sábado, 28 de março de 2026

Mestres de Teatro


POTNIA THERON, quer dizer, em grego antigo “Senhora dos animais”. A peça foi escrita por Hélia Correia, encenada por Maria João Luís e levado aos estrados pela encenadora e por Sílvia Figueiredo. No Dia Mundial do Teatro esteve em Palmela, no Teatro São João.

É uma interpretação da condição feminina, pela voz e corpo de duas mulheres que assumem personagens do teatro grego, como se estivéssemos num anfiteatro natural ouvindo aquelas palavras tão antigas, mas tão contemporâneas porque assentes em razões que nos fazem refletir. Percepções femininas que se envolvem nas histórias da História. As palavras que Hélia Correia alinhou são de uma beleza envolvente, de facto, que nos colocam num lugar de prazer e inquietação. Palavras que são denúncia e irónica revolta. Palavras inteligentes e lúcidas, portanto. Assistimos a uma performance que tem muito de experimental. Única, por isso. A cenografia criada por José Manuel Castanheira integra-nos nesse anfiteatro, na colina onde nos encontramos, mas aplicada pelas possibilidades de hoje. Estamos bem, nesse ambiente sofisticado de requinte visual. Música original de José Peixoto. Bela música.
Anda por ali muita gente destas lides. Até parece que Bob Wilson passou por lá e se sentou ao lado de Philip Glass. É bom termos vivido no tempo dos melhores. Lembrei-me de Jorge Silva Melo e da alegria que ele sentiria se ali estivesse. Teatro clássico e contemporâneo foram celebrados. Quem quer estar com a cultura que se inquieta e que nos desperta os sentidos assistiu a um grande momento de Teatro. Aprendemos sempre com grandes mestres. Parabéns, Maria João. Parabéns Teatro da Terra. E obrigado a todos os que nos proporcionaram este momento, também se usa.


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sexta-feira, 27 de março de 2026

Informação de rotina

Novo líder supremo do Irão diz ter sido informado pelo MOIS (Ministério da Inteligência e da Segurança Nacional), de que presidente dos EUA é atrasado mental.

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Manual de política para tótós

Finalmente aprendeu a ler e a escrever. Vale mais tarde do que nunca. E agora, o que pensará disto o novel comentador/atirador mentor do "para além da troica"? E o que fará o advogado de negócios que é primeiro-ministro no meio deste fogo cruzado?  

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27 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DO TEATRO


O Teatro não pode ser corrompido. O Teatro não pode ser alienação pelo entretenimento, como defende Willem Dafoe.
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Foto © 2015 Brad Trent

Receituário

DA BELEZA | Claro que a lotação estará esgotada e esta receita não faz falta nenhuma. Mas é sempre bom assinalar esta obra absolutamente extraordinária do teatro escrito e representado em português. Parabéns a Tiago Rodrigues por nos alertar os sentidos desta maneira superior. E parabéns às pessoas de Vila Real que vão festejar o Dia Mundial do Teatro assim. Bom dia.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

27 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DO TEATRO

A minha comemoração pessoal vai ser em Palmela, assistindo à peça encenada pela minha amiga Maria João Luís, e com representação dela própria, mais de Sílvia Figueiredo e de António Lourenço Menezes, pelo Teatro da Terra. Ao ler os motivos da escolha deste texto, lembrei-me desta frase de Fernando Pessoa: 
 
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. 
 
Vou até lá perceber porque razão o passado está sempre presente nas nossas vidas — pelas melhores, mas também pelas piores razões — e porque razão interfere tanto no nosso futuro. Outro poeta, Eduardo Guerra Carneiro, apresentou uma solução: "isto anda tudo ligado". Talvez tenha razão.
 
POTNIA THERON do grego antigo “Senhora dos animais” foi escrito por Hélia Correia, que conhece bem esta linguagem do passado e sabe alinhá-la para o presente, e pretende descrever a divindade feminina com domínio absoluto sobre a natureza selvagem. Hélia Correia escreve de um fôlego, este poema épico inédito, a partir da antiguidade clássica, para o espectáculo que Maria João Luís encena como uma opereta não convencional, abordando e refletindo sobre as relações de forças entre os géneros masculino e feminino.

