As aparições de Nossa Senhora dos católicos são tantas que a Igreja não tem como dar conta do recado. Há quem jure a pés juntos que são para cima de vinte mil. As autoridades eclesiásticas não reconhecem mais de quinze mil. Também os santos em espera para subir aos altares são às centenas. Ainda nós barafustamos com os atrasos nos organismos públicos. As organizações que gerem a Fé também não estão lá com muita saúde. É por isso que muitos crentes se mudam para a concorrência. Metam pessoal. Vejam lá isso.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Funcionalismo religioso
As aparições de Nossa Senhora dos católicos são tantas que a Igreja não tem como dar conta do recado. Há quem jure a pés juntos que são para cima de vinte mil. As autoridades eclesiásticas não reconhecem mais de quinze mil. Também os santos em espera para subir aos altares são às centenas. Ainda nós barafustamos com os atrasos nos organismos públicos. As organizações que gerem a Fé também não estão lá com muita saúde. É por isso que muitos crentes se mudam para a concorrência. Metam pessoal. Vejam lá isso.
domingo, 11 de maio de 2008
A indisdrição não compensa
Uma daquelas revistas que se gostam de meter onde não são chamadas, resolveu divulgar, com ilustração e tudo, a casa onde agora vive Ricardo Araújo Pereira. O humorista e escritor de crónicas não gostou da intromissão. Depois da ameaça por parte de grunhos de extrema-direita, que motivaram a mudança de casa, não dava lá muito jeito ter de mudar outra vez. Uma providênvia cautelar impediu a distribuição da indiscreta revista. Claro que não deu muito jeito aos editores. Mas foi muito bem feito.
sábado, 10 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Deixem passar os aviões
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Quem não se sente...
Os dirigentes angolanos não gostam das companhias dos dirigentes do BES. Bob Geldof foi arrasado pela imprensa do regime. Diz que quem não se sente não é filho de boa gente. Neste caso, boa gente não se sente, mas sente-se quem se sinta mal com a denúncia de males sentidos.
O BES devia continuar a ocupar o Cristiano Ronaldo com a sua promoção. Evitava estes transtornos. E o futebolista há-de conseguir dizer mais qualquer coisa do que aquilo que vai balbuciando nos enjoativos anúncios. Pelo menos deve ser capaz de desejar paz no mundo, o fim da fome e assim. Fiquem por aí.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
As causas e as razões

Bob Geldof disse o que o BES não queria ouvir. O Banco, com interesses que incluem nos seus contactos a filha do próprio presidente do país, demarcou-se da contenda. A Geldof incomoda a corrupção e o banditismo institucional reinante na terra de Santos e seus companheiros. Os critérios do BES são outros. Os intentos de quem ensaca esdrúxulos lucros são sempre diferentes dos de quem se preocupa com Direitos Humanos. Apesar de o cantor ter vindo a Portugal principescamente pago pelo Banco, não moldou a sua consciência ao evento. Bob Geldof tem razão. O BES também.
São as razões que a Razão desconhece.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Pobre Roma

O paspalho que venceu as eleições autárquicas em Roma, anunciou que vai anular o museu projectado por Richard Meier, construído em 2006. A obra foi edificada por gente que o fascista não respeita. Um museu pouco frequentável pelos da sua igualha. Itália está mal entregue. Os aldrabões ganham eleições e impõem a mesquinhez que os atola. Enleios que a Democracia suporta. Um doido varrido à solta numa cidade fantástica. Fantástica e pobre cidade.
Imagem: Projecto do arquitecto Richard Meier
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Tropa farsola
Um ciclone incomodou a população da Birmânia. Os militares que ditam as ordens tardaram no auxílio aos atingidos pela tragédia. Ao fim e ao cabo para quê salvar quem está sempre a levar no toutiço? Para isso sim, a actuação é imediata. Os militares birmaneses incomodam tanto como um poderoso ciclone.
Danças de salão
Alípio Ribeiro anda sempre a dançar com a mais feia. Agora que o homem chegou à conclusão que a PJ é uma polícia, há polícias da instituição que não acham. São especiais. Não querem misturas. Querem dançar noutro salão. Que diferença fará o local onde se dá a dança? Não faz parte das regras elementares do baile dançarmos com os nossos pares?
domingo, 4 de maio de 2008
O B'O errou
Um camarada e amigo do PSD teve a amabilidade de me corrigir a opinião publicada no passado dia 29. Alertado pela trasfega da coisa para os "blogues de papel" do Público, diz o meu amigo que a imagem encomendada recentemente pela direcção do partido era uma campanha específica, não tendo a pretensão de alterar o logotipo de sempre. Ok, as minhas desculpas pelo equívoco, mas, muito sinceramente não estou convencido. A julgar pela amostra que acima se reproduz, com tudo tão bem alinhado - letra e imagem em alegre convívio, sem complexos -, não vejo onde está a mensagem específica. Hum! querem enganar aqui o velhote?
Curso Intensivo de Gestão Financeira
Arnaut era o responsável pela promoção partidária quando o pagamento de uma campanha foi feito pela Somague à Novodesign. Ribau pede que o pagamento de uma coima seja feito em suaves prestações. Houve alturas em que o PSD esteve entregue a quem não se dá muito bem com números, ou não tem grande noção do que é a gestão financeira de uma organização partidária, logo, de contas partilhadas. Há estarolas que poderão gritar bem os slogans ou pendurar pendões na perfeição. Mas não os deixem mexer no dinheiro da loja. Para que não sofram o desgosto de a ver encerrada.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Pina Bausch

Tem hoje início o Festival Pina Bausch, no CCB, com a estreia de Nefés. Este trabalho baseia-se na passagem por Istambul de Pina Bausch e dos seus bailarinos, no Verão de 2002. Começa às nove em ponto. Para ver, ouvir e sentir ao pormenor. Até logo.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O candidato e o palerma que deus fez
Obama anda em palpos de aranha com o palerma do pastor da igreja lá do bairro. Deus anda muito descuidado com os seus representantes. Devia criar uns cursitos de formação.
O candidato a candidato à presidência do país onde não é possível candidatar-se quem não tenha fé na Virgem e não corra, fiou-se no seu guia espiritual. Arrependeu-se. Se calhar demasiado tarde.
É o que dá meter-se com palermas.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A cangalhada populista
Manuela Ferreira Leite pertence a um outro PSD. Um partido que só existe porque o padroeiro está em Belém. Sabemos que quem se filia num partido precisa destas adorações. É normal. Ferreira Leite quer manter essa fé. Agora propôe-se carregar com o andor. Poderá conseguir enquanto Cavaco estiver nos altares. Mas será procissão de curto percurso. Pedro Passos Coelho está a ensaiar outras passadas. E não se está a sair nada mal. Só falta ver-se livre da cangalhada "menezista". Esse passo é fundamental, meu caro Passos.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Redesign
Reparei que as "setinhas" que ornamentavam a apresentação da candidatura de Manuela Ferreira Leite eram as de sempre. A senhora não alinhou na mensagem sugerida pelo redesign "menezista". Estas atitudes ditam conceitos. Não respeitar uma alteração tão visualmente evidente é uma atitude. Só pode. Tudo vai voltar ao que era dantes. Ou não?
Não saímos disto
A Estónia e a Eslovénia vão ultrapassar-nos. Tem a ver com a capacidade que cada um tem de mostrar o que vale. A culpa só pode ser nossa. Toda a gente que entra na loja começa logo a vender mais. Ninguém dava nada pela Grécia e agora é vê-la radiosa e confiante. Pelo menos quanto baste. É que para nós, que já não estamos nada bem, avizinha-se um ainda mais reduzido crescimento económico. Somos o regime da cepa torta.
