben e Crespo, Relvas diz que as reacções de Cavaco ao governo de Santana, de que ele, Relvas, fez parte, não passam de exercício de cidadania. O governo Sócrates não tem que temer Cavaco, diz Relvas - O que está em causa nas medidas do governo é a forma como são apresentadas e não as medidas em si. É uma questão de social, logo condizente com a postura dos ex-dirigentes santanistas de que Relvas faz parte.
Ruben assinala, embora metafóricamente, a reduzida coerência das afirmações de Relvas. Este ex-governante do patético governo de Santana faz parte do mais patético staff político existente em portugal. A criatura acredita em tudo o que lhe dizem para acreditar.
Relvas é parvo, ou faz-se?
JTD

Chegou o salvador

Atenção sebastianistas: o homem já chegou. Prepara-se para um curto passeio pela avenida da Liberdade, até apanhar boleia para Belém. Está tudo preparado: Os fazedores de campanhas, os inventores de passados impolutos, os abutres do costume. Ainda houve quem achasse que estávamos perante um Chirac à portuguesa. Enganaram-se. O homem soube jogar. Deixou que um qualquer engenheiro Amaral se esturricasse quando era impossível fazer melhor contra Sampaio, e surge agora como cavaleiro da esperança. É certo que o discurso é pobre. Mas para o que o querem, serve.
Perante este cenário, começo a pensar que tudo se inverteu: provavelmente a esquerda portuguesa é a mais estúpida da Europa.
JTD

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Mudanças

O PCP colocou cartazes gigantes em todo o território nacional com uma fotografia do seu querido líder.
Não se percebendo a utilidade da acção, para quê tão despropositada campanha?
Uma coisa é certa: Cunhal nunca o teria permitido. O partido com paredes de vidro está, de facto, a mudar. Será para melhor? Duvido.
RR

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Daciano da Costa 1930-2005


A inquietação permanente de Daciano da Costa – nos projectos como na vida –, a sua capacidade para transformar os sinais desencontrados da realidade quotidiana em estímulos convergentes, a lucidez e inteligência com que encara as adversidades para as converter em agentes positivos são a lição que nos deixa a cada dia que passa. Daciano tem-nos ensinado a inquirir sempre a realidade com um olhar crítico, a alimentar, em relação a tudo quanto nos rodeia, um eterno e vital sentimento de mal-estar. Acredito também que só assim saberemos manter viva a esperança projectual – a utopia do Design –, que só assim poderemos reconhecer-nos no mundo que ajudamos a construir.

João Paulo Martins, arquitecto FA | UTL

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Kurt Schwitters | Fernando Pessoa


Basta Pensar em Sentir

Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.

Fernando Pessoa Texto
Kurt Schwitters Imagem

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Devoção

A revista DIA D, separata de economia do PÚBLICO, fala hoje com o economista César das Neves.
Em caixa à margem da entrevista, é feita uma descrição do gabinete de César na Universidade Católica.
Então é assim: há imagens de Bento XVI, de Nossa Senhora de Fátima e de Cavaco Silva.
São as grandes e legítimas referências de João César das Neves. Entre bentinhos e santinhos está o santo padroeiro. A cada um o seu protector e a César o que é de César. Amém.
JTD

