sábado, 27 de setembro de 2008

Born in USA


O debate prometia. Não cumpriu. A prestação dos candidatos não passou de satisfatória. Os americanos, principais interessados (a gente às vezes esquece-se disso), preferiram Obama, mas sem entusiasmos. Uma coisa é certa: Haja o que houver, nada será como Bush. Exceptuando o caso Palin, que passou de carne fresca* a osso duro de roer, a política nos States é capaz de se tornar mais responsável.
A ver vamos.

*Esta da "carne fresca" não é ordinarice minha. Foi o que toda gente pensou e disse: a mulher até é gira. Agora transformou-se em bruxa. Com verrruga no queixo e tudo. É o que dá quando se escolhe o que nos surpreende a vista. Quem vê caras...

Paul Newman (1925-2008)


A notícia não é inesperada. Newman estava já muito doente. Teve tempo para decidir onde queria morrer - em casa. Morreu agora.
Aos filmes, bastava a sua presença. Um grande actor é assim: puxa o filme para a frente, mesmo que a história ande para ali a patinar. Começam a faltar os grandes actores. Nem se dá por eles. Agora tudo começa no "pequeno ecran". É uma desgraça. E uma desgraça nunca vem só: não há histórias, nem talentos. Só disputas comerciais balofas.
Mas a história vai mudar um dia. Tudo muda.
O "pequeno ecran" que se cuide.
Viva o Cinema!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O respeitinho é muito bonito


Não conheço esta Laura (não sei se alguém a conhece), nem sempre concordo com o que diz, mas parece que nos conhecemos há muito.
Engraçado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Agitar as águas


Começa a ser levada muito a sério a candidatura de Santana Lopes à autarquia de Setúbal. A possibilidade de sucesso em Lisboa aparenta-se pouco provável. As margens do Sado precisam de agitação. A entrada de Santana em cena vai agitar as águas. É já tempo de os partidos políticos colocarem a cidade nos palanques da política nacional. Se o BE chamar Fernando Rosas e o PS convencer Vitor Ramalho, a coisa compõe-se. Talvez assim o PCP reedite a hipótese Ruben de Carvalho, para se ver livre da ex-dirigente da ridícula Associação de Pioneiros de Portugal.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Admirável mundo novo


Uma colega assegura que o moço era "alegre e sociável". Até tinha amigos e vivia sozinho com um adorável gatinho. Ninguém percebe o que lhe passou pela cabeça. A primeira página do Público pergunta "como foi possível no país modelo?".
Pelos vistos ninguém se apercebeu, ou não levou a sério, as incursões do rapazola na internet. Estes territórios exemplares estão expostos, até por questões de acelerado desenvolvimento, a estas novas funcionalidades "amadas" pela juventude. Para o bem e para o mal.
Os países modelo já não são o que eram.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Caminhando e cantando


Os portugueses passam a vida a tentar iludir a depressão. Anti-depressivos e ansiolíticos consomem-se como pãezinhos quentes, segundo notícia de primeira página no Público de hoje. Provavelmente a culpa é da eterna crise que sempre nos afastou dos patamares mais atractivos, e que agora, com roupagem internacional, permite que até já se fale em duvidoso futuro. Também a arrepiante "canção nacional" não ajuda nada. Parece que gostamos de cantar a desgraça como graça. Esmorecemos com a alegria dos outros. Estar alegre, em Portugal, foi, durante muitos anos, pecado não redimível. Não discutimos Deus nem a Pátria. Fica-nos o Fado. Triste taluda.
Tudo isto é triste num país onde há quem insista em contradizer a fatalidade da depressão permanente. Ao invés da lamúria reinante, temos por cá do bom e do melhor. Sabemos fazer agasalhos como ninguém. Andamos bem calçados. Produzimos bom café. Bons cosméticos. Fornecemos equipamentos desportivos de elevadíssima qualidade. Criámos facilidades tecnológicas primeiro que toda a gente. Temos bons designers. Bons artistas. Bons escritores. Gente esforçada e com vontade de fazer pela vida. Mas assim de repente não parece. Ficamos pelo lamento, essa clássica manifestação cultural nacional.
Provavelmente falta-nos comunicar entre nós. É a falar que a gente se entende. Mas falar, nos dias que correm, é comunicar com critério, percebendo a utilidade que as nossas vontades trazem à comunidade. Portugal não é uma marca. Não se promove como um sabonete.
São políticas acertadas que estimulam o crescimento dos países.
É a política que estabelece as regras do desenvolvimento.
O desenvolvimento teremos de ser nós a fazê-lo, com atitudes.
Se calhar têm faltado as regras.
Seria melhor que tomássemos atitudes positivas em vez de anti-depressivos.
Mas isso não está à venda nas farmácias.
Imagem Balthus