Acho que devíamos colocar um letreiro ali na fronteira. Dizia assim: TRESPASSA-SE.
Depois era esperar para ver.
Acho que devíamos colocar um letreiro ali na fronteira. Dizia assim: TRESPASSA-SE.
Depois era esperar para ver.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Ainda cá faltava este
Cunha Vaz, o homem que inventou Carmona Rodrigues e queria fazer da encomenda Menezes o próximo primeiro-ministro de Portugal, diz, em entrevista ao P2, que se for para a política é para mandar. É só mais um. Por enquanto não é motivo de preocupação. Mas nunca se sabe. Em terra de cunha, safa-se quem mete a dita. Este apresenta-se nas primeiras páginas. Há cunhas e cunhas.
Deixem passar esta linda brincadeira
Jardim diz que não tem tropas no continente. A tropa fandanga do costume chega-se à frente. O homem da Madeira começa a convencer-se da sua invencibilidade. O que parecia uma brincadeira de mau gosto está a tornar-se uma dor de cabeça para as tropas de elite. Um exército com os generais em delírio. Uma brincadeira perigosa.
domingo, 27 de abril de 2008
Wonderful world

Uma senhora agora com 42 anos viveu durante 24 sequestrada pelo próprio pai numa cave. Foi recorrentemente violada e teve filhos do energúmeno. Aconteceu na Áustria. De vez em quando surgem estas novidades fornecidas por países civilizados. Nós, que por dá cá aquela palha atiçamos logo o já tradicional "só neste país", ficamos espantados com tanta violência. Afinal a Áustria é um país longínquo. Há por cá muita bagunça, mas, com tanta violência física e psicológica, ainda não tivemos notícia. Há coisas que só acontecem aos outros, parece.
sábado, 26 de abril de 2008
Um animal de palco
Pedro Santana Lopes saltou para a arena. Na entrevista a Ana Lourenço, na SIC-N, encara a sua candidatura como uma esperança para o estado em que se encontra o país: isto nunca esteve tão mal, refere. Muito pior do que quando era ele o homem do leme. A verborreia instalou-se. O homem sofre imenso com a situação política e leva-se a sério. Andou este tempo todo a fingir que tinha profissão e que estava ocupado. Agora quer voltar ao seu ofício de sempre. Diz que é o único capaz de fazer frente a Sócrates. Disse também que ninguém tem obra feita neste país como ele. Não se riam, isto foi dito. Os "respeitáveis" do PPD/PSD estão em pânico. Vá lá, desta vez não houve interrupções: José Mourinho está no Algarve a acompanhar as obras de um hotel que vai abrir um dia destes, mas a notícia foi dada na normalidade dos jornais da noite. Ana Lourenço desta vez safou-se. Santana não.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Central de comunicação
Cavaco Silva queixa-se da falta de informação dos jovens portugueses.
Isto dito por quem se gabava de não ler jornais...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Fernando Pessoa | Walt Whitman
Momento de humor
Já havia Patinha, falava-se em Santana e ainda em outro qualquer cujo nome não me ocorre. Agora também Alberto João Jardim pode vir a candidatar-se à liderança do PPD/PSD. Perante esta alegria, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho parecem saídos de um filme de terror.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Lembrar ao povo, contar aos jovens

Quando recordo o 25 de Abril, salta-me na memória um desenho de João Abel Manta, representando um militar do MFA, em funções de cicerone, apresentando ao Zé Povinho as figuras do conhecimento - escritores, pensadores, artistas, políticos - a que os portugueses tinham pouco ou mesmo nenhum acesso até aquela data.
Foi esse Abril que me deu esperança. É esse Abril que nos visita muito entrecortadamente.
A Liberdade está aí. A Democracia também. Falta encontrar a Excelência.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Horta seca
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Ana Hatherly
Visita à exposição de Ana Hatherly no CCB. A própria acompanhou-nos nesta viagem pelo seu percurso. Uma viagem por uma vida sofrida mas fascinante. Uma manhã para lá do inesquecível. Conheci Ana Hatherly há um ror de anos, numa sessão na Biblioteca Municipal de Setúbal. Reencontrei-a agora. O Dia da Poesia levou os seus trabalhos até às paredes do CCB. Estiveram lá até hoje. Estive lá com os meus colegas do AR.CO. Que bom que foi.
domingo, 20 de abril de 2008
Até parece que há bruxas
Cavaco Silva e Jaime Gama, primeira e segunda figuras do Estado, inscreveram-se no clube de admiradores de Alberto João Jardim. Perdoam-se as má-criações, as ofensas pessoais e ao Estado, os atropelos às normas democráticas, tudo. Tudo o que foi dito e feito para trás é apagado com rasgados elogios. Ninguém está interessado em pôr a criatura na ordem.
Não se vislumbra o mínimo encanto num boçal em delírio, mas não é o que se percebe com estas exibições de apreço. O primeiro-ministro não faz tenções de pôr os pés na terra do soba disparatado. É melhor que não o faça mesmo. Sempre é o resistente que resta, e, pelos vistos, o contacto com o chefe madeirense no seu próprio terreno molda reconhecimentos a seu favor. Anda ali um feitiço qualquer.
História infantil
Carla Maia de Almeida e André Letria juntaram-se para contar a história de um rapazinho que não queria usar óculos. É um problema que atinge na infância todos os "caixa-de-óculos" assim como eu. Aquela coisa pendurada no nariz não tem jeito nenhum. Ainda por cima estimula brincadeiras parvas. Depois percebemos as evidências: vê-se muito melhor com o penduricalho. Há até uma idade em que achamos que dá estilo. Mas isso é muito mais tarde. A Carla e o André contam tudo muito bem contadinho com letras e desenhos. A Carla conseguiu, com as palavras certas, interpretar os dramas e vaidades deste conflito pessoal. O André desenhou tão bem que até sentimos o peso dos óculos no nariz.
A Carla e o André são também meus amigos. E eu fico muito contente por esta história estar tão bem contada.
Não quero usar óculos
Texto: Carla Maia de Almeida
Ilustrações: André Letria
Edição: Caminho
sábado, 19 de abril de 2008
Deambulatório
Passei pelo blog da Ana e deparei com este desabafo. Partilho aqui o meu agrado.
Em Itália, um aldrabão, que pinta o cabelo de preto asa de corvo, useiro em subverter os princípios mais básicos da democracia, está prestes a ganhar as eleições legislativas. Em Portugal, um monstrengo de olhos esbugalhados, alucinado, trata os deputados regionais sem um pingo de respeito, chamando-lhes tudo o que lhe apetece. Há quem ache graça. Na Venezuela, um demente, aclamado por tantos, acha perniciosos os Simpsons e resolve substitui-los pelo mamalhame siliconesco da Pamela Anderson. A democracia é o melhor dos sistemas políticos. Mas presta-se a cada vexame.
Em Itália, um aldrabão, que pinta o cabelo de preto asa de corvo, useiro em subverter os princípios mais básicos da democracia, está prestes a ganhar as eleições legislativas. Em Portugal, um monstrengo de olhos esbugalhados, alucinado, trata os deputados regionais sem um pingo de respeito, chamando-lhes tudo o que lhe apetece. Há quem ache graça. Na Venezuela, um demente, aclamado por tantos, acha perniciosos os Simpsons e resolve substitui-los pelo mamalhame siliconesco da Pamela Anderson. A democracia é o melhor dos sistemas políticos. Mas presta-se a cada vexame.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A crise e a vitalidade
António Borges diz que o que se está a passar no PSD não é crise mas sim vitalidade. Estranha concepção de vitalidade. Para alguém que conhece tão bem os mercados financeiros, provavelmente a crise económica que atravessamos é sinal de grande vitalidade democrática. Dispensava-se tanta vitalidade, não acham?
