Irene Pimentel vai conversar comigo, na Casa Da Cultura | Setúbal, sobre o seu mais recente livro INFORMADORES DA PIDE, UMA TRAGÉDIA PORTUGUESA. Esta conversa acontece próximo da data em que os fascistas portugueses celebram a ascenção do ditador Salazar ao poder absoluto. Não vamos celebrar, como é óbvio. Vamos lembrar que o ditador não está esquecido e que o seu legado tem de ser combatido, agora que temos doze fascistas no parlamento. Os informadores da PIDE que povoaram os locais onde os portugueses resistiram foram uma vergonha nacional. Os fascistas/racistas que agora povoam a Casa da Democracia também nos envergonham. São a nossa vergonha mundial.
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Bufos à portuguesa
Irene Pimentel vai conversar comigo, na Casa Da Cultura | Setúbal, sobre o seu mais recente livro INFORMADORES DA PIDE, UMA TRAGÉDIA PORTUGUESA. Esta conversa acontece próximo da data em que os fascistas portugueses celebram a ascenção do ditador Salazar ao poder absoluto. Não vamos celebrar, como é óbvio. Vamos lembrar que o ditador não está esquecido e que o seu legado tem de ser combatido, agora que temos doze fascistas no parlamento. Os informadores da PIDE que povoaram os locais onde os portugueses resistiram foram uma vergonha nacional. Os fascistas/racistas que agora povoam a Casa da Democracia também nos envergonham. São a nossa vergonha mundial.
domingo, 1 de maio de 2022
Anda ver, Maio nasceu
Cantigas do Maio é o grande álbum da música portuguesa. É mais um dos trabalhos de José Afonso a sair agora, nesta fase das reedições. A sua edição em vinil, cd e plataformas digitais deveria estar a ser festejada como grande acontecimento nas nossas vidas. Aqui em casa está. José Afonso está sempre presente. É privilégio nosso termos vivido no seu tempo.
Apreensões justificadas
O Miguel deixou-nos há dez anos. Foi um grande privilégio ter convivido com ele. A saudade não se esbate. A vontade de o recordar acentua-se. Hoje festejava mais um aniversário. Isso não vai acontecer. Mas recordamos a sua alegria de viver e de estar com os outros. Foi um homem excepcional. Foi um privilégio conhecê-lo, repito.
sábado, 30 de abril de 2022
Dávamos grandes passeios pela floresta
A magnífica serigrafia de Ana Nogueira — com excelente realização gráfica de Gonçalo Duarte — foi aqui apresentada (ver imagem). Sucesso de vendas. Os exemplares que restam estão ainda à venda na Casa Da Cultura | Setúbal. Também o livro de Carlos Barão, Fintar a Sombra, está disponível na recepção/loja da Casa. Duas peças recomendadas para termos por perto. Dois objectos úteis em qualquer casa asseada. A exposição A Floresta de L, de Ana Nogueira, estará visitável até à meia-noite de hoje. Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 28 de abril de 2022
A vida de Brian
Devo muito a Brian Eno. Revelou-me sons únicos. Pôs-me a dançar. Pensa bem e sabe transmitir o que pensa. Fez-me pensar. Vivo melhor desde que o conheço. Este filme é um momento feliz. Vai ser um grande momento.
quarta-feira, 27 de abril de 2022
A falar é que a gente se entende
Diz a gente, que é gente. Este energúmeno recebeu o homem da ONU naquele salão repleto de bom gosto e discrição. Não há aqui pompa nem circunstância. Há sabedoria e talento. Talento para mandar matar. Para destruir. O que conversaram não se sabe. Nem se calcula. Oxalá Guterres conheça a linguagem dos energúmenos. É que resta pouco para isto ficar ainda mais perigoso do que já está. Bardamerda para o merdas do Putin.
sábado, 23 de abril de 2022
A fala do olhar
Vamos falar do que vemos quando olhamos. Vamos falar da arte de que gostamos. Também falaremos das atrocidades que nos agridem, é claro. Não gostar do que nos agride é gostar do que gostamos muito. Enfim, iremos falar de muito do que nos passa pela cabeça quando olhamos com os olhos bem abertos. Recusamos andar de olhos fechados.
