terça-feira, 21 de novembro de 2017

OS MISERÁVEIS | Cada um defende os seus interesses. Os trabalhadores, perdão: os colaboradores das empresas e do Estado defendem aumentos salariais e condições de trabalho. Os patrões, perdão, os empreendedores defendem a manutenção da estabilidade das empresas mesmo que isso obrigue os seus colaboradores a viverem miseravelmente. Não sei se esta disputa entre contrários ainda se chama luta de classes. Provavelmente não. O salário mínimo que é proposto não representa nada por aí além. Ser contra a sua aplicação é ser contra a dignidade do ser humano. É de um mínimo de razoabilidade que falamos. E o representante dos empreendedores deveria revelar um mínimo de respeito pelos colaboradores. Há gente que mesmo tendo muito dinheiro não passa de miserável. São outras misérias.
Fonte Observador
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ANDRÉ CARRILHO EM SETÚBAL | Um viajante com o estojo de desenho e pintura na mochila. Foi este papel que André Carrilho desempenhou por esse mundo. A exposição esteve em Lisboa, na Abysmo galeria e vai agora viajar até Setúbal, onde as surpreendentes aguarelas do ilustrador vão estar à disposição do nosso olhar. Também estão disponíveis para venda, devidamente assinadas pelo autor. Isto vai acontecer até ao fim do ano. Abre na próxima sexta-feira, às 17 horas, no espaço A-MAR Setúbal. Até lá.
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O SEXO DOS ANJOLAS | O senhor prior desculpe que mal pergunte: mas a ideia não é os padres não pensarem sequer em sexo? Assim sendo, que importa serem assim ou assado?
Ai, essa cabecinha tão fora.

Fonte TSF
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sábado, 18 de novembro de 2017

AGORA A SÉRIO | Parece que isto é mesmo a sério. Lá diz o ditado: quem nasce parvo, tarde ou nunca se endireita.
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CONSCIÊNCIA DE SITUAÇÃO | A "ante-estreia" foi na Casa Da Cultura | Setúbal no passado dia 10, em sessão Muito cá de casa. Garantido: vale a pena ouvir António Araújo. E vale a pena ler este ensaio rigoroso sobre o que aconteceu naquela manhã de setembro. A apresentação é já na próxima segunda-feira. Até lá.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS | Isto passou-se numa qualquer noite, no final dos anos setenta do século que passou. Foi há um bocadinho. Já estávamos em democracia, portanto. Depois de um espectáculo musical, uma mulher que seguia por uma rua da cidade, foi incomodada por um homem que a assediava. O indivíduo segredou-lhe impropérios, esclareceu-a sobre a sua superior técnica de actuação sexual, e até a apalpou. A mulher, vendo que se aproximava de uma delegação da PSP, apelou ao senhor guarda — chamávamos assim aos agora agentes — que estava de vigia à porta da esquadra, em registo sonoro de pedido de socorro, que a socorresse. O agente, incrédulo com o tal registo sonoro, nada fez para valer à mulher. Indignada, a mulher entrou na esquadra com o intuito de corrigir uma situação que lhe pareceu atitude do passado, praticada com frequência no tempo do regime de que nos tínhamos livrado. Tempo houve em que as mulheres eram obrigadas a pedir aos maridos autorização oficial para sair do país, por exemplo. Nesse tempo, a violência era ornamentada por brilhantes esclarecimentos: "as que caem no chão é que se perdem", ou " estava mesmo a pedi-las", ou, a tirada ainda mais insolente e incompreensível "entre marido e mulher não metas a colher." Mas voltemos ao caso da minha amiga. Sim a mulher era minha amiga, daí eu conhecer tão bem a história. Indignadíssima e à beira de um ataque de nervos, descreve o que lhe sucedeu ao senhor agente de serviço no interior do estabelecimento de polícia. O homem resolve ser didáctico e esclarecedor: mas a senhora acha normal andar a esta hora sozinha na rua? Perante esta atitude para ela inesperada, a mulher atinge momentos de delírio. De "histeria", acrescentam os agentes de serviço em coro, já em modo clínico. A situação inverte-se, sendo a mulher ameaçada por desrespeitar a autoridade. 
Se tiveram a pachorra de acompanhar esta história até aqui, já devem ter percebido o que aconteceu a seguir. Provas da agressão? Há testemunhas? O agente que estava à porta não conta, e a senhora ainda por cima desautorizou-o. Assim como desrespeitou as autoridades. Perdeu a compostura. Vá para casa e tenha mais cuidado com as saídas nocturnas. 
Resumindo: ficou tudo em águas de bacalhau, com se dizia muito na altura.

