COVID 19, O IMPLACÁVEL | A pequena história das nações diz que esta senhora falou pela quarta vez ao seu povo. É sempre bom ver uma idosa — em idade de risco — preocupada com o seu povo, ainda por cima quando o seu primeiro-ministro é hospitalizado por mor de uma doença que ele dizia não ter importância nenhuma. Nota importante: a senhora já aprendeu a ler o teleponto. Devem ter sido horas naquilo, mas valeu a pena. É sempre bom perceber que a monarquia afinal se ajeita ao nosso dia-a-dia. Deus salve a rainha, e a mim não me desampare. Saúde e bichas.
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segunda-feira, 6 de abril de 2020
ESPAÇO ILUSTRAÇÃO | É PRECISO FAZER UM DESENHO?
A ilustração vive de facto grandes momentos. A Festa da Ilustração - Setúbal já não é estranha a quem vive por perto e já se infiltra no panorama global. Para além da Festa, que desde 2015 aconteceu sempre durante o mês de junho, a cidade passou a ter, a partir de janeiro de 2018, um espaço próprio para mostrar a ilustração que por cá se faz. É na Casa Da Cultura | Setúbal, chama-se Espaço Ilustração - É PRECISO FAZER UM DESENHO?, e abriu com a exposição GRANDES VIDAS PORTUGUESAS. Grandes portugueses ilustrados por grandes ilustradores, em mostra concebida pela Patológico para a Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Depois foi todo um desfilar de talento e surpresa. Seguiu-se Lord Mantraste com DESCULPEM, APAIXONEI-ME E NÃO FIZ NADA. Mas fez. O resultado desse estado de paixão revelou-se nestas paredes. Também vieram dois artistas lá de fora: Manuele Fior e Jiru Taniguchi, com o seu HOMEM QUE PASSEIA.
Para além desta oferta inicial e até hoje já passaram pelo espaço outros nomes maiores da disciplina: Mariana Viana, Madalena Matoso, João Maio Pinto, Helder Oliveira, André Ruivo, Tó Trips, Tiago Manuel, Rachel Caiano, Sara Feio, Agripino Maia, Ricardo Coxixo, Luis Cavaco.
Depois foi todo um desfilar de talento e surpresa. Seguiu-se Lord Mantraste com DESCULPEM, APAIXONEI-ME E NÃO FIZ NADA. Mas fez. O resultado desse estado de paixão revelou-se nestas paredes. Também vieram dois artistas lá de fora: Manuele Fior e Jiru Taniguchi, com o seu HOMEM QUE PASSEIA.
Para além desta oferta inicial e até hoje já passaram pelo espaço outros nomes maiores da disciplina: Mariana Viana, Madalena Matoso, João Maio Pinto, Helder Oliveira, André Ruivo, Tó Trips, Tiago Manuel, Rachel Caiano, Sara Feio, Agripino Maia, Ricardo Coxixo, Luis Cavaco.
Fazemos por expôr quem tem trabalhos editados recentemente com o intuito de estimular sessões de animação específicas, em relação com esses trabalhos. Estes “ateliês” são frequentados por um público jovem e interessado.
Os trabalhos de Luís Cavaco estão ainda pendurados nas paredes, mas a necessidade de estarmos todos em casa dispensou visitas. Quando tudo isto passar, na reaberturada Casa, ainda lá estarão a aguardar visita.
Sigam a ilustração em Portugal e no mundo. Vale a pena. Até breve.
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Sigam a ilustração em Portugal e no mundo. Vale a pena. Até breve.
domingo, 5 de abril de 2020

O ATELIÊ DO ARTISTA | IDENTIFICAÇÃO DE UM PROJECTO
As actividades visuais e performativas na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal.
As actividades visuais e performativas na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal.
Pretende-se com este projecto de raiz exposittiva mostrar à cidade as preocupações estéticas que abraçam na actualidade o mundo das artes em geral e das artes visuais em particular.
