quarta-feira, 11 de março de 2015

O TROCA-TINTAS | As justificações que atira para os olhos dos deputados não são justificações, são aleivosias bem preparadas. Pagou tudo? Há quem substantivamente diga que não. Tem uma declaração de não-dívida? E então? É isso que está em causa? E o exemplo? e os esquecimentos? E os salários sem trambelho? E o passado sombrio e tosco? É penoso vê-lo defender o indefensável. É triste perceber que é primeiro-ministro. Este troca-tintas tenta fazer de todos nós parvos. Os deputados da maioria aplaudem ruidosamente sem vergonha. E vai haver gente a votar nele. Há gente para tudo.
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OS RECTOS | Dedicado aos grandes gestores, políticos, ajustadores de todo o mundo e arredores. Há telenovelas e telenovelas, digo eu. E há grandes actores. Osmar Prado é um grande actor em qualquer parte do mundo e arredores. Este filmezinho é para o meu amigo Helder Moura Pereira. Ele sabe porquê. 
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terça-feira, 10 de março de 2015

REI CAVACO | Agora até escolhe sucessor. Se vier lá de fora melhor. Alguém que conheça os gurus e os gabirus estrangeiros. Será Durão Barroso? Podia ser, os gabirus estariam bem representados. Mas não há garantias de bom desempenho. O cargo está um destroço. É preciso levantar aquilo. Barroso não é propriamente um exemplo de bons desempenhos. Cavaco não acerta uma.
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segunda-feira, 9 de março de 2015

QUEM QUER SER CAVACO SILVAE Cavaco Silva, quem é? Bem, assim de repente é o Presidente de todos os portugueses. Foi eleito. Isso é importante numa república e em democracia. Os eleitores que nele votaram recompensaram-no pelo grande serviço prestado à nação enquanto foi primeiro-ministro. Formou governo quando amainou a crise que então arrasava a vida dos portugueses. Foi comparado à direita e à esquerda a Salazar. Os primeiros com alegria, os segundos com preocupação. Nunca se enganava e raramente tinha dúvidas. Não achava graça nenhuma a debates parlamentares. Não metia lá os presuntos. Há eleitores que gostam de políticos, perdão, de chefes assim. Providenciais. Como chefe do Governo abraçou o desenvolvimento. Deixou construir como se as torneiras europeias nunca mais deixassem de jorrar. Fundos comunitários apoiaram projectos milionários. Os bancos emprestavam às pessoas o que fosse preciso. Faziam campanhas publicitárias, pagas a ouro, para estimular o negócio. Falava-se em capitalismo popular, lembram-se? Uma parolice. O próprio primeiro-ministro Cavaco tirou bons dividendos para si e para os seus. Os amigos aviaram o cartucho até transbordar. Foram feitos cordiais acordos com os nossos parceiros europeus. Indústrias de relevo histórico nacional foram anuladas. Outros farão isso, nós desenvolveremos outros recursos. Quais? Logo se vê. Reformas estruturais? Isso é política politico-partidária. Deixemos os portugueses serem felizes. Que mal é que isso tem?
Agora, como Presidente, vestiu o fato errado. Não se sente confortável. Raramente fala e quando fala condena a política político-partidária. A política provoca urticária. O que interessa é o desenvolvimento do país, diz enquanto varre para debaixo do tapete os enleios pouco claros em que se meteu o primeiro-ministro do seu governo. Como se as políticas de desenvolvimento se fizessem sem política e sem partidos. Daqui por um ano vai-se embora. Por ter estado sempre ao serviço da nação, ficou com rendimentos reduzidos. Vai viver com as parcas reformas que provavelmente não chegarão para as despesas.
E nós vamos ficar sem ele. Que pena!

