sábado, 29 de janeiro de 2022

Dia de reflexão


Ficamos incomodados e até arrepiados com as ''promessas'' do fascista do partido com nome de detergente, ao ponto de nem nos lembrarmos de ir ver o que ''promete'' o sinistro líder dos chamados liberais. Aquilo é excessivamente mau. Esta gente a governar é a exclusão da razoabilidade no poder. Sinistro. Mau de mais. O Ventura é só o palhaço de serviço. O perigo vem dos outros, dos que têm cérebro. É bom reflectir nesse sentido. E não é preciso reflectir muito para se perceber o que dali vem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

O egocêntico governo de Centro-extrema direita


Não sei se estão a imaginar a cena. O perigo é real. Uma aliança entre fascistas mais ou menos assumidos e encartados, e outros palhaços que alinham com o que for preciso para dar cabo disto tudo pode mesmo acontecer. Já falam a sério, parece que estão na cerimónia de posse, como se o poder estivesse no papo. Rio quer ser primeiro-ministro. O rapazola do CDS quer ser ministro da Defesa. O Pedante da Iniciativa que se diz liberal quer ir para a Economia. O fascista de serviço quer abraçar a Justiça. E eu quero sair daqui para fora. Um governo composto por trastes desta estirpe não se aguenta.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

facebook
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Um funeral mal frequentado


O coveiro do CDS acusa de coveiro do Serviço Nacional de Saúde um governo que o defendeu e reforçou, apoiado pelos partidos que o definiram e aprovaram a sua criação no parlamento logo nos primeiros anos da democracia.

O coveiro do CDS provavelmente não sabe que o seu partido, que agora aposta em destruir, votou contra a criação do SNS no parlamento. Foi há muito tempo, o rapaz ainda não tinha nascido e depois não estudou a história recente da democracia. Ou talvez não: esqueceu-se ou fingiu que se esqueceu. A hipocrisia e o gosto genérico pela mentira funcional fica-lhes bem. Mostra o que são: mentirosos compulsivos e oportunistas parolos. Ridículos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Ainda bem que é verdade, ainda bem que é mentira


Esta frase pertence a uma canção de José Afonso. Inserida no seu contexto define comportamentos. Trago-a para aqui para definir a minha opinião sobre o inenarrável Polígrafo da SIC.

A razão não existe. Existem razões. A verdade aconchega-se à consciência de cada um. A minha verdade sobre cultura, justiça, liberdade e outras piadas — como diria Rui Rio — não tem nada a ver com a verdade do fascista Ventura. Nem com a palermice de Rui Rio. Os Venturas da vida têm uma noção da verdade, da cultura e da Justiça muito diferente da noção dessas verdades que têm as pessoas com vontade de ver as coisas como elas são, na sua opinião. Digo eu, que não tenho nenhuma certeza nem vontade de a ter. E a minha opinião sobre o programinha ridículo do jornalista Ferrão da SIC é esta: aquilo não é uma aproximação à verdade. O que aquilo é, é uma vontade de aproximar supostas verdades à verdade dos fazedores do programinha ridículo. Temas ridículos — ao nível da CMTV e da CNN Portugal — saltam nos écrans com ganas de combate político. Parece uma missão. Parece uma religião com pretensões de anular o que os incomoda. Ajustar tudo como lhes dá jeito. Temas ridículos? E então, não são ridículos estes ajustamentos da verdade e da mentira perpetrados pelos ajustadores ridículos?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Curso de Informática para tótós


Muito sinceramente não entendo a razão que levou esta criatura a não se demitir de imediato. Ele e a sua colega de falsidade. Ao invés disto, o homem aparece a toda a hora atrás e ao lado de Rui Rio, naquela figura que os políticos tótós de segunda linha fazem, apresentando-se em modo emplastro. Diz-me com quem andas...

sábado, 15 de janeiro de 2022

Gente que faz uma terra


Imagens de uma Setúbal que já não existe. As cidades são as pessoas, as pedras vêm depois. 

Esta exposição do Fernando Pinho é um testemunho disso mesmo. A não perder. Abre hoje às quatro horas da tarde.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Um tonto em desalinho


Boris gaforinas anda num desalinho. Esteve em festa, no número 10 da rua do governo, no dia em que o marido da rainha morreu. 