O quarteto era de cinema
Pedro Bandeira Freire morreu com o grande projecto da sua vida. Não resistiu ao encerramento do Cinema Quarteto. Muitos testemunhámos esta história de amor. Aquelas quatro salas mostraram-nos o mundo. A morte pode ditar finais menos felizes para intensas histórias de amor. Mas os momentos vividos fazem-nos recordar. Os momentos que passei no Quarteto são inesquecíveis. Muito obrigado, Pedro.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Redemoinho
Diz-se por aí que este PSD não chega ao Verão.
Nada mais errado: o Verão é que não chega ao PSD.
O céu continua encoberto e com acentuados arrefecimentos.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
A bonança tarda.
Esperam-se abertas.
Nada mais errado: o Verão é que não chega ao PSD.
O céu continua encoberto e com acentuados arrefecimentos.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
A bonança tarda.
Esperam-se abertas.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Muito obrigado por ter vindo
Independentemente do resto, o que se estranha é a surpresa com as tropelias de Jardim.
Estranha mesmo é a reacção de Cavaco, ou por outra, a falta dela. Perante esta afronta, talvez fosse mais sensato ter anulado a viagem à Madeira. Mandava o número dois do Estado. Assim como assim Jaime Gama até é capaz de ir a qualquer lado com o presidente do governo regional. Tudo se resumia a uma cordata troca de galhardetes.
Estranha mesmo é a reacção de Cavaco, ou por outra, a falta dela. Perante esta afronta, talvez fosse mais sensato ter anulado a viagem à Madeira. Mandava o número dois do Estado. Assim como assim Jaime Gama até é capaz de ir a qualquer lado com o presidente do governo regional. Tudo se resumia a uma cordata troca de galhardetes.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Que farei quando tudo arde?
Começam a ser corriqueiras, estas atitudes do PSD. O que Rui Gomes da Silva diz não incomoda por aí além: sempre se portou como um tonto. Já Alberto João Jardim, o modelo do líder Menezes, incomoda o sistema democrático. Primeiro porque é um exemplo a seguir pelo presidente do seu partido; depois porque se porta como um canalha. Ele é o fazendeiro que dá ordens a seu bel-prazer. Agora insulta o próprio Presidente da República: O "sr. Silva", como arrogantemente o tratou em tempos. Este soba sem trambelho comporta-se como se de um senhorio se tratasse. Um senhorio sem escrúpulos que domina como entende os arrendatários. A ilha não é dele, mas parece. Assim como o PSD não é de Menezes. E claro que também não parece. Aliás, aquilo já não dá ares a nada.
Pacheco Pereira já sugeriu uma bomba.
Mas que fazer quando tudo estiver em cacos?
Pacheco Pereira já sugeriu uma bomba.
Mas que fazer quando tudo estiver em cacos?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
The beginning song
Já conhecem este cd? Não? Então, se se cruzarem com ele, levem-no para casa e depois digam qualquer coisa.
Ouvi Rita Redshoes num concerto de bolso, ali em baixo, na FNAC Chiado. Apesar de ser coisa de algibeira, soube-me a tanto... Mas como eu não conhecia e gostei muito, portanto, soube-me a pouco, com diria o Sérgio Godinho. Foi por isso que desci lá abaixo, à secção de música, e saquei o cd de estreia. Agora vai passando e eu vou conhecendo a voz e as ideias de Rita. Por falar nisso: também se pode conhecer a Rita no seu blog, que já está ali na coluna da direita.
O prazer é todo meu.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Estes indestrutíveis gauleses
Os falsos recibos verdes são um escândalo.
A precariedade no trabalho, que atinge um quarto da população, é uma ameaça. O desemprego é desesperante. Trabalhar para aquecer, sem a devida paga, é uma sacanice indescritível. Os direitos sem deveres são uma constante: reinvidicamos o que merecemos e o que não merecemos. Ganhamos pouco e pagamos muito. Quando se tenta o equilíbrio, provoca-se o desequilíbrio, em nome de um qualquer equilíbrio sectorial.
Este país parece aquela aldeia gaulesa...
A precariedade no trabalho, que atinge um quarto da população, é uma ameaça. O desemprego é desesperante. Trabalhar para aquecer, sem a devida paga, é uma sacanice indescritível. Os direitos sem deveres são uma constante: reinvidicamos o que merecemos e o que não merecemos. Ganhamos pouco e pagamos muito. Quando se tenta o equilíbrio, provoca-se o desequilíbrio, em nome de um qualquer equilíbrio sectorial.
Este país parece aquela aldeia gaulesa...
Receituário
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Branco é...
O deputado Branquinho foi eleito pelo PSD e não se tem dado por ele. Agora resolveu atacar a contratação de Fernanda Câncio para um programa na RTP2. Branquinho preferiria, talvez, Cinha Jardim, Lili Caneças ou José Castelo Branco para apresentarem o programa sobre a vida nos bairros sociais. Acontece que estes prestimosos e persistentes colaboradores televisivos não estão preparados para lidar com a realidade sem cosméticos.
O líder Menezes vai acabar com a publicidade. Branquinho, se for ele a mandar, acaba com colaborações estranhas ao serviço.
Provavelmente, quando o PSD voltar ao poder, nem todos terão direito a trabalhar. A televisão estatal será uma incolor manta de retalhos arranjados lá por casa.
Fernanda Câncio é uma excelente jornalista.
Agostinho Branquinho é não sei o quê...
O líder Menezes vai acabar com a publicidade. Branquinho, se for ele a mandar, acaba com colaborações estranhas ao serviço.
Provavelmente, quando o PSD voltar ao poder, nem todos terão direito a trabalhar. A televisão estatal será uma incolor manta de retalhos arranjados lá por casa.
Fernanda Câncio é uma excelente jornalista.
Agostinho Branquinho é não sei o quê...
Last night
Moby lançou este novo trabalho. Já se vende por aqui. O embrulho é assim: bom como o milho. A música é... Moby. Mais Moby.
Eu estou a gostar. É ouvir.
The big painting

Esta impressionante pintura foi oferecida pelo autor à Tate Britain.
Agora têm de arranjar espaço para colocar o gigantesco trabalho de David Hockney - doze metros e tal de largura. Provavelmente é o que menos preocupa os responsáveis da instituição. A Tate está habituada a esdrúxulos desafios. Há sempre lugar para mais um.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Futuro próximo

Julieta do Vale inaugura na próxima quinta-feira uma exposição de fotografias suas. Chamou-lhe Futuro Próximo. As imagens foram todas feitas no Japão, país onde esteve suportada por uma merecida bolsa de estudo atribuída pela Gulbenkian.
A Julieta fez o estágio profissional na DDLX. E nós gostamos muito dela e do seu trabalho. Para justificar a mostra resolveu escrever estas bonitas palavras:
Dias em que me aproximo do futuro. Vejo que os elementos envolvidos no meu caminho mantêm um movimento inverso mas harmonioso. Toda a gente se dirige para onde vai e eu só ando. Preciso de arroz e de perceber porque está tudo tão bem iluminado.
O espaço de tempo entre acontecimentos dirige os pensamentos para algumas conclusões agradáveis. Procuro o incompleto. Os meios de transporte são confortáveis mas não adormeço facilmente. Tento representar o invisível que me rodeia.
Os ambientes apresentam uma assimetria que encanta, através do desequilíbrio e da aparente casualidade das coisas. Ao eliminar o que não é essencial, reduzindo as coisas à sua essência, o design japonês evoca um sentimento de infinidade.