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DO RISO E DO ESQUECIMENTO | O problema de Passos não são os descuidos com os pagamentos ao Estado. Com as manhas de Passos podemos nós muito bem. O problema está nos empregos que o homem teve. Esses sim manhosos e sem utilidade. Passos Coelho nunca fez nada de jeito na vida. Foi deputado acumulando, mas o que fazia no que acumulava não servia para nada. Uma espécie de calceteiro marítimo. Os descontos para o Estado são assim pouco esclarecedores. As dúvidas nascem como cogumelos. Descontava em relação a quê, se ele próprio não se lembrava do que recebia? O esquecimento é uma nova doutrina nacional. A formação foi feita às pinguinhas por causa da política, e a política foi uma pinguinha de coisa nenhuma. Entretanto leu livros que nunca foram escritos — foi Pacheco Pereira que deu pela marosca, quando denunciou a revelação por Passos da leitura de um livro de Sartre que o filosofo francês nunca publicou —, deu entrevistas sem jeito e andou por aí a convencer incautos de que era um ser superior. Tudo tanga. Acabou por acontecer o pior. Para ele e para nós. Lembrou-se que poderia ser primeiro-ministro. Num congresso do partido que nunca foi social-democrata, apresentou-se, subiu ao palanque e saiu de lá vencedor. Parabéns à prima. Agora quer convencer-nos de que ser normal é ser distraído. Como se a gente não soubesse como elas nos mordem quando nos esquecemos de pagar seja o que for ao Estado. Exige rigor, mas não é rigoroso. Um homem sem qualidades que juntou uma trupe de gente que faz jus aos seus intentos. Para o que o neoliberalismo os queria serviam perfeitamente. Só que agora perceberam que há pedras no caminho. Eles não se importam nada com isso. Um toque no calhau com o pé e para a frente é que é o pote. Entretanto até há páginas no facebook de apoio a esta fraude humana. Este palerma, para além de não se demitir, vai-se apresentar ao eleitorado como o grande salvador da pátria. Triste pátria que tais salvadores nos fornece. Os próximos meses vão ser terríveis. 
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domingo, 8 de março de 2015

DIA DA MULHER | Hoje é dia de perceber que as mulheres são extraordinárias. Elas são extraordinárias o ano todo, mas hoje é dia de o assinalarmos. Assinalemos
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CURTO E GROSSO | E lá fomos nós ver a exposição de Paulo Curto Baptista. Cheios de curiosidade. Fomos muitos. O moscatel soube bem. O convívio também. A malta parece que gostou. Eu gostei, é claro. Vou lá voltar. Ficam aqui os retratos da noite. Apareçam. Divirtam-se.
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sábado, 7 de março de 2015

MUITO CÁ DE CASAPaulo José Miranda e António Cabrita, desafiados por Rosa Azevedo. animaram uma noite em que se falou de relacionamentos, entendimentos, amor e felicidade. O que nos proporciona momentos de bem-estar? A criação provoca isolamento? Percebemos o que incomoda e o que proporciona serenidade a estes criadores. Foi bom este convívio. Coisas simples e possíveis de viver. Foi ontem, na Casa Da Cultura | Setúbal. Obrigado, Paulo e António. Até à próxima.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

QUEM QUER SER CHICO-ESPERTO | Novo programa televisivo, com conteúdos inteiramente nacionais. Consta que Passos Coelho, Marco António, Montenegro, Teresa Leal Coelho, Teresa Caeiro e Mota Soares se inscreveram para a primeira emissão do concurso. Moura Guedes vai apresentar. Os produtores não querem arriscar: ela faz aquilo de olhos fechados. A coisa promete, portanto.
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OPORTUNIDADE | É hoje à noite que António Cabrita e Paulo José Mirandavão estar juntos e ao vivo na Casa da Cultura em mais uma iniciativa Muito Cá de Casa. Oportunidade única de convivermos com dois grande escritores. Apareçam. 
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quinta-feira, 5 de março de 2015

VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS | Já não está em causa Passos Coelho e seus defensores acharem que aquilo dos incumprimentos é coisa pouca. Somos imperfeitos. Somos todos assim. Tudo é relativo. Tentam convencer-nos da doença contagiante que os contagia: o salve-se quem puder. 
O que está mesmo em causa, é esta tropa de choque do neoliberalismo achar que não deve abandonar o campo de batalha porque é indispensável à salvação do país. Estão convencidíssimos disso. Não se percebe se estão a enlouquecer. Mas são perigosos. A Europa está mal entregue. Corre perigo. Mas Portugal está a antecipar a derrocada. 