Trazemos a este espaço artistas de grande prestígio nacional e internacional.
Tentamos enquadrar artistas locais com a exigência das propostas mais ousadas, contrariando a ideia do artista local como cedência a um regionalismo obviamente pouco cosmopolita e apologista da “habilidade”.
Abrimos, em 2012, com duas exposições documentais concebidas e produzidas na Casa: JOSÉ AFONSO - Geografias de uma vida, e ANTÓNIO GEDEÃO - O príncipe perfeito.
Trazemos a este espaço artistas de grande prestígio nacional e internacional.
Tentamos enquadrar artistas locais com a exigência das propostas mais ousadas, contrariando a ideia do artista local como cedência a um regionalismo obviamente pouco cosmopolita e apologista da “habilidade”.
Abrimos, em 2012, com duas exposições documentais concebidas e produzidas na Casa: JOSÉ AFONSO - Geografias de uma vida, e ANTÓNIO GEDEÃO - O príncipe perfeito.
MAS QUEM VENCER ESTA META, QUE DIGA SE A LINHA É RECTA foi outra exposição documental feita por nós. Abordou o Design de Comunicação nas capas dos discos de José Afonso e contou com a presença dos seus autores: João de Azevedo, José Brandão, Alberto Lopes e José Santa-Bárbara.
Os artistas inscritos nos catálogos dos nossos dias que nos honraram com os seus trabalhos foram: Henrique Ruivo, José Mouga, João Jacinto, Manuel San Payo. Pedro Chorão, João de Azevedo, Jina Nebe, João Limpinho, Vitor Pomar, Carlos Barão, Jochen Bustorff e Andreas Stöcklein (A exposição de Stöcklein integrou-se numa inciativa da Galeria Ratton).
A galeria funcionou também como montra da ilustração feita em Portugal, isto antes de existir o Espaço Ilustração. Mostraram aqui trabalhos seus André Carrilho, António Jorge Gonçalves, José de Lemos, José Ruy e Manuel João Vieira, mas também muitas mais ilustrações e ilustradores integrados no projecto editorial e expositivo SÉRGIO GODINHO e as 40 ilustrações, em parceria com a Abysmo.
A Festa da Ilustração tem a galeria da Casa da Cultura como espaço para o ilustrador contemporâneo convidado: André Carrilho foi o primeiro, seguido de António Jorge Gonçalves, Nuno Saraiva, João Fazenda e Cristina Sampaio.
Aqui de perto ou emergentes: Ricardo Campos, Ana Curto, Mónica Garcia, Rui Cardoso, Rita Melo, Ricardo Crista, Gamy Fernandes, Carlos Pereira da Silva, Constança Villaverde Rosado e Bernardo Sousa Santos.
Fotógrafos e fotografias: João Francisco Vilhena, Flávio Andrade, Cristina Homem de Mello, Estelle Valente, Fernando Pinho, António Correia, Graça Ezequiel, Zica Capristano, Jorge Gonçalves. As exposições foram na maior parte originais. Propostas feitas aos artistas. Destaco o desafio a João de Azevedo para desenvolver a ideia da capa do álbum de José Afonso - Com as Minhas Tamanquinhas. Resultou. Levou o artista a expôr esses trabalhos e consequentemente o projecto a outras galerias de cá e de lá de fora.Também José Mouga desenvolveu uma impressionante mostra de pinturas originais de grande dimensão a que deu o título de Notas de Viagem. Esta exposição teve posteriormente um percurso por várias galerias nacionais. Todas estas iniciativas são acompanhadas por um documento impresso, em que se incluem textos de alguns críticos da actualidade e outros de minha autoria. Memória futura.
