terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Receituário


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segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

23 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Trabalhos concebidos e produzidos para uma pequena editora - Folha d'Hera - então existente em Setúbal. Recursos gráficos e produtivos modestos: impressão a 1 cor em papéis Conqueror (capa) e ior (miolo).
Água das Pedras, de Maria Helena Salgado, foi a obra vencedora do Prémio Sebastião da Gama 1988, promovido pelas juntas de freguesia de Azeitão. A autoría inscrita na capa é pseudónimo. A escritora, com o seu verdadeiro nome, publicou entretanto obra importante e variada. Hoje é referência na edição em Portugal. Chama-se Maria do Rosário Pedreira. para mim foi um prazer ter colaborado com este pequeno contributo.

Água das Pedras
Edição: Folha d'hera
Autores: Maria Helena Salgado.

Produto: Colecção de Livros | Concepção global | Design e paginação.
Fontes tipográficas: Garamond.

Impressão: Corlito.
Setúbal. 1989.

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito.
O escolhedor e tradutor destas conversas é uma autoridade na matéria. São imperdíveis os seus "Pessoal e transmissível", na TSF. Com este livro, o entrevistador mostra outras conversas. Não esteve lá, mas pôs-se à cata do que foi publicado na famosa Paris Review e traduziu o que achou que devia traduzir para nosso contentamento. A responsabilidade da publicação é da fantástica editora Tinta da China. A capa (excelente) é assinada por Vera Tavares. E o que está lá dentro é do melhor. Os nomes estão todos aí na capa. Já fui lá ouvi-los várias vezes. Jortge Luis Borges falou-me ao ouvido.
As conversas com os grandes escritores são sempre grande literatura. Carlos Vaz Marques fez-nos o favor de provar isso mesmo.

Entrevistas da Paris Review
Selecção e tradução de Carlos Vaz Marques.
Capa de Vera Tavares.
Edição:Tinta da China

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Estaremos a ficar todos doidos?

Francisco Proença de Carvalho, no 31 da Armada, revela que está preocupado com os sintomas. Eu também estou.
Já nem sei o que dizer.

Os amigos da onça

Com as desavenças provocadas por esta lei das finanças dos sítios que nos viram nascer, surgiu uma surpreendente legião de amigos de Alberto João Jardim. Afinal o homem não é um despesista. É, pelos vistos, um grande democrata que combate pelo bem estar do seu povo. Com tanta simpatia ainda o veremos como mais um herói nacional. Que tal uma tentativa para a Presidência da República? Alegre que se cuide.

Os amigos da liberdade de expressão

Fernanda Câncio exprime-se aqui livremente sobre a tão apregoada falta de liberdade de expressão.
Nada mais a exprimir, digo eu.

Refeitório

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Atendimento - Voz dos pacientes


Opiniões de pacientes do B'O, assistidas pelo cirurgião de serviço (comentários recebidos por correio electrónico).

O “Caso Crespo” dominou o correio enviado pelos prezados pacientes. O insulto instalou-se. A estupidez dominou. O apelo a “correctivos” de vária ordem foram sugeridos. Provavelmente inspirados pelos tempos em que Crespo coadjuvava Kaúlza de Arriaga (foto). Lixo, portanto. Os comentários dos dois pacientes aqui divulgados destacaram-se dessa vulgaridade. Merecem resposta. É isso que vou fazer. Com muito gosto.

Crespo - Tem piada: não lhe vi escrita uma linha sempre que o Mário Crespo, na Sic Notícias, se farta de dizer mal do Presidente da República. Nessas alturas deve ser um jornalista isento, independente e exemplar, não é?... Os meus cumprimentos.
(H. Nascimento Rodrigues)
Cirurgião de serviço - Caro Nascimento Rodrigues: ainda bem que acha piada a isto. É para isso que cá estamos. Mas não leu atentamente o meu comentário sobre o grande Grespo. Eu disse que já o tinha arrumado há muito, logo, não lhe passo cartão. Portanto não sei o que diz ou não diz do Presidente da República. Mas, pelo que oiço dizer por aí, parece-me que também não é muito razoável nas provocações que dirige ao Presidente. Enfim, feitios. O que realmente se passa agora é que o grande comunicador transformou um caso pessoal em notícia nacional. Ou seja, saiu da loja que tem na SIC-N. Mais, o seu egocentrismo é tal que quer mesmo transformar o caso em acontecimento politico. E isso acho que não tem piada nenhuma.
Já agora: esta é a minha loja, não tenho de ser imparcial. Falo do que me apetece e a mais ninguém me obriga. Não sou jornalista, nem assinei pacto algum com nenhum sindicato. Respeitosos cumprimentos. (JTD)


