quarta-feira, 15 de abril de 2015



ATITUDES
Esta rapariga gritou "Abaixo a ditadura do BCE", e embaraçou os craques da governação financeira europeia. Eles ainda riram, mas o riso era amarelo. Estamos contigo, mulher: abaixo a ditadura do BCE. Mais nada.
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ESPELHO MEU, ESPELHO MEU... | Mas que trabalho, homem?! O desemprego nunca visto? A emigração a imitar os tempos de Salazar?! Mas que ajustamento? A redução dos salários?! Que modelo de desenvolvimento?! A facilitação dos despedimentos? Irra, que é demais.
Fonte Expresso
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segunda-feira, 13 de abril de 2015

VIDA E MORTE | Morreram Gunter Grass e Eduardo Galeano. Dois homens que perceberam muito bem como funciona a Humanidade. Ficam-nos na memória. Estamos a ficar rodeados de boas memórias por todos os lados.
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AQUELE PAÍS NÃO É PARA TODOS? | Hillary Clinton vai tentar entrar na Casa Branca. Já lá esteve, mas em outros desempenhos. Agora quer mesmo ir para a famosa sala oval. Neste país enorme só contam dois partidos. Mais ou menos como querem os que aqui defendem a redução de mandatos. Só lá mandam os representantes de um partido praticamente de extrema-direita, e um outro mais ou menos social-democrata. Não vale a pena fazermos comparações com o sistema português. A comparação levaria sempre a uma discussão sem fim. Mas vale a pena ter esperança na eleição de Hillary. Faz bem à política esta eleição. Os conservadores americanos de extrema-direita (insisto), dirão qualquer coisa como isto: "depois de um preto, uma mulher. Só nos faltava mais esta". Espero que o digam com fundamento.
Fonte DN
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OS SENHORES COMENTADORES | Estes árbitros de campeonatos alheios são enjoativos. Mas então António Guterres alguma vez disse que era candidato a candidato? Os senhores comentadores não deram por nada. Só agora ouviram. Devia tê-lo dito mais cedo? Mas porquê? Porque os senhores comentadores não ouviram? Ou porque os senhores comentadores é que sabem tudo de tempos eleitorais? Abram os olhos. Limpem os ouvidos. Outro assunto preferido dos bem informados senhores comentadores é a "não existência" de António Sampaio da Nóvoa. Tentam a todo o custo anular o homem. Parece que um candidato a Presidente da República tem que ser artista de variedades ou participante em enredos televisivos. Para os senhores comentadores não interessam competência e honestidade. Sem visibilidade não há notoriedade. Seriam melhores candidatos João Baião ou Cristina Ferreira, pelos vistos. São reconhecidos de imediato em qualquer mercado ou bar da esquina e dizem tudo aos gritos. A gritaria alegra o povo. E os senhores comentadores só se preocupam com a alegria do povo.
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domingo, 12 de abril de 2015

LÍGIA PENIM | Há amigos que partem antes de nós. Dói. É triste. Mas ficam a viver na nossa memória. Para sempre. Um beijo muito grande, Ligia.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

FESTA DOS CANDIDATOS - TEMPORADA 2015/2016 | Tudo leva a crer que as próximas eleições presidenciais vão ser um festival. Vai haver de tudo. Na forja estão já os candidatos a candidatos. Candidatos de direita, de direita mais à esquerda, de esquerda mais à esquerda e de esquerda nem por isso. Populistas de direita, justiceiros de esquerda e ajustadores de esquerda e de direita. Também há candidatos carecas, de cabelo grisalho, de cabelo em poupa e até de cabelo pintado. E há candidatos a candidatos que se vestem bem e gostam de literatura e sabem escolher vinhos, assim como os há que só bebem água e vestem o que está à mão. Há os que preferem a ópera alemã desprezando a italiana, e também os que preferem a russa. Há os que são leitores compulsivos e os que só lêem o jornal do Lidl. Uma coisa é certa: todos gostam do povo. Todos gostam de cozido à portuguesa, de pastéis de bacalhau, e de nata e de Tentúgal. Todos adoram a Ovibeja e as festas de Agosto. Aguardam-se as causas dos candidatos com elas e dos que pensam que as têm.
E aguardam-se os convites para a festa. Vai ser rija.
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

