quarta-feira, 21 de setembro de 2011



JÚLIO RESENDE | Dizer que foi um dos grandes pintores portugueses é pouco. Foi um grande pintor do mundo. Um cidadão que compreendeu bem o seu tempo. Deixa obra e exemplo. Muito obrigado, mestre Júlio.
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PÚBLICOS FINANCIAMENTOS | Alberto João Jardim vai, muito provavelmente, ganhar de novo as eleições. A máquina está muito bem montada e oleada e não permite mijas fora do penico. Mas aconteça o que acontecer, ganhe o soba com maioria absoluta ou fique no patamar imediatamente abaixo, as coisas nunca mais serão como até aqui. Agora está toda a gente de olho nos caciques apalhaçados que "governaram democraticamente" a ilha. Jardim vai arrastar-se por mais um mandato sem chama nem fundos para fazer a tão apregoada e dispendiosa "obra". O bailinho alastrou aos estrados do comentário televisivo. Ligamos o aparelho e parece que entrámos num clássico táxi lisboeta. Afinal são todos iguais. Todos roubam. Uma imensidão de delinquentes. Comentadores alaranjados que ainda não têm vergonha na cara por defenderem o seu comparsa, falam em injustiça para com tão brilhante e longa carreira política. A longevidade é um posto, mesmo quando é o banditismo a ditar atitudes. E o cimento é obra de monta. É de facto uma injustiça, esta impunidade que assiste ao soba do rochedo.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011



CANTO DA BABILÓNIA | Pedro Osório fez esta música. Integra um trabalho a que chamou Cantos da Babilónia. Diz que Pedro Osório está muito doente. Esta divulgação é para lhe dar força. Mas sem favores. É que a música é mesmo muito bonita.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

OS CAMALEÕES NÃO VIAJAM EM ECONÓMICA | O que se está a passar com as contas da Madeira começa a raiar a demência. Marcelo Rebelo de Sousa, no seu comício da TVI, faz um esforço danado para justificar as trafulhices de Alberto João Jardim. As declarações do deputado madeirense Guilherme Silva são de bradar aos céus. As investidas eleitoralistas do soba do Funchal inscrevem-se em registo de banditismo simples e aproximam-se de diagnóstico clínico a necessitar de intervenção imediata. Isto não é política. É delinquência pura. Não será matéria a ser tratada pelo Ministério Público?!
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domingo, 18 de setembro de 2011



PRÉMIO | Cristina Rodriguez e Artur Guerra receberam o prémio de Literatura Casa da América Latina/BANIF 2001. O motivo da distinção foi a tradução que fizeram do excelente romance "2666" de Bolaño, noticiava ontem o Expresso. Prémio merecido. Parabéns aos meus amigos Cristina e Artur.
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sábado, 17 de setembro de 2011

IRREGULARIDADES GRAVES | Passos Coelho teve que se pronunciar sobre a coisa à saída do encontro com a criaturinha que governa França. A situação atingiu contornos internacionais. Agora não há volta a dar. O dr. Passos diz que a situação madeirense é irregularidade grave sem compreensão. E adianta que já está a tomar medidas para que nada de semelhante aconteça no futuro. No futuro, dr. Passos? Mas olhe que o passado ainda nos cai cima.
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EXTINÇÕES| A Cinemateca vai ser extinta. Francisco José Viegas, assistido pela razoabilidade, diz que isto é ridículo. Será que vamos assistir à primeira demissão no Governo do dr. Passos?
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BURACÃO | O buraco nas contas da Madeira é inexplicável. Tudo leva a crer que vamos todos ter de pagar a loucura gastadora de Alberto João Jardim. O "desenvolvimento" que implementou na ilha vai custar-nos os olhos da cara. O que faltará para que esta criatura seja julgada como vulgar delinquente?
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RICHARD HAMILTON | Homenagem.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011



