sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Todos os nomes


O nome de um grande jornalista dá nome a um grande prémio, e uma grande jornalista recebe-o.

Parabéns
, Isabel Lucas.

Fonte Público

terça-feira, 7 de setembro de 2021




A entrada da extrema-direita no parlamento alertou-nos para a possibilidade de atropelos à democracia e ao fruir da liberdade e da cultura. O discurso do chefe do gang agora instalado na Assembleia da República utiliza as premissas da civilização democrática. A utilização da palavra liberdade como reposição da ordem é metáfora estafada no seu discurso. E nós sabemos bem de que ordem ele fala. 

Todos — os intelectualmente curiosos e defensores da liberdade real e da democracia efectiva — ficámos incomodados com o discurso troglodita da criatura. Mas o traste teve votos. Há quem viva sem dar por nada, como disse José Afonso numa música. Tiago Rodrigues também ficou incomodado com a apologia da estupidez. Tratou de fazer o que sabe fazer melhor: Teatro. E como também pensa bem, escreveu e encenou uma peça que será um marco no Teatro Português. Catarina e a Beleza de Matar Fascistas é um momento de teatro sublime porque associa bom texto e boa representação a uma impetuosa reacção do público. O assassinato de Catarina Eufémia pelo militar fascista da GNR Carrajola foi motivo para o combate em palco. Somos todos Catarina. Todos podemos ser vítimas da brutalidade justicialista primária. Ninguém fica indiferente ao lobo fascista com pele de cordeiro. Esta peça espevita-nos a inteligência emocional e provoca-nos em voz alta a revolta e rejeição do modelo neo-liberal do "tudo a toque de caixa" aplicado pelo infelizmente antigo primeiro-ministro Passos Coelho e tentado agora aos gritos pelo seu ex-colega de partido Ventura. Não esqueçamos também a opinião de Rui Rio — um palerma com ânsias de chegar a primeiro-ministro — sobre o regime de Salazar: não era fascista, acha. Nunca existiu em Portugal fascismo nenhum, disse.
Foi a rejeição do asco que motivou Tiago Rodrigues. Há uma gente asquerosa que quer o regresso ao passado. Um passado com vestes de futuro, como se fosse possível antecipar repressão ao progresso chamando a isso justiça e ajustamento civilizacional. Esta fabulosa peça de teatro fez-nos gritar bem alto FASCISMO NUNCA MAIS. Sentimos ali o arrepio do discurso e a necessidade de estarmos alerta. Não passarão, dizia a inscrição na toalha da mesa. Toalha/Cartaz que dita a nossa revolta perante a ameaça. FASCISMO NUNCA MAIS. Mesmo.

texto e encenação Tiago Rodrigues
com António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva, Sara Barros Leitão
cenografia F. Ribeiro
figurinos José António Tenente
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia, desenho de som e música original Pedro Costa
coralidade e arranjos vocais João Henriques
voz off  Cláudio Castro, Nadezhda Bocharova, Paula Mora, Pedro Moldão
apoio ao movimento Sofia Dias, Vítor Roriz
apoio em luta e armas David Chan Cordeiro
assistência de encenação Margarida Bak Gordon
direção de cena Carlos Freitas
ponto Cristina Vidal
tradução Daniel Hahn (inglês), Thomas Resendes (francês)
legendagem Rita Mendes
produção executiva Joana Costa Santos, Rita Forjaz
produção Teatro Nacional D. Maria II

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Receituário

O teatro é vida. O regresso às salas é um sucesso. As propostas são incríveis.

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sábado, 4 de setembro de 2021

Design de comunicação

 


Da série Grandes Capas. A revista do Expresso. Artwork: Pedro Lourenço.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Zorba morreu, Mikis também

Mas há coisas assim: a morte é desmentida por vidas intensas e singulares.

Ouço a música de Mikis Theodorakis enquanto alinho estas palavras. Recordo o tempo em que o ouvia com frequência. Renovo essa vontade. Escreveu e levou para os estúdios e palcos música para muitos ouvidos. Sempre exigente. Sempre surpreendente. Ah, e não gostava de fascistas e de outros parasitas. Muito obrigado, senhor Mikis Theodorakis. Muito obrigado mesmo.

