sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Evolução de Darwin


Este é o ano de Charles Darwin. Comemoram-se o seu nascimento, ocorrido há 200 anos, e os 150 anos de publicação de A Origem das Espécies. A Fundação Calouste Gulbenkian assinala esta comemoração mundial com a exposição A Evolução de Darwin, na Galeria Principal das suas instalações em Lisboa.
Inaugura hoje e vai preencher o lugar até ao dia 24 de Março.

A newsletter da Fundação dedica a capa e largo espaço a esta figura central da humanidade que alterou a maneira de olharmos as nossas origens. Esta publicação da Gulbenkian apresenta nesta edição uma refrescada aparência. O projecto de imagem gráfica tem sido desenvolvido por nós, na DDLX. Este redesign também.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ARCO 09


Nos próximos dias vou até Madrid.
Depois conto.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nova realidade, novas políticas


Mário Soares foi igual a si próprio no debate que estimulou no Teatro da Trindade. Não ditou soluções, nem desenhou caminhos - apresentou propostas. Indagado por mim sobre a actualidade da dicotomia esquerda/direita, respondeu que sim, mas não como tem sido até aqui. Tudo se alterou com a crise. A insistência no neo-liberalismo não faz sentido. Aí reside a grande diferença entre as duas correntes. A direita insiste nos velhos métodos de liberalismo económico. Mas há uma esquerda que também não arrepia caminho e alude a práticas que escorregam no terreno movediço deste tempo que vivemos. Ora, é a esquerda que tem de estar mais aberta às mudanças. É a esquerda que sempre apelou à particição cidadã. Soares abordou tudo o que nos preocupa no presente: os desafios para a Europa, os conflitos de rua na Grécia que alastraram a outros países, a situação de Bancos e banqueiros, o novo rosto da política americana, e muito mais.
A irresponsabilidade apolítica já não colhe frutos neste quintal.
A solução está em nós. Como? Participando.
Aprende-se muito com quem tanto tem participado.

Receituário


São todos meus amigos. O Paulo Barriga dinamiza a Vemos, Ouvimos e Lemos desde que o Luís Afonso lhe passou a pasta. E agora convidou o Pedro Loureiro para esta exposição de excelentes fotografias. Abriu no dia 7, com festa a condizer, e vai ficar mais uns tempos. É em Serpa. E é um belo passeio.

Receituário


Parece que Mário Soares vai dar hoje uma lição no Trindade.
Com as coisas como estão é sempre bom ouvir quem sabe.
Lá estarei, claro. Quem quiser pode aparecer, é o que diz o convite.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Livros e leitores


Esta edição da LER está embrulhada pelo aniversariante Darwin.
Lá dentro tem presentes vários, dos convivas do costume.
Ah, é verdade, também por lá anda Nuno Bragança.
Vale a pena ir a esta festança.

Divertimentos II

Os grunhos continuam na sua caminhada em defesa da barbárie.
Enviam e-mails, devidamente depositados no lixo que os merece, e lamentam a sua não publicação aqui na clínica que é privada e defende a propriedade assim definida.
Não sei se acalentados pelo medíocre serviço narrativo em que uma mini-série da SIC coloca Salazar nos escaparates dos grandes amantes do século passado, os grunhos desfilam ódio e outras alarvidades num português de fugir de medo. E não percebem as diferenças de opinião. Aliás: os grunhos não percebem nada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rembrandt nas Janelas Verdes


O Museu Nacional de Arte Antiga vai mostrar esta pintura de Rembrandt até ao próximo domingo. A mostra teve início em 16 de Dezembro. A par do retrato de "Titus sentado à secretária" estão afixados desenhos do artista.
A imagem onde tudo isto assenta foi desenvolvida por nós, na DDLX.

Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes, Lisboa
Telefone: 213 912 800

O sol quando nasce...


Sofia Escobar, a portuguesa que está em Londres a trabalhar na peça West Side Story, foi eleita a melhor actriz de Teatro Musical em Inglaterra.
Será que Fátima Campos Ferreira vai fazer um Prós e Contras sobre o assunto na próxima segunda-feira? Ah, pois, claro, não é a melhor do mundo. Ok, esperemos pela próxima eleição de melhor futebolista.

A birra do menino guerreiro


Pedro Santana Lopes não ocupará o lugar de vereador caso não vença as eleições em Lisboa.
Fica a promessa: se a população da cidade tiver o bom senso de o querer ver pelas costas, ele não vai andar por ali a meter nojo.

Buraco negro

O buraco do BPN é impressionante - 1800 milhões de euros. Os ex-colaboradores de Cavaco quando se estabelecem em negócios privados são uns pimpões para gastar a massa alheia.
A nacionalização daquele trinta e um revelou-se um desastre. Agora está ali um buraco de todo o tamanho para encher de massa.
Haverá massa para tanto buraco?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Irresponsabilidade e vergonha

A pontaria de Mário Soares.
Ler este texto no dn.

Divertimentos

Os grunhos andam em delírio com o Freeportgate. Os e-mails anedóticos inundam as caixas. E então ficamos a perceber que os grunhos adoram meios de comunicação que nunca seriam permitidos se fossem os deles a mandar. Os grunhos são geralmente gente de extrema-direita daquela que diz não ligar à política. A política deles é o trabalho. Só se dedicam a modernices como cidadania e outras inutilidades do género quando adivinham sangue entre os demais. Ficam de repente possuídos de honradez e armados de uma súbita sede de justiça. A este nível preferem os julgamentos televisivos e as anedotas idiotas: as mesmas que já ilustraram supostas actividades de muito boa gente da vida política, dão sempre um jeitão para achincalhar quem está na berlinda.
E quem é o herói dos grunhos em delírio, quem é?
Salazar, pois claro. As citações mais ignóbeis de Toninho Oliveira de Santa Comba saltam no correio electrónico. Os grunhos adoram salvadores providenciais. Os grunhos nem percebem o que lhes sucederia se um espécime como o herói das botas governasse. Claro que não percebem - os grunhos não ligam a política...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Voz do povo é voz de deus


Eu já não sou eu, eu sou um povo, pertenço-vos. E se o povo venezuelano decide que governarei até ao ano 2050, até ao ano 2050 eu governarei.
Hugo Chávez

Como o presidente venezuelano é crente, presume-se que tenha a garantia do divino para esta empreitada.
Coitado, tanta dedicação a um povo enche-nos de ternura.
Emocionante.

