ARMANDO ALVES | Morreu Armando Alves. Partiu de Estremoz para Lisboa e depois para o Porto, onde estudou, trabalhou e ficou para sempre. Fez parte do famoso grupo Quatro Vintes, com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, devido à nota que alcançaram no curso de pintura. Pintou, e bem, mas foi no design gráfico que se destacou. Activo na intervenção cívica, foi uma das minhas grandes referências como artista e como ser humano. Guardo com todos os cuidados muitos trabalhos que idealizou. É mais um dos grandes nomes da cultura contemporânea que nos deixa. Muito obrigado, Armando Alves. Foi bom viver no teu tempo.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Homenagem
ARMANDO ALVES | Morreu Armando Alves. Partiu de Estremoz para Lisboa e depois para o Porto, onde estudou, trabalhou e ficou para sempre. Fez parte do famoso grupo Quatro Vintes, com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, devido à nota que alcançaram no curso de pintura. Pintou, e bem, mas foi no design gráfico que se destacou. Activo na intervenção cívica, foi uma das minhas grandes referências como artista e como ser humano. Guardo com todos os cuidados muitos trabalhos que idealizou. É mais um dos grandes nomes da cultura contemporânea que nos deixa. Muito obrigado, Armando Alves. Foi bom viver no teu tempo.
segunda-feira, 30 de março de 2026
Racismo não é opinião
O mais desbragado racismo está a invadir a sociedade. As escolas são pasto para gente sem escrúpulos que exibe o seu primarismo cultural em ofensas agressivas sem qualquer fundamento. Um destacado influenciador de extrema-direita, do grupo Reconquista (reconquista de quê?) aparece num vídeo publicado nas suas redes, e trespassado em delírio pelos seus pares, em recalcitrante denúncia do diretor do Agrupamento de Escolas José Saramago, com sede no Poceirão, concelho de Palmela.
Esse esforçado aliado do partido de extrema-direita que tem sessenta deputados no parlamento, mente com todos os dentes que tem na boca e bigode e tudo. Diz o rapaz que estamos perante a primeira escola muçulmana do país, onde são estimulados os cultos correspondentes. Para se pensar que o que diz é verdadeiro, regista o nascimento do diretor da escola em território indiano, quando se trata de um português nascido em Moçambique. A espoleta para a "denúncia" pelo inenarrável nacionalista foi uma missiva interna enviada por correio eletrónico para todos os professores da escola, sugerindo que as confissões religiosas de todos os alunos fossem respeitadas. Ora, o que o diretor desta escola fez é o que o respeito por todos os cidadãos exige. São as leis de um estado laico e republicano. São regras que existem em Portugal e em todo o lado onde há regras. Na escola José Saramago o natal cristão é assinalado e celebrado. Esta escola preenche as suas salas com alunos de mais de vinte nacionalidades. As diferenças constituem riqueza civilizacional. O convívio entre pessoas diferentes sempre trouxe inteligência e progresso às populações que respeitam e estimulam esse convívio. Vive-se aqui em zona de grande atividade vitivinícola e de outras agriculturas, onde muitos imigrantes vivem, trabalham e têm o direito e o dever de educar os seus filhos. As entidades políticas regionais sempre respeitaram as pessoas e os seus credos. E quem não tem credo também sempre viveu aqui bem.
Com a conquista eleitoral da junta de freguesia pelo partido de extrema-direita a coisa mudou de figura. Percebemos que existem por aqui muitos racistas ressabiados que ainda não perceberam (nem nunca perceberão, já percebemos) as vantagens do cosmopolitismo. Esta região tem todas as condições para dar esperança a um civilizado ambiente de tolerância e solidariedade, mas a entrada do partido racista em cena alvitra momentos de uma tensão que recupera valores de outros tempos. Eles até já têm Salazar como modelo a seguir. Foi o chefe que o disse no parlamento e onde o quiseram ouvir. Quer três deles, ou mais. "Nem três salazares chegavam...", disse, como se o promotor de corrupção oriundo de Santa Comba Dão fosse um exemplo de exemplares justiças. Enfim, tristezas. Mas há mais: o executivo da junta de freguesia não tem orçamento para as comemorações do 25 de Abril. A verba habitualmente destinada às comemorações da Liberdade passa a ornamentar o 10 de Junho. Independentemente do ridículo da opção, sobra para avivar a nossa curiosidade a programação política: será que vão organizar desfile militar no dia de Camões e das Comunidades Portuguesas? Irão ser disparadas as armas e os... Canhões assinalados? Sim, porque ler Camões não sabem. Se o soubessem ler, e se o lessem, não eram racistas. Mas esta gente sabe lá ler e escrever?!
Racismo não é opinião. É crime. Estes apologistas do ódio apelam ao crime.
domingo, 29 de março de 2026
Sem ilusões
Se te queres matar, porque não te queres matar?
sábado, 28 de março de 2026
Mestres de Teatro
sexta-feira, 27 de março de 2026
Informação de rotina
Novo líder supremo do Irão diz ter sido informado pelo MOIS (Ministério da Inteligência e da Segurança Nacional), de que presidente dos EUA é atrasado mental.
Manual de política para tótós
Finalmente aprendeu a ler e a escrever. Vale mais tarde do que nunca. E agora, o que pensará disto o novel comentador/atirador mentor do "para além da troica"? E o que fará o advogado de negócios que é primeiro-ministro no meio deste fogo cruzado?
Facebook27 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DO TEATRO
O Teatro não pode ser corrompido. O Teatro não pode ser alienação pelo entretenimento, como defende Willem Dafoe.