sábado, 15 de outubro de 2005

Fim-de-semana


Jackson Pollock

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Nobel para Harold Pinter


Harold Pinter é o novo Prémio Nobel da Literatura. Fiquei contente. Em finais do ano passado fui convidado para fazer a cenografia e imagem da peça "Paisagem". Foi no TAS e a encenação pertenceu a Duarte Victor. Gostei muito do texto, o que me provocou uma imensa curiosidade pela obra publicada. Li todo o teatro, nas suas excelentes traduções - está editado em Portugal pela "Relógio d´água". Os textos de Pinter dizem exactamente o que a precisão da comunicação exige. Não existe um trejeito de linguagem a mais. O que lá está é o que quer dizer, apesar da subtil elegância da escrita.
Sobre o seu próprio trabalho disse: "Não consigo resumir nenhuma das minhas peças. Não consigo descrever nenhuma. O que sei é dizer: foi assim que se passou, foi isto o que disseram isto o que fizeram".
Harold pinter anunciou recentemente que abandonaría a literatura e o teatro para se dedicar à política - o egoísmo reaccionário dos nossos dias irrita-o.
Entretanto, um cancro tem-lhe atormentado os dias. Ontem comunicou que tencionava voltar à escrita teatral.
Os que o admiramos esperamos que isso aconteça com a maior brevividade.
JTD

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Sam Francis | José Régio



Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

José Régio Texto
Sam Francis Imagem

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Ok, rendo-me!

Repetidamente ouvimos dizer que são enormidades as críticas dirigidas aos nossos prestimosos autarcas.
É bem certo que somos todos portugueses. Se eles erram é porque o país é culturalmente inferior. Como se isso fosse uma proclamação de independência nacional. Ficou-nos no luso sangue. É uma fatalidade que nos persegue e castiga.
Afinal, que mal há em termos um presidente da câmara da mais importante cidade do país, vidrado na música de José Cid?
E que mal vem ao mundo a rendição do presidente da edilidade setubalense ao canto inspirado de Toy?
A má educação de Valentim Loureiro incomoda? Isaltino não pode ajudar um sobrinho com dificuldades, ainda por cima estando longe, num país estrangeiro? Fátima Felgueiras não confia na justiça, mas há alguém que confie?
Avelino pôs o povo a andar de helicóptero. E então, isso não é porreiro? Ainda por cima, o povo, mal agradecido, traí-o.
Vamos ter que nos habituar. É a nossa sina. A partir de agora há que ser compreensivo com o povo que nos dirige.
Eu vou já começar a alinhar na construção do Poder Local Democrático. Estou ansioso pela reabertura do Parque Mayer. E estou triste porque o engenheiro Carmona disse que tão elevada preocupação cultural, não ia ver a luz do dia no seu mandato. Ora bolas! Assim não vale. Se fosse o Santana, de certezinha que era até ao fim do ano.
Para não perder a embalagem, vou ver se compro uns discos do Cid, do Toy e de outros apoiantes dos presidentes.
Há um disco de Toy que parece que se chama "Só sexo", uau! Dizem os cronistas municipais que é música de "intervenção". A não perder, portanto. E há uma canção de Cid que diz mais ou menos isto: "Como o macaco gosta de banana eu gosto de tiiiiii". Lindo de morrer.
Agora é que eu vou saber o que é a verdadeira cultura.
A Arte anda nas ruas de Portugal.
JTD

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Os guardiões do templo


Não deixa de ter a sua graça, o pessoal da respeitável direita portuguesa que se sente incomodado com as diatribes dos autarcas arguidos. Então não eram estes os políticos paradigma da competência? Os guardiões do templo autárquico?
Valentim dava para tudo: administrador do Metro-Porto, rei do futebol e autarca ganhador.
Isaltino era motivo de grande orgulho. De tal forma que foi ministro das cidades. A grande figura do urbanismo laranja.
Avelino era o menino dos olhos dos centristas. Um pouquinho desbragado para a excelência conservadora, mas enfim, lá ia ganhando eleições.
Agora é que perceberam que estes cromos são uns trastes. quando há muito que toda a gente tinha percebido o que eles são.
Ontem mesmo, ouvi Marques Mendes muito contentinho com a estrondosa vitória na Madeira. Claro que não falou nos métodos do seu inefável Alberto João. Para quê? Enquanto não lhe der na moleirinha para atacar o "contenente", está tudo bem. Depois, logo se vê.
JTD