As festas lá na casa foram mato. Ainda por cima em tempo de contágios pandémicos. O gaforinas é uma espécie de Santana Lopes dos ingleses, e os ingleses não estão a achar grande graça ao gaforinas. Eu ainda não percebi o sucesso dos implantes e do cabelo pintado político desta gente. Anda tudo parvo? A excessiva vaidade incomoda. Estes pirosos ameaçam a razoabilidade. A política precisa de seriedade. Não há pachorra para tanta irresponsabilidade e tonteria. Aguarda-se, em pulgas, a demissão da criatura.

facebook

Curso intensivo de dar ao badalo

Ainda não percebi onde é que os comentadores políticos da SIC tiram os cursos de comentadores. Estou a brincar: claro que não é preciso licença para comentar, mas a ligeireza dos comentários denuncia a fraca documentação. Os rodapés, com gralhas e frequentemente com erros crassos, anunciadores da vitória de Rio, são reveladores dessa ligeireza. 

Ou talvez não. São todos liberais nos costumes e dependentes na mente. Quando dizem que Rui Rio venceu o debate estão a dizer o quê? Aquilo foi um combate? Não. Mas para eles foi. É Rio que defende as manhosas ideias neoliberais, e aquela gente alinha toda pelo espectáculo neoliberal. Está-lhes no sangue, na mente e revelam-no na boçalidade anti-Estado. Preferem a caridade à solidariedade. Preferem a esmola aos direitos. Irrelevantes, todos.

facebook

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Debater o possível


É difícil conversar com Rui Rio. O péssimo ex-presidente da Câmara do Porto quer transladar para o território nacional conceitos absolutamente ridículos de falíveis. O homem é um absoluto palerma.

Não sei se vai ser primeiro-ministro. Espero que nunca o seja. Sei que nunca votaria num palerma que pode permitir acordos com a extrema-direita para governar. Isto é claro. Como não voto em fascistas nunca votaria em alguém que não nega alianças com fascistas. Rui Rio que vá para longe, digo eu que não sou candidato a nada e posso dizer isto porque me apetece. Não me confundam com o labrego do dirigente do partido fascista com nome de detergente. Apetece-me o insulto, pronto: para um raio que os parta aos dois, palerma do partido supostamente social-democrata e labrego do partido fascista.

facebook

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Debater o impossível


A entrada da extrema-direita na corrida — Iniciativa Liberal e Chega — afastam-me a 
 curiosidade de assistir aos debates. O representante dos novíssimos liberais que não sabem viver sem Estado sempre aparenta ser mais civilizado, mas o escroque do Chega revela-se cada vez mais um fascista em furiosa exaltação. 

A agressividade sem vestígio de nível cultural e o perfil político sem trambelho trazem-me logo à cabeça a peça de Tiago Rodrigues — Catarina e a beleza de matar fascistas — tirando-me a vontade de passar os óculos pela tristeza do debate que a reles criatura protagoniza. Claro que é bom ver a criaturinha "levar porrada" de adversários e até dos seus parceiros ideológicos, mas mesmo aí, o risco de o debate cair na pocilga é grande. Outro autor lúcido surge para nos animar: Nunca lutes com um porco. Ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta. Foi Bernard Shaw que o disse, e disse muito bem. Pois é: o porcalhão do partido com nome de detergente já tentou dar nas vistas de todas as maneiras que se lhe aparentaram possíveis: Cursou direito na Farinha Amparo, defendendo o que achava ser justo e precisamente o seu contrário, escreveu livros de embrulhar castanhas no inverno, comentou futebol aos gritos que é como acha que o futebol deve ser comentado, e mais recentemente abraçou a política acalentado pelo cínico tenebroso Passos Coelho. Nos poucos resumos dos debates televisivos a que tenho assistido — já aqui disse que a criatura me causa desconforto intelectual —, percebo que utiliza o não-debate para debater. Prefere o insulto e a miserável farronquice para se impôr na contenda. Debate o impossível porque sabe que o seu eleitorado poucochinho gosta disso. Ideologicamente não passa de um miserável fascista. Um inclassificável oportunista sem ponta por onde se lhe pegue. Inimigos e adversários "dão-lhe nas trombas" nas calmas. Só Rui Rio falhou. Ou talvez não. E é aí que está o perigo maior destas eleições. Os políticos de direita são tristes, serôdios, mas estão sedentos de poder. Querem ajustar tudo às suas pequeninas pretensões. Há muita gente que já se esqueceu dos ajustes de Passos. Basta ver Moedas a triunfar em Lisboa. Votar na direita é mais do que nunca muito perigoso. A direita nunca traz nada de novo. Anda sempre à volta das coisas velhas. 
Contra a direita, sempre!

