São conversas sobre o que aconteceu ou vai acontecer. Sobre o que cada um fez ou vai fazer. O Nuno Artur Silva convidou para esta noite gente que vale a pena ouvir. Gente que é gente e que sabe o que faz e o que diz. A não perder, que momentos assim são poucos no pequeno ecrã. Valha-nos a RTP2.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
Aos domingos - Elogio da amizade
Bom domingo.
Fotografias de Ana Nogueira
sábado, 23 de maio de 2026
Aos sábados - a espuma dos dias
Bom sábado.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Receituário
As palavras armazenam-se como torrões maduros
Contra tudo e contra todos
quarta-feira, 20 de maio de 2026
TORPOR - Na travagem brusca
Foi num dia assim. Já lá vão seis anos. Era preciso fazer qualquer coisa. Íamos todos para casa, mas não podíamos ficar parados. Antes o poço da morte que tal sorte, como cantou o Sérgio (Godinho). Foi uma ideia do João Paulo Cotrim. Foi ele que falou com toda a gente. Nós, na DDLX, tratámos dos arranjos e arrumações. Tudo preparado para começarem as publicações: 20 de maio, 20 horas. Depois foi o que se viu, ouviu, leu. O resultado ainda está aí e pode ser frequentado. A pandemia não deixou saudades, mas estes "passos de voluptuosa dança na travagem brusca" deixam-nos saudades do João Paulo Cotrim. Muitas saudades.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Revolução miserável foi a de 28 de maio de 1926, estúpido!
Salazar havia-se viciado nisto. Porrada, prisões e tortura resolviam tudo. Um pacote perfeito. Estudantes tonitruantes na cantina da cidade universitária? Porrada neles e prisões cirúrgicas. Greves em toda a parte e pior ainda nas fábricas? O mesmo pacote, reforçado. Manifestações em dias e horas insuspeitas? Polícia de choque, bastões e pingalins. Havia alguns bófias que gostavam de pingalins. E tropas, também. Vá-se lá saber porquê. Talvez Freud, muito dado a explicações sexuais, nos pudesse dizer alguma coisa.
Alice Brito em PERDEU-SE RELÓGIO DE SENHORA
PERDEU-SE RELÓGIO DE SENHORA.
Autora: Alice Brito.
Edição: Sofia Fraga.
Coordenação editorial: Cristina Correia.
Revisão: Salvador Guerra.
Paginação: Alice Milheiriço.
Capa: Penguin Random House/Sofia Fischer.
Fotografia da autora: Conceição Brito.
Projecto gráfico da Chancela: Panóplia.
1ª edição: maio 2026.
Companhia das Letras é uma chancela de Penguin Random House Grupo editorial.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Receituário
PERDEU-SE RELÓGIO DE SENHORA. Autora: Alice Brito. Edição: Sofia Fraga. Coordenação editorial: Cristina Correia. Revisão: Salvador Guerra. Paginação: Alice Milheiriço. Capa: Penguin Random House/Sofia Fischer. Fotografia da autora: Conceição Brito. Projecto gráfico da Chancela: Panóplia.
COMPANHIA DAS LETRAS é uma chancela de Penguin Random House Grupo editorial. 1ª edição: maio 2026. Facebook
domingo, 17 de maio de 2026
Sérgio Godinho em Palmela, e Palmela no mundo
Foi bonito, este encontro com Sérgio Godinho em Palmela. Momento de convívio, com o esclarecimento ilustrado pelo debate. E alegria, sim, porque é com a alegria que nos esclarece e faz viver melhor que queremos continuar a estar aqui. Tristes são os que nos ameaçam, tentando tirar-nos o prazer da liberdade vivida com inteligência e cultura.