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quarta-feira, 4 de março de 2015

ÓPERA DO BOM MALANDRO | O país está um brinco. Temos um primeiro-ministro chico-esperto, mas quem não quer ser chico-esperto? Empresários campeões da gestão que não passam de troca-tintas. Banqueiros que transformam bancos em banquetas. Policias que são ladrões nas horas vagas. Porta-vozes políticos que mais parecem desajeitados bobos de uma corte sem rei nem roque. Ministros que lançam intrigas sobre organismos governamentais que dirigem. Candidatos a candidatos presidenciais, professores de direito, que desconhecem as leis do Estado. Políticos que desconhecem e deprezam a política. Dirigentes desportivos que desprezam o desporto. E temos um país com fartura sim, mas de miséria. Fartura de gente sem trabalho. Fartura de crianças com fome. Fartura de empresas em dificuldades. Só neste país? Talvez não. Mas é aqui que vivemos. E não se está aqui nada bem.
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segunda-feira, 2 de março de 2015

REPÚBLICA DAS BANANAS  Pedro Passos Coelho é primeiro-ministro do país Portugal. No país Portugal, o não pagamento de contribuições é obrigatório. Os descontos para a Segurança Social têm de ser cumpridos. Podem prescrever, mas têm depois consequências na reforma. Pedro Passos Coelho tem a obrigação de saber isto. Foi deputado. É primeiro-ministro do país Portugal. Eu, cidadão comum, sei do que falo. Há muitos anos, quando saí de um emprego para me estabelecer por conta própria, paguei o período em que estava a instalar a actividade porque é assim que tem de ser. Mais recentemente, fui acusado por uma repartição de Finanças de não ter feito um pagamento que efectivamente tinha regularizado no seu tempo. Engano deles, é claro. Isto num período em que as Finanças me deviam uma quantia semelhante. Andei naquilo durante meses. Empresas para que trabalho foram avisadas pela dita repartição desse meu "incumprimento". Tudo foi esclarecido, mas não fui recompensado dos males causados pelo Estado português. Não recebi juros nem isso foi contemplado ou referido sequer. Dito isto, tenho a dizer que a indignação me consome. O Estado tem filhos e enteados, pelos vistos. É evidente que não recomendo a Pedro Passos Coelho uma solução à japonesa. Mas podia fazer o que já deveria ter feito há muito. Demitir-se. Era o mínimo.
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JOSÉ QUITÉRIO | A gente comprava o jornal e ía logo ver o que o José Quitério tinha para dizer. Não interessava se a seguir íamos ou não ao restaurante trinchado. A delícia estava na prosa. Foram anos nisto. Agora retirou-se. Há dias falei com ele ao telefone. Quis convidá-lo para dar um salto a Setúbal, para um Muito cá de casa em que participaria ele e Paulo Moreiras. O livro Pão e Vinho, do Paulo, seria o motivo da festa, mas previa-se um agradecimento ao cronista que tão saborosas crónicas nos serviu. José Quitério não aceitou. As razões compreendem-se: não se sente em condições de encarar pessoas devido aos problemas de visão que o afectam. Mas a conversa foi deliciosa, como sempre. E foi-me comunicada uma surpresa. Vai haver novo livro. Mantenho em segredo o enleio da coisa, mas desde já garanto que isto não fica por aqui. O que José Quitério escreve deve ser comemorado. O dia do lançamento será um dia de bem comer, perdão, de bem ler. Obrigado, José Quitério. Até já.
A partir de notícia Expresso
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domingo, 1 de março de 2015

IMPORTA-SE DE REPETIR?! | Passos Coelho esqueceu-se de pagar, durante cinco anos, avultada maquia à Segurança Social. Descoberta a careca, pelo Público, pagou voluntariamente antes que surgissem "acusações infundadas". Acusações infundadas?! Que conversa! Esta gente pensa que somos todos parvos? Depois de tanto esquecimento ainda aí está quem ache que o homem é de boas contas? Tenham decoro.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015