sábado, 8 de janeiro de 2022

LOURDES CASTRO


Morreu a mulher. Fisicamente. A artista fica. A mulher também. O mérito anula a morte. As figuras admiráveis são admiradas para sempre. Contrastes e silhuetas alinham-se. Despertam-nos. Informam-nos da perda. Muito obrigado, Lourdes Castro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Ilustração animada

Ilustrar com movimento ou o movimento nas ilustrações de Gonçalo Duarte
Poderia ter por título: Era um redondo vocábulo. Mas não tem título. Pelo menos o autor não o menciona na publicação aqui postada. Provavelmente quer sugerir a pessoana afirmação: sentir, sinta quem lê. Ou, para nos sintonizarmos mais com o que aqui está: quem vê. É ver. É olhar e voltar a ver. Gosto muito. É muito bom. Bom fim-de-semana.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A vida dos palermas e dos escroques


Um palerma é um palerma. Este palerma falou em nome de Ventura. Afinal o Chega não é assim tão mau como o pintam. Até defende uma prisão perpétua ''civilizada''. E este palerma é só um palerma. 

Um tatibitate sem ponta por onde se lhe pegue. Claro que um tatibitate sem ponta por onde se lhe pegue pode ser um grande escroque. Um perigo real. Este palerma parece que acumula. É portanto um perigo real porque há quem o imagine em primeiro-ministro. Catarina Martins destacou-se. Foi séria e inteligente. Mas os palermas dos comentadores do grupo Impresa acham umas coisas estranhas. Tentam justificar as atitudes do tatibitate. Os comentadores continuam também na senda da normalização do Chega. Ora, o Chega não é um partido normal, ponto. Ventura é um fascista sem vergonha. Um escroque a sério que está a arrastar toda a direita para o lamaçal em que chafurda. Chafurdem. Metem nojo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

João Paulo Cotrim, Sempre!



A passagem do tempo não está a facilitar as coisas. A saudade que sentimos não se esbate. Os dias vão correndo mas acabamos por tropeçar sempre nesta memória. Vamos então recordar o João Paulo Cotrim. Não o vamos esquecer. Não é possível. Há pessoas insubstituíveis. O João Paulo é desses. O Espaço Ilustração da Casa da Cultura - Setúbal, vai receber trabalhos dos ilustradores convidados da Festa da Ilustração que marcaram a Festa nos seus sete anos de existência. A abertura servirá também para falarmos do que vai acontecer neste ano de 2022, ano em que a iniciativa é dedicada ao João Paulo Cotrim. Os nossos amigos estão desde já convidados. 
Muito obrigado, João Paulo. Até sempre!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Tempo


É a primeira exposição do ano na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Uma surpreendente instalação de José Morujão. Abre no próximo sábado às quatro horas de tarde, e fica frequentável até ao fim do mês. Apareçam.

O novo normal de novo


Publiquei aqui este texto — com esta imagem e com o poema do Sérgio. Só mudei o ano — precisamente há um ano. Como permanece tão actual... republico-o. Diz assim:

O NOVO NORMAL | Entrámos em 2021 a pés juntos. Estamos mergulhados na nova realidade. Morremos todos os dias às dezenas. Reagimos. Tomamos medidas. Mandamos às urtigas os negacionistas. Rejeitamos os fascistas que agora fingem cumprir a democracia. Não cumprem. Utilizam-na. O cinismo mais atroz vai alastrar na campanha eleitoral. Um candidato imbecil finge ser o arauto do povo. Provavelmente acredita no que diz. Os idiotas são assim. O fascista saído do partido de Rio deve acreditar na pequenez que apregoa. São assim os anormais desta nova normalidade. O nosso combate faz falta. A nossa normalidade não se ajusta a essa pequenez. O nosso novo normal é outro. É pela ciência. Pela ciência política e pela ciência das descobertas boas. Que se lixem as mezinhas. Que se lixe a política do cinismo populista. Que se lixem os novos fascistas.

facebook

sábado, 1 de janeiro de 2022

SAUDADE


Expressão tão portuguesa que define tão bem o que sentimos. O André Carrilho sentiu assim este fim, e começou o ano expressando o que sente. Tão bom, André. Um grande abraço.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Aos amigos do João Paulo Cotrim


Vamos esta quarta-feira, dia vinte e nove de dezembro do ano de dois mil e vinte um, despedirmo-nos do João Paulo Cotrim. Um dia que deveria ser para esquecer mas que nunca será esquecido. Um fim de ano que ficará na memória de todos nós pelas piores razões.

