quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sempre virados para o céu

Os pais da menina raptada na praia da Luz foram incomodar o papa com o seu sofrimento. O senhor prometeu rezar e despachou-os em grande velocidade. É claro que o velhote não pode fazer mais nada. Estranho é haver quem pense que aquela caminhada a Roma pode trazer uma solução para este caso. Não é com rezas e mezinhas que as soluções aparecem. Nem para este caso, nem para nenhum outro.

Andrew Bird


Andrew Bird queria ser um pássaro, mas não é. No entanto é tão alegre quanto eles e muitas pessoas afirmam que costumam ouvi-lo tocar ao fim do dia, quando regressam a casa depois de um dia de trabalho, embora na verdade o que ouvem seja o chilrear dos pássaros empoleirados nas árvores nos fins de tarde. Andrew Bird não se importa com as comparações idiotas com o seu nome. Ele é livre e faz o que quer. É uma criança grande com talento que inventa e reinventa melodias pop com um violino. Andrew Bird tem um sonho. Venham ouvi-lo.
Carlos Ramos | Lecool.

Concerto no Cinema São Jorge | Av. da Liberdade.
Hoje, às 22 horas.
15 a 20€

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Crime, disse ele

Fernando Negrão, durante uma visita a um Centro de Saúde, considera um crime o possível fim do aeroporto da Portela. Oportuno e sério, não haja dúvida! Vê-se que o homem não mora em Lisboa. Percebe-se que não tem a mínima noção do que preocupa os habitantes da capital. O aeroporto da Portela fica mesmo dentro da cidade. Esta situação não tem paralelo nos sítios mais civilizados do planeta. Mas Negrão, ignorando isso e a necessidade de ampliação dos actuais serviços, luta pelo aeroportozinho lisboeta. Atitude parola que acentua o provincianismo recorrente.
O que é que isto tem de sério?

A fotógrafa e a rainha


A edição americana da Vanity Fair já está nas bancas. Nas bancas, nos escaparates, num estabelecimento perto de si. Entre outros motivos de interesse estão as fotografias de Annie Leibovitz. A fotógrafa deslocou-se a Buckigam palace para fazer retratos da rainha. A coisa saiu em beleza. Isabel II está cada vez mais parecida com Helen Mirren.

Venham mais cem


Está disponível o número 100 da Wallpaper. O assunto é chamada de capa e é festejado no miolo. O design, os ambientes sofisticados e outras coisas esteticamente apetecíveis em grande comemoração.
Venham mais cem, pois claro.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Imoralidades

A Rádio Televisão de Caracas foi encerrada. A liberdade transmitida incomodava o ditador venezuelano. O revolucionário Hugo Chavez considerava o canal imoral. Pior que um dirigente político convencido de que domina em absoluto a Razão, é um político que associa a essa certeza a infalibilidade da Fé.
Um mal nunca vem só. Chavez acumula.

Venham mais cinco


A Sofia Loureiro dos Santos, do Defender o quadrado, nomeou este blogue para este prémio.
Foi um gesto simpático que me honra. Agora parece que tenho de nomear outros cinco colegas.
Pensei nestes:
arrastão
Bichos carpinteiros
Da Literatura
Diário Ateísta
Glória fácil

Estão de acordo?

Contas em dia

Anda por aí grande agitação entre banqueiros.
A posição que mantenho no banco que me faz o favor de guardar os trocos não me permite ter opinião sobre o assunto.
Boa sorte a todos.

Os Bichos

Os bichos fizeram anos. Todos os dias vou a esta jaula para tentar perceber a vida no reino animal.
Os bichos carpinteiros incomodam, dizem.
Há um bicho, chamado Medeiros, que incomoda e acerta.
E daí? Estar calado é que não. Antes a morte que tal sorte.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Independanças

Outro independente, proposto pelo PSD para a presidência da Câmara de Lisboa, assegura que o independente que até há bocadinho lá estava, também proposto pelo mesmo partido, é a face da desgraça na capital do país.
Negrão, em Setúbal, elegeu a segurança como prioridade. Agora quer Lisboa a sério. A sério? E sabe o que diz? Carmona agiu sozinho?
Marques Mendes não acerta uma. Só chama azelhas para a sua beira.
Não é só no PS que há desbocados. O PSD está com lotação esgotada.
E são muito menos sérios. A sério!

A modernaça

Helena Roseta diz, em entrevista à RTP 2 e ao Público, que os partidos estão antiquados. A sociedade já não funciona assim, acrescenta.
A hierarquia do chefe a mandar e os outros a obedecer já não se usa. Segundo ela, o que está a dar é comunicar pela internet. Deve ser assim que ela manda. Estamos perante uma nova forma de fazer política, pelos vistos. Mas esta moda é muito recente. Ainda há pouco estava inscrita num desses antiquários políticos. E durante anos andou por lá, saltitando entre duas bancadas, na Assembleia da República.
Mudou. É sempre bom acordar para a modernidade. Mesmo que seja tarde.

