A VIDA SONHADA DAS BOAS ESPOSAS | É já na próxima sexta-feira, dia 29, que Possidonio Cachapa vai estar na sala José Afonso da Casa Da Cultura | Setúbal. Rosa Azevedo leu o livro. Eu também. Vamos conversar com o autor e com os presentes. É de não perder. Até lá.
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terça-feira, 26 de novembro de 2019
EM VOZ ALTA | David Mourão-Ferreira vai ser o próximo poeta lido. Luis Lucas e Manuel Wiborg vão ser os leitores. É já na próxima quinta-feira, às nove e meia da noite, na Casa Da Cultura | Setúbal. Imperdível.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019
E A PALESTINA ÀS ESCURAS | Não sei se a deputada livre do LIVRE conhece a música de José Afonso. Se conhece... Recordo-lhe apenas esta. Se não conhece... Desejo-lhe melhores dias.
Lá para o reino da Arábia
Havia amêndoas aos centos
Que grande rebaldaria
E a Palestina às escuras
Havia amêndoas aos centos
Que grande rebaldaria
E a Palestina às escuras
Os Sheikes israelitas
Já que estou com a mão na massa
Lembram-me os Sheikes das fitas
Que dão porrada a quem passa
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Já que estou com a mão na massa
Lembram-me os Sheikes das fitas
Que dão porrada a quem passa
domingo, 24 de novembro de 2019
FALAR BEM E DEPRESSA | Joacine acha que foi eleita sozinha. Há candidatos assim: acham-se o máximo. Uns ungidos por uma fé qualquer, ou por uma inteligência superior que dizem e fazem o que lhes dá na real gana. Agora parece que o LIVRE está com um problema sério decorrente do erro de casting inicial. Não estou a ver nenhum eleitor do novel partido estar de acordo com a deputada. Mas ela é a deputada eleita. E, pela espalhafatosa arrogância já manifestada em doses mais suaves, tudo leva a crer que se distancie e forme outra agremiação mais consonante com os seus dislates e tropelias. É que ela sozinha é um mundo. Até tem a capacidade de discordar de si própria. Valente!
Fonte JE
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Fonte JE
sábado, 23 de novembro de 2019
HISTÓRIAS DE DESENCANTAR | A gente até pode puxar pelo catecismo das boas vontades e tentar perceber o que se passou. Mas não chegamos a lado nenhum. Qualquer um de nós, mesmo sem disciplina partidária e sem experiência parlamentar, saberia o que fazer. A justificação da deputada é mesmo a parte gaga da coisa. Desculpem-me qualquer coisinha.
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FASCISMO NUNCA MAIS. É PRECISO FAZER UM DESENHO? | A entrada da extrema-direita no parlamento é preocupante. De um momento para o outro todos estamos a subsidiar movimentos que nos querem tramar a vida. Os programas dos partidos de extrema-direita propõem a anulação de tudo o que nos defende. As políticas propostas são as de um espécie de "salve-se quem puder" sem regras. Ou seja, as regras são as da defesa sem lei do neoliberalismo mais agressivo. O discurso ajustador tem adeptos em quem ficaria na merda se esta gente fosse poder. Os adeptos não dão por nada. Apoiam cegamente o cadafalso. E eles vão alargando influência. Mentem, baralham, confundem conceitos. Fascismo e comunismo são uma e a mesma coisa? Mas que conversa é esta? O que estes pantomineiros classificam como de extrema-esquerda assemelha-se ao seu inverso? Claro que não esclarecem as diferenças: as organizações que definem como sendo de extrema-esquerda são solidárias com quem sofre e lutam pela dignidade das pessoas. A extrema-direita propõe exactamente o contrário. Não somos nós, tenebrosos esquerdistas, que o dizemos. É ler os programas eleitorais. Está lá tudo.
Enfim, a nossa preocupação com a entrada de apologistas do liberalismo sem regras (chamemos-lhes assim), no parlamento, é mesmo preocupante. Mas há mais uma má notícia: estes energúmenos não elegeram apenas um deputado. São dois, pelo menos. E ao percebermos de onde eles vieram ficamos com dúvidas se não estarão por lá ainda mais.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2019
RECEITUÁRIO | PAISAGENS AXIOMÁTICAS. Simão Palmeirim na Abysmo galeria. Abre daqui a pouco. Até já.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
ALEGRIA DA CRIAÇÃO | Despedimo-nos de José Mário Branco, hoje, na Voz do Operário. Momento emocionante. Aplauso longo, seguido do canto de Grândola, Vila Morena. Canto sussurrado. Bem cantado. A emoção a invadir-nos. Da cabeça aos pés. Enquanto as estrofes se ordenavam nas vozes e nos corações de tanta gente presente, eu imaginei a concepção daquela música que tanto amamos. Como surgiu a ideia dos passos no cascalho. As trocas de impressões sobre arranjos e melodias. Imaginei a alegria da criação. Transformei a minha homenagem pessoal em aprendizagem. E ali estava eu, com José Afonso, Zé Mario, Fanhais. Estava com eles a pisar a gravilha/instrumento. E que feliz estava agora ali com tanta gente viva, de lágrimas nos olhos. Recordá-los, transmite-nos uma sensação em que se misturam a tristeza e a alegria. É gente que nos fez viver melhor, e que nos faz tanta falta. Gente que está viva também na nossa memória. Não morreram, não. Estão vivos e continuam a cantar as nossas emoções: vitórias, derrotas, amores, combates.