Tudo isto acontecerá na próxima sexta-feira. A exposição A Floresta de L, de AnaNogueira, terá o seu fim nesse fim-de-semana. Assinalaremos este encerramento com a edição de uma serigrafia da artista. Enfim, motivos para não faltarmos a este encontro. Até lá.
sexta-feira, 22 de abril de 2022
O que faz falta é avisar a malta
Apesar de todas as tentativas de atropelos ao exercício da democracia, a democracia está aí. Veio para ficar, apesar de já termos na casa da democracia doze asquerosos fascistas a representar os imbecis que neles votaram. A festa que se avizinha tem de ser de unidade contra o facismo. Percebemos nas mais recentes eleições que uma chusma de racistas, xenófobos, homofóbicos, machistas e outros trogloditas sairam dos buracos onde se escondiam e andam a céu aberto em proselitismo reaccionário com modos que pensávamos eliminados pela consolidação da democracia. Afinal nada está consolidado. A opinião dos fascistas não se respeita; combate-se. Temos de estar alerta. Não passarão.
terça-feira, 19 de abril de 2022
Matérias transformadas
Vou regressar aos trabalhos estéticos. Também são éticos: pretendem interpretar a natureza e a natureza das gentes. São apontamentos apenas. Transformações de matérias várias. São coisas. Coisa de que gosto e espero que também gostem. Se não gostarem não faz mal nenhum: põem na borda do prato. Até já.
segunda-feira, 18 de abril de 2022
A pés juntos
Que isto é mesmo assim. Mais uma anunciada noite de prazer e encontro com o conhecimento. Mais filosofia a pés juntos, que as coisas não se discutem sem convicção. António De Castro Caeiro e Luís Gouveia Monteiro vão voltar a conversar, na Casa Da Cultura | Setúbal, desta vez sobre a Liberdade tão querida e desejada. É na próxima sexta-feira. A não perder.
sábado, 16 de abril de 2022
Ground control to major Tom
As fotografias são do Fernando Pinho.
quinta-feira, 14 de abril de 2022
A bem da razão
Fátima Bonifácio poderá ser julgada por racismo
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Allons enfants de la patrie
Assistimos hoje a situações que nunca imaginámos concretizadas. Os poderes são disputados pelas direitas, enquanto as esquerdas assistem impotentes. Há países onde a extrema-direita ganha eleições. Mas o mais grave é quando a disputa é entre a direita e a extrema-direita. Ou entre extremas-direitas.
domingo, 10 de abril de 2022
O corpo e o gesto
Language is a Virus
Laurie Anderson
Ana Nogueira vagueava pela floresta quando ouviu um violino que soltava um som vi- brante e arrastado. Moveu-se no sentido desse som. Suspendeu os movimentos do corpo e a respiração. Tentou perceber a origem daquele ambiente único. Perdeu-se por entre arbustos e rochedos. Deambulou por entre folhas amareladas, secas. Arriscou o vaguear até que a luz do luar abraçou a floresta.
Desenhou então movimentos com o corpo, numa dança em que o próprio corpo se envolveu com aqueles troncos secos, ramos delgados e arbustos frondosos. Riscou linhas no papel, raspou a superfície. Surgiram manchas que lhe transmitiram a satisfação eo desejo de procurar mais. Linhas e manchas que desenharam ambientes imaginados. Por isso não parou. Insistiu. Investiu com rigor de cientista sem ciência, num registo de procura sem preocupações de funcionamento ou solução. Pesquisa intensa, mas nunca esclarecida por soluções académicas ou decisões de finalização. Este trabalho não está finalizado. Nunca estará.
Os desenhos que observamos sugerem a presença da artista. O corpo envolve-se na paisagem. Densas florestas parecem querer romper o papel numa violência soprada por um vento ora suave, ora agressivo e cortante. As dimensões destes trabalhos sugerem o nosso envolvimento. Parece haver um convite a uma aproximação fisica a este papel tão vibrantemente riscado. A intensidade do gesto é denunciada por essa vibração. Tentamos um discurso sólido que enuncie as pretensões da artista. Uma linguagem que traduza atitudes e procuras. Mas a linguagem é muitas vezes um vírus perigoso. Deambulando perdemo-nos, mas não ficamos entediados porque somos surpreendidos pelo desconhe- cido. Por uma inesperada angústia que nos inunda e fascina os sentidos. Pretendemos a surpresa. Percebemos então os trilhos de uma certa felicidade, mas continuamos incon- formados numa permanente procura do desejo. Uma virose que não mata, antes alastra perpectuando essa vontade. Uma dor que se transforma em prazer, alheia a percursos tortuosos ou pouco exigentes. Situamo-nos no território da exigência. Na vertigem de encontrarmos outras vontades de fazer. Sempre. É esta a linguagem visual desta floresta, na minha linguagem. Bem vindos à floresta de Ana Nogueira. José Teófilo Duarte
terça-feira, 5 de abril de 2022
Na floresta
Entrámos na floresta sem medos. A inicial curiosidade deu lugar a um efectivo conforto intelectual. Um espanto que se tornou comodidade. Estávamos bem ali. É notável, este trabalho de Ana Nogueira. Foi um passeio agradável. Passeámos por ali com a cabeça povoada de música, pensamentos coloridos pelas cores da natureza,. Da Natureza que nos cria, recria e protege, e pelo que naturalmente nos preocupa. Somos gente, sentimos isso. Estamos juntos contra as adversidades. Gostamos de ser gente assim. Muito obrigado pela presença dos que que estiveram presentes. Parabéns, pelo vosso gosto esclarecido.