RECEITUÁRIO | Esta exposição é um divertimento. Um urso e um coelho que são uma espécie de heróis para adultos que fingem ser putos. O que a gente se diverte na observação das tropelias dos dois bichos. Bem, mas eu não digo mais nada. João Paulo Cotrim, em texto a propósito da coisa, diz a linhas tantas: Levantam questões acerca da cultura popular, da cultura visual, do gosto e do desgosto, dos modos como vemos e damos a ver. E conversamos ou silenciamos cada um desses assuntos. Se nasceram do percurso quotidiano e diarístico de Manuel San Payo, pouco demorou a pularem nas redes, transfigurando-se em criaturas sociais, figuras públicas. Para cada situação, por cada peripécia, os rostos e respectivas expressões oferecem-nos conforto e explicação. Os nossos dias são doravante animais. E estão por todo o lado. É isto mesmo que aquilo é. Apareçam na Monumental. É de ver e olhar mais. Inaugurou hoje pela tardinha. E vai ficar por lá até ao fim de Outubro.
Bunny&Bear

Manuel San-Payo | Galeria Monumental | Campo Mártires da Pátria, 101, Lisboa
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RICHARD HAMILTON | Homenagem.

RECEITUÁRIO | clique na imagem para a ampliar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011



RICHARD HAMILTON | A Pop Art foi a sua pele. Ilustrou o vulgar pulsar dos dias das pessoas pegando nos ambientes que lhes eram próximos. Transformou circunstâncias banais em Arte. Foi um grande artista. Dizem que morreu. Obrigado, Richard.
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CORDIALIDADE | Não é inesperada a cordialidade que anima Nogueira e Coelho. Concordo completamente com o Tomás Vasques, no Hoje há conquilhas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011



ISTO NÃO É UMA ESTREIA | "Deputado confessa fraude nas presidenciais de 1980", diz hoje o Diário de notícias. Um responsável do PSD/Madeira vem agora denunciar trafulhices passadas em que participou. Mas onde é que está o espanto? Este filme não passa em sessões contínuas nas salas de Jardim?
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

FALTAS DE VERGONHA | Faço minhas as palavras do Eduardo Pitta e do José Simões. A pouca vergonha está na moda.
E recomenda-se.
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domingo, 11 de setembro de 2011



SETEMBRO 11 | Chegamos ao dia da definitiva notícia. O terrorismo matou. Não é atitude tresloucada. Não é doença do foro psiquiátrico. É acção fanática que não olha a meios. O fim é eliminar. O terrorismo é político, religioso e mais o que os terroristas quiserem. Não tem regras. Tem objectivos: aterrorizar e destruir. Não há terrorismos bons. Não vale a pena encontrarmos grandes causas nos intentos apregoados. O desprezo pela vida humana que manifesta não merece compreensão.
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sábado, 10 de setembro de 2011



SETEMBRO 10 | Foram dias tranquilos, os que se seguiram ao atentado. A viagem de regresso estava marcada para o dia em que tudo aconteceu. A coisa deu-se numa terça-feira. Como o embarque só se poderia efectuar no domingo seguinte, aconteceram várias oportunidades de visita. Novos ambientes surgiram no rol. Na estranha tranquilidade que banhou a cidade, os dias dos seus frequentadores voltou à normalidade. Normalidade sempre interrompida por um mais intenso gemer de sirenes. Por um ou outro sobressalto: sempre que um avião roncava nos ares, todos levantavam a cabeça em curiosidade assustada. Tranquilidade assustada, portanto.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SETEMBRO 9 | Nova Iorque voltou a um estranho ritmo logo após o atentado. Uma estranha calma aliava-se ao habitual ruído. A cidade que nunca dorme ficou unida na dor. As vigilias em homenagem às vitimas sucederam-se. O Central Park parecia um templo de uma religião sem deus. Ou então, um deus generoso resolveu abraçar o seu rebanho unindo-o em convívios solidários. Houve gestos bonitos. Como o do rapaz muçulmano que abraçava emocionado a sua namorada nada ortodoxa. Em Manhattan a tolerância chama-se cosmopolitismo. E não está nada mal chamado.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011