Homens ao volante é o que dá



"Costuma dizer-se que as mulheres conduzem mal, mas os números mostram o contrário.
É apenas um preconceito da nossa cultura e uma defesa masculina.
Os acidentes com mulheres são quase sempre de pequena dimensão.
Dos cerca de 63 mil acidentes rodoviários ocorridos em Portugal em 2004, 76% foram provocados por homens ao volante."
Capitão Lourenço da Silva, da Brigada de Trânsito da GNR.
Jornal "metro"


Aqui está uma boa razão para dizer:-Homens ao volante é o que dá.
RR

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Derrotados

Bárbara perdeu as eleições em Lisboa. No momento em que já não haviam dúvidas sobre o descalabro eleitoral, em vez de o assumir definitivamente, optou por ternorentas marradinhas no seu testa-de-ferro.
O major Valentão, no momento da derrota do bom senso em Gondomar, resolveu mostrar a sua verdadeira face, dura e intolerante, insultando os homens dos microfones, ou lá o que eram.
Em Felgueiras a derrota foi absoluta. No jardim da Madeira também.
Oeiras isaltinou. Ou seja, perdeu o tino - outra esperada derrota autárquica.
Em todo o país as derrotas sucederam-se. Apenas em Amarante houve uma vitória expressiva da Democracia. Da Democracia e da comunicação social, segundo o candidato do povo.
- Grunhos, organizem-se, este é o vosso poder, o vosso futuro. Vocês nasceram para ganhar.
Nós continuamos a perder. Até ver.
JTD

domingo, 9 de outubro de 2005

sábado, 8 de outubro de 2005

Reflectamos


O Pensador, de Rodin.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Requinte ao serviço do povo

O candidato da direita em Lisboa, vai ter hoje festa rija no encerramento da sua campanha. José Cid vai abrilhantar o derradeiro evento. E quem é José Cid? Exactamente o artista que Carmona idolatra - segundo relatos jornalísticos, o conhecido engenheiro é vidrado no famoso cançonetista. É bem feito para o povo que lá vai dar vivas e morras. Claro que grande parte vai gostar. Mas eu falo dos outros, os que já vão ouvindo mais qualquer coisinha. Olhem, como diría o outro: "Habituem-se".
A propósito do requintado gosto dos autarcas, não posso deixar de vos recomendar uma viagem até aqui.
Não percam, a sério.
JTD

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Momentos de ouro


Há algo de catártico num concerto de Jonh Cale. Pelo menos é o que eu sinto. Ontem, no espectáculo, sentado na primeira fila do grande auditório do CCB, com o homem ali à minha frente, comecei a imaginar a legião de gente com que privou e trabalhou: Andy Warhol, Lou Reed, Nico, Gerard Malanga, Bresson, e mais toda aquela gente que cirandava na "factory", os "The Velvet Underground" em acção alternativa e experimental, a grande cidade a desafiá-los...
Ali sentado na plateia do CCB, senti muito mais do que a já notória admiração. O fascínio traíu-me e transformou-se em inveja. Sim inveja. Que feio, não é? Pois é, mas foi o que por momentos senti mesmo. Claro que já passou. Aliás troquei de imediato este desprezível estado de alma pela sensação de privilégio que foi o estar ali na sua frente, partilhando duas horas de salutar convívio artístico. E que convívio! Um concerto do caraças.
São momentos assim que nos trazem a vontade de continuar a tentar fazer do nosso mundo pessoal um sítio mais engraçado. Confesso que me esqueci completamente dos desgraçados candidatos a autarcas que transformam as "ideias" em ruído e as terras que gerem em sítios mal frequentados. E lembrei-me da frase de Fernando Pessoa: "A Arte tem mais valia porque nos tira daqui". Mais nada.
JTD

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Cale no CCB


É hoje.

