segunda-feira, 9 de março de 2015

DO RISO E DO ESQUECIMENTO | O problema de Passos não são os descuidos com os pagamentos ao Estado. Com as manhas de Passos podemos nós muito bem. O problema está nos empregos que o homem teve. Esses sim manhosos e sem utilidade. Passos Coelho nunca fez nada de jeito na vida. Foi deputado acumulando, mas o que fazia no que acumulava não servia para nada. Uma espécie de calceteiro marítimo. Os descontos para o Estado são assim pouco esclarecedores. As dúvidas nascem como cogumelos. Descontava em relação a quê, se ele próprio não se lembrava do que recebia? O esquecimento é uma nova doutrina nacional. A formação foi feita às pinguinhas por causa da política, e a política foi uma pinguinha de coisa nenhuma. Entretanto leu livros que nunca foram escritos — foi Pacheco Pereira que deu pela marosca, quando denunciou a revelação por Passos da leitura de um livro de Sartre que o filosofo francês nunca publicou —, deu entrevistas sem jeito e andou por aí a convencer incautos de que era um ser superior. Tudo tanga. Acabou por acontecer o pior. Para ele e para nós. Lembrou-se que poderia ser primeiro-ministro. Num congresso do partido que nunca foi social-democrata, apresentou-se, subiu ao palanque e saiu de lá vencedor. Parabéns à prima. Agora quer convencer-nos de que ser normal é ser distraído. Como se a gente não soubesse como elas nos mordem quando nos esquecemos de pagar seja o que for ao Estado. Exige rigor, mas não é rigoroso. Um homem sem qualidades que juntou uma trupe de gente que faz jus aos seus intentos. Para o que o neoliberalismo os queria serviam perfeitamente. Só que agora perceberam que há pedras no caminho. Eles não se importam nada com isso. Um toque no calhau com o pé e para a frente é que é o pote. Entretanto até há páginas no facebook de apoio a esta fraude humana. Este palerma, para além de não se demitir, vai-se apresentar ao eleitorado como o grande salvador da pátria. Triste pátria que tais salvadores nos fornece. Os próximos meses vão ser terríveis. 
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domingo, 8 de março de 2015

DIA DA MULHER | Hoje é dia de perceber que as mulheres são extraordinárias. Elas são extraordinárias o ano todo, mas hoje é dia de o assinalarmos. Assinalemos
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CURTO E GROSSO | E lá fomos nós ver a exposição de Paulo Curto Baptista. Cheios de curiosidade. Fomos muitos. O moscatel soube bem. O convívio também. A malta parece que gostou. Eu gostei, é claro. Vou lá voltar. Ficam aqui os retratos da noite. Apareçam. Divirtam-se.
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sábado, 7 de março de 2015

MUITO CÁ DE CASAPaulo José Miranda e António Cabrita, desafiados por Rosa Azevedo. animaram uma noite em que se falou de relacionamentos, entendimentos, amor e felicidade. O que nos proporciona momentos de bem-estar? A criação provoca isolamento? Percebemos o que incomoda e o que proporciona serenidade a estes criadores. Foi bom este convívio. Coisas simples e possíveis de viver. Foi ontem, na Casa Da Cultura | Setúbal. Obrigado, Paulo e António. Até à próxima.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

QUEM QUER SER CHICO-ESPERTO | Novo programa televisivo, com conteúdos inteiramente nacionais. Consta que Passos Coelho, Marco António, Montenegro, Teresa Leal Coelho, Teresa Caeiro e Mota Soares se inscreveram para a primeira emissão do concurso. Moura Guedes vai apresentar. Os produtores não querem arriscar: ela faz aquilo de olhos fechados. A coisa promete, portanto.
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OPORTUNIDADE | É hoje à noite que António Cabrita e Paulo José Mirandavão estar juntos e ao vivo na Casa da Cultura em mais uma iniciativa Muito Cá de Casa. Oportunidade única de convivermos com dois grande escritores. Apareçam. 
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quinta-feira, 5 de março de 2015

VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS | Já não está em causa Passos Coelho e seus defensores acharem que aquilo dos incumprimentos é coisa pouca. Somos imperfeitos. Somos todos assim. Tudo é relativo. Tentam convencer-nos da doença contagiante que os contagia: o salve-se quem puder. 
O que está mesmo em causa, é esta tropa de choque do neoliberalismo achar que não deve abandonar o campo de batalha porque é indispensável à salvação do país. Estão convencidíssimos disso. Não se percebe se estão a enlouquecer. Mas são perigosos. A Europa está mal entregue. Corre perigo. Mas Portugal está a antecipar a derrocada. 

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quarta-feira, 4 de março de 2015

ÓPERA DO BOM MALANDRO | O país está um brinco. Temos um primeiro-ministro chico-esperto, mas quem não quer ser chico-esperto? Empresários campeões da gestão que não passam de troca-tintas. Banqueiros que transformam bancos em banquetas. Policias que são ladrões nas horas vagas. Porta-vozes políticos que mais parecem desajeitados bobos de uma corte sem rei nem roque. Ministros que lançam intrigas sobre organismos governamentais que dirigem. Candidatos a candidatos presidenciais, professores de direito, que desconhecem as leis do Estado. Políticos que desconhecem e deprezam a política. Dirigentes desportivos que desprezam o desporto. E temos um país com fartura sim, mas de miséria. Fartura de gente sem trabalho. Fartura de crianças com fome. Fartura de empresas em dificuldades. Só neste país? Talvez não. Mas é aqui que vivemos. E não se está aqui nada bem.
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segunda-feira, 2 de março de 2015

REPÚBLICA DAS BANANAS  Pedro Passos Coelho é primeiro-ministro do país Portugal. No país Portugal, o não pagamento de contribuições é obrigatório. Os descontos para a Segurança Social têm de ser cumpridos. Podem prescrever, mas têm depois consequências na reforma. Pedro Passos Coelho tem a obrigação de saber isto. Foi deputado. É primeiro-ministro do país Portugal. Eu, cidadão comum, sei do que falo. Há muitos anos, quando saí de um emprego para me estabelecer por conta própria, paguei o período em que estava a instalar a actividade porque é assim que tem de ser. Mais recentemente, fui acusado por uma repartição de Finanças de não ter feito um pagamento que efectivamente tinha regularizado no seu tempo. Engano deles, é claro. Isto num período em que as Finanças me deviam uma quantia semelhante. Andei naquilo durante meses. Empresas para que trabalho foram avisadas pela dita repartição desse meu "incumprimento". Tudo foi esclarecido, mas não fui recompensado dos males causados pelo Estado português. Não recebi juros nem isso foi contemplado ou referido sequer. Dito isto, tenho a dizer que a indignação me consome. O Estado tem filhos e enteados, pelos vistos. É evidente que não recomendo a Pedro Passos Coelho uma solução à japonesa. Mas podia fazer o que já deveria ter feito há muito. Demitir-se. Era o mínimo.
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JOSÉ QUITÉRIO | A gente comprava o jornal e ía logo ver o que o José Quitério tinha para dizer. Não interessava se a seguir íamos ou não ao restaurante trinchado. A delícia estava na prosa. Foram anos nisto. Agora retirou-se. Há dias falei com ele ao telefone. Quis convidá-lo para dar um salto a Setúbal, para um Muito cá de casa em que participaria ele e Paulo Moreiras. O livro Pão e Vinho, do Paulo, seria o motivo da festa, mas previa-se um agradecimento ao cronista que tão saborosas crónicas nos serviu. José Quitério não aceitou. As razões compreendem-se: não se sente em condições de encarar pessoas devido aos problemas de visão que o afectam. Mas a conversa foi deliciosa, como sempre. E foi-me comunicada uma surpresa. Vai haver novo livro. Mantenho em segredo o enleio da coisa, mas desde já garanto que isto não fica por aqui. O que José Quitério escreve deve ser comemorado. O dia do lançamento será um dia de bem comer, perdão, de bem ler. Obrigado, José Quitério. Até já.
A partir de notícia Expresso
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domingo, 1 de março de 2015

