terça-feira, 22 de novembro de 2022

Para esquecer


“O Qatar não respeita os direitos humanos. Mas, enfim, esqueçamos isto”, diz Marcelo Rebelo de Sousa, presidente do país Portugal. 

O parlamento aprovou a ida do Presidente. Enfim, esqueçamos os 6500 mortos, vítimas de trabalho escravo, nas obras dos estádios; as agressões e impedimentos às mulheres; os crimes contra a dignidade mínima dos cidadãos. A malta quer é bola, diversão e fanatismo. E não é todos os dias que se celebra o futebol e o desporto por cima de milhares de cadáveres. Enfim, é obra.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Tamanquinhas e outras estórias


João de Azevedo vai voltar à Casa Da Cultura | Setúbal. O motivo prende-se com o próximo lançamento de mais um álbum de José Afonso. João de Azevedo fez a capa de COM AS MINHAS TAMANQUINHAS, trabalho que vai ser apresentado em nova edição no fim da semana. O título da exposição aborda o desafio que fiz ao João de desenvolver a ideia da capa do disco. Ele fez vinte trabalhos. Nesta exposição vão estar ainda alguns desses e mais alguns feitos posteriormente. A exposição vai estar por cá até ao fim do ano. Abre domingo, no espaço João Paulo Cotrim. Apareçam.

domingo, 20 de novembro de 2022

Vergonha alheia


Para que os milionários do pontapé na bola possam exercer a sua actividade, e para que milhares de amantes deste desporto possam assistir confortavelmente aos desafios, 6500 pessoas morreram durante as obras de construção dos estádios. Isto é normal? Não, não é. 

Nas conferências de imprensa foram deliberadamente esquecidas as perguntas sobre os atentados aos direitos humanos, num sítio onde a agressão é permanente. Alguns apoiantes tornam a coisa relativa esclarecendo que não têm dado por execuções. Ficam para depois dos jogos? Isto é normal? Não, não é. O treinador português que dirige a selecção do Irão, perante uma pergunta de um jornalista britânico que o interroga sobre a maneira como são tratadas as mulheres naquele país, responde com esta pérola: quanto é que me paga para eu responder a essa pergunta?, passando depois para a ironia de gosto duvidoso. Isto é normal? Não, não é. Um fulano que designam como embaixador do futebol diz que a homossexualidade é "doença mental", e acrescenta que as regras ali são as deles e têm de ser cumpridas. Isto é normal? Não, não é. Também não é normal que o Estado português se desloque em peso em apoio à selecção. Nem é normal que o secretário-geral da ONU se tenha deslocado àquele inferno para assistir às cerimónias de abertura. Abertura exuberante que se apresentou em grande exibição do poder financeiro. Piroseira e gastos sem precedentes. Uma baboseira sem tino, nem vergonha. Isto é normal? Sim, é. Esta gente é assim. Parolos criminosos sem vergonha porque não sabem o que isso é. 

Este mundial de futebol deveria estar a ser rejeitado por quem gosta de facto de futebol e de desporto. Não tenho qualquer orgulho em ver pessoas da minha terra a jogar por lá. Nem em ver os responsáveis políticos do meu país em apoio àquela luxuosa choldra. Não vale tudo. Isto é vergonhoso.

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Mário Matos Ribeiro

Fundou, com Eduarda Abbondanza, a Moda-Lisboa. Teve ideias e concretizou-as. Tentou aproximar-se da perfeição. A ignorância visual incomodava-o. Era professor de design de moda, curador, dirigiu iniciativas estéticas. A exigência moldava-lhe a existência. Ainda bem que viveu no nosso tempo. Muito obrigado, Mário Matos Ribeiro.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

O ódio veste farda


A SIC passou uma excelente reportagem sobre o assunto, logo depois do noticiário das oito. Pedro Coelho liderou este trabalho notável. Percebemos que as atitudes estão no comando. Percebemos que o ódio lidera as polícias.

