segunda-feira, 7 de março de 2022




FILOSOFIA A PÉS JUNTOS regressa num dia próximo do aniversário de João Paulo Cotrim. Completaria 57 anos no dia treze. Quando pensei fazermos estas sessões com o António de Castro Caeiro na Casa da Cultura, falei com o João Paulo. O título surgiu-lhe de imediato, e ele veio agarrado ao título: Conversas deliciosas que agora convocam a memória e a saudade. Vamos regressar a estes convívios sem a presença física dele, mas com ele sempre presente. Luís Gouveia Monteiro vai ser agora o par de António de Castro Caeiro nestas jornadas de bons pensamentos. Esta primeira sessão vai abordar um tema que nos é muito grato: a amizade. Os autores chamaram-lhe O Espectáculo da Amizade. Aqui vai uma nota explicativa mais avisada:

A neurociência tem apresentado propostas para resolver o problema filosófico da consciência. António Damásio, por exemplo, define-a como o sistema multimédia que os organismos complexos desenvolveram para controlar o funcionamento interno e as relações com o exterior, em busca da sobrevivência e do bem-estar. Assim, a consciência seria pouco mais do que o espectáculo dos sentidos. Para António de Castro Caeiro, pensar assim é entregar os pontos ao fisicalismo e desistir do espírito, da possibilidade da metafísica e até do livre-arbítrio. Para Luís Gouveia Monteiro, pelo contrário, é mais uma boa ajuda para dinamitar a oposição entre corpo e alma, entre espírito e matéria.

É já na próxima sexta-feira. Imperdível.

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sexta-feira, 4 de março de 2022



Abre este
 sábado, a exposição de Rita Carmo na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Oportunidade para convivermos com os artistas mais salientes da actualidade, em imagens recolhidas e editadas pela fotógrafa que tão bem os conhece. Estão todos ali, com a gente. E a gente sente-se nos bastidores daqueles ambientes tão singulares. É bom estar ali. Apareçam. Abre este sábado a partir das quatro da tarde. Imperdível, digo-vos eu.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

As imagens da música


Rita Carmo fotografa os músicos nos palcos. Estas fotografias têm música. É um prazer ter Rita Carmo na Casa Da Cultura | Setúbal.

Fernando Rocha Andrade

Não conheci Fernando Rocha Andrade. Habituei-me a gostar de o ver intervir. Percebi assim que o conhecia bem. E gostava muito dele. Dizem os amigos que era brilhante e alinhava sempre à esquerda. Notava-se. Parte muito cedo. Faz falta gente assim. Gente que é gente. Gente grande.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Tão cá de casa


O prometido foi devido. Falámos muito de amizade, livros, ideias para livros, a estética dos livros, a vida das mulheres escritoras. João Paulo Cotrim, o editor e amigo, esteve sempre presente. Não chegámos a conclusões. Prometemos continuar a procurá-las. Vivemos desta utopia. Somos assim: curiosos, apaixonados, angariadores de amizades. Foi mesmo muito bom estarmos ali. Muito obrigado Inês e Ana. Vocês foram uma grande companhia nesta noite tão saborosa.

Foi na Casa Da Cultura | Setúbal, ontem à noite.
Fotografia: Ana Nogueira

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Político de alterne

O ministro dos actos estrangeiros de Putin chamou histéricos aos políticos do ocidente que só falavam na alegada guerra que a Rússia estava a preparar contra a Ucrânia. Afinal a histeria transformou-se em realidade.

Putin, político de alterne que se agarrou ao poder e de lá não quer sair, quer afinal dominar mais. Ter mais poder. Um nacionalista de extrema-direita que se porta como qualquer político de extrema-direita sem respeito pela vida humana. Ninguém nesta guerra é flor que se cheire, é certo. As guerras são sinal da intolerância que só prejudicam os de baixo. Todos nós, os que eles consideram abaixo do seu poder criminoso. Estas guerras só provam que o chamado ser humano não evoluiu assim tanto como se apregoa. Cientistas e artistas tentam que o mundo avance. Estes poderosos trogloditas só pensam em ter poder. Em dominar. Entretanto morre gente. Gente jovem que queria ter um futuro. Não estamos longe. Estamos perto. Somos gente como essa gente que morre agora vítima da ganância populista de extrema-direita. Destes ajustadores sem freio. Os energúmenos que dominam as políticas destes países não querem saber de gente para nada. São nacionalistas que não se importam que a sua gente morra para que eles se mantenham nos poleiros imundos onde poisam. Pensam em si próprios e nos seus pares. Parecem loucos sem tino. Desprezíveis, todos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

José Afonso


A MORTE SAIU À RUA | Morreu num dia assim de 1987. Assinala-se o fim de uma presença física de alguém que não morreu. 