segunda-feira, 4 de abril de 2022
Um criminoso é um criminoso
O que está a acontecer na Ucrânia não nos deixa qualquer dúvida. Há um criminoso de guerra no Kremlin que não poderá gozar de uma velhice descansada. O crime não pode compensar. Um criminoso sádico e sem qualquer porção de humanismo dirige uma nação que agride outra nação e as suas gentes. O assassino até já fala em purificação. É o eterno retorno do nazi-fascismo. Confesso que sinto a compaixão natural que nos é possível habitar pelos militares russos que o energúmeno Putin manda para o terreno como carne para canhão. Mas ao vermos as atitudes de alguns desses enviados nas terras ocupadas, a compaixão fica mais esvanecida. Nem todos são criminosos: são precisamente simples carne enviada para o terreno. Mas há criminosos violentos no terreno: imagens de mulheres violadas e queimadas, crianças esmagadas, animais esventrados, homens enforcados e mais o que as fotografias, os verbos e os adjectivos não conseguem descrever, documentam os massacres hediondos. Está tudo registado, não é encenação, como insistem os imbecis que defendem Putin e os seus repugnantes aliados. Putin é um grande filho da puta. E quem diz o contrário é outro. Ponto final.
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Um sábado na Floresta
A exposição está montada. Abre este sábado às seis da tarde. Uma surpresa e um espanto. A Floresta de L, de Ana Nogueira, transborda de emoções. Talvez uma das mais importantes exposições do ano. É também uma exposição que dialoga com o observador. Foram convocados os melhores. Estamos no território da excelência, da extrema dignidade visual. Acreditem. Apareçam.
quarta-feira, 30 de março de 2022
Temos histórias
Experimentar contar histórias em azulejo. Foi o que aconteceu nesta residência artística na Ratton. A exposição abre no próximo sábado, às seis da tarde. Está toda a gente convidada.
terça-feira, 29 de março de 2022
Óscar à porrada
Estas cenas dos óscares nunca me interessaram para nada. Os filmes que me interessam não interessam àqueles desfiles de vaidades. Mas desta vez a coisa piou mais fino. Houve merda no estrado das alcatifas de luxo.
domingo, 27 de março de 2022
Por entre troncos e galhos
Uma floresta vai estar instalada na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Abre no próximo sábado e vai por lá ficar durante todo o mês. É uma exposição surpreendente. Ana Nogueira enceta com esta mostra uma nova fase do seu trabalho. Merece visita. Estamos todos convidados.
sábado, 26 de março de 2022
Gil Mendo
Estão-nos a morrer os melhores. Partem cedo, deixando-nos uma imensa sensação de vazio. Gil Mendo foi um homem da dança que muita falta vai fazer. Programou, dirigiu, ensinou. Senhor de uma simplicidade que nos deixava agradavelmente confortáveis perto dele. Traço de carácter que define os grandes. Eu gostava muito do Gil, apesar de não ter estado por perto o tempo que desejaria. A Dança em Portugal deve-lhe muito. Nós também.
terça-feira, 22 de março de 2022
Gastão Cruz
segunda-feira, 21 de março de 2022
Ana Margarida de Carvalho em Setúbal
A escritora tinha encontro marcado em Setúbal para março de 2020. A pandemia anulou o encontrou. Ou melhor: adiou-o. Dois anos depois vamos finalmente conversar. A conversa vai trazer à baila o seu mais recente livro de contos, mas não vamos esquecer tudo o que está para trás. Que é muito. Apareçam.
sexta-feira, 18 de março de 2022
Despedida
Esta sexta-feira vamos despedir-nos do Jorge. Não vamos estar mais com ele. Mas vamos recordar os momentos que com ele vivemos. Foi bom conversar e participar em projectos com Jorge Silva Melo. Ficámos melhores. Mais crescidos cultural e humanamente. Muito obrigado, Jorge.
