DAVID BYRNE | Conheço David Byrne desde os Talking Heads. Já tinha ouvido e visto Byrne no coliseu de Lisboa, em concertos nos anos noventa do século passado, mas também no princípio deste. Assisti agora ao concerto em Cascais, no festival Ageas Cooljazz, na passada terça-feira. Asseguro: o homem está em forma.
Foram cantadas, coreografadas e visualmente tratadas dezoito músicas. Ambientes dos tempos iniciais foram misturados com ideias musicais e visuais de agora. As projecções que inundaram o fundo cénico e os écrans gigantes mostraram rigor estético e capacidade criativa, sem os facilitismos que a IA permite, que se observam neste tipo de performances e que anulam visualmente os músicos. Nada disso aqui aconteceu. Competente rigor visual associou sons e imagens. No final não houve encores. Logo que os músicos se retiraram, som gravado de Brian Eno acompanhou-nos até à saída do recinto. Os amigos são para serem ouvidos. Este trabalho de David Byrne e da sua equipa fica na minha história pessoal de concertos ao vivo. Tudo ali foi espectacular. Mas confesso que também convivo muitas vezes com o trabalho de Byrne nas minhas audições diárias. Ele anda por aqui pelas estantes e a sua música também cá mora.
Elogio feito. David Byrne é extraordinário.
Imagens: Festival Ageas Cooljazz/DR




























