terça-feira, 24 de março de 2009

Receituário


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segunda-feira, 23 de março de 2009

Prémio em dia de aniversário


João Brites recebe hoje o Prémio da Crítica, no dia em que o Bando faz 32 anos. É às sete da tarde, no São Luíz.

Margens de erro

Pedro Magalhães conta esta história curiosa muito a propósito da proposta de Jorge Miranda para Provedor de Justiça.

Lisboa, cidade criativa



(...) o galerista e gestor de projectos culturais Luís Serpa acredita que chegou o momento de unir esforços numa estratégia conjunta. Vai lançar, em Maio, uma agência autónoma para as indústrias criativas na área metropolitana de Lisboa - a Plataforma Lisboa Transcultural (nome ainda provisório). "Vamos criar uma plataforma de agentes culturais de doze disciplinas das indústrias criativas [que vão da arquitectura aos audiovisuais, das artes visuais e antiguidades à moda, da escrita e publicação à gastronomia, da música à publicidade] para trabalhar em rede, por exemplo, na angariação de fundos, para potenciar a área de Lisboa como plataforma de eventos", explica ao Ípsilon.
Publicado em ipsilon.publico.

Richard Florida é guru deste conceito. Desenvolve-o com o intuito de estimular políticas públicas que se encontrem com os cidadãos. Os espaços onde trabalhamos e convivemos diariamente são chão natural para a participação cidadã. O local que alberga a nossa capacidade criativa e vontade de participar, deve ser terreno privilegiado para a tolerância sem imobilismo, convocando as culturas que hoje povoam as urbes, dando-lhes uma diversidade e colorido capazes de tornar os nossos dias e noites enérgicos e vibrantes. A tecnologia pode dar uma ajuda. A nossa vontade de estar bem com o trabalho, o estudo e a convivência com os outros faz o resto.
Luis Serpa propõe-se estimular a coisa. Felicidades para o projecto.
Podemos fazer por ser felizes agora, todos juntos.

Richard Florida falou sobre isto e muito mais, em Abril de 2008, na Fundação Gulbenkian, em iniciativa da CCDR-LVT. (ligação)

domingo, 22 de março de 2009

A voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Todas as mensagens electrónicas recebidas foram de simpatia para com as cirurgias aqui exercidas. Mencionar uma a uma seria excessivo. Agradeci a toda a gente na volta do correio. Mas aproveito para devolver a gentileza recebida. Aqui ficam os nomes: João Carlos, Maria Constantino, Carla salgado, Miguel Frias, João Dias, Carlos Luciano, Carlos Lopes Sousa, Laura Tadeu Santos, Maria Carlos, José Amadeu Santos, Arnaldo Figurante (pseudónimo), Anarca (pseudónimo), Cara de Cú à Paisana (pseudónimo), Jacinto Leite (pseudónimo).
Voltem sempre.

sábado, 21 de março de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
Milagres - Bento XVI é um crente, como lhe compete. Na sua viagem a África já pediu dois milagres: um, abstinência sexual; outro, fim definitivo da corrupção.
Tomás Vasques HOJE HÁ CONQUILHAS

Boa escolha - Descontado o absurdo regimental do "acordo não escrito" entre o "bloco central" para o efeito, acompanho o PS na escolha de Jorge Miranda como o nome a propor à AR para o cargo de Provedor de Justiça e discordo da "reivindicação" da dra. Ferreira Leite, sobretudo feita depois de conhecer o nome indicado pelos outros. Jorge Miranda foi várias vezes meu professor, é um homem de uma probidade acima de qualquer suspeita, ferozmente independente, um homem de cultura e, como se costumava dizer noutros tempos, um homem bom. Tem, muito adequadamente, o perfil ajustado à função. O PSD devia seguir o conselho do Presidente da República e apoiar esta solução, deixando-se rapidamente de contabilidades e de mariquices.
João Gonçalves PORTUGAL DOS PEQUENINOS