ESTADO DA ARTEA realidade é esta: depois de Cavaco qualquer songamonga acha que pode ser Presidente. Peixe de águas profundas? Sim, muito profundas mesmo. Todos aguardam a famosa vaga de fundo. Essa vaga sensação. Será melhor esperarem sentados. Tenham tino.
Fonte DN
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terça-feira, 7 de abril de 2015



O GALO CANTA DE GALO | No bairro onde vivo há perto de três anos, existiu até domingo passado um restaurante que era uma referência na cidade. Chamava-se Isidro. Especialidade: frango assado no espeto. Era um recurso sempre ali à mão. Fechou está fechado, dirão os que tornam tudo relativo. Mas não é bem assim. Ontem à noite, na hora em que fui informado deste fim, ouvi um noticiário televisivo anunciar que centenas de restaurantes vão fechar devido à carga fiscal e ao brutal aumento de rendas. E depois como isto anda tudo ligado, também vamos sabendo que o emprego continua reduzido (a emigração não atenuou este flagelo), e o desespero cresce. A Cáritas não tem mãos a medir, diz o seu presidente. Confesso que fiquei chocado com o encerramento do Isidro dos Frangos. Mas fica inscrito nas minhas tristezas pessoais. Já os encerramentos e faltas de oportunidades que minam o país são  um caso sério que a todos deve preocupar. A gente sabe que os governantes não se preocupam com ligeirezas. O país está melhor e as pessoas também "começam a estar", diz agora o deputado que dirige a bancada parlamentar da maioria. Logo, estes assuntos não lhes dizem respeito. Cantam de galo. Mas cantam mal. Não nos alegram. Será o canto do cisne?
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

domingo, 5 de abril de 2015

DEUS MENOR | Que deus manda matar assim? Que religião instiga os seus fiéis a matar jovens que apenas querem estudar e fazer pela vida? Vidas simples interrompidas por gente muito complicada. Gente doente. Da mente. Filhos de um deus indecente, ou simplesmente filhos da puta?
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ADMIRÁVEL MUNDO NOVO | E mais esta, do André-Philippe Côté. Bom domingo.
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VER PARA CRER | Registar para acreditar. Feliz Páscoa para quem acredita. E quem não gostar de borrego coma as batatas. Bom domingo. 
O desenho é de André-Philippe Côté
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sábado, 4 de abril de 2015

Mulheres iranianas vão poder assistir a alguns desportos

GENEROSIDADE E COMPAIXÃO | Vejam lá. Não é preciso exagerar. Ainda as estragam com mimos.
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sexta-feira, 3 de abril de 2015

JOSÉ SILVA LOPES | Protagonizou políticas económicas. A economia era a sua ferramenta de trabalho. Nem sempre estamos de acordo com economistas. Os economistas nem sempre estão de acordo uns com os outros. Mas as atitudes de Silva Lopes eram sempre eivadas de honestidade intelectual. Era um pessimista? Era. Optimismo é uma utopia, quando assistimos às prestações dos actuais decisores económicos. Tudo tem preceito. Até a maneira como se fazem ajustamentos. Basicamente, era isto que ele defendia. Falava com as mãos num reboliço. Gostava dele.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015


MANOEL DE OLIVEIRA | Esta vida deu um filme. Uma longa metragem. 
Muito obrigado, senhor Manoel de Oliveira.

