Hoje é o André Gago que vai conversar com o João Francisco na biblioteca da Sociedade Nacional de Belas Artes. Lá estaremos. Até já.
quinta-feira, 22 de junho de 2023
terça-feira, 20 de junho de 2023
Receituário
Falar de fotografia com fotógrafos, é a ideia. E é já esta quarta-feira, às seis e meia da tarde, na NO FRAME, em Campo de Ourique. Até lá.
segunda-feira, 19 de junho de 2023
Ai, as palavras...
Em Abril estive em Montpellier com esta exposição que parte de palavras de José Afonso para o mundo. Muito brevemente a mostra será instalada em outros lugares (Cá dentro e lá fora. Depois aviso), com desenvolvimentos que decorrem desta experiência em Montpellier. Calado é que não quero ficar. Mas hoje venho aqui mostrar o texto que a Ana Nogueira, notável artista, fez o favor de compôr para esta minha exposição e tão bem "ilustrou" o que estava ali mesmo à vista mas não estávamos a ver. Muito Obrigado, Ana.
domingo, 18 de junho de 2023
Ver para crer
Afinal a fotografia foi inventada muito antes do tempo em que é inscrita na História. Leonardo da Vinci foi fotografado, com a sua modelo Mona Lisa, três séculos antes da data que se atribui ao primeiro registo fotográfico. Surpresa extra: Marcelo já tinha inventado as selfies. Esta é a prova. E ainda há quem tenha dúvidas e tenha pedido esclarecimento de veracidade da primeira fotografia ao Polígrafo SIC. Há gente muito desconfiada.
Dia internacional contra o discurso de ódio
sábado, 17 de junho de 2023
Os malucos da bola
O primeiro-ministro fez escala na Hungria para assistir a um jogo da bola e dar um abraço a Mourinho. Também abraçou o líder da extrema-direita e actual presidente húngaro. Marcelo diz que tudo na boa. Justifica a cena como se da coisa mais natural da vida se tratasse. A malta da bola entende-se. Claro que é a coisa mais natural do mundo desviar-se um avião do Estado para ir ver a bola. É normal: os aviões do Estado devem servir os estadistas. Mas para ir abraçar o mete-nojo do Mourinho?! E assistir a um jogo ao lado de um delinquente político? Depois de tanta balbúrdia por causa de comportamentos lamentáveis, se calhar devia de haver mais cuidado na escolha das viagens. E dos abraços. Digo eu, que não vou em futebóis.
sexta-feira, 16 de junho de 2023
Adeus, Rui
RUI CUNHA | Soube agora pelo André Gago que morreu o Rui Cunha. Estive com ele pela última vez numa festa em casa do André. Falámos do passado em que nos conhecemos, de vinhos, de fotografia e da vida boa no campo. Era um excelente fotógrafo e um amante militante da natureza. Eu gostava muito do Rui. É muito triste perceber este fim. Foi bom conhecer-te. Muito obrigado, Rui Cunha.
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Um tal Berlusconi
Carmo Afonso é, na minha opinião, uma das pessoas que melhor opinião têm na imprensa que se publica em Portugal. No Público de ontem saiu este seu texto que opina sobre as homenagens de pesar pela morte de alguém que obviamente não as merece. Os mortos não são todos iguais. Exactamente porque os vivos também não. É ler.
quarta-feira, 14 de junho de 2023
Receituário
Claro que vou até ali dar um abraço à Inês, ao Sérgio, ao Henrique e ao André. Os livros deles já bebi, e os vinhos da Leonor (de Freitas) também. Vou lá conversar sobre isso. É tão bom conversar. Os livros ajudam muito.
Receituário
É já amanhã, quinta-feira, que o João Francisco Vilhena vai conversar com o André Letria sobre isto, aquilo e mais aquilo ali. O João e o André são meus amigos. Já falei muito com eles. E garanto que eles sabem conversar. É por isso que vou lá conversar com eles. É muito bom conversar. Aprende-se sempre.
terça-feira, 13 de junho de 2023
Racismo e Arte
AINDA O CARTAZ PALERMA E RACISTA | O autor do cartaz racista diz que chamar racista ao cartaz é exagerado. O parolo que lidera o partido fascista diz o mesmo. Para eles tudo é possível, desde que se pratique o racismo dizendo que não há racismo nessa prática. É opinião. É Arte, diz o autor. O homem acha-se artista, vejam só.