Lux - 7 anos


O Lux fez anos ontem. Quer dizer, de ontem para hoje, já que a festa durou até há bocadinho. E que festa!
A mais interessante e importante discoteca portuguesa, veio mais uma vez provar que está ao nível do melhor que se faz no mundo.
Está para além de qualquer descrição o que aconteceu naquele espaço, totalmente alterado para as festas de aniversário.
Manuel Reis está de parabéns. E de parabéns está também a cidade de Lisboa, cada vez mais no mapa da vida cultural e do lazer de qualidade, do mundo civilizado.
JTD

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Dia Mundial do Animal

Para comemorar este dia estão programadas várias acções de campanha por todo o país.
Avelino Ferreira Torres vai dar uma volta de helicóptero pela zona de Amarante. Os seus assessores garantem que o candidato viajará com açaime.
Carlos de Sousa e o seu mandatário Luciano, em Setúbal, vão levar Toy a passear pelo jardim do Bonfim.
Isaltino vai dar milho aos pombos, na esperança de os convencer a votar na sua equipa.
Fátima Felgueiras escolheu para adopção duas aráras do Brasil. Observadores garantem que os espécimes são predominantemente de cor azul.
Valentim vai deslocar-se ao jardim zoológico com a esperança de convencer os responsáveis da instituição a dar o seu nome a um dos animais ali residentes. O problema é que parece que não existe no zoo o animal que o conhecido ex-militar escolheu. Segundo distintos biólogos, o polvo não é animal de fácil permanência em cativeiro.
RR

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Viva Portugal, país de milionários

Há uns meses atrás, coloquei aqui uma brincadeira sobre um anúncio ao concurso euromilhões da Santa Casa da Misericórdia, que motivou uma reacção por parte do director da campanha em que esse trabalho era incluido. Protesto justíssimo, apenas pecando pela falta de delicadeza do seu autor. Não respondi de imediato porque não consegui pedir autorização para a sua publicação devido a disfunções com a operacionalidade dos emails. Como agora as respostas podem ser imediatas, por parte dos frequentadores, e como estamos em maré de comemorações pelo aniversário do referido concurso, tenciono fazer uma abordagem ao tema, amanhã.
Comemoremos, pois.
PS: Os textos acima mencionados foram colocados em 18 e 19 de Abril.
JTD

sábado, 1 de outubro de 2005

Rockenschaub | Mário Dionísio



Silenciosa Música do Cosmos

As bocas que estão fechadas
não estão caladas

Os braços que estão caídos
não estão imóveis

E os olhos que estão voltados
não estão sem ver

Homem só homem só
tu bem me compreendes quando digo
que não estás só
e bem entendes bem entendes
este longo discurso enchendo o ar
que vem de toda a parte e vai a toda a parte
eternamente
em surdina

Mário Dionísio Texto
Gerwald Rockenschaub Imagem

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

E não se pode silenciá-los?

Nunca uma campanha eleitoral foi tão ilustrada pelo disparate como estas autárquicas.
Parece um maldição. Não bastavam os Isaltinos, Valentins, Torres, Felgueiras e pelos vistos mais cerca de setenta candidatos a contas com os tribunais, quando surpreendentemente se juntam ao pagode, gente sem chatices com a justiça mas com problemas em perceber o sentido de justiça. Vem isto a propósito de um texto publicado no manifesto eleitoral da CDU, em Setúbal, assinado pelo seu mandatário, um médico que responde por Luciano.
A linhas tantas, e depois de rasgados elogios a Carlos de Sousa, actual e futuro presidente da edilidade, o reputado clínico resolve atacar de uma forma pouco ortodoxa em democracia, os seus opositores, dizendo literalmente: "deviam ser silenciados". Assim, sem dispensáveis metáforas. O documento anda aí. O médico poderá não andar bem, mas estas coisas passam por revisões e aprovações finais. Tem que haver algum decoro com as palavras. As palavras são importantes. Muitas vezes decisivas. Será que Carlos de Sousa está de acordo com o seu mandatário? A CDU aprovou tamanho dislate? Não acredito. Se calhar foi gralha na gráfica. Só pode. Esclareçam lá o pessoal.
JTD