Anúncios e liberdade - Não costumo ouvir a Antena 1. É muito aborrecida mesmo. Por isso só vi o anúncio de que se fala na blogosfera.
Fico espantada com a polémica que se levantou. Realmente o anúncio
é muito estúpido, não tem graça. Mas é um anúncio, imaginado e realizado por uma agência de publicidade. Vamos suspeitar que foi José Sócrates, ou alguém por ele, que o encomendou? Haja paciência.
Também não costumo Ver a TVI. É tudo aquilo que eu abomino nos pseudojornalismo pseudoinformativo. Ao contrário de Manuela Moura Guedes, eu acho que o jornalismo deve ser informativo, se necessário incómodo. Mas não o contrário, ou seja só é jornalismo se for incómodo, agressivo, histriónico e anti-governo.
Ou seja: neste momento a liberdade está ameaçada e a democracia nas vascas da agonia quando há campanhas publicitárias que sugerem que os cidadãos odeiam as manifestações e quando a ERC afirma que vai investigar as queixas contra o jornal da TVI.
A liberdade da imprensa mede-se pela quantidade de vitupérios que se dizem contra o governo, o PS e Sócrates, em particular, atingindo e levando por arrasto tudo o que se lhe chegue, ainda que de leve.
Estranha concepção de democracia.
Sofia Loureiro dos Santos DEFENDER O QUADRADO

Cirurgião de serviço
- A esta opinião da Sofia, acrescento esta, de Valupi, publicada no ASPIRINA B, e mais esta, de Pedro Adão e Silva, no LÉXICO FAMILIAR.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Aria Cantilena
Elina Garanca
www.elinagaranca.com

Natasha Richardson


Natasha Richardson era filha de Vanessa Redgrave. Na fotografia aqui de cima estão a trabalhar no filme Evening. O pai era o realizador britânico Tony Richardson, já falecido. Era também casada com Liam Neeson. Tudo gente dos palcos e da pantalha. Uma família de luto.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Confiança na Justiça

É já um ritual: volta e meia, o líder dos direitinhas extremos vai parar ao chilindró, acusado de comportamentos menos apreciáveis. Provavelmente já ninguém se lembrava que estava do lado de cá. Mas estava. Parece que recorreu da sentença aplicada há uns tempos atrás e gozava da liberdade que não merece. Agora, novas acusações arrecadaram-no até novo julgamento. Estas coisas da Justiça nunca andaram lá muito bem, mas há casos que embaraçam a confiança nos senhores juízes. Aquele caso do homem que matou a mulher de 25 anos, em frente à filha, e que aguarda solto o desfecho da coisa, também provoca apreensão. O mesmo juíz já libertou e absolveu outros criminosos comprovados e confessos. E outros casos não faltam por aí. Quem julga estes decisores incompetentes? Confiança na Justiça? Por que carga de água?

quarta-feira, 18 de março de 2009

O monstro austríaco


Durante anos falou-se no monstro do lago Loch Ness. Agora só se fala no monstro de Amstetten.
Prefiro o primeiro. Não fez vítimas. Nem sequer existia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Abstinência, disse ele


O Papa diz que a utilização de preservativo agrava o problema da SIDA.
Em que experiências se baseia? Que realidade o ilumina? Será imaturidade? Andará mal informado?
Seja lá o que for, às vezes o melhor é estar calado. Este senhor já teve várias oportunidades de cumprir esta premissa.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Prémio para Brites


João Brites recebe Prémio da Crítica. As Máquinas de Cena e as suas maquinações fabricam prazeres vários e o seu autor é reconhecido.
Parabéns ao João.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.
Kronos
Cristina Branco

www.cristina-branco.com

TeDance


O lançamento é hoje, na Culturgest, às seis e meia da tarde.
Apareçam.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A idade não perdoa

Odeio anedotas. Não só aquelas que se movimentam por aí munidas de duas pernas, mas também as que se verbalizam à porta da caserna. Também começo a não ter pachorra para o humor profissional, daquele que ri submerso na espuma dos dias e factura como gente séria. Ontem, movido pelo interesse no espectáculo que os Artistas Unidos estão a mostrar no Teatro Nacional, dei com uma festarola de gente que passa a vida a rir e a quem pagam para isso. O pessoal do Jorge Silva Melo não tem nada a ver com isto. A peça, "Esta Noite Improvisa-se" de Pirandelo, é do melhor que vi em teatro nos últimos tempos. A dita festarola não passou da entrada do Teatro e era desempenhada por convidados de uma qualquer marca para espectador televisivo olhar. Também se percebeu que os actores em causa não desempenham propriamnente os papéis da excelência. Mas confesso que nem estes, nem os mais exigentes me embalam e fazem esquecer a penúria dos dias que correm.
Deve ser da idade. É que hoje completo mais um ano de existência.
Pessimista, portanto.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Receituário