CROMOS PARA A TROCAPor cá, o funcionário da Tecnoforma que se esquecia dos recebimentos auferidos, esquecendo-se consequentemente de fazer os respectivos descontos para a Segurança Social, sente que até já pode falar em maioria absoluta. Também reafirma, na entrevista ao Expresso, o seu orgulho por estar ao lado do governo germânico. Percebe-se e acredita-se em  Alexis Tsipras, quando denuncia os governos ibéricos como principais opositores às medidas propostas pelo seu governo, acusando-os mesmo de tentativa de derrube. Ainda por cá, os comentadores credenciados pelo governo satélite do governo alemão, decretam o fim da tentativa grega. Gente como José Manuel Fernandes, Gomes Ferreira, Rui Ramos e muitos outros mais manhosos e menos credíveis, afinam o enferrujado bisturi para ferir de morte tudo o que o governo grego tenta fazer para reduzir o sofrimento de uma população. Mas o maior disparo vem do sniper Vasco Pulido Valente. O homem dispara em todas as direcções, o que leva a que haja quem partilhe as suas opiniões consoante concordâncias. Hoje, no Público, certifica a estupidez daqueles que ele classifica como radicais de esquerda. Como se a inteligência e a razoabilidade fossem decretadas assim pela ligeireza de uma crónica de um comentador ressabiado. Nunca partilhei uma crónica do doutor Pulido Valente. Nem partilharei. Não tenho que respeitar as opiniões do doutor nem dos outros opinadores atrás referidos. Não é possível respeitar tudo porque sim. Há coisas que não se respeitam. 
Combatem-se.
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GOVERNAR-TE-EI ATÉ TE MATAR | Maioria absoluta? Não faz a coisa por menos? 
Fonte Expresso
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MARIA CLEMENTINA - 80 ANOS | Naquela época fazer teatro era subversivo como tudo o que questionava o estabelecido e indagava a vida e a realidade. Formavam-se grupos de teatro para “desfazer” essa realidade minada. Criavam-se colectividades de cultura e recreio que se transformavam em autênticos fóruns de debate e de divulgação de conhecimento. Tudo era um risco. A cidade e o país estavam minados de situacionistas ferozes que denunciavam e levavam à prisão quem desafiava o seu poder apologista da ignorância.
Maria Clementina esteve na fundação de grupos de teatro. Juntou-se a quem estava disponível para fazer frente à repressão e à anulação de cultura. Gente com vontade de reagir, de desmontar a engrenagem. Gente como Carlos Ferreira, Carlos Rodrigues (Manel Bola), Jasmim Rodrigues da Silva (Miguel de Castro), Odete Santos, Agostinho Ferreira, Dores Rodrigues, Fernando Guerreiro e muitos outros puseram ideias em movimento.
Nasceu assim, primeiro A Ribalta, depois a Teia. Grupos de teatro amador, percussores do que muito mais tarde se veio a chamar teatro independente. Independente do mofo instituído pelo sentir bafiento, triste e regulador da tal realidade assente na caridadezinha e na vida possível graças a deus. Mais tarde, por convite de Carlos César, foi profissional no TAS.
Mas Maria Clementina é acima de tudo cidadã atenta. Intervém. Não suporta injustiças e dá cara e corpo à contestação.
Foi sindicalista, milita politicamente. A política não queima a ponta dos dedos. Não é máquina de enleios e oportunidades. É vontade de mudar a vida das pessoas. Esta homenagem que agora fazemos à mulher de cultura é também uma forma de dizermos não à asfixia dos novos tempos. Maria Clementina faz oitenta anos. Está bem viva e interventiva como sempre.
Parabéns, Maria Clementina.
 