É no fim de uma vida que se percebe a grandeza da sua existência. A morte física é inevitável. A existência cultural e o exemplo, não. Recordamos, neste dia de céu cinzento, o dia da morte de alguém que não teve problemas em mudar sons e em usar as palavras: as palavras que convocam a beleza, mas também as razões cruéis e devastadoras. Usou a palavra MORTE num tempo em que era pouco apreciável fazê-lo. Fez outras músicas. Mudou a maneira de as fazer e até de nós as ouvirmos. Mudou vidas. Mudou muito. Para sempre gratos a José Afonso.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O sistema puro e duro

O pantomineiro que lidera o grupo com nome de insecticida que chegou a terceira força política graças aos votos de uma chusma de fascistas anti-sistema, vai propôr o único intelectual que vegeta lá pelo atasqueiro para vice-presidente da casa que gere o sistema, caso o fascista/racista que está em aprovação seja chumbado pelos deputados democratas que lá existem em maioria. 

Gabriel Mithá Ribeiro é um asco, é certo. Mas é o único que tem miolos por ali. Conclusão: o partido com nome de insecticida é contra o sistema. Quer mesmo que o sistema trema. Mas quer assumir os mais destacados lugares que o sistema fornece. Será para introduzir pauzinhos na engrenagem democrática? Minar por dentro? O que quer esta gentalha já nós sabemos. Vêm aí quatro anos de trapalhadas e atropelos perpetrados por estes manhosos anti-sistema. Só existe um sistema que os ilumina. É o sistema que permite a prepotência política, a anulação dos apoios sociais e o extermínio da cultura. Vamos ter muito trabalho a combater esta gente manhosa sem escrúpulos. Mas é o que tem de ser feito.

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domingo, 20 de fevereiro de 2022

Abysmo sem fim à vista

Inês Fonseca Santos publicou na abysmo "A Habitação de Jonas", "As Coisas", "Regressar a Casa com Manuel António Pina", "A Palavra Perdida", com ilustrações de Marta Madureira, "Suite em Visita" e "Os Grandes Animais", com ilustrações de João Maio Pinto. Também tem textos seus inseridos em outras publicações da editora.
Ana Freitas Reis publicou "Cordão", com ilustração na capa de Eugénia Mussa. Os livros da Abysmo são objectos únicos graças ao génio de João Paulo Cotrim. E claro que ele também vai estar presente nas nossas palavras. A memória preserva a amizade.
Vamos estar todos na Casa Da Cultura | Setúbal, na próxima sexta-feira. Até lá.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Olhar e ver



Johanna Hooson e Chris Hooson partilham vidas e expressões artísticas. As fotografias que ilustram as capas dos Dakota Suite são quase todas da autoria de Johanna. A fotógrafa encara  esta relação numa ligação com a natureza e com tudo o que daí brota. As origens  são mote. Os ambientes são os que a objectiva encontra na natureza dos locais que os amantes vão encontrando. Ambientes simples e sofisticados. É a simplicidade sofisticada da Natureza. 

Exposição disponível na Casa da Cultura, Setúbal. A ver.


Mesmo ao lado está outra mostra de substantivo interesse: Dar de beber aos olhos, com João Paulo Cotrim. Falaremos de novo desta exposição daqui a um bocadinho.

Vão aparecendo, sim?

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Opus quê?


Depois do telejornal, no canal estatal, passa uma extensa reportagem sobre os benefícios e bondades de pertencer ao sinistro grupo católico Opus Dei. Inacreditável a promoção da normalidade desta anormalidade. Incrível, a apologia da ignorância e da provação. Todos tão fofinhos. Tão fiéis ao sinistro Josemaria Escrivá de Balanguer. Tão normais, os anormais. Optam por ser infelizes? Que o sejam, mas longe. O que temos nós a ver com a vida de ex-deputados, ex-banqueiros e deputados do Chega que optam pela estupidez contra a realidade? A religião é mesmo o ódio do povo.