Freeport que os pariu

As notícias sobre o caso do momento começam a escassear. Será que a mãe de José Sócrates não comprou mais nada descaradamente a pronto e com uma atençãozinha? Será que os filhos não exercem prepotências várias junto dos colegas devido a serem filhos de quem são? Não haverá nada com o pai que justifique uma abertura noticiosa na TVI? Um desconto sugerido numa loja já de si com produtos em saldo, ou uma desculpa esfarrapada a um polícia de trânsito para evitar o pagamento de uma multa. E o próprio Sócrates: será que nunca bateu no cão? Ou não tem cão?! Admite-se não ter cão? É humano?
Parece-me que a investigação está a falhar.
Vejam lá...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Voz doz pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Sobre o caso Freeport tenho a dizer que não há fumo sem fogo. E claro que quem não se sente não é filho de boa gente. Quanto ao fumo e ao fogo já aí estão. O principal visado não é filho de boa gente, nem para ele são bons, basta ver o tio que deu com a língua nos dentes. O sistema está minado. Não basta pôr dinheiro nos bancos, é preciso alterar as regras. É preciso mudar esta política capitalista. Por muito que lhe custe são os defensores de um mundo melhor que têm razão. O povo vencerá.
Barata tonta - pseudónimo

Cirurgião de serviço - Não sei se o pseudónimo que sugere para se identificar faz justiça à personagem real. Acontece que não sou de provérbios e detesto a filosofia da anedota permanente. Preocupo-me com o estado do País e das suas instituições. Não aprecio as opiniões que não respeitam estas premissas, geralmente apologistas de fundamentalismos e fornecedoras da massa com que são produzidos os ditadores salvadores. Se o povo vai vencer ou não, nem deus Stalin o saberá. Não estou nada preocupado com o que poderá acontecer a essa entidade abstracta a que chama povo - se nem o povo real se incomoda com isso... As opiniões que a sua "esquerda" vomita não me provocam o mínimo incómodo.
A opinião da barata tonta foi aqui colocada para fornecer o exemplo das opiniões que não se enquadram nos registos dominicais deste blogue. A tacanhez e a apologia da porcaria caem mal em qualquer pano. Só a aproveitei para dizer o que disse. Meu privilégio. Faço-o sem problemas. Respondo a quem se esconde na tontice de um nome falso. Não ofendo ninguém.
Só lhe desejo as melhoras. JTD

Continua a ignorar o que de melhor se faz na sua região natal. Há coisas que acontecem na cidade do sado que fazem inveja a muita terra importante por esse mundo fora. Bocage, Sebastião da Gama e o "Calafate" não lhe dizem nada? Não lhe parece falta de bairrismo a mais?
Carlos Dias

Meu caro: não sou, nem nunca fui bairrista. Se algo de substancial acontece em Setúbal, não dou por isso. Só mesmo as irreais obras do Polis me saltam à vista e agridem-me a pouca existência na cidade. E não tenho que gostar (e não gosto) da obra de Sebastião da Gama, de António Maria Eusébio, e mesmo Bocage, que navega mais à tona, não me provoca grandes emoções. Há mal nisso? Tenho mesmo que gramar o artesanato concelhio, com tanta literatura comestível que há por esse mundo? Não, pois não? JTD

sábado, 31 de janeiro de 2009

Chefe de Estado às vezes


Aníbal Cavaco Silva, Chefe de Estado, classificou o caso Freeport como um assunto de estado, como tal, ele, como Chefe de Estado, não comenta. Enfim, o costume.

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.

Ficção & Realidade - Da longa entrevista que a procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP e responsável pela investigação do Caso Freeport, deu hoje a Judite de Sousa (RTP), retive duas passagens muito esclarecedoras:
1. Grande parte do que passa por fugas de informação são meras invenções. Exemplo: as autoridades inglesas em nenhuma circunstância solicitaram informação sobre as contas de José Sócrates.
2. Cândida Almeida não viu (e não quer ver) o famoso DVD, o qual, aliás, não consta do inquérito. Os outros magistrados que investigam o caso também não.
Gostava de ver os jornais de amanhã a sublinhar estes pontos, por muito que lhes custe dar o braço a torcer. Afinal, foi com base neles que o Caso Freeport virou questão de Estado.
Eduardo Pitta Da Literatura


Canal história - Em 1980, ano de eleições legislativas, era então Francisco Sá Carneiro primeiro-ministro, a Oposição resvalou para a «luta policial» (em vez da luta política). O Diário, jornal do PCP, foi o primeiro a lançar a campanha das alegadas dívidas de Francisco Sá Carneiro à banca (à mistura, envolveram a sua vida pessoal e privada ao barulho) e insistiu no tema até à exaustão. Em meados de Agosto, na RTP – não haviam mais canais e tinha acabado de estrear o colorido – Sá Carneiro defendeu-se do «combate larvar» que lhe moviam. Em Outubro, a AD obteve a segunda maioria absoluta.
Tomás Vasques Hoje há conquilhas

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, um som com nome de gente.

Working on a dream | Bruce Springsteen
Sony music

Já está entre nós. Aos treze originais é acrescentado um dvd com o making of do trabalho.
Nada de novo a bordo, mas é o Boss. Bons ouvidos o ouçam.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Papel de embrulho

Não deixa de ser interessante perceber o "profissionalismo" com que alguma imprensa trata este caso do Freeport de Alcochete. Cavaco teve que esperar pelo fim da intervenção de Sócrates para o habitual encontro das quintas-feiras. Um jornalista da Visão, em funções de comentador na SIC-N, acreditava que Cavaco devia estar fulo por ter de esperar pelo primeiro-ministro por tão pouco entretenimento. Pouco?! De facto será pouco para quem tem de lidar com os empecilhos Oliveira e Costa e Dias Loureiro, mas a visão parece-me excessiva.
Também o agora azougado comentador Ricardo Costa, no mesmo serviço televisivo, assegura que o processo de licenciamento da superfície comercial mais famosa do momento, foi tratado com toda a legalidade, mas considera que os jornalistas que vasculham, especulam e procuram os crimes e escapadelas em que nem eles próprios acreditam, estão a desempenhar o seu papel.
Há jornalistas que se embrulham em cada papel...

Venceremos!