Ainda não percebi como vai ser viver sem o convívio com o João. Os almoços não serão tão saborosos. Os livros não serão feitos da mesma maneira nem terão lançamentos tão divertidos. A nossa vida muda quando quem nos muda a vida deixa de estar connosco. E não muda para melhor. Aguentaremos convocando a recordação. Mas não ouviremos mais as históricas expressões do Cotrim. Um ''foi quase um prazer'', era recorrente nas despedidas. Ou ''gosto mais de sexo, mas em não havendo...'' quando lhe era apresentado algo pretensamente surpreendente. Nos restaurantes, ao pedir o molho picante, finalizava com um ''se não lhe fizer falta''. As tiradas humorísticas surgiam em catadupa. Não é de anedotas que falamos. É de humor inteligente sempre polvilhado de conhecimento documentado. Na escrita surpreendeu sempre. Tornaram-se famosos os títulos à Cotrim. Verdadeiros ícones.

Resumindo: um homem culto, mas sem pitada de chatice ou banalidade. É isso: o convívio com o João Paulo Cotrim nunca se detinha na banalidade ou no gosto duvidoso. Era um esteta bem disposto. Um homem de cultura sem prosápia. Um homem bom. Um ser humano de excepção. Era comum diferentes grupos de amigos encontrarem-se por causa dele. O homem parecia uma instituição. Um abrigo de generosidade, talento e lucidez. Somos muitos, os amigos do João. Tratamo-nos por manos porque sentimos a amizade com intensidade. Vamos dar força à Isabel, a mulher que esteve com ele em todos os momentos. Não falamos da grande mulher que está atrás do grande homem. Expressão sexista tão em desacordo com o que sentimos. A Isabel esteve sempre ao lado e muitas vezes à frente do João. A Abysmo deve-se à sagacidade e inteligência destas duas figuras marcantes das nossas vidas. Gostamos muito de ti, Isabel. Estamos contigo.

Vamos despedir-nos do João Paulo Cotrim com o coração apertado e uma interrogação perturbante: e agora? É que a resposta não sai.

Imagem: sessão Muito Cá de Casa, na Casa da Cultura-Setúbal, de apresentação do premiado livro de Luís Cardoso ''O Plantador de Abóboras'', em que também participou Luísa Tiago de Oliveira. Fotografia de Ana Nogueira.

facebook



João Paulo Cotrim 2022






Quando a Festa da Ilustração - Setúbal foi proposta ao vereador da cultura, Pedro Pina, a concepção já estava engendrada entre mim, o João Paulo Cotrim e o Jorge Silva. O Pedro gostou da ideia e entusiasmou-se mesmo muito. 

O ataque à redacção do Charlie Hebdo — factor determinante para a realização da Festa — tinha sido em janeiro - 2015 - e a coisa deveria realizar-se em Junho desse ano. Missão impossível? Nada disso. A Divisão de Cultura da Câmara Municipal convocou uma equipa extraordinária que começou de imediato a trabalhar. 

Claro que o nome que se me assomou de imediato à cabeça para a definição de propósitos e para contactos tinha de ser o do João Paulo. Ele trouxe ilustradores para a ribalta. A sua fama de generosidade e imenso conhecimento cultural tinha muitas histórias contadas. E eu tinha a vantagem de ser amigo dele e por isso de muitos ilustradores. Também eu estava cheio de ganas de mostrar o que se faz em ilustração por esse mundo fora. Juntámos a fome com a vontade de comer. Ele sugeriu que o Jorge Silva tratasse dos ilustradores históricos e propôs reeditar a ideia da Ilustração Portuguesa, mostras concebidas por ele para a Bedeteca, no tempo em que a dirigiu. 

A primeira Festa teve como convidado contemporâneo o André Carrilho, o veterano foi Lima de Freitas, mas também foi mostrado trabalho de Maria Keil, em exposição cedida pelo Museu da Presidência da República. E a Ilustração Portuguesa, claro está. 