SETEMBRO 8 | Os dias em Nova Iorque, para quem visita a cidade pela primeira vez, são ditados pelo fervor das ruas. Qualquer programa é alterado pelo deambular. Podemos ficar surpreendidos por um simples artista de rua, que naquele lugar atinge contornos de grande artista. Escorremos pela cidade submersos em curiosidade. Em Casa do senhor Frick, tentamos perceber como nasceu Manhattan. Escutando a música que transpira dos poros da cidade, percebemos as origens da sua fortuna musical. Compreendemos a história da grande maçã olhando quem nos rodeia nas ruas. Entendemos a razão de cabermos cá todos. Mas não dá para entender o que aconteceu em 11 de Setembro de 2011.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SETEMBRO 7 | A muito posterior eliminação fisica de Bin Laden, ordenada por Obama e lamentada por pacifistas de meia tigela, acometidos por súbita generosidade justiceira a favor de um criminoso que não hesitou em matar sem generosidade de qualquer ordem, pôs um ponto final num capítulo da história. The end, proclamou Obama, como se o jogo tivesse terminado. Não havia razão para tanto e ele sabia-o. Mas ganhou pontos a Bush, que está mesmo no fim da tabela. Bush não acertou uma.

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terça-feira, 6 de setembro de 2011



SETEMBRO 6 | Em acontecimentos de tamanha gravidade, todos os primeiros comentários de rua são frágeis. Mas são opiniões surgidas a quente, em cima da tragédia, e têm a importância de registar a memória dessa circunstância. Nas ruas de Manhattan assisti às mais variadas análises políticas e sociológicas. Ouvi quem atribuísse de imediato a culpa à emigração. Outros falavam em zanga de deus. Houve ainda quem falasse em acidente: é impossível alguém matar assim tanto inocente, diziam. A maioria acreditava tratar-se de acção terrorista. Muita gente chorava, simplesmente. Eu decretei: isto é uma guerra. Parece que me enganei. Mas não muito.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ESTUDOS INFERIORES | A algazarra que por aí anda por causa de uma dita universidade de verão que abriu portas ali para os lados de Castelo de Vide. Ele é Soares, ele é Barreto, ele é Graça-Moura. Até um fulano que dizem ser primeiro-ministro por lá andou a dizer vulgaridades. Tanta gente crescida a brincar aos professores universitários. E a comunicação social a pagar as propinas. Mas aquela porcaria interessa a quem? Tenham tento.
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SETEMBRO 5 | O que aconteceu em Nova Iorque foi uma luta religiosa. Deus dita comportamentos e acções. Está em todo o lado, dizem. O poderoso Alá, protector de Bin Laden, levou a melhor nesta luta. Um deus aviador que eliminou edifícios e gentes. A exibição aérea foi festejada nas ruas do outro lado entre femininos gritos linguarudos e masculinos disparos para o ar. Na 5ª Avenida, vi uma rapariga agarrada ao telefone em tremuras e desespero. O namorado já tinha entrado no escritório situado na primeira torre atingida. Choro convulsivo. Perceber a morte quando a paixão incendeia é coisa de um outro mundo. Nisto, cai a segunda torre na mira de outro tresloucado aeroplano. Era cedo. Deus dormia, pelos vistos. Demorou a perceber o que estava a acontecer. Tal como Bush, que andou desvairado sem saber que atitude tomar. Entretanto morreu muita gente. Quando os deuses se zangam quem se lixa é a gente.
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domingo, 4 de setembro de 2011



SETEMBRO 4 | Salvador Allende foi eleito Presidente do Chile em 1970. A presença de um socialista no palácio de La Moneda não agradou aos habituais detentores do poder. Pinochet, homem do regime, traiu sem complexos. Golpe sujo e violento matou Allende. Combateu até ao fim. Disseram então que o presidente eleito era um resistente romântico que acreditava numa sociedade mais justa instalada pelas vias tradicionais. Acontece que o homem acreditava na democracia. Pinochet acreditava exactamente no seu contrário. Só a justiça dos donos do mundo lhe dizia alguma coisa. As famílias chilenas responsáveis pela miséria do país agradeceram-lhe eternamente. O neoliberalismo rejubilou. Um dia destes, viajando por blogues, deparei com elogios ao general ditador. Passado tanto tempo e depois de tanto debate esclarecedor, ainda há quem defenda um criminoso que não olhou a meios para aniquilar adversários. Repugnante. É por isso que é preciso recordar. Nos tempos que correm, é bom não esquecer.
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sábado, 3 de setembro de 2011