Ilda Figueiredo vai ser a candidata do PCP ao parlamento europeu. A confiar nas palavras de Jerónimo de Sousa e da esganiçada eurodeputada, no acto de apresentação, a revolução socialista está aí a rebentar. E é nos palcos europeus que se vai dar o evento.
Avisam com a antecedência que torne possível encontrar a porta de saída? Era simpático...
Quanto à escolha de Ilda, parabéns à prima.

Com todo o respeito

O professor António Borges, agora dirigente nacional e pelos vistos voz da consciência do PSD, diz, com incontida alegria, que o caso Freeport não lhes diz respeito: limitam-se a observar o desenrolar dos acontecimentos. Pois não diz. No que diz respeito a suspeitas de corrupção já estão bem servidos, não é verdade? Até há um "mordomo" de Cavaco "guardado" para o que der e vier. Com o devido respeito, é claro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais um coelho que sai da cartola


Manuel Coelho, presidente da autarquia de Sines, bateu com a porta lá no partido. Já não suportava "críticas e recriminações" que entende serem "idiotas, absurdas, insuportáveis e não toleráveis". Acrescenta ainda que o PCP "está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado".
Ao fim de tanto tempo percebeu tudo isto.
Vale mais tarde que nunca.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Como eu costumo dizer..."


A presunção desta frase tira-me do sério. A auto-citação que se lhe segue geralmente não passa da mais ignara banalidade. Mas alguém levar-se tão a sério que se cite compulsivamente, provoca-me brotoeja. E sempre que alguém profere tamanho labéu desconfio da seriedade de tudo o que diz.
Se calhar é apenas um desses modismos que passam depressa. Ou então nada disto tem a menor importância e eu é que tenho mau feitio, como eu costumo dizer. (estão a ver?! Irritante, não é?).

Dia D

Freitas do Amaral vai hoje falar com Ana Lourenço no programa de entrevistas que a jornalista assegura na SIC-N.
Finalmente um homem de esquerda nas lides televisivas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Manual de jornalismo

Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, em entrevista a Mário Crespo, na SIC, considera uma pergunta do jornalista ofensiva. Não é. Jornalista pergunta, político responde. É assim numa sociedade civilizada. Se Pedro Silva Pereira não aceita esta regra tão simples nunca deveria sair do gabinete para dar entrevistas.

Um tio de problemas


O caso Freeport tem contornos estranhos. O tio de Sócrates diz que fez uns arranjinhos. Um filho do tio de Sócrates parece que resolveu tentar tirar proveitos do amanho. Mas agora todos os presumíveis envolvidos desmentem o envolvimento. Todos asseguram que não conheceram o ministro do Ambiente da altura. Só mesmo Ricardo Costa, Francisco Ferreira e Louçã parecem saber mais que a encomenda. É o mal de ser primeiro-ministro em terra do faz-de-conta. Cada um diz o que quer. Os proveitos são para quem os apanhar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Destacar as religiões islâmicas como tolerantes é o máximo. A tolerância só existe entre eles. E é se não tiveres um deslize. Os católicos são ainda assim os mais civilizados. Os protestantes não passam de fundamentalistas disfarçados e claro que não vamos contabilizar as testemunhas de Jeóvá e outros energúmenos. Esta gente acha que a Razão é um produto apenas ao seu alcance. Têm o paraíso prometido e desprezam quem não procura essa felicidade eterna. Coitados. Perdoem-lhes, que não sabem o que dizem.
Ana Coelho

Eu gostava de apanhar o cardeal dos católicos a jeito para lhe perguntar qual é o respeito que a Igreja tem pelas mulheres. Podem ser padres? Podem ter responsabilidades nas decisões das paróquias? É claro que os evangélicos Baptistas e as Testemunhas do desastre e muito fortemente os islâmicos, são uns trastes, mas não estão sós no templo.
Carla K. - Bruxelas

O debate esquerda-direita não se pode resumir às diatribes de Manuel Alegre. Alegre combateu a esquerda a que agora se alia. É um facto. Alegre sempre se afastou das decisões. Quando foi secretário de estado, de um governo socialista dirigido por Mário Soares, foi um desastre, combatido por toda a esquerda. Quando se candidatou à liderança, contra Sócrates, custou a assumir a candidatura a primeiro-ministro em caso de vitória. Nunca esteve muito disposto a trabalhar. O debate da esquerda está nas ideias que surgem e se renovam quase diariamente. A esquerda tradicional tem de tomar o pulso a essas novas preocupações. A esquerda tradicional tem muitos independentes como eu. E não deve contar com o PCP, que é um partido reaccionário, completamente agarrado a ideias passadistas e ridículas. A esquerda não tem só que criar unidades, tem que pensar a sua própria existência. Existir sem perpectivas, sem visão de futuro, não leva a lado nenhum. E a esquerda não tem que pensar na sua própria existência, tem que pensar no país e nas pessoas. O luxo da contestação por tudo e por nada, já era...
Maria de Lourdes Casalinho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, um som com nome de gente.

The Crying Light | Antony and the Johnsons
Rough Trade

Já está à venda e recomenda-se.

António Mega Ferreira vai continuar à frente do CCB.
Um excelente trabalho é reconhecido.
Um grande projecto que continua.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O ouvidor

António Borges, aquela ex-reserva luminosa do PSD, diz que TODOS os portugueses ouvem o Presidente da República excepto o primeiro-ministro. Até concordo que há muitos portugueses que dão atenção ao que Cavaco diz. Não tenho é a certeza se todos o percebem. Naquela contenda sobre o Estatuto dos Açores, nem o grupo parlamentar do partido do dr. Borges o entendeu muito bem. Que se saiba, Sócrates e Cavaco continuam a encontrar-se todas as semanas em Belém. Se o primeiro-ministro tem problemas de audição devia ser-lhe aconselhada consulta da especialidade. E quando o dr. Borges fala em TODOS, baseia-se em que dados? Olhe que anda aí muito surdo.