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

it's a sony

Estamos em plena época de praxes. Os caloiros andam em bolandas pela cidade às ordens dos "veteranos". Os rituais são de um avassalador bom gosto. E ficamos descansados porque para o ano são estes ultrajados que vão reduzir a pó os colegas vindouros. Tudo isto é lindo. Mas há uma novidade mais linda ainda: os pais das rastejantes criaturas andam de sony em punho registando a humilhação para a posteridade.
Esta gente rasteja uma vida inteira. E parece que gosta.

Receituário


Apareça na festa de aniversário. É mesmo aqui.

domingo, 21 de setembro de 2008

Coligação de contrários


O cronista do DN Alberto Gonçalves argumenta, em caixa, na sua habitual crónica dos domingos, que "é impossível não apreciar a reprimenda de Manuel Alegre aos meninos da JS". Até aprecio o estilo afoito das opiniões de Alberto Gonçalves, mas por mais voltas em que envolva o miolo, não consigo encontrar as razões de não se poder estar em desacordo com Alegre. A reprimenda de que se fala deve-se às opiniões que os jovens socialistas têm sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Alegre, bardo de outros tempos, caçador, frequentador de touradas e outras manifestações de orgulho viril, não aprecia por aí além as "mariquices" dos seus jovens companheiros de partido, classificando-as como "temas da moda". Os disparates a que Alegre nos habituou têm agora sucesso junto de pessoas que não se juntam ao poeta nem para beber um cafézinho. Porquê? Porque dá jeito. A gente finge estar de acordo com o "renascentista" Alegre contra a contemporaneidade, essa devassidão.

O tema em discussão não é de modas. Todos os problemas devem ser abordados quando são problema. Este é só mais um entre outros que atormentam a sociedade portuguesa. Quem vive a chatice é que sabe a sua dimensão. Provavelmente Manuel Alegre tem outras chatices que acha prioritárias. É normal que se preocupe com elas. Mas desmerecer assim em quem afronta o seu conservadorismo, não lhe fica bem. Faz-me sim sentir bem por não ter sido eleito Presidente da República de todos os portugueses.
Alberto Gonçalves completa a opinião descrevendo a atitude do poeta de demagógica, e reconhece que as ideias de Alegre para resolver as "questões sociais" até levariam ao seu agravamento.
Estranha simpatia, esta.

sábado, 20 de setembro de 2008

Deambulatório

Ana de Amsterdam voltou. O rapaz já nasceu e a mãe veio aliviar-nos as saudades. Na primeira postagem, depois desta longa ausência, queixa-se de enfado na blogosfera, com destaque para os blogues femininos. De acordo com a crescente saturação. Mas considero o cansaço transversal ao género dos escribas. De qualquer modo confesso que a coisa ainda entretém. Partilho aqui o meu interesse por três blogues que muito recentemente me iluminaram a janela do Mac. Todos aparentemente femininos: Maria dos Trapos, Responsabilidade e Juízo e m catarse.
Apareçam por lá.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Quem casa...