SETEMBRO 3 | Viajei para Nova Iorque com o fito de conhecer a cidade que não dorme. As imagens e todos os envolvimentos que fitas e páginas escritas nos fornecem, despertam curiosidade. A primeira impressão que se tem daquela terra condiz com a batida premissa: a cidade não dorme porque existem vários mundos por ali. A cidade mais imagética do planeta não só não dorme, como está permanentemente com os sentidos em riste. Há sempre gente acordada. Gente de todo o lado que é dali também. O descabido insulto "vai para a tua terra" torna-se ali ainda mais descabido. Em Nova Iorque todos nos sentimos novaiorquinos. Fomos todos novaiorquinos, no dia 11 de setembro.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011



SETEMBRO 2 | Regressamos à vida activa em setembro. Se calhar é por isso que o desprezo pela vida se manifesta particularmente neste mês. Já tínhamos a memória do 11 de setembro de 1973, no Chile, em que o presidente socialista Allende foi derrotado pela força do ditador criminoso Pinochet. Em 2001 foi uma luta religiosa que tirou a vida a milhares de pessoas em Nova Iorque. Num ápice, recorrendo a arma eficaz, um grupo de hábeis guerreiros islâmicos deitou por terra empresas, instituições e gente. Muita gente. Acabaram em segundos vidas e sonhos. Todos conhecemos a triste história. Conheci-a de perto. Passeava na 5ª avenida quando os aviões alteraram a paisagem de Manhattan. O mundo mudou muito desde então. E não foi para melhor.
Imagem: fotografia tirada do Empire State Building, no dia anterior aos atentados.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011



SETEMBRO 1 | Setembro é um mês bom. As férias foram ontem. Temperaturas pouco agressivas criam agradáveis ambientes. Começam também a surgir as primeiras responsabilidades profissionais do ano. Sim, o ano começa agora - os comboios humanos saltitantes alegrados com canções brasileiras foleiras, que movem milhões nas festas de final de ano, não passam de festa de calendário.
Gosto de setembro. Gosto deste princípio. Apesar da crise.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011



REGRESSO | E assim chegamos ao fim do irreal mês de agosto. Amanhã volto ao real convívio com os meus reais amigos da blogosfera e do facebook. Os dez anos passados sobre os atentados em Nova Iorque, e os trinta e oito sobre a traição de Pinochet a Allende, em Santiago do Chile, serão motivo para os comentários que nos próximos dias aqui irão aparecer.
O que não aparece... esquece.
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sábado, 30 de julho de 2011



Vou parar. Não é que vá propriamente de férias, mas não me apetece andar por aqui em tempo tão parado. Chamam-lhe os entendidos a silly season. Os entendidos lá sabem.
Boas férias para quem as goza.
Bom Verão para todos.
Até Setembro.

sexta-feira, 29 de julho de 2011



RELATÓRIO E CONTAS | Os ricos não pagam a crise.
Não têm trocos...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ENERGIAS | Há luz ao fundo do túnel. É fornecida pela EDP.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

JOBS FOR THE... | Ângelo Correia corrige Octávio Teixeira na SIC-N: não se pode chamar boys a gente tão qualificada. É engraçado - quando se trata da gente deles é a grande qualificação profissional que os leva a ocuparem os proveitosos lugares. Os boys são sempre os outros. E a vergonha é toucinho em focinho de cão.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A BEM DA NAÇÃO | Não é má vontade. Juro. Mas um Governo que se reduz o que pode, substituindo ministros por secretários de Estado - grande África -, mas que agora nomeia uma catrefa de gente de topo para a direcção da Caixa Geral de Depósitos, directamente enviada das estruturas dos partidos do dito Governo, com honorários muito superiores aos de ministro, está à espera de quê? De aplausos?

segunda-feira, 25 de julho de 2011



MARIA LÚCIA LEPECKI | Lembro-me hoje da voz com sotaque que falava de Literatura Portuguesa como um livro aberto. Lembro-me dessa voz simpática e dessa imensa sabedoria neste dia em que deixa de estar entre nós. Uma grande senhora da Cultura.
Muito obrigado, Maria Lúcia Lepecki.
OS RÓTULOS | O rapaz que espalhou o terror na Noruega foi adaptando ao seu fraco pensamento ideais vários. Admirou Hitler, encostou-se à maçonaria, praticou o luteranismo, militou no partido mais à direita lá da terra, e, mais recentemente, deu em católico, seguindo os enleios medievais templários. Há gente que necessita muito de rótulos para existir. Este rapaz não percebeu que para ele existe apenas um rótulo que se lhe aplica na perfeição: filho da puta.

