terça-feira, 17 de setembro de 2024
Ler livros, mesmo livros, só com letras
segunda-feira, 16 de setembro de 2024
Fora de controlo
Macron convocou eleições para esclarecer eleitorado. O eleitorado escolheu dar maioria a uma nova frente de esquerda que se formou para combater a extrema-direita fascista de Le Pen. Mas o Presidente escolheu para formar governo um elemento do partido que ficou em quarto lugar. Muito resumidamente a história é esta. Macron não respeita a democracia. Facto. Tornou o país ingovernável. À deriva. Sem controle. O que poderemos chamar então a Macron para além de egocêntrico inqualificável? Que tal ditador?!
domingo, 15 de setembro de 2024
Os verdadeiros artistas
O primeiro-ministro Montengro quer ouvir gente da cultura. Sem hesitações chama três grandes figuras da sua área cultural privada: a grande artista plástica Vasconcelos, o grande pianista Massena e o grande empresário Covões. A escolha não tem nada a ver com complexos ideológicos, mas é sempre melhor escolhermos quem está próximo, ou não?
Três grandes figuras da cultura que irão reivindicar apoio aos seus excelsos projectos culturais. Três grande figuras da cultura portuguesa muito bem apetrechados intelectualmente vão defender a sua cultura portuguesa. A cultura portuguesa deve imenso a estas grandes figuras da cultura portuguesa. Nem se imaginam outras personalidades em representação das artes portuguesas e das suas gentes.
Montenegro revela assim a sua grande cultura e conhecimento da expressão cultural em Portugal. A próxima ronda das conversas informais deveria incluir Toy, Ágata e Emanuel. E depois é ir saber os nomes e moradas dos escultores de rotundas e dos artistas com jeitinho para o desenho. Força. Vamos "projectar Portugal"... para o abismo.
A nossa família somos nós todos. Os que vivem cá em casa e os que nos visitam e convivem e brindam à vida. A família são os que estão próximos de nós e os que festejam connosco a vida de todos. A família são os que nasceram de nós, os que adoptamos e os que queremos que estejam próximos.
Do preconceito ideológico
"Montenegro defende, nas comemorações dos nos 45 anos do SNS, que saúde não se gere com preconceitos ideológicos, e considera que o SNS é uma das conquistas mais importantes da democracia", diz a Agência Lusa. Montenegro é líder de um partido que votou contra o SNS, juntamente com o outro partido que faz coligação neste governo que só aplica ideologia... de direita. Montenegro é um tatibitate que só diz inanidades ideológicas. Deixariam de ser inanidades se ele assumisse que tudo o que está a fazer é ideologicamente de direita. Da direita ideologicamente mais à direita que vive das inanidades ideológicas. Nuno Melo é um vivo representante dessas premissas. O ministro da educação é outro. E a ministra da saúde não é classificável. Este governo transforma os seus preconceitos em aplicação ideológica, mas fá-lo assobiando para o lado, ou atribuindo culpas a quem já não está na sala.
sábado, 14 de setembro de 2024
A querença de Olivença
Espero que Nuno Melo não convença Montenegro a declarar guerra a Espanha por causa da reconquista de Olivença. Eu gostava de ir a Madrid nesta altura. Queria ir descansado. Mas com esta gente maluca no governo nunca se sabe. Melo já mostrava sinais preocupantes. Agora confirma-se: está maluco. Não se pode interná-lo?!
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
CECÍLIA BARREIRA | A Cecília Barreira pertence às memórias do tempo que norteou a minha curiosidade pela produção intelectual que surgiu logo depois da revolução de Abril. Ela aparecia ligada a estruturas culturais de grande qualidade como interveniente activa. Até aparece como colaboradora na ficha técnica do trabalho de José Afonso "Com as minhas tamanquinhas". Senti sempre que estava próxima sem nunca a ter conhecido pessoalmente. Pessoas como a Cecília marcam o tempo que viveram. Foi um tempo bom, que ainda não acabou. Fazer vibrar a actividade cultural é a melhor maneira de continuar com a Cecília Barreira. E obrigado por tudo, minha cara senhora.
quinta-feira, 12 de setembro de 2024
E a Arte cresceu com ela
Rebecca Horn morreu no passado dia seis. Foi uma artista única, que tratou a expressão artística sempre com a necessidade de procurar a surpresa. É Inquietante, esta beleza. É surpreendente, esta aplicação das matérias. Aplicação que anula friezas e aquece olhares. Há aqui um bom ambiente. Há aqui Arte. A Arte também se faz com rigor técnico, para além da honestidade intelectual.