Há quem ache que nem toda a gente deve casar. Também há quem ache que poucos se devem divorciar. Isto de haver quem ache que deve haver legislação conforme os seus intentos morais ou ideológicos já tresanda. Não é por decreto que se decide a vida dos outros. Mas não há dúvida que, numa sociedade onde se vive democraticamente, as regras devem respeitar as diferenças. Ao fim a e ao cabo todos pagamos impostos. Todos temos princípios morais. Todos enfrentamos as dificuldades dessa sociedade que não hesita em imolar-nos quando parecemos diferentes. Mas somos diferentes de quem e de quê? Quem detém a Razão? Quem deve julgar a diferença do outro?
Quem é que está mandatado para ditar as regras do disparate?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Receituário


João Esteves de Oliveira Galeria Arte Moderna e Contemporânea. Rua Ivens, 38, Lisboa

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Honra e respeito


Ramalho Eanes recusou os rectroactivos acumulados da reforma como general. A maquia ultrapassa um milhão de euros. O acumular de benesses por parte de quem não vale um grama do que pesa, afronta esta abnegação. Ainda há quem não faça da vida uma permanente aposta no  euromilhões. Ainda há quem chame honra a essa coisa fora de moda a que chamamos Atitudes.
São precisamente estas atitudes que ficam como exemplos morais, espero.
Este texto sou eu a tirar o chapéu em sinal de respeito.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Nós por cá todos bem?

Dos EUA vem um aviso: o Estado não tem nada que pagar a despesa de um banco privado, mesmo que esse Banco tenha pendurado na parede uma placa com os dizeres "Lehman Brothers". Esta novidade pode trazer outros sustos para os financeiros de todo o mundo.
As coisas não estão nada bem. Para ninguém.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Novo Arrastão


O Arrastão mudou de areal e arrastou para o toldo mais dois frequentadores: Pedro Sales e Pedro Vieira.
Vale a pena ir lá dar um mergulho.

domingo, 14 de setembro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A voz dos pacientes

As opiniões dos pacientes do B'O deixaram de ficar registadas no sítio habitual. Todos os comentários ao que aqui se publica devem ser enviados para o endereço de e-mail. Quem quiser participar nas cirurgias... mãozinhas ao teclado. Depois logo se vê.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

7 anos que mudaram o mundo


O fundamentalismo religioso tem coisas destas.
É preciso não esquecer.

Deus, ministro da guerra



A propósito do post do passado dia 2, intitulado "Mudanças", foram-me devolvidos repreensivos reparos, via e-mail. Pretendia (e pensei que se percebia. Problema meu) fazer ironia com o facto de a senhora que MacCain foi buscar ao Alasca, ter entrado na dança falando de mudança. A mudança que Palin apregoa, a existir, só pode ser para pior. A mulher encravou com dividas uma minúscula povoação que governou e que até então vivia na pacatez financeira. Aumentou impostos, já no Alasca, quando não fazia sentido. Pertenceu, durante dez anos, a um movimento independentista. É criacionista convicta e inflamada, e pretende que esta lamentável interpretação religiosa seja imposta nas escolas.
Não estamos a falar de uma candidata a presidente de uma junta regional. Falamos de alguém que quererá impor estas parvoíces num país que influencia o mundo. Falamos de opções perigosas que colocam em risco liberdades individuais. Corremos mesmo o risco de ver a criatura tomar posse como presidente dos Estados Unidos da América.

Quanto às questões morais, bem, aí não há nada a acrescentar. Se vamos olhar por esse canudo, e tendo em conta que num país civilizado e com interesse para o mundo, as opções religiosas estão ao nível das comunidades que se sujeitam aos mais retrógados fundamentalismos, chegamos a conclusões pouco animadoras.
MacCain confunde uma nação com um exército. Palin acha que Deus é um general em exercício.
Nada de bom se espera daquela parelha de cromos.
Esperemos que os americanos tenham tino.

Ver a trapalhada aqui

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Alternância sem alternativa


Frank-Walter Steinmeier é o actual ministro dos exteriores da Alemanha. Cargo importante, portanto.
Angela Merkel é quem manda lá na loja.
Como é que o homem se vai impor como alternativa à patroa?
Vai rejeitar a sua própria participação política?
Há coisas que não se percebem.