Segredos do dia


A vida não é um palco, não, a vida
é um ringue, a vida partiu-me os ossos todos.


Helder Moura Pereira é um dos animadores do blogue O Sol quando nasce. É lá que nos dá a conhecer as traduções para português da grande literatura que vai encontrando pelo mundo.
Como poeta tem um novo volume de originais. Helder publica com regularidade: perto de trinta títulos, em trinta anos, já povoam por aí muita estante. Frequentar esta poesia sugere-nos roteiros de exigência. Remete-nos para as grandes leituras. Walt Whitman anda por lá. Confirma-se, com estas viagens quotidianas, a existência de uma voz única. Uma voz que, isolada no terreno da literatura, é representante permanente de vivências diárias. Um discurso sem excessivos enleios nem descrições extemporâneas. Estes Segredos do Reino Animal revelam uma missiva simples: a complicação que é vivermos simplesmente uns com os outros.
Mas, deixemo-nos de lérias.
Temos poesia da boa. Um dos grandes livros deste ano.
Ouçam só este bocadinho:

Nem no sono nem na vida se sabe
o fim, acordo-te antes que a dúvida
te faça retirar a mão de onde repousavas.
Ainda me atormentais, banais segredos
do reino animal, atormentar-me-eis sempre,
pelos vistos sempre, sempre, sempre.


Segredos do Reino Animal foi o título escolhido por
Helder Moura Pereira, seu autor.
A edição é da Assírio & Alvim.
Tem uma excelente fotografia na capa de Mário Rui Araújo,
seu colega de blogue.
128 páginas.
Não sei quanto custa. Foi-me oferecido pelo autor, meu amigo.

domingo, 27 de maio de 2007

O Sol quando nasce


Esta excelente fotografia é da autoria de Mário Rui Araújo e foi publicada no O Sol quando nasce.
Amanhã tenho um segredo a revelar sobre este blogue.
É por isso que está aqui esta imagem, hoje.
Até amanhã.

sábado, 26 de maio de 2007

Cantigas do Maio


Leio nos jornais que José Afonso está no top de vendas com um cd que reúne alguns dos seus melhores trabalhos. Esta não é a minha opinião. Mas percebo que é difícil escolher o melhor de José Afonso e agradar a gregos e troianos. O que interessa é que está a agradar a quem consome música. Mesmo sendo um "apanhado" é melhor do que nada. A notícia informa ainda que o áudio-lixo de Tony Carreira e outros poluentes sonoros veio por aí abaixo. Mais de vinte anos depois das históricas gravações, Zeca vende. Vinte anos depois da sua morte, José Afonso vence a mediocridade.
Os portugueses reconhecem uma obra intemporal.
Um grande senhor e a sua obra estão na frente das escolhas populares.
Coisa rara.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O silêncio é de ouro

O que está a correr mal a José Sócrates é a linguagem dos seus subordinados.
Mário Lino é especialista em piadas de mau-gosto. A directora geral de educação tem créditos firmados no controlo de piadas. O ministro da Economia fica mudo perante perguntas dos jornalistas quando questionado acerca de uma inabilidade sua.
Manuel Pinho acaba por ser o mais assertivo: calado não desafina.
O ruído provocado por membros do Governo e acólitos começa a ser ensurdecedor.

Pub.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Voando sobre um ninho de cucos

O ministro Mário Lino assegura que, o local onde os que se opõem à OTA querem instalar o aeroporto, é um deserto. Não há lá nada nem ninguém.
Entretanto corrigiu: não é a zona envolvente, é aquela onde querem mesmo instalar o aeroporto. Há uma coisa que não percebo. Então não haver nada no sítio onde se quer fazer a construção não é uma vantagem?
Não estou inscrito no coro contra a OTA. Até prova em contrário, parece-me uma boa iniciativa. Mas o ministro dizer que a polémica à volta deste assunto revela falta de argumentos, não é, obviamente, argumento. Há algum destrambelhamento nesta reacção.
Assim não convence ninguém.

Festa com livros


Abre hoje a Feira do Livro de Lisboa.
Faço parte da percentagem de portugueses que não se entusiasma com o certame. Como a minha oficina fica mesma em frente aos Armazéns onde se esconde a FNAC Chiado, vou descobrindo quase diariamente novas leituras. Apesar desta vantagem, vou dar uma saltada ao Parque Eduardo VII.
É mais pela festa.