O guerreiro sem descanso


Os primeiros passos do Presidente Obama na Casa Branca teve momentos de brilho e outros menos luminosos. Não, não vou falar da lamentável prestação do orador evangélico protestante na tomada de posse - Orou e andou. Nem dos numerosos bailes em tempos que recomendam pouca festança. Mas vale a pena realçar a pressa em resolver Guantanamo. Assim como o comedimento nas regalias dos seus colaboradores. E ainda a preocupação em contactar os responsáveis pelos desatinos no Médio Oriente. De negativo, para já, só mesmo a "contratação" de um secretário do Tesouro que em tempos tentou ludibriar as Finanças lá do sítio. O homem desfez-se em desculpas e assumiu as culpas. Tudo bem: só falta recolher ao sossego do seu anterior emprego. Mas quem sou eu...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Substância procura-se

Manuel Alegre diz que leu na diagonal a moção que o seu partido apresentou. Mas, porque é um homem de esquerda e está sempre na luta, vai avançando umas desconfianças: não lhe parece que as propostas cheguem para que ele as compreenda e aprove. A ligeireza alegrista vem de longe. Manuel Alegre lê sempre tudo na diagonal. Nota-se à légua, não precisa de acrescentar desculpas.
Manuel Alegre é politicamente irresponsável.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

good Luck


Aqui o senhor do retrato incia hoje uma nova vida. O mundo espera que a vida lhe corra bem. Chega de festa. É tempo de arregaçar as mangas. O anterior ocupante da sala onde a partir de agora vai trabalhar, deixa-lhe um ramalhete de sarilhos. Claro que Bush não é o culpado de todos os males que vieram ao mundo, mas esforçou-se. Há despedidas boas, que não deixam saudades. É nessas alturas que as boas vindas são mais saborosas.
Boa sorte, senhor Barak Obama.

I Love you baby


A Sofia Loureiro dos Santos resolveu instituir ela própria um prémio para os blogues de que mais gosta. Chamou-lhe precisamente "Deste, gosto mesmo!", e, num acesso - e excesso - de simpatia, contemplou este vosso dedicado amigo.
Vindo de quem vem é uma honra subir à tribuna para receber tão distinta condecoração.
E como as regras são para cumprir, cá vão os quinze que me fazem agitar o rato do computador todos os dias.

A barbearia do senhor Luís

A la Gauche
Ana de Amsterdam
Bandeira ao vento
Defender o quadrado
Der Terrorist
F World
Geração de 60
Hoje há conquilhas
Jardim assombrado
Jugular
Origem das espécies
Pedro Rolo Duarte
Portugal dos pequeninos
Terceira noite

Há mais uns quantos, mas estes são mesmo os diários. Entretanto, outro dasafiado, o José Simões, também me desafiou a mim. Tanto mimo estraga-me. A resposta vai para os dois, que aqui nomeio também.
Obrigadinho a todos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Faltam só umas horinhas


Vai pela sombra...

Triste São Carlos


Fui ontem à última récita do "Fausto" de Gounod.
Hesitei em comentar. Mas a vontade de opinar venceu a paixão. Às vezes é muito difícil dizer seja o que for sobre algo que desejamos dizer bem. Gosto desta peça de Gounot, mas o que nos mostraram no São Carlos andou entre o mau e o mais-ou-menos. Maestro fraquinho. Vozes principais assim-assim. Coro fraco. Orquestra em auto-gestão.
Gostei do cenário: uma colectividade de bairro muito bem acabada, norteia o ambiente inicial.
O São Carlos não está bem. O teatro parece gerido por uma empresa de condomínios que não passa cartão aos condóminos. Esta gestão alemã não ostenta as medalhas do tão apregoado rigor germânico.
Volta Pinamonti que estás perdoado. Mas depressa, ouviste?!

Mexilhão

Os professores dos putos voltaram à luta em defesa dos seus privilégios.
Os pais dos putos estão fartos de tanta luta.
Os putos estão na boa - uns "feriados" a torto e a direito até é "bué da fixe".
Os putos ainda não têm idade para saber que são como o mexilhão: são eles que se lixam no fim da labuta.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Caríssimo Teo,
assim como o mundo cristão (católico apostólico romano, ortodoxos, maronitas, igrejas reformadas tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais entre outros) não é igual, o mesmo se passa no chamado "mundo islâmico". Há diferenças abissais entre a situação da condição feminina na Tunísia, na Arábia Saudita, no Iraque e na Palestina, só para citar uma fatia mínina. O Patriarca de Lisboa errou, e feio, nas suas afirmações que traduziram não somente o desconhecimento da realidade de um mundo marcado pela diversidade, mas que expressam sobremaneira a postura conservadora e pouco aberta ao diálogo do Pontificado de Bento XVI. Há muitas coisas que uma mulher católica apostólica romana não pode fazer. Nem vale a pena referir aqui quais são. Como tu sabes, as afirmações do cardeal de Lisboa, pela sua "importância", ganham uma relevância extra-religiosa e podem respaldar opiniões mais estreitas. É fodido! Eu sou um gajo ateu e tenho uma enorme admiração por gente que tem fé - ao contrário da minha educação política que ensinou o desprezo pelas religiões - e ao me pôr na pele dos muçulmanos e muçulmanas experimento um novo tipo de náusea. Mas, pronto, eu sou latino-americano, e sempre soubemos quem era o nosso inimigo no Vaticano. O patriarcado de Lisboa é somente a reverberação - em mármore branco - da voz mais intolerante alguma vez saída de São Pedro... "Allah sabe o que faz" diria o meu ex-namorado da Tunísia.

Com um abraço
Carlos Alvarenga - Lisboa

Cirurgião de serviço - Carlos, é claro que todas as opções religiosas vivem na diversidade. Que umas são mais tolerantes do que outras também todos sabemos. E não é preciso recuar muito no tempo para percebermos as intolerâncias maiores. E aí é que está a questão - nenhuma parece suportar quem não professa a sua fé. No recolhimento das suas preces rejeitam-nos. O que eu acho normal. Logo, a Tolerância é tão relativa como a Razão: cada um gasta da que quer. O cardeal de Lisboa, que até nem é propriamente um troglodita ignorante e tosco, alertou as "suas" fiéis. Cuidou do seu rebanho. Ou imaginas alguém dessas religiãoes islâmicas com "diferenças abissais" defender a tolerância para com um seguidor de Cristo? Não creio. Vasco Pulido Valente colocou bem a questão ao referir a impossibilidade de uma união matrimonial entre gente que adora tão diferentes deuses. Tal só é possível se um abraçar a religião do outro. As "normas de funcionamento" inscrevem diferenças abissais.
Eu, que tal como tu sou ateu, respeito as religiões que me permitem ter as minhas posições perante a sociedade. O ódio que existe, por parte de certos agnósticos à Igreja Católica, ultrapassa o razoável. Assim como não compreendo a solidariedade de certa esquerda perante religiões opressivas que vão em tudo contra o que defendemos nesta sociedade onde todas as permissões são bem vindas.
O teu namorado tunisino tem exactamente a mesma opinião que os mais conservadores dos cristãos, budistas, judeus etc. Todos acham que o deus deles é o maior. Eu também tive uma namorada cristã e não veio mal à minha vida por isso - acabámos por casar e as diferenças pontuais não beliscam o relacionamento. O meu receio é que os mais radicais se unam todos contra nós. O que não me parece praticável de todo. Os desenvolvimentos teóricos de gente como Sam Harris, Chistopher Hitchens, Richerd Dawkins ou León Rozitchner, entre muitos outros, descansam-nos. O debate está instalado, pelo menos aqui entre nós. Não me parece que seja permitido no mundo islãmico. Achas que aquela palhaçada do autocarro londrino era possivel de representar na Tunísia?
Bem, não repiso mais. A gente depois discute isto entre dois os três copos, uma noite destas. Abraço. JTD