Ocorreu-me esta história verídica ao ler esta boa notícia. As decisões institucionais são de louvar. É sempre bom vermos as autoridades ao serviço dos cidadãos e das cidadãs.
Só espero que os agentes que atenderam a minha amiga já não estejam ao serviço.

Fonte DN
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

É NOSSA | Era o slogan salazarista. Angola era dos fascistas portugueses. Depois, independente, fez alguns ajustes e passou a ser de uma família e seus protegidos. Agora surge uma esperança. Angola vai ser dos angolanos? Ou será apenas um ajuste lá entre eles?
Fonte Expresso
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017



RECORDEMOS | Estávamos em 1986. Março, mais precisamente. O livro TERRAL, de Miguel de Castro, foi a primeira publicação da Estuário. Editora criada para pequenas edições mais viradas para o convívio com os autores do que para o sucesso comercial. É por isso que aqui recordo o momento do lançamento. Foi no fantástico FORA DE MODA, bar que na altura era a alternativa aos ambientes manhosos dos bares de então em Setúbal. Os donos eram os meus amigos Henrique Guerreiro e AntónioJorge Piçarra.
Passo às apresentações: Henrique ajusta pormenores, vendo-se também na fotografia Viriato Soromenho Marques, que apresentou o trabalho, e o próprio Miguel de Castro. Na outra imagem apareço eu a proferir vulgaridades, tendo ao meu lado o Viriato, nitidamente ansioso por intervir. E na outra fotografia aparece o nosso amigo Carlos Rodrigues — Manel Bola — que se dispôs a recitar os poemas transformando um deles — e para surpresa de todos — em fado. Nessa faceta acompanhado por outro amigo: o Albano. Miguel de Castro sempre atento.
E pronto, foi o que me apeteceu recordar. Alguns vão-se lembrar da cena. Outros ficam a saber que a vontade de fazer coisas em cultura com exigência e rigor sempre existiu. Mesmo sem tecnologias de ponta. Apesar de as tecnologias darem uma certa ponta.

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

OS CRIMINOSOS TAMBÉM SABEM CANÇÕES DE AMOR | Um canta canções de amor ao outro. O criminoso assumido também procura a beleza. E não é apenas no contexto capilar. Pinta o cabelo — há sempre qualquer coisa que une as almas apaixonadas —, mas também canta e apela ao homicídio. Percebe-se aqui uma certa estética. Uma estética da morte.
Fonte DN
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

IRENE PIMENTEL NA CASA DA CULTURA | Irene Flunser Pimentel é a convidada da próxima sessão Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | SetúbalIrene é cidadã antes de ser historiadora. Isto anda tudo ligado. O livro que agora publicou e que vem apresentar a Setúbal é uma laboriosa pesquisa pelos meandros do desmantelamento da tenebrosa polícia política do Estado Novo. Foram justos os apuramentos? Ficaram pides por julgar? Vamos ver isso com a historiadora. E vamos conversar com a cidadã. Senhora de uma muito bem preenchida biografia, destaco apenas dois pormenores que estão ligados a gente grande: foi Prémio Pessoa em 2012, e escreveu uma importante biografia de José Afonso. E este encontro vai ser na sala José Afonso. Toda a curiosidade é bem vinda. E pronto, aguardamos comparências. Até lá.
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sábado, 11 de novembro de 2017

MUITO CÁ DE CASA COM ANTÓNIO ARAÚJO | Foi um grande privilégio nosso, esta conversa com António Araújo. Historiador, ensaísta, articulista, assessor de Presidentes, mas, acima de tudo, homem atento ao lugar que ocupa o ser humano no mundo. A imagem como ponto de partida para a interpretação de sentires e sentimentos. Esclarecedoras intervenções de João Paulo Cotrim e de Bruno Portela. Mais uma excelente noite de convívio Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. Sabe bem estar com quem sabe.
Fotografias de Fernando Pinho

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017


REGRESSO AO PASSADO | Vou mostrar umas coisas na Casa d'Avenida. Coisas que fui buscar ao fundo de um baú imaginado. Fui lá buscar materiais que contam histórias. Recuperei aquela tralha, coberta com o pó dos dias, e acrescentei mais poeira e mais coisas ainda. Depois limpei tudo e o que agora ali vai estar é resultado de uma imensa vontade de mostrar coisas novas. Limpas, pelo menos. Desafiei mais quatro amigos para o convívio: António CabritaHelder Moura Pereira , Maurício Abreu e João de Azevedo. Depois digo que cordelinhos vão eles puxar.
A Casa d'Avenida vai ter um café. Um café tradicional, mas que se acomoda no presente. Um café dos nossos dias onde podemos ir todos os dias. Os meus trabalhos estendem-se a este novo lugar. Ideia da Maria João e do João Frade, que muito me agrada e entusiasma. Apareçam por lá. Até já.