Canção de Lisboa


Carmona Rodrigues revela, na sessão de apresentação da candidatura à Câmara da capital, que a sua canção é o fado. Assegura também que o seu partido é Lisboa. Há ali paixão pela cidade. Há paixões que toldam o tino. É este fadista embeiçado por Lisboa que se propõe agora voltar ao lugar onde, pelos vistos, foi feliz. Depois da interpretação roufenha no palco da casa de fados de terceira categoria em que transformou Lisboa, quer voltar a ouvir as guitarras do poder. É o seu fado.
O fado de Lisboa é outro.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Stand up comedy

Os deputados da oposição querem que a ministra da Educação vá à barra, em São Bento. A piada sobre o curso do primeiro-ministro está a agitar a classe política.
Desde o ministro Borrego (lembram-se?) que uma anedota não andava tão bem sentada na hierarquia do Estado.
Uma coisa me intriga: alguém conhece o teor da famosa brincadeira? Será que aquilo tinha mesmo graça?
Parece que o motivo do crime não foi divulgado.
Era importante. Para percebermos se vale a pena perdermos uns minutos com o assunto.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Les aventures de Tintin


Hergé, se fosse vivo, completaria agora 100 anos.
Não é. Morreu há já algum tempo.
Mas antes desenhou estes bonecos todos.
Mesmo que não tivesse feito mais nada, já não é pouco.
Eu diria mais: já não é pouco!

Século bem passado


Jorge Silva Melo resolveu juntar os artigos que foi espalhando pela imprensa. Os Livros Cotovia publicaram-nos. Silva Melo calcorreou mundo. Um mundo que o foi chamando e que o foi talhando.
A curiosidade deu-lhe botas para andar. Andou por onde lhe apeteceu. Nestas crónicas fala do que lhe apetece.
(...) Cartolinas recortadas, pedaços de papel colados, rasgados, pedaços de vida suja, um envelope, um desenho técnico, listagens, papel grosso, restos dos dias, pegadas e o horizonte naquele resto imenso de papel intocado que parece desequilibrar-se, dançando num equilíbrio sempre recomeçado, imponderável.
Este texto é sobre Pedro Chorão, um pintor de que gosto bastante, e que aqui pode funcionar como metáfora para o trabalho de Jorge Silva Melo: são colagens, pedaços de vida, sujidades dos dias, equilíbrios forçados, que inundam este Século Passado.
Há uma desenvoltura que é fascinante neste livro.
Estas crónicas foram feitas ao meu lado. Reconheço o terreno aqui descrito. Este rapaz de Lisboa nasceu dez anos antes de mim. Mas acompanho o que faz há tanto tempo que nem tinha dado pela diferença de idades. Às vezes, não poucas, encontramo-nos por aí - Em teatros, concertos, apresentações de coisas escritas, protestos contra a caturrice da Direita. Nunca trocámos uma palavra. Na próxima vez que o encontre sou capaz de lhe dizer que gostei de ler este livro.
E depois continuamos esta velha amizade.

Jorge Silva Melo escreveu.
Foi publicado pelos Livros Cotovia.
Tem perto de 550 páginas.
Graficamente foi tratado por Silva! designers
com fotografia de Jorge Gonçalves.
Custa 30 euros (preço de editor).

segunda-feira, 21 de maio de 2007

A matemática das emoções


"Há que conhecer bem a personagem para devidamente a compreender." Esta frase pertence a João Lisboa, cronista das artes musicais, que há anos acompanho, nas páginas do Expresso. É lá, em notável texto sobre o mais recente cd de Björk, Volta, que ele nos confidencia um desabafo da senhora: "Já nem sei quantas vezes fui salva por uma canção, alturas em que nada, nem os amigos, nem o sexo, nem a actividade política nos podem valer e só a empatia que uma canção proporciona tem algum significado. Uma sensação completamente abstracta em que a música não tem (nem deve ter) explicação, que interfere com a matemática das emoções e não pode ser decifrada pela linguagem."
Foi essa sensação prazenteiramente abstracta que senti ao ouvir este trabalho de Björk.
Talvez não exista uma interpretação viável da música desta islandesa surprendente. Exactamente por isso: cada original gravado é uma surpresa. A erudição musical está lá, mas a emoção é que nos anima. Em Björk dá-se o casamento perfeito entre o rigor científico e a descontraída interpretação artística.
É ouvir, ouvir, ouvir.