domingo, 24 de julho de 2011



ESCLARECIMENTO | O senhor ornamentado de vistosa gravata laranja, e que a fotografia mostra em grande esplendor argumentativo, diz que com um Governo de maioria social-democrata em Lisboa, coligado com o CDS, seria um suicídio final a Madeira, loucamente, se entregar nas mãos dos socialistas, ou dos comunistas ou de malucos.
E nós a pensarmos que a Madeira já estava entregue precisamente a este último grupo de referência.
Notícia e imagem DN

sábado, 23 de julho de 2011



AMY WINEHOUSE | Tanto que poderia ter acontecido. Afinal pouco aconteceu. Mas fica tanto para recordar. Há vidas que insistem em permanecer no risco. Depois acabam, vítimas das atitudes que abraçaram. Curvo-me perante o talento e as atitudes de Amy Winehouse. São escolhas. Legítimas.




NORUEGA | Estas coisas acontecem onde menos se espera. Os intentos de quem despreza a vida humana não obedecem a prioridades. Quem não espera está desprevenido. A cobardia do terrorismo alimenta-se desse pasto.
Imagens DN

sexta-feira, 22 de julho de 2011



SÓ PARA DIZER QUE ESTOU MUITO CONTENTE | O triste episódio judicial que uma sobrinha do pide Silva Pais protagonizou, chegou ao fim. Réus absolvidos como impunha o bom senso democrático. Ganhou o debate. Há coisas que devem ser discutidas. Sempre.


LUCIAN FREUD | Homenagem.

quinta-feira, 21 de julho de 2011



LUCIAN FREUD | Morreu o pintor que pintava retratos que entravam de imediato para a História da Pintura. Era neto do outro Freud, mas isso agora não interessa para nada.
O mundo ficou com menos cor.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ÀS ARMAS | Paulo Rangel é uma pessoa tão sensível, tão sensível, tão sensível que confunde manifestações de descontentamento com violentíssimas guerras. Só pode.

terça-feira, 19 de julho de 2011

MACÁRIO E AS PORTAGENS | Mais um que muda de opinião. É vê-los saírem dos buracos onde se esconde a falta de vergonha.

segunda-feira, 18 de julho de 2011



CRISTAS AO ALTO | Não percebo a má vontade para com a medida da ministra Cristas. Aprovo e aclamo. Eu próprio vou deixar de ir engravatado para a empresa a partir de hoje mesmo. E digo mais: são vistos com bons olhos os decotes e as sais curtas entre a equipa de colaboradoras, clientes e visitantes ocasionais. É preciso poupar na utilização do ar condicionado.

sexta-feira, 15 de julho de 2011



WELCOME
Inauguração: 21 de Julho, quinta-feira, 19/22 horas.
Palácio Quintela
Rua do Alecrim, 70 - Chiado
www.experimentadesign.pt

quinta-feira, 14 de julho de 2011



TONTICES DE VERÃO | Esta criatura diz que sempre foi trotskista. Se calhar pensa que Trotski é uma marca de lingerie. E Mao um franchising de comida enlatada gourmet. De qualquer forma acho que Francisco Louçã devia falar com ela. Podia ser uma boa escolha como candidata a deputada. Já estou a ver José Castelo Branco de bandeira vermelha ao ombro a espalhar a palavra do Bloco. Ou Cinha Jardim a distribuir panfletos, sei lá...


LÉXICO | Hoje está um colossal dia de praia. É uma pena ter de ser passado a trabalhar. Ah, é verdade: estamos em crise e com a crise não se brinca. Vamos lá trabalhar com gosto. Só mesmo os políticos mais responsáveis podem dizer colossais disparates.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Já em 2010, o moscatel de Setúbal ficou entre os dez melhores

O MELHORZINHO | Há um Moscatel de Setúbal que foi considerado o melhor num campeonato mundial de moscatéis. Parabéns à casa Venâncio Costa Lima. Ainda bem que ainda há coisas que nos fazem esquecer o pedantismo serôdio do dr. Passos e o "rigor" enlouquecido do Gasparzinho das Finanças.

terça-feira, 12 de julho de 2011



SOMA E SEGUE | Depois de Bush e Palin, a direita da direita americana encontrou agora mais um cromo de luxo. Esta senhora ambiciona remover Obama, e representa um retrocesso civilizacional que vai parar mesmo lá para o fundo dos tempos. Mas diz quem sabe que, apesar de ser frequentemente ridicularizada, não deve ser subestimada.
O mundo está cada vez mais perigoso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Monsieur Barroso
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
José Afonso
Rui Bebiano, na Terceira Noite, dá razão a Miguel Sousa Tavares.
Eu também. Eis o texto da concórdia.