O espaço é uma entidade com quatro dimensões: altura, largura, comprimento e tempo. Não é necessário estar cheio para ser útil. O vazio pode ser preenchido pela habilidade de cada um. No espaço aberto onde ficamos, podemos estruturar o fluir do tempo e beber chá verde. Podemos ver as pessoas que passam. Levam saquinhos cheios de pedras redondas. Mexem os braços duma maneira diferente.
Os dias são curtos e o vento é cortante. Posso descobrir outros caminhos sem me perder. Parece que respondo bem em japonês a perguntas que não percebi totalmente. Por alguma razão as coisas fluem.
Galeria Monumental
10 Abril > 7 Maio
Terça a sábado, das 15h00 às 19h30
Campo dos Mártires da Pátria, 101, Lisboa
Dias em que me aproximo do futuro. Vejo que os elementos envolvidos no meu caminho mantêm um movimento inverso mas harmonioso. Toda a gente se dirige para onde vai e eu só ando. Preciso de arroz e de perceber porque está tudo tão bem iluminado.
O espaço de tempo entre acontecimentos dirige os pensamentos para algumas conclusões agradáveis. Procuro o incompleto. Os meios de transporte são confortáveis mas não adormeço facilmente. Tento representar o invisível que me rodeia.
Os ambientes apresentam uma assimetria que encanta, através do desequilíbrio e da aparente casualidade das coisas. Ao eliminar o que não é essencial, reduzindo as coisas à sua essência, o design japonês evoca um sentimento de infinidade.
O espaço é uma entidade com quatro dimensões: altura, largura, comprimento e tempo. Não é necessário estar cheio para ser útil. O vazio pode ser preenchido pela habilidade de cada um. No espaço aberto onde ficamos, podemos estruturar o fluir do tempo e beber chá verde. Podemos ver as pessoas que passam. Levam saquinhos cheios de pedras redondas. Mexem os braços duma maneira diferente.
Os dias são curtos e o vento é cortante. Posso descobrir outros caminhos sem me perder. Parece que respondo bem em japonês a perguntas que não percebi totalmente. Por alguma razão as coisas fluem.
Galeria Monumental
10 Abril > 7 Maio
Terça a sábado, das 15h00 às 19h30
Campo dos Mártires da Pátria, 101, Lisboa
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Moda Outono-Inverno 2008/2009
Menezes diz que quer um "PSD à moda de Alberto João Jardim". A inspiração para os próximos desfiles está revelada e não causa espanto. Esperemos que haja folclore madeirense na "passerelle".
Em tudo isto parece haver alguma precipitação. É que não é seguro que seja o estilista Menezes a escolher os modelos. Ainda falta ano e meio. Todos sabemos que as modas passam depressa.
domingo, 6 de abril de 2008
O Coelho vai de mota
Já muito foi dito sobre o novo emprego de Jorge Coelho. Ilegalidade não há. Há Mota-Engil. E há muita pachorra para aturar tanta pouca vergonha. Coelho é um conhecido"manteigueiro". Antes de comentar uma actividade aparentemente criticável, declara a sua simpatia pelo objecto da crítica: "um grande amigo", "um homem integro", "um grande profissional". Com tanto mimo semeado é natural que colha frutos. Eles aí estão. E são de betão.
My iPhone
Há muito que utilizo os produtos lançados pela empresa de Steve Jobs. Lido diariamente com os computadores e com as respectivas ferramentas. Em Fevereiro chegou às minhas mãos mais um elemento da família apple. Serve para telefonar, mas provoca muitos mais desafios. É um comunicador incrível. Falo nisto devido ao post do Daniel Oliveira. Sou testemunha do seu entusiasmo. Encontrei-o no dia da aquisição, e digo-vos: o gajo tem razão para estar entusiasmado. Esta é mesmo uma das mais fascinantes criações do pessoal da maçã dentada.
O que está na fotografia é o meu. Não direi que estou apaixonado, como o Daniel, mas gosto muito dele.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Oportunidade
A tribo do PSD madeirense vai a fogo de conselho. O soba já disse que os arautos do reino, os jornalistas do continente, não vão pôr os presuntos à volta da fogueira. Um dos chefes tribais, um tal Gabriel Drummond, já ameaçou quem decide: se as coisas não mudarem é decretada unilateralmente a independência do arquipélago.
Apelo ao Governo da Nação: embora aproveitar?
Obras na sala de operações
O B'O anda em manobras de actualização. A coluna do lado direito foi alterada. Os blogues pessoais passaram para a categoria de consultórios particulares. Os com mais participações continuam nas clínicas privadas. Vai surgir a cirurgia estética, para os estetas, e a sala de espera, para quem não posta há muito. Fora de portas está quem está lá fora, a fazer pela vida.
Prometo ser breve.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O que é o teatro?
Há uma exposição, editada pela Direcção Geral das Artes, que anda por aí. Foi lançada no Dia Mundial do Teatro, chama-se O Que é o teatro?, foi comissariada por Maria João Brilhante e tratada visualmente por nós, na DDLX.
Procurem-na. Deve estar num teatro, escola ou sede de autarquia aí perto.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Maria Helena Vieira da Silva
Vieira da Silva faria este ano 100 anos. A Fundação que preserva o seu nome e trabalho inaugura hoje uma exposição a que foi dado o título Vieira da Silva Un élan de sublimation - Um percurso iniciático através da obra.
McCullers
Inês Pedrosa vai estar na Fundação Luso-americana, para conversar sobre Carson McCullers.
A sessão é integrada no ciclo ASAS SOBRE A AMÉRICA/WINGS OVER AMERICA, organizado por Filipa Melo.
Amanhã, a partir das seis e meia da tarde.
Fundação Luso-Americana
Auditório | 18,30 h.
Rua do Sacramento à Lapa, 21, Lisboa
terça-feira, 1 de abril de 2008
Serviço de catering
As palavras de Jaime Gama, no Funchal, não merecem o alarido que por aí vai. Trata-se de mero discurso institucional. Esperavam que o homem lá fosse e arrasasse? Isso não são contas do seu rosário. Quem tem de mandar abaixo o "Bokassa" é a oposição madeirense. Não sei de que se queixam. Queriam a papinha toda feita, e servida directamente pelo continente? E não querem mais nada?
Um homem justo e bom
Marinho Pinto, o líder dos causídicos, é um humanista. Preocupa-se com toda a gente. O seu zelo vai ao ponto de defender, em apelos à justiça, um líder de extrema-direita, confesso nazi, acusado de algumas má-vontades para com cidadãos incomodativos. O Bastonário é um homem justo e bom. Completamente fora dos padrões convencionais. Felizmente não somos todos iguais. O dr. Pinto até está solidário com quem defende uma única forma de estar no mundo. Longe de gente de cor diferente: uns chatos que só servem para incomodar.
Grande humanista, o dr. Pinto.
Não terá mais causas para defender?
Não terá mais causas para defender?

Fui convidado para mandar umas bocas no aeiou.
Aceitei.
Esta é a primeira bola a sair do saco.
Vão até lá.
www.aeiou.pt
Aceitei.
Esta é a primeira bola a sair do saco.
Vão até lá.
www.aeiou.pt
segunda-feira, 31 de março de 2008
Arquitectura distinguida
Jean Nouvel vai receber o Pritzker. O prémio reconhece um grandecíssimo arquitecto e, mais uma vez, prestigia-se.
União por decreto
A Igreja Católica controlar os seus adeptos não traz mal nenhum ao mundo. Quem se põe a jeito que lide com o assunto. Agora, querer meter o bedelho na vida de todos nós, tentando influenciar o Governo, já não é reza para levar amén. O divórcio, tal como o casamento, são acordos que devem ser tratados entre as partes envolvidas. A sua permissão em absoluta liberdade não dita um fim para a instituição que une duas pessoas. Antes consolida a possibilidade de perceber o seu funcionamento. Ninguém é feliz por decreto. Procura-se a felicidade experimentando: às vezes a gente engana-se; outras não. É a vida.