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GRANDES SERES HUMANOS | Portugal tem portugueses bem porreirinhos. Sobretudo gestores.Todos andaram a fazer o melhor para o cidadão. Nenhum se lembra de ter errado. Ninguém pôs o pé na argola. As atitudes destes competentes gestores são comovedoras. Devemos estar eternamente agradecidos a estes nossos esforçados defensores. Zeinal Bava é um herói nacional. Este país deve-lhe muito.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

UM ABRAÇO AO FUTURO | O futuro das artes passa também por esta casa. Aqui se formam profissionais. Acontece que vivemos um tempo em que isso não interessa para nada. Os poderosos ajustadores só se lembram de artistas para animar campanhas eleitorais. Mas que sejam acima de tudo famosos. Qualquer Carreira analfabeto serve. Estes podem ser votados ao silêncio. À extinção. Artistas para quê? Para se gastar dinheiro ao erário público? Vamos continuar a viver acima das nossas possibilidades? Formemos economistas e comentadores económicos. Arautos do neoliberalismo. Esses fazem falta todo o ano. Acabemos de vez com a cultura. A ignorância não interfere no orçamento. Pelo menos a curto prazo. O abraço, hoje às 12 horas.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


À SUBMISSÃO DISSE NADA | Isto está tão bom, mas tão bom que este senhor até ajeitou os óculos para ver melhor o desenvolvimento económico de Portugal. Os tecnocratas que mandam na Europa estão impressionados com os esforços do governo português, mas acham que o governo deve ir mais além. A austeridade não chegou. Os desequilíbrios económicos são excessivos. Vamos continuar a ser vigiados. Vamos continuar a ser lixados. O governo português que vá cantar loas para o raio que o parta.
(Na SIC-N, Gomes Ferreira consegue defender melhor o governo do que Luís Montenegro. Recompensem o homem. Ele consegue justificar tudo. Até o injustificável).

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Portugueses defendem o Syriza porque defendem os coitadinhos

COITADINHO | Santana foi talvez o mais patético primeiro-ministro de Portugal. É claro que Passos Coelho o ultrapassa na verborreia inábil, mas Santana foi sempre mais trapalhão na maneira de tratar os assuntos. Ultimamente, devido à postura de pré-candidato a candidato, andava mais politicamente correcto. Parecia que percebia melhor as coisas. Afinal não estava a perceber nada. E as fraquezas surgem quando menos se espera. É a sua natureza que dirige o raciocínio.
Notícia aqui.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

LISBOA — HOLLYWOODLISBOA — HOLLYWOOD | Um mural desenhado por André Carrilho, representando os nomeados para os Óscares, esteve à mercê dos convidados da festa da Vanity Fair que decorreu depois da cerimónia. E pronto, era só para dizer isto. Para mim chega de festa. Amanhã vou ver o filme com a Julianne Moore ao Cinema IDEAL. 
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

JÁ O TEMPO SE HABITUA | JÁ O TEMPO SE HABITUA | José Afonso continua por aí. Contemporâneo, genial. Lembramo-nos da sua música, das suas palavras. Ouvimo-lo. Às vezes gostava de conversar com ele sobre este tempo que nos agride. Muitas vezes imagino o que diria disto tudo. Desta agressividade minuciosamente programada pela direita. Desta prepotência dos novos políticos perpetrando as velhas políticas. Estar com ele já não é possível há vinte e oito anos. Mas é bom recordá-lo. E ouvi-lo. Sempre.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015