Lançamento, hoje, na FNAC Chiado, por volta das sete e meia da tarde.
Vou lá dar um abraço ao Pedro. E trazer o livro, claro.

terça-feira, 10 de março de 2009

Já lá vão três anos


De cavaco sem cavaquismo.
É obra.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Regresso da sensatez


Tudo indica que as diferenças entre Obama e Bush se vão acentuar. Depois de Guantanamo, do fim dos julgamentos de acusados de terrorismo em tribunais da tropa e dos esforços pela paz, asseverados por Hillary Clinton, vem agora a decisão de ser de novo apoiada a investigação de células estaminais embrionárias. Bush não queria saber dessas coisas - Ciência, Ambiente, Direitos humanos e outros caprichos sem importância nenhuma, eram contas de um rosário que não era o seu. Para mal dos nossos pecados, a inspiração divina não o iluminou para grandes actos. A criatura que o Texas exportou para Washington deixou o mundo de pantanas. Obama limpa as cinzas e planta os arbustos da mudança.

domingo, 8 de março de 2009

Homenagem a Mário Nogueira

Aquele esbirro do PCP que entretém os professores na sua caminhada contra a realidade, ameaça agora greve às avaliações dos próprios alunos. Ou seja, na disputa pelo bem-estar dos professores, convoca agora as verdadeiras vítimas para o terreno da luta. Um impostor, portanto. Será que os professores se sentem bem representados? Ou será que ainda aí há quem acredite nesta espécie de arautos das "mais amplas" liberdades?

Há sempre alguém que desiste

Manuel Alegre tem razão. Está desconfortável na sua pele. Não se revê na actual liderança do seu partido. E tem deputados na AR que o seguem de perto: a irmã - que só por lá anda por ser mana de quem é -, mais uma ou outra, e a viúva Matilde, que nunca lá devia ter posto os delicados pés. No país, o poeta sente-se apoiado pelo milhão de votos que pensa estarem ainda à sua espera. Por muito menos, o PC apontou a porta da rua a destacados militantes. Também os motivos da despromoção de Joana Amaral Dias estão a milhas da gravidade das tropelias alegristas. Alegre sempre usou a política como utensílio doméstico familiar. E não percebeu o que aconteceu na história dos últimos trinta e tal anos com situações idênticas. Tem estado muito pouco atento à realidade. Numa altura em que tudo parece desabar, o homem insiste no luxo das "ideias" muito pessoais e na fulanização da política.
No meio da confusão só não percebo uma coisa: o que espera a direcção do PS para lhe lembrar tudo isto? É que nós, os do país real, já não percebemos o porquê de tanta mesura para com o trovador coimbrinha. Desistiu daquela ideia de partido? Parta para outra.
Já não há paciência para tanta serenata ao vento.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Marcelo - Acho que a escolha de Marcelo Rebelo de Sousa era a melhor. Ele não quer? Que remédio senão procurar outro. Mas é pena, e não é só por ele ir para longe, conforme você diz, mas é que ele podia ser mesmo um grande deputado europeu. Cumprimentos.
João Matos Dias
Cirurgião de serviço - Acredito. E espero que tudo vos corra bem. Saudações. JTD

Alegre - A vaidade e falta de ideias de Manuel Alegre estão a atingir os limites da paciência. Ainda o havemos de ver arrepender-se de ter participado na manifestação da Fonte Luminosa. Já anda de braço dado com Louça, já pisca o olho a Jeróniomo e só fala em frentismo das esquerdas. Está deslumbrado com o tão distante milhão de votos. Não tarda faz disparate dos grandes. Nem é preciso esperarmos sentados. Só espero que lhe corra tudo mal.
Carol Moraes - Faro.

Crise - O facto de estar o mundo todo em crise não deve ser motivo para anular tudo o resto. A hipocrisia da direita é um tiro no seu próprio pé. Não discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou outros temas fracturantes, e discutir apenas a crise, é tornar a crise ainda mais prolongada: passa a crise a ser não só económica, política e social, mas também de atitudes e de discussão democrática.
Anabela Caria - Porto.