Por sorte deles [os abutres americanos das agências de notação], encontraram em Bruxelas uma cambada de eunucos, uma colecção de políticos sem nenhuma visão política de futuro, aterrorizados pelas opiniões públicas locais e as suas conjunturas eleitorais, um clube de cobardes sem alma nem grandeza, que irão dar cabo da mais fascinante ideia política desde o pós-guerra, que é a da unidade europeia. Aquele triste ajuntamento de cromos fotográficos não percebeu ainda que está sob ataque concertado e ajoelha-se perante a ofensiva de três agências americanas que estiveram directamente envolvidas no eclodir da crise mundial, ao acompanharem o irresponsável senhor Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal americana, e o idiota do ex-Presidente Bush na cobertura do mais inacreditável roubo alguma vez cometido na história da economia — que foi o roubo da economia americana por parte do seu sector financeiro, com consequências que sobraram para o mundo inteiro.
(continue a ler aqui)
Imagem Zona Livre de OGM

domingo, 10 de julho de 2011



MUDA-SE O SER, MUDA-SE A CONFIANÇA | As culpas de todos os males que nos assolam são as incursões sem regras dos mercados que, coadjuvados pelas agências de rating, aproveitam-se como querem da crise internacional. O bem intencionado Governo da Nação e o próprio Presidente da República estão muito zangados com as interpretações criminosas que essa gente faz da prestação portuguesa. Há poucas semanas atrás era um tal Sócrates o responsável máximo por todos estes males. O Presidente, sempre pouco comentador, acabava por aprovar a correcção das opiniões das famosas agências. Ferreira Leite, Relvas, Passos e muitos analistas pagos para fazerem opinião, não descansaram enquanto não convenceram o País disso mesmo. Criaram uma crise política e convenceram uma chusma de gente. A coisa mudou. Agora querem alterar tudo mantendo as mesmíssimas regras que provocaram o motim. Mas querem mudar as regras das agências tão suas amigas. Esta gente não muda.


JORGE LIMA BARRETO
| Morreu o músico e musicólogo. Foi inovador e provocador. Um homem do seu tempo. Um artista a tempo inteiro. Obrigado, Jorge.
Imagem Nuno Martins

sábado, 9 de julho de 2011


HÁ FESTA NA ALDEIA | ... e sem vaquinhas e porquinhos e cantores manhosos para a populaça ver e ouvir, em festarola paga pelo homem do supermercado. Música e dança de qualidade em festa verdadeiramente popular.

quinta-feira, 7 de julho de 2011



CY TWOMBLY | Homenagem.

quarta-feira, 6 de julho de 2011



CY TWOMBLY
|
Homenagem.


CY TWOMBLY | Homenagem.


CY TWOMBLY | Era um dos meus pintores. Grande figura da Pintura Mundial. Não tenho mais palavras. Como dizia Saramago: Um dia estamos cá, e no outro já não. A vida é mesmo assim. Muito obrigado por tudo, senhor Twombly.

terça-feira, 5 de julho de 2011



PRÉMIO ROMANCE E NOVELA APE | Parabéns, Gonçalo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A VAIDADE NÃO É VIRTUDE HUMANITÁRIA | Fernando Nobre renunciou. Finalmente foi coerente. O lugar de simples deputado da Nação não preenchia o seu esdrúxulo ego. A pantomina terminou. Há dois derrotados neste episódio: o próprio Nobre e o dr. Passos. A vaidade não é virtude humanitária. A teimosia não é virtude política. Não se perde absolutamente nada com esta desistência.

RECEITUÁRIO | Clique na imagem.
João Esteves de Oliveira
Galeria Arte Moderna e Contemporânea
Rua Ivens, 38. Baixa-Chiado. Lisboa

sábado, 2 de julho de 2011