Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em berço político. Pai político com carreira e padrinho presidente do conselho de ministros. Ele próprio mergulhou na política muito cedo, resolvendo começar por contestar as políticas de progenitores e padrinhos. Foi um dos fundadores de um jornal que fazia perguntas e contestava respostas.
Depois da revolução ocupou vários lugares em vários desempenhos. Nunca mais parou, dedicando dezenas de anos ao comentário televisivo, exercendo assim influência. O exercício da influência foi de tal maneira eficaz que acabou por ser Presidente da República. Valente.
Como Presidente fez trinta por uma linha. Parlamentos dissolvidos por dá cá aquela palha, ingerências no governo, entretenimento fotográfico amador em tempo de serviço, declarações pouco responsáveis. Um político irresponsável que deu um péssimo Presidente. Actualmente rejeita o comentário político, provando a ideia que tem da política. A política foi uma maneira de afirmação pessoal. De carreira de sucesso sem que o sucesso se perceba muito bem por onde anda. A rejeição do comentário denota aversão à prática da política como cidadania. A política é demasiado importante para ser tratada como um mero aspirador caseiro. A atitude de Marcelo caracteriza-o. O homem sempre usou o que a vida lhe deu para fornecer bons acrescentos à sua boa vida. Marcelo agora só comenta Cultura e Arte e dá pontapés nos traseiros de quem se põe a jeito. É mesmo assim. Vi a cena numa reportagem televisiva. Ora bem: Cultura e Arte comenta mal, já no que diz respeito a pontapés no cu... Pode ser que se safe.