Os Artistas Unidos informam que as cerimónias fúnebres do Jorge terão lugar nos dias 17 e 18 de Março. O velório realizar-se-á na quinta-feira dia 17 a partir das 17h30 na Capela de Nossa Senhora do Carmo na Basílica da Estrela, em Lisboa. No dia seguinte, o seu corpo seguirá para o Cemitério dos Prazeres às 11h. As cerimónias estarão abertas a todos aqueles que queiram prestar-lhe uma última homenagem.
terça-feira, 15 de março de 2022
Jorge Silva Melo
Era esperada, mas não era. É sempre uma surpresa, a morte dos amigos. Jorge Silva Melo morreu. Devemos-lhe tanto, tanto. Os que ainda não deram por isso, talvez não percebam a nossa tristeza. Devemos-lhe uma outra maneira de olhar para o teatro e a cultura. O respeito pelos actores, pela gente de teatro. O respeito perla autenticidade da literatura, nas traduções rigorosas. O seu livro Século Passado é um tratado de lucidez e compreensão da espécie a que pertencemos.
Deslocava-se a Setúbal, à Casa da Cultura, para dizer e falar da poesia dos nossos melhores poetas. A iniciativa Em Voz Alta foi uma pérola que deslumbrou esta cidade. Também aqui apresentámos o seu Século Passado, em noite inesquecível, na Casa da Avenida.
Este fim é o fim de muito do que nos fez felizes e sabíamos. Vais-nos fazer muita falta, Jorge. Muita mesmo. Mas vamos recordar o teu melhor, que era muito. Mesmo muito. Obrigado, meu querido amigo.
Imagem: momentos das sessões Em Voz Alta. Nas fotografias com Maria João Luís e com Lia Gama, amigas participantes — entre muitos grandes actores — nestas iniciativas memoráveis.
domingo, 13 de março de 2022
João Paulo Cotrim 57
Tanta ideia que ficou por discutir. Tanto trabalho encetado sem resolução. Tanta refeição por trabalhar. Tanto trabalho por saborear. Tanta conversa por encetar. Tanta ideia por continuar. O João Paulo deixou-nos aqui sozinhos. Hoje estaríamos a assinalar mais um aniversário dele e a comemorar a vida e o que nos unia. A saudade não fica esbatida no tempo. O tempo, esse escultor sem talento que deixa inacabadas as suas melhores obras. Hoje estaríamos a comemorar a vida e a busca da felicidade. Não estamos nesse estado. Assinalamos uma ausência. Mas anulamos o esquecimento. Convocamos a memória dos bons momentos. Ficamos gratos por termos estado por perto. Recordamo-lo no dia em que faria 57 anos. Estamos perto. Muito perto. Com ele.
sábado, 12 de março de 2022
Faz tão bem saber com quem contar
sexta-feira, 11 de março de 2022
Vergonha dos seres humanos
Esta criatura quase indescritível só pode ser descrita de uma maneira: criminoso abjecto.Repugnante.Um louco educado para policiar e reprimir. Uma besta em delírio.
segunda-feira, 7 de março de 2022
FILOSOFIA A PÉS JUNTOS regressa num dia próximo do aniversário de João Paulo Cotrim. Completaria 57 anos no dia treze. Quando pensei fazermos estas sessões com o António de Castro Caeiro na Casa da Cultura, falei com o João Paulo. O título surgiu-lhe de imediato, e ele veio agarrado ao título: Conversas deliciosas que agora convocam a memória e a saudade. Vamos regressar a estes convívios sem a presença física dele, mas com ele sempre presente. Luís Gouveia Monteiro vai ser agora o par de António de Castro Caeiro nestas jornadas de bons pensamentos. Esta primeira sessão vai abordar um tema que nos é muito grato: a amizade. Os autores chamaram-lhe O Espectáculo da Amizade. Aqui vai uma nota explicativa mais avisada:
A neurociência tem apresentado propostas para resolver o problema filosófico da consciência. António Damásio, por exemplo, define-a como o sistema multimédia que os organismos complexos desenvolveram para controlar o funcionamento interno e as relações com o exterior, em busca da sobrevivência e do bem-estar. Assim, a consciência seria pouco mais do que o espectáculo dos sentidos. Para António de Castro Caeiro, pensar assim é entregar os pontos ao fisicalismo e desistir do espírito, da possibilidade da metafísica e até do livre-arbítrio. Para Luís Gouveia Monteiro, pelo contrário, é mais uma boa ajuda para dinamitar a oposição entre corpo e alma, entre espírito e matéria.
É já na próxima sexta-feira. Imperdível.
sexta-feira, 4 de março de 2022
Abre este sábado, a exposição de Rita Carmo na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Oportunidade para convivermos com os artistas mais salientes da actualidade, em imagens recolhidas e editadas pela fotógrafa que tão bem os conhece. Estão todos ali, com a gente. E a gente sente-se nos bastidores daqueles ambientes tão singulares. É bom estar ali. Apareçam. Abre este sábado a partir das quatro da tarde. Imperdível, digo-vos eu.
