Nos anos seguintes os convidados contemporâneos foram Nuno Saraiva, João Fazenda, António Jorge Gonçalves, Cristina Sampaio, André da Loba e Marta Madureira.

O João Paulo Cotrim está portanto associado à Festa da Ilustração e dos ilustradores desde a primeira hora, como se costuma dizer. As propostas para a Festa do próximo ano — 2022 — foram discutidas entre mim e ele. Concordou com o que propus e eu concordei com tudo o que ele acrescentou às minhas propostas. Era sempre assim. O João Paulo tinha sempre mais alguma coisa a sugerir, a tornar melhores as ideias iniciais. Trabalhar com ele era uma verdadeira festa. As ideias que discuti com ele vão agora ser apresentadas por mim à Divisão de Cultura do Município. Mas agora sou eu que acrescento uma nova proposta: A Festa da Ilustração 2022 vai homenagear João Paulo Cotrim. Do princípio ao fim. 

Muito obrigado, João Paulo. Devemos-te muito. Tudo.

facebook

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

domingo, 26 de dezembro de 2021

 I know not what tomorrow will bring

Fernando Pessoa



O João Paulo morreu. Ainda me parece mentira. Ainda não me imagino sem o ter por perto. Qualquer encontro com o João Paulo Cotrim era um acontecimento. As ideias fervilhavam. Inesperadas. Brilhantes. O humor e a cultura tropeçavam em alegre convívio. Tanto projecto interrompido. Tanta conversa por continuar. Tanto livro por fazer. Tanto trabalho por encetar. Somos gente de palavra e de palavras. Continuaremos a conversar recordando o João Paulo. Uma vida assim não acaba assim. Não tenho irmãos biológicos. Mas tenho irmãos. O João Paulo é meu irmão. Faltam-me as palavras para descrever o que sinto, mas sei que vamos recordá-lo como ele gostaria. Com muitas palavras. Muita conversa saborosa. Tenho a certeza. Estas palavras saem-me em lágrimas. Um beijo para a Isabel.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Presépio contemporâneo

O meu presépio. Bom natal.





facebook

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

PENSAMENTO MÁGICO | Foi jornalista como escritora, Foi escritora como jornalista. Olhou para os lados, para todos os lados, e viu, pensou o que viu, escreveu, leu, olhou de novo, amou, foi amada. Uma vida cheia que termina agora. Os livros que deixa não me deixam mentir. Foi bom ler Joan Didion. É bom reler Joan Didion.

Muito obrigado.

facebook


terça-feira, 21 de dezembro de 2021

VENCEREMOS


O Chile viu-se de novo livre de uma chusma de pulhas da pior espécie. Um homem novo — literalmente — foi eleito Presidente. 

Pinochet e seus seguidores são assim um pouco mais empurrados para o caixote do lixo da história. A extrema-direita leva nas trombas. Tem sido assim a história dos povos: existe sempre a ameaça de retorno do fascismo, mas também existe a vontade de não baixar os braços e resistir. O fascismo não passará. Lá e cá. Oxalá.

facebook

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Congresso do partido egocentrista


Rui Rio nunca nos desilude. Depois de assegurar que o fascismo nunca existiu em Portugal e que havia um excessivo número de professores em actividade no tempo do lamentável Passos Coelho, vem agora aconchegar o seu discurso ao do seu ex-colega de partido Ventura.

Também Trump é parafraseado. E a Educação torna-se prioridade. Fantástico. Um pantomineiro é um pantomineiro. Nuno Crato, o ministro delinquente que despediu professores e quis fornecer a Educação em embalagem da Farinha Amparo, deve estar a afinar os aparos. O parolo que representa a extrema-direita no parlamento já elogiou o figurão. Marques Mendes e os inefáveis comentadores da treta também. A direita no poder é sempre uma má escolha. Aliada à extrema-direita é um desastre.

facebook

domingo, 19 de dezembro de 2021

O futuro é já a seguir


Muitas e boas festas e um bom ano para todos. Até já.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Migrações e seus motivos



A ONU assinala este dia — Dia Internacional do Migrante —  com a sugestão de olharmos para quem sai da sua terra com olhos de ver e pensar. Quem sai da sua terra porque lá corre perigo é motivo para nos convocar a solidariedade e não o desprezo. Abraçar quem sofre é uma maneira decente de estarmos na vida. "Um homem só deve olhar outro homem de cima para baixo se for para ajudá-lo a levantar-se", disse um dia Gabriel García Márquez. 