As decisões institucionais estabelecem regras. Mas, já agora, que essas regras sejam razoáveis e civilizadas. A bem das instituições.
Imagem do filme Quatro casamentos e um funeral
domingo, 30 de março de 2008
Outro cromo
Paulo Portas já percebeu os motivos da agressão aos professores nas salas de aula. Tudo tem a ver com a política da Ministra da Educação.
O problema da violência nasceu com Maria de Lourdes Rodrigues, portanto. Faz esta revelação com ar sério, irritado mesmo, ungido por toda a razão do mundo. Que escola terá frequentado o líder do PP na sua adolescência?
O regresso
António Borges, a eterna reserva do PSD, resolveu saltar para o palco da política nacional com declarações polémicas. Menezes que se cuide, já se avistam as barbatanas dos tubarões do partido. O estilo parece ser o mesmo do líder actual: andar para a frente sem olhar para o lado, e atacar sem olhar consequências. O tubarão é um animal político perigoso: dilacera a vítima sem piedade. Todo o cuidado é pouco.
sábado, 29 de março de 2008
Cromos
Anda por aí grande desassossego por causa do horário de transmissão de uma telenovela. Uma senhora que eu já não me lembrava que existia desde os meus dez anos, tornou-se arauto da coisa. A tal senhora, ultimamente mais conhecida por apoiar Presidentes da República ganhadores, para depois aparecer na janela da aclamação no dia da vitória - aconteceu com Sampaio e Cavaco - aparece agora como porta-voz da justa luta pela difusão da "Vila-Faia" depois dos telejornais. Simone de Oliveira - é assim que se chama a criatura - nunca encantou enquanto cantou. Foi voz da acomodação nacional-cançonetista. Agora convenceram-na das suas virtudes como grande senhora da canção. E ela acreditou. Enche noites com entrevistas e inenarráveis espectáculos de homenagem. Confunde irreverência (tabaco que nunca fumou), com indelicadeza. Chama badameco, sem meias palavras - que coragem! -, ao director de programas da RTP, José Fragoso, só porque este parece não estar disposto a satisfazer as suas impertinências. Mais uma justiceira convencida da sua imensa razão. Só não percebi a razão de se fazer de novo a porcaria da telenovela.
O grande Jerónimo
Jerónimo de Sousa aparece em todas. É herói de reformados em fúria contra o Governo. Defende, com ar pesaroso, o estado em que se encontra a dignidade dos professores. Lamenta a instabilidade no Ensino. Quem ligar as televisões, na hora a que passam os noticiários televisivos, fica com a sensação de que um incansável justiceiro zela pelos nossos direitos. Todos os cidadãos portugueses deveriam ter memorizado o número de telemóvel do grande Jerónimo. Dava jeito. A gente tinha uma aflição qualquer e pimba, ligava ao homem para ele denunciar o atropelo nos telejornais. É que, por cá, ao contrário do que se passou até há bocadinho na pátria do camarada Fidel, já há muito que o pequeno aparelho serve para comunicar. Estes valorosos democratas até reconhecem a utilidade do pequeno telefone. Mas a sua utilização é mais útil ainda quando se combate o Poder burguês e reaccionário. E a gente tem de ter paciência para isto tudo.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Pátria, morte e telemóveis
Raul Castro, o novo capataz lá da ilha, autorizou o povo cubano a comprar telemóveis. Até aqui, este luxo asiático estava vedado ao povo simples e feliz. Claro que com a intenção de evitar a degradação das mentes. A palavra de ordem tem sido "Patria o muerte". Telemóveis não estava previsto. O irmão Castro ainda vai estragar o povo com mimos.
Deambulatório
Dei uma passeata pelos arredores. Cruzei-me com dois novos vizinhos que merecem visita. Aqui estou eu a dar as boas vindas.
Um faz fitas, vive em Madrid e é uma surpresa permanente.
A minha amiga Maria João Rolo Duarte, jornalista, vive aqui mais perto, no Campo Grande, nome que escolheu para o seu lugar de opinião.
Força nos dedos!
A minha amiga Maria João Rolo Duarte, jornalista, vive aqui mais perto, no Campo Grande, nome que escolheu para o seu lugar de opinião.
Força nos dedos!
quinta-feira, 27 de março de 2008
Mudanças na educação
A actriz protagonista do filme "Dá-me o telemóvel velha do caraças" e o seu realizador, vão mudar de estúdio. Ou seja, vão ser corridos da escola onde aprenderam a ser o que são hoje. Se isto é uma solução ou não, não sei. Sei que é assim como varrer o lixo para debaixo da carpete.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Não será melhor falarmos da educação dos pais?
A utilizadora do mais famoso telemóvel do país vai ser julgada. Em Tribunal de Menores, já que, como a idade não perdoa, a situação assim o exige. Claro que este caso foi eleito para servir de exemplo. Agora é a moça que se lixa com a história da divulgação do filmezinho no YouTube. Caiu nas malhas que lhe comandam a vida. Mas há uma coisa de que pouco se fala, quando se fala de violência nas escolas: então os papás e as mamãs não têm nada a dizer? Provavelmente pensamos que basta armá-los de telemóvel e largá-los nas redes de comunicação cada vez mais acessíveis. A gente compra aquela caixinha que traz o aparelho, com todas as vantagens incluídas, e pensamos que vem lá tudo: educação, conhecimento, ocupação de tempos livres e até um manual de boas maneiras. Depois é só dar um beijinho à saída e outro ao deitar, e já está.
Vamos longe, vamos.
Vamos longe, vamos.
terça-feira, 25 de março de 2008
Decidam-se, pois
Como já foi dito, e tão bem, eu calo-me.
Há coisas que não entendo. Quando se fala, em abstracto, em combater a «fuga ao fisco» todos estão de acordo. Quando, em concreto, o Fisco procura inquirir situações em que a fuga aos impostos é frequente – os banquetes de casamentos e serviços associados, desde fotógrafos a floristas, por exemplo – cai o Carmo
e a Trindade. «Coitados» dos contribuintes são «ameaçados» com a aplicação da lei. Pressionado pela comunicação social que, quase abertamente, defende a fuga aos impostos, lá vem o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, falar em «excesso» das Finanças. Afinal, querem combater a fuga ao fisco ou não?
Decidam-se!
Tomás Vasques hoje há conquilhas
Há coisas que não entendo. Quando se fala, em abstracto, em combater a «fuga ao fisco» todos estão de acordo. Quando, em concreto, o Fisco procura inquirir situações em que a fuga aos impostos é frequente – os banquetes de casamentos e serviços associados, desde fotógrafos a floristas, por exemplo – cai o Carmo
e a Trindade. «Coitados» dos contribuintes são «ameaçados» com a aplicação da lei. Pressionado pela comunicação social que, quase abertamente, defende a fuga aos impostos, lá vem o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, falar em «excesso» das Finanças. Afinal, querem combater a fuga ao fisco ou não?
Decidam-se!