Esta iniciativa foi proposta ao Município de Palmela, que a assumiu e integrou nas comemorações da Revolução de Abril. A presença da presidente, Ana Teresa Vicente, mostra que temos gente de cultura na política em Palmela. São as Artes, é a Cultura, que nos permitem colocar o nosso chão no chão do mundo. Cabemos todos neste mundo em deslace, mas temos que fazer por isso. É o que fazemos quando conversamos uns com os outros. "A minha Pátria é a língua portuguesa", declarou Fernando Pessoa, poeta do nosso orgulho que nos fez ter orgulho na linguagem que nos permite existir como seres inteligentes. E ali estivemos nós a dar à língua. A conviver. Falámos de Pessoa, de José Afonso, de Albert Camus, de Amália, de Picasso, de João de Azevedo, de tanta gente que nos faz perceber melhor o que nos vai acontecendo. Foi muito bom. Agradecemos a todos os presentes este debate das boas ideias. Como diz o Sérgio numa canção: "Eh lá bico calado / muita coisa para dizer". Não nos calaremos. É assim que fazemos por ser felizes. Continuaremos a conversar.
Fotografias de Nuno Lopes
Aos domingos - Elogio do extraordinário
sábado, 16 de maio de 2026
Aos sábados - a espuma da semana
POLÍTICA - Carlos Brito morreu. Carlos Brito foi um importante líder político. Muitos atacaram o PCP pela maneira como este partido reagiu a este fim. Concordo que o pretexto para a reação não foi a melhor — resposta a pedido da comunicação social —, parecendo que foi a contragosto, mas não concordo com as reações que arrasam o antigo partido de Carlos Brito. Outros partidos fizeram pior com ex-dirigentes fundadores. Também foram criticados por isso? Foram, mas nada que se compare à violência dos ataques destes últimos dias. E Paulo Raimundo acabou por dizer o que alguém civilizado pode dizer. Lamenta-se a morte de alguém que viveu com os olhos bem abertos. O resto é conversa lamentável. TRABALHO - O Pacote Laboral voltou à estaca zero. Negociações de meses deram em nada. Corrijo: deram para o doutor palhaço do Chega fazer imensos números de circo. O costume. Agora é apoiar a Greve Geral. É dia 3 de junho, não se esqueçam.
LÁ FORA - Trump continua a fazer o seu número de "one man show". Todos os dias diz coisas a entrar e a sair de um avião. Agora foi à China acompanhado dos seus colegas empresários. Foi gozado, humilhado, mas que importa isso? Importa sim fazer negócios. Ter vergonha não enriquece. Um palhaço de pobre retórica está a fazer bons negócios. E dá prémios. A razoabilidade que se lixe.
GUERRA - E a as guerras continuam. O imbecil não recebeu o Nobel. A vingança é terrível. A insensatez alastra e mancha de sangue as carpetes do poder. Atacar inocentes não é lutar pela paz. É crime. Trump deveria ser julgado, não premiado. ÓBITO - Morreu João Abel Manta. O seu trabalho foi importantíssimo para a interpretação do período de antes e do que depois se seguiu à instalação da democracia. Criou imagens ícones para o tempo da "revolução miserável", como chamou ao 25 de Abril o miserável fascista do partido miserável. Criou uma linguagem estética muito pessoal. Reconhecível e de substantiva originalidade. Um grande senhor das artes que nos deixa.AGORA - Hoje vamos estar com o Sérgio Godinho, em Palmela, para falarmos sobre o seu livro COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ e sobre outros assuntos. É na Biblioteca Municipal e começa às quatro e meia da tarde. Apareçam. Conversar é bom.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
João Abel Manta
Negócio da China
O chefe chinês "mandou umas bocas" que o cretino parece não ter entendido. E a linguagem corporal sem disfarce, exibida pelo chinês, foi encantadora. Senhor Xi, oiça um bom conselho: com o palhaço americano tem que se exprimir com linguagem mais simples. Sem metáforas. Tipo: "fazer negócios consigo é maravilhoso", "Este encontro é uma coisa nunca vista", "Os consumidores, perdão, o povo americano é lindo", e por aí afora. Assim como o senhor fez, com bocas metafóricas a atravessar o discurso, ele não percebe. Mesmo quando insinua que a América é uma merda, ele não percebe e responde que "a China também é maravilhosa". Esta viagem foi uma humilhação para o cretino americano, mas parece que ele ficou com a ideia de que tinha descoberto o caminho aéreo (dos negócios) para o Oriente. Há gajos assim: estúpidos que nem búfalos. Os búfalos que me perdoem.

















