Pretende-se pois, inscrever a maior seriedade intelectual ao que aqui se produz. A intenção primeira é estarmos envolvidos na respiração e transpiração das artes dos nossos dias. Este tempo de adiamentos vai ditar reprogramação, mas para os próximos tempos estão confirmadas mostras de Teresa Magalhães. Sofia Areal, Maurício Abreu, Manuel Baptista, Fernando Martins, Cruzeiro Seixas, Vera Marmelo, Teresa Ferrand, Cristine Henry, Domingos Rêgo, Francisco Salgueiro, Duarte Belo, Avelino Sá, Luca Padroni, Rita Vilhena, entre outros. Os convites a artistas estendem-se a 2023. Estamos a ajustar nas agendas.A realidade ditará o regresso de exposições ao espaço público. Entretanto vamos mostrando o que se vai fazendo, mas sem proximidade. É o que é possível.
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Os artistas inscritos nos catálogos dos nossos dias que nos honraram com os seus trabalhos foram: Henrique Ruivo, José Mouga, João Jacinto, Manuel San Payo. Pedro Chorão, João de Azevedo, Jina Nebe, João Limpinho, Vitor Pomar, Carlos Barão, Jochen Bustorff e Andreas Stöcklein (A exposição de Stöcklein integrou-se numa inciativa da Galeria Ratton).
A galeria funcionou também como montra da ilustração feita em Portugal, isto antes de existir o Espaço Ilustração. Mostraram aqui trabalhos seus André Carrilho, António Jorge Gonçalves, José de Lemos, José Ruy e Manuel João Vieira, mas também muitas mais ilustrações e ilustradores integrados no projecto editorial e expositivo SÉRGIO GODINHO e as 40 ilustrações, em parceria com a Abysmo.
A Festa da Ilustração tem a galeria da Casa da Cultura como espaço para o ilustrador contemporâneo convidado: André Carrilho foi o primeiro, seguido de António Jorge Gonçalves, Nuno Saraiva, João Fazenda e Cristina Sampaio.
Aqui de perto ou emergentes: Ricardo Campos, Ana Curto, Mónica Garcia, Rui Cardoso, Rita Melo, Ricardo Crista, Gamy Fernandes, Carlos Pereira da Silva, Constança Villaverde Rosado e Bernardo Sousa Santos.
Fotógrafos e fotografias: João Francisco Vilhena, Flávio Andrade, Cristina Homem de Mello, Estelle Valente, Fernando Pinho, António Correia, Graça Ezequiel, Zica Capristano, Jorge Gonçalves. As exposições foram na maior parte originais. Propostas feitas aos artistas. Destaco o desafio a João de Azevedo para desenvolver a ideia da capa do álbum de José Afonso - Com as Minhas Tamanquinhas. Resultou. Levou o artista a expôr esses trabalhos e consequentemente o projecto a outras galerias de cá e de lá de fora.Também José Mouga desenvolveu uma impressionante mostra de pinturas originais de grande dimensão a que deu o título de Notas de Viagem. Esta exposição teve posteriormente um percurso por várias galerias nacionais. Todas estas iniciativas são acompanhadas por um documento impresso, em que se incluem textos de alguns críticos da actualidade e outros de minha autoria. Memória futura.
Pretende-se pois, inscrever a maior seriedade intelectual ao que aqui se produz. A intenção primeira é estarmos envolvidos na respiração e transpiração das artes dos nossos dias. Este tempo de adiamentos vai ditar reprogramação, mas para os próximos tempos estão confirmadas mostras de Teresa Magalhães. Sofia Areal, Maurício Abreu, Manuel Baptista, Fernando Martins, Cruzeiro Seixas, Vera Marmelo, Teresa Ferrand, Cristine Henry, Domingos Rêgo, Francisco Salgueiro, Duarte Belo, Avelino Sá, Luca Padroni, Rita Vilhena, entre outros. Os convites a artistas estendem-se a 2023. Estamos a ajustar nas agendas.A realidade ditará o regresso de exposições ao espaço público. Entretanto vamos mostrando o que se vai fazendo, mas sem proximidade. É o que é possível.
sábado, 4 de abril de 2020
As conversas na Sala José Afonso da Casa da Cultura
Já passaram pela Sala José Afonso os maiores nomes da escrita e das ideias que exercem os ofícios em Portugal. Tivemos até um estrangeiro. A iniciativa dispõe-se a trazer a Setúbal autores que lançaram recentemente livros ou publicaram algo que se notabilizou nas áreas da Literatura, da História, ou da Política. Já são muitas dezenas de nomes maiores da nossa cultura e intervenção cívica.
