DA SÉRIE GRANDES CAPAS | Imagens obtidas no laboratório do José Simões: https://misteriosorganismo.blogspot.com/
segunda-feira, 13 de julho de 2026
domingo, 12 de julho de 2026
Aos domingos - elogio do extraordinário
Artur Guerra e Cristina Rodriguez marcaram a tradução em Portugal. Traduziram duas centenas de obras de grandes escritores, sobretudo do castelhano e do catalão, mas também do inglês e do italiano.
Tentei perceber, numa breve pesquisa, quais os livros mais importantes que lhes ocuparam os óculos. Muitos deles passaram posteriormente pelos meus óculos também, mas outros não. Isto não quer dizer que tenha feito vista grossa. Nem pensar. Todos os autores que a Cristina e o Artur traduziram andam aqui pelas estantes. Descobri na breve pesquisa que me faltam títulos. A tradução de obras de autores de grande qualidade, colocam o trabalho desta dupla no patamar do extraordinário. A lista que se segue é uma amostra que esclarece a exigência e justifica todos os elogios e a homenagem a Artur Guerra, que agora nos deixou.
Alguns autores traduzidos por Cristina Rodriguez e por Artur Guerra:
- Roberto Bolaño
- Jorge Luis Borges
- Gabriel García Márquez
- Mario Vargas Llosa
- Arturo Pérez-Reverte
- Gonzalo Torrente Ballester
- Camilo José Cela
- Jorge Edwards
- Luis Sepúlveda
- Francesco Alberoni
- Mercè Rodoreda
- Jesús Moncada
- Maria Barbal
- Joanot Martorell (Tirant lo Blanc)
- Joan Perucho
- Tina Vallès
- Marc Pastor
- Antoni Tàpies
- Ramon Llull
sábado, 11 de julho de 2026
Aos sábados - a espuma da semana
sexta-feira, 10 de julho de 2026
A minha pátria é a míngua portuguesa
O corte do apoio a quem tanto nos deu é, para além de revelador de uma ignorância e de um desprezo sem paralelo pela cultura, uma atitude de gente má. Gente bem instalada, com poder de decisão, que decide apoiar os seus pares na "urgente resiliência" — empresas, instituições, clubes — e esquecer quem nos enriqueceu os sentidos e o ser. Quem contribuiu para o nosso enriquecimento cultural, que provavelmente é a única coisa em que somos ricos.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Um extra-terrestre na Casa Branca?
Tudo pelo Tacho
José Dias Fernandes recua e diz que vai continuar deputado do Chega. Título da Lusa.
Sim, eu sei que a malta se irrita muito por andarmos sempre a falar das palermices dos energúmenos que seguem e praticam o catecismo do partido fascista. Mas eu acho que não é por aí que temos a burra nas couves. A mim já só me dá para rir. Já todos percebemos que o que querem as alimárias do partido do biltre é tacho. Assim, com todas as letras. O resto é conversa de encher chouriços, que também é desporto muito praticado lá no ringue.
Um cretino de quem nunca tínhamos ouvido falar, discordou de não sei o quê que incomodava a sua pretensão de manter o tacho. Mas alguém o fez chegar à razão e tudo voltou à normalidade "democrática", que é como quem diz: o tacho ditou a sua razão e a ordem natural das coisas - que isto é mesmo assim: quem não obedece não mama.
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quarta-feira, 8 de julho de 2026
Indomável ridículo
Líder parlamentar do CDS-PP pede a CGTP que atribua medalha de mérito a André Ventura Título da Lusa
O pedido não é ironia. O CDS/PP não tem sentido de humor para isso. É simplesmente provocação.O líder parlamentar do CDS/PP é um forcado de gado manso incompetente que não consegue "pegar" com êxito bezerros, e não consegue dominar a ganadaria que se estabeleceu no lado direito mais extremo do parlamento. Ventura votou a favor do vento eleitoral. Mais nada aconteceu ali. Agora, o forcado de gado manso queixa-se acusando, fingindo que não percebe que há quem finja ser o que não é. A tática é a mesma dos seus vizinhos, que não passam de uns indomáveis patifes.
Não se conhece reacção ou resposta da CGTP. Esperemos que seja o silêncio. É, nestes casos, a melhor resposta.