Tomás Vasques hoje há conquilhas
segunda-feira, 24 de março de 2008
Uma aventura na sala de aula
O caso choca. Uma professora é agredida por uma aluna perante gáudio da turma. Bastou a confiscação de um incomodativo telemóvel -utensílio, como é sabido, indispensável a qualquer adolescente-, para que a rapariga de passasse dos carretos. A professora resistiu. Os alunos davam instruções à colega. Parecia uma daquelas sessões de luta americana em que tudo é a fingir. Mas aqui era tudo mais a sério. Cenas desta acontecem um pouco por todo o país. Já há quem defenda expulsões e outros castigos exemplares. O "antigamente" vem logo à baila. Como se antigamente tudo fosse exemplar. É preciso entender e reagir ao que se está a passar. Mas com os instrumentos do presente. Comecem pura e simplesmente a excluir, sem tentar perceber o porquê desta agitação, e vão ver onde vamos parar.
sábado, 22 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Jogo limpo
O Presidente português não vai à festa de abertura dos pequineses Jogos Olímpicos. Haverá certamente pouca vontade de apertar a mão a gente que as tem sujas de sangue. Esta olímpica chinesice será uma tentativa de polir um regime que, por muito que tente, já não convence ninguém do seu brilho. Ver o Desporto como pano amaciador é estranho.
Cavaco fez bem em não se inscrever na brigada de limpeza.
Cavaco fez bem em não se inscrever na brigada de limpeza.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Bairro Alto com seus amores...
Parece que a Junta de freguesia do Bairro Alto quer que os cozinheiros lá da zona se deitem com as galinhas. A ideia é preservar o descanso dos velhotes que lá moram. Mas será esta a solução que porá cobro ao pouco descanso actualmente existente? Não creio. O Bairro Alto é um lugar de divertimento nocturno que precisa de requalificação. Precisa de cuidados estéticos e éticos. As inscrições murais, os assaltos e a venda de droga não são flor que se cheire. E o sono dos ocupantes diurnos deve ser preocupação da Junta, de facto. Mas, fechar as cozinhas dos restaurantes às dez da noite, sem se ter em conta os desenvolvimentos dos últimos anos, é matar a zona. Se calhar há quem ainda se lembre com agrado dos tempos da prostituição e dos desacatos em pleno dia. Convenhamos que não é por aí que se requalifica coisa alguma. A ocupação das cidades deve ser feita por todos. A vida das cidades é a vida de todos nós. Lisboa tem de contar com todos. Em princípio todos deveremos ter direito à felicidade, onde o acharmos possível. Para isso é preciso pedir aos causadores da violência e do mau-estar actualmente existente que se retirem. Não será fácil gerir um papelinho destes, reconheço. Mas é para pensar em soluções e trabalhar no sentido de resolver os problemas que os autarcas são eleitos. Cortar a direito, sem perceber consequências deveras desagradáveis, não me parece a melhor resposta, nem para o divertimento, nem para o descanso do pessoal.
Serão os próprios velhotes a ter saudades do tempo em que havia animação, aposto.
Serão os próprios velhotes a ter saudades do tempo em que havia animação, aposto.
terça-feira, 18 de março de 2008
Quem tem vagar...
Proibir piercings e tatuagens, a quem está autorizado a fazê-lo, é parvo e contraproducente. Já estou a ver a correria às "clínicas" clandestinas.
O apetite para a transgressão que as proibições despertam é tão vulgar como a necessidade que certa gente tem de proibir tudo e mais alguma coisa. Não podemos andar por aí a fazer a apologia da extinção de tudo o que não apreciamos. Nem mesmo quando somos deputados e estamos em posição de impor leis. Não dá.
O senhor deputado não terá mais nada para fazer?
O apetite para a transgressão que as proibições despertam é tão vulgar como a necessidade que certa gente tem de proibir tudo e mais alguma coisa. Não podemos andar por aí a fazer a apologia da extinção de tudo o que não apreciamos. Nem mesmo quando somos deputados e estamos em posição de impor leis. Não dá.
O senhor deputado não terá mais nada para fazer?
Cinemateca mexe
O Pedro Mexia foi nomeado número dois da Cinemateca. Mexia não é homem de aparelhos. Também não é tido como um cinéfilo empedernido, daqueles que acham que tudo começa e acaba nas salas de cinema. Pedro Mexia consome e divulga a Cultura como objecto de prazer. Sem obsessões militantes. Sem imposições de gosto. Isso é bom. Esta aquisição para a Cinemateca é saudável.
Só visto
O Daniel Oliveira foi condenado por chamar palhaço a Alberto João Jardim. Chamar palhaço a quem não se mete com ninguém. Insultar alguém que é senhor de uma conduta correctíssima e invejável. Só tu, Daniel.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Festejar o quê?
O soba do Funchal celebra 30 anos de exercício do seu poder. Há trinta anos que faz chantagem com o Governo da República, insulta, insinua, não paga dívidas, persegue adversários, entroniza o dislate.
Fez estradas e outros utensílios públicos civilizados. Preço elevado. Mas, em trinta anos, é suposto nada ser feito?
A festa é rija. O seu amigo Berardo, que na Madeira se anicha ao PSD e aqui a quem estiver no Governo, já lançou os foguetes: Essa coisa de não haver Democracia é treta, claro. No fim das contas, a Democracia só serve para empatar. A "obra" faz-se por cima de toda a folha.
Fez estradas e outros utensílios públicos civilizados. Preço elevado. Mas, em trinta anos, é suposto nada ser feito?
A festa é rija. O seu amigo Berardo, que na Madeira se anicha ao PSD e aqui a quem estiver no Governo, já lançou os foguetes: Essa coisa de não haver Democracia é treta, claro. No fim das contas, a Democracia só serve para empatar. A "obra" faz-se por cima de toda a folha.
Ai Tibete
O Dalai Lama chamou-lhe "Genocídio cultural". Enganou-se. Esse tormento já acontece há muito tempo. O que houve agora foi genocídio mesmo, daqueles com gente morta e tudo. Os dirigentes chineses continuam a torturar e a matar sem respeito pela dignidade humana. Até vão organizar o maior evento desportivo do planeta. Claro que todos vão participar. Ninguém vai virar costas a esta oportunidade. Quem vira costas a um gigante? E o gigante económico continua a ser o maior marcador.
domingo, 16 de março de 2008
Cinco anos
Houve uma cimeira convocada à pressa. Foi nas Lages, nos Açores. Daí a uns dias começou a guerra. Passados cinco anos e muitos mortos, não se encontra utilidade no confronto. Uma reportagem de televisão, sobre os sem-abrigo nos Estados Unidos da América, dá mais uma achega a esta realidade bem triste: muitos dos que vivem na rua são veteranos de guerra. Foram devolvidos sem esperança nem futuro. Poderosas depressões afastaram-nos das famílias. Há quem veja vantagens nesta guerra. Bush, por exemplo, viu. Agora, vai-se embora, encantado com a proeza.
sábado, 15 de março de 2008
O mundo a seus pés
A garrafa à direita da fotografia tem lá dentro um vinho a que foi atribuído um importante prémio, em França.
Sou testemunha da excelência destes conteúdos. Depois de fotografada, a garrafa que aqui figura foi consumida cá pelo rapaz. Um vinhão, só vos digo.
Os peritos franceses consideraram-no um dos melhores do mundo. Coloco-me humildemente de acordo.
Parabéns ao Jaime Quendera, o enólogo, e a Leonor Freitas, responsável da Casa Ermelinda de Freitas, que me ofereceu as garrafas do retrato, que tanto prazer me proporcionaram. Nunca as mãos lhe doam.
sexta-feira, 14 de março de 2008
A grande barafunda
O baronato do PPD/PSD continua em demanda com a actual liderança. Dias Loureiro lembra que a actual direcção poderá controlar o que se passa entre paredes, mas não vai convencer o país em 2009. Acho que Loureiro tem razão. Mas, com esta gente, o país precisa de ser convencido de quê?
quinta-feira, 13 de março de 2008
Fraquezas humanas

Foi esta rapariga que "lixou" o governador democrata de Nova Iorque. E, dando ouvidos ao que já por lá soa, ainda vai estragar a campanha de Hilary. Enfim, o homem revela-se perante estas fraquezas. Fraquezas?!