Humor sem sentido

Uma directora regional de educação demitiu um professor que por lá andava a dar aulas há perto de vinte anos. O motivo prendeu-se com o seu sentido de humor. O professor de inglês resolveu insistir em piadolas sobre o curso de Sócrates. A directora, defensora do respeitinho, achou aquilo um abuso. Resultado: o humorista foi para o olho da rua. Exagero? Claro.
Confesso que não me parto a rir com os gracejos em causa. Aliás, não tenho a mínima pachorra para anedotas e graçolas congéneres. Mas, neste caso, a gargalhada vai para a distinta directora. Será que não percebeu que passados tantos anos sobre o fim do outro Estado, o pessoal já não tem que achar os dirigentes políticos intocáveis? Já lá vai o tempo em que eram intocáveis patifes.
Vasco Pulido valente, no seu estilo menos rigoroso, diz, ontem no Público, que nem no tempo do tal Estado as coisas eram assim. Eduardo Pitta e José Medeiros Ferreira já lhe contaram as suas histórias. E não faltaria por aí quem tivesse exemplos para lhe apresentar.
Seja como for, não é a esse tempo que queremos voltar, pois não?

domingo, 20 de maio de 2007

Venham ver as feras

Ligo a televisão. Um troglodita, montado num cavalo, espeta um touro com toda a sua força e "inteligência". Assistem ao "espectáculo" alguns aficcionados (é assim que se chamam os trogloditas que assistem), poucos é certo, mas estão lá. No recinto, baptizado com o nome de Roldão de Almeida, para além das bestas de quatro e duas patas, é também anunciado o presidente da Câmara - Roldão de Almeida. Não, não se trata de uma festa popular na América latina. Falo de uma tourada, claro está: uma manifestação de estupidez em estado puro, a decorrer em Elvas. A "corrida" é paga, parece-me, pela RTP. Mais uma despesa a ser paga por todos. Mas disso nem me queixo. Já pagamos tanta porcaria...

sábado, 19 de maio de 2007

Naquela roça grande...


Já que estou com a mão na massa, e embalado por uma notícia no Expresso de hoje, volto ao assunto do post de ontem. O assunto é, falando claro, a corrupção e a prepotência do poder em Angola. Não se percebe se o povo angolano acha ou não José Eduardo dos Santos corrupto ou um bom presidente. Ele não permite avaliações. Não há eleições lá na terra há tanto tempo que já ninguém se lembra como isso é. Mas já se percebeu que o homem gosta de se instalar bem. O luxo em que vive é conhecido. Esse bem-estar é agora reforçado com a aquisição de um bem equipado aeroplano. Faz falta. A senhora dos Santos vai às compras, ao Brasil por exemplo, em aviões alugados. Faz, portanto, sentido o investimento. Mas atenção, não se trata de coisa vulgar. O dirigente angolano gosta de altos voos, mas em altas condições. Nada vai faltar no pretendido aparelho voador. O luxo é asiático: Cadeiras são rebatíveis e insufláveis feitas de titânio, trabalhadas à mão e protegidas com material anti-fogo, cada uma delas no valor de 103 mil euros, poderão integrar o interior do Boeing 767-400 (ou 767-200 em alternativa), que o presidente Eduardo dos Santos quer adquirir para uso exclusivo nas viagens oficiais e particulares. Custo da encomenda: 101,6 milhões de euros. Diz o Expresso.
Está certo. O poderoso dirigente angolano não ia sentar o presidencial cú em qualquer trivial cadeira.
Mas o requinte estende-se a outras amabilidades da técnica. Há jacuzzi e karaoke incluídos. A aparelhagem sonora dá muito jeito nas viagens longas. Para passar o tempo poderá trautear canções do seu camarada de partido Ruy Mingas. Daquelas que denunciavam a repressão colonial e a miséria do povo. Ou então pode levar o cantor-atleta-ministro com ele nas viagens. As cantorias ao vivo têm mais emoção.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Predadores


Este livro de Pepetela intromete-se na vida íntima dos poderes angolanos. Abrem-se as portas e descobrem-se os podres: discursos viciados e viciosos, corrupções várias, atitudes prepotentes, enfim, o absurdo elevado a forma de fazer política. Há movimentos de libertação que mais parecem contudentes máquinas, utilizáveis em regimes repressivos sem vergonha. A máxima é: salve-se quem puder, o melhor possível e enquanto é tempo.
Pepetela é um escritor de referência. Tem ideias e defende-as. Ser quem é permite-lhe essa ousadia. Mas claro que há coragem nesta escrita. Desmontar as estruturas criadas pelos seus próprios ideais é um acto de coragem intelectual. É obra.
Este Predadores é obra grande. Lendo este livro percebe-se muito do que se está a passar em Angola.
E dá para perceber que não é nada de bom.

O titulo é Predadores.
Pepetela escreveu.
A Dom Quixote editou.
Tem 380 páginas.
Quanto custa não sei, nem fui ver. Foi oferta de um amigo.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

E se trocassem algumas ideias sobre o assunto?

