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sábado, 18 de fevereiro de 2023

África minha

Alain Corbel foi o convidado estrangeiro da Festa da Ilustração - Setúbal, 2022. É um artista extraordinário que encara a sua actividade como um orgão que respira. Está vivo e insiste em mostrar que todos devemos ter direito a viver como quisermos. Vivermos "como gente, e não como homenzinhos e mulherzinhas", como sugeria José Afonso. 

O Alain está a partir de hoje a expôr outros trabalhos em Lagos. É importante irmos até lá. Não se perde nada. Só se ganha. Muito.

ALAIN CORBEL, Bretanha, França, 1965.
“Nasci na Bretanha e a minha relação com África começou realmente em 2001 com uma colaboração com o Pedro Rosa Mendes para o livro “Ilhas de Fogo”, a convite da ONG ACEP - Associação para a Cooperação Entre os Povos. A partir daí a minha relação com África foi-se aprofundando, e fui-me envolvendo em vários projetos artísticos e sociais nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
Colaboro regulamente com a ACEP, uma ONG que edita livros, ensaios e uma revista, “Mundo Crítico”, para a qual fiz a primeira capa, encontrando-me agora a realizar um retrato do Amílcar Cabral para a capa do próximo número.
Colaboro, também, há muitos anos, com várias entidades dos PALOPS, coordenando ateliês de Ilustração na Escola Nacional de Artes Visuais e Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, e na FONG- STP - Federação de Organizações Não Governamentais em São Tomé e Príncipe.
Entre 2011 e 2014, organizei e coordenei “Unspoiled África”, um programa de estudos para levar jovens americanos para Cabo-Verde e São Tomé, e recentemente tive o prazer de ter a exposição, “O jardim dos Kongolotes”, na Casa da Cultura em Setúbal, cujo conteúdo tem a ver com África: obras 3D feitas em África e ilustrações para um livros de poemas do poeta cabo-verdiano José Luís Tavares.
Ao nível da ilustração, coordenei o livro "Notícias do Quelele, Bairro de Bissau” (2007); entre 2010 e 2012, coordenei e ilustrei os 2 livros do projecto de meninos de rua “Vozes de Nós”, os livros “Coup de theatre a São Tomé" e "Les poissons viennent de la foret", de Jean-Yves Loude, o livro "Lenin Oil", de Pedro Rosa Mendes, a revista Granta África”, e escrevi em 2003 o livro “A viagem de Djuku” ilustrado pelo Eric Lambé.
A minha paixão de sempre pelos artistas "populares" proporcionou-me o encontro, em S. Tomé, com o Senhor Mascarenhas, mecânico já reformado, e tenho o plano de editar um pequeno livro com o seu trabalho. Apresentá-lo neste “Diálogos do Sul” será um dos meus desafios." (Alain Corbel)

18 FEV│15:00 e 21:00
3.º ENCONTRO "DIÁLOGOS DO SUL" na Biblioteca Municipal de Lagos com Selma Uamusse, Alain Corbel e Fernanda Almeida (moderação).

15:00 – ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “A ÁFRICA DE ALAIN CORBEL”
Exposição de ilustrações, fotografias e trabalhos inéditos do artista bretão Alain Corbel, especialmente selecionadas para o encontro “Diálogos do Sul”.
▪️ Patente ao público até 11 de março de 2023.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010



LIVRO DE RECLAMAÇÕES | Vivo em Setúbal. Utilizo os comboios da Fertagus para me deslocar diariamente para Lisboa. Há nisto vantagens evidentes. Os horários são cumpridos e a viagem é tranquila. Para além destes benefícios há também a vantagem de se evitar a frequência do trânsito na ponte 25 de Abril, e a poupança de fundos também não é nada de deitar fora. Vamos utilizar os transportes públicos, portanto. Há no entanto um problemazito. Para nos deslocarmos para a renovada (e horrorosa) estação ferroviária de Setúbal, a utilização do carro particular poderia ser uma hipótese. Pois tirem o cavalinho da chuva. Que o mesmo é dizer: deixem o carrinho à porta de casa. Acontece que ao chegarmos ao local, verificamos que todos os locais de estacionamento em redor da estação são pagos. Mais: a permanência máxima permitida é de duas horas. Quem vai para Lisboa passaria o dia em viagens para vir colocar moedas no parquímetro. Mais ainda: os parques da estação propriamente ditos não são alternativa: não estão em funcionamento, apesar de prontos há muito tempo. A fotografia mostra o parque fronteiro ao local de embarque. Este parque estava a abarrotar quando era possivel estacionar. Agora não serve rigorosamente para nada. Nem percebo como faz aqui negócio uma empresa de exploração de estacionamentos. Quem são os responsáveis por este notável empreendimento?

quinta-feira, 12 de março de 2026

Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal

Citava eu esta frase por causa do meu aniversário, e mal sabia eu que estas palavras se iriam ajustar ao fim de  Mário Zambujal. Falámos desta frase de Manuel da Fonseca no dia em que o convidei para um "Muito Cá de Casa" na Casa da Cultura de Setúbal. Encontro num lançamento de um livro de um amigo em meados de março de 2016. Diz-me o Mário: "Pois eu, fiz um dia destes uma coisa que nunca tinha feito na vida". Então, o que foi?, digo eu, impregnado de curiosidade. "Eh, pá, então não é que fiz oitenta anos?". Risadas, mais piadas e conversa programada para dezembro desse ano.