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O DESESPERO SEGUNDO ANTÓNIO ARAÚJO | Eram suicidas as pessoas que se atiraram das torres naquela manhã daquele dia 11 de setembro? António Araújo consultou tudo o que lhe foi parar às mãos. Viu documentários, leu relatos e até ficção literária. O resultado é este importante documento agora editado pela abysmo. Um rigoroso ensaio que aborda a "consciência de situação". O design editorial foi assinado por nós, na DDLX Design Comunicação Lisboa. Vamos ter o privilégio de falar com o autor sobre tudo isto. Com ele vêm o editor, João Paulo Cotrim, e o fotojornalista Bruno Portela, que abordará o papel do fotojornalismo perante o desespero. Eu, que estava perto das torres quando tudo aconteceu, vou moderar o debate. Todos muito bem documentados, portanto. Todos faremos mais um excelente convívio Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. É amanhã, sexta-feira. Façam por estar presentes. Não têm de agradecer.
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O PROIBICIONISTA METAFÓRICO | Há quem goste de proibir por razões ideológicas. Há quem fique tentado em proibir por motivos religiosos. Há quem sugira a proibição por metáfora. Foi o que tentou fazer este Leitão Amaro. Mas, inábil no verbo, transformou a pretensão em mera expressão de uma idiotice. Há idiotas mais habilidosos na utilização das metáforas.
Fonte Observador
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SIMPLIFICAÇÕES | Se calhar até podia ficar logo inscrito no cartão de cidadão. Assim: IDIOTA. Mas servia para alguma coisa? A estupidez não se inscreve nos formulários oficiais. É vivida com toda a intensidade.
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

FARTAR VILANAGEM | É o grande regabofe. Reis, príncipes e "nobreza" sem título fazem pela vida como se não houvesse amanhã. O que é preciso é salvar o património pessoal. Súbditos, a populaça em geral, ou seja, os contribuintes que se lixem.
Fonte ZAP
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domingo, 5 de novembro de 2017

SEM PERDÃO | O senhor era marxista e "desviante sexual", seja lá isto o que for. Não se percebe o que será pior para os acusadores. Provavelmente dois defeitos sem perdão. Geralmente é assim: é denunciado alguém que apresenta problemas evidentes, e depois é só juntar gente "problemática" porque estas coisas são mesmo assim. Aparecem caçadores de fama e proveito. Gente que foi molestada e gente que quer ser apreciada pela sua "coragem". Claro que assédio é crime. Assediar é forçar. É exercer uma "superioridade" pelo poder. Mas as ondas defensoras de uma moral "sem desvios" que se seguem à primeira denúncia transformam-se em verdadeiros tsunamis. Anda logo tudo à cata de um comportamento desviante qualquer que tenha deixado o rabo de fora. Atenção ao uso da expressão "engate", ok? Portem-se bem. O melhor mesmo é ficar tudo em casa. E mesmo assim... As paredes têm ouvidos.
Fonte DN
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

RECORDAR É BOM | Maré de recordações. Hoje recordo a publicação que alojava texto e algumas imagens da minha primeira intervenção visual pública. Eram experiências pictóricas e desenhos que se espalharam por duas galerias — Casa Bocage, em Setúbal, e Libris, no Bairro Alto, em Lisboa. Na fotografia estão os três jovens artistas que meteram mãos à obra: Maurício Abreu, que fez o trabalho fotográfico, eu, que risquei e espalhei tintas e vernizes, e o António Cabrita que ilustrou a coisa com um esclarecedor texto. Tudo aconteceu em Abril de 1986. Digo isto numa altura em que tenciono repetir a graça, desafiando de novo estes notáveis, acrescentando ao rol mais outro poeta — Helder Moura Pereira. A gente depois fala.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017



PRÉMIO PEN DE POESIA | Fernando Pinto do Amaral foi o poeta escolhido para receber o prémio. Esta edição do galardão fica assim mais uma vez honrada com a distinção. O livro premiado, Manual de Cardiologia, transportando tão científico e didáctico título, alegra-nos o coração e ilumina a mente. Não há aqui ironia. É que isto anda tudo ligado.
ParabénsFernando.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017