Mais Crespo - Acha que é digno de um Primeiro Ministro dizer o que o Primeiro Ministro de Portugal disse de Mário Crespo? Acha que é correcto?
(José Alcobia)
Caro José Albobia: não sei se o primeiro-ministro de Portugal disse o que Crespo diz que ele disse. Se disse, percebe-se a inabilidade. Sócrates é um politico de topo, tem responsabilidades e deve perceber quem está à sua volta. Acho acima de tudo incorrecto o termo “tem de ser arrumado”. Mas eu não estava lá. Pouco mais posso dizer. Já agora, o José Alcobia conhece um texto de Crespo que correu pela blogosfera, intitulado O Palhaço? Será Crespo um justiceiro implacável e impune? Houve quem achasse aquela porcaria prosa de luxo. Enfim, dimensões literárias.
Concluindo: Como cidadão, Sócrates tem o direito de pensar e dizer o que lhe der na tola. O Crespo que me entra lá em casa, em poses de grande comunicador, já foi arrumado no caixote das coisas sem importância nenhuma há muito tempo. Mas eu nunca fui, não sou, nem se perfila que seja (para bem do Pais) governante. Posso dizer o me der na gana. E só aqui passa quem quiser. Um privilégio, reconheço.
Muito obrigado pelo seu comentário. Até sempre.(JTD)

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Receituário


Sons, imagens, ambientes com nome de gente.
POWAQQATSI PHILIP GLASS
Música de Philip Glass.
Direcção de Michael Riesman.
Produção de Kurt Munkacsi.
Filme produzido por Francis Ford Coppola e George Lucas.
Realização: Godfrey Reggio

Elektra | nonesuch

A vida dos outros


Pespegar os rendimentos de cada um na internet é um grande disparate. As Finanças têm toda a informação necessária para o controle dos nossos ganhos. Nem imagino que assim não seja.
Há quem diga que apesar de não estar de acordo não se incomoda.
Eu fico incomodado com isto tudo. A medida não resolve nada.
Só intimida. É sempre uma atitude muito feia.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Comunicado

Solicita-se aos estimados pacientes que não enviem mais mensagens por correio electrónico sobre o "caso do jornalista que se chegou à frente para ser muita coisa, mas que por mor da política não passou de locutor de um canal".
As consultas desta especialidade estão encerradas. Sobre todos os casos entretanto apresentados será divulgado diagnóstico na próxima sexta-feira, na Voz dos Pacientes.
Para mais informações, por favor dirigam-se às clínicas do lado direito. Façam por ser felizes e deixem-se de "crespações". Independentemente das abrangentes solidariedades, o caso não tem a importância que o homem lhe quer dar. Adeusinho.

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Tudo bons rapazes

O desatino sobre a conversa de restaurante entre Sócrates e amigos, vai dar livro. E vai ser lançado já na próxima quinta-feira. Editado por Zita Seabra e apresentado por Medina Carreira, o livro do prestigiado jornalista conta a história que o transformou em herói dos lutadores pela liberdade e pela honra profissional. Manuela Moura Guedes e seu esposo já se manifestaram solidários. Estão previstos lançamentos de outros esforçados patriotas, embalados por esta nova inspiração literária. Mário Crespo, iluminado pela memória dos tempos em que conviveu com um general fascista, ressuscita assim a figura do bufo, agora em democracia, e, ao contrário dos seus tempos de ouro - em que quem se lixava era quem estava contra o presidente do conselho -, é agora o primeiro-ministro quem se lixa. O livro já está pronto, pelos vistos. Recordo Agustina Bessa-Luis, quando disse: "hoje é mais dificil virar a manga de uma casaco do que escrever um livro". Prova-se.

O jornalista Crespo

Sobre este desassossego concordo mais uma vez com o José Simões, do Der Terrorist (link). Acrescento só mais uma coisinha. Mário Crespo ora é aquele senhor com ar de sonso que concorda com toda a gente que fala com ele, ora é um recalcitrante bardo defensor das liberdades individuais. As dele, de preferência. Nada contra. Agora diz que José Sócrates o quer "solucionar". Problema de Sócrates. Eu já o solucionei há muito. Até a figura me irrita. É por isso que este post sai sem imagem.
Aviso: Não comentem nada do que leram aqui, não vá andar por aí um amigo de Crespo que lhe vá logo contar. É que com Crespo não se brinca. Não se pode chamar nomes, nem dizer que não se gosta do grande jornalista.

