domingo, 15 de novembro de 2020
Teatro em tempo de pandemia
sábado, 14 de novembro de 2020
Político e notório
O debate está ao rubro. O PPD/PSD defende o acordo com o partido fascista. O partido fascista não deixou de ser racista, xenófobo e anti-sistema. O sistema é um chapéu de abas largas. Os fascistas moldam-se ao que for preciso e estão encantados com este debate.
Uns comentadores incomodam-se com a atenção que é dada a um partido que, com apenas um deputado, molda a espuma dos dias. Outros legitimam a coisa. Isto é mesmo assim. Quem vai à guerra dá e leva. O que mais incomoda é a ideia que transmitem os palermas do partido do referido deputado: isto não é política, é o que deve ser feito. Como se não fosse na política que se faz o que deve ser feito. Eles estão acima de tudo. São ajustadores de irregularidades. Adeptos da justiça feita pelas próprias mãos. São políticos, mas não querem que se note. A política fascista continua a não ser bem vista porque é criminosa. Assumirem-se como fascistas é estúpido. São os arautos de uma intitulada "justiça", que é fascista, mas é bom que não se note. São uns escroques.
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
Jardins vivos
Eduardo Lourenço chamou-lhe Jardineiro de Deus. Motivo: queria fazer um paraíso na terra.
Gonçalo Ribeiro Telles quis de facto tornar Portugal um lugar de bem estar. Ajardinado de maneira inteligente. Nem sempre teve sucesso com as suas opções. Quem sugere a diferença encontra sempre corriqueiros obstáculos. Quem quer um mundo arejado agradece a Gonçalo Ribeiro Telles. Foi bom viver no seu tempo. Muito obrigado.
Da lucidez e da poesia
Ou a poesia como manual de entendimento da razão.
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Debaixo de fogo
Rui Rio deixou-se levar pela conversa de um pantomineiro reles. Tudo diz e desdiz para contentar parceiros incautos, o pantomineiro.
Agora já não é pela revisão da Constituição, nem pela redução de deputados, nem, nem, nem... Afinal é a favor de quê e de quem, o palerma? Provavelmente concordam apenas em cortar apoios sociais, os palermas. O cerco ao circo está montado. A direita que pensa não se quer chegar ao Chega!. Ainda há direita que pensa e rejeita ofensas à democracia e à decência política. Andam em polvorosa. Rio está isolado. Ainda bem.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Os amigos e as ocasiões
O problema não está nas comparações. Aquilo a que se chamou geringonça foi um acordo entre partidos e pessoas que respeitam as regras da democracia e as instituições democráticas.
O grupo que Ventura dirige é contra a Constituição e apregoa mesmo o fim do regime democrático, propondo um estado autocrático e sem apoios sociais. Agora, nos Açores, Rui Rio alinhou nestas demandas. Legitimou, portanto, o partido de Ventura como aliança possível para todas as geringonças ou caranguejolas. O problema é político. É uma grave e reprovável atitude política. Ventura e os fascistas que o seguem não são gente respeitável. Não se toma nem um cafezinho com gente desta. Gente desta rejeita-se, sempre. E combate-se.
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
Cruzeiro Seixas
Morreu o poeta e artista visual Artur do Cruzeiro Seixas.
A homenagem que lhe vamos prestar em Setúbal será agora um acordo com a memória. Iremos relembrá-lo através das fotografias de João Francisco Vilhena, na Casa Da Cultura | Setúbal e na Casa da Avenida. As exposições abrem no dia 5 de dezembro, sábado, dois dias depois da data em que completaria os 100 anos. O trabalho singular deste singular artista vai ficar para a história do surrealismo na poesia e na pintura. Muito obrigado, senhor Cruzeiro Seixas.
domingo, 8 de novembro de 2020
Da proximidade e do amor
O filme tem título filosófico: Amor Fati. E fala da expressão dos afectos, da comparação física e psicológica que traz a proximidade, do amor.