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Um labrego será sempre um labrego

Jerónimo Sousa, em trajecto eleitoral, passou pelo local onde trabalhou em meados do século passado. O antigo operário queixou-se aos ex-colegas da falta de "uns calendários que costumavam estar ali afixados". Disse-o com aquele ar maroto que caracteriza os homens labregos. Estão a ver a que calendários se refere o senhor, não estão? Exactamente, esses, tipo serralharia, com mulheres nuas. Isto passou-se. Vi na televisão. Ainda não conheci reacções das mulheres do seu partido perante tão desbragada atitude. Nem dos muitos homens decentes que militam no PCP. Estava habituada a assistir a este tipo de alarvidades por parte de gente da direita troglodita. Jerónimo veio contribuir para a democratização deste conceito.
RR

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Gato escaldado

Carlos de Sousa, presidente da edilidade setubalense, disse em entrevista ao Público que entre outras actividades a programar no próximo mandato estão "eventos sobre Zeca Afonso". Com os exemplos práticos que nos vêm do sector cultural da câmara, já estou a ver o cantor de intervenção Toy como comissário das comemorações. Não, isso não é possível, dirão alguns de vocês. Eu não estou tão certa disso. Pelo sim pelo não, vou já mandando umas bocas. É que, como diz o outro "quem não se sente, não é filho de boa gente". E já que estamos em maré de ditos populareas: "gato escaldado de água fria tem medo". Teme-se o pior...
RR

terça-feira, 27 de setembro de 2005

"Antony and the Johnsons" em Lisboa



Alguém escreveu que esta voz provoca dependência.
Tenho amigos que ficaram agarrados. Confesso que não me ralei nada com isso.
Esta dependência recomenda-se. "I am a bird now" de "Antony and the Johnsons" é um trabalho surprendente.
A frase de Pessoa para a coca-cola poderia ser usada para a campanha de promoção desta voz com música. Desta música que "primeiro estranha-se, depois entranha-se" e ainda causa habituação. Estive no último concerto que aconteceu em Portugal, na Aula Magna, e penso estar no próximo, no dia 31 de Outubro, no Coliseu, em Lisboa.
Fiquei dependente.
JTD

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Next...



Fontes dignas do maior respeito afiançam que este é o próximo candidato a avançar para a corrida à presidência da República Portuguesa (na foto o primeiro cartaz da campanha). As mesmas fontes garantem que Mickey, à luz da justiça portuguesa, nem necessita de se naturalizar português pois foi considerado há muito figura universal, podendo concorrer em qualquer país onde as leis tenham as mais amplas interpretações. Foi-nos também garantido que o famoso rato não aceitou participar na disputa por Lisboa, visto os candidatos já colocados na pista constituírem forte concorrência como figuras de animação, e Mickey é como o Zé Mourinho; se não fosse para ganhar não estaria aqui. Previsões de sondagens asseguram que a criação de Disney poderá, pelo menos, ter mais votos do que o poeta de Águeda. Mas a procissão ainda vai no adro...
JTD

domingo, 25 de setembro de 2005

Do alegre se fez triste

Alegre não tem o apoio de nenhuma instituição partidária.
Alegre queixa-se da asfixia da Democracia pelos partidos políticos.
Mas queixa-se porquê? Nunca deu o seu contributo para a asfixia da Democracia? É este "independente" que vai contribuir para a vitória da esquerda nas presidenciais?
Será que há uma vaga de fundo de apoio a Alegre? Existe um imperativo nacional a retirar o poeta do seu sossego?
Alegre age por despeito e egocentrismo. É triste.
JTD