Receituário
DA BELEZA | Claro que a lotação estará esgotada e esta receita não faz falta nenhuma. Mas é sempre bom assinalar esta obra absolutamente extraordinária do teatro escrito e representado em português. Parabéns a Tiago Rodrigues por nos alertar os sentidos desta maneira superior. E parabéns às pessoas de Vila Real que vão festejar o Dia Mundial do Teatro assim. Bom dia.
quinta-feira, 26 de março de 2026
27 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DO TEATRO
POTNIA THERON
texto HÉLIA CORREIA
encenação MARIA JOÃO LUÍS
com MARIA JOÃO LUÍS, SÍLVIA FIGUEIREDO, ANTÓNIO LOURENÇO MENEZES
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
música original JOSÉ PEIXOTO
desenho de luz PEDRO DOMINGOS
assistência de encenação BEATRIZ VIEIRA DE CARVALHO
assistência de produção FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA
direção de produção PEDRO DOMINGOS
produção TEATRO DA TERRA 2026
Cine-Teatro São João, Palmela
27 de Março
Sexta-feira às 21h30
quarta-feira, 25 de março de 2026
terça-feira, 24 de março de 2026
Bate tudo certo
O presidente do partido fascista quer que o movimento Antifa seja considerado terrorista. Faz todo o sentido esta preocupação por parte do fascista que dirige o partido fascista. Não se pode tolerar um movimento que é anti-a-gente, não é verdade?
Deus, pátria, família e tribunal
segunda-feira, 23 de março de 2026
Há esperança
A esquerda existe. Existimos e provamos que vale a pena lutar pelos nossos valores. Passar pelos intervalos da chuva ou fingir que não percebemos o que a direita quer é a mesma coisa que colocar a raposa a tomar conta do galinheiro. E já que estamos no reino animal, sugiro ainda que chamemos os bois pelos nomes: os defensores da direita mais extrema não são porcos, nem javalis, nem cães raivosos, nem gatos em saco. São fascistas. Não insultemos os bichinhos com comparações de ocasião. O novo fascismo está aí e não é recomendável normalizá-lo. É prioritário combatê-lo. Nós temos ideias melhores, mais inteligentes, exigentes e solidárias. Vamos ser gente grande. Vamos derrotá-los. Boa sorte, Paris, grande cidade do mundo.
domingo, 22 de março de 2026
Ver para crer?
Já não se usa pensar?
LANÇAMENTO DO LIVRO FORMAS DE CONVERSÃO | Fomos ao Teatro A Barraca assistir a uma aula. Foram abordadas conversões. É a Filosofia que as interpreta: na religião, na política, na espiritualidade, que isto anda tudo ligado, como percebeu o poeta Eduardo Guerra Carneiro, e, em dia da Poesia, Fernando Pessoa também foi convocado para a conversa, como não podia deixar de ser mesmo que não fosse dia da Poesia. Nesta lição/apresentação lecionaram, para além dos organizadores do livro — Gianfranco Ferraro e António de Castro Caeiro — alguns dos participantes neste trabalho pioneiro e por isso mesmo importantíssimo. A Ana (Nogueira) emprestou um dos seus trabalhos para a capa desta obra de que eu fui diretor de arte e de que o João Silva foi responsável pelo design e paginação. Hoje lembrei-me de que já tinha sido responsável por uma publicação sobre "esta matéria", como se diz muito agora.
sábado, 21 de março de 2026
Direita em maioría dá sempre nisto
Gente asquerosa, agora em maioria na casa da democracia que combatem, fez no dia de hoje história pequena, suja, asquerosa. Temo por pessoas trans minhas amigas. Um sofrimento físico muito grande pode ser fatal.
Gente asquerosa, agora em maioria na casa da democracia que desprezam e combatem, fez no dia de hoje história pequena, suja, asquerosa. Temo por pessoas trans minhas amigas. O PPD/PSD é um partido de gente sem trambelho. Tudo o que não percebem ou não querem é luxo ideológico. Não é por acaso que muitos dos atuais dirigentes do partido fascista fizeram lá carreira. Agora alinharam-se todos: PPD/PSD, CDS e Chega festejaram o regresso ao passado. O partido fascista já manda no país desde que tem um político/comentador de futebol, com verve de dirigente de claque sem vergonha no leme. É nestas ocasiões que se percebe o carácter desta gente. Trump, Putin, Bolsonado, Orban, Salvini, Ventura, Montenegro, Hugo Soares juntos na mesma luta contra avanços civilizacionais. Toda a ousadia pelos direitos das pessoas será castigada. Acima o obscurantismo. Vivam as trevas.
sexta-feira, 20 de março de 2026
As boas histórias que dão em livro
Foi uma noite e pêras. Lançamento do livro do Luís Afonso e do Jorge Adelar Finatto, na Casa da Imprensa, lugar onde está instalada uma ilustrativa exposição do João Fazenda. A noite foi mesmo muito bem vivida, com a ajuda da bonita apresentação do livro pelo José Anjos e pelo Nuno Pacheco. O livro é de boa leitura, não cansa, pelo contrário: entusiasma, com estas histórias inesperadas e em delirante surpresa. Depois fomos jantar e a apresentação continuou entre filetes e pataniscas. E vinho, pois, que as ideias secam quando não são regadas. Muito obrigado a todos por estes ambientes tão divertidos e tão lúcidos. Até breve.
