A solidariedade com quem sofre nunca é excessiva. Quem foge da guerra e da fome não merece sofrer depois acusações de cobardia e irresponsabilidade. Todos podemos estar um dia numa situação idêntica. Imaginem um partido fascista no poder. Imaginem o partido de Ventura no poder. O partido unipessoal que afirma em panragonas propagandísticas: Os outros prometem, eu cumpro". Eu cumpro, não faz a coisa por menos, o alarve egocêntrico. Cumpre o quê, o xenófobo imbecil?

Com o crescimento da extrema-direita na nossa terra, e com a consequente eleição desta coisa para o parlamento, as ideias xenófobas e racistas começaram a brotar como ervas daninhas. Os broncos-parolos apregoam às claras as suas "ideias" bisonhas e tristes como se de grandes ideias de justiça se tratassem. Imaginar que o partido de Ventura pode eleger mais do que um deputado, instalando nas bancadas de São Bento uma legião de gentalha ainda pior — são sempre piores os grunhos que estão atrás dos grandes grunhos — do que o  fascista que já lá se senta, é motivo para preocupação. Não é medo o que sentimos, é necessidade de higiene. Higiene pura. Metem nojo, os fascistas do partido do fascista que se senta no parlamento. 

facebook

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Preso por ter cão...


Trata-se de uma recorrente abordagem à expressão: preso por ter cão, preso por não ter. 

Rui Rio ataca o Governo e especificamente a Polícia Judiciária por ter prendido o vigarista encartado Rendeiro. Segundo Rio, tudo isto aconteceu porque estamos próximos de eleições. Ou seja: o correcto seria deixar o homem em liberdade até finais de janeiro e depois sim: ala para a jaula. A vontade de justiça desta gente oscila sempre conforme o pulsar da sua agenda política. É esse o motivo desta acusação sem sentido. Será desespero? Não creio. É só palermice, mesmo. Provavelmente, em termos de ciência política chama-se a isto inabilidade. É mais politicamente correcto. Temos portanto um inábil como candidato a primeiro-ministro de um país. Não merecemos isto.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Os maus velhos tempos


Setúbal viveu e sofreu intensamente as políticas do chamado Estado Novo que de novo nada tinha. As velhas práticas repressivas passaram a ser designadas como novas.


A autoridade, os "exemplares" ajustamentos económicos e a disciplina férrea e sem limites no respeito pelo ser humano motivaram a porrada de criar bicho. Albérico Afonso Costa investigou, estudou e passou para o papel esse conhecimento. É bom sabermos o que aconteceu para que não passe pela cabeça de ninguém a ideia de que antigamente é que era bom. Fernando Rosas, historiador que se interessou profissionalmente por nos informar desse passado com seriedade e competência, vai apresentar o livro do historiador Albérico Afonso Costa. A Câmara Municipal de Setúbal apoiou a publicação, e vai estar representada pelo vereador Pedro Pina. A Estuário | DDLX editou e publicou. O lançamento é no próximo sábado, dia 18 de dezembro, à tarde, na Casa Da Cultura | Setúbal. Convidados.

facebook

domingo, 12 de dezembro de 2021


 facebook

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Da justiça injusta


Assange corre o risco de ser extraditado para as américas.

Aguardam-no mais de cento e setenta anos de prisão, em sentença aplicada pelos algozes manipulados pelos denunciados por Assange. A injustiça triunfa. Os verdadeiros criminosos ganham asas. Confiamos em quem, se esta injustiça acontecer?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

O que é doce nunca amargou


O QUE É DOCE NUNCA AMARGOU | Luís Cardoso esteve na Casa Da Cultura | Setúbal, em junho passado, para apresentar o seu livro O Plantador de Abóboras. Com ele vieram Luísa Tiago de Oliveira e João Paulo Cotrim que falaram do livro e com o seu autor. Cotrim é o editor da obra. É com uma imensa alegria que recebemos a notícia de que é este livro o vencedor do prémio Oceanos deste ano. Parabéns a Luís Cardoso, que ainda por cima completa hoje mais um ano de vida. Parabéns em duplicado, portanto, meu querido amigo. E parabéns também ao editor João Paulo Cotrim. Há prémios bem doces.



terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Exterminar a diferença


O fascista que se senta no parlamento como deputado, chamou bandidos a uma família que evidentemente não votou nele. É gente diferente da sua gente. O fascista que se senta no parlamento acha que isso é coragem — é a esta profunda indelicadeza e má educação que os fascistas classificam de "chamar os bois pelos nomes", com certeza —, quando de facto não passa de uma expressão criminosa. 