POTNIA THERON

texto HÉLIA CORREIA
encenação MARIA JOÃO LUÍS
com MARIA JOÃO LUÍS, SÍLVIA FIGUEIREDO, ANTÓNIO LOURENÇO MENEZES
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
música original JOSÉ PEIXOTO
desenho de luz PEDRO DOMINGOS
assistência de encenação BEATRIZ VIEIRA DE CARVALHO
assistência de produção FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA
direção de produção PEDRO DOMINGOS
produção TEATRO DA TERRA 2026

Cine-Teatro São João, Palmela
27 de Março
Sexta-feira às 21h30


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quarta-feira, 25 de março de 2026

Não somos terroristas

Somos antifascistas.| Terrorista és tu. Terrorista e fascista. Estás a perceber, idiota?

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terça-feira, 24 de março de 2026

Bate tudo certo


O presidente do partido fascista quer que o movimento Antifa seja considerado terrorista. Faz todo o sentido esta preocupação por parte do fascista que dirige o partido fascista. Não se pode tolerar um movimento que é anti-a-gente, não é verdade? 

Ficava bem ao chefe fascista usar a sua influência para candidatar os grupos de amigos seus aliados, dos movimentos 1143 e Reconquista, ao Prémio Nobel da Paz. Trump não o conseguiu apesar dos seus excelsos esforços no sentido de implantar a paz plena no mundo. Como esta ideia de eliminar antifascistas vem dele, podiam, em gesto de homenagem ao seu ídolo, fazer a proposta à união Europeia e à ONU e àquela organização maravilhosa que Trump liderará mesmo depois de morto. Juntos influenciariam o comité das escolhas. Seria um bem menor. Não ganha o chefe, ganham os convivas campistas. Falamos de heróis que não vão em mariquices, nem em conversas das mulheres — essas que vão para a cozinha —, dos pretos ou dos "chamuças". Só cá ficam os Caucasianos, ouviram? Como já têm experiência em eliminar pessoas... É sempre a aviar.
 
Pensem nisso, heróis da reconquista e primatas da pátria que os pariu.

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Deus, pátria, família e tribunal


Um partido fascista colocar um juiz num tribunal que protege a democracia porque vivemos em democracia e o partido fascista ficou em segundo lugar na competição legislativa, parece a coisa mais normal do mundo. Será?
 
Normal é, são as regras. O que não é normal é haver tanto anormal a votar em fascistas. O partido fascista desistiu de meter no Tribunal Constitucional um fascista encartado, com provas dadas, porque o discurso do homem é do tempo das cavernas. Notava-se muito. Dizem agora que o novo nome proposto — segunda escolha, porque a primeira foi como que a atirar o barro à parede — é um senhor conservador, mas moderado: nada de elogios a salazares, ultramares e outros azares. Acrescenta o instrumento de comunicação extremamente conservador — Observador — que tanto poderia ser sugerido pelo partido fascista (lá no Observador não lhe chamam assim) como pelo PPD/PSD. Ah, bom, assim sim. Ainda bem que avisam. Ficamos muito mais descansados.
 
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segunda-feira, 23 de março de 2026

Design de comunicação

Da série Grandes Capas. https://www.economist.com/

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Os malucos do Riso

 NOVA TEMPORADA

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Há esperança

A esquerda que defende os valores de esquerda vence. Foi assim em Nova Iorque, aconteceu agora em Paris e Marselha. A direita foi derrotada e a extrema-direita  foi dar uma volta ao bilhar grande.

A esquerda existe. Existimos e provamos que vale a pena lutar pelos nossos valores. Passar pelos intervalos da chuva ou fingir que não percebemos o que a direita quer é a mesma coisa que colocar a raposa a tomar conta do galinheiro. E já que estamos no reino animal, sugiro ainda que chamemos os bois pelos nomes: os defensores da direita mais extrema não são porcos, nem javalis, nem cães raivosos, nem gatos em saco. São fascistas. Não insultemos os bichinhos com comparações de ocasião. O novo fascismo está aí e não é recomendável normalizá-lo. É prioritário combatê-lo. Nós temos ideias melhores, mais inteligentes, exigentes e solidárias. Vamos ser gente grande. Vamos derrotá-los. Boa sorte, Paris, grande cidade do mundo.

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domingo, 22 de março de 2026

Ver para crer?