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Viver com os outros


Li Viver com os Outros, de Isabel da Nóbrega, na altura em que a conheci. Ela acompanhou José Saramago à sessão Dois Dedos de Conversa com o escritor, conversas que eu organizava no Círculo Cultural de Setúbal. 

A apresentação de Saramago foi precedida por uma intervenção de Albano Almeida e Pompeu José. A leitura emocionou o casal. Acabava de ser dito um texto que o escritor tinha dedicado à sua mulher. Sabemos que posteriormente a relação não se manteve, mas esta memória visita-me recorrentemente. Também recordo a afabilidade de Isabel e a conversa saborosa que com ela mantive em muito agradável passeio pela cidade. Recordo tudo isto agora, no momento em que Isabel da Nóbrega nos deixa. Escritora de requintada palavra. Mulher grande. Muito obrigado.

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Receituário

 Para pensar. Até já.


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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Setembros negros e de todas as cores



Gosto de Setembro. Gosto de regressos. É em Setembro que se retomam trabalhos, que se entra na rotina que nos surpreende todos os dias.

Mas este mês também nos agride com a memória do que de menos bom pode acontecer ao ser humano. Quando Pinochet tomou o poder no Chile, eu não estava lá, mas aquilo doeu. Quando os aviões esbarraram em Nova Iorque eu estava lá, e só não me doeu mais por pouco. Mas tudo isto nos dói, e de que maneira, mesmo quando a diferença geográfica existe. O mundo é uma pequena esfera onde nos vamos encontrando. O mundo muda com estas coisas que lhe acontecem. Nem sempre para melhor. Mas a vida é o que é. Assim, com muitos trambolhões pelo caminho.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Setembro


Gosto de setembro. É um mês terrível e fascinante. O mal passou por setembro muitas vezes, mas é nesta altura que tudo recomeça. Chamam a este período "rentrée". Gosto de setembro, repito. Agarro-me ao trabalho com unhas e dentes. E relembro o mal com a distância possível. Fui buscar o primeiro texto que escrevi no blogue depois do atentado em Nova Iorque. Eu estava lá. Nos próximos dias contarei as minhas "estórias de Nova Iorque". Entretanto fiquem com esta lembrança escrita três anos depois do atentado, se estiverem para aí virados:

Já passou algum tempo sobre o ataque às torres gémeas em Nova Iorque. Foi há três anos.
Quando tudo aconteceu eu estava lá. Passeava pela quinta avenida. O voo para Portugal partia nesse dia a meio da tarde. De um momento para o outro tudo se alterou. O regresso só aconteceu cinco dias depois. Entretanto, tudo se passou com a normalidade possível. Visitei locais que já não tinha intenção de visitar, participei em vigílias em homenagem às vítimas do atentado.
O hotel era perto de Times Square. E Times Square era o local onde toda a gente se dirigia para saber novidades. Era ali que nos sentíamos informados. Quando cheguei a Portugal fui convocado para um programa de televisão onde se evocava o ataque, entre "recitais" de cantores indescritíveis e alegres curiosidades. Pelo meio a entrevistadora pedia "sangue". As televisões apreciam a desgraça. Dizem que traz audiências. É claro que me arrependi da minha participação no programa. Mas o que lá vai, lá vai.
Hoje, nas notícias das oito na mesma estação televisiva, um português que também se encontrava na "Big Aplle" ao tempo do atentado, dava o seu testemunho. Entre muitas vulgaridades e até tiradas de humor, referiu que nos dias seguintes passeava por uma Times Square deserta, ele os filhos e alguns "turistas malucos". É disto que as televisões gostam. É certo que isto nunca aconteceu, mas imaginar a cidade que não dorme, com a sua praça mais frequentada sem vivalma, é tentador. Não basta o drama, é preciso ampliar a dor para que se torne credível. Foi um grande momento de televisão, o que este senhor nos proporcionou.
O melhor mesmo é desligar o aparelho. Não quero ouvir mais relatos de talentosos protagonistas da história. A minha memória do acontecimento é suficiente. We will never forget.
[a fotografia foi tirada na véspera, dia 10]

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Se isto não é populismo, o que é o populismo?