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Bem vindos

Eu trabalho aqui.
Façam favor de entrar. Estejam à vontade.
JTD

Manifestação das esposas dos senhores guardas

Uma esposa de um senhor guarda disse nas notícias televisivas: "Estamos aqui para defender os nossos privilégios".
Bem dito. Privilégios tem quem pode. Tempo houve em que se lutava por direitos; as esposas dos senhores guardas não sabem o que isso é. Preferem privilégios, assim, com todas as letras. São os novos revolucionários, os senhores guardas e as esposas deles. Não deixa de ter graça a hipocrisia de alguma esquerda a alinhar com as esposas dos senhores guardas e com eles. E quem nos protege dos senhores guardas?
RR

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Esgoto televisivo

Marques Mendes atacou Sócrates, no parlamento, por mor da venda da TVI aos espanhóis. Se calhar acha que se está a desbaratar a cultura e lingua portuguesas. Conversa séria se não fosse ridícula. O que é que a gente tem a ver com a vida dos outros? Se querem comprar a TVI, comprem. Se quiserem levem-na mesmo lá para longe.
Dizem que há uma seita religiosa associada aos novos patrôes da estação. É certo que todas as seitas são pouco recomendáveis. Também é certo que tudo começou com o amén da igreja católica. Logo: seita por seita, venha o diabo e escolha.
Que falta é que nos faz aquela espécie de esgoto do audiovisual?
RR

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

John Cale


Este senhor vai estar no grande auditório do CCB no próximo dia 5 de Outubro.
É feriado. O fim da monarquia, lembram-se? Já passou algum tempo.
Dupla satisfação, portanto: Quem ainda se lembra comemora a República. Nós vamos ao fim do dia assistir ao concerto de John Cale. Sem esquecer a República, está claro.
JTD

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Sousa, Costa & Negrâo, Lda

Em Setúbal as eleições autárquicas não trazem novidade. Uma luta de pequenos e médios políticos retira o possível entusiasmo a uma disputa sem chama e sem objectivos, a não ser a permanência nos lugares. A actual equipa, tudo leva a crer, vai-se manter no topo da classificação, mas com menos um ou dois vereadores. Catarino vai finalmente provocar a sua própria substituição na direcção do PS: só mesmo o PS é que não viu ainda que este candidato foi um tremendo erro de casting. E Negrão? O que se espera do ex-ministro do governo mais apalhaçado da pátria lusa? Bem, os cartazes dizem que ele está a pensar resolver os problemas como cabo de esquadra: a polícia municipal está prometida. Mas há mais. Há um cartaz que fala num tal cartão do idoso. Estão a ver? É um cartaz que tem o convento da Arrábida em fundo. Às tantas a ideia é transformar o convento em centro de dia para os mais avançados na idade. Ou mesmo em lar de idosos. Quem sabe? Nem Negrão, aposto.
Prometer, sabendo que a eleição não está no horizonte, é fácil. O pior é quando estas vedetas mediáticas ocupam as cadeiras: Sucede-se o verdadeiro desfile de celebridades telefabricadas e de assessores formados nos partidos, irmanados com todo o género de gente sem raspas de formação humanista - nem para dar os bons dias a quem passa.
Em Évora, por exemplo, o desgraçado que ganhou as últimas eleições, chamou uma tal Lili, socialite profissional, como convidada de honra para abrilhantar um evento "cultural".
É a cultura do pato-bravismo, a gente sabe. Mas a chatice é que é esta choldra que nos rodeia.
Vá lá que aqui não se sentam á mesa da boda gente como Isaltino, Loureiro ou mesmo Ferreira Torres. Mas melhor, é impossível?
JTD

