Gosto de vinho. Gosto de ler sobre vinho. Gosto do gosto do vinho. Sempre associei o vinho a outros conhecimentos. A ligação das cepas aos seus terrenos, ao ambiente, às tradições que envolvem os trabalhos vitivinícolas.
sábado, 4 de abril de 2026
Elogio do Vinho
Gosto de vinho. Gosto de ler sobre vinho. Gosto do gosto do vinho. Sempre associei o vinho a outros conhecimentos. A ligação das cepas aos seus terrenos, ao ambiente, às tradições que envolvem os trabalhos vitivinícolas.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Com Catarina
segunda-feira, 14 de julho de 2025
O Jornal de Letras
Parece que o JL vai acabar. Como frequente consumidor de informação escrita, tive no SE7E e no JL os meus primeiros entusiasmos. Até ali não havia imprensa com preocupações culturais a sério. Comprei os primeiros exemplares do JL e guardei-os até hoje. As primeiras páginas eram magníficas — as imagens junto não me deixam mentir — porque eram "resolvidas" pelo mestre João Abel Manta, que estendia a colaboração pelo interior. Foi um dos jornais mais incríveis graficamente. Lembro-me de muita coisa que percebi ali pela primeira vez.
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Há música e literatura nos Capuchos
O Festival de Música dos Capuchos é uma ideia de José Adelino Tacanho, que o programou e organizou até à sua morte prematura. Sempre que frequento um dos concertos desta iniciativa lembro-me dele: da sua energia contagiante, da vontade de fazer e de dar a conhecer. José Adelino Tacanho foi um ser singular que ficará ligado ao festival enquanto o Festival durar.
A fotografia que junto a este palavreado mostra José Adelino Tacanho na apresentação da 14ª edição do Festival, em 1994. Entre outros participantes figura Michael Nyman. Assisti pela primeira vez a um concerto de Nyman neste "Capuchos". Surpresa e espanto.
Este ano é homenageado António Mega Ferreira. Merecido. Para além de melómano era um entusiasta deste acontecimento. Para a homenagem foi produzido um pequeno livrinho que inclui textos dele escolhidos por amigos. Tive o grato privilégio de participar concebendo graficamente o objecto. Perdoem-me esta nota tão pessoal, mas é que tive o prazer de conviver com José Adelino Tacanho e com António Mega Ferreira. Agora recordo-os com a saudade a reavivar-me a memória. É bom conviver com seres humanos com energia criativa e vontade de a partilhar. Muito obrigado aos dois, é o que me apetece dizer. A nossa vida não seria a mesma se certos encontros não se tivessem dado.
O que está por lá a acontecer pode ser percebido aqui: https://festivalcapuchos.com/category/sobre/concertos/
terça-feira, 12 de março de 2024
Eu ainda aqui estou, eles já cá não estão. Não sei viver sem amigos. Recordo-os porque tenho saudades deles. Eles estarão na nossa memória enquanto nós por aqui andarmos. Foi bom vivermos no mesmo tempo e no mesmo espaço durante o tempo que nos foi possível.
Felizmente muitos ainda estamos vivos. Estamos alguns aqui nos retratos. Há muitos mais retratos com outros amigos. E há amigos que não têm retratos comigo. É sempre bom ter gente amiga por perto. Temos saudades dos que já não estão entre nós. Nada será como dantes. Mas a vida continua. Até já.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2023
A saudade não se esvai
Foi nesta altura do ano que os meus amigos João Paulo Cotrim e António Mega Ferreira deixaram de estar connosco. Respectivamente em 2021 e em 2022. A saudade não se esvai. Nem vou falar disso agora. O poema de Herberto Helder diz tudo.
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
Receituário
segunda-feira, 22 de maio de 2023
EXPO'98
EXPO'98, 25 ANOS DEPOIS | As coisas começaram antes, muito antes, andámos numa roda viva. Foi um cansaço e um divertimento. Um cagaço também. "Então, isto faz-se?", perguntavam as pessoas na rua. Com razão, a coisa parecia que não andava. Mas andou. Andou, fez-se e fez história. Aquela zona ficou frequentável. Foi muito bom trabalhar ali.