O songamonga que pretende instalar a direita nos paços do concelho da capital não percebeu ainda que o Serviço Nacional de Saúde e a sua defesa é que são importantes para a assistência aos mais velhos.

Defender privatização ao invés de perceber o que faz falta é preocupação de neoliberal empedernido. Os palonços da extrema-direita — CHEGA! e Iniciativa Liberal — alinham nisto como gente grande. Mas grandes não são. São homenzinhos com ideias de trazer por casa. Pantomineiros de vão-de-escada, intelectualmente inferiores a abéculas iletradas. Uns tristes.

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domingo, 29 de agosto de 2021

Receituário

 Até lá.

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sábado, 28 de agosto de 2021

Design de Comunicação


Da série Grandes Capas.

Artwork: Roz Chats. 

A função das coisas


O Jorge Colombo falou com o João Pacheco em conversa publicada no Expresso. Entrevista saborosa e útil para se perceber um tempo em que vivemos tão bem. Ele diz que está quase a perceber como isto funciona. Eu ainda estou longe. Mas percebo-o a ele. Abraço, Jorge.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Receituário


Feira do Livro de Lisboa. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Más práticas


João Moura, o toureiro, vai ser homenageado por tourear bem. Ou seja: o profissional especializado em tratar mal animais vai ser celebrado por isso mesmo.

Logo, a contestação por tratar mal outros animais não faz qualquer sentido. João Moura é um grunho encartado. Um pulha que não hesita em fazer o que lhe apetece desde que o seu ego seja satisfeito. Um ser execrável e de luzidia estupidez merece contestação e desprezo. Estas homenagens não exaltam surpresa. São o reconhecimento de grunhos por grunhos. Só isso.

Fonte: Notícias ao minuto

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sábado, 14 de agosto de 2021

Há Festa


A Festa da Ilustração - Setúbal está a chegar. Os ilustradores com vontade de comunicar vão estar em Setúbal. Este acontecimento é único. Esta Festa tem muito para ver. E para dizer. Até já.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Design de comunicação


Da série Grandes Capas.

Artwork: Alexandrov Klum/VOGUE. 

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Parar para pensar


Há quem lhe chame silly season. O mês de agosto é um forno de expressão rasca e sem sentido. Mas confesso que começo a não saber distinguir a banal ligeireza do ano todo com esta especificidade. 

Esta geringonça onde partilhamos estados de alma tornou-se mais violenta com a entrada em cena da extrema-direita mais agressiva. Os palonços que habitualmente partilhavam coisinhas engraçadas sobre artes ou apontamentos curiosos sobre concursos televisivos, passaram a gostar de malhar em quem pensa na vida como ela precisa de ser pensada. Há quem não mude. Nunca. E há quem mude sempre que o que está instituído fede. Este canto do mundo onde vivemos fede mais no verão. É bom mudar. Até porque em setembro vamos ter autárquicas. São as eleições regionais portuguesas. Um festival de parolice elevada a competição nacional. Os candidatos da extrema-direita mais troglodita — Chega — mais os candidatos da extrema-direita envernizada com aplicação de má qualidade — Iniciativa Liberal —, e mais os candidatos das agremiações de benfeitores generalistas, que não dizem coisa com coisa mas acham que são a alternativa a tudo o que mexe, vão subir aos palanques. Eu gostava mesmo é que as minhas férias fossem até ao fim de setembro. Não pode ser, não é? Temos que estar atentos. Não desistir de dar porrada em gente lamentável com quem não se deve sair nem para beber um cafezinho. Boas férias para quem estiver nesse registo. Volto um dia destes. 

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sábado, 7 de agosto de 2021

Parabéns, Jorge


Jorge Silva Melo faz hoje setenta e três anos. Um grande nome do teatro, do cinema, da cultura em geral (que não é geral de generalista) com quem tenho o privilégio de trabalhar e de usufruir do seu trabalho. Parabéns, Jorge.