O fascista, porque é um fascista, não percebe que não pode dizer tudo o que lhe vem à cabeça só porque uns fascistas — se calhar é exagero meu: são só ignorantes de estranho carácter —, cometeram a infeliz proeza de lhe permitir proferir alarvidades no parlamento. Acontece que vivemos em democracia e o dito fascista foi condenado por difamação. Recorreu. Recurso recusado. Agora diz-se injustiçado, o parolo fascista. Sim, esta criatura não passa de um parolo sem qualquer nível intelectual ou político. Lança atoardas contra a suposta diferença por ele apregoada, que ressoam nas cabecinhas ocas dos fascistas — ou lá o que são aquela gente inenarrável — que nele votaram. As figuras tristes que faz não causam compaixão, mas sim repulsa. A diferença incomoda esta gentalha. Não percebem que é a diferença que alimenta a democracia,  porque não são democratas. É mesmo isso. O que resta são atoardas de gosto duvidoso.

Fotografia: Marcha fascista sobre Roma que ocorreu de 26 a 28 de outubro de 1922 e tornou-se o evento até então mais emblemático do fascismo italiano. Mussolini é o espalhafatoso do centro da imagem.

facebook

sábado, 4 de dezembro de 2021

Pedro Gonçalves


Com Tó Trips formou os Dead Combo. Morreu hoje um grande músico. Muito obrigado, Pedro Gonçalves.

Paula Delecave em Setúbal



A exposição está montada. E está lindíssima. Abre hoje às sete da tarde na Casa Da Cultura | Setúbal. A arte de ilustrar com linguagem pessoal e atenção à realidade. Paula Delecave vai estar presente. Lá estaremos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Eu vim de lá


São estórias de lá, contadas por quem veio para cá. Contadas do lado de cá, no Espaço Ilustração da Casa Da Cultura | Setúbal. A abertura é no próximo sábado, e vai estar por cá até janeiro do próximo ano. Perder esta exposição é excessivamente mau. Até já.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Isto é uma pandemia, estúpidos!


Custo de ter apenas um local de vacinação é muito menor, diz o aritmético Moedas da Câmara de Lisboa. 

Isto faz-nos pensar sobre o assunto de outra maneira. O importante não é salvar vidas, é poupar. Poupar sempre. Já o seu grande líder Passos Coelho dizia, referindo-se ao SNS, que se devem salvar as pessoas, mas não a qualquer custo. Se esta pandemia tivesse vindo no tempo da direita no poder estávamos bem tramados.

sábado, 27 de novembro de 2021

Fim da Festa




A festa da Ilustração - Setúbal chega ao fim este fim de semana. As exposições ainda em exibição podem ser vistas durante este domingo. Refiro-me às prestações de Marta Madureira e Pierre Pratt na Casa da Cultura. 

Muito obrigado a convidados e concorrentes representados nas exposições. Muito obrigado aos participantes na Feira da Festa. Muito obrigado aos músicos que acrescentaram sons às festividades. Muito obrigado aos decisores políticos que permitem esta iniciativa única no mundo. Muito obrigado a quem transforma o design expositivo em matéria observável. Muito obrigado aos visitantes, que tendo sido muitos, são únicos. Falamos de gente do melhor. Falamos do melhor que se faz neste mundo em crise de ideias e vítima de ideias em crise. Voltaremos para o ano com a Festa, mas vamos já começar a trabalhar. Até já.

facebook

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Insustentável leveza


Parece que a CNN tem agora poiso cá na terra. Mas não parece a CNN. Parece mais uma estação de mexericos, curiosidades e socialites. Assim uma coisa tipo TVI, estão a ver? Ah, aquilo é da TVI? Adiante.

Parece mais uma estação de mexericos, curiosidades e socialites. Abertura espampanante, com os de sempre, e furo jornalístico de cordel, com os de sempre, em informação de trazer por casa. O branqueamento de Rendeiro é apresentado com pompa. A banalidade informativa impõe-se, nesta anunciada surpresa da caixinha de surpresas. Parabéns à prima.

facebook