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Liberdade religiosa e ignorância


D. José Policarpo foi ao casino da Figueira da Foz armar um reboliço que deus nos livre. Não, não foi nada relacionado com jogo de casino. Descansemos. Simplesmente alertou as noivas católicas para a maçada em que se podem transformar os casamentos com religiosos islâmicos. O problema é que estava lá uma indiscreta câmara de televisão e todos ficámos a saber a opinião do Cardeal. Caiu o Carmo e a Trindade. Que o homem é intolerante, que é desrespeito pelo islamismo, que assim não há diálogo entre as religiões. A SIC, no seu serviço noticioso, arranjou logo um jovem casal para compôr o ramalhete da tolerância. Ele marroquino, ela de cá mas disposta a sujeitar-se às limitações impostas pela religião do consorte. E acha-se que é isto um grande exemplo de diálogo religioso. Claro que por cá tudo é possível, sendo a negação dessa liberdade um caso de polícia, mas pode-se falar de liberdade religiosa e de respeito pela condição feminina num país islâmico?
Estou completamente de acordo com o Cardeal-Patriarca de Lisboa. Não percebo a razão de não se poder estar em desacordo com os limites impostos às mulheres pela religião islâmica. E muito menos percebo a razão de não se poder estar de acordo com os alertas de quem sabe o que está a dizer.
D. José Policarpo fez muito bem em alertar as jovens casadoiras.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Basta!

Ok, ok o Cristiano é o máximo. Chuta bem, finta bem e tem um ego do tamanho dos seus pouco instruídos vinte e poucos anos, mas já chega. Não haverá mais nada para falar nos telejornais? Até o soba do Funchal veio a terreiro exibir os louros da vitória, propondo um lugar na política ao futebolista de sucesso. É a política de sucesso de Jardim prolongada no tempo e exibida no seu melhor.
E o programa da doutora Fátima Campos Ferreira atingiu níveis de ridículo. Foi triste ver o professor Caraça naqueles propósitos.
Querem outros exemplos de quem trabalha e dá o seu melhor?
Tenham dó!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Miguel de Castro


POEMA PARA UM AMIGO
Afastando o cercado das sombras
algumas vezes adormeceste
o meu aflito coração
no berço das mãos.

Nas horas difíceis ficaste perto.


Este poema é de Miguel de Castro que faz hoje 84 anos. E é hoje que tenho o especial prazer em anunciar que está a ser preparado um volume que reunirá todo o seu trabalho poético, a ser publicado lá para a primavera.
Parabéns ao poeta.

Marianne and Anthony


Alguém sabe onde encontrar este cd? Já alguém o viu à venda?
Foi gravado, saiu nos países onde se fala a língua da senhora, mas por cá nada. Nem FNACs, nem "espaços" mais alternativos, nada. Se souberem de alguma coisa, avisem - o mail está aí ao lado.
Desde já agradecido.

A senhora Agustina


Um grande retrato, de uma grande senhora.
A não perder.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os gloriosos malucos das máquinas autárquicas


As escolhas de candidatos do PSD para as autarquias estão a atingir o nível do risível. Depois de Santana em Lisboa, de um actor dos "malucos do riso" em Vila Franca de Xira, e de outras valorosas peças do xadrez televisivo, surge agora Gonçalo Amaral como hipótese por Olhão. Pelos vistos a norma é ditada pelas aparições nos plasmas e LCDs caseiros, e nem sempre pelas melhores razões.
Santana Lopes em Lisboa foi a desgraça que depois confirmou no País. O "artista" dos "malucos", bem, nem sei que diga. E o ex-inspector da Judiciária, depois de nada ter resolvido enquanto polícia, limitou-se a dar a cara por uma causa inexistente, inventada por ele próprio para dar nas vistas.
Posso avançar com algumas sugestões infalíveis, inscritas no registo que parece ser o das citadas escolhas? Que tal José Castelo Branco por Sintra? Ou Cinha Jardim pela Amadora? Ou o Marco do Big Brother (lembram-se?), por Odivelas? Também não hesitava em dar um toque ao Zezé Camarinha. Pode ser que esteja disponível para uma autarquia algarvia.
E se procurarem bem nos concursos e telenovelas encontrarão com certeza muitos mais mediáticos candidatos capazes de pôr a malta a rir. E há malucos para tudo, até para votar em doidices dessas.
Quem é amigo, quem é?!