É a realidade que vivemos que anda por ali. Estreia na próxima quinta-feira num cinema perto de nós. Lugar seguro para estar, como nos garante a realizadora, Cláudia Varejão, em conversa com Sandra Sousa, que é a jornalista televisiva que melhor sabe perguntar, digo eu. A Cláudia deu uma entrevista a Sandra na Página 2, logo a seguir ao Jornal 2. Foi ontem, e eu fiquei ali parado a perceber o quanto ainda vale a pena ver e ouvir pessoas a conversar em televisão. Claro que agora estou mortinho por ir ver o filme. Vai estar no Cinema IDEAL, é claro.
sábado, 7 de novembro de 2020
Regresso a alguma decência
Não, não é a vitória de Biden que me alegra nesta tarde chuvosa. É a derrota de Trump que me enche de alegria.
É mais a derrota de Trump que me enche as medidas. A política é mesmo assim. Há pequenas vitórias que parecem grandes conquistas. A direita está a ficar excessivamente chungosa. Confinada a uma indigência intelectual sem trambelho. Trumps, Bolsonaros, Venturas, Rios e outros manhosos têm de ser combatidos. É preciso combater esta alarvidade. O mundo pode melhorar. Amanhã vai ser outro dia. Melhor.
História da vida privada
Não se percebe a razão de Trump não querer regressar à sua formidável casa, adornada de lindos adereços decorativos e sem livros, que só fazem mal à cabeça.
Era tão bom que fosse pelo seu pé, sem a necessidade de as autoridades americanas terem de recorrer aos enfermeiros.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Cá como lá
O partido fascista de Ventura fez acordo com os fascistas do PPD/PSD dos Açores. Os fascistas nunca saíram do PPD/PSD.
Tudo isto faz sentido: Rui Rio diz que não houve fascismo em Portugal. Logo deve achar que o partido fascista de Ventura não é fascista. Ventura foi do seu partido desde há um bocadinho. Ou então acha que é mas isso agora não tem importância nenhuma. Esta gente não tem importância nenhuma, excepto quando se une e chateia. Com a saída de Trump do estrelato político - esperemos que fique para sempre confinado ao estrelato socialite, condição de que nunca deveria ter saído - pode ser que algo mude. Com esta união nos Açores muito pode mudar. Agora os eleitores açorianos do PPD/PSD sabem ao que vão quando votam na indiferença face ao fascismo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
A complicação da simplicidade
O monte de esterco que se classifica como o melhor presidente de sempre, e o mentor do "formidável" e de "coisas nunca vistas", está a instalar no país uma corrente de ódio nunca vista, de facto.
Tudo pode acontecer, quando a imbecilidade convencida se instala e exerce poder. A Casa Branca já conheceu inquilinos disparatados, mas com Trump a mentira e a falta de carácter atingem o ponto máximo. A delinquência mais primária chegou ao topo. A estupidez domina metade daquele lugar mal frequentado. Como é possível tão impressionante troglodita não ser humilhado nas urnas? Como?
terça-feira, 3 de novembro de 2020
O princípio do fim
Desejo? Convicção? Vontade de o ver pelas costas. Só isso.
Trump ameaça, mente, ofende e atropela a decência. Isto tem de acabar. Diz-se que o que é bom acaba depressa. E o que é mau, acaba como? Acaba quando fede. Enjoa. Quando é a decência que está em causa, urge acabar com a indigência política. O dislate, a ofensa gratuita e a mentira alimentam o ódio. Um louco não pode ser presidente nem de uma colectividade de bairro. Trump tem de ir para casa. Para a aquela casa pirosa ao gosto de imperador romano fora do seu tempo. Vá para casa, pela sombra, e não volte.
Design de Comunicação
Da série Grandes Capas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Novo normal
Medidas de segurança escrupulosamente cumpridas, eis que regressamos ao novo normal.
Boa semana para todos.
domingo, 1 de novembro de 2020
Jornal da Casa
JORNAL DA CASA DA AVENIDA | NOVEMBRO 2020 | Distribuído na galeria e no café.
Adianta-se já a informação das iniciativas de dezembro, como a homenagem a Cruzeiro Seixas que irá acontecer em Setúbal, e também se dá conta da Comunidade de Leitores com projecto concebido e coordenado por João Paulo Cotrim. Os ateliês da Festa da Ilustração - Setúbal continuam também em grande ritmo, assim como a exposição do João (de Azevedo), que ainda poderá ser visitada até ao fim de novembro. Bem vindos.
sábado, 31 de outubro de 2020
Sean Connery
Cabia nos papéis todos.