Andam pela PSP e pela GNR. Andam pelas redes sociais em missão de ódio. Espalham a infâmia e a difamação. São agressivos. São manipuladores de informação. São racistas e xenófobos. Agridem fisicamente quem classificam como diferentes. Cometem crimes. Percebemos que o fascista Ventura se aproveita destes movimentos para crescer. O ódio é fermento que faz crescer os fascistas. Os racistas combatem-se; não se respeitam. Racismo é crime. O crime não se respeita.

Oiçam o Arménio e deixem-se de merdas


Em entrevista ao programa Hora da Verdade, do PÚBLICO-Rádio Renascença, Arménio Carlos afirma que não gosta de ver o seu partido queimar-se em "lume brando" por não considerar que houve — houve mesmo — invasão da Ucrânia pela Rússia. E desafia o partido a “corrigir” a sua posição para conseguir ir em frente com o que tem para dizer e fazer pelos cidadãos e pelo futuro do país. O antigo secretário-geral da CGTP diz ainda que aguarda do novo secretário-geral, Paulo Raimundo, atitude rápida. Antes que seja tarde, digo eu.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Saramago 100


Nasceu neste dia o escritor José Saramago. A melhor maneira de o homenagear é lendo-o. Leio-o desde "Manual de Pintura e Caligrafia". Mais tarde parei. Retomei as leituras com outras lentes. Mantenho as mesmas opiniões sobre umas coisas, mas sobre outras não. Os livros são os mesmos. As cabeças vão procurando caminhos. Às vezes mudam. É a vida. É mesmo assim. Não é, senhor José Saramago?

terça-feira, 15 de novembro de 2022

A voz dos assassinos



Temos um criminoso asqueroso, aclamado por alminhas estranhas, a tentar destruir o nosso mundo tal como o conhecemos. Não, não são Biden nem a NATO os culpados de tudo o que não nos deixa crescer. É a vontade de hegemonia deste criminoso e de todos os que consideram a Rússia o sol que nos ilumina. Não pode haver "mas" aqui. O culpado não é Biden, nem é a NATO. É este filho da puta, ponto. Um grande filho da puta. Ele e os tatebitates que o rodeiam.

Senhor Música


Até parece que nasceu num fosso de orquestra. Ou dentro de um piano. Sabemos que dirigiu pela primeira vez aos sete anos. Hoje faz oitenta. Quando tinha dez foi com a família da Argentina, onde nasceu, para Israel. Mais recentemente escreveu um livro para os "espíritos curiosos que tenham o desejo de descobrir os paralelos entre a música e a vida". Deu-lhe como título "Está Tudo Ligado" e como subtítulo "O Poder da Música". Toda a sua vida tem sido dedicada à Música. E à decência. Por exemplo: não percebe o conflito israelo-árabe. Eu também não. Faz concertos com músicos dos dois lados. Sem acrimónias. Músico genial movido por bons princípios de cidadania.

Parabéns, senhor Daniel Barenboin. 

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domingo, 13 de novembro de 2022

Pintar o interior das coisas









Em viagem pela Finlândia, e em incursão pela incrível biblioteca Oodi, em Helsínkia, descobri um artista extraordinário: Reino Hietanen. 

Nasceu por lá, em 1934, e morreu em 2014. Como não o conheci antes, foi como se me fosse apresentado naquele momento em que folheei um dos seus catálogos. Depois fui tentar perceber mais. Vi e tentei ler — o idioma lá da terra domina a maior parte das edições, como é óbvio. Salvaram-me a curiosidade alguns relatos em inglês — tudo o que havia sobre o seu trabalho. Estamos perante um pintor e desenhador de primeiro plano. Um gestualismo controlado por uma vontade de representação que alinha nas melhores intenções de representação visual.  Eu, que sentia a Finlândia como província nos arredores do mundo — só Alvar Aalto se chegava à frente da minha curiosidade intelectual — percebi que não é só a arquitectura que distingue aquele país admirável. Vou conhecer melhor Reino Hietanen. E recomendo-o.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Encontro na Floresta

Foi um encontro de amigos, isto que aconteceu entre as seis da tarde e a hora de irmos jantar. Entrámos pela Floresta, guiados pela Ana, percorrendo os caminhos que atravessam a imaginação.