Estes cartazes já foram exibidos em muitas manifestações. Quem os exibe são professores em luta. António Costa já tinha chamado a atenção para a violência dos frustes desenhos: "ninguém gosta de se ver com um lápis espetado no olho", disse em entrevista. Agora aludiu ao racismo também evidente. Todos os sindicatos se afastaram do violento protesto. Então quem patrocinou aquilo? Quem pagou as impressões gráficas? Foi o autor? O professor que assina a autoria diz, cinicamente, que o desenho representa um porco fofinho. É um miminho para o primeiro-ministro, acrescentou em modo vedeta do momento em entrevistas constantes para as televisões. Parece estar a fazer concorrência ao parolo fascista do Chega. O autor daquela coisa acha-se artista, e acha que pode apelar à violência porque isso é liberdade artística. Lápis espetados nos olhos já usou nos cartazes contra o ministro João Costa. Mas a esse não acrescentou focinho de porco.
Conclusão: focinho de porco é só para quem não é branco. Os outros todos podem levar simplesmente com lápis a furar os olhos. É a liberdade artística de quem é rapadinho de ideias.
segunda-feira, 12 de junho de 2023
O cartaz racista e idiota
O cartaz da moda foi já rejeitado pelos sindicalistas respeitáveis e também pelos outros - os idiotas. Só mesmo o parolo do Chega, apesar de se afastar da manifestação de imbecilidade, diz que aquilo não é racista e subscreve a ideia sem problemas, o imbecil. O costume. O cartaz é estupidamente racista e o seu autor, se diz que não o é, é porque não percebe o que anda ali a fazer. É professor, dizem as notícias. Lamenta-se. O desenho é atribuído a um Pedro Brito que não é, obviamente, o ilustrador de gabarito que conhecemos. O Pedro resolveu esclarecer tudo, depois de ter sido associado à autoria daquele esterco racista e xenófobo. Claro que quem conhece o Pedro e a sua obra nunca teve qualquer dúvida. O Pedro Brito é um excelente artista. O seu nome está associado a muito bom trabalho na ilustração e na realização de cinema de animação. Resolveu comunicar o seu incómodo provocado por esta associação à alarvidade do seu homónimo. Eu partilho o seu esclarecimento. Pode alguém andar muito distraído.
facebookDos sábios idiotas
Diz-me aqui a geringonça que publiquei isto há onze anos. O tempo não esbateu a ideia de Bukowski, que chegou a esta conclusão em meados do século passado. Surgem cada vez mais idiotas que se assumem como líderes dos idiotas que os seguem cegamente. Corremos riscos. Os idiotas são ferozes. Não deixam crescer nada à sua volta. São como erva daninha.
sábado, 10 de junho de 2023
Desabafo
E VIVER, NÃO É PRECISO? | Confesso que nunca pensei dizer isto: estou farto de turistas. Tropeçamos neles como se de pedras de calçada soltas se tratassem. Na zona onde trabalho diariamente, pululam entre a normal curiosidade e a anormal falta de respeito por quem lhes aparece pela frente. Já fui atropelado por um viajante alemão que se indignou por eu existir naquele preciso momento em que ele necessitava contra tudo e contra todos de entrar numa daquelas igrejas que estão frente uma à outra no Chiado. Dito isto, e relembrando que nunca pensei dizê-lo, acrescento então uma pergunta: para que querem outro aeroporto? Para meter mais gente na cidade? Aonde?
quinta-feira, 8 de junho de 2023
Das palavras
Salman Rushdie deu uma entrevista a Ana Daniela Soares, Transmitida no programa Todas as Palavras, a passar na RTP3. De entre tudo o que de muito importante disse, destaco a alusão à importância das palavras que ficam depois das ocorrências. Reis, presidentes, milionários podem praticar a soberba e a extrema vaidade, mas são as palavras dos escritores que ficam para contar essas veleidades assustadoras ou ridículas. É a literatura que aperfeiçoa a realidade, como sugeria Buckowski.