Olha que dois

Mário Crespo entrevista o soba da tribo funchalense hoje na SIC.
Haverá com certeza qualquer coisa mais interessante para fazer.
Conversa de chacha é que nunca.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Voz dos pacientes


Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

A fé é que nos salva - Só é religioso quem quer. Os pastores protestantes limitam-se a pastorear, a ditar a sua fé. Há assim tantas ofensas nisso? Há iniciativas caridosas patrocinadas pelos pregadores. Se calhar está chateado porque ofende os seus princípios católicos. Tenha fé.
Carla Santos - Faro

Cirurgião de serviço - Caríssima Carla, nada tenho contra quem é religioso. Até concordo que só o é quem quer, embora nem sempre tenha sido assim e ainda hoje não o é em muitas partes do mundo. Eu aqui limito-me a dizer o que penso. Não sou católico, nem profeço religião de espécie alguma. Aproveito os deslizes de alguns "profetas" para exprimir a minha ideia sobre a coisa. Confesso que não acho a mínima graça a pregadores evangélicos protestantes. Acho-os mesmo gente do pior. O que é que quer que eu faça? Não me inspiram raspas de confiança. E já que estou com as mãos na massa, relembro-lhe o que o "pregador-mor" teve a ousadia de pressagiar: “Não há maior defeito numa mulher que o desejar ser inteligente.” Martinho Lutero. Notável, não? Estou mesmo nos antípodas destas tretas. Conversados. JTD

Super-sábio - Estou de acordo com a apreciação que faz dos comentários de Medina Carreira. Se o homem mandasse, muitos dos que o aplaudem estariam agora a ganir. Não respeita ninguém como um ser humano, só pensa nas pessoas como contribuintes. A SIC adora-o. Está sempre lá caído. Quando aparece eu mudo de canal. Não há canal que aguente.
J. Mário Esteves - Sintra

Opiniões - Publica todas as opiniões que lhe chegam por e-mail? Percebo que não se tenha paciência para responder a toda a gente que quer chatear, como é que escolhe o que deve ser ou não ser publicado? Quando fala em ameaças fala de algo muito grave? Obrigado.
Maria Damião Esteves - Ribeirão.

Cirurgião de serviço - Maria: A escolha é simples. A maior parte das mensagens são simpáticas: naquela base do "parabéns", "gostei muito", "continue", e outras de excessivo apreço que não se enquadram nesta resposta. Também as ofensivas são mato selvagem. Compreenderá que nem umas nem outras têm substãncia para figurarem nesta secção dominical. São o que são - as simpáticas recebem agradecimento na volta, em resposta directa por email, e as parvas vão directamnete para o lixo. Todas as opiniões que aqui coloco são as que acho que podem acrescentar algo, estando de acordo comigo ou não. A umas acrescento qualquer coisa, outras falam por si. Ameaças graves? Não, são só idiotas. Volte sempre. JTD

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Laurie


Laurie Anderson. Vê-la e ouvi-la faz sempre bem.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

De rachar

Ferreira Leite desafia Sócrates. O Estatuto dos Açores desafia o Presidente. Nogueira desafia Lourdes Rodrigues. Israel desafia o Hamas. A crise desafia o crescimento económico.
Não apetece tanto desafio. Está frio.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lutas

Os colegas de Mário Nogueira ficaram muito chocados por terem sido sugeridas penalizações a quem se recusar ser avaliado. Falamos de professores, quando falamos de avaliações, como é óbvio. Qual será a alternativa proposta? É avaliado quem quer e quem não quer fica na mesma?
Para combater esta tremenda imoralidade, que ostraciza os educadores profissionais, já está marcada uma nova jornada de luta.
Avante, camaradas!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tanto barulho para nada

Ando aqui com umas dúvidas: o processo Casa Pia está a chegar ao fim ou começou agora? Alguém tem ideia do que vai acontecer ou, por outro lado, o fim deste processo é mais ou menos como a crise internacional: ninguém sabe quando vai acabar, nem adivinha as consequências. Sabemos que a pedófilia é prática nebulosa. Este processo começou por o não ser. Andou nas bocas do mundo até ao exagero. Nas agora, que começaram os desmentidos de quase tudo o que era dado como provado, parece que uma estranha penumbra se abateu sobre a sala das audiências. Pode ser impressão minha, mas aquilo vai-se arrastar até dar nada.

Todos os dias

Miguel Esteves Cardoso começou ontem a escrever diariamente no Público. Parece que vai ser mesmo todos os dias. São textos curtos mas com a graça que os textos do MEC têm. É assim uma espécie de blogue, mas impresso.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

o Super-sábio


"Nos por cá" é um programa de sucesso da SIC. Foi de tal forma bem sucedido que agora passou a diário. Não sou grande fã das curiosidades ali tratadas, mas como hoje cheguei mais cedo a casa para ouvir a entrevista a Sócrates, acabei por ver parte do programa no novo e diário horário. Conceição Lino falava com o super-sábio Medina Carreira. É bom haver um português assim. É óptimo ter um homem como este Carreira que sabe exactamente tudo, tudinho o que deveria ser feito e não é. Todos sabemos que quando foi ministro as coisas funcionaram na perfeição. O conhecido comentarista citou mais do que uma vez Bordalo Pinheiro para chamar porca à política que por cá se faz. Que bom que era se todos tivéssemos um Medina Carreira em casa para nos fazer ver as coisas. Nem que fosse em loiça das Caldas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

O discurso - Cavaco Silva fez o discurso do eu-quero-é-safar-a-minha-pele. Comprou as misérias todas. As dos agricultores, dos pequenos comerciantes e de tudo o que não rende com administrador de banco. Cavaco só pensa na sua sobrevivência política. A posição face ao Estatuto dos Açores quer dizer o quê? O pior é que quem se trama é o desgraçado, de quem Cavaco é tão amiguinho.
Anarca

Cavaco e os cavaquinhos - Cavaco está muito preocupado com a crise? E no tempo dele, não se preocupou? Só se lembra de Santa Bárbara quando troveja. Até inventou banqueiros corruptos. E gestores de coisa nenhuma que receberam fundos e fundos da mangueira da Europa. Li atentamente o José Simões, no texto que linkou aqui ontem, e não posso estar mais de acordo com o bloguer do excelente Der Terrorist. Cavaco falou para o boneco. Para um boneco de trapos que ele próprio fabricou, e que agora tirou do baú para nos convencer da sua "honestidade" política. Depois aparecem logo os cavaquinhos todos para aplaudir. Pudera, viveram à sombra do chaparro...
Anibal Cortes

Cuba livre - A revolução cubana foi um verdadeiro embuste. Guevara foi um criminoso orgulhoso das execuções aque assistiu. Um caso de crime de guerra a julgar em Haia. Só que a vida correu bem ao criminoso. Claro, claro as vidas que anulou eram de gente que não merecia viver. Perigosos contra-revolucionários a soldo do imperialismo. Do americano, não façam confusão. Porque o soviético era um bem para os povos. Transformou-se assim em ícon das revoluções e herói de todas as libertações. Conclusão: às vezes o crime compensa.
Pedro Cruz Santos - Budapeste

Judiarias e outras iras - O Hamas não é muito amado no mundo árabe. Todos estão fartos deste criminosos que querem dominar toda a zona. Os judeus sabem isso e prepararam tudo muito bem preparado. Os dirigentes da organização criminosa árabe mistura população civil com militar para a vitimização. Aquela gente não quer saber do povo para nada. São só uns filhos da puta. Andarmos a defendê-los, em manifestações, nos confortáveis asfaltos da Europa, é hipócrita. Os israelitas são hipócritas. O Hamas é inclassificável. Tudo misturado é a Hipocrisia em estado puro.
Gostei do vídeo que colocou na sexta-feira de Daniel Barenboim. A música é que nos salva.
Carlos Dias Nunes - Porto

sábado, 3 de janeiro de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.