Lisboa e outro par de botas

O presidentinho da câmara avistou-se com dois presidentes de Estados e inaugurou um banco de jardim que simboliza a amizade que nutrem uns pelos outros. Ficaram todos muito contentinhos com a simbologia daquele singular monumento aos convívios maiores, como testemunha a fotografia de fim de percurso. Assim de repente até é bonito. Mas olhando melhor para tudo isto e pensando bem duas ou mesmo três vezes, Que concluir? Retrato da parola satisfação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Ordenar a desordem


Maria João Frade esclarece os enleios desta exposição em palavras escritas para a folha de sala. Texto assertivo em que confessa que "andou aos papéis" para fazer esta exposição de Romualdo agora mostrável na Casa da Avenida. Há muito que falava à Maria João na mostra que Romualdo fez lá na Casa num ano qualquer das nossas vidas que se perdeu na minha memória do tempo. Impressionaram-me aquelas texturas, e recordava-as nas conversas convocando a memória para esses testemunhos visuais tão impressivos. Mas, agora, como documento, no segundo andar da galeria, uma projecção vídeo refresca-nos a memória. Deslumbra-nos. 

Impressionou-me no autor aquela observação dos papéis velhos como vontade de envolvimento artístico. O rigor e o extremo equilíbrio que executam aqueles desequilíbrios que transformam o lixo em luxo aguçaram-me os sentidos e a curiosidade em ver outras coisas. O resultado da investigação de Romualdo revela-nos sofisticação cultural e uma consequente curiosidade intelectual permanente. 

A exposição que agora nos é mostrada é uma confirmação de talentos, mas também uma surpresa. Surpreende aquela necessidade de afastamento da realidade social da Arte. Mas afastamento não é indiferença. A necessidade de observar o mundo tal como ele é anuncia a permanente insatisfação do artista, mas a representação transforma realidades e inverte destinos. Tudo se transforma. Ou deve. A ironia pode ser um bom contributo para essa transformação. A técnica dá uma preciosa ajuda. Romualdo conhece bem as leis da física. E sabe o papel que a Arte tem na contagem do tempo dos materiais. O que aqui nos mostra é o resultado dessa criteriosa e densa investigação. Parte do caos para organizar a desordem. E a desordem existe ali empacotada em armários imaginados pelo artista e sugeridos à nossa interpretação. 

É muito bom rever trabalhos deste artista tão singular. Eu, assumo, senti-me em festa. Esta exposição é uma festa para os sentidos. 

AQUI HÁ GATO. ROMUALDO. Casa da Avenida, Setúbal.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Apelo

Por favor respeitem os eleitores. Não queremos fascistas no parlamento nem em lado nenhum. Fascismo nunca mais. 

Maria Carrilho


Mulher extraordinária. Grande deputada. Política respeitada e de intervenção singular. Feminista. Culta. Justa. Muito obrigado, Maria Carrilho.

domingo, 6 de fevereiro de 2022


Está no Público de hoje. Cristina Sampaio publicou, na sua coluna Desalinho, a ilustração que fez para a exposição DAR DE BEBER AOS OLHOS, que está observável na galeria de ilustração da Casa da Cultura, Setúbal. João Paulo Cotrim, presente.

João Paulo Cotrim, sempre



Galeria e rua ficaram a abarrotar. Foram muitos os amigos e admiradores que quiseram estar uns com os outros com o João Paulo Cotrim. Faltou ele. Mas até parecia que estava lá. Foi com muita emoção que ali estivemos. Mas estivemos bem.

A exposição está visitável até ao fim de março, na galeria de ilustração da Casa da Cultura, Setúbal. Até lá muito vai ainda acontecer. João Paulo Cotrim, sempre.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Puro amor

Próxima exposição na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. A visitar.


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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022


 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Nova Vida

O Fidalgo fechou mas vai reabrir. Foi uma coisa e vai ser outra. Diferente, mas não necessariamente muito diferente. Nós, na DDLX Design Comunicação Lisboa, ajudámos na comunicação e na nova imagem. Vamos lá voltar na próxima quinta-feira.