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CANTOS VELHOS, RUMOS NOVOS | Uma crónica de Vasco Pulido Valente, incluída no Público do passado domingo, denuncia a invulgar arrogância do homem. Quer o cronista convencer-nos de que os "vampiros" que o "baladeiro Afonso" ilustrava numa canção, são apenas homens de carne e osso, e que não valeu a pena tanta luta e tanto esforço para combate-los. O doutor viu uma vez um na praia, a tiritar com frio e viu agora nas televisões os banqueiros frágeis e inábeis, e tirou a sábia conclusão: para que andou um país a perder tempo a odiar tão doces criaturas? Não se percebe se Valente se esqueceu, ou se não sabe, que estes "vampiros", mesmo assim fisicamente semelhantes a todos nós e intelectualmente tão frágeis, fizeram trinta por uma linha à economia e à vida das pessoas. E sim, com a imposição do ditador criminoso Salazar.
Quanto ao baladeiro Afonso, a designação é tão desprezível quem nem merecia comentário. Mas tratando-se do doutor Valente, lá vai: José Afonso é um caso. É o caso mais marcante na música portuguesa do período em que esses senhores andaram a dar milho aos pombos. As baladas foram um princípio. O que a música ganhou com a sua expulsão do ensino, no tempo em que esses senhores andavam a assistir a "recitais" de fadunchos marialvas nos salões da fidalguia, é matéria que não permite exploração pela ignorância do doutor Valente. José Afonso continua a ser um caso sério no panorama musical português. Continua a influenciar músicos. A sua obra é intemporal. Genial, mesmo.
Nos tempos da Kapa, o doutor Valente escrevinhava lá nas páginas da revista um certo Correio Sentimental. Não me lembro se a coisa era a sério ou se aquilo não passavam de ficções à volta do tema. Uma vez, em resposta a uma senhora que se queixava do seu companheiro, culto mas mal humorado e cruel, Vasco Pulido Valente sugeria qualquer coisa como isto: Borrife-se nesse idiota culto.
Pois é, há pessoas assim. Sabem muitas coisas e acham que o que sabem é A Razão, e depois tratam mal toda a gente. São os inspectores do gosto e dos comportamentos. Mas há sempre coisas que estes inspectores não sabem. Muitas coisas. Ninguém sabe tudo ao ponto de fazer decretos.
A metáfora dos vampiros foi um achado poético e musical. Os vampiros ainda aí andam. José Afonso também. É um grande exemplo de português e um privilégio para nós ter pisado o território.
Baladeiro? Baladeiros há muitos, seu palerma.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

OS DIAS NÃO SÃO TODOS IGUAISEra sempre no primeiro dia de Abril. Desde pequeno que me lembro desta graçola: hoje é dia das mentiras. E lá vinha uma mentira qualquer para animar o pagode. Os jornais e as televisões, limitados ao preto e branco possível, noticiavam mentirosa novidade com o propósito de divertir. Lá em casa nunca divertia. Irritava. Habituei-me assim a ficar irritado com trapalhadas fúteis. O ensino era deprimente. Não me venham com a lengalenga de que antigamente é que era bom, como sugere o conferencista Durão Barroso. A miséria era mato. A fome convivía com naturalidade. A vida é assim, nada a fazer. Era a política dos cofres cheios e do povo sem cheta. Era a política do "ir ao pote" quem pode. 
Até que Abril passou a ser outra coisa. O dia 25 do mês mudou as nossas vidas. E alegrou-as. Eu tinha quinze anos. Passei a ter acesso ao que até então era proibido. Isso não mudou, apesar de as políticas impostas pelos actuais governantes fazerem lembrar a autoridade do passado. A política é para os políticos. Os cofres estão cheios, fiquem descansados. E outras atoardas não mencionadas aqui por motivos estéticos.
Pois é, apesar destes atropelos, hoje temos voz, podemos ouvir a voz dos outros, temos acesso a uma cultura então maldita e excluída, melhorámos substancialmente na qualidade de vida. Existimos e exigimos. Votamos.
A gente percebe que alguns dos protagonistas da política de hoje podiam sentir-se bem nos banquinhos do salazarismo. Mas nem todos estamos rendidos ao tacho, que diacho.