Um padre idiota - Um prelado brasileiro excomungou uma menina menor por lhe ter sido feito um aborto. A gravidez veio com a violação feita pelo padrasto. A menina corria risco de vida. O padrasto foi poupado às barbaridades proferidas pelo asqueroso prelado. A igreja vai longe vai, com amigos destes...
Carla Salgado - Sintra.

sábado, 7 de março de 2009

Deambulatório


Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
O espectro de Lippe - Numa reportagem da RTP1 pergunta-se a um «pupilo» do Colégio Militar: «Fizeste os exercícios porque te obrigaram ou foi para exceder os teus limites?» A infâmia da pergunta imbecil e a presunção da resposta condicionada não merecem sequer um comentário, mas o caso que motivou a peça deve ser olhado com alguma atenção. Ele veio relatado no Expresso deste sábado - 1 de Março - e conta-se em poucas palavras. Um aluno de 17 anos foi condenado a quatro meses de prisão por maus-tratos a um colega de nove, mas a pena foi depois anulada pelo Tribunal da Relação que considerou adequado o castigo aplicado ao menor: palmadas no pescoço, flexões, abdominais, saltos de cócoras e posição de Cristo (de pé com os braços abertos). A vítima, um aluno hiperactivo, acabou por sair do Colégio, tendo os pais apresentado a queixa que conduziu a situação a tribunal. A Relação acabou por acolher o argumento de um antigo director da instituição, segundo o qual «apesar de não estar inscrito no regulamento, é habitual as faltas menos graves serem sancionadas pelos graduados com exercícios físicos». «Graduados» podem ser aqui, assinale-se, simplesmente alunos mais velhos, que assim adquirem informalmente o direito de exerceram formas de violência física sobre os novatos. A notícia refere ainda inúmeros casos de agressões, algumas delas, as mais graves, apenas associadas a ligeiras sanções internas.(Continue a ler)
Rui Bebiano A TERCEIRA NOITE


Manipular - Qualquer trabalhador informado sabe que o nível médio das pensões de reforma da Segurança Social corresponde a 65% do último salário, mais vírgula menos vírgula. Isto é assim desde as alterações de Bagão Félix, reforçadas por Vieira da Silva. A excepção são os funcionários públicos — categoria onde, além dos funcionários propriamente ditos, se incluem os professores, médicos, magistrados, diplomatas, militares, polícias e outros —, cujas aposentações correspondem a 90% do último vencimento (acontece assim desde 2003, com Manuela Ferreira Leite nas Finanças; até 2002 correspondiam a 100%); e os trabalhadores das empresas que asseguram complementos de reforma: a EDP, a PT, a TAP, bancos, seguradoras, etc. Portanto, se as previsões da OCDE se cumprirem, em 2030 os trabalhadores portugueses que descontam para a Segurança Social arriscam-se a ver descer o valor das suas pensões de reforma dos actuais 65% (a maioria) para 54% do último salário. A parte engraçada é que os media dão a notícia como se fosse já para hoje. Voltando ao essencial: dou um rebuçado a quem provar que um reformado da indústria farmacêutica, metalúrgica, têxtil, do calçado, etc., do sector da construção civil, do turismo, da hotelaria e restauração, do comércio, da agricultura, da pesca, da comunicação social, dos serviços, dos transportes, etc., aufere pensões de reforma correspondentes a 90% do último salário. As previsões da OCDE são preocupantes? É evidente que sim. Porém, a perspectiva não é cair de 90% para 54%, mas de 65% para 54%. Sendo mau (muito mau), não é exactamente a mesma coisa. E é só daqui a 20 anos...
Eduardo Pitta DA LITERATURA

sexta-feira, 6 de março de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Senhas Adriana Calcanhoto
www.adrianacalcanhotto.com

Para acabar de vez com a delicadeza

Depois de Pedro Duarte proferir "bocas" sexistas dirigidas a Isabel Moreira, devido a uma prestação da jurista no Prós e Contras, é a vez de José Eduardo Martins exibir a mais desbragada boçalidade no Parlamento. E ainda há, em Itália, quem se queixe de José Mourinho por causa de uma trivialidade retórica. Prostituição intelectual é o que não falta por aí.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Primavera marcelista

Marcelo não alinha. Parece que a coisa corre mal para os assinantes da petição online.
Há sempre uma esperança: se Cristo vier por aí abaixo talvez o professor se convença. Oremos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Receituário