Afonso Cruz, José Eduardo Agualusa, Ana Zanatti, António Mega Ferreira, Gonçalo M. Tavares, Irene Pimentel, Fernando J. B. Martinho, Hélia Correia, Helder Moura Pereira, José Nobre, Paulo José Miranda, Mário Zambujal, Ana Sendas, António Cabrita, João Gobern, Fernando Rosas, Mariana Mortágua, António Oliveira e Castro, Jorge Costa, Alice Brito, Cristina Carvalho, Dulce Garcia, Teolinda Gersão, Ana Maria Pereirinha, Helena Vasconcelos, António De Castro Caeiro, Inês Fonseca Santos, Albérico Afonso Costa Alho, Diogo Ferreira, Francisco Borba, Tomas Vasques, Francisco Louçã, Mamadou Ba, Fernando Dacosta, Henrique Manuel Bento Fialho, Fernando Luis Sampaio, Sérgio Godinho, Rui Zink, José Anjos, Luiz Fagundes Duarte, Valério Romão, Luís Gouveia Monteiro, António Araújo, Eduardo Pitta, Eduardo Paz Ferreira, João Santos, Ana Cristina Leonardo, Alfredo Barroso, Ana Cristina Silva, Onésimo Teotónio de Almeida, Nuno Domingos, Fátima Ribeiro de Medeiros, João Paulo Cotrim, José Simões, Viriato Teles, Viriato Soromenho-Marques, Jose Luis Peixoto, Pedro Almeida Vieira, André Gago, Luísa Tiago de Oliveira. Almada Contreiras, Manuela Paraíso, Luís Cardoso, Paulo Moreiras, Luís Osório, Helena Lebre, Cláudia Marques Santos, Fátima Rolo Duarte, Sérgio Cardeira, Possidonio Cachapa, Luís Afonso, Jorge Silva Melo, Rui Simões, António Costa Santos, Rui Cardoso Martins, Fernando Sobral, Cesário Borga, Sérgio Gonçalves do Cabo, João Madeira, Paula Cortes, Nuno Miguel Guedes, Alex Cortez, Duarte Pereira, Filipe Lopes, Ana Mouta Faria, João Freire, Maria Alexandra Lousada, Jorge Silva, Cristina Sampaio.
O músico e escritor brasileiro Vitor Ramil lançou aqui livro A Estética do Frio e brindou-nos com uma impressionante performance musical. Um luxo.
A mais recenete convidada Muito Cá de Casa foi Ana Margarida de Carvalho. O Estado de Emergência entretanto decretado ditou o adiamento, mas não a anulação. Em breve estaremos com a escritora ao vivo.
As sessões foram moderadas por António Ganhão, Rosa Azevedo e por mim. São animadas e têm os públicos dos autores, o que as tornam de assistência diversificada.
Muito cá de casa é a expressão que encontrámos para definir a proximidade dos autores com os seus leitores. A Sala José Afonso é a nossa sala. Até breve.
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sexta-feira, 3 de abril de 2020
RECEITUÁRIO | A Casa Da Cultura | Setúbal está a trabalhar à distância. Portas encerradas, mentes abertas. Renovámos o site e mostramos o que se vai fazendo por cá. Não desistimos. A vida continua.
http://www.casadacultura-setubal.pt/
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http://www.casadacultura-setubal.pt/
quinta-feira, 2 de abril de 2020
História a História
OUTRAS PANDEMIAS | Fernando Rosas fala da gripe pneumónica que arrasou o mundo no início do século passado. Parece que vivemos um regresso a esse passado, mas com melhores condições. Ainda bem que o Estado se porta melhor nos nossos dias. Vale a pena ouvir Fernando Rosas. Vale sempre.