Esta última frase é uma homenagem a Nuno Bragança. Ele terminou assim uma crónica de jornal que eu nunca mais esqueci. A imagem é a capa da revista Cinéfilo que noticiava um acontecimento que foi cor no cizentismo da época. É que houve sempre alguém que resistiu. Houve sempre alguém que disse não.
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HAJA PACHORRA | Quem me conhece sabe que não sou de violências. Mas quando vejo Santana Lopes na cavaqueira com António Vitorino na SIC-N, tenho vontade de ter uma pistola. E usá-la. Não me interpretem mal. Não tenho licença de porte de arma. 
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terça-feira, 31 de março de 2015

FIM DE FESTA | Pronto, afinal a festa durou pouco. O mal-encarado vai passear pela avenida. Bem, pode ser que a democrática ditadura não seja dada a exageros. Afinal Jardim já lá não está. Até à próxima.
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TRAFULHICES, DENÚNCIAS E NOVOS RESULTADOS | Olha, perderam o poder absoluto. Jardim deve estar a festejar. A CDU também. A CDU merece os parabéns e muito mais. Denunciaram a marosca e a coisa correu bem. O mal-encarado que ganhou as eleições não vai fazer um passeio pela avenida. A Madeira já não é um jardim. 
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LISTAS VIP | Parece que é oficial: a lista VIP existe mesmo. A notícia abriu o Jornal da Noite da SIC. Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e Paulo Núncio constam. Vai haver investigação. Dará em nada. Como sempre. 
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O ÚLTIMO A SABER | Diz que o homem é o supremo comandante das forças armadas. Provavelmente ele próprio já não se lembrava disso. Mas claro que agora, lembrado da coisa, não comenta. Um chefe supremo não comenta assuntos politico-partidários. Era o que faltava.
Fonte DN
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DESMANCHA-PRAZERES | A taxa de desemprego aumentou? Então a juventude não está a regressar? O país não está melhor? Não é uma evidência elogiada pelos nossos parceiros lá fora? Este INE deveria estar calado. Isto não se faz. Depois do esforço de tanta gente. Depois de tanto estágio sem remuneração. Depois de tanto incentivo a ocupações participadas, que aliviam os números do desemprego, ainda vêm com esta lengalenga? Que treta. O que interessa é que o país está melhor. Muito melhor. Ouviram?! As pessoas? Mas para que quer um país pessoas?
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segunda-feira, 30 de março de 2015

UM HERÓI DA RESISTÊNCIAUM HERÓI DA RESISTÊNCIA | O partido dito social-democrata ganhou de novo as eleições na Madeira, mesmo sem o "prestígio" do cacique residente Alberto João Jardim. É interessante ver os analistas nas televisões. Jardim é um herói nacional. Fez estradas por tudo quanto é sítio. Transformou aquilo. Transformou? Estas estórias fazem-me lembrar o autarca que chegou à povoação quando as coisas estavam no princípio do desenvolvimento. Passados vinte anos, em plena campanha eleitoral, volta-se para os eleitores e diz: quando aqui cheguei só havia uma carroça do lixo, puxada por um burro, e agora temos duas viaturas novinhas em folha. Vejam como eu gosto de vocês.
A estratégia de desenvolvimento de Jardim é semelhante. Fez estradas por cima de tudo e mais alguma coisa, enquanto a miséria da população se eleva também a esse nível. Nunca respeitou o parlamento regional. A alarvidade foi cultura. Fez o que lhe apeteceu, seguindo o exemplo daquele seu guru que esteve em São Bento quase tanto tempo como ele no poder lá na terra, e agora querem que seja um herói da democracia? Senhores comentadores, ide para a Madeira. Ide e ficai lá. facebook