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Presidentes e técnicos

Carmona é provocador e está convencido que um presidente de câmara tem que ser um técnico. É tótó.
Carrilho ferve em pouca água e não tem paciência para eleições. Está mais habituado a nomeações. É mimado.
Carmona disse a Ruben (SIC-N) que a câmara estava a negociar dívidas com mais de quatro meses, tentando convencer-nos de que não haverá nada a pagar que exceda esse prazo. Também respondeu ao jornalista Faria que nenhum fornecedor deixou de trabalhar com a CML por falta de pagamentos por parte desta. É mentiroso.
Com aquele ar de songamonga, consegue rejeitar a política, como se fosse um pecado, fingir que passou ao lado dos disparates de Santana e ainda lhe sobra tempo para tentar convencer o pagode de que é sério, honesto e competente. É falso.
Carmona não representa nem a seriedade, nem a honestidade, nem a competência. Representa, isso sim, a sua própria vaidade pessoal. É destas falsas modéstias que surgem as maiores encenações de egocentrismo. Carmona está nesse território: tem cara de parvo, mas de parvo não não tem nada. Tem é uma evidente vontade de exercer o poder. Era vê-lo na habitação oficial da presidência da CML, em Monsanto, nos dias que seguiram à remoção de Santana de Primeiro-ministro. Tinha que abandonar a casinha. Santana também quer tudo a que tem direito. É para isso que esta gente anda na política. Por estas e por outras é que não estou de acordo com a opinião de que Lisboa tem grandes candidatos.
Não tem grandes candidatos nem vai ter um grande presidente. Isso é o que parece mais certo.
JTD

domingo, 18 de setembro de 2005

Eduardo Souto Moura

Antes de Stark, Souto Moura contou como resolveu o projecto do metropolitano do Porto. Ao mesmo tempo estava a decorrer a inauguração. Pelos vistos, o arquitecto preferiu estar ali, no CCB, do que aturar os tradicionais grunhos das inaugurações. Falou também sobre o estádio do Braga: excelente trabalho da sua responsabilidade. A explicação sobre o desenrolar da obra teve momentos de humor, mas acima de tudo deu para entender como um trabalho daquela complexidade é resolvido. Grande arquitecto. Bom comunicador.
JTD

Debater o design


Philippe Stark

Philippe Stark foi o último orador nas Conferências de Lisboa, integradas na ExperimentaDesign2005.
Descontraído, bem humorado, Stark falou da sua experiência profissional como quem fala com amigos. Ironizou, revelou preocupações políticas, mas acima de tudo decretou o fim do design como expressão de elite.
O Design deve compreender a sociedade e criar soluções que facilitem a vida aos cidadãos. O Design-vedeta morreu ou está moribundo. Stark estrá preocupado com a reutilização da disciplina no sentido de a tornar mais democrática.
Os criadores com legítimas preocupações políticas. Pelos vistos com mais lucidez que muitos políticos.
Para conhecer melhor Philippe Stark.
JTD

sábado, 17 de setembro de 2005

Mais um

José Maria Martins é o advogado de Bibi - o pedófilo - no processo da Casa Pia. Agora dizem-me ali no telenoticiário que se vai candidatar à Presidência da República. O seu azougado colega Namora, ex-casapiano e actual apoiante de Jerónimo de Sousa, segundo ele próprio, foi lá dar um abraço. Informações posteriores garantem que no caso de vitória eleitoral, este candidato que dá voz aos que estão mudos, nomeará para chefe da casa civil o seu cliente Silvino. O motivo prende-se com o conhecimento que Bibi tem da zona de Belém. Namora terá que se contentar com o convite para mandatário nacional. Boas escolhas, portanto.
RR