100 anos


Parece que virou moda. Agora são os adeptos da monarquia que querem um referendo. A ideia é perceber se o povo de Portugal quer continuar a viver assim, em regime que elege o seu representante de tantos em tantos anos, ou se prefere aclamar um Rei imposto pela sabedoria divina. Será que, na constituição monárquica, que vingou até 1910, estava prevista a possibilidade de "isto" virar República?
O senhor Duarte de Bragança dignificava melhor o lugar, em vez do professor Cavaco Silva? Eu diria que para pior já basta assim. É que não têm grandes feitos a apontar no passado. E continuam a não ter.
Avance a República. Melhores dias virão.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

22 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Já aqui referi este trabalho, quando foi colocado nas livrarias. Vai agora ser arquivado com o número 22. É um excelente trabalho sobre o pão que mastigamos e saboreamos. Mouette Barboff e Paulo Chagas conhecem bem o pão que amassam. Este livro é uma padaria. Aqui sabe-se tudo sobre este alimento de eleição. E há pão para todos os gostos. Provem-no.

O Pão em Portugal
Edição: Edições Inapa.
Autores: Moutte Barboff | Paulo Chagas.

Fotografia: Nicolas Lemmonnier | Vasco Emídio.
Produção culinária: Giovanni de Biasio.
Tradução e receitas da cozinha do pão: Fernanda Soares.
Coordenação editorial: Filipe Costa.
Produto: Livro | Concepção global | Design e paginação.
Software: Adobe InDesign.
Fontes tipográficas: Emigre Fonts | Feliciano Type Foundry
.
Colaboração | Paginação: Tânia Reis. www.ddlx.pt
Impressão: Tipografia Peres.
Lisboa. 2008.

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito.
Proust mudou a vida de quem com ele conviveu. Os testemunhos dos amigos que Alan de Botton refere neste livro, confirmam-no. E este livro vai revelando hábitos e paranóias do genial escritor. São 235 páginas de proveitosa leitura. Se funcionam como dicas para mudar a nossa vida, não sei. Sei que esta leitura denuncia uma atitude pouco vulgar: Proust preocupou-se mais com os outros do que consigo próprio. A excelente tradução está assinada pela minha amiga Sónia Oliveira. Tudo aqui é recomendável, portanto.

Como Proust pode mudar a sua vida |
Alain de Botton
Tradução: sónia Oliveira.
Edição:Leya | Dom Quixote.

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Greve

http://1.bp.blogspot.com/_Tk-yz2aPj6c/SeYisBl076I/AAAAAAAAQEY/NJvcna2IOLQ/s400/bra%C3%A7os+cruzados.jpg
Nos próximos três dias não ponho os dedos no teclado. O B'O entrou em greve. Não estou muito certo do motivo. Estou descontente com o rumo de muita coisa. Isto passa. Volto segunda-feira com as novas aquisições para a Biblioteca e com os relatórios do Arquivo.
Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Revolução iPad


É a primeira grande invenção do milénio.
Já lhe chamam Revolução. Provavelmente com razão - as revolução já não são o que eram.
Seja o que for, vai dar que falar. E ouvir. E ver.
Esperem pela pancada.

Receituário


Sons, imagens, ambientes com nome de gente.
TOKYO SOLO KEITH JARRETT
Metropolitan Festival Hall.
Gravado ao vivo em Tokyo, em Outubro de 2002.
ECM

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quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

A guerra dos mundos


Ontem cruzei-me com uns militantes de causas fora-de-prazo que distribuiam uns papelinhos contra o que eles chamam de "guerra do Afeganistão". Exigiam os ditos papéis que Portugal não alinhasse na "invasão". Poderemos não concordar com o tipo de poder exercido na zona. Podemos mesmo ser contra todas as guerras e achar que retirar o poder aos que já lá estão é violação de soberania. Mas será que devemos defender regimes como o dos extremosos talibãs. É legítimo? Se calhar é, mas a minha noção de legitimidade não mora nessa rua. Por isso mudo de passeio quando me agridem com os papelinhos pacifistas. É que a minha guerra é outra.