domingo, 29 de março de 2015

MARIANA MORTÁGUA | É desde o princípio uma deputada séria e bem documentada. Agora é a imprensa lá de fora que o reconhece. O caso BES puxou-a para a ribalta. Há pouco tempo, no parlamento, também deu uma pequena lição de introdução à política a Pires de Lima. O ministro ajavardou com aquele ar de gozo labrego que tão bem lhe assenta na pele. Mariana pôs ordem naquilo. Para determinadas atitudes económicas deve haver referendo. Para políticas de direitos de género, não. Há coisas que eles não sabem. E não ligam muito a direitos constitucionais e assim. Só maçadas.
Eleita pelo BE, não se adivinha necessidade de ali estar para subir na hierarquia do sistema. Está ali porque entende que a política é importante para a vida das pessoas. Está ali porque quer fazer política a sério. Sem complexos populistas. Sem rodeios manhosos. 
Ao invés deste exemplo temos o do Presidente da República. Ainda ontem disse, com todos os dentes que tem na boca, que as disputas politico-partidárias nunca criaram nenhum emprego. O desprezo pela política continua. Parece que ninguém lhe perguntou onde é que arranjou os empregos que tem tido desde que, há muitos anos, fez a rodagem do carro no caminho para o congresso do seu partido na Figueira da foz. Alguém lhe devia perguntar. É que os políticos não são todos iguais.
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sexta-feira, 27 de março de 2015

MORTE COM ESTRONDO | Um avião caiu porque um filho da puta lhe deu para ali. Entretanto chegam os especialistas na matéria muito empenhados e especializados. As explicações sucedem-se. Ele é aviadores, ele é jornalistas, ele é psicólogos e psiquiatras. Enfim, um desfile de profissionais competentíssimos a tentar perceber o que leva um filho da puta, num momento de loucura, a arrastar mais centena e meia de pessoas para a morte. Pessoas que queriam viver. O suicídio é uma coisa fodida. Especialmente quando o suicida não quer morrer sozinho. Os especialistas explicam a coisa. Era bom rapaz. Uma jóia. Tinha problemas. Estava deprimido. Puta que o pariu.
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SEBASTIÃO SALGADO | Expôs, há quinze anos atrás, no pavilhão de Portugal. A Expo'98 tinha terminado há pouco tempo e ainda não se sabia para que iria servir aquele magnífico lugar. Mas a exposição de Sebastião Salgado era soberba, como todo o seu trabalho. Assisti à apresentação, onde falou da necessidade de ter momentos de felicidade passando tanto tempo rodeado de pessoas com vidas difíceis. Percebi que conseguia encontrá-los. As suas magníficas fotografias são testemunhos de alguém que acredita na evolução do ser humano apesar do sofrimento. O fotógrafo vai expôr em Abril na Cordoaria Nacional. Hoje, o ípsilon, no Público, traz matéria assinada por Sérgio B. Gomes. Amanhã é a vez da nova revista do Expresso incluir conversa com Jorge Calado. Sebastião Salgado observa como ninguém. Ninguém faz registos assim. Não se deve perder de vista. 
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quinta-feira, 26 de março de 2015

GOLPE NO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU | Quando os militares se metem em política podem dar-se rupturas. Em Abril de 1974 foi o que aconteceu. Foi uma ruptura boa. Os militares eram boa gente. Este livro conta essa intervenção. É um bom livro. E é tão bom que tem havido um verdadeiro périplo por esse mundo fora para a sua apresentação. Nós, na DDLX, tratámos da concepção e produção gráfica. As publicações Estuário editaram. Luísa Tiago de Oliveira e Jacinto Godinho têm feito verdadeiras performances. Agora vão estar na Casa da Imprensa. E eu vou estar lá com eles. Até já.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

