Experimentar contar histórias em azulejo. Foi o que aconteceu nesta residência artística na Ratton. A exposição abre no próximo sábado, às seis da tarde. Está toda a gente convidada.
quarta-feira, 30 de março de 2022
Temos histórias
Experimentar contar histórias em azulejo. Foi o que aconteceu nesta residência artística na Ratton. A exposição abre no próximo sábado, às seis da tarde. Está toda a gente convidada.
terça-feira, 29 de março de 2022
Óscar à porrada
Estas cenas dos óscares nunca me interessaram para nada. Os filmes que me interessam não interessam àqueles desfiles de vaidades. Mas desta vez a coisa piou mais fino. Houve merda no estrado das alcatifas de luxo.
domingo, 27 de março de 2022
Por entre troncos e galhos
Uma floresta vai estar instalada na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Abre no próximo sábado e vai por lá ficar durante todo o mês. É uma exposição surpreendente. Ana Nogueira enceta com esta mostra uma nova fase do seu trabalho. Merece visita. Estamos todos convidados.
sábado, 26 de março de 2022
Gil Mendo
Estão-nos a morrer os melhores. Partem cedo, deixando-nos uma imensa sensação de vazio. Gil Mendo foi um homem da dança que muita falta vai fazer. Programou, dirigiu, ensinou. Senhor de uma simplicidade que nos deixava agradavelmente confortáveis perto dele. Traço de carácter que define os grandes. Eu gostava muito do Gil, apesar de não ter estado por perto o tempo que desejaria. A Dança em Portugal deve-lhe muito. Nós também.
terça-feira, 22 de março de 2022
Gastão Cruz
segunda-feira, 21 de março de 2022
Ana Margarida de Carvalho em Setúbal
A escritora tinha encontro marcado em Setúbal para março de 2020. A pandemia anulou o encontrou. Ou melhor: adiou-o. Dois anos depois vamos finalmente conversar. A conversa vai trazer à baila o seu mais recente livro de contos, mas não vamos esquecer tudo o que está para trás. Que é muito. Apareçam.
sexta-feira, 18 de março de 2022
Despedida
Esta sexta-feira vamos despedir-nos do Jorge. Não vamos estar mais com ele. Mas vamos recordar os momentos que com ele vivemos. Foi bom conversar e participar em projectos com Jorge Silva Melo. Ficámos melhores. Mais crescidos cultural e humanamente. Muito obrigado, Jorge.
Os Artistas Unidos informam que as cerimónias fúnebres do Jorge terão lugar nos dias 17 e 18 de Março. O velório realizar-se-á na quinta-feira dia 17 a partir das 17h30 na Capela de Nossa Senhora do Carmo na Basílica da Estrela, em Lisboa. No dia seguinte, o seu corpo seguirá para o Cemitério dos Prazeres às 11h. As cerimónias estarão abertas a todos aqueles que queiram prestar-lhe uma última homenagem.
terça-feira, 15 de março de 2022
Jorge Silva Melo
Era esperada, mas não era. É sempre uma surpresa, a morte dos amigos. Jorge Silva Melo morreu. Devemos-lhe tanto, tanto. Os que ainda não deram por isso, talvez não percebam a nossa tristeza. Devemos-lhe uma outra maneira de olhar para o teatro e a cultura. O respeito pelos actores, pela gente de teatro. O respeito perla autenticidade da literatura, nas traduções rigorosas. O seu livro Século Passado é um tratado de lucidez e compreensão da espécie a que pertencemos.
Deslocava-se a Setúbal, à Casa da Cultura, para dizer e falar da poesia dos nossos melhores poetas. A iniciativa Em Voz Alta foi uma pérola que deslumbrou esta cidade. Também aqui apresentámos o seu Século Passado, em noite inesquecível, na Casa da Avenida.
Este fim é o fim de muito do que nos fez felizes e sabíamos. Vais-nos fazer muita falta, Jorge. Muita mesmo. Mas vamos recordar o teu melhor, que era muito. Mesmo muito. Obrigado, meu querido amigo.
Imagem: momentos das sessões Em Voz Alta. Nas fotografias com Maria João Luís e com Lia Gama, amigas participantes — entre muitos grandes actores — nestas iniciativas memoráveis.
domingo, 13 de março de 2022
João Paulo Cotrim 57
Tanta ideia que ficou por discutir. Tanto trabalho encetado sem resolução. Tanta refeição por trabalhar. Tanto trabalho por saborear. Tanta conversa por encetar. Tanta ideia por continuar. O João Paulo deixou-nos aqui sozinhos. Hoje estaríamos a assinalar mais um aniversário dele e a comemorar a vida e o que nos unia. A saudade não fica esbatida no tempo. O tempo, esse escultor sem talento que deixa inacabadas as suas melhores obras. Hoje estaríamos a comemorar a vida e a busca da felicidade. Não estamos nesse estado. Assinalamos uma ausência. Mas anulamos o esquecimento. Convocamos a memória dos bons momentos. Ficamos gratos por termos estado por perto. Recordamo-lo no dia em que faria 57 anos. Estamos perto. Muito perto. Com ele.
sábado, 12 de março de 2022
Faz tão bem saber com quem contar
sexta-feira, 11 de março de 2022
Vergonha dos seres humanos
Esta criatura quase indescritível só pode ser descrita de uma maneira: criminoso abjecto.Repugnante.Um louco educado para policiar e reprimir. Uma besta em delírio.
