Foi um fim de tarde muito bonito. Encontrámo-nos na sala José Afonso, da Casa da Cultura, Setúbal, para falarmos do livro A CAMINHO DO 25 DE ABRIL, de Luísa Tiago de Oliveira. Sérgio Campos Matos fez uma apresentação brilhante, analisando os factos que Luísa Tiago de Oliveira refere no livro. Luìsa Tiago de Oliveira revelou o que a motivou para encetar a empreitada, Carlos Almada Contreiras foi referência.
Como digo logo no inicio deste meu desabafo, este foi um fim de tarde muito bonito. Foi dos momentos mais bonitos que vivi na Casa da Cultura. Não sou nada de bairrismos, nacionalismos ou patriotismos serôdios, mas não resisti em pedir ao meu amigo Fernando Pinho para fazer um registo em que me coloco orgulhoso ao lado do meu conterrâneo que tratou de ir acabar com a imundice fascista que se alojava na rua António Maria Cardoso. Foi um fim de tarde bonito. Muito bonito. Parafraseando Tiago Rodrigues, esta é uma maneira de sentirmos a beleza de matar fascistas. Metaforicamente falando, mas com aquela sensação de estarmos a fazer qualquer coisa que contribui para o combate à ignorância e à estupidez. Os fascistas ignorantes são estúpidos. Os que não são estúpidos são requintados biltres. É combatê-los. Sempre!
Nota: José Pacheco Pereira não esteve presente para poder participar nas cerimónias fúnebres de Miguel Macedo, falecido inesperadamente.