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Lá vai fumaça


O tio Alberto João da Madeira diz que o Governo faz chantagem com a Lei das Finanças Regionais. Provavelmente tem razão. Nessa matéria ele está como o fumo para o charuto.

Abel, o bom da bola

Uma criatura que ainda há pouco tempo andava aos pontapés na bola, veio agora anunciar que se tinha convertido ao Islamismo. O anúncio encheu jornais televisivos, pôs dedinhos a teclar e fez correr oceanos de tinta nos jornais. Todos quiseram ouvir as baboseiras que tem para dizer. O rapaz presta culto a Alá e pretende ajudar milhões de pessoas. Ambicioso. Desde que a ajuda não seja ornamentar-se com um cinto de explosivos à cintura para combater os infiéis...

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

21 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
É um romance a quatro mãos. Pedro Rosa Mendes tratou da escrita propriamente dita e o João Francisco Vilhena fez a interpretação pela imagem. Eu juntei as duas linguagens. O resultado deste entendimento foi este livro.

Atlântico | Romance fotográfico
Edição: Temas & Debates.
Produto: Livro. Concepção global | Design e paginação.
Texto: Pedro Rosa Mendes.
Fotografia: João Francisco Vilhena.
Colaboração | Paginação: Eva Monteiro.
Software: Adobe inDesign.
Fontes tipográficas: Emigre.
Impressão: Grafiasa.
Lisboa. Abril. 2003.

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito.
Hoje não vou falar de nenhum livro em especial, mas sim de uma biblioteca. Este pequeno aparelho tem lá dentro carradas de livros. E todos muito bem arrumadinhos: basta pedir e o livro é colocado à nossa frente enquanto se limpa o pó a um seu congénere da estante. O espaço de visualização tem sensivelmente a dimensão da página de um livro. Não retira o papel ao livro. Nem mudou a minha vontade de os comprar e ler, e dobrar páginas e fazer anotações, mas permite encontrar "coisas" que de outra forma não encontraria ou seriam menos acessíveis. Muitos jornais de referência estrangeiros - seja lá isto o que for - também abastecem este objecto da Amazon. Isto dá mesmo jeito. E é claro que só aprecia a maquineta quem gosta de livros e leituras. De jogos e outros entretenimentos apalhaçados está o mercado saturado.
Dito isto, perguntam-me os meus amigos se poderia viver sem o Kindle. Claro que sim, mas não seria a mesma coisa.

sábado, 23 de Janeiro de 2010

o casamento e o cardeal

O cardeal Policarpo só disse o que estamos fartos de saber: a Igreja dele nunca apoiará uniões entre pessoas do mesmo sexo. A Família tradicional deve impôr-se. É preciso apelar à procriação. Só não se percebe a insistência da Igreja dele na proibição do casamento dos seus. Falo do casamento tradicional, hetero e tudo. Será que autorizando o casamento dos seus membros, haveria o receio de nascer um movimento pedindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo? Então se não é por isso, qual o motivo da proibição? A razão mais evidente já conhecemos, mas perante a grave crise de valores não deveria ser a comunidade clerical a dar o exemplo e a contribuir para a procrição. Será que o senhor cardeal já namora?

Refeitório

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Atendimento - Voz dos pacientes


Opiniões de pacientes do B'O, assistidas pelo cirurgião de serviço (comentários recebidos por correio electrónico).

Biblioteca - Gostei da referência ao livro de Irene Pimentel ( foto) sobre Zeca Afonso. É de facto um bom trabalho da brilhante historiadora. E é claro que Zeca merece tudo. Um grande abraço.
(Joaquim Magro Santos)
Cirurgião de serviço - Um abraço para si também, Joaquim. Volte sempre. (JTD)

Presidenciais - Discorda de Manuel Alegre? Que mal lhe fez o senhor? Tanta hostilidade para quê? Acha que devemos continuar a aturar Cavaco?
(Sandra Casaleiro)

Cirurgião de serviço - Tanta pergunta. Resposta simples: Quando discordamos de alguém não significa que tenhamos razão de queixa. Não concordo com as atitudes e a postura política de Alegre. E olhe que não é de agora. Ando neste sofrimento desde que me lembro que Alegre existe. É feitio. Quanto a Cavaco... palavras para quê? Já disse o que tinha a dizer. E mais não digo. Cumprimentos. (JTD)