Fotografia de Ana N.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Joanna Latka expõe em Setúbal


Lugares e não lugares
é o título da próxima exposição na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Joanna Latka mostra trabalho recente em mais de cinquenta desenhos originais. Abre na próxima sexta-feira às sete da tarde. A não perder.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Orgulho sem preconceito


José Afonso nasceu no dia 2 de agosto de 1929. Morreu aos cinquenta e sete anos, depois de construir uma obra que marcou um tempo e vidas. 

Estou a preparar uma exposição que vai assinalar a data de gravação do álbum Cantigas do Maio. Este trabalho maior da música portuguesa foi gravado em outubro de 1971. Momento histórico que fez mudanças na maneira de ouvir e reconhecer a música feita por cá. Música maior, cultura invulgar, resultados surpreendentes. Parece que foi gravado um destes dias. E foi: a intemporalidade abraçou a obra de José Afonso. Não existem registos menores. É de excelência que falamos. A exposição que estou a preparar será norteada por conversas que tive com José Afonso e por outros registos já publicados. É um trabalho pessoal. É que eu falei muitas vezes com o Zeca. Esta fotografia é apenas um registo de um dos nossos muitos encontros. Foi o Armando Reis que a tirou. Ando à procura do original. Eu, que dificilmente me orgulho do que quer que seja, tenho um orgulho imenso nesta fotografia. Desculpem a ousadia deste gesto. E da falta de barbeiro.

Muito obrigado, Zeca.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Pedro Tamen


Ironia fina, humor, amor, sedução, escrita rigorosa e atenta. Poeta maior das pequenas coisas da vida, que são as que importam. Grande poeta. Devemos-lhe também trabalho notável como tradutor e como administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Muito obrigado, senhor Pedro Tamen.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

José Aurélio

 RECEITUÁRIO | José Aurélio: o escultor que gostava de fazer jóias.


domingo, 25 de julho de 2021

Otelo


Um grupo de militares acelerou a derrocada do fascismo. Ficámos ao lado desses soldados da democracia. Depois andámos com a democracia ao colo. Dia e noite. 

Era preciso ganhar tempo. O tempo perdido atrasou a nossa percepção do mundo e das coisas mais bonitas da vida. Salazar foi um empecilho indescritível. Um grunho/doutor que deliberadamente optava pelo analfabetismo e ocultação intelectual. "Ensiná-los a ler, para quê?". Uma noite sem fim à vista, que afinal teve um fim. Nem sempre concordei com Otelo. A democracia deu-nos a possibilidade de discordarmos de tudo. A obediência cega não estava inscrita na nossa caderneta acabadinha de encetar. A nossa opinião passou a contar. A minha memória de Otelo vem desse tempo em que era proibido proibir. Agora, na hora em que nos deixa, só temos que lhe agradecer. Devemos a estes homens muito do que hoje somos. Seres adultos que procuram o conhecimento e o prazer, Sem complexos. Sem peias. Sem empecilhos. Muito obrigado, senhor Otelo Saraiva de Carvalho.

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sábado, 24 de julho de 2021

Maria Lúcia Lepecki


Passam hoje dez anos sobre a morte de Maria Lúcia Lepecki. Brasileira naturalizada portuguesa por cultura e amor. Eu gostava mesmo muito dela, apesar de nunca nos termos cruzado.

Admirava-lhe a coragem e a cultura. As suas crónicas eram um regalo para a mente e o gozo. Lembro-me de uma entrevista em que falou abertamente de tudo o que a irritava. E percebi que muitas das irritações eram minhas também. Por exemplo: detestava Vinícios de Morais. Pela manteiguice, pelo sexismo, pelo bonitinho simplista e piroso. Não percebia (eu também não) como era possível uma mulher gostar daqueles textos. Eu gosto de gente assim. Gente que não tem medo de usar as palavras para desgostar de outras palavras. Sim, porque as palavras são actos, e muitas vezes destroem o amor que pretensiosamente pretendem alardear. De amor percebia ela. Assinalo este dia porque gostava muito de Maria Lúcia Lepecki (mas isso já tinha dito) e porque acho que os grandes seres humanos devem ser recordados. facebook

sexta-feira, 23 de julho de 2021

João Francisco Vilhena


O amor Mata ?