Para quê? Já vimos tudo. Agora já se pode acreditar em tudo. O presidente da Assembleia da República bem avisou. No seu entender o insulto é permitido, mas não especificou se era permitido replicar. Se o partido racista elegeu sessenta deputados racistas, é perfeitamente normal que um deputado do partido racista insulte uma deputada que não tenha o mesmo tom de pele. Sendo mulher, melhor ainda. Mulheres no parlamento só as do partido racista, as outras que vão para a sua terra.
No entender de Aguiar-Branco é a normalidade democrática a funcionar. Mas como não especificou, não se percebeu se chamar racistas aos racistas era permitido. Parece que a deputada que foi insultada pelo cretino do partido racista foi agora censurada pelo parlamento onde existe uma maioria de deputados racistas, xenófobos, sexistas, e com muitos fascistas à mistura, a censurar quem se defende de insultos instigados pela ignorância mais básica. O parlamento português está a circular em sentido contrário ao da decência mais elementar. Já não são só sessenta cretinos a berrar insultos e ameaças com maneiras de frequentador de tasca rasca ao fim do dia.
Estamos mal, com esta gente a legislar e colocar fascistas em lugares de destaque em todos os locais onde existam lugares daqueles a que eles chamam vulgarmente de "tachos". E são tachos. É só no que pensam: arranjar tachos e tachinhos para os seus. Parece que já não estamos a caminhar para um novo fascismo. O que parece mesmo é que já lá estamos.
Eva Cruzeiro é uma grande mulher inteligente e lúcida, de esquerda, feminista e anti-fascista que não gosta de ser insultada. Feitios.

Já não se usa pensar?

LANÇAMENTO DO LIVRO FORMAS DE CONVERSÃO | Fomos ao Teatro A Barraca assistir a uma aula. Foram abordadas conversões. É a Filosofia que as interpreta: na religião, na política, na espiritualidade, que isto anda tudo ligado, como percebeu o poeta Eduardo Guerra Carneiro, e, em dia da Poesia, Fernando Pessoa também foi convocado para a conversa, como não podia deixar de ser mesmo que não fosse dia da Poesia. Nesta lição/apresentação lecionaram, para além dos organizadores do livro — Gianfranco Ferraro e António de Castro Caeiro — alguns dos participantes neste trabalho pioneiro e por isso mesmo importantíssimo. A Ana (Nogueira) emprestou um dos seus trabalhos para a capa desta obra de que eu fui diretor de arte e de que o João Silva foi responsável pelo design e paginação. Hoje lembrei-me de que já tinha sido responsável por uma publicação sobre "esta matéria", como se diz muito agora.

Então, foi assim: a Clara Pinto Correia escreveu O LIVRO DAS CONVERSÕES e o João Francisco Vilhena encenou situações e fez fotografias que deram em excelentes exemplos artísticos. Obra de ficção literária, claro. A edição foi do Circulo de Leitores e foi publicada em 2004. O livro foi apresentado por Frei Bento Domingues, no Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, e resultou em peça de excelência, perdoem-me a ousadia. Resolvi colocar aqui, para além da que testemunham o lançamento de ontem, as fotografias do João Francisco que "atingiram" a Inês Fonseca Santos, que foi Santa Genoveva nestas páginas, e que deve ter sido a mais bela santa alguma vez fotografada, graças a deus... e ao João Francisco. Conclusão: é tão bom trabalhar nestas obras. Muito obrigado a toda a gente que as pensa e transporta para a acessibilidade do papel impresso. Chamam-se livros. Bom domingo.

sábado, 21 de março de 2026

21 de Março

 DIA MUNDIAL DA POESIA

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Direita em maioría dá sempre nisto

Gente asquerosa, agora em maioria na casa da democracia que combatem, fez no dia de hoje história pequena, suja, asquerosa. Temo por pessoas trans minhas amigas. Um sofrimento físico muito grande pode ser fatal.

Gente asquerosa, agora em maioria na casa da democracia que desprezam e combatem, fez no dia de hoje história pequena, suja, asquerosa. Temo por pessoas trans minhas amigas. O PPD/PSD é um partido de gente sem trambelho. Tudo o que não percebem ou não querem é luxo ideológico. Não é por acaso que muitos dos atuais dirigentes do partido fascista fizeram lá carreira. Agora alinharam-se todos: PPD/PSD, CDS e Chega festejaram o regresso ao passado. O partido fascista já manda no país desde que tem um político/comentador de futebol, com verve de dirigente de claque sem vergonha no leme. É nestas ocasiões que se percebe o carácter desta gente. Trump, Putin, Bolsonado, Orban, Salvini, Ventura, Montenegro, Hugo Soares juntos na mesma luta contra avanços civilizacionais. Toda a ousadia pelos direitos das pessoas será castigada. Acima o obscurantismo. Vivam as trevas.