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RECORDAR | Em tempo de recolhimento caseiro, recordo o que foi acontecendo no tempo em que as pessoas se encontravam para ir ver, ouvir, falar, curtir o que na Casa Da Cultura | Setúbal se ia passando. Já passou, isto foi em 2 de Abril de 2017, mas parece que foi ontem. E vai voltar a ser amanhã, um dia. As imagens registam momentos da abertura da exposição e do debate sobre as capas dos discos de José Afonso que ocorreu dias depois, com a participação dos autores João de Azevedo, Alberto Lopes e José Brandão.
Transporto para aqui os textos que acompanhavam a divulgação da exposição e do debate. Recordo, com saudades do futuro.
DESIGN DE COMUNICAÇÃO | A vontade de fazer esta exposição persegue-me há um ror de tempo. A importância do design gráfico na obra de José Afonso merece destaque. Os treze álbuns de originais que gravou são, para além da pedrada no panorama rude e tosco da música portuguesa da altura — se nos lembrarmos que Cantigas do Maio, o melhor disco de sempre da música feita em Portugal, foi gravado em 1971 — exemplos de excelente apresentação gráfica. Agradeço portanto à Câmara de Setúbal esta possibilidade, que na abertura se fez representar pelo vereador Pedro Pina. E agradeço a presença do meu velho amigo Alberto Lopes, autor das capas Fura Fura e Galinhas do Mato, que se fez representar a si próprio e com a promessa de a colaboração continuar. Agradeço por fim à Joana Afonso, filha do nosso querido Zeca e minha querida amiga há muito tempo.
DE NÃO SABER O QUE ME ESPERA | Foi uma lição, esta sessão com José Brandão, João de Azevedo e Alberto Lopes. Os autores-designers-ilustradores das capas dos discos de José Afonso explicaram tudo o que aconteceu e que motivou o privilégio de terem sido os escolhidos para a tarefa. Falámos do trabalho e dos envolvimentos artísticos. Falámos do excelente trabalho que está instalado nas paredes da galeria da Casa Da Cultura | Setúbal até ao final de Maio. Falámos do trabalho de José Santa-Bárbara, que motivos chatos não deixaram estar presente. José Brandão ainda teve tempo para explicar os desenvolvimentos do seu Coro dos Tribunais a um grupo de ex-alunos. Foi uma noite e pêras. Digo eu, que saí dali muito mais crescido. Acho que se nota.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
MANUAL DE PREDESTINAÇÃO | Afinal já não é só uma "gripezinha", ou um "resfriadinho". O mentecapto segue as pisadas do seu guru americano e arrepia caminho (os mentecaptos têm sempre alguém em quem se revêm). Mas tudo a trabalhar — o idiota sabe lá gerir uma crise destas. Provavelmente pensou que governar um país é mais ou menos "como lá em casa", como defendem os direitolas. A gente trabalha, ganha o salário, e gasta em comidinha ou na bricolage. Gerir um país não é como gerir a conta familiar ou a parada no quartel. É mais complexo e às vezes tem momentos assim. Crises que provocam chatices à economia e ao dia-a-dia das pessoas. O idiota citado mudou de rumo depois de ser humilhado nas redes sociais. Comentários seus de desrespeito pelas medidas propostas pela Organização Mundial de Saúde foram apagados pela gestão das redes porque eram um apelo criminoso. A grande incógnita dos dias de hoje é: como vai esta gente (Trump, Bolsonado, Boris do Brexit, ou, por cá, o fascista da Cofina) sobreviver politicamente depois de tanta mentira, ataque aos sectores públicos de apoio social e baboseira vária? Haverá ainda tanta gente a rever-se nestes tarados? O mundo será um dia dos idiotas porque eles são muitos, como antecipou Nelson Rodrigues?
Fonte DN
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