A imagem vem no Público.
terça-feira, 11 de março de 2008
Rogério Ribeiro
segunda-feira, 10 de março de 2008
De luto!?
Ouvi hoje, na rádio, um professor do sindicato, eufórico com a atitude de os seus colegas se apresentarem de luto nas salas de aula. Provavelmente é verdade. E é ridículo.
Este braço de ferro entre os professores e a ministra vai encetar, com um texto a publicar brevemente, a minha participação no aeiou.
Depois faço a ligação aqui no B'O.
Até já.
Este braço de ferro entre os professores e a ministra vai encetar, com um texto a publicar brevemente, a minha participação no aeiou.
Depois faço a ligação aqui no B'O.
Até já.
A paleta e o mundo
As coisas não correm de feição para Sarkosi. O homem é obsessivo e baralha tudo à sua volta. Ora parece um bom estadista, ora parece um doido varrido. Quem começa a perder a paciência é o pessoal que o atura: os franceses. As eleições deste fim-de-semana já o demonstram. E não é Carla Bruni que lhe vai valer. Muito pelo contrário. Em França, como em todo o mundo, quem deve fazer vender as revistas cor-de-rosa é quem vive nesse mundo tranquilo. Os políticos devem ter outras preocupações. Nem sempre o presente de quem vota é pintado de cores vivas e alegres. Para muitos, o presente não é a cores e o futuro espreita negro. Sarkosi vive em tons de rosa, e borra a pintura toda quando mistura as tintas.
domingo, 9 de março de 2008
Bom vento
A esta hora, são dez da noite, parece que Zapatero já tem a vitótia assegurada. Os enleios da direita e dos católicos mais serôdios foram desfeitos. Espanha está a mudar. E parece que os espanhóis não querem que a mudança pare. Fiquei contente com esta festa da liberdade. Mas não devemos esquecer quem não pode participar no foguetório; o ex-autarca assassinado pela ETA.
Há muito trabalho na mesa de Zapatero. A Democracia dá muito trabalho. Na ditadura tudo é muito mais fácil: funciona só para alguns.
Erros meus, má fortuna
O comentário transcrito do der terrorist, no passado dia 4, pecava por imprecisões que já foram esclarecidas pelo seu autor. Coloquei aqui o texto integral porque as declarações do ex-deputado, se fossem verdadeiras, eram graves. Não eram.
O José Simões fiou-se em fontes inquinadas. Acontece. Errar é humano, e corrigir o erro é honesto.
Apesar de as minhas culpas serem por tabela, também peço desculpa aos atingidos por este erro, em especial ao André Machado, que reagiu de imediato. O post fica, para que a coisa fique documentada.
O José Simões fiou-se em fontes inquinadas. Acontece. Errar é humano, e corrigir o erro é honesto.
Apesar de as minhas culpas serem por tabela, também peço desculpa aos atingidos por este erro, em especial ao André Machado, que reagiu de imediato. O post fica, para que a coisa fique documentada.
Bom vento
A ETA voltou a matar. Os criminosos atacam quando a Democracia se manifesta.
A melhor resposta é a participação nas eleições que tanto os atormentam.
Mas a resposta não é dar a vitória ao papamissas do PP.
Espero que Zapatero continue como primeiro-ministro.
Até logo.
A melhor resposta é a participação nas eleições que tanto os atormentam.
Mas a resposta não é dar a vitória ao papamissas do PP.
Espero que Zapatero continue como primeiro-ministro.
Até logo.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Próxima paragem: Gaia
Já ninguém aguenta Menezes. A preocupação inicial prendia-se com o pendor para o populismo. Já não se fala disso. O que sobrou desse susto é bem pior. Uma tão grande inabilidade e falta de senso ultrapassam tudo o que é explicável. Já não há quem tente perceber o fenómeno. Todos o querem ver pelas costas.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Barrigada de histórias
Um livro de histórias do Alentejo. Do Alentejo profundo. Do Alentejo rural. Nesta hipótese de História, o que se pode encontrar são relatos de acontecimentos individuais, singulares, únicos. Quase sempre esquisitos. Extravagantes. Isolados e excêntricos, porém, apenas na aparência. No seu conjunto, na relação que entre si se propõe, formam tais episódios um curioso corpo. Perfazem um todo do qual sobressaem as mais poderosas dicotomias que enraízam uma certa portugalidade. A revolta e a resignação. A indignação e a indiferença. A fé e a incerteza. O subtítulo lança o aviso: Crença e insubmissão no Alentejo do século XX. Sendo que esta «crença» tanto se pode materializar na devoção religiosa propriamente dita como na ilusão, na alucinação, ou no logro que sempre acontece quando é farta a abundância de utopias políticas ou de prodígios sobrenaturais e, até, extraterrestres. Resta referir que estas são reportagens históricas, umas vezes mais lúdicas, outras mais etnográficas, outras mais documentais. São artigos que, no seu todo, consubstanciam uma grande reportagem sobre uma certa «História do Alentejo rural».
Paulo Barriga - Jornalista free-lancer, nasceu em Beja em 1968. Começou a carreira nas rádios locais. Trabalhou nas redacções do Diário do Alentejo, O Independente, Correio da Manhã e Visão. Foi fundador das revistas Imenso Sul, Alentejo Terra Mãe e A Outra Margem, da qual foi director. Entre 1995 e 1998, participou no projecto EXPO'98, primeiro como redactor do Expo Informação (do Público) e depois enquanto redactor do Diário da Expo (Diário de Notícias) e da Agência Expo de Informação. Publicou reportagens em órgãos como o Expresso, o Sol, a Grande Reportagem ou a Focus. É crítico literário do Diário do Alentejo e cronista do Correio Alentejo. Publicou livros no campo da reportagem histórica e da etnografia, entre os quais Castro Verde 20 Anos – A Revolução Transparente (1997) ou Campos de Concentração – O Envolvimento Português na Guerra Civil de Espanha (1999).Terra Vermelha - Crença e Insubmissão no Alentejo do Século XX
Autor: Paulo Barriga
Prefácio: Francisco Camacho
Edição: Guerra e Paz
112 Páginas
Colecção: O Passado e o Presente
Preço: 13,30 €
quarta-feira, 5 de março de 2008
Parabéns ao Público
Eu tinha vinte e oito anos quando o Público saiu pela primeira vez. Iniciámos então uma amizade que dura até hoje. Mantemos uma relação permanente. Diária. Tenho amigos entre quem o faz e nem sempre estou de acordo com o que é opinado. Tal e qual como com os amigos. Mas a melhor opinião está lá. São os meus amigos que têm as melhores opiniões, mesmo quando não têm as melhores opiniões. Exactamente por isso é que são meus amigos.No primeiro dia em que o jornal saiu, um amigo meu, então já na casa dos oitenta, assegurava-me: "finalmente temos um jornal diário decente". O decreto era creditado pela sua longa vida profissional. Foi jornalista, em França, durante o período da guerra. Trabalhava para uma das principais agências noticiosas da pátria de De Gaulle. Chamava-se José Abreu. Era um prazer conversar com ele. Recordo-o neste dia em que o jornal que o acompanhava diariamente comemora mais um feliz aniversário. A ele com saudade. Ao Público com esperança.