Discurso sobre o sofrimento - Acha que Chavez não tem razão ao denunciar a invasão americana? Por detrás da atitude humanitária está a vontade de dominar, isso é claro.
(Carlos Figueiredo Santos)
Cirurgião de serviço - A "denúncia" de Chavez não tem sentido nenhum. Nem merece que nos preocupemos com as suas estúpidas declarações. E é claro que não é claro que os estados Unidos queiram dominar. Dominar o quê? (JTD)

Tudo isto é triste - Vou sair deste país mal agradecido. Vou com mágoa. A condecoração a Pedro Santana Lopes pôs a legião do costume indignada com esse acto de justiça.
(Joana Castro)
Cirurgião de serviço - Vai sair deste País? Não consegue convencer Santana a acompanhá-la? Os mal agradecidos do costume agradeciam. Felicidades para si. (JTD)

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Discurso sobre o sofrimento


"O império norte-americano apodera-se do Haiti sobre os cadáveres e as lágrimas do seu povo".
O discurso é comovedor. As palavras deste esforçado humanista são arrasadoras. A invasão americana, seguida do espezinhamento do povo haitiano, indigna o cidadão Hugo Chavez. Assistir ao sofrimento deste homem esclarece sobre o seu exemplar carácter. Ainda bem que há um homem justo e bom para nos abrir os olhos.

Receituário


Sons, imagens, ambientes com nome de gente.
MUSSORGSKY BORIS GODUNOV
Kirov Opera at the Mariinsky Theatre, St Petersburg
Direcção: Valery Gergiev
The Royal Opera House, Convent Garden production by
Andrei Tarkovsky

Philips

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Tudo isto é triste

Santana foi ao Palácio de Belém. Já tinha sido infeliz naquele sítio. Ontem foi feliz. Pelo menos foi o que disse, com aquele ar enfadado de sempre. A trupe que o acompanhou naquela espécie de governo que durou nem meia dúzia de meses, foi lá cumprimentá-lo. O Presidente disse que assim se cumpria um acto de justiça. Concordo com Cavaco. Aquilo foi tudo tão triste e insuportavelmente cínico que se ajusta na perfeição ao reconhecimento do País a Santana Lopes.
Tudo em Santana é triste. É o seu fado.

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Noivas de Santo António


Santo António é patrono de casamentos na cidade. Não consta que, no tempo em que por cá andou, o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse assunto para discussão. Os Casamentos de Santo António são também referidos como Noivas de Santo António (há quem insista nesta designação), e sempre aconteceram entre as paredes da Igreja Católica. Dito isto: uma coisa é a defesa do casamento gay, outra é impô-lo a estruturas que o rejeitam. Tal como quem não é católico não tem de se inscrever no evento das noivas do santo (mesmo atendendo ao facto de a coisa ser mais umas cerimónias pomposas e uns retratos com os noivos - o catolicismo é coisa de somenos), também não se deve importunar os católicos com uma incursão indesejada numa festa que é sua. É bom que cada um case com quem quer. A mais não é obrigado e não tem de obrigar ninguém a nada. Esta polémica em torno das "Noivas" não tem sentido. Cada coisa na sua coisa.

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

20 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Conta a história de Valentim de Carvalho. Foi José Sarmento de Matos que pôs maos à obra. As ilustrações completam a informação. São cartazes, capas de discos e pinturas. E mais as fotografias de família do homem que criou o negócio da música em Portugal.

Sons de Lisboa | Uma biografia de Valentim de Carvalho
Edição: Publicações Dom Quixote | Valentim de Carvalho.
Produto: Livro. Concepção global | Design e paginação.
Software: QuarkXpress
Fontes tipográficas: Garamond.
Impressão: Gráfica Monumental.
Lisboa. Dezembro. 1989.

domingo, 17 de Janeiro de 2010

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito.
É o melhor trabalho que conheço sobre José Afonso. Uma biografia bem recheada de bons episódios vivenciais. A infância, a juventude e a actividade cultural de um homem que mudou muito as vidas de muitos de nós. A Música Portuguesa deve-lhe tudo. A transição de umas melodias da caracacá para “outra música” foi um passo avançado por ele. Hoje é-lhe conferido o reconhecimento que as grandes figuras merecem.
Esta obra de Irene Pimentel contribui para esse esclarecimento com seriedade e objectividade históricas. Percebe-se uma investigação que não se submete a outro enleio que não seja a interpretação da autora. Ficamos a conhecer uma outra vida até agora desconhecida.
Conheci José Afonso, conheço bem a sua obra e pensava que razoavelmente bem a sua vida, mas fiquei surpreendido com esta abordagem.
Um dos bons livros publicados em 2009.