Deu para falar de tudo o que nos rodeia: o que nos agrada e o que nos agride. Os "esclarecimentos" sobre tudo isto estão escarrapachados na brochura que serve de folha de sala. Foi reeditada a publicação que engendrámos para a exposição de abril na Casa Da Cultura | Setúbal. Agora, em Lisboa, a exposição é diferente. O design expositivo dita as regras de apresentação no espaço. A Floresta é outra. Não é sempre assim?




A FLORESTA DE L
ANA NOGUEIRA
Novembro 2022/fevereiro2023
DDLX Atelier. Lisboa

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Gal


Fomos felizes, com ela, e sabíamos disso. Tem sido bom viver neste tempo de gigantes. Muito obrigado, Gal Costa.

Floresta de L





A exposição está montada. Quinze trabalhos de Ana Nogueira, de esdrúxulo formato, recebem-nos em ambiente de mistério. O atelier está lindíssimo. Gostamos de trabalhar aqui. Até já.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Um Ventura em cada esquina


Também acho que não se deve dar importância a este cretino. Esta proposta é de bradar aos céus. Ridícula. Esta personagem é ridícula. Todos o sabemos. Mas será que convence os idiotas que nele votam? Sim, convence. Esta gentalha anda com sede de justicialismo. Ainda se lembram da premissa "Um Salazar em cada esquina". Agora devem rezar para que um Ventura os surpreenda em todo o lado. Já falta pouco para que comecem a dizer mesmo como querem aplicar estes ajustamentos. A delação e a repressão mais agressivas são linha política aceitável para estes energúmenos. Serão eles a decidir quem é o prevaricador, é claro. Para além do ridículo, o que esta pretensão sugere é tenebroso. A sede de submeterem os mais fracos às suas lógicas ajustadoras insere-se na lógica das políticas repressivas que estes fascistas pretendem impor. Esta gente não é só perigosa politicamente. É má. Gente má que quer minar a sociedade. Já falam em aplicar "correcções" repressivas sem vergonha na cara. Não têm medo de ser ridículos. Sabem para quem falam.

domingo, 6 de novembro de 2022

Binau


Figura marcante do Jazz em Portugal. Figura que viveu no nosso tempo e nos brindou com o seu talento. É bom viver no tempo de gente que nos faz crescer bem. Obrigado, senhor Bernardo Moreira.

sábado, 5 de novembro de 2022

Soma agreste


É uma das minhas músicas de sempre. Intemporal, como tudo o que José Afonso fez. Genial. A grande música por quem a mudou. O seu combate contra a mediocridade que nos continua a agredir os ouvidos e a mente foi longo mas eficaz. Depois disto, nunca mais fui capaz de ouvir cançonetas de mal-ouvir e esquecer. Não faz sentido tentar perceber o mofo e a estupidez. José Afonso ajudou-me a crescer culturalmente. E a esquecer o que nos faz mirrar. A combater mesmo, o que não deixa crescer os sentidos.
Bom fim-de-semana, com boa música.
Esta música está incluída no álbum VENHAM MAIS CINCO, recentemente reeditado. A interpretação visual é do Eurico Coelho.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Ai, Timor


Vitor Gonçalves fez as perguntas. Ramos Horta foi respondendo sinceramente, segundo a sua consciência: "Ximenes Belo continua a ser um herói". " Os crimes prescreveram", logo, se ele vier ter com o presidente de Timor ele dirá: "precisa de alguma coisa?" Esta entrevista é chocante. Eu sei que o "nosso" Marcelo também relativizou o exercício da pedofilia: "Quatrocentos crimes não causam preocupação". Mas este cromo que agora governa Timor foi mais longe. O perdão para um criminoso a monte é total. "Será bem vindo a Timor", diz. Ramos Horta não diz coisa com coisa, mas é presidente de um país. Estamos a assistir à normalização de políticos cretinos no exercício do poder e à apologia da parvoíce como meio de acção. Tempos tristes e insuportáveis.