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sábado, 29 de janeiro de 2022

Dia de reflexão


Ficamos incomodados e até arrepiados com as ''promessas'' do fascista do partido com nome de detergente, ao ponto de nem nos lembrarmos de ir ver o que ''promete'' o sinistro líder dos chamados liberais. Aquilo é excessivamente mau. Esta gente a governar é a exclusão da razoabilidade no poder. Sinistro. Mau de mais. O Ventura é só o palhaço de serviço. O perigo vem dos outros, dos que têm cérebro. É bom reflectir nesse sentido. E não é preciso reflectir muito para se perceber o que dali vem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

O egocêntico governo de Centro-extrema direita


Não sei se estão a imaginar a cena. O perigo é real. Uma aliança entre fascistas mais ou menos assumidos e encartados, e outros palhaços que alinham com o que for preciso para dar cabo disto tudo pode mesmo acontecer. Já falam a sério, parece que estão na cerimónia de posse, como se o poder estivesse no papo. Rio quer ser primeiro-ministro. O rapazola do CDS quer ser ministro da Defesa. O Pedante da Iniciativa que se diz liberal quer ir para a Economia. O fascista de serviço quer abraçar a Justiça. E eu quero sair daqui para fora. Um governo composto por trastes desta estirpe não se aguenta.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Um funeral mal frequentado


O coveiro do CDS acusa de coveiro do Serviço Nacional de Saúde um governo que o defendeu e reforçou, apoiado pelos partidos que o definiram e aprovaram a sua criação no parlamento logo nos primeiros anos da democracia.

O coveiro do CDS provavelmente não sabe que o seu partido, que agora aposta em destruir, votou contra a criação do SNS no parlamento. Foi há muito tempo, o rapaz ainda não tinha nascido e depois não estudou a história recente da democracia. Ou talvez não: esqueceu-se ou fingiu que se esqueceu. A hipocrisia e o gosto genérico pela mentira funcional fica-lhes bem. Mostra o que são: mentirosos compulsivos e oportunistas parolos. Ridículos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Ainda bem que é verdade, ainda bem que é mentira


Esta frase pertence a uma canção de José Afonso. Inserida no seu contexto define comportamentos. Trago-a para aqui para definir a minha opinião sobre o inenarrável Polígrafo da SIC.

A razão não existe. Existem razões. A verdade aconchega-se à consciência de cada um. A minha verdade sobre cultura, justiça, liberdade e outras piadas — como diria Rui Rio — não tem nada a ver com a verdade do fascista Ventura. Nem com a palermice de Rui Rio. Os Venturas da vida têm uma noção da verdade, da cultura e da Justiça muito diferente da noção dessas verdades que têm as pessoas com vontade de ver as coisas como elas são, na sua opinião. Digo eu, que não tenho nenhuma certeza nem vontade de a ter. E a minha opinião sobre o programinha ridículo do jornalista Ferrão da SIC é esta: aquilo não é uma aproximação à verdade. O que aquilo é, é uma vontade de aproximar supostas verdades à verdade dos fazedores do programinha ridículo. Temas ridículos — ao nível da CMTV e da CNN Portugal — saltam nos écrans com ganas de combate político. Parece uma missão. Parece uma religião com pretensões de anular o que os incomoda. Ajustar tudo como lhes dá jeito. Temas ridículos? E então, não são ridículos estes ajustamentos da verdade e da mentira perpetrados pelos ajustadores ridículos?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Curso de Informática para tótós


Muito sinceramente não entendo a razão que levou esta criatura a não se demitir de imediato. Ele e a sua colega de falsidade. Ao invés disto, o homem aparece a toda a hora atrás e ao lado de Rui Rio, naquela figura que os políticos tótós de segunda linha fazem, apresentando-se em modo emplastro. Diz-me com quem andas...

sábado, 15 de janeiro de 2022

Gente que faz uma terra


Imagens de uma Setúbal que já não existe. As cidades são as pessoas, as pedras vêm depois. 

Esta exposição do Fernando Pinho é um testemunho disso mesmo. A não perder. Abre hoje às quatro horas da tarde.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Um tonto em desalinho


Boris gaforinas anda num desalinho. Esteve em festa, no número 10 da rua do governo, no dia em que o marido da rainha morreu. 