José Afonso |
Fotobiografias do século XX. Direcção de Joaquim Vieira.
Texto : Irene Flunser Pimentel.
Edição: Circulo de Leitores.

sábado, 16 de Janeiro de 2010

Feitos um para o outro

Fernando Lima, o eterno assessor de Cavaco, publicou hoje no Expresso a "sua verdade" sobre as famosas escutas. Percebemos que a verdade de Lima não acrescenta nada ao caso. Não se percebe a razão de mexer na porcaria que fez, quando toda a gente já se tinha esquecido do assunto. É assim mais ou menos como o seu "patrão - só fala quando já não é preciso.

Há males piores


A criatura aqui do retrato diz que há coisas piores do que a situação no Haiti. Fica mais triste com a situação espiritual em que se encontra o Ser Humano. Provavelmente até achará que tudo o que se passa nessa ilha distante não passa de castigo divino. Tão querido.

Presidenciais (só mais esta)


Francisco Louçã, em entrevista a Mário Crespo, mostrou entusiasmo com a candidatura de Manuel Alegre. Se o PS e o PCP aderirem à coisa, mesmo que sem tanto entusiasmo, lá teremos o poeta na corrida. Como não me vou inscrever neste campeonato, espero que tudo corra de feição aos meus companheiros de outras disputas. Eu fico a ver o que sai nos jornais. E depois conto o que me aprouver.
Felicidades.

Presidenciais


Há um mural no facebook que propõe Bernardino Soares para Presidente da República em 2011. Não seria melhor o Bruno Aleixo?
Eu aderia já.

Cavaco reconhece mérito de Santana

Presidente vai condecorar o ex-presidente de um ror de instituições. Motivo: exercício de funções públicas de alto relevo. Os mandatos interrompidos não definem má prestação, é claro. Santana Lopes é o exemplo que define a causa pública em boas mãos.
Zézé Camarinha já se inscreveu para a próxima fornada desta singela homenagem.

Refeitório

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Receituário



A partir de amanhã serão notados alguns ligeiros ajustes neste espaço de opinião unipessoal partilhada. Então é assim:

Quinta-feira | Receituário – Sons, imagens, ambientes com nome de gente. Receituário sem químicos nem aditivos de sobejo. O melhor.

Sexta-feira | Voz dos pacientes – Regressa este título: É dia de publicação dos comentários dos pacientes. Sem alarvidades, claro está, que isto é um sítio onde se usa bata e se trabalha com pinças.

Sábado | Refeitório – O espaço da comezaina, alimentado pelo estúdio do Nicolas Lemonnier, passa para os sábados. Percebi que é o dia em que alguns pacientes experimentam as sugestões gastronómicas. Serão publicadas ao princípio do dia. Enquanto o Nicolas fizer o favor de enviar os ingredientes, é claro. Bom apetite.

Domingo | Biblioteca – Domingo é dia de livros. Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito. Ler faz bem à vista. E ao coração. Palavra!

Segunda-feira | Arquivo – O B’O vai ter um serviço de arquivo. É o lugar onde guardo os trabalhos desenvolvidos profissionalmente ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Continuará a numeração já iniciada. São colocados para serem vistos aqui, mas também com vista a outra arrumação, em outro local, que posteriormente será divulgado. Aqui são mostrados sem ordem de entrada em cena, que é como quem diz, sem preocupações cronológicas. Haverá um trabalhinho pendurado todas as segundas-feiras. Espero que gostem.

Para além destas arrumações, as cirurgias pontuais sobre enfermidades várias, serão executadas conforme oportunidade e vontade. E para as cirurgias não há dias certos: é conforme as urgências, e, sempre que necessário, haverá sobreposição.
Esta vontade de dizer coisas...
Enfim, acabo por me divertir.
E por aqui me fico.
Até amanhã.

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Natureza cruel

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

O mal da natureza


São os mais pobres que enfrentam sempre as violências da natureza.
A natureza foi cruel para a população do Haiti.
Hoje todos os pensamentos estão com este povo.

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

19 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Foi um dos trabalhos que desenvolvemos para a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
A exposição foi programada por Marina Bairrão Ruivo, com selecção de Obras de Jean-François Jaeger. Decorreu entre Abril e Junho de 2008.