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Longe do coração


Mário Soares escreveu, na crónica que habitualmente assina no DN, que as eleições para o Parlamento Europeu são de extrema importância. Percebe-se: as políticas aplicadas pelos governos de cada país norteiam-se pelas políticas de Bruxelas. A escolha de Vital Moreira tem essa preocupação. O professor de Coimbra sempre fez política, mesmo quando parecia de folga, e entende a máquina europeia. Também Miguel Portas navega bem naquelas águas. A grande surpresa vem agora do PSD. Anda aí uma petição online, dirigida a Manuela Ferreira Leite, que pede a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Dá para entender a preocupação destes empenhados militantes: o PSD preferia o professor longe da vista.
Era um descanso.

terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Receituário

Prémio para a DDLX



Há coincidências. No dia em que completamos cinco anos de DDLX, somos informados de que o Prémio Futura 09 | Design de Comunicação | 3ª edição, de Melhor Projecto Editorial, nos foi atribuído. Excelente prenda de aniversário.

TE DANCE, publicação coordenada por Daniel Tércio e com imagem desenvolvida por nós, foi o trabalho contemplado.
A apresentação desta obra vai ser feita por António Câmara, no próximo dia 13, na Culturgest. O convite para a sessão está frequentável na postagem que se segue (clique na imagem para ampliar).
Como o que é doce nunca amargou, soube-nos bem esta distinção.

domingo, 1 de março de 2009

Grande escolha


Manuela Ferreira Leite não acerta uma. Se algum dia chegasse a primeira-ministra, as trapalhadas deveriam candidatar-se a patamares ainda mais elevados do que os que Santana Lopes protagonizou. Chamar "festa" à reunião mais importante de um partido, e acusar o seu dirigente máximo de preferir "festas" a participar num almoço - importante, é facto - sobre a situação económica europeia, anuncia o festival de trapalhadas que seria um governo seu. O primeiro-ministro fez-se representar por Teixeira dos Santos, Ministro de Estado e das Finanças. Não chega?
Ao ouvirmos Aguiar Branco, entrevistado no fim do congresso do PS, confirmamos a irresponsabilidade. Não consegue acrescentar nada de nada. É aliás curioso destacar as diferenças: Vital Moreira, que arrasou o atrás referido companheiro de Ferreira Leite, num Prós e Contras, na RTP1, sobre a IVG, é o escolhido para cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu. Uma reserva de grande qualidade. Grande escolha.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Eleições - Estão aí a chegar as eleições todas. Eu sei que quem escreve nos blogues, que são uma coisa pessoal, não tem que dizer em quem vota. Ninguém tem. Mas gostava de saber a sua opinião sobre António Costa em Lisboa, e o caso Santana Lopes, e as europeias.
Abraço.
Carlos Luciano
Cirurgião de serviço - Vou comentado conforme a oportunidade. Tem razão: ninguém tem de dizer em quem vota. Sinceramente acho mais divertido dizer em quem não voto. Em Santana, por exemplo, nunca votaria em circunstância alguma. A gente vai falando. Abraço.

Alegre se fez triste - O caso Manuel Alegre já mete dó. O homem arrasta-se em opiniões e arrasta atrás dele aquela quantidade de orfãos que já não encontra casa para morar. Ainda havemos de ver o deputado socialista candidato a uma junta de freguesia do concelho de Coimbra. Qualquer dia já não dá para mais nada.
Maria Bagão

Bragaparques por um canudo - A multa que o fulano da Bragaparques vai pagar é ridícula e revela o estado em que está a justiça. Ninguém pode dizer que está a salvo. Quem não tem dinheiro está sempre tramado. Quem tem muito é sempre protegido. A gente da Justiça é uma corporação sinistra. O poder político não tem possibilidade de mexer nos cordões dos senhores juízes. Confiança na Justiça, eu? O tanas.
Laura Tadeu Santos

sábado, 28 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Easy Come Easy Go | Marianne Faithfull
www.mariannefaithfull.org.uk

Receituário

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Já é oficial


Vamos estar dignamente representados na Casa Branca.