MIGUEL GALANO EXPÕE EM SETÚBAL | É a exposição de novembro da galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. O Instituto Cervantes produz esta mostra do artista asturiano, que representa aqui um olhar por cidades que o impressionaram — Paris, Madrid, Lisboa. A viagem é nota importante no percurso de Galano. Viagem pela história da Pintura e pelas suas influências, mas, também, viagem física por geografias que nos remetem para o silêncio e para a magia das coisas simples. O pintor procura, nos lugares por onde viaja, um outro olhar. O seu olhar, testemunhado neste trabalho que agora mostra em Setúbal, é uma maneira tranquila de entender as urbes.
Esta exposição já esteve no Instituto Cervantes de Paris, vai em dezembro para o mesmo Instituto em Lisboa, e segue depois para a galeria habitual do autor: Utopia Parkway, em Madrid. Ah, é verdade, mas antes de viajar para Espanha, a pintura de Miguel Galano e o próprio Miguel Galano vão estar em Setúbal.
A exposição abre na próxima sexta-feira, às 21:30 horas.
Sugere-se visita. Convidados.
Fotografia do artista por Reinaldo Rodrigues

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MANUAL DE CIVILIDADE PARA IDIOTAS | Será que o mundo um dia será mesmo dirigido por idiotas porque são eles a maioria, como sugeria Nelson Rodrigues? O que é estranho não é andar o mundo civilizado incomodado porque um idiota arrogante e ignorante — ridículo, portanto — ocupou a Casa Branca. Estranho é percebermos como isso aconteceu. Ora, aconteceu porque o sistema eleitoral que por lá vinga o entronizou. O homem teve muitos votos. Merecia? Não. Hoje já muitos se arrependeram. É sempre assim quando as coisas correm mal. É a perversidade da democracia. Um imbecil arrogante é imposto por uma maioria. As regras são claras. Há um mandato para cumprir, mas existem muitas dúvidas — Como lá chegou? Tem capacidade? Tem mundo na cabeça? — que embaraçam o eleito. O que fazer? Perceber o que aconteceu e tentar corrigir as coisas. O exercício da democracia não se pratica unicamente em eleições. Perceber os atropelos também é democrático. A democracia é perversa, mas a falta dela é bem pior. Esperemos que funcione.
Fonte Público
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

CONVERSA DA TRETA | O Presidente antecipou a demissão da ministra depois de saber que a ministra ía ser demitida. Falou com o primeiro-ministro que o informou da demissão.
O Cardeal pede aos crentes orações pela chuva, quando sabe que vai chover daqui a uns dias. Foi ao site do IPMA, que tem lá escarrapachada a previsão.
Marques Mendes diz que o governo vai cumprir a legislatura. Provavelmente porque passou a ser razoável e deixou de ouvir Passos Coelho.
Obrigadinho. Assim também eu era Presidente, Cardeal ou comentador.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017



RECORDAR É BOM | Recordar não é viver, como clama o ditado. Recordar é olhar para trás e perceber que certos momentos, vividos com certas pessoas, foram mesmo momentos de felicidade. Agora que Al Berto anda nas bocas do mundo por causa de um filme que trata um seu relacionamento, venho eu aqui abordar o meu relacionamento com o Al Berto. As imagens que escolho registam um encontro do poeta com outros dois poetas no dia da apresentação do livro de um deles. Miguel de Castro juntou-se ao rol que começou por se juntar na Biblioteca Municipal de Setúbal e depois rumou ao Grelhador da Doca — Já não existe. Pertencia ao meu amigo António Domingos— para um animado repasto. O livro a apresentar foi escrito por António Carlos Chaínho — Asas de Fogo —, e publicado pela Estuário. Ao dito repasto juntaram-se ainda o José António Calixto, que dirigia a biblioteca. Gosto muito desta gente toda. Tenho saudades dos que já não jantam comigo.
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domingo, 29 de outubro de 2017

ISABEL MONTEIRO | Escrevi este texto —http://blogoperatorio.blogspot.pt/search?q=Isabel+Monteiro — quando soube que a professora Isabel Monteiro já não estava entre nós. Venho desta maneira recordá-la, porque acho que há pessoas que não devem ser esquecidas. Partilho esta homenagem com os filhos, meus amigos — JoanaLuís e João — e com todos os que frequentaram o Liceu de Setúbal e a conheceram como professora. Aqui fica o testemunho.
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sábado, 28 de outubro de 2017