Aguardente?! Ouvi perfeitamente! - Cavaco Silva tem um problema com a História e com a opinião pública. E não me estou a referir a nós, que lemos jornais e/ ou que passamos a vida a “picar-nos” uns aos outros aqui nos blogues e que queremos ter voz activa. E não me refiro aos 50% + 1 que elegeram o Presidente, nem àqueles que votaram nos outros candidatos; refiro-me àqueles que já votaram e agora não o fazem; aqueles que gradualmente por descontentamento e por desilusão vão engrossando as fileiras da abstenção: A Maioria Silenciosa. Continue a ler
José Simões Der terrorist

O discurso do Presidente - O ano de 2009, por cá, começou bem: o discurso de Ano Novo do Presidente da República mereceu o aplauso do BE («o Presidente salientou, e bem como o BE tem feito…», disse Fernando Rosas), do PS («grande convergência entre o discurso do Presidente da República e o do Governo…», disse Vitalino Canas) e do PSD (É uma mensagem particularmente importante no momento presente…», disse António Borges). Pela amostra, todos ficaram contentes, o que pode revelar um mau discurso.
Tomás Vasques Hoje há conquilhas


Palhaçada - jà não há cú para as perseguições a Obama em férias. Estão a transformar o homem num socialite ou querem mesmo um presidente a sério? Anseio pelo dia 20, para ver se acaba esta palhaçada.
Laura Palma Responsabilidade e Juízo

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O bem e o mal


Não estou aqui para apontar o que está mal no Médio-Oriente, estou aqui para dizer o que está bem.
Daniel Barenboim

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mensagem


Cavaco deixou recados ao Governo e às oposições:

"A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes."

"Nesta fase da vida do País, devemos evitar divisões inúteis. Vamos precisar muito uns dos outros."

É preciso dizer mais alguma coisa?

Hasta Siempre

A Revolução Cubana faz 50 anos. Fulgencio Batista animava a corrupção na ilha. A iniciativa revolucionária encetada por Fidel e seus companheiros parecia uma correcção de todas as insatisfações. Com o tempo, acentuou-se a falta de liberdade e a miséria absoluta. O que pareceu muito bom, passou a insuportável. Hoje é um regime podre e sem destino. Estou a ouvir o embaixador cubano em Portugal, na SIC-N, e percebo isso mesmo. O discurso é o mesmo de sempre. Não há ideias que definam um rumo. Tudo definha. Até ver.

Tudo com dantes

Ainda os festejos do novo ano se ouvem e já as tropelias são as mesmas de há pouco. O Presidente promulgou as alterações ao diploma que regem a professoral avaliação. O distinto representante dos timoneiros revela agora a esperança numa inciativa do PSD na Assembleia da República. Nogueira dos bigodes reedita assim a circunstancial aliança PCP-PSD. Os argumentos escasseiam. A paciência esgota-se. Pelos vistos até Cavaco está a perdê-la.

Um grande 2009 para todos


Aparentemente, o dia de hoje é igual ao de ontem. Mas o calendário dá ordens e diz-nos que um novo tempo começou. Tempo difícil, parece. Claro que vamos tentar alterar o presságio. Claro que vamos fazer dos dias que se seguem os melhores das nossas vidas. E temos pela frente um ano cheio deles por encetar - enormes, com 24 horas cada um. Coragem. Boa sorte.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (8)


Também as músicas que me alegraram a alma e a mente não são dadas a azias ou outras indigestões desagradáveis. Que o lixo sonoro vá para as feiras e romarias e nos desampare a tenda.
Assim sendo, siga a marinha:

Karajan | The Legend Berliner Philharmoniker EMI Classics
Schuber | Sehnsucht Mattias Goerne Harmonia mundi
Leucocyte Esbjorn Svensson Trio ACT Company
In the house of Mirrors Hector Zazou & Swara Craw 47
Farscape Klaus Schulze | Lisa Gerrard SPV
Tindersticks Tindersticks Beggars Banquet Records
Jukebox Cat Power Matador
Med sud í eyrum Sigur rós Emi Records
Meet the Eels Essential Eels Geffen records
Story Teller Marta Hugon Digital Mix Música
Golden Era Rita Redshoes Iplay
Metafonia Madredeus e a Banda Cósmica Farol música

Sem categorização por estilos ou preferências pessoais, aqui fica a lista, que já vai longa.

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (7)


Só as leituras prazenteiras têm aqui lugar. Feita a exclusão dos desabafos de apresentadores de televisão e de argumentistas de telenovela, que não circulam neste território, a escolha fica facilitada e recai nestes contemplados:

As Benevolentes Jonatham Littell Dom Quixote
Os Detectives Selvagens Roberto Bolaño Teorema
A Blusa Romena António Mega Ferreira Sextante
A Ferver Bill Buford Sextante
O Homem em Queda Don DeLillo Sextante
Exploradores do Abismo Enrique Villa-Matas Teorema
Já cá não está quem falou Alexandre O'Neill Assírio & Alvim
O homem sem Qualidades I Robert Musil Dom Quixote
O Arquipélago da Insónia António Lobo Antunes Dom Quixote
A Gestão Segundo a Apple Jefrey Cruikshank Casa das Letras
A Faca não Corta o Fogo Herberto Helder Assírio & Alvim
Património Philip Roth Dom Quixote

E pronto, para o ano há mais. Boas leituras para todos.
Até já.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (6)


Bom
- A libertação de Ingrid Betancourt das garras das FARC.
- A nomeação de Hillary Clinton para o lugar internacionalmente mais saliente da Administração Obama.
- A manifestação de revolta do jornalista iraquiano que se descalçou para acertar em Bush.
- A suspenção das agressões entre israelitas e palestinianos.
Mau
- A eternização no poder de Robert Mugabe.
- A convocação de Sara Palin para candidata a vice-presidente dos EUA.
- A guerra na Geórgia.
- O atentado terrorista em Bombaim, na Índia.
- A falta de pontaria do jornalista iraquiano.
- O fim das tréguas entre israelitas e palestinianos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Estatuto das lamentações