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sexta-feira, 20 de março de 2026

As boas histórias que dão em livro

Foi uma noite e pêras. Lançamento do livro do Luís Afonso e do Jorge Adelar Finatto, na Casa da Imprensa, lugar onde está instalada uma ilustrativa exposição do João Fazenda. A noite foi mesmo muito bem vivida, com a ajuda da bonita apresentação do livro pelo José Anjos e pelo Nuno Pacheco. O livro é de boa leitura, não cansa, pelo contrário: entusiasma, com estas histórias inesperadas e em delirante surpresa. Depois fomos jantar e a apresentação continuou entre filetes e pataniscas. E vinho, pois, que as ideias secam quando não são regadas. Muito obrigado a todos por estes ambientes tão divertidos e tão lúcidos.  Até breve.

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quinta-feira, 19 de março de 2026

Receituário

 
FORMAS DE CONVERSÃO | O livro é extenso e quem o escreve sabe o que diz e sabe o que escreveu. Gianfranco Ferraro e António de Castro Caeiro são os organizadores da obra e têm obra lá dentro. Este trabalho é mais uma edição da abysmo e foi encapado e concebido graficamente por nós, na DDLX. A pintura da capa é da autoria de Ana Nogueira e pertence ao projeto expositivo A FLORESTA DE L.
O lançamento é no próximo sábado, nas instalações do Teatro A Barraca, em Santos. E pronto, o convite está feito. Venham filosofar com a gente, que é como quem diz: conversar, beber um copo e quem quiser até pode dançar. Até lá.

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Receituário

VIAGEM NO AUTOCARRO DO LUÍS E NO ÔNIBUS DO JORGE | O Luís Afonso e o seu amigo Jorge Adelar Finatto escreveram um livro de histórias passadas em viagens de camionetas de transporte público: autocarro para o Luís e ônibus para o Jorge. Aviso: o livro é um bocado bem passado de leitura. Sou suspeito. É que participo na viagem. Nós, na DDLX, tratámos da pintura deste ônibus autocarro. Ou seja: capa e paginação foram fabricadas nesta oficina de design e outras artes. A edição é da abysmo. A ilustração da capa é da Clara Finatto.
O início desta viagem é já esta quinta-feira, dia 19, às seis da tarde, na Casa da Imprensa, na rua da Horta Seca. Apareçam. Há boleia para toda a gente, gente.

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SE TE QUERES MATAR, PORQUE NÃO TE QUERES MATAR?
Álvaro de Campos. Obras de Fernando Pessoa 
 
Este título do poema de Álvaro de Campos parece ter sugerido o mote ao autor deste COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ. O autor é Sérgio Godinho, conhecido por saber dar música às palavras que nos esclarecem sentimentos e atitudes, mas que também usa as palavras para fazer literatura. Este livro tem paginadas quinze histórias que abordam situações limite. O que leva alguém a cometer suicídio? Ou quase, vá? As respostas podem ser muitas. As histórias deste livro revelam várias hipóteses de escolha. É pegar ou largar.
 
Vamos conversar com Sérgio Godinho — eu e a Rosa Azevedo — na primeira edição desta nova iniciativa que junta a livraria e editora SNOB à DDLX, que é mais imagem e design de comunicação. Vamos falar sobre este seu livro e também sobre os outros, e talvez ainda haja tempo para conversarmos um bocadinho sobre a sua vida na música. A livraria SNOB é ali entre a Estrela e o Rato, e é uma das mais competentes livrarias da capital da república. O convite está feito. Mas ainda aqui havemos de vir, para refrescar a memória dos interessados. 

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segunda-feira, 16 de março de 2026

A diversão da guerra

Trump assume que vai massacrar uma ilha do Irão só porque sim. Apetece-lhe. É "só por diversão".
 
Vejamos: um "estadista", presidente do mais poderoso país do mundo, que diz uma coisa destas, deve ser classificado como? Psicopata? Irresponsável? Imbecil? Palonço? Valdevinos? Cretino? Pantomineiro? Escroque? Ou será apenas um criminoso? Somando todas as hipóteses, sugiro uma classificação que reúne estas todas. Que tal filho da puta e não se fala mais nisso? 

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