Receituário


Ana Nogueira expôs na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal em abril deste ano. Exposição marcante na programação da Casa. Agora, parte substancial dessa mostra vai transitar para Lisboa, para o espaço da DDLX. Abre na próxima quinta-feira, dia 10, a partir das 18 horas. Apareçam, para olhar, ver, conversar, beber um copo e trincar umas comedorias.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Discurso do filho da puta


Deixemos Alberto Pimenta e o seu excelente poema. Falamos de um filho da puta real. Um não-discurso tenta legitimar a violência dos trogloditas que estão nas ruas em acção de boicote. Os filhos da puta mais básicos desprezam as regras democráticas. O grande filho da puta aproveita a delinquência para manter a aura de liderança que nunca mereceu.

Em cada esquina um toy

Deixei de ir ao Intermarché. Confesso que isso me causa um problema: os sacos de lixo Apta — marca da casa — são os melhores do mercado. Mas aparecer-me um Toy em cada esquina tira-me do sério. A criatura é repugnante: canta mal, o que trauteia é muito foleiro, tem mau ar e é intrusivo e chatarrão. Causa-me brotoeja senti-lo por perto. Mesmo assim em imagem, porque não imagino tê-lo pela frente em gargarejos estridentes de causar surdez. Eu sei que é só um "reclame" manhoso de supermercado, mas o exagero incomoda-me. Agride-me, mesmo.


É a democracia, estúpidos!



Apoiantes do primata fascista em que votaram bloquearam estradas logo que as suas tristes moleirinhas registaram a derrota do seu messias. 

Os sonsos da direita democrática não tiveram a inteligência de apoiar um democrata contra um fascista. Os liberais mais empedernidos preferem sempre a defesa do egoísmo liberal. Ficaram quedos. Não sei se já perceberam o que esta gentalha — arrivista e violenta — vale. Nada. Não vale nada, esta gentalha estúpida e triste. Combatem a alegria, a cultura e a liberdade. Odeiam pessoas livres. Está a ser assim em muito lado: Foi assim com Trump, nos Estados Unidos e com Duterte, nas Filipinas. E a roda continua a girar com Putin, na Rússia. Erdogan, na Turquia. Kim Jong-un, na Coreia do Norte. Agora Meloni, em Itália, que ameaça tudo o que cheira a civilizado. Mais as tentativas de Le Pen, em França. Ventura, por cá. Os miseráveis franquistas do Vox, em Espanha. Lista resumida, mas mesmo assim preocupante. O número avoluma-se e esfuma-se, conforme os sabores e saberes dos eleitores ou das tomadas de poder. Temos é sempre que contar com a violência de quem é contra a nossa maneira civilizada e solidária de estar. Esta gente é contra nós, os que queremos ser felizes e por isso somos solidários com os que sofrem. Tolhem direitos das mulheres  — a misoginia é lei — e de quem trabalha ou não quer o que eles querem. "Corrigem" comportamentos que são direitos: ao corpo, à liberdade individual e à fruição cultural. Não nos respeitam. Nunca. Não são respeitáveis. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Regresso à normalidade


Os apoiantes de Bolsonaro chamam-lhe mito. Nem acreditam que exista um tão dotado político naquele país. Mas o mito tornou-se realidade. Existe e até perde eleições. Por pouco — o que é triste — mas perde. Acredito que esta experiência de governo troglodita venha a ser esquecida pelo povo brasileiro. Mas vai dar trabalho. Para que as pessoas não voltem a acreditar em mitos construídos em cima da ignorância é preciso que os democratas sejam diferentes. É mesmo necessário que a construção destes mitos seja evitada. A ligeireza revoltada não pode vencer a seriedade política e a efectiva preocupação com os direitos e o conforto das pessoas. É preciso que a política seja política mesmo e não um megafone roufenho empunhado por gente aparentemente enlouquecida e furiosa. Bom trabalho, Brasil.

Tudo, tudo, até clássica

Martim Sousa Tavares é o maestro desta orquestra. O título do programa parece demolidor. Diz assim: TUDO MENOS CLÁSSICA. Até parece que anuncia uma operação de guerrilha contra a música clássica, que muita gente associa a "grande seca". Não é. É sim uma declaração de amor à MÚSICA, assim em caixa-alta, relacionando-a com as outras maneiras de expressão artística. Conservar é importante, mas nunca com porções exageradas de verniz protector. O conservadorismo reaccionário destrói, não nos faz crescer. É para dar sentido à evolução da expressão nas artes que este programa existe. E o seu autor dirige-o tão bem que ficamos com pena de o próximo ser o último. Martim Sousa Tavares sabe o que diz, com profundidade, e sabe dizê-lo com a naturalidade dos grandes comunicadores. Os domingos na RTP 2 valem mesmo a pena.

sábado, 29 de outubro de 2022

Apologia da decência

Contra a delinquência do bandido ainda presidente. 