Os descamisados
Rui Marques, um bom rapaz que usa a sua imensa vontade de ser saliente para gostar muito de desprotegidos, resolveu agora montar um novo partido. Esteve a contar os objectivos da coisa a Ana Lourenço, na SIC-N. A prestação foi notável: ele é excluídos, ele é bom-senso, ele é pontes de boa-vontade, ele é esperança... Esta é aliás a palavra do meio do novo movimento - MEP. Mas o novel dirigente político não se assoa a qualquer lenço. O seu posicionamento no espectro partidário é ao centro. Não, não é para afastar a malta de Portas das luzes da ribalta. O centro para ele é entre o PS e o PSD. No centro do poder mesmo. Mais uma inscrição para o chamado centrão. De resto, o discurso balofo, ao nível das declarações de concorrentes a miss Universo, é tão poucochinho que só se pode encaixar num espaço político inexistente. Insistiu muito na metáfora de "uma mesa para todos" para justificar o seu lugar nos salões. Esta gente às vezes safa-se. Esperemos que não seja o caso. Uma Evita de fato e gravata é o que menos falta nos faz.
terça-feira, 4 de março de 2008
Adivinha

Foi o José Simões que divulgou esta anormalidade.
Qual foi o ex-deputado qual foi, que, em debate decorrido esta tarde no Liceu de Setúbal, organizado por uma turma de Humanidades, e que contou com a participação de ex-deputados do PS, PSD e PCP, afirmou perante um auditório completamente cheio de alunos e professores, entre outras coisas, que, ao contrário do que por aí se diz, não acha que os jovens de hoje leiam e escrevam pouco, porque comunicam de outras formas, por sms, no msn, ou no hi5; por exemplo. E que acha uma seca ter de estudar Gil Vicente e Eça de Queiroz, por terem coisas que não interessam nada; e que não é grave os alunos não terem contacto com as obras dos autores portugueses, porque, mais cedo ou mais tarde, acabam por encontrar citações desses mesmos autores na net.
Uma dica: é do PSD
Qual a razão de se convidar um apologista da ignorância para falar a alunos de uma escola secundária?
Vá lá, vá lá que é ex~deputado. Haverá por lá mais gente desta? Huuuuummm.
Um “achista” à solta
O Pedro Rolo Duarte achou o mesmo que eu ao visionar a intervenção desta criatura no último Prós e Contras.
E eu não resisti em fazer passar para aqui o achado:
Lá estão de novo a debater o tema da educação. Hoje numa perspectiva enriquecida pelo olhar de sábios como João Lobo Antunes e António Câmara. O debate não corre mal.
Mas às tantas vejo levantar-se e falar Carlos Coelho, o homem que os media elegeram para se pronunciar sobre marcas, logótipos, imagem, marketing (Portugal tem esta característica quase risível, porém verdadeira: de vez em quando descobre um “especialista”, fixa-lhe o numero de telemóvel, e ei-lo a fazer jus à ideia do “cair em graça”...).
Carlos Coelho é um bom profissional – mas não é tão bom quanto ele se julga. É um excelente vendedor de si próprio, mais do que dos produtos que lhe pedem visibilidade. Não percebo o que pode acrescentar a este painel sobre educação – nem ele, pelos vistos, dado que debita em escassos minutos um conjunto generoso de baboseiras sem nexo, apelando ao apaziguamento da crise entre professores e Ministra. Estou a tentar concentrar-me no que diz, mas não consigo porque não percebo onde quer chegar. Ele também não percebe, enrola-se nas palavras, evoca os filhos que estudam no estrangeiro mas não explica porquê, e às tantas elogia a escola portuguesa pela “sensibilidade” (??). Enfim, parece um espontâneo que entrou sem convite no auditório da RTP.
Para ler o resto vá até ao blogue do Pedro
E eu não resisti em fazer passar para aqui o achado:
Lá estão de novo a debater o tema da educação. Hoje numa perspectiva enriquecida pelo olhar de sábios como João Lobo Antunes e António Câmara. O debate não corre mal.
Mas às tantas vejo levantar-se e falar Carlos Coelho, o homem que os media elegeram para se pronunciar sobre marcas, logótipos, imagem, marketing (Portugal tem esta característica quase risível, porém verdadeira: de vez em quando descobre um “especialista”, fixa-lhe o numero de telemóvel, e ei-lo a fazer jus à ideia do “cair em graça”...).
Carlos Coelho é um bom profissional – mas não é tão bom quanto ele se julga. É um excelente vendedor de si próprio, mais do que dos produtos que lhe pedem visibilidade. Não percebo o que pode acrescentar a este painel sobre educação – nem ele, pelos vistos, dado que debita em escassos minutos um conjunto generoso de baboseiras sem nexo, apelando ao apaziguamento da crise entre professores e Ministra. Estou a tentar concentrar-me no que diz, mas não consigo porque não percebo onde quer chegar. Ele também não percebe, enrola-se nas palavras, evoca os filhos que estudam no estrangeiro mas não explica porquê, e às tantas elogia a escola portuguesa pela “sensibilidade” (??). Enfim, parece um espontâneo que entrou sem convite no auditório da RTP.
Para ler o resto vá até ao blogue do Pedro
Não matarás
A violência é assustadora. Estes recentes casos são chocantes. O desprezo pela vida humana, revelado em tanta crueldade, deixam-nos uma sensação de impotência face a um agressor sem rosto. Uma cobardia que nos indigna. Poderemos não estar perante algo organizado, mas não estamos habituados a demonstrações tão sucessivas de criminalidade aparentemente impune. Gostaríamos de andar por aí mais descansados. Quem o garante?
segunda-feira, 3 de março de 2008
Amplas liberdades
Simpatizantes do PCP manifestaram-se, sábado passado, pela liberdade. Oportuna iniciativa. Não é com certeza pela liberdade em Portugal, que existe e recomenda-se. O PCP defende o "internacionalismo proletário". Internacionalmente as coisas não estão nada bem. Há problemas e uma esperança em Cuba. Ingrid Betancourt está injustamente presa há um ror de anos, estando actualmente bastante doente. Na Coreia, que Bernardino declarou democrática, a Democracia não está com muita saúde. Na China, o capitalismo sem regras desafia as regras do comunismo. E os saudosistas das liberdades soviéticas negam as insuficiências que decretaram o fim do "socialismo científico". Com tanta limitação, é natural que surja a indignação. Foi o que agora aconteceu ao PCP: fez jus aos seus desígnios e lutou pela liberdade. Em liberdade, claro.
Processo em cima
Paulo Portas e Jaime Silva andam de candeias às avessas. Um problema de branqueamentos está a causar um certo mau-estar entre os dois políticos. As insinuações de ordem pessoal, quando lançadas dos púlpitos públicos, não são grande atitude. Jaime Silva foi desbragado na resposta às injúrias de Portas. Este, por seu lado, resolveu convocar uma conferência de imprensa onde anuncia que vai processar judicialmente o Ministro da Agricultura. tudo isto é lamentável, mas o ministro tem uma certa razão. Com a escuridão que paira sobre as decisões que nortearam na recta final o governo a que Portas pertenceu, não admira que hajam tentativas pouco saudáveis de branqueamento. Mas terão de ser os tribunais a aclarar estes comportamentos?
domingo, 2 de março de 2008
Erros meus, má fortuna
No post do passado dia 25, sobre a festa do cinema, errei de forma imperdoável. Já recebi os castigos devidos, via mail. Fui justamente acusado de ignorante por ter colocado o nome de Daniel Day-Lewis no lugar de Tommy Lee Jones, quando me referi ao filme realizado pelos manos Cohen. Já cumpri o castigo e remediei o erro.
As postagens às três da manhã, sem rede nem apelos a memórias mais consistentes, têm destas coisas. Algumas das críticas foram de uma elegância que só as imagino lavradas por quem obviamente nunca erra. Tanta competência assusta. Nem quero conhecer quem tanto saber irradia. De qualquer forma as minhas humildes desculpas.
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