IMPORTA-SE DE REPETIR?! | Passos Coelho esqueceu-se de pagar, durante cinco anos, avultada maquia à Segurança Social. Descoberta a careca, pelo Público, pagou voluntariamente antes que surgissem "acusações infundadas". Acusações infundadas?! Que conversa! Esta gente pensa que somos todos parvos? Depois de tanto esquecimento ainda aí está quem ache que o homem é de boas contas? Tenham decoro.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015

CROMOS PARA A TROCAPor cá, o funcionário da Tecnoforma que se esquecia dos recebimentos auferidos, esquecendo-se consequentemente de fazer os respectivos descontos para a Segurança Social, sente que até já pode falar em maioria absoluta. Também reafirma, na entrevista ao Expresso, o seu orgulho por estar ao lado do governo germânico. Percebe-se e acredita-se em  Alexis Tsipras, quando denuncia os governos ibéricos como principais opositores às medidas propostas pelo seu governo, acusando-os mesmo de tentativa de derrube. Ainda por cá, os comentadores credenciados pelo governo satélite do governo alemão, decretam o fim da tentativa grega. Gente como José Manuel Fernandes, Gomes Ferreira, Rui Ramos e muitos outros mais manhosos e menos credíveis, afinam o enferrujado bisturi para ferir de morte tudo o que o governo grego tenta fazer para reduzir o sofrimento de uma população. Mas o maior disparo vem do sniper Vasco Pulido Valente. O homem dispara em todas as direcções, o que leva a que haja quem partilhe as suas opiniões consoante concordâncias. Hoje, no Público, certifica a estupidez daqueles que ele classifica como radicais de esquerda. Como se a inteligência e a razoabilidade fossem decretadas assim pela ligeireza de uma crónica de um comentador ressabiado. Nunca partilhei uma crónica do doutor Pulido Valente. Nem partilharei. Não tenho que respeitar as opiniões do doutor nem dos outros opinadores atrás referidos. Não é possível respeitar tudo porque sim. Há coisas que não se respeitam. 
Combatem-se.
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GOVERNAR-TE-EI ATÉ TE MATAR | Maioria absoluta? Não faz a coisa por menos? 
Fonte Expresso
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MARIA CLEMENTINA - 80 ANOS | Naquela época fazer teatro era subversivo como tudo o que questionava o estabelecido e indagava a vida e a realidade. Formavam-se grupos de teatro para “desfazer” essa realidade minada. Criavam-se colectividades de cultura e recreio que se transformavam em autênticos fóruns de debate e de divulgação de conhecimento. Tudo era um risco. A cidade e o país estavam minados de situacionistas ferozes que denunciavam e levavam à prisão quem desafiava o seu poder apologista da ignorância.
Maria Clementina esteve na fundação de grupos de teatro. Juntou-se a quem estava disponível para fazer frente à repressão e à anulação de cultura. Gente com vontade de reagir, de desmontar a engrenagem. Gente como Carlos Ferreira, Carlos Rodrigues (Manel Bola), Jasmim Rodrigues da Silva (Miguel de Castro), Odete Santos, Agostinho Ferreira, Dores Rodrigues, Fernando Guerreiro e muitos outros puseram ideias em movimento.
Nasceu assim, primeiro A Ribalta, depois a Teia. Grupos de teatro amador, percussores do que muito mais tarde se veio a chamar teatro independente. Independente do mofo instituído pelo sentir bafiento, triste e regulador da tal realidade assente na caridadezinha e na vida possível graças a deus. Mais tarde, por convite de Carlos César, foi profissional no TAS.
Mas Maria Clementina é acima de tudo cidadã atenta. Intervém. Não suporta injustiças e dá cara e corpo à contestação.
Foi sindicalista, milita politicamente. A política não queima a ponta dos dedos. Não é máquina de enleios e oportunidades. É vontade de mudar a vida das pessoas. Esta homenagem que agora fazemos à mulher de cultura é também uma forma de dizermos não à asfixia dos novos tempos. Maria Clementina faz oitenta anos. Está bem viva e interventiva como sempre.
Parabéns, Maria Clementina.
 