RECORDAR... | Descobri estas imagens no fundo do meu baú. Não é frágil esta amizade aqui registada no saudoso FRÁGIL.  José Sarmento de Matos, moi, António Mega Ferreira e Fernando Luis Sampaio. Final dos anos oitenta do século passado. Deu-me para isto. Bom fim-de-semana. 
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CORAÇÃO MAIS QUE PERFEITO | Sala cheia, coração quente. Recebemos Sérgio Godinho como ele merece. Fomos muitos. Cheios de curiosidade. O que leva o autor de tanta música da nossa vida a querer explicar as coisas num romance? Ora, leva a necessidade de fazer coisas novas e a vontade de contar histórias. Mas isso não foi já feito nas canções? Claro que não. As canções contam outras histórias, de outra maneira. 
Ficámos também a saber que Sérgio está a gravar um novo registo de trabalhos musicais e que já tem outro livro em preparação. E claro que ficou já combinado outro encontro para pormos a conversa no ponto. É que foi tão bom...
Muito cá de casaCasa Da Cultura | Setúbal.
Sexta-feira. Dia 27. Março. 2017.
Fotografias do Fernando Pinho

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017




SÉRGIO GODINHO EM SETÚBAL | É hoje, sexta-feira, que vamos receber Sérgio Godinho na Casa Da Cultura | Setúbal. Vamos falar do seu mais recente livro, o romance Coração Mais que Perfeito. Rosa Azevedo vai apresentar o trabalho. Mas todos podemos conversar com o autor de muitas das canções das nossas vidas. Provavelmente com um brilhozinho nos olhos. O privilégio é todo nosso. Até já.
MUITO CÁ DE CASA COM SÉRGIO GODINHO
SALA JOSÉ AFONSO — CASA DA CULTURA | SETÚBAL
22 HORAS

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ASSUNTO SÉRIOPaulo Pires esmiuça aqui um conhecimento das disciplinas performativas e da literatura. É um seu contributo para uma melhor compreensão destes assuntos. Passa por aqui uma abordagem clara, descontraída, mas profunda das iniciativas em que nos envolvemos por prazer ou curiosidade intelectual. Convidado pelo editor — abysmo —, João Paulo Cotrim, tive o gosto de apresentar este livro, perante um público esclarecido e exigente, e aí realçar precisamente isto que acabo de dizer. E digo mais isto: este livro deveria ser leitura sugerida a quem decide nas autarquias o que fazer da cultura e da animação artística. Nas autarquias e em outros lugares de encontro onde a cultura é prioridade. Este livro interessa-nos a todos e está por aí disponível para venda nas melhores livrarias do país Portugal. Desfrutem. 
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LEGITIMAR A CORRUPÇÃO | O que está a acontecer no Brasil é grave. Grave e preocupante. Uma pulhice que habitualmente é praticada em regimes autoritários — em Portugal, durante mais de quarenta anos, o regime protegia os seus, mas de mansinho, de preferência sem se dar por isso — agora é praticada em plenário. Vota-se a favor dos pulhas e das suas pulhices. A democracia, apesar de continuar a ser mais recomendável do que a autocracia, é um regime que permite os atropelos das ditaduras autocráticas. Democraticamente. Isto está a ficar excessivamente mau.
Fonte Público
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

HUMOR ESCURO | Se o juiz der pela existência destes cartazes pode proibir a sua afixação? É que isto ofende a dignidade do homem que aplicou a sua dignidade na mulher.
Uma questão de feitio ou de religião. Perdoável, portanto.

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

DESIGN DE COMUNICAÇÃO | A DDLX Design Comunicação Lisboa participou na Big_Guimaraes desenvolvendo o design/paginação do catálogo da bienal para as edições Arranha-céus. A iniciativa, que distinguiu Luis Filipe Abreu pela carreira, Carolina Celas com o Prémio revelação e João Fazenda com o Prémio Nacional, é mais uma marca de peso no panorama da ilustração em Portugal. 
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DESIGN DE COMUNICAÇÃO | Na DDLX Design Comunicação Lisboa, também trabalhamos contra o racismo. Concebemos e paginamos esta agenda há mais de uma década. A edição para 2018 tem por tema a ciganofobia. Tem informação esclarecedora e é útil para o dia-a-dia. Já está à venda nas melhoras lojas do país Portugal. 
Ilustrações: João de Azevedo.

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