Competências

Vamos lá a ver: os polícias de serviço à feira do livro de Braga não serão propriamente homens de grande cultura. Mas a euforia esclarecida de jornalistas e deputados roça a estupidez pura. Até já há quem queira ouvir o Ministério da Administração Interna sobre o assunto. Tenham dó. Começo a simpatizar com os pobres dos polícias. Sim, porque usar um quadro a que Courbet chamou "A Origem do Mundo" para ilustrar a capa de um livro com o título de "Pornocracia" - e que, parece, não tem nada a ver - não é lá grande demonstração de competência - nem estética, nem editorial.
Faz falta responsabilidade. Responsabilidade e juizo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não há morte nem princípio*


Parece que Jade Goody é a sensação do momento na imprensa britânica. Obteve uma condecoração de dificil alcance, ganhou um concurso ou salvou alguém da morte? Não, limitou-se a negociar o seu próprio fim como forma de garantir algum conforto aos filhos. Esta mulher de 27 anos amassou e comeu o pão do diabo. Para tentar a fama alistou-se no Big Brother, o programa televisivo. Uma vida privada das mais elementares regras de convivência levou-a a que exibisse a intimidade, no concurso inglês, e que proferisse insultos racistas, em outra prestação do concurso, na Índia. Nada tinha e não sabia como lidar com o que lhe foi chegando às mãos. Um cancro fatal traiu-a. Não lhe resta mais nada. Só a inevitável morte. Vai vendê-la.
Os poderosos dos meios de comunicação fizeram o negócio. Eles sabem que há um público que adora espreitar as desgraças dos outros.
É triste. É lixado.
* Este título já foi impresso na capa de um livro de Mário Dionísio. Achei que ficava aqui bem. Não?!

O design lava os olhos e a alma

A Fátima Rolo Duarte é a dona do f world. Vive em Bruxelas. É lá que vai animando um dos mais bonitos e inteligentes blogues que conheço. A Fátima escreve muito bem e também ilustra e faz grafismos de se lhe tirar o chapéu. Agora fez-me isto, que aceito como prenda de aniversário por mais um ano da DDLX. Esta postagem é o meu obrigado. E é também a maneira de dizer que gosto muito dela e tenho saudades.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Gustave Courbet 1819 - 1877


Isto sim é surpreendente. Um milícia de serviço a uma feira de livros manuseados, em Braga, resolveu apreender todos os exemplares de uma publicação que exibe o quadro mais famoso de Courbet na capa. É pornografia, dizem as criaturas. Pornográficas são estas zelosas atitudes que vêem obscenidade em tudo o que excede uma bisonha visão do mundo. Depois da magistrada de Torres, os polícias de Braga. Já não se esperam atitudes destas. Só espero que circunspectos funcionários não me entrem pelo blogue dentro e me obriguem a esconder a imagem que abre este desabafo.

Milk

A entrega das estatuetas douradas já não me tira um minuto de sono. Dos filmes que por lá se candidatam nem todos estão na minha lista de preferências. Claro que há alguns que sim. E entre esses até se inclui a fita protagonizada por Sean Penn. Mas estas cerimónias são um chorrilho de salamaleques a raiar a parvoíce. Não posso estar mais do lado do José Simões quando alude a esses enleios. Aí vai o texto dele no der terrorist:

Parece que anda tudo embevecido com o discurso de Sean Penn na noite dos Óscares. Direito dos homossexuais ao casamento e shame on you e os vossos netos e a história os julgará e por aí. Não me comoveu nem impressionou absolutamente nada. Coragem; qual coragem?! Soou-me a Hollywood. Sean Penn disse o que “era preciso dizer”.

A conclusão convoca a ironia.

Eu cá, mais céptico em relação a discursos da treta em cerimónias de plástico, vou ficar a aguardar pela próxima mostra das vaidades no Kodak Theatre, onde Sean Penn, pela certa, vai fazer um vigoroso discurso a condenar a violência familiar e a violência sobre as mulheres.

Bragaparques por um canudo

O crime não compensa?! Ai não que não compensa. 
Pelo menos não descompensa muito.

Carnavais

O Carnaval de Torres Vedras foi este ano contemplado com uma poderosa operação de marketing. Grande reboliço se instalou à volta de um objecto de fruição carnavalesca. O presidente da Câmara abriu os jornais televisivos como se de um político de primeira página se tratasse. Muito gostam certos autarcas destas palhaçadas. Manuela Moura Guedes, uma foliona sempre pronta a entrar na pista, ficou eufórica com tanta folia. A coisa foi "tratada jornalisticamente" na imprensa de referência. Tudo por causa de uma leviandade de uma Magistrada do Ministério Público local. A alarvidade e o puritanismo tocam-se. Quando tal acontece é a alarvidade que vence.
Hoje acabam as festividades. Os foliões lavam a cara e guardam os andrajos.
Não se pode viver sempre em festa, não é?
Tudo é efémero. Uma pena.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Lagoa Henriques


Lagoa Henriques morreu.
Uma vida inteira a ensinar-nos a olhar e a ver melhor.
Muito obrigado, mestre Lagoa.