Se o Bloco de Esquerda se render à estratégia pessoal de Sá Fernandes e fizer uma lista com Helena Roseta, faz um bonito serviço à direita.
As estratégias devem ser políticas, não pessoais.
A única lista de esquerda ganhadora é a de António Costa. Há dúvidas?
Ruben e Negrão já elegeram o ex-ministro seu principal inimigo. As alianças sombra entre os rubens e os negrões da vida são muito comuns nas autarquias do País.
O chato disto tudo é que continuam os "iluminados" independentes a prejudicar, instruídos pelo seu ego.
Não podem ser sérios?
E se trocassem algumas ideias sobre o assunto?

Scolari maça

Oiço no rádio do carro: Scolari anda pelas ruas de Matosinhos, munido de um pequeno bloco, a multar quem se atreva a fumar na via pública.
A iniciativa é de alerta contra o tabagismo.
Nunca fumei na vida. Não está nos meus horizontes ser apresentado ao treinador de futebol. Mas confesso que perante esta notícia, ficaria encantado em encontrar Scolari na rua, e, na circunstância, puxar de uma valente cigarrada. Sabem para quê? Para sugerir a Scolari o que fazer com o papelinho da multa.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Os polícias, o Mourinho e o cão dele


José Mourinho, nosso emigrante de luxo, teve problemas com as autoridades inglesas por tentar salvar o seu cão das mãos das cínicas criaturas.
O animal saiu do país e, no regresso, não lhe foram injectadas as vacinas obrigatórias por lei.
O famoso treinador de futebol reagiu à captura do bicho. Foi preso.
O cão ficou em casa.
Mourinho provou que é um fiel amigo. O melhor amigo do seu cão.
Saúdo-o por isso.

Da literatura


É hoje lançado na FNAC Chiado um novo livro de Eduardo Pitta. É a primeira incursão no romance deste vizinho da autarquia blogosférica.
Como o Eduardo escreve tão bem que até faz impressão, espera-se que esta primeira prova impressione.
Fernando Pinto do Amaral vai botar palavra sobre o trabalho.
O encontro foi marcada para as seis e meia da tarde.
Vou lá dar um pulo.
E vou trazer o livro, é claro.
A gente depois fala.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Os lisboetas

Fernando Negrão é pau para todo o arremesso. O líder do PPD/PSD escolheu o autarca setubalense para a corrida lisboeta.
O candidato derrotado em Setúbal aceita enfrentar mais uma derrota. Há políticos assim: vocacionados para perder. Para as estruturas a que se candidatam são o que são: irrelevantes. Funcionam para os interregnos. Para a próxima, o próximo presidente do PPD/PSD escolherá alguém com mais peso. Para perder, Negrão está bem.
Carmona pondera uma candidatura independente.
O equilíbrio instala-se.
"Rosetas" há muitos, seus palermas.

Onde está Madeleine?


Não me sinto muito à-vontade para falar do caso Madeleine. Não tenho que ter opinião sobre tudo. Este rapto, ou seja lá o que for, ultrapassa os limites da compreensão. Perceber que há seres humanos, a circular em nosso redor, que são capazes de actos tão hediondos, repugna.
Sei dizer que não estou de acordo com os que acham a investigação exagerada. Mas não sei o que é suficiente num caso destes.
Todas as tentativas que tentam aliviar tão grande sofrimento devem ser estimuladas. Tudo deve ser feito.
Agora parece que há três novos suspeitos.
Investigue-se.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

África minha


Vai ser hoje lançado um novo livro de Gonçalo Cadilhe, onde se reúnem as crónicas que o viajante foi publicando no Expresso.
África é o motivo da proeza. Quilómetros de caminhos surpreendentes e deslumbrantes. As redacções de Cadilhe revelam actos de prazenteira mas corajosa deambulação. São também uma estimulante viagem pela língua a que Camões deu polimento. Nos livros de viagens encontram-se muitas das pérolas da literatura dos nossos dias. Chatwin vem-nos logo à lembrança: um escritor com tanto para percorrer, que partiu cedo de uma vida bem vivida.
Gonçalo Cadilhe ainda por cá anda, e vai andar, a surpreender-se e a surpreender-nos com as suas contantes e arrebatadoras descobertas.
A cerimónia é logo, por volta das seis e meia da tarde, na FNAC Chiado. Parece que vai haver projecção de imagens dos trilhos percorridos.
Não vou faltar. Até logo.