Receituário
O novo Centro de Arte Moderna
É com muito prazer que abrimos as portas do CAM no dia 21 de setembro e convidamos todas as pessoas a descobrir o nosso edifício redesenhado e o novo jardim, através de um programa entusiasmante de exposições e Live Arts.
A Festa de Abertura nos dias 21 e 22 de setembro é, simultaneamente, uma celebração e uma amostra do que está para vir.
Foi programada para ser uma manifestação da alegria, e do poder, de partilhar experiências em conjunto.
Durante dois dias, no edifício e no jardim, vamos acolher conversas, performances e concertos, de artistas nacionais e internacionais, de diferentes contextos e disciplinas. A festa é organizada em colaboração com a Filho Único.
Festa de Abertura
21 – 22 de setembro
É com muita alegria que abrimos as portas do CAM e convidamos todas as pessoas a descobrir o nosso edifício redesenhado e o novo jardim, através de um programa entusiasmante de exposições e Live Arts.
No sábado, Benjamin Weil e Kengo Kuma estarão à conversa para desvendar a noção de Engawa que identifica o novo CAM, e uma performance recentemente encomendada a Jota Mombaça encontra inspiração nas águas correntes do jardim, prosseguindo a sua investigação em torno das performances radicais dos “afundamentos”. Prestem também atenção às «tatuagens artísticas» temporárias concebidas por Wasted Rita.
A festa de abertura é organizada em colaboração com a Filho Único, um coletivo lisboeta reconhecido como catalisador da mais autêntica cena de dança da cidade. A noite é pensada como uma viagem em três atos: do jazz místico de Nala Sinephro às batidas eletrónicas de Nidia, com raízes na África Lusófona e nos subúrbios de Lisboa, passando pela jungle music futurista de Tim Reaper.
O domingo é dedicado à Temporada Japonesa, com uma conversa em torno da obra de Fernando Lemos, que conta com a participação do conceituado antropólogo Ryuta Imafuku, bem como uma performance conjunta da poeta Ryoko Sekiguchi e do compositor e Dj Samon Takahashi.
O fim de semana termina com as sonoridades da compositora pioneira da música eletrónica Éliane Radigue. Apresentamos peças da sua série OCCAM OCEAN, composta por fascinantes obras instrumentais, no contexto da exposição de Leonor Antunes.
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
Contra a boçalidade fascista
Não tenho nada a ver com a vida dos outros. Mas, como em Portugal prefiro sempre a esquerda à direita, e prefiro a inteligência à boçalidade, também em outras geografias prefiro maior exigência. Kamala provou no debate que é melhor que Trump. Dúvidas? Vejamos:
Os Estados Unidos da América são um país de contrastes. Têm o melhor, que eu consumo com entusiasmo há anos, e têm o pior, que é a extrema-direita apelidada de "tee party" e que se alia aos piores comportamentos da sociedade. A direita americana é desprezível. E a esquerda, é flor que se cheire? A esquerda americana é o que é. É possível ser melhor? Claro. E essa esquerda existe, mas não queiram que na Casa Branca se cante a Internacional — canção que eu adoro e que canto, e que me emociona cada vez que a oiço e canto — e que se marche ao som de "Les Partisans". Estamos em outro patamar de aplicação da política. As coisas são como são.Mas em que terra vive esta gente que não sabe ter opinião que diferencie uma mulher inteligente e com apreço pela cultura de um boçal inclassificável que faz a apologia da ignorância e que pratica a mentira mais desbragada? Um fascista nojento que adora despedir e tratar mal quem não o ache o "maior da cantadeira". Um imbecil sem trambelho. Em Portugal tem o apoio do fascista Ventura. Os líderes portugueses que não sabem para onde tombar bebem o mesmo chá. Não há motivos para se entender e tornar relativo o "pensamento" da extrema-direita.
Eu percebo as hesitações e as inquietações, mas não percebo. Ou não quero perceber, digamos assim. E prefiro assim. Sempre me permite ter algum respeito por quem assim pensa, apesar de ser gente que pensa mal, na minha opinião. Há diferenças? Há sempre. O mundo não é a preto e branco, como gostariam alguns que fosse. O mundo é de todas as cores. E as pessoas também.
A banalidade do mal
Neste dia, mas em anos diferentes, o mal aconteceu. Fascistas e todo o tipo de fundamentalistas destroem para construir o seu mundo perfeitinho: sem excrescências humanas e com as regras deles. É a perfeição dos mal intencionados.
terça-feira, 10 de setembro de 2024
O estado da família
A Rosa Azevedo e eu vamos estar à conversa com João Costa, autor da publicação: MANIFESTO PELAS IDENTIDADES E FAMÍLIAS, PORTUGAL PLURAL. A família somos nós, e somos nós que a construímos.