Recordo António Mega Ferreira, o homem que desenvolveu a ideia, nesta segunda-feira, dia 22, data em que abriu a Expo' 98 há 25 anos. Agora, em Lisboa, vai ser homenageado por amigos. Nome de rua, doação da sua biblioteca à cidade e espectáculo no Teatro Camões. Hoje vamos agradecer-lhe desta singela maneira. Mas vamos recordá-lo sempre.
sexta-feira, 24 de março de 2023
António Mega Ferreira
Completaria neste sábado, 25 de março, 74 anos. O seu reconhecimento pelo conhecimento mergulhava-o numa profunda curiosidade intelectual. Queria conhecer tudo. E inventava conhecimento. Imaginou que Casanova teria passado por Lisboa, e essa história imaginada permitiu que mergulhasse profundamente na geografia italiana. Escreveu livros sobre Itália. Roma era a sua cidade depois de Lisboa. Mas era sobretudo um lisboeta apaixonado pela sua cidade. Considerava a política um departamento da cultura, e ignorava os políticos que a desprezam. Infelizmente são muitos, os maus políticos. Foi um ser humano excepcional, goste-se ou não se goste dele. Eu gostava muito dele.
quarta-feira, 8 de março de 2023
Les mots
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Graça e Mega
Guardo como um tesouro o livro Linhas da Terra, que António Mega Ferreira escreveu em 1985 a convite de Vasco Graça Moura, o primeiro livro dedicado à minha pintura – o início de um grande reconhecimento da minha obra.
Também recordo com saudades os encontros de Sines em 2005, que deram origem ao maravilhoso livro Os Olhos Azuis do Mar. Preservo na minha memória com afecto e gratidão, o privilégio de conhecer um homem ímpar que enriqueceu intelectualmente e artisticamente este país.
Imagino-o a conversar com Dante, Camus, Proust, com todos os grandes escritores, pensadores, filósofos e artistas, em longas conversas cheias de humor e de curiosidade pelo mundo.
Dedico-lhe esta exposição, recordando as sábias palavras escritas e ditas e louvando uma bonita amizade de quase 40 anos.
Graça Morais
A Pintora Graça Morais convida-a(o) para a inauguração das exposições “Homenagem a António Mega Ferreira - Linhas da Terra/Os Olhos Azuis do Mar” e “Graça Morais. Os Rituais do Silêncio”, a realizar no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 18h00, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
Uma história simples
No dia 25 de Março de 2020 publiquei aqui este texto. Enviei-o ao António Mega por correio electrónico. Ele respondeu-me com um simpático e emocionado comentário. Faço-o regressar a este convívio hoje, dia em que nos vamos despedir dele.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
António Mega Ferreira
Morreu António Mega Ferreira. Fim esperado (já estava muito doente), comoção inesperada. Estou sem capacidade para reagir. Sem palavras. A relação de amizade e de trabalho revela-me recordações em cadeia. A fotografia que ilustra este badalar foi feita no Frágil - José Sarmento de Matos, eu, o António Mega e o Fernando Luís Sampaio. Fomos felizes. Divertimo-nos. Mas também trabalhámos muito. O que nós trabalhámos horas a fio. Tudo se misturava - prazer e esforço. Devo muito a este homem. Devemos muito a este sonhador, que tornou sonhos em realidade. Muito obrigado, António Mega. Muito obrigado mesmo.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Livros, livros e mais livros
Pela parte que me toca o desejo de possuir um livro é revelado pelo chamamento da capa. Faço capas para livros há muitos anos. Não me lembro de ter feito capas para maus livros. E espero que os autores não tenham ficado desagradados com o meu trabalho. Confesso que já me vi tentado a comprar um livro seduzido pela capa. Também me acontece nos discos de música — A ECM é irresistível. Este estado mental dissipa-se com a entrada em cena da spotify, mas eu mantenho a nostalgia, e às vezes ainda tenho recaídas. Confesso: sou consumidor, ainda frequento as estantes. Voltemos aos livros. Também consumo, e não encontrei alternativa nos suportes ditos muito inteligentes ligados por fios ou por wireless. Mantenho a ligação profissional: concepção de layout, capa, edição e divulgação. A minha vida nesta vida começou com o convite de António Mega Ferreira para vestir livros do Circulo de Leitores. Depois a moda estendeu-se a outras editoras. E a vida continua.
Neste dia mundial do livro é da gente do livro que me lembro. Escritores, editores, revisores, designers, agentes literários, impressores, promotores, livreiros, leitores. Tenho muitos amigos em todas estas actividades. Bons amigos. Os melhores. E tenho saudades do convívio directo com a malta da Snob, da abysmo, da Culsete — editores e livreiros que insistem na independência e na qualidade e surpresa da inovação — e da Casa Da Cultura | Setúbal, e de todos os leitores e animadores culturais que me animam os dias.

