Voz dos pacientes





Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Agradeço a simpatia comunicada por e-mail, sms e telefone, pelos pacientes que quiseram estar comigo na festa dos 5 anos da DDLX.
Aos outros, sempre anónimos, sempre insultuosos e praticantes do comentário torpe, não lhes tenciono conferir a mínima atenção. A cobardia do anonimato não merece respostas. E falar para o boneco não é desporto que se recomende. Felizmente são poucos, os idiotas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.


Conversas no veterinário - Cada ida ao veterinário é um sacrifício. Não tanto pelo eterno festival que é enfiar os gatos dentro do transportador, nem pela factura directamente remetida para o cesto dos papéis, mas pelo suplício sempre renovado das conversas na sala de espera. A médica veterinária é uma espécie de S. Francisco de Assis aqui da zona, em versão cabelo solto e comprido e veículo todo-o-terreno. Para lá convergem as mais diversas raças de bichos e de gente, desde velhos solitários que fazem malabarismos com as pensões para dar mais qualidade de vida aos seus “animais de companhia” (porque é mesmo disso que se trata), até representantes de famílias numerosas que aproveitam a descontracção do momento para uma exibição gratuita de status. Começam por perguntar o nome do bicho a quem reconhecem um pedigree semelhante e dali a nada já estão nas quintas do Alentejo, na caça à lebre, nas viagens à Patagónia, nos netos que andam no Liceu Francês, na receita de empada de perdiz e sei lá que mais. Às vezes, o desconforto na sala é tão grande que algumas pessoas só não ladram por boa educação. Acho bem que cada um aproveite a vida que tem, mas em lugares públicos deve haver algum pudor na manifestação das desgraças e – vai dar ao mesmo – da prosperidade. E depois, convenhamos que nem toda a gente tem interesse em saber que aquela podenga anã de pêlo cerdoso tem antepassados desde o tempo do D. Afonso Henriques.
Carla Maia de Almeida O JARDIM ASSOMBRADO


Renovação de médicos - Concordo com o Presidente da República quanto à necessidade de renovar as gerações de médicos. Só tenho pena é que durante os seus governos ele não a tenha sentido.
Talvez nessa altura tivesse sido mais importante a sua preocupação e planeamento estratégico, visão a longo prazo, ou outras expressões semelhantes. Agora vem um bocadinho extemporânea, ou mesmo atrasada...
Sofia Loureiro dos Santos DEFENDER O QUADRADO


Não se faz - O episódio do carnaval de Torres Vedras tresanda por todos os lados. O indivíduo que fez a queixa, a procuradora que actuou sem primeiro ver o objecto do crime (diz ela que se «baseou numa fotografia desfocada»; olha se alguém se lembra de fazer o mesmo com um assassinato encenado...), a insistência no computador Magalhães. Mas a pérola estava reservada para hoje: no Público, a jornalista Romana Borja Santos conclui a reportagem dizendo que «Até ao fecho desta edição não foi possível contactar o Ministério da Educação.» O Ministério da Educação? Então e o Obama?
Eduardo Pitta DA LITERATURA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Boa representação. Bom timbre de vozes. Encenação bem enquadrada na contemporaneidade. O minimalismo dos cenários merece nota máxima. Segundo Jorge Calado, no Expresso, "temos uma das mais felizes realizações da Bohème em São Carlos nos últimos 35 anos". E quem sou eu para desmentir o crítico musical?! Fico já calado.
Não percam, se puderem. Ainda há mais duas representações: hoje e domingo.

Giacomo Puccini
La Bohème| Teatro Nacional de São Carlos
Direcção Musical Julia Jones
Encenação Peter Konwitschny
Cenografia e figurinos Johannes Leiacker
desenho de luz Steffen Boettcher

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cinco anos


A DDLX completa hoje cinco anos de existência.
Parabéns aceites. Obrigado. E agora vamos voltar ao trabalho.
Até já. Sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Águas quentes e frias



Agora tudo tem de virar guardião da memória só porque uma ranchada de gente passou uns bons momentos em sítios onde foi feita a história das suas vidinhas? O fim do Tribunal da Boa-Hora vai anular alguma coisa no sistema de justiça? Não, pelo contrário vão ser criadas alternativas mais eficazes. Aquele lugar, onde tanta gente foi feliz no exercício da sua profissão, tem todas as condições para o que é proposto. Não concordo com Mário Soares. Uma "pouca vergonha" é manter tudo como está. Um hotel de qualidade não incomoda nada. Até dá colorido ao lugar. Venha ele.