Fazia de aristocrata, justiceiro ou reles bandido com a sabedoria dos grandes actores. Foi um grande actor. E um grande senhor.
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
Do terror
A pandemia não é o único mal do tempo que vivemos. Vivemos em perigo, rodeados de criminosos de várias espécies, credos e procedências.
A solução, a existir, está na nossa atitude. Temos que estar atentos a vírus invisíveis e a energúmenos convencidos de que o mundo é deles e que o seu deus é soberano. É a soberania do terror. Combate-se com a inteligência e com a exigência de vivermos em liberdade. Quem vive para matar não merece o nosso respeito.
Fonte Público
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
O mundo às avessas
Chamam ao disparate liberdade. Parece que de repente tudo ficou ao contrário.
Estes idiotas manifestam-se contra a nossa liberdade. Querem apenas a liberdade de viverem a sua condição de pobres imbecis, contra a possibilidade real de continuarmos vivos e saudáveis. Para vivermos em liberdade temos que estar vivos, seus cretinos.
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Até à derrota final
Trump promete fazer porcaria até ao fim. A nomeação de uma inenarrável extremista de direita para um cargo de relevo, revela o pior do seu carácter.
Sendo eleito, a senda continua até à derrota final. Sendo derrotado, quem vier a seguir tem muito trabalho pela frente para recuperar o que ainda não está perdido. Perdido, sim, porque há muito do que foi conquistado que está irremediavelmente perdido. A extrema-direita no poder faz mal à saúde e provoca cegueira ideológica. Está nos livros.
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
O ensino da Ilustração
VAMOS CONVERSAR SOBRE O ENSINO DA ILUSTRAÇÃO | José Manuel Saraiva, ilustrador e coordenador da Pós-Graduação em Ilustração e Animação Digital da ESAD, vai conversar sobre o Ensino da Ilustração, no próximo sábado, dia 24, pelas 17 horas, na galeria da Casa da Avenida. A lotação é limitada, mas a conversa é do máximo interesse. Apareçam.
Todos os dias
ABERTO TODOS OS DIAS | Visite a Festa da Ilustração - Setúbal e passe pelo
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
É uma doença que mata muita gente, estúpido!
Trump está farto de Fauci e de ouvir falar em Covid 19. Parece que estes empecilhos não sabem falar de outra coisa, num tempo em que ele fez tudo o que de mais maravilhoso foi feito lá na terra.
Trump enfurece-se com tudo e todos. Quem repara e denuncia o seu ego desmesurado leva logo com o cognome de imbecil. Seja Fauci, a CNN ou outra voz razoável. Numa altura em que morre gente a toda a hora, o infelizmente presidente desvaloriza a doença. Um verdadeiro egocêntrico enlouquecido que não olha a meios para atingir os seus intentos. Um imbecil.
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Profissão: designer
Morreu Enzo Mari. Designer. Conhecedor profundo da existência humana. Entendia o design como maneira maior de tornar a vida das pessoas melhor.
Homem de esquerda, rejeitava o ornamento fútil e a sujeição ao marketing. Era um grande homem de cultura. Um esteta culto e genial. Foi bom vivermos no seu tempo. Muito obrigado, mestre Mari.segunda-feira, 19 de outubro de 2020
The End, como nas fitas
A campanha eleitoral nos EUA chafurda na lama. Quem enfrenta Trump luta com um porco. Lá diz o ditado: o porco gosta e tu ficas enlameado.
O resultado é uma grande porcaria. Trump continua a ameaçar não reconhecer os resultados se perder. Alguns seus pares do partido já se demarcaram da boçalidade. Mas o infelizmente presidente não arrepia caminho: insinua, baralha, mente, espalha a discórdia e a ameaça. Ele é assim mesmo: boçal e sem trambelho. Um louco ocupou a Casa Branca. Estas eleições são importantes para o mundo. A saída da criatura daria algum alento aos movimentos que combatem o racismo e o fascismo. Poderia trazer também algum desalento à campanha do palerma fascistóide portugês candidato a Belém. Biden não é um grande candidato, mas Trump é excessivamente mau. Espero fazer um cartaz daqui por uns dias com uma imagem do maluco de costas, a sair dali para fora, com uma inscrição tipográfica com os dizeres: THE END, como nos filmes americanos. Espero.