SABE OU NÃO QUER DIZER? | Se sabe e diz que não sabe, está a mentir. Se não sabe de nada, nada mesmo, e diz que até é contra, está a dizer que não sabe o que diz. E se não sabe o que diz, não sabe o que faz. Para que serve um verbo-de-encher que nem sabe o que se passa sobre a alcatifa que pisa? Para fazer sorteios de automóveis já basta aquele programa apresentado por um senhor gordo. Chama-se Preço Certo. Há um preço para tudo. Tudo tem os seus custos. Demitir-se seria a única coisa decente que poderia fazer. Em política é assim. Este homem já deveria ter percebido isso. Se calhar não percebe. Não sabe nada. 
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UM LUGAR DE SILÊNCIO | A Herberto Helder.
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terça-feira, 24 de março de 2015

O POETA MORREU | É um dia triste, muito triste, um dia em que morre um poeta. Muito obrigado, Herberto Helder.
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DANÇAS COM LOBOS | | Sarkosy com os olhos postos no Eliseu? Os olhos e não tarda nada o resto. Já estou a ver a frente reforçada contra a tenebrosa loba disfarçada de ovelhinha. Uma espécie de entendimento geral contra a extrema-direita. Já aconteceu. Todos unidos contra o lobo mau Le Pen. Que remédio? Os sapos são difíceis de engolir, mas não se está nada bem no meio da alcateia. 
Fonte DN
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SOPAS DEPOIS DE ALMOÇO | Percebo. Há almoços indigestos. Há companhias que não se procuram nem para beber um cafezinho. 
Fonte Expresso
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segunda-feira, 23 de março de 2015

É PARA AVANÇAR? | Henrique Neto vai avançar? Cuidado com o precipício. 
Fonte Expresso
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domingo, 22 de março de 2015

PRIMAVERA | Este tempo está como o governo. Uma merda. E nunca mais muda. Parece uma fatalidade.
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sábado, 21 de março de 2015

AFINAL HAVIA OUTRA | Nós convencidos de que a mulher mais poderosa de Portugal era a ministra Maria Luís Multiplicai-vos Albuquerque, quando eis que, uma entrevista em jornal de referência, desmente essa convicção. Afinal, uma senhora que apresenta programas de televisão, faz revistas, perfumes e vestidos e mais não sei o quê — sempre aos gritos, que estas coisas são para ser ouvidas —, é que é a mulher mais poderosa de Portugal. Li um curto trecho da coisa, que ler aquilo tudo provoca problemas vários, e percebi que para além da apologia da ligeireza, a senhora quer Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. Ligeireza ao poder, portanto. Há casamentos perfeitos. E há quem queira um país todo assim. É mais prático, mais levezinho, não exige grandes coisas, não se precisa de pensar muito. 
Divirtam-se. Vão divertir-se para longe. [no Expresso]
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A POESIA NÃO TEM GRADES | Antecipámos a comemoração do dia da Poesia, na Casa Da Cultura | Setúbal. Ontem, sexta-feira, estivemos à conversa com Filipe Lopes, mentor deste projecto que aproxima a literatura dos detidos em prisões portuguesas. Helder Moura Pereira, um dos participantes no livro apresentado, colaborou. A Poesia não tem grades, é certo. Mas nós carregamos grades mesmo quando circulamos do lado de fora. A poesia liberta-nos de todas as prisões. Foi bonita, a conversa. Mais uma iniciativa Muito cá de casa.
Obrigado ao Fernando C. Santos pelas fotografias.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

FORNICAI, MENINOS, MULTIPLICAI-VOS | A responsável pelas finanças de Portugal, para além de garantir aos petizes lá do partido que os cofres do Estado estão cheios, resolveu dar conselhos para o combate à escassez de natalidade. Pediu-lhes que se multiplicassem. Provavelmente como coelhos, ao invés das advertências do papa Francisco. 
Isto será uma ameaça? Um país repleto de jotinhas lá do partido dela não é solução, é assombração. Já bastam os que bastam. Livra! 