segunda-feira, 7 de março de 2022
FILOSOFIA A PÉS JUNTOS regressa num dia próximo do aniversário de João Paulo Cotrim. Completaria 57 anos no dia treze. Quando pensei fazermos estas sessões com o António de Castro Caeiro na Casa da Cultura, falei com o João Paulo. O título surgiu-lhe de imediato, e ele veio agarrado ao título: Conversas deliciosas que agora convocam a memória e a saudade. Vamos regressar a estes convívios sem a presença física dele, mas com ele sempre presente. Luís Gouveia Monteiro vai ser agora o par de António de Castro Caeiro nestas jornadas de bons pensamentos. Esta primeira sessão vai abordar um tema que nos é muito grato: a amizade. Os autores chamaram-lhe O Espectáculo da Amizade. Aqui vai uma nota explicativa mais avisada:
A neurociência tem apresentado propostas para resolver o problema filosófico da consciência. António Damásio, por exemplo, define-a como o sistema multimédia que os organismos complexos desenvolveram para controlar o funcionamento interno e as relações com o exterior, em busca da sobrevivência e do bem-estar. Assim, a consciência seria pouco mais do que o espectáculo dos sentidos. Para António de Castro Caeiro, pensar assim é entregar os pontos ao fisicalismo e desistir do espírito, da possibilidade da metafísica e até do livre-arbítrio. Para Luís Gouveia Monteiro, pelo contrário, é mais uma boa ajuda para dinamitar a oposição entre corpo e alma, entre espírito e matéria.
É já na próxima sexta-feira. Imperdível.
sexta-feira, 4 de março de 2022
Abre este sábado, a exposição de Rita Carmo na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Oportunidade para convivermos com os artistas mais salientes da actualidade, em imagens recolhidas e editadas pela fotógrafa que tão bem os conhece. Estão todos ali, com a gente. E a gente sente-se nos bastidores daqueles ambientes tão singulares. É bom estar ali. Apareçam. Abre este sábado a partir das quatro da tarde. Imperdível, digo-vos eu.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
As imagens da música
Rita Carmo fotografa os músicos nos palcos. Estas fotografias têm música. É um prazer ter Rita Carmo na Casa Da Cultura | Setúbal.
Fernando Rocha Andrade
Não conheci Fernando Rocha Andrade. Habituei-me a gostar de o ver intervir. Percebi assim que o conhecia bem. E gostava muito dele. Dizem os amigos que era brilhante e alinhava sempre à esquerda. Notava-se. Parte muito cedo. Faz falta gente assim. Gente que é gente. Gente grande.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Tão cá de casa
O prometido foi devido. Falámos muito de amizade, livros, ideias para livros, a estética dos livros, a vida das mulheres escritoras. João Paulo Cotrim, o editor e amigo, esteve sempre presente. Não chegámos a conclusões. Prometemos continuar a procurá-las. Vivemos desta utopia. Somos assim: curiosos, apaixonados, angariadores de amizades. Foi mesmo muito bom estarmos ali. Muito obrigado Inês e Ana. Vocês foram uma grande companhia nesta noite tão saborosa.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
Político de alterne
O ministro dos actos estrangeiros de Putin chamou histéricos aos políticos do ocidente que só falavam na alegada guerra que a Rússia estava a preparar contra a Ucrânia. Afinal a histeria transformou-se em realidade.
Putin, político de alterne que se agarrou ao poder e de lá não quer sair, quer afinal dominar mais. Ter mais poder. Um nacionalista de extrema-direita que se porta como qualquer político de extrema-direita sem respeito pela vida humana. Ninguém nesta guerra é flor que se cheire, é certo. As guerras são sinal da intolerância que só prejudicam os de baixo. Todos nós, os que eles consideram abaixo do seu poder criminoso. Estas guerras só provam que o chamado ser humano não evoluiu assim tanto como se apregoa. Cientistas e artistas tentam que o mundo avance. Estes poderosos trogloditas só pensam em ter poder. Em dominar. Entretanto morre gente. Gente jovem que queria ter um futuro. Não estamos longe. Estamos perto. Somos gente como essa gente que morre agora vítima da ganância populista de extrema-direita. Destes ajustadores sem freio. Os energúmenos que dominam as políticas destes países não querem saber de gente para nada. São nacionalistas que não se importam que a sua gente morra para que eles se mantenham nos poleiros imundos onde poisam. Pensam em si próprios e nos seus pares. Parecem loucos sem tino. Desprezíveis, todos.
O ministro dos actos estrangeiros de Putin chamou histéricos aos políticos do ocidente que só falavam na alegada guerra que a Rússia estava a preparar contra a Ucrânia. Afinal a histeria transformou-se em realidade.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
José Afonso
A MORTE SAIU À RUA | Morreu num dia assim de 1987. Assinala-se o fim de uma presença física de alguém que não morreu.
É no fim de uma vida que se percebe a grandeza da sua existência. A morte física é inevitável. A existência cultural e o exemplo, não. Recordamos, neste dia de céu cinzento, o dia da morte de alguém que não teve problemas em mudar sons e em usar as palavras: as palavras que convocam a beleza, mas também as razões cruéis e devastadoras. Usou a palavra MORTE num tempo em que era pouco apreciável fazê-lo. Fez outras músicas. Mudou a maneira de as fazer e até de nós as ouvirmos. Mudou vidas. Mudou muito. Para sempre gratos a José Afonso.