As festas lá na casa foram mato. Ainda por cima em tempo de contágios pandémicos. O gaforinas é uma espécie de Santana Lopes dos ingleses, e os ingleses não estão a achar grande graça ao gaforinas. Eu ainda não percebi o sucesso dos implantes e do cabelo pintado político desta gente. Anda tudo parvo? A excessiva vaidade incomoda. Estes pirosos ameaçam a razoabilidade. A política precisa de seriedade. Não há pachorra para tanta irresponsabilidade e tonteria. Aguarda-se, em pulgas, a demissão da criatura.

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Curso intensivo de dar ao badalo

Ainda não percebi onde é que os comentadores políticos da SIC tiram os cursos de comentadores. Estou a brincar: claro que não é preciso licença para comentar, mas a ligeireza dos comentários denuncia a fraca documentação. Os rodapés, com gralhas e frequentemente com erros crassos, anunciadores da vitória de Rio, são reveladores dessa ligeireza. 

Ou talvez não. São todos liberais nos costumes e dependentes na mente. Quando dizem que Rui Rio venceu o debate estão a dizer o quê? Aquilo foi um combate? Não. Mas para eles foi. É Rio que defende as manhosas ideias neoliberais, e aquela gente alinha toda pelo espectáculo neoliberal. Está-lhes no sangue, na mente e revelam-no na boçalidade anti-Estado. Preferem a caridade à solidariedade. Preferem a esmola aos direitos. Irrelevantes, todos.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Debater o possível


É difícil conversar com Rui Rio. O péssimo ex-presidente da Câmara do Porto quer transladar para o território nacional conceitos absolutamente ridículos de falíveis. O homem é um absoluto palerma.

Não sei se vai ser primeiro-ministro. Espero que nunca o seja. Sei que nunca votaria num palerma que pode permitir acordos com a extrema-direita para governar. Isto é claro. Como não voto em fascistas nunca votaria em alguém que não nega alianças com fascistas. Rui Rio que vá para longe, digo eu que não sou candidato a nada e posso dizer isto porque me apetece. Não me confundam com o labrego do dirigente do partido fascista com nome de detergente. Apetece-me o insulto, pronto: para um raio que os parta aos dois, palerma do partido supostamente social-democrata e labrego do partido fascista.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Debater o impossível


A entrada da extrema-direita na corrida — Iniciativa Liberal e Chega — afastam-me a 
 curiosidade de assistir aos debates. O representante dos novíssimos liberais que não sabem viver sem Estado sempre aparenta ser mais civilizado, mas o escroque do Chega revela-se cada vez mais um fascista em furiosa exaltação. 

A agressividade sem vestígio de nível cultural e o perfil político sem trambelho trazem-me logo à cabeça a peça de Tiago Rodrigues — Catarina e a beleza de matar fascistas — tirando-me a vontade de passar os óculos pela tristeza do debate que a reles criatura protagoniza. Claro que é bom ver a criaturinha "levar porrada" de adversários e até dos seus parceiros ideológicos, mas mesmo aí, o risco de o debate cair na pocilga é grande. Outro autor lúcido surge para nos animar: Nunca lutes com um porco. Ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta. Foi Bernard Shaw que o disse, e disse muito bem. Pois é: o porcalhão do partido com nome de detergente já tentou dar nas vistas de todas as maneiras que se lhe aparentaram possíveis: Cursou direito na Farinha Amparo, defendendo o que achava ser justo e precisamente o seu contrário, escreveu livros de embrulhar castanhas no inverno, comentou futebol aos gritos que é como acha que o futebol deve ser comentado, e mais recentemente abraçou a política acalentado pelo cínico tenebroso Passos Coelho. Nos poucos resumos dos debates televisivos a que tenho assistido — já aqui disse que a criatura me causa desconforto intelectual —, percebo que utiliza o não-debate para debater. Prefere o insulto e a miserável farronquice para se impôr na contenda. Debate o impossível porque sabe que o seu eleitorado poucochinho gosta disso. Ideologicamente não passa de um miserável fascista. Um inclassificável oportunista sem ponta por onde se lhe pegue. Inimigos e adversários "dão-lhe nas trombas" nas calmas. Só Rui Rio falhou. Ou talvez não. E é aí que está o perigo maior destas eleições. Os políticos de direita são tristes, serôdios, mas estão sedentos de poder. Querem ajustar tudo às suas pequeninas pretensões. Há muita gente que já se esqueceu dos ajustes de Passos. Basta ver Moedas a triunfar em Lisboa. Votar na direita é mais do que nunca muito perigoso. A direita nunca traz nada de novo. Anda sempre à volta das coisas velhas. 
Contra a direita, sempre!