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É HOJE À NOITE | Na Casa Da Cultura | Setúbal
Apresentação do livro "O lado de dentro do lado de dentro".
"O lado de dentro do lado de dentro" é um livro que inclui textos originais de Afonso Cruz, Alice Vieira, André Gago, Catarina Fonseca, Cristina Silveira de Carvalho, Delmar Gonçalves, Filipa Leal, Frederico Fezas Vital, Helder Moura Pereira, Inês Fonseca Santos, Joaquim Cardoso Dias, José Carlos Barros, José Mário Silva, Nuno Garcia Lopes, Pedro Paulo Camara, Richard Zimler, Samuel Pimenta e fotos de Rowan Schelten e Duarte Belo. O valor das suas vendas reverte inteiramente a favor do projecto A Poesia não tem grades e terá venda exclusiva nas sessões de apresentação ou através da página 
www.apoesianaotemgrades.pt.
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quinta-feira, 19 de março de 2015

SEGREDOS DE VIDAS POUCO NORMAIS | Isto é normal? Para estes governantes de trazer por casa é. Tudo é feito conforme os seus interesses ocultos. Tudo é ilícito e oculto. Empresas que não servem para nada, encobrem estes empregados criadores de coisa nenhuma. O extremoso primeiro-ministro negou a existência destas listas. Têm condições para governar um país? Eles acham que sim. É assim que funcionam. Vergonha. Nojo. Escroques. 
FonteVisão
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quarta-feira, 18 de março de 2015

É A REPÚBLICA, ESTÚPIDO!Em relação a esta coisa das listas VIP nas repartições de finanças e outros organismos similares, tenho a dizer o que aliás já disse no mural de um amigo que as defende. Diz ele que as prestações de certas pessoas não podem estar debaixo do olhar de certos intrusos rafeiros. Intrusos rafeiros? Sinceramente! 
Então, lá vai: "Eu, que não sou ninguém, e evidentemente não estou na lista VIP, fui durante meses perseguido pelas finanças por uma dívida que não tinha. Chegaram a ir pessoalmente duas funcionárias, a duas empresas minhas clientes, comunicar esse meu "incumprimento". Tudo se esclareceu depois de muito estrago feito. Às vezes os rafeiros estão no lado de dentro". 
Portanto, não concordo em absoluto com esta defesa do resguardo. Era o que faltava. Vivemos em república.
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MEDEIROS FERREIRAFoi professor, comentador, político. Sempre na primeira fila. Sempre com sentido crítico e vontade de intervir. Conheci-o quando os blogues rebentaram. Nos Bichos Carpinteiros dava azo às suas inquietações. Eu acompanhava-o a partir do meu BlogOperatório. Trocámos mensagens. Encontrámos-nos em lançamentos de livros de amigos ou nos intervalos de récitas no São Carlos. Sentido de humor e palavra oportuna andavam sempre por perto. Era um gosto estar com ele. Logo, ao fim da tarde, vou estar com alguns ilustres camaradas de José Medeiros Ferreira na Culsete. Alguns nossos amigos comuns. Vamos falar dele. É como se estivéssemos com ele. Até já. 
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terça-feira, 17 de março de 2015

A MANHA E O MAU CHEIRO | Um advogado insultou alguém de um pasquim manhoso que só insulta, agride e chafurda no lodaçal da intriga? E anda tudo muito preocupado com isso? Ó pá, deixem lá isso. O esterco não se guarda. Deita-se fora.
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segunda-feira, 16 de março de 2015

O NOME DAS COISAS | Somam-se as famílias com dificuldades, crianças com deficiente alimentação, comércio a fechar, empregos a patinar. Cresce o pessimismo entre os portugueses. É a Caritas que o diz: está sem meios para os auxílios cada vez mais necessários. Portugal está mais livre e optimista? Mas onde é que o fala-barato aprendeu o significado das palavras? Isto ultrapassa o utilizável em campanha. É excessivamente desonesto. E ridículo. 
Fonte Expresso
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domingo, 15 de março de 2015