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
A hora dos Bandidos
Osmani Simanca é o ilustrador estrangeiro convidado da Festa da Ilustração - Setúbal 2020. O texto que se segue é a minha opinião sobre o seu trabalho. Está publicado no jornal da Festa, disponível em todos os espaços expositivos. Diz assim:
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Memorizar o futuro
O Museu de Setúbal está instalado num antigo convento. Foi agora reaberto com justificada pompa. É o monumento mais digno dessa designação na cidade. Tenho deste lugar mágico as melhores recordações. Passei lá bons momentos da minha juventude.
Ali assisti — nos claustros — a invulgares representações teatrais. Recordo A Barraca, com D. João VI, em que Mário Viegas, Maria do Céu Guerra e Orlando Costa mostraram talento e Helder Costa experimentou adaptar o ambiente monumental à encenação e cenografia com excelente resultado final. Representação incluída no Festival de Teatro de Setúbal. O teatro era inquilino frequente dos claustros. O saudoso festival, concebido por Carlos César, mostrava no estrado as melhores companhias. Tão bom teatro testemunharam aquelas pedras. O verão em Setúbal era teatro e cinema de excepção. Depois do teatro, chegavam as fitas. Literal: as bobines eram levantadas na estação rodoviária pouco antes de passaram na máquina. Era no mês seguinte, e era a única maneira na altura de vermos filmes pouco divulgados nas salas. Qualidade, rigor na escolha. Era Pompeu José que liderava. Eu dava uma ajuda na imagem e no grafismo. Graficamente participei em muitos outros trabalhos para a galeria.
Também a música adicionou histórias à História do Convento de Jesus. Fausto, Sérgio Godinho, José Afonso e muitos outros deram ali concertos memoráveis. José Afonso referia mesmo esse concerto como um dos seus melhores. Recentemente foram reveladas fotografias inéditas do espectáculo, no roteiro publicado sobre a passagem do músico pela cidade. Foi Maurício Abreu o jovem e entusiasmado fotógrafo. Pessoalmente, sinto-me ligado a este convento desde que passou a espaço de animação na cidade. Organizei exposições na galeria de exposições temporárias. Reencaminho para aqui um texto que fiz em tempos sobre a exposição de Rogério Ribeiro: Foi meu professor. Foi meu amigo. No início dos anos oitenta do século passado, fez uma grande exposição de pintura na galeria de exposições temporárias do Museu. Ajudei-o a escolher as obras. De vez em quando perguntava-me: achas que este pode interessar às pessoas de Setúbal? Dizia isto com sinceridade. Sem falsas modéstias. Não queria desiludir. Desenhei graficamente o catálogo. Um dia fui lá com o José Afonso, que ficou impressionado com a mostra. Apresentei-os. Ficaram amigos. Quando terminou a exposição ofereceu-me dois desenhos que tenho ali emoldurados. Tão boa, a exposição do Rogério. Também fiz na Galeria de exposições temporárias uma instalação visual (em colaboração com Fátima Rolo Duarte e Luís Filipe Cunha) para o lançamento de O Teodolito, de Luiz Pacheco. Trabalho de grande subversão e loucura momentânea. Uma loucura, pois.
O monumento onde se aloja o Museu de Setúbal/Convento de Jesus foi agora recuperado. Esteve anos a fio em lume brando. Tudo começou há muito, muito tempo. Anteriores executivos tudo fizeram para que as coisas avançassem. O actual executivo camarário acabou por ficar com a batata quente na mão. Também tudo tentou e agora resolveu. Trabalho autárquico de gabarito que nos provoca uma interrogação: Se aqui foi assim, o que aconteceu então com outras desgraças que povoam a cidade? Já lá vamos. João Luís Carrilho da Graça encarregou-se de desenhar o futuro do espaço. Trabalho excelente. Tive a oportunidade de ali entrar em Maio do ano passado. Confesso que senti emoção ao olhar os interiores das salas e os arranjos dos tectos. Soluções estruturais surpreendentes.Os arranjos exteriores são assinados por João Gomes da Silva, homem da paisagem que soube colocar as ervinhas alinhadas em harmonia com o espaço envolvente. Percebe-se que os tempos memoráveis dos bons tempos dos claustros não voltarão. Tudo tem um tempo. Tudo tem preceito. Mas a vida que se adivinha promete o melhor, percebendo a fantástica equipa de trabalho que ali mora. Não tirem os olhos deste lugar.