África acima é o título da publicação.
Foi Gonçalo Cadilhe quem tratou de descrever os percursos.
A Oficina do Livro publicou.
O livro tem 243 páginas.
Custa 15 euros

domingo, 13 de maio de 2007

FÉTUR

A tradicional Feira da Fé, que se realiza anualmente em Fátima, comemora noventa anos. A superfície comercial que a abriga foi remodelada, modernizada e adaptada a novas rentabilidades.
Um investimento turístico de gabarito. A afluência é grande. Uma Empresa de sucesso.
O responsável máximo da multinacional, em viagem de negócios pelo Brasil, enviou saudações.
Como é de prever em grandes ajuntamentos, os vigaristas investem no terreno e também se ajoelham.
D. António Marto, gerente do evento, queixou-se, em entrevista ao Diário de Notícias, da actuação de seitas católicas e grupos exotéricos.
Os grandes negócios comportam sempre riscos.
A vida é dura.

sábado, 12 de maio de 2007

Grande penalidade

Sócrates lança António Costa na corrida para a conquista de Lisboa. Jerónimo mantém Ruben. Tudo leva a crer que Sá Fernandes alinhe mais uma vez com o Bloco. Helena Roseta vem não se sabe de onde para fazer não sei o quê. Marques Mendes vai buscar Fernando Seara a Sintra. Fazia aqui falta um cromo da bola. Era mesmo o que faltava a Lisboa. O líder temporário do PSD rende-se ao jet Set futebolístico. Esperemos que a tentativa esbarre na trave.

Altos magistrados

No Jornal de Sábado, na SIC, uma notícia pôs Cavaco Silva e Scolari declarando o que entenderam declarar sobre o caso da pequena Madeleine.
Cavaco confia na polícia portuguesa e diz que acredita que tudo está a ser feito para encontrar a menina.
Scolari pede uma oração à santinha de Fátima.
Assim é que é: os dois mais altos representantes nacionais em pé de igualdade.

Frutas do nosso tempo


A Casa Ermelinda de Freitas é uma empresa familiar que faz vinho. Leonor, filha dos iniciadores do negócio, tomou conta dos bagos e tornou a pequena fabricante de vinhos a granel num caso muito sério. Os vinhos da Casa são provados em diversas geografias, e apreciados pelos mais exigentes provadores. João Paulo Martins, José A. Salvador, José Quitério, David Lopes Ramos e João Afonso são alguns dos notáveis profissionais que não dispensam um comentário elogioso aos vinhos que Leonor de Freitas vai criando.
Chegaram agora ao mercado mais três novas apostas: Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. Três vinhos com notas de apreciação diferentes, mas todos de qualidade superior. O primeiro alegra o paladar com a sugestão de frutos frescos, mentolados, disponibilizando-se para pratos de densa compostura. O Syrah exibe elegãncia, na cor sólida e na convocação de frutas maduras. O Touriga é o mais aromático, confirma a elegância dos outros, mas campeia em outra complexidade: frutos secos e especiarias são dominantes. Três grandes vinhos, a preços não proibitivos — perto de 9 euros a garrafa, nos supermercados —, que não dão lugar a desilusões.
Estes novos produtos ostentam novas roupagens. Os rótulos são esteticamente competentes, conferindo unidade visual aos receptáculos.
Os Vinhos Sogrape apostaram na exigência estética, há já alguns anos, e não se deram mal com a encomenda. É bom ver que outros chegam a boas conclusões.
Boas bocas os provem.
Com moderação? Como quiserem.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

As escolhas de Sofia

Um comentário de Sofia Loureiro dos Santos, do nosso vizinho ali do lado Defender o Quadrado, enviado por e-mail, despertou-me a vontade de voltar a autorizar opiniões aqui no blogue. Tenho a maior consideração e respeito pela Sofia. Trocamos amável correspondência desde que estas geringonças existem. Claro que nem sempre concordamos. Era o que faltava...
Desta vez a Sofia contesta o meu post de ontem. Vamos ler:

Não concordo consigo. São cada vez mais necessárias pessoas que, à margem dos partidos, tenham vontade de protagonizar alternativas. São conjunturais mas essenciais para a renovação dos próprios partidos. O PS e José Sócrates, mais uma vez, deixaram que se lhes escapasse o controle sobre o imbróglio lisboeta, não fazendo nada para o deslindar.
Fala-se muito da sociedade civil e da participação cívica, mas quando ela se manifesta causa imediatas repulsas. Não sei se Helena Roseta é a resposta ou a melhor solução. Mas pode ser uma solução. Veremos.


Não há muito para ver, cara amiga. O percurso desta arquitecta sem arquitectura deixa muito a desejar. Estou de acordo com o Eduardo: a senhora envelheceu mal. Mas, independentemente de tudo, já provou que actua sem respeito pelos outros. Quando a coisa não lhe agrada... põe-se a andar. Grande envergadura democrática, não haja dúvida. Enquanto o aconchego partidário os favorece, não os incomoda a falta de cidadania, quando falta é que a porca torce o rabo. Estamos fartos de partidos? Já Salazar, agora tão na moda, não tinha grande paciência para estes convívios. Se calhar é mal de dirigentes. Não nos deixam mandar, mandamos a estrutura à fava. Depois ficamos independentes. Os resultados são conhecidos. Há muitos exemplos: Isaltinos, Valentins e Felgueiras é o que por aí não falta.
É mal do sistema? Se calhar é, mas não há outro melhor.
Quanto a competência... Estou mortinho por ver a constituição da equipa da novel candidata. Deve ser um papelinho.
Dito isto, acrescento: não tenho filiação partidária. Voto em quem me apetece. Mas não me apetece votar em qualquer um. Não o faço, nunca.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Lá vai Lisboa