sábado, 8 de janeiro de 2022

LOURDES CASTRO


Morreu a mulher. Fisicamente. A artista fica. A mulher também. O mérito anula a morte. As figuras admiráveis são admiradas para sempre. Contrastes e silhuetas alinham-se. Despertam-nos. Informam-nos da perda. Muito obrigado, Lourdes Castro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Ilustração animada

Ilustrar com movimento ou o movimento nas ilustrações de Gonçalo Duarte. 
Poderia ter por título: Era um redondo vocábulo. Mas não tem título. Pelo menos o autor não o menciona na publicação aqui postada. Provavelmente quer sugerir a pessoana afirmação: sentir, sinta quem lê. Ou, para nos sintonizarmos mais com o que aqui está: quem vê. É ver. É olhar e voltar a ver. Gosto muito. É muito bom. Bom fim-de-semana.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A vida dos palermas e dos escroques


Um palerma é um palerma. Este palerma falou em nome de Ventura. Afinal o Chega não é assim tão mau como o pintam. Até defende uma prisão perpétua ''civilizada''. E este palerma é só um palerma. 

Um tatibitate sem ponta por onde se lhe pegue. Claro que um tatibitate sem ponta por onde se lhe pegue pode ser um grande escroque. Um perigo real. Este palerma parece que acumula. É portanto um perigo real porque há quem o imagine em primeiro-ministro. Catarina Martins destacou-se. Foi séria e inteligente. Mas os palermas dos comentadores do grupo Impresa acham umas coisas estranhas. Tentam justificar as atitudes do tatibitate. Os comentadores continuam também na senda da normalização do Chega. Ora, o Chega não é um partido normal, ponto. Ventura é um fascista sem vergonha. Um escroque a sério que está a arrastar toda a direita para o lamaçal em que chafurda. Chafurdem. Metem nojo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

João Paulo Cotrim, Sempre!



A passagem do tempo não está a facilitar as coisas. A saudade que sentimos não se esbate. Os dias vão correndo mas acabamos por tropeçar sempre nesta memória. Vamos então recordar o João Paulo Cotrim. Não o vamos esquecer. Não é possível. Há pessoas insubstituíveis. O João Paulo é desses. O Espaço Ilustração da Casa da Cultura - Setúbal, vai receber trabalhos dos ilustradores convidados da Festa da Ilustração que marcaram a Festa nos seus sete anos de existência. A abertura servirá também para falarmos do que vai acontecer neste ano de 2022, ano em que a iniciativa é dedicada ao João Paulo Cotrim. Os nossos amigos estão desde já convidados. 
Muito obrigado, João Paulo. Até sempre!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Tempo


É a primeira exposição do ano na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Uma surpreendente instalação de José Morujão. Abre no próximo sábado às quatro horas de tarde, e fica frequentável até ao fim do mês. Apareçam.

O novo normal de novo


Publiquei aqui este texto — com esta imagem e com o poema do Sérgio. Só mudei o ano — precisamente há um ano. Como permanece tão actual... republico-o. Diz assim:

O NOVO NORMAL | Entrámos em 2021 a pés juntos. Estamos mergulhados na nova realidade. Morremos todos os dias às dezenas. Reagimos. Tomamos medidas. Mandamos às urtigas os negacionistas. Rejeitamos os fascistas que agora fingem cumprir a democracia. Não cumprem. Utilizam-na. O cinismo mais atroz vai alastrar na campanha eleitoral. Um candidato imbecil finge ser o arauto do povo. Provavelmente acredita no que diz. Os idiotas são assim. O fascista saído do partido de Rio deve acreditar na pequenez que apregoa. São assim os anormais desta nova normalidade. O nosso combate faz falta. A nossa normalidade não se ajusta a essa pequenez. O nosso novo normal é outro. É pela ciência. Pela ciência política e pela ciência das descobertas boas. Que se lixem as mezinhas. Que se lixe a política do cinismo populista. Que se lixem os novos fascistas.

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sábado, 1 de janeiro de 2022

SAUDADE


Expressão tão portuguesa que define tão bem o que sentimos. O André Carrilho sentiu assim este fim, e começou o ano expressando o que sente. Tão bom, André. Um grande abraço.