O PODER DOS INÁBEISO Governo parece que percebeu o que está a acontecer com a emigração. Pedro Passos Coelho, o fala-barato, sugeriu em tempos que a malta se pusesse na alheta. O que não faltavam eram oportunidades lá fora. O discurso passou a fazer parte da cultura portuguesa: o meu filho está em Londres. O meu foi para Suíça. A minha filha está a trabalhar no Canadá. São assim as oportunidades. Agora, Pedro, o fala-barato, deve ter reparado que ao ritmo a que os jovens e até menos jovens bazam, qualquer dia fica por cá, em regime de exclusividade, uma imensa brigada do reumático. Para que se desse corda aos sapatinhos, pôs outro Pedro, o Lomba, a dizer umas coisas sobre umas possíveis reedições da história O Filho Pródigo. Lomba ficou famoso devido a uma coisa a que na altura chamaram briefing, lembram-se? Se isto agora correr tão bem como correu essa coisa...
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sábado, 14 de março de 2015

O CACHECOL DO ARTISTAFoi o cachecol, foi o ar de quem está bem em todo o lado, e agora é a reportagem fotográfica para uma publicação de cromos luzidios. Não entendo quem se dá ao trabalho de comentar tais desempenhos. Pôs-se a jeito? Luxo em tempo de austeridade? Tem uma varanda porreira? Bom para ele. Mas é suposto o homem não ter dinheiro para comprar um cachecol? E deveria viver num bairro social nos arredores de Atenas? É claro que nunca penduraria um cachecol daqueles ao pescoço, nem me ornamentaria para falar para uma revista social bem cheirosa. O perfume social vale o que vale. Quase nada. Mas eu não sou ministro, nem das finanças nem de coisa nenhuma, nem grego, nem troiano. E há quem consuma apenas aquele tipo de "jornalismo". Só aquele mesmo. Estou mais preocupado com o desempenho político. Não faço parte do público que anda à volta da intriga e da sarjeta social. Mas provavelmente Varoufakis quis entreter esse público. Cabemos cá todos. Ele lá sabe as linhas com que se cose. 
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sexta-feira, 13 de março de 2015

3 DIAS DE LIVROS NA CASA DA AVENIDA | Explico-me: a Casa da Avenida é uma galeria e um sítio onde acontecem coisas à volta das artes. Ana Curto está a mostrar por lá o resultado de uns trabalhos que realizou durante uma permanência em residência artística. Este fim-de-semana vai ser de divulgação de livros e leituras. A "feira" dura três dias - sexta, sábado e domingo. Na sexta-feira, eu e o Paulo Curto Baptista vamos falar da nossa experiência na concepção e produção desses objectos de leitura e conhecimento. Na ocasião apresentarei a loja DDLX online que estará disponível nos monitores a partir dessa data. O convite partiu da dona da Casa Maria João Frade. É às 22 horas. Apareçam, se estiverem para aí virados. 
EVOLUÇÃO DO PRAZER DE FAZER UM LIVRO
Alocução e debate com José Teófilo Duarte e Paulo Curto Rogério Baptista
Sexta-feira, 13 de Março. 22 horas
Casa da Avenida | Setúbal

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AGRADEÇO E RETRIBUO | Isto do facebook tem a sua graça também por isto: vem aqui escarrapachado que a gente faz anos e pimba, jorram os Likes, as mensagens, as chamadas, a simpatia dos amigos reais e virtuais. É fixe. Como diria alguém (não me lembro do nome) "foi um exagero, mas gostei de ouvir". E como gostei de ouvir a Laurie Anderson, trago-a de novo com outro tema. É o meu agradecimento.
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quinta-feira, 12 de março de 2015



A MEDIDA DO TEMPO | Hoje faço anos. Como se os anos se fizessem. Não se fazem. Acontecem. Estão aí. Hoje sinto-os mais. É dia de comemorar. Torna a coisa mais visível. Mas é o tempo que trata do assunto. E a gente aproveita para fazer coisas enquanto o tempo dura. É a vida. Viva ela.
Convidei Laurie Anderson​ para vir cantar aqui hoje. Oiçamo-la.
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