terça-feira, 7 de julho de 2026
O maravilhoso mundo da educação
O ministro é muito elogiado pelos seus pares. Eficácia pretensamente reguladora é entendida como solução única. Um economista que mal sabe de educação foi apresentado como o salvador do sistema. Parece que os salvadores estão na moda. O pantomineiro do partido fascista anda afixado pelas rotundas em cartazes de grandes dimensões anunciado como o salvador de Portugal. Mas esta cisma de que tudo tem que ser salvo, e a mania de que os salvadores são os agentes governamentais adeptos do "nunca visto", em delírio trumpista, está a dar maus resultados. Os maus resultados de Trump estendem-se a todo o lado. Os resultados são mesmo maus, sem metáforas. Não será tempo de o senhor ministro ir fazer "coisas extraordinárias" para outro lado? É que no seu desempenho não se vislumbra nada de extraordinário.Muito pelo contrário.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Design de comunicação
Da série Grandes Capas. Imagens obtidas no laboratório do José Simões: https://misteriosorganismo.blogspot.com/
domingo, 5 de julho de 2026
Aos domingos - elogio do extraordinário
BRIAN ENO | Dei por ele já depois dos Roxy Music. Tal como conheci David Sylvian depois dos Japan. Por ignorância minha, mas que me deu muito jeito. Gosto muito mais do que veio depois das experiências iniciais. São dois músicos que encaixaram muito bem a solo os sons que foram experimentando nos colectivos. Mas Sylvian fica para outra vez.
Visitem o seu sítio: Brian Eno
sábado, 4 de julho de 2026
Aos sábados - a espuma da semana
POLÍTICA E CIRCO - A extrema-direita continua em delirante ataque à democracia e à decência. O governo continua incompetente e vil. O partido que se diz social-democrata continua cada vez menos social. Agora tem novo porta-voz. E que voz. O abismo é já ali.
LÁ FORA - Trump continua mentiroso e fanfarrão. Novidade? Nenhuma. Mas para quem inventou guerras para dizer que acabou com elas, e que passa a vida num anúncio de paz "como nunca se viu" que mais parece um número de circo rasca, essas guerras só o são porque morrem pessoas. Um palhaço criminoso não deixa de ser criminoso só porque faz da política um circo.
NATUREZA - E depois há a Natureza, que é assim como um deus zangado, que incendeia, faz tremer destruindo vidas e construções humanas, parecendo querer lembrar a quem incendeia e faz tremer com armas que afinal há um poder maior.
LITERATURA - O livro PERDEU-SE RELÓGIO DE SENHORA, de Alice Brito, continua na rota do elogio e da recomendação. A segunda edição já circula. É um prazer ler este livro.
ELOGIO DO EXTRAORDINÁRIO - E amanhã há elogio. Até amanhã. E até lá... Bom sábado.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Receituário
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Cretinagem
FALTA DE VERGONHA NÃO É CORAGEM | É o que dá andarem pelos despojos à procura de gente desta para preencherem listas de candidatos. Depois os eleitores cretinos acham graça a estas coisas e elegem mesmo esta gente que é cretina como eles. Há quem chame "coragem" ao que esta gente sem qualidades "pensa", berra e faz no parlamento e fora dele. Coragem não é o que berram e vomitam. Esta gente não tem coragem. E a educação ficou na folha de uma couve - veio um burro e comeu-a. Têm é falta de vergonha na cara. São uns desbragados mentais e verbais. Só isso.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Narrativas de Ana Vieira
A Galeria Vera Cortês vai fechar no final do ano. Lisboa perde. Nós todos perdemos. Como referia Deleuze, em relação ao seu ofício da Filosofia, ela tem que existir mesmo que não seja muito frequentada. Existir permite o desenvolvimento do pensamento, mesmo com a frequência de poucos. Estar é ser. E isso é fundamental para a humanidade. A Arte existir (mesmo que a maioria confunda Arte com habilidade), permite o debate e o crescimento das ideias artísticas e outras ousadias. Permite o desenvolvimento humano. Repito: com este encerramento todos perdemos.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Design de comunicação
Da série Grandes Capas. Imagens obtidas no laboratório do José Simões: Mistérios do organismo.
domingo, 28 de junho de 2026
Aos domingos - elogio do extraordinário
Álvaro Siza e Frank Gehry Trabalharam juntos em projectos de relevo. Apesar de praticantes de arquitecturas que parecem estar de costas viradas, desenvolveram amizade e convívio intelectual.
Álvaro Siza depura, retira o que está a mais dando preferência ao lugar, ao que o envolve e à luz. Frank Gehry faz escultura. Os seus trabalhos são instalações que, embora respeitando o lugar, dão preferência ao que pode ser exibido, em extenção da arquitectura necessária.
Na Fundação de Serralves está visitável uma exposição, na Ala Álvaro Siza do museu, intitulada "O Século de Gehry". A exposição serve para mostrar precisamente a colaboração e o convívio mantido entre os dois arquitectos que marcam a arquitectura do seu tempo. Ainda não pus lá os pés, mas vou dar corda aos sapatinhos e vou rumar até ao Porto um dia destes. A exposição — que acredito ser extraordinária — espera-nos até ao fim do ano. Arquitectura elogiada. Bom domingo.
Imagens: Pavilhão de Portugal. Álvaro Siza (expo'98). Museu Guggenheim Bilbao. Frank Gehry (1997).