Helena Roseta sai do PS e chega-se à frente como candidata à presidência da câmara. Independente, diz ela.
Estes imprescindíveis acham-se o máximo. Desprezam a política e a sua disciplina sempre que necessário para a elevação do seu desmesurado ego. O "alegrismo" morreu quando tentou nascer, mas tenta tristemente impor o seu fado: contra a política, contra os interesses instalados, dizem. Como se eles fossem uma espécie de robins dos bosques irrepreensíveis.
A senhora foi autarca em Cascais, eleita pelo PPD/PSD, de onde saiu cheia de prestígio por ter renovado a rede de esgotos, quando não havia outra coisa a fazer: aquilo estava completamente podre. Há quem diga que o crescimento desordenado do betão começou no seu mandato, tornando-se bem visível na gestão seguinte, comandada pelo seu vice.
É esta heroína que quer salvar Lisboa. Maria João Avilez, em conversa com João Adelino Faria, no RCP, revelou-se encantada com a oportunidade da "jogada". Bestial, há um jogo e há claque.
Esperemos que a Esquerda não caia na esparrela.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Cenas dos próximos capítulos

A história tem todos os ingredientes: vilões, bons rapazes, donzelas choramingas, conflitos em catadupa. A renúncia dos vereadores não se vislumbra. Ruben de Carvalho acha que os responsáveis socialistas andam em busca de protagonismo, por sugerirem que todos se demitam. Agora aparece Santana a puxar a brasa ao seu peixe. Nada se sabe de concreto e tudo pode acontecer. O governo da principal autarquia do país é um ratoeira. Carmona está calado como um rato. Faz sentido: os ratos são os primeiros a abandonar o navio. Ele é o comandante. Os ratos que se afoguem primeiro.
A novela continua.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Aqui há texto


Este livro de Eduardo Pitta já andou em bolandas pela comunidade dos blogues. Tudo o que lá vem já esteve na montra do Da Literatura. Sou freguês desde o princípio. Esperei para ver. Uma edição em livro é outra coisa. Já passei os olhos pelas 286 páginas. Foi um prazer e a confirmação de que a blogosfera é mais um meio de expressão que, tendo os seus requisitos próprios, não vira as costas ao espaço de opinião livre e crível, podendo exibir-se em outros suportes. Eduardo é um escritor, um crítico competente e um cidadão com coisas para dizer. É isso que ele faz com grande frontalidade e elegância. Este Intriga em Família pode ser lido de trás para a frente ou exactamente ao contrário. Tal e qual como nas navegações blogosféricas. Uma espécie de Livro do desassossego, mas com uma ordem temática que nos permite escolher prioridades. O livro termina desta maneira:
a mim interessa-me ler. Mas para isso é preciso que haja texto.
Aqui há texto. É lê-lo.

Intriga em Família é o título
Eduardo Pitta fez os textos
Quasi editou
Tem 286 páginas
e custa 17,85 euros (preço de editor)

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Pepetela vence prémio literário em Espanha

É oficial

A Igreja Católica decidiu acabar de vez com o limbo. Já aqui abordei o assunto em Outubro do ano passado. Só agora este imbróglio ficou resolvido. Estas coisas levam o seu tempo. Com certeza que tiveram que contar com a multidão de criaturas que neste momento devem estar em bicha às portas do céu, acotovelando-se, na ânsia de encontrar um bom lugar junto do criador.
Recorde-se que estas decisões são tomadas por gente bem crescida. Não estamos a falar das indescritíveis testemunhas de Jeová ou de outras seitas badalhocas. São intelectuais brilhantes, como é o caso do doutor Ratzinger e outros, que disferem estes golpes nos catecismos tradicionais.
Os dogmas religiosos vão sendo ultrapassados pelo avanço científico e pelo desenvolvimento das formas de comunicar.
Estas adaptações por decreto parecem ridículas. E são. Mas, apesar de tudo, são uma tentativa simpática para pôr a cabeça dos crentes na nova ordem das coisas. Já não é nada mau.

domingo, 6 de maio de 2007

E o vencedor é...

