Montenegro diz que país precisa de “sindicalistas com arrojo”, criticando "sindicatos do século XX". Estruturas ultrapassadas, sugere. Notícia da LUSA
O homem julga estar muito à frente, coitado. Foram os sindicatos do século XX que lutaram para que os trabalhadores o fossem com direitos e deveres mais compatíveis com as funções desempenhadas. Montenegro e os seus amigos neoliberais e até os descarados fascistas querem regressar ao século XIX, onde o valor do trabalho estava ao nível da sobrevivência apenas. Esta gente não está muito à frente, como parece fazer crer. Não há nada de novo no pacote laboral. É tudo velho e serôdio. Charles Dickens, que nasceu em 1820, e que viveu observando a Revolução Industrial, escreveu os livros que esta gente não leu, e que descrevem tão bem o tempo a que querem que o mundo dos trabalhadores regresse.
A Greve Geral que aí vem tem de ser uma demonstração de força como o foram as grandes greves do século XX, que exigiram melhores salários, redução da jornada de trabalho, participação na política (todas as greves são políticas, estúpidos), e resistência ao autoritarismo patronal e governamental. E aconteceram para que hoje as pessoas que trabalham tenham direitos considerados normalíssimos: férias pagas, segurança no trabalho e negociação coletiva. Resistir, é preciso.
