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Continuam os dias do Design


Massimiliano Fuksas

As Conferências de Lisboa trouxeram hoje ao nosso convívio Renny Ramakers e Massimiliano Fuksas. Renny falou da sua experiência como coordenadora de uma empresa que aposta na investigação no design. Interessantes exemplos de aproveitamento de coisas fora de consumo ou atitudes para com objectos há muito esquecidos.
Quanto a Fuksas, o mínimo que se pode dizer é que foi notável. Um comunicador de primeira água aborda o seu trabalho com descontracção e inteligência.Fala da sua terra - Itália - e do pouco apreço pelo seu actual primeiro-ministro. Fala da primeira vez que veio a Portugal, depois de Abril de 74, já que não nutre raspas de simpatia por ditaduras. E fala das obras que tem entre mãos com o entusiasmo de um puto. Um grande senhor no auditório do CCB.
Amanhã é a vez de Eduardo Souto Moura e Philippe Stark. No próximo domingo, às seis e meia da tarde, abre na estação do Rossio a exposição sobre o panorama do design em Portugal. É lá que vou estar representado com o trabalho que tenho desenvolvido para a Casa Fernando Pessoa. Vai estar o meu trabalho e o de algumas dezenas de outros colegas. Esta exposição esteve em Milão aquando da visita de Jorge Sampaio a Itália. Agora vai estar em Lisboa, alargada a novos trabalhos de novos designers. É capaz de valer a pena, não acham? Eu acho, apesar de ser suspeito. Até já.
JTD

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Os dias do Design


Stefan Sagmeister

Stefan Sagmeister e Rudy Vanderlans estiveram hoje à conversa no CCB, numa iniciativa inscrita na ExperimentaDesign2005.
Intervenções brilhantes de dois dos mais importantes designers de comunicação da actualidade.
Hoje à noite abre a exposição "Catalyst", também no CCB, comissariada por Max Bruinsma, antigo director da excelente revista "eye". No Público de hoje, Bruinsma dá uma entrevista a Isabel Salema, onde põe em letra de forma a sua interpretação da actualidade em termos do que nos é visível. Exemplo: "A Cultura global é muito baseada na imagem, porque a língua é difícil nesta cultura global. Todos falamos línguas diferentes, mas as imagens são legíveis por toda a gente que partilha essa cultura. Falo da cultura ocidental, cultura urbana, cultura metropolitana. As imagens desenvolvem-se como uma linguagem própria, uma linguagem icónica que, de facto, resulta. Hoje podemos escrever com imagens, porque são reconhecidas universalmente."
Enfim, são os dias do Design. Apareçam.
JTD

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

ExperimentaDesign2005

A ExperimentaDesign é um evento bienal que existe na cidade de Lisboa, e que apresenta trabalhos que revelam a produção contemporânea ao nível do Design de Equipamento e de Comunicação.
Este ano decorre entre 15 de Setembro e 30 de Outubro. Entre outros motivos de interesse destaca-se a vinda a Portugal, para conferências, de figuras que respondem com as opiniões mais marcantes no panorama actual, como por exemplo Philippe Stark, Massimiliano Fksas, Rudy Vanderlans e Renny Ramakers.
Tema | Título "O Meio e a Matéria". Para consulta de programa detalhado vá aqui - ExperimentaDesign2005
JTD

terça-feira, 13 de setembro de 2005

O Diário de Pacheco



Fim de dia. Regresso a casa. Toca o telefone - o portátil. Oiço: "O Diário de Luiz Pacheco é literatura da melhor. É genial, do melhor que foi publicado nos últimos tempos". A voz entusiasmada pertence a António Mega Ferreira. Tinha acabado de comprar o livro, editado pela Dom Quixote, e a alegria causada pela descoberta daquele volume impresso era crescente.
A literatura tem destas: quando fascina, provoca momentos de absoluta felicidade.
JTD

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Franz Kline | José Agostinho Baptista



Se às vezes, se em certos casos, a poesia imita a vida e a vida imita a poesia, então talvez cada verso seja uma linha da cabeça, uma linha do coração, uma linha da vida. E então, sonâmbula e feroz, a mão que escreve talvez não faça mais do que construir, palavra sobre palavra, a casa de um homem, a sua história. E a sua voz obscura passará sobre a terra, sobre os anos, completando a obra

José Agostinho Baptista Texto
Franz Kline Imagem

domingo, 11 de setembro de 2005

Setembro em Nova Iorque


Foi há quatro anos.

sábado, 10 de setembro de 2005

Fim de semana


Brice Marden