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GRANDES SERES HUMANOS | Portugal tem portugueses bem porreirinhos. Sobretudo gestores.Todos andaram a fazer o melhor para o cidadão. Nenhum se lembra de ter errado. Ninguém pôs o pé na argola. As atitudes destes competentes gestores são comovedoras. Devemos estar eternamente agradecidos a estes nossos esforçados defensores. Zeinal Bava é um herói nacional. Este país deve-lhe muito.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

UM ABRAÇO AO FUTURO | O futuro das artes passa também por esta casa. Aqui se formam profissionais. Acontece que vivemos um tempo em que isso não interessa para nada. Os poderosos ajustadores só se lembram de artistas para animar campanhas eleitorais. Mas que sejam acima de tudo famosos. Qualquer Carreira analfabeto serve. Estes podem ser votados ao silêncio. À extinção. Artistas para quê? Para se gastar dinheiro ao erário público? Vamos continuar a viver acima das nossas possibilidades? Formemos economistas e comentadores económicos. Arautos do neoliberalismo. Esses fazem falta todo o ano. Acabemos de vez com a cultura. A ignorância não interfere no orçamento. Pelo menos a curto prazo. O abraço, hoje às 12 horas.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


À SUBMISSÃO DISSE NADA | Isto está tão bom, mas tão bom que este senhor até ajeitou os óculos para ver melhor o desenvolvimento económico de Portugal. Os tecnocratas que mandam na Europa estão impressionados com os esforços do governo português, mas acham que o governo deve ir mais além. A austeridade não chegou. Os desequilíbrios económicos são excessivos. Vamos continuar a ser vigiados. Vamos continuar a ser lixados. O governo português que vá cantar loas para o raio que o parta.
(Na SIC-N, Gomes Ferreira consegue defender melhor o governo do que Luís Montenegro. Recompensem o homem. Ele consegue justificar tudo. Até o injustificável).

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Portugueses defendem o Syriza porque defendem os coitadinhos

COITADINHO | Santana foi talvez o mais patético primeiro-ministro de Portugal. É claro que Passos Coelho o ultrapassa na verborreia inábil, mas Santana foi sempre mais trapalhão na maneira de tratar os assuntos. Ultimamente, devido à postura de pré-candidato a candidato, andava mais politicamente correcto. Parecia que percebia melhor as coisas. Afinal não estava a perceber nada. E as fraquezas surgem quando menos se espera. É a sua natureza que dirige o raciocínio.
Notícia aqui.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

LISBOA — HOLLYWOODLISBOA — HOLLYWOOD | Um mural desenhado por André Carrilho, representando os nomeados para os Óscares, esteve à mercê dos convidados da festa da Vanity Fair que decorreu depois da cerimónia. E pronto, era só para dizer isto. Para mim chega de festa. Amanhã vou ver o filme com a Julianne Moore ao Cinema IDEAL. 
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

JÁ O TEMPO SE HABITUA | JÁ O TEMPO SE HABITUA | José Afonso continua por aí. Contemporâneo, genial. Lembramo-nos da sua música, das suas palavras. Ouvimo-lo. Às vezes gostava de conversar com ele sobre este tempo que nos agride. Muitas vezes imagino o que diria disto tudo. Desta agressividade minuciosamente programada pela direita. Desta prepotência dos novos políticos perpetrando as velhas políticas. Estar com ele já não é possível há vinte e oito anos. Mas é bom recordá-lo. E ouvi-lo. Sempre.
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