Vieira da Silva | Un Élan de Sublimation | Um percurso iniciático através da Obra
Edição: Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Produto: Catálogo da exposição. Concepção global | Design e paginação.
Software: Adobe InDesign.
Fontes tipográficas: Feliciano Type Foundry.
Colaboração | Paginação: Eva Monteiro e Tânia Reis. www.ddlx.pt
Impressão: Euroscanner.
Lisboa. Março. 2008.

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Morreu o senhor Graça



Os livreiros setubalenses são heróis. O senhor Graça, da livraria Antecipação, em Setúbal, foi um exemplo na actividade, rara na cidade.
O senhor Graça era um homem culto e com preocupações de cidadania. Ele e a sua competente colaboradora Lurdes, garantiam resposta para todas as dúvidas sobre livros e autores.
Ligou-me agora o Carlos Curto. Diz que o senhor Graça morreu.
Morreu uma preciosa biblioteca.
É muito triste ver partir um amigo.

domingo, 10 de Janeiro de 2010

18 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Esta pequena publicação é anterior à premissa que encima estes desabafos: o livro que hoje é mostrado foi concebido antes de 1985. Ainda não encarava com toda a seriedade a profissão que acabei por abraçar. O José Aleixo mostrou-me uma dúzia de textos e convidou-me para lhes arranjar embalagem. Tratei disso. Escolhi papéis, fiz ilustração, decalquei as letras para a capa, e o resultado foi o fotografado aí em cima. Os textos eram curtos. Hoje davam excelentes posts de blogue. Foi um trabalho feito para a roda de amigos. Se calhar alguns já não se lembram. É por isso que o trago para aqui. Um abraço ao Zé.

Contos e cantos
Edição: Do autor: José Aleixo.
Produto: Concepção global | Design e paginação.
Fontes tipográficas: Avant-Garde (decalque) e Times (composição do texto interior).
Impressão: Tipografia 3 éfes.
Setúbal. 1983

Da tristeza se fez Alegre

http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/348317/alegre1.jpg
Manuel Alegre é cada vez mais o candidato presidencial a concorrer contra Cavaco Silva. Parece que já não há volta a dar a esta triste realidade. Alegre já foi arauto de muitas lutas: contra as "esquerdas revolucionárias", contra as "direitas" dentro do Partido Socialista, contra as "esquerdas" do PS, contra as políticas de governos do seu partido, a favor de politicas avessas às defendidas por governos socialistas, contra candidatos socialistas, a favor de "conceitos" de cultura bem distantes dos pregões da esquerda que ora é a dele. ora não é, enfim, um candidato que acumula fórmulas que podem agradar a sectores diferentes, em momentos diferentes. Convencer-nos a todos vai ser difícil.
Eu, que nunca votei em Cavaco nem votarei, dificilmente serei convencido pelo poeta de Coimbra. Se voto? Claro que voto. Adorava ver Cavaco apeado de Belém. Mas não me peçam mais nada.

sábado, 9 de Janeiro de 2010

Homenagem


Quando um dia se interpretar a história dos dias que agora correm, ficará percebido que Maria de Lurdes Rodrigues foi uma grande Ministra da Educação. Da mesma forma se perceberá que Manuela Ferreira Leite, no tempo em que Cavaco foi primeiro-ministro, conseguiu ser uma das piores ministras de sempre. Muitos professores, os que têm melhor memória, ainda se lembram de tudo isto. Isabel Alçada conseguiu a paz sem anular a reforma. Reconheceu o trabalho da sua antecessora e fez uns ajustes. As duas partes do conflito concordaram nas cedências. É a vida. Isabel Alçada também merece reconhecimento. Agora fica também outra esperança: pode ser que Mário Nogueira volte para o seu gabinete na estrutura sindical que dirige, deixando de espalhar o seu "charme" a toda a hora nos instrumentos de comunicação. Claro que irá procurar novos motivos para que a luta regresse. Esperemos que a motivação escasseie.
Boa sorte para Isabel Alçada.
E felicidades para Maria de Lurdes Rodrigues nas suas novas funções.

sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Fim de cena


Para acabar de vez com a hipocrisia (pelo menos um bocadinho. As cedências face à adopção ainda nos envergonham), e para se perceber melhor o princípio do fim da serôdia argumentação conservadora, os jugulares e o Eduardo (a imagem aí de cima foi emprestada por ele), estiveram no Parlamento. Ide, ide lê-los.

Refeitório