Casa dos Crivos | Braga
Até 31 de Agosto

Boas escolhas


Amália fez boas escolhas. André Gago também.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Paspalhos negacionistas


Estes paspalhos e estas paspalhas (para sermos politicamente correctos) pretendem confundir tudo.

Chamar ditadura a autoridade sanitária é uma maneira populista e ridícula de serem ridículos como Bolsonaro ou Trump de má memória. A pandemia está longe de ser controlada, mas estes negacionistas iletrados acham que tudo deve voltar a ser como era. Sem protecção. Sem trambelho. Não se pode exterminá-los? Metaforicamente, é claro. Exterminada mesmo tem de ser a pandemia.

(Não se percebe muito bem se o agá pespegado nas camisolas pretende dizer que não há ditadura, ou se é erro. Claro que será erro. O que pretendem é inequívoco. Enfim, paspalhos analfabetos).

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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Granito no Café



Na próxima sexta-feira vamos conversar com Maurício Abreu no Café da Casa da Avenida, a propósito da sua exposição Granito, em exibição entre nós. Convidados.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Granito


O Café da Casa da Avenida tem nova exposição. Convidei Maurício Abreu para mostrar uma pequena parte dos registos fotográficos que foi fazendo ao longo do tempo pelo interior deste país escavado na pedra.

Miguel Torga define-o em texto divulgado na folha de sala disponível aos visitantes. O espaço ficou esclarecedor e aconchegante. Tudo sabe melhor quando estamos bem acompanhados. Estas fotografias de Maurício Abreu conversam com a gente. É a nossa gente.


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Diz-lhe que estás ocupado


É um título de um livro que é um verso de um poema de Alexandre O'Neill e que tem dentro uma conversa com Alexandre O'Neill. Vale sempre a pena ouvir Alexandre O'Neill.

 Fonte TSF

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

O Vasco

Morreu o Vasco. Quem viveu as conturbações e intervenções do processo iniciado em 25 de Abril de 1974 lembra-se do seu humor interventivo desenhado. Deveria haver uma exposição que mostrasse o seu trabalho às pessoas de agora. Iriam gostar, com certeza. Vamos tratar disso? Obrigado, Vasco.

José Afonso, desenhado por Vasco.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

 


quinta-feira, 8 de julho de 2021

Tão frescos e saudáveis

As chamadas figuras públicas em exarcebada e pouco coerente campanha a favor do mais elaborado e coerente capitalismo selvagem disfarçado. As figuras públicas que estas figuras fazem. Ou o fim dos limites da vontade de ganhar dinheiro. É uma ternura ver estes protegidos pelas instituições em defesa da inexistência de protecção para os outros. Ou por outras palavras: do salve-se quem puder.

Fonte Sapo


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quarta-feira, 7 de julho de 2021

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terça-feira, 6 de julho de 2021

O Festival


Há festivais e festivais. Uns frequentáveis, outros pouco recomendáveis. E depois existem festivais que fazem jus ao nome. O Festival d'Avignon é o festival que é um festival.

É ali que se experimenta e exibe o que de melhor é produzido. Sabemos da existência de novos fôlegos quando são fornecidos ao mundo a partir daqueles estrados. Agora, Tiago Rodrigues foi chamado para mostrar o que vai ser o festival no futuro. É um prazer percebermos e frequentarmos o seu trabalho. Será bom acompanharmos o que vai fazer a partir de Avignon.

Parabéns
, Tiago Rodrigues. O Teatro já ganhou.
Fonte Sapo

segunda-feira, 5 de julho de 2021


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domingo, 4 de julho de 2021

Mas que diremos?

Bom domingo.


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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Finissage

HOJE, À TARDE | Quem quiser conversar com a Fernanda Carvalho apareça hoje entre as 19 e as 20 horas no Café da Casa da Avenida. Até já.

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