PARA ALÉM DA TROIKA E DE TUDO O QUE É RAZOÁVEL | Maria Luís Albuquerque e o labrego que orienta a pasta das finanças de Espanha foram os mais furiosos opositores ao acordo com a Grécia. Esses colegas e parceiros de Varoufakis na Europa tudo fizeram para o tramar. A coisa levou mesmo o ministro grego a comentar o assunto, tentando não ser rasteiro como os ministros ibéricos. Consegui-o. A postura dos políticos gregos está a milhas da atitude dos amanuenses que aqui representam a Alemanha. A península ibérica é governada por inábeis sem trambelho.
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MUITO CÁ DE CASA | Foi bonita, a noite. Foi bonita, a conversa. Pedro Almeida Vieira falou-nos dos motivos que o levaram a enveredar pelo "género" histórico. Eu fiquei com a sensação que o rótulo não existe. Há a boa e a má literatura, os rótulos servem para disfarçar. Parece que todos ficámos com esta sensação. Mas isto não interessa para nada. O que mais importou foi o convívio com este extraordinário escritor, aqui na fotografia entre a Rosa Azevedo e o João de Azevedo, tio da Rosa e artista convidado para expôr na Casa Da Cultura | Setúbal em Maio próximo. A exposição vai chamar-se Com as Minhas Tamanquinhas. Pois é, João de Azevedo assinou a soberba capa deste extraordinário trabalho de José Afonso. Partiu daí o convite para a mostra. Espera-se o melhor. As imagens foram captadas pelo meu amigo Fernando Pinho. Obrigado a todos.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Durante uns poucos meses, foi imenso o entusiasmo de D. João V dedicado ao Aqueduto, mas efémero como tudo, tanto assim que até se reservou um sábado, o décimo segundo dia de Maio do ano da graça de 1731, para despachar o alvará régio da construção do Aqueduto das Águas Livres. Ou melhor, El-Rei «despachou» o despacho para Diogo de Mendonça Corte-Real, pedindo-lhe para ser ele a assiná-lo por si, copiando-lhe a caligrafia, porquanto estava ansioso de dar início a uma caçada em Alcântara.
Pedro Almeida Vieira, NOVE MIL PASSOS
ROMANCE HISTÓRICO | O romance histórico encera a realidade histórica. Dá o brilho que o autor entender dar à história romanceada, conforme o seu próprio entendimento da realidade. Pedro Almeida Vieira é nome maior desta oferta. Fornece-nos deliciosas histórias reavivadas a partir de intensa pesquisa a essa realidade. Dá-lhe cera, digo eu. Mas a cera não é de má qualidade. Não estala à passagem dos óculos pelas páginas impressas. Falamos de literatura, não de romances de cordel vendidos como tijolos inúteis à porta do supermercado. Esta história da construção do aqueduto já vai em terceira edição. Comemoram-se agora dez anos sobre a sua primeira publicação. É um grande livro. Na próxima sexta-feira, dia 20, às 22 horas, vamos falar com o escritor sobre este seu trabalho na Casa Da Cultura | SetúbalRosa Azevedo vai fazer-lhe perguntas. E nós também.
Apareçam. Lá dizem os antigos: quem não aparece esquece.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

BELISCÕES E ARRANHADELAS | Ter uma criatura destas no governo de um país é de uma indignidade total.
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Juncker: "Pecámos contra gregos, portugueses e irlandeses"

OREMOS | Foi?! Não me diga. E agora? Vão à missa sem se confessarem antes? Notícia DN

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ORGULHO NACIONAL | Maria Luís Albuquerque, nossa prestimosa ministra dos assuntos financeiros, vai falar com o homem das contas germânicas. Pediu audiência. Diz que vai falar sobre o sucesso económico português. Coisa só vislumbrada pelos idiotas que nos governam e pelos esforçados comentadores de economia. Deve estar ansiosa por demonstrar a insistente lealdade e idolatria dos portugueses. Sim, é assim que eles falam da reacção ao ajustamento imposto pelos agiotas dos pouco frequentados mas muito rentáveis clubes dos criadores de crises. O sacrifício é de todos os portugueses, dizem. Lá isso é verdade, mas nunca perguntaram se estávamos interessados em contribuir para o pacote de medidas que nos vai levar à miséria total: de valores, de atitudes e financeira.
Talvez a solicita senhora fique por lá. O homem precisa destas ajudas. A paciência para as suas inanidades está por um fio. Sempre ajudava mais de perto as finanças alemãs. E por cá faz tanta falta como a miséria.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES | Mas haverá alguém que não se sinta representado por um Presidente assim? Haverá quem não se renda a esta exibição de multiculturalismo? A este sedutor à-vontade em todas as situações? Não é um palhaço — com todo o respeito — que se quer em Presidente da República? Então... Tomem lá disto. Não está bem visto?
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015


"Sinto muito pelos gregos. Elegeram um governo que se comporta de maneira bastante irresponsável"


IRRESPONSABILIDADES E MAUS COMPORTAMENTOS | O responsável pelas finanças alemãs decreta assim o que é ou não é responsável. Não quer saber do que poderá ser essa coisa a que chamam democracia. Uma chatice que deu os primeiros passos lá para os lados da Grécia, essa terra de irresponsáveis. 
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