Vá de Metro, Satanás
A frase foi inventada por Alexandre O'Neil. Virou polémica. O estado em que está o metropolitano de Lisboa actualmente poderia convocar o slogan. Circular naquelas carruagens é um happening permanente. Menos carruagens, provocando enchentes insuportáveis. Horários trapalhões. Escadas rolantes avariadas, em estações como a Baixa-Chiado, anunciando aos passageiros dezenas de degraus por percorrer.
terça-feira, 6 de junho de 2023
Receituário
ARTISTAS UNIDOS | E é já esta quinta-feira, dia 8 de Junho, que estreia ADAM de Frances Poet!, às 19h00 no Teatro da Politécnica.
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Pelos bons ares
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE | O plástico parecia uma revolução. Tornou-se uma preocupação. Os seres humanos abusam dos utensílios que têm à sua disposição. O plástico tornou-se uma javardice. O meio ambiente não conta para nada. Hoje em dia, já todos os governos ostentam um ministério do ambiente. Mas o ambiente continua em elevado estado de degradação. Vive-se mal com o bom ambiente.
Hoje comemora-se não sei bem o quê. Ah, sim, é mais um alerta. Venha ele. Livremo-nos do plástico sempre que possível. Usemos vidro e papel. Reciclemos. Sempre. Pelo bom ambiente. Pelos bons ares.
sexta-feira, 2 de junho de 2023
Receituário
AGORA VOU BRINCAR, ESTÁ BEM? | Para vermos melhor estes trabalhos do Hugo temos que entrar numa máquina do tempo. A infância regressa ao nosso olhar cansado e farto de imagens sobre imagens. Quando crescemos, ou quando acreditamos que isso aconteceu, recorremos a seriedades absurdas. Perdemos a vontade de brincar. De errar e voltar a fazer. Não entendemos o fascínio da construção inicial. O prazer de emendar até atingirmos a ideia de que agora é que está bem. Em outros tempos as reprimendas, e, em muitos casos, as reguadas ferviam nas mãos de artistas de palmo e meio, incrédulos perante a estupidez do castigo. Estes trabalhos do Hugo aperfeiçoam esse fazer inicial e inesperado porque autêntico. Estes trabalhos, surpreendentes pela execução aparentemente descontra´ída e implicitamente irónica, revelam uma maturidade na recolha de elementos e na sua aplicação. Narrativa simples mas aqui e ali inesperadamente ousada. Circulamos no território da sofisticação formal e cromática. O Hugo despiu o bibe da infância há um bocadinho. Depois cresceu, brincou, olhou à sua volta, estudou, brincou outra vez, voltou a estudar, mas nunca mais parou de viver e de olhar à sua volta. É por isso que faz isto tão bem. [José Teófilo Duarte]
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Ver sem mexer
É como se nos deixassem ficar durante uma noite num museu. Modelos saem do escuro. Despem-se. Experimentam expôr-se aos artistas em posições delicadas. Observam. São observados. Os artistas adormeceram. De repente surge alguém. Um guarda? Um visitante mais distraído? Não se percebe. Os corpos despidos circulam. Enleiam-se. Existe entre estas paredes uma nítida apologia da intimidade feminina. A artista que fotografa regista a proteção. O aconchego. O conforto desta nudez tão pura e inquietante. O fascínio que a visualização destes ambientes transmite provoca melancolia. Nostalgia das pinturas e das esculturas de outras vidas? Talvez. Mas surpresa também. Apetece-nos dizer: tocar não se pode. Mas percebemos que a tentação exista. Queremos perceber o que estamos a ver. Agrada-nos esta companhia. Parece que já "lemos” isto em qualquer lado. A Literatura explica tanta coisa que olhamos e que não percebíamos até aí. Estas imagens são metáforas visuais para lermos e reflectirmos. Está tudo na Literatura. Esta exposição da Mariana Castro também. E dava um livro. Dos bons.

















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