É como aquelas mortes esperadas há muito. A gente diz sempre: já se esperava mas dói como se fosse surpresa.
Bem, aqui não morreu ninguém. Vamos lá a ver: todos imaginámos que Sarkosy, em França, ia ganhar. Também não duvidávamos da vitória de Alberto João Jardim. Mas é uma chatice. Mais em França do que na Madeira. A ilha já sabemos que está mal entregue há muito e vai continuar. Mas França até podia mudar um bocadinho. Não mudou. Paciência.

Dia da Mãe

Um bom dia para todas as mães, e também para todos os comerciantes: das grandes superfícies e dos comércios locais de todo o mundo.

sábado, 5 de maio de 2007

Tempos difíceis


Ainda não cheguei a conclusões sobre o espectáculo de ontem de Bill T. Jones | Arnie Zane Dance Company.
Um turbilhão de sons, movimentos, vozes, projecções e muito mais, preencheu o palco do grande auditório do CCB.
A vontade de comunicar transforma as exibições desta companhia em múltiplas formas de expressão. Ontem assistiu-se a um excelente documentário sobre as actuais preocupações dos humanos. Foi isso. E isso estava muito bem feito.
Um espectáculo notável, em todas as suas vertentes.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Em directo com as populações

Assisti há pouco, num jornal televisivo, a Alberto João Jardim a pagar uma dívida de gratidão a uma senhora que o ajudou a criar os filhos. A gratidão traduziu-se numa estrada até ao lugar onde a senhora mora. O custo da obra, claro está, fomos nós todos que suportámos. E o soba declara sem ponta de vergonha o orgulho naquela proeza familiar. Sabemos que a vergonha não mora ali, mas, caramba, assim até parece que está a gozar. Parece.

Afinal...

aquilo até nem teve dúvida. A rapaziada acabou por ouvir a voz do líder.
Vamos ter gente nova na câmara da capital. Parece que o cheiro a esturro se dissipou.

Danças com gente


Bill T. Jones e companhia vão estar hoje no CCB. Uma estranha dança vai bater as tábuas daquele palco. Um bailado diferente, com movimentos pouco comuns, que nos põe a pensar. Não vou faltar a este espectáculo deste mágico da dança. É hoje à noite.
Para amanhã, sábado, parece que ainda há bilhetes.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Isto cheira a esturro

A vice-presidente da câmara de Lisboa, eleita pelo PSD com Carmona Rodrigues, diz que nem ela, nem os seus colegas vereadores têm nada a comentar sobre as declarações do presidente do partido e do presidente da câmara. Ai não? E quem é que tem? Já toda a gente se pronunciou: oposição, comentadores, dirigentes e autarcas de outras paragens, mas a senhora acha que nada lhe deve ser perguntado. Será que existe um acordo entre os autarcas do PSD com Carmona, resultando daí a atitude surpreendente do presidente?
O desfecho está para breve. Mas tudo isto cheira a esturro.

Uma região em revista


A LVT é uma revista institucional, editada pela CCDR-LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo). Nós, na DDLX, concebemos e coordenamos o projecto. Esta edição, a número 5, tem como colaboradores Ana Sousa Dias, Carla Amaro, António Sacchetti, Carla Maia de Almeida, Fernanda Câncio, David Lopes Ramos, Pedro Almeida Vieira, Luís de Carvalho, Luísa Ferreira, Luciano Rocha, Jacinto Lucas Pires, José Jorge Letria e Maurício Abreu. Quem não tem acesso à edição impressa pode espreitar por aqui. Estão todos os textos.
A publicação é quadrimestral.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O que é doce nunca amargou


O meu amigo José Eduardo Agualusa acaba de ser distinguido com um interessante prémio literário, atribuído pelo jornal londrino "The Independent", ao excelente "Vendedor de Passados". A gente sabe o que estas coisas valem, mas, como dizia o outro: o que é doce nunca amargou. Ora aqui está um doce que sabe bem. Agualusa já aqui foi referido várias vezes. É muito cá de casa. Daí o contentamento com este reconhecimento.
Parabéns, José Eduardo.

Curso intensivo de tiro ao alvo


Desta vez acertou. Mas foi preciso que lhe fosse colocado o alvo mesmo à frente dos óculos. Estava difícil.

Lisboa vai de carrinho


Parece que Carmona Rodrigues não quer sair. Em Londres, onde foi assistir a uma trapalhada qualquer relacionada com veículos de duas rodas, não atendia o telemóvel. Agora, que chegou a Lisboa, diz-se que faz orelhas moucas aos apelos de Marques Mendes. Demarcando-se da posição do líder do partido que o apoiou, a que leviandade se irá agarrar? O homem das motas tenta manter um difícil equilíbrio no seu percurso pessoal. Mas... e Lisboa? Lisboa vai de carrinho.
A instabilidade instala-se. Já nada nos espanta, vindo daquelas bandas. Às tantas tudo é possível, menos eleições.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Dia do Trabalhador

Descanso, portanto.
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