O entusiasmo que esta intervenção me causou leva-me a perguntar: como é que um executivo camarário que aprova um projecto como este e como o da extraordinária recuperação do antigo quartel do 11, da autoria da arquitecta Teresa Nunes da Ponte, aprova outras frustes "recuperações" que escurecem a cidade? Não sou um observador feliz desses lugares de envergonhamento, onde impera um delirante mau-gosto visual inebriado de uma evidente indocumentação exclusora dos princípios fundadores da arquitectura e do design. Aplicações hediondas eivadas da mais profunda ignorância. Profundo desconhecimento da eficácia da cor. Profundo desconhecimento de design de equipamento e de produto. Os edifícios perpetrados por esta atitude obtusa ficam confinados e tristes, remetidos para uma existência que não merecem, numa terra onde não abundam grandes exemplos da excelência arquitectónica. A cidade fica confinada e triste, arrastada por esta onda de incompetência visual e gosto duvidoso. Pratica-se aqui o anti-design e o desprezo pela arquitectura. A desnecessária "recuperação" da Casa da Cultura, onde participo como colaborador, é um desastre. A cor recentemente usada no exterior é triste e reduziu o edifício a um vulgar casinhoto. A tipografia que sinaliza e designa o lugar, aplicada na referida parede, marimba-se na imagem que o meu ateliê concebeu e que é utilizada todos os dias na divulgação da excelente programação da Casa. É triste, isto. E isto dito, renovo a pergunta: como é que isto acontece? Será que agora, com a reabertura do Museu da cidade ao público, a preocupação com o rigor estético vai regressar ao terreno? Acredito que sim. Acredito que o actual executivo camarário vai terminar o mandato com a cara limpa, perdão, com a cidade limpa e alegre, como merece uma cidade solar como Setúbal. Acredito mesmo. Esta penúria visual não pode durar sempre. Isto vai ser corrigido. O que está mal é sempre corrigido. Não tenho dúvidas disso.
Parabéns pois a João Luís Carrilho da Graça e à sua equipa. Parabéns ao executivo municipal, pela decisão política e pela preclara decisão que aprovou tão competente projecto arquitectónico. Quanto ao resto, vejam lá isso. Nem todos temos que nos render a gostos pessoais de duvidosa expressão e à esdrúxula ignorância dos inenarráveis decoradores convocados.
Casa de Cultura
Estamos com a Festa da Ilustração - Setúbal, a grande festa da ilustração e dos ilustradores.
Agora encerramos à segunda-feira, dia em que todas as galerias estão encerradas. O domingo é também um bom dia para visitar a Festa e vir ao Café da Casa. Até amanhã.
domingo, 11 de outubro de 2020
Mapa crítico
Há quem associe a crítica a mau feitio. Coisa de velhos do Restelo ressabiados que só dizem mal de tudo o que mexe. De maneira que, quando aparece um meio de comunicação em que a crítica é exibida como combustível fundamental da democracia, a nossa inteligência ilumina-se e aguarda o próximo exemplar.
Foi o que me aconteceu quando dei por este MAPA. É um jornal que comunica (como deve fazer um jornal), mas com ideias, opiniões, rigor na análise e crítica embrulhada em bom ambiente tipográfico, ao invés dos jornais que preferem grafismo de folheto de supermercado ou de boletim de paróquia. Este excelente meio de comunicação é editado por uma associação — Mapa Crítico —, dirigida por Guilherme Luz, e distribui responsabilidades por Ana Guerra (Editora), Frederico Lobo (subdiretor), Inês Oliveira Santos (direcção adjunta).















