Boa sorte, Chico. 

Força, Brasil.

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Isto já está mesmo muito perigoso


Com a entrada por via eleitoral de 12 deputados obviamente racistas/fascistas no parlamento, as acusações a antirracistas/antifascistas podem passar a ser uma actividade perfeitamente normal.

Um mediático juiz justiceiro de vão-de-escada, zelador dos princípios conservadores serôdios e tristes, manda para tribunal Mamadou Ba, que defende o fim dessa ideia manhosa de que há mais do que uma raça humana. Esta gente manhosa acha que atacar fascistas é crime, e defender racistas/nazis confessos e condenados é louvável. Histórias mal contadas: fascismo e racismo são crime, ponto. Combatê-los é uma obrigação de quem tem a cabeça a funcionar. O que está a acontecer a Mamadou Ba é criminoso, mas agora é assim. Tanto tempo depois da libertação iniciada naquele longínquo mês de abril, parece que tudo está a querer regressar a março de 1974. Isto está lindo, está.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

As festas da Festa

No próximo sábado a Festa vai ser rija. Vamos apresentar os catálogos ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA, que tem exposição no local, JOSÉ DE LEMOS, com exposição ali perto, na Galeria dos Onze, e o novo livro de André Ruivo, POSTAIS, com texto de João Eduardo Ferreira. A Culsete vai mostrar mais livros e ilustrações, em mais uma edição da FEIRA DA FESTA. É na Gráfica que isto vai acontecer. Começamos às quatro e meia da tarde. Vamos conversar e conviver.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

As palavras


Estou aqui, em Montpellier. Parto de um poema de José Afonso para o mundo. Vou desenvolver um projecto que põe os acentos nas palavras e lança-as para a arena do debate artístico, seja lá isto o que for. E vale o que vale. Va-le muito, para mim e para quem se meteu nisto comigo. Falaremos.

domingo, 23 de outubro de 2022

Dulce Garcia muito cá de casa


A escritora vem a Setúbal falar sobre o seu novo livro. A escritora Alice Brito vai apresentar OLHO DA RUA e conversar com Dulce Garcia. Noite de literatura com bons motivos de conversa. É na próxima sexta-feira, dia 28, na Casa Da Cultura | Setúbal. Começa às 21h30. Convidados.

Dançámos




A Inês, o André e o Daniel deram uma aula de prazer e alegria. O André ainda nos conduziu em visita guiada pela sua exposição. Usámos o conhecimento e a imaginação. Tudo é possível. Todos podemos dançar. A criatividade trata disso. Dançámos. Foi bom.

A Festa da Ilustração - Setúbal continua assim em bom ritmo de prazer e procura de conhecimento.

sábado, 22 de outubro de 2022

Dançaremos




É hoje à tarde. Inês Fonseca Santos, André Letria e Daniel Tercio vão dar um pezinho de dança, na sala José Afonso da Casa Da Cultura, em mais uma iniciativa da Festa da Ilustração - Setúbal. É assim uma coisa mais na base de palavras e gestos, mas também dá para dançar. Com palavras e gestos, é claro. Até já.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Chá das cinco



Liz Truss não aqueceu o lugar. O lugar que pertenceu ao mal encabelado que agora quer voltar. Há quem só pense em ocupar lugares. Entretêm-se em manobras e estratégias de pendor unipessoal. A política é apenas um jogo de sorte e azar. Andam numa roda viva à cata de uma saída, sem perceberem que a saída está em eleições. Não querem entrar nesse ringue. Sabem que perdem. Não se aguenta tanta trapalhada durante muito tempo. Mas as eleições vão acontecer. É uma questão de dias. É uma questão de normalidade democrática. Deviam de ser anunciadas já amanhã, durante o chá das cinco. É uma questão de chá.