O Presidente amuou por causa do já famoso Estatuto dos Açores. O Governo insistiu. O Parlamento, quase em peso, apoiou a coisa. O PSD, comandado pelo evanescente Rangel, resolveu dar o dito por mais ou menos não dito e absteve-se de responsabilidades. O PCP saltou inicialmente em grande alvoroço mas depois calou e andou. O BE assobiou para o lado e borrifou-se na opinião do Presidente. O Presidente passou-se. Em segunda investida disparou em todas as direcções. Resumindo: um amuo presidencial provoca uma balbúrdia parlamentar. Tudo isto é para lamentar.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Voz dos pacientes


Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

O Papa quer papinha - As recentes e graves declarações do Papa Bento não lhe motivaram reacção. Foi distracção ou está a ficar muito católico. O que Ratzinger defende é contra as mais vagas noções de liberdade individual. As convicções que faz valer contradizem a realidade actual. Vá lá diga qualquer coisa.
E perdoe esta brincadeira.
Zé do Sul

Cirurgião de serviço - Não tenho que ter opinião sobre tudo o que mexe. Claro que não estou de acordo com o Papa. Mas não acho que as declarações do líder dos católicos sejam assim tão graves. São assim e pronto. O problema é mais complexo. Se os católicos estão de acordo... saúde e um queijo é o que eu desejo. É por estas e por outros que não vou em missas. As papais opiniões comparadas com as de muitos pregadores protestantes, testemunhas de Jeóvá e outras seitas ainda mais indescritíveis, são coisa de menino de coro. Quem acredita nessas "divindades" está disponível para ouvir e dar atenção aos seus guias espirituais. Seja por ignorância, seja por convicto extremismo. Aquilo, para muita gente, é a normalidade. Todos têm o direito de acreditar nas ficções que quiserem. Pela parte que me toca agradeço que bem longe. JTD

Regional - Vivo em Setúbal e acho estranho não ver aqui comentários ao que vai acontecendo. Você nasceu cá, não foi? Não conhece o que tem sido feito à volta de Bocage, António Maria Eusébio e Sebastião da Gama? Ou não quer falar disso?
Carlos Dias

Cirurgião de serviço - Tal como já disse no comentário anterior, não tenho que ter opinião sobre tudo o que mexe. E não, não estou interessado em falar nisso. JTD

sábado, 27 de dezembro de 2008

Natal 2008

O Hamas passa a vida a fazer das suas. Recentemente provocou mais umas mortezitas entre uns insignificantes israelitas. Os israelitas, que não embarcam na redutora apreciação, responderam com armas pesadas. Diz-se agora que foi excessivo. Acontece que os homens não praticam a pequena guerrilha. Quem vai à guerra dá e leva.
Só que há uns que dão com mais força. E quem sofre mais é quem menos tem. Sempre foi assim. São os males da guerra.
Tudo isto se passa nas redondezas do local onde nasceu Cristo.
Perdoai-lhes Senhor...

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
Limpinho - Manuel Alegre diz que quer tudo limpinho: “Que as forças conservadoras se assumam e que a esquerda seja esquerda.” Nada mais simples. O retrato desse mundo vem nos manuais, explicado com clareza e ilustrado por esquemas providenciais que mostram duas cores distintas – a da esquerda e a da direita. Infelizmente, essa realidade a duas cores está longe do espectro em que as pessoas se movem: aqui e ali contam mais as tonalidades, as sombras, os declives e até as aparências. Geralmente, queremos que os outros sejam como achamos que eles devem ser. Mas o problema é que a realidade, muito sacana, vem atrapalhar tudo e encher a vida de surpresas. No caixote de lixo da história e da política há bastantes desses manuais feitos para gente simples; alguns nem para reciclar são úteis.
Francisco José Viegas A Origem das Espécies

Porque lutam os professores? - Nestes dias, vésperas e dias de Natal, percebe-se melhor do que em qualquer outra altura o significado da luta dos professores. Os hospitais estão cheios de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores que não podem passar a consoada com os filhos, com os pais, com quem vivem; os hotéis estão cheios de recepcionistas, bagageiros, empregados de mesas; como os hospitais e os hotéis, as estações de serviço; restaurantes, transportes públicos, táxis; e por aí fora. Ganhar acima da média, sair cedo e ser promovido em função do decurso do tempo e não do mérito são privilégios a que os professores se habituaram. É pela manutenção desses privilégios que os professores lutam, se mobilizam, se manifestam. O resto é conversa fiada.
Tomás Vasques Hoje há conquilhas

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (4)


Bom
- José Luís Rodriguez Zapatero ganha as eleições em Espanha e continua como primeiro-ministro.
- George W. Bush vai-se embora dia 20. Provavelmente nada será como nos últimos anos. Esperemos que não volte.
Mau
- Putin arranja um presidente à sua vontade e continua os atropelos à democracia, mas como primeiro-ministro. As trocas de gabinete são para continuar, pelos vistos.
- Berlusconi regressa ao Governo italiano.
- Pedro Santana Lopes insiste.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (3)


Bom - Há vinhos que marcam: os de Ermelinda de Freitas já nos habituaram às melhores referências. Este Syrah de 2005 chegou para vencer. Foi o que achou o júri de um concurso que decorreu em França no passado mês de Março. "O Melhor Vinho do Mundo" decretou quem sabe. Pelo menos para o concurso daquele mês foi. Mas, é claro, a escolha mais competente é nossa. Enquanto houve garrafas por abrir lá em casa andei por perto da opinião do tal júri. Agora já outros aromas e paladares me animaram as pupilas. Bebamos. À nossa.

Mau - Harold Pinter morreu ontem. Aos 78 anos desaparece um dos grandes nomes da literatura mundial. Em 2005 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Deambulatório | O melhor e o pior de 2008 (2)


Bom - A recuperação das Minas da Aljustrel com a correspondente manutenção dos postos de trabalho.
Mau - O encerramento da Faiança Bordalo Pinheiro por falta de encomendas. Triste.
Imagem Faiança Bordalo Pinheiro