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
sábado, 7 de setembro de 2024
Eleições, para que vos quero
Macron decidiu em menos de um fósforo convocar eleições. As eleições aconteceram e a esquerda unida venceu com larga maioria. A esquerda quando se une é qualquer coisa. Mas Macron passou pelo acto eleitoral como cão por vinha vindimada e convidou quem lhe apeteceu para formar governo. Isto é: escolheu alguém da sua área política borrifando-se no tal acto eleitoral. Notável.
Abril no mundo
Reto Monico e Joaquim Vieira conhecem muito bem os meandros da diplomacia de antes e depois de Abril. Conhecem interpretações e causas que motivam os embaixadores estrangeiros e conversaram sobre os relacionamentos com os políticos no activo naquela altura. Denis Knobel, embaixador da Suiça em Portugal, conhece a linguagem e as atitudes por dentro e revelou-nos o que pode ser revelado. Simpatia e conhecimento em convívio comunicativo.
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
É preciso saber não gostar
Num país em que não dizer muito bem de tudo é ir fazendo uma colecção de inimigos, ele tinha a coragem de dizer mal e não poupar ninguém. Sabia que, para saber gostar, é preciso saber não gostar.
Esta definição do meu amigo José Manuel dos Santos parece retirada de uma conversa que tive com o Augusto M. Seabra, num almoço que praticámos e em que falámos do imobilismo e do amiguismo que sempre andou por aí. Os amigos adeptos do amiguismo militante protegem-se uns aos outros como se fosse essa a solução. Quem só quer dizer bem não gosta de nada. É impossível gostar de música de feira e de José Afonso. Não é possível gostar de Mário de Carvalho e de José Rodrigues dos Santos. O imobilismo iletrado nunca fez bem a ninguém. Muito obrigado, Caro Augusto M. Seabra. Muito obrigado por tudo. Vai mesmo fazer muita falta.
Visão da liberdade
Esta semana a Visão chamou o Gonçalo Duarte para desenhar e dizer de sua justiça. A magnifica participação do GD tem atitude, como era de esperar. A mim não me surpreende muito porque vejo o GD desenhar desde pequenino, mas adiante. Aqui está o que se espera dos ilustradores que olham para o mundo e percebem como ele está. Surpresa, originalidade e acima de tudo atitude é o que deve nortear quem pensa e trabalha com honestidade intelectual.
Esta ilustração do Gonçalo vai ser incluída na mostra ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA da Festa da Ilustração - Setúbal.
Viva a Festa.
quarta-feira, 4 de setembro de 2024
Ouvir falar da revolução de Abril pela voz dos de fora
Reto Monico investigou correspondências entre representantes politicos de outras geografias em Portugal. As histórias são surpreendentes e fascinantes. O historiador resolveu contá-las a falantes de três idiomas: francês, português e italiano. São três edições com adaptações específicas a cada tipo de entendedor. Ora, quem falar cada uma destas línguas está à vontade para vir até cá, à Casa Da Cultura | Setúbal. Também falaremos do livro "Nas bocas do mundo", que aborda notícias sobre o PREC na imprensa internacional, e que Reto Monico e Joaquim Vieira conceberam. Estas edições serão debatidas e estarão disponíveis para venda. É já esta sexta-feira, à noite. Até lá.
terça-feira, 3 de setembro de 2024
Com as calças do meu pai sou eu um homem
Era o que a minha avó dizia ironizando com os aproveitamentos que a minha mãe fazia das roupagens sobrantes do meu pai. A TAP foi comprada por privados com o dinheiro da caixa da empresa. Isto é: com o dinheiro que não é meu até compro o aeroporto Luiz de Camões mesmo antes de existir. Compro tudo. Sou um valentão.
segunda-feira, 2 de setembro de 2024
Novo mundo velho
Nazis vencem eleições numa determinada zona da Alemanha. É a primeira vez que os nazis são preferidos na Alemanha desde Hitler. A extrema-direita dos nossos dias continua a convencer gente má: racista, sexista, justicialista primária. Não são os erros da democracia que motivam esta gente má. Esta gente é sempre contra tudo. Nada está bem para quem quer que tudo corra mal. Os nazi/fascistas andam aí. Não são justiceiros. São simplesmente filhos-da-puta: os que votam e os que são eleitos. Filhos-da-puta.































