quinta-feira, 3 de abril de 2025

Ilustrar a Fraternidade


É uma iniciativa que vai ser desenvolvida em Grândola, organizada pela Câmara Municipal. Três exposições, com debates e oficina educacional. A iniciativa nasce no próximo dia 5, sábado, com a abertura da exposição GRAFISMOS EM LIBERDADE. Vamos mostrar os cartazes que inundaram o nosso olhar logo depois de 25 de Abril de 1974. A liberdade instalou-se nas tipografias com as cores e as imagens que nos revelaram o novo tempo que se propunha de mudança. A mudança deu-se graças à nossa atitude. A nossa vida mudou. Estes cartazes contam essa história. Pertencem ao arquivo Ephemera, que José Pacheco Pereira dirige, e à coleção que Jorge Silva também está a arquivar e classificar. Duas prestações valiosas que vão ser mostradas nas paredes da Biblioteca e Arquivo Municipal de Grândola. Grândola, terra da fraternidade, merece que se festeje a Liberdade e a Inteligência. Os artistas gráficos de Abril merecem este reconhecimento. Seja bem vindo, quem vier por bem.

ILUSTRAR A FRATERNIDADE inclui três exposições, que vão permitir debater e desenvolver ideias visualmente. GRAFISMOS EM LIBERDADE é a primeira das três exposições. Seguem-se OLHARES DO ANDARILHO, que reflete sobre o design das capas dos discos de José Afonso, em Maio, ESTES HUMANOS SÃO LOUCOS, exposição de trabalhos de André Carrilho, projetados para o livro Dicionário da Invisibilidade. Figuras solidárias, marcantes na sociedade, que não merecem esquecimento. As oficinas OLHAR A FRATERNIDADE serão orientadas por Ana Nogueira, e nos debates participarão entre outros José Pacheco Pereira, Jorge Silva, Ana Nogueira, Mamadou Ba, Henrique Cayatte, Ana Palma, Rosa Azevedo, José Falcão. É preciso falar sobre as coisas que aconteceram e que acontecem. É preciso olhar e ver. É a pensar com alegria, coragem e rigor intelectual que queremos viver. 

terça-feira, 1 de abril de 2025

De betão

Montenegro favoreceu uma empresa em negócio com uma Câmara Municipal para quem trabalhava? O negócio metia betão, dizem as notícias. Ora, o betão não segura tudo. Montenegro estremece, mas não desiste. Há quem ache que não há aqui nada de mal. É verdade: nada disto é ilegal, mas é irreal.

Os deputados que aprovaram uma moção de confiança ao governo dirigido por este notável homem de negócios manhosos, ainda considera que ele pode ser primeiro-ministro de um país civilizado da Europa? Não é das Américas que falamos — a latina e a do norte —, é da Europa em que queremos viver. Se o Partido (dito) Social Democrata insistir na criatura para o lugar de primeiro-ministro, ficamos a saber que para o dito partido não há exigências éticas. Qualquer videirinho serve. Até se podem aliar sem complexos aos vigaristas encartados do partido fascista que está mortinho por ter uma oportunidade para mitigar a democracia. Sem democracia é mais fácil ter negócios e poder político em simultâneo.