Entretanto, um pouco mais ao lado, dizem-me que gentalha do CDS/PP e do PPD/PSD ofende a memória de José Mário Branco nas redes sociais. Também parece que houve para aí uma manifestação de uns energúmenos da extrema-direita polvilhada por agentes das polícias.
Há coisas que a gente aprendeu quando a democracia começou: A extrema-direita é fascista. E o fascismo não é opinião. Não se respeita. O fascismo é crime. E combate-se. Mas há quem alinhe neste desalinho. Como cantou o Zeca: há quem viva sem dar por nada. Há quem morra sem tal saber.
Há coisas que a gente aprendeu quando a democracia começou: A extrema-direita é fascista. E o fascismo não é opinião. Não se respeita. O fascismo é crime. E combate-se. Mas há quem alinhe neste desalinho. Como cantou o Zeca: há quem viva sem dar por nada. Há quem morra sem tal saber.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
domingo, 17 de novembro de 2019
O SOM DA TINTA FRESCA | Encerrou hoje com chave de ouro o Festival de Poesia Contemporânea SOM DA TINTA. Passou por Setúbal o melhor que a imprime e dita. Manuel Gusmão e Sophia de Mello Breyner Andresen foram as referências. António Carlos Cortez e Fernando J. B. Martinho Justificaram a excelência da poesia portuguesa. Lisbon Poetry Orchestra, Lula Pena e Teatro da Rainha fizeram soar os sons da tinta. A Culsete assegurou a presença da poesia impressa.
Hoje, na Casa Da Cultura | Setúbal, António Carlos Faria e Nuno Machado (Teatro da Rainha), surpreenderam com um excelente espectáculo para onde foram convocados os poetas homenageados e ainda José Afonso (com bonitas interpretações de músicas suas), Cesariny, Manuel da Fonseca, Pacheco, Alberto Pimenta entre outros. Dedicaram a performance a José Santa-Bárbara, presente na sala. Santa-Bárbara é o autor da maioria das capas dos discos de José Afonso. Foi muito bom estar ali. Foi muito bom este ano zero do festival da grande Poesia contemporânea. Até para o ano.
sábado, 16 de novembro de 2019
UEB | Importam-se de repetir? Esta mulher, que não tem as mínimas condições para ser presidente nem do condomínio do bairro onde mora, é agora apoiada pelos nossos representantes europeus como presidente de um país? Mas onde é que nós estamos? Numa União Europeia das Bananas?
Fonte Público.es
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019
[Os desenhos de Agripino estão expostos no espaço Ilustração até ao fim deste mês]
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
GENTE MÁ E SEM QUALIDADES | A opinião divulgada nesta imagem pertence à ungida "presidente" da Bolívia. O Presidente legítimo foi deposto por um golpe fascista fundamentalista religioso. Na Bolívia já se perseguem os infiéis e a população indígena. Foi exactamente o mesmo que aconteceu no Brasil com a deposição de Dilma. Depois Bolsonaro, com Lula fora da corrida, legitimou o inimaginável até há bem pouco tempo: o eterno retorno do fascismo. É gente má, assistida por um feroz sadismo, que está a tentar dominar o mundo. Em alguns casos à força, em outros com o apoio popular. Já dizia Nelson Rodrigues: "Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade: eles são muitos".
Essa é que é essa.
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Essa é que é essa.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
NOITE DE ESTREIA | Já escolhi o figurino (os óculos são tal e qual os do autor) e ando a tomar sumo de limão para a voz. É a minha estreia como actor. Sem representação em estrado, é certo. Trata-se da leitura de um texto de Woody Allen. Nem mais. Um bom começo para uma carreira que se prevê longa, caso se dê o regresso do teatro radiofónico, por exemplo. E pronto, o que for soará.
LEITURAS EM VOZ ALTA - Old Saybrook, de Woody Allen
LEITURAS EM VOZ ALTA - Old Saybrook, de Woody Allen
13 Novembro. 21H30
Livraria Snob na Cossul. Rua da Piedade, 66. Lisboa
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terça-feira, 12 de novembro de 2019
AMAR-TE-EI ATÉ TE MATAR | Foi preciso repetir eleições, fazendo a extrema-direita crescer de excelsa maneira, para que estes idiotas percebessem que se tinham de entender. Trabalho e despesa escusados. A farronquice e a inabilidade políticas são más conselheiras, sempre: em Espanha e em todo o lado. Isto não tem nada a ver com ventos e casamentos.
O AMOR EM VISITA | Eis que Maria João Frade (Casa da Avenida, Setúbal) me aparece, radiante de felicidade, com esta edição da Contraponto nas mãos. Imaginem o que se sente. Descobriu-a entre tanta coisa boa que os pais usaram e estimaram. Primeira edição de O Amor em Visita, de Herberto Helder. Foi Luiz Pacheco o descobridor do poeta e seu primeiro editor. O livro foi publicado em 1958 (A data não foi impressa na edição), quando tinha Herberto Helder vinte e oito anos. E agora eu estou a reler os poemas em edição histórica. Regalado.
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
PASSE GERINGONÇA | Sou freguês. Chamo-lhe "passe geringonça". Foi uma medida de esquerda, daquelas que pensam nas pessoas e que as colocam em primeiro lugar. Carlos Humberto foi o rosto visível das negociações. Acredito que aquilo deu trabalho. Mas ele e a equipa que coordenou conseguiram. Estas medidas políticas fazem-nos acreditar no futuro da política. Das boas políticas.
Fonte DN
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