É a realidade, estúpido!

Ainda ontem puxei para aqui um texto da minha amiga Fernanda Câncio que aflorava a pouca percepção da realidade por parte dos irreais evangélicos baptistas, e eis que surge agora o cardeal Saraiva, líder dos católicos, em igual dose de alheação. Os homossexuais não são pessoas normais. Disse-o com todas as letras.
Não percebo a onda de indignação que as associações ofendidas desencadeiam. Deixem-nos. Pelo menos assim, quando são sinceros e revelam o que realmente pensam, percebemos tudo muito melhor. Pior é a hipocrisia.
Assim até dá para entender onde está de facto a anormalidade.

Receituário


não significar

nos desenhos de Luis Silveirinha a natureza dissolve os seus elementos, a geometria nega os seus princípios, a realidade duplica-se sobre eixos indiferenciados, a imagem perde equilíbrio e nitidez.

nos desenhos de Luis Silveirinha devemos entender "não significar" como algo diferente de insignificante. devemos usar "não significar" como sinómino de um significado que se recusa; no sentido em que a uma coisa tomada por evidente toda a evidência é negada.

há um princípio dominante: a água. a água impregna as matérias de representação, arrasta-as para além dos limites do realismo na representação figurativa. a água conduz a imagem aos limites do que "não significa". e perguntamos: do que ainda não significa? ou do que já não significa? como se o informe pudesse estar para aquém ou para além de alguma fronteira e não fosse um interior sem exterior.
joão pinharanda

O rasto invisível da pausa
LUÍS SILVEIRINHA
Curadoria de João Pinharanda

Alecrim 50 - Arte Moderna e Contemporânea | Rua do Alecrim, 48/50, Lisboa

Inaugura hoje, às 19 horas
Até 21 de Março de 2009

2ª a 6ª: das 11h às 19h
Sábado: das 11h às 13h30 e das 16h às 19h

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Galo no poleiro


Aqui o rapaz da boina vermelha tem-se em muito boa conta e não imagina mais ninguém a governar o seu país. Depois da derrota num primeiro referendo, resolveu promover outro - de referendo em referendo até à vitória final, é o lema. Na campanha de convencimento dos cidadãos tudo vale. Até o galo de Barcelos foi chamado à colação para mentir às gentes da Venezuela. Cacareja o galináceo, nos cartazes de propaganda, que em Portugal as candidaturas aos mandatos são ilimitadas. Por todo o lado, em subtilezas subliminares, a palavra "sim" inunda o ar e impregna os sentidos. A mentira e o embuste ao serviço de um regime que sabe que as ditaduras já não podem ser o que eram. Agora também vão a votos.

Receituário


Informações:
Museu Nacional do Azulejo
Rua da Madre de Deus, 4
1900-312 Lisboa
Tel: 218 100 340
e-mail:
mnazulejo.se@ipmuseus.pt

www.mnazulejo-ipmuseus.pt/

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ARCO 09










Há um ror de anos que se realiza em Madrid. Parece estar bem. A organização alinha todas as preocupações do visitante até ao mais pequeno detalhe, mas a crise também se percebe nos promenores: ao catálogo foi reduzida a gramagem do papel - um dia destes é tranparente, o que parece pouco recomendável quando se fala em impressão de imagens. Os conteúdos não desiludem. Rigorosa documentação. Os galeristas também não falham em simpáticas prestações de serviços: conhecem os artistas desde pequeninos e fornecem-nos esse conhecimento. Alguns ainda estão a crescer. Outros estão em crise de crescimento.
É aí que reside o principal problema da actualidade: a novidade não espreita. Gente em crescimento há 2 anos, continua na fase do cócó na fralda, como se o tempo tivesse parado no período da descoberta. A ideia da insistência num estilo até à exaustão já era. O mundo não aplaude monotonias, e está habituado a maior velocidade das ideias. Tirando estes reparos... tudo bem.
Deixo aqui algumas imagens que recolhi sem outro critério que não seja o de uma visão pessoal da coisa. São todos "veteranos", lá está.
Para já, não identifico os autores. Ficam só os ambientes.
Mais tarde falamos disso.