E dezembro chegou. O encontro foi na sala José Afonso da Casa da Cultura e tive a Rosa Azevedo por companhia, como era hábito naqueles encontros. Jantámos, conversámos, bebemos, conversámos, rimos, falámos a sério das hipocrisias da política e despedimo-nos. Isto aconteceu em 2016, como já disse. Eu encontrava-me com o Mário em lançamentos de livros, estreias de filmes e outras obrigações. Lembro-me de uma vez em que estivemos à conversa com o Francisco Bélard na Cinemateca. Que conversa tão saborosa. Tenho muita pena de não estar mais vezes com estas pessoas que nos fazem crescer bem. Existe uma vida boa, sem luxos mal comportados, mas com autenticidade e alegria. Este fim deixa-me triste. Escusavas de partir no dia dos meus anos. Não se faz. Mas olha: leva lá um grande abraço e um obrigado do tamanho da tua vontade de viver. Foi mesmo muito bom conhecer-te e ser  teu amigo. Até sempre, Mário.

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sábado, 4 de maio de 2013

MUITO CÁ DE CASA | Fernando Rosas deu lição. Brilhante. António Ganhão apareceu e disse o que achou. É esse texto que se segue:

O professor Fernando Rosas apresentou o seu último livro “Salazar e o Poder – A arte de saber durar.” O historiador Albérico Afonso moderou o debate que se seguiu tendo destacado o fato desta obra destruir alguns dos mitos sobre o Estado Novo, como a “facilidade” com que a ditadura, em 28 de Maio, assumiu o poder. Referiu ainda que estas obras, não apologistas do regime, são fundamentais no esclarecimento de um período histórico que nos marcou durante mais de meio século.

Segundo o autor, o livro divide-se em três partes: o que pensava Salazar sobre a política (caindo o mito que Salazar vivia acima das questões políticas), como chegou ao poder e finalmente como conseguiu manter-se no poder durante tantos anos.

O paralelismo com a situação actual era inevitável. Fernando Rosas citou o “Eu não fui eleito para coisíssima nenhuma” de Vítor Gaspar para ilustrar o primeiro degrau de entendimento da política por parte do Estado Novo. Para Salazar o primeiro nível político era o da governança que era técnico e devia ser confiado aos técnicos, dispensando-se a participação dos cidadãos (que não tinham de ser ouvidos) ou dos seus representantes (o parlamento não se devia preocupar com este tipo de assuntos).

Também Vítor Gaspar se considera um “técnico em exercício” fazendo o que é preciso para o bem da nação, mesmo que esta nação não o entenda e, até mesmo, rejeite em uníssono essas políticas - esquecendo-se que, em democracia, o governo é uma emanação da vontade popular expressa nas urnas.

Foi uma lição de história, estruturada, bem fundamentada e com sentido de humor que assistimos ontem na Casa da Cultura de Setúbal. O debate que se seguiu foi vivo e mais alguns aspectos históricos do Estado Novo foram esclarecidos. E, a bem da Nação, mais não digo.

António Ganhão

quarta-feira, 27 de abril de 2016

PEDRO LOURENÇO desenha ao vivo na loja da Conserveira de Lisboa (uma história em continuação mensal durante um ano). Depois de Nuno Saraiva, Susana Carvalhinhos, Lord Mantraste, João Maio Pinto, Pedro Brito, Pierre Pratt, Cristina Sampaio e Dileydi Florez, Pedro sobe agora ao escadote para desenhar um fragmento de história em continuação que envolve sereias e pescadores e mares e o mais que tem vindo à rede. Lá mais para o Verão há-de dar livro e exposição. Para já oferece o prazer do encontro à volta do talento em acção.
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https://www.facebook.com/events/122028198202630/
DESENHAR SOBRE A CONSERVA também vai estar na Festa. Todos os painés desenhados vão estar expostos por cá. André Carrilho desenhará o último ao vivo. É em junho. Falta pouco. Os grandes ilustradores vão estar em Setúbal.
https://www.facebook.com/festadailustracaosetubal/?fref=ts

quinta-feira, 18 de março de 2004

Domingo é dia de poesia

O próximo domingo é dia mundial da Poesia. Como vivo em Setúbal, vou aceitar o convite que Fátima Medeiros me dirigiu, e lá estarei na sua livraria, a Culsete, às cinco horas da tarde. O programa é de primeira. Vão lá estar os meus amigos Helder Moura Pereira e Manuel Rosa. Helder é um poeta que surpreende em cada livro que vai tendo a gentileza de pôr cá fora. Manuel é o seu editor - O homem da Assìrio & Alvim. É também o responsável pele estética das publicações. O livro que editou de Helder, para além da belíssima capa, é uma grande demonstração do talento do poeta. O titulo é divertido: "A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA". Aqui vai o primeiro texto da obra.

"As coisas passaram-se assim: meu avô
teve um desgosto de amor, quis matar-se.
Atirou-se do Castelo de S. Filipe
mas não se matou, ficou ali, primeiro
a gemer e depois inconsciente, julgava
que tinha morrido. Um pastor de ovelhas
encontrou-o e levou-o para o hospital.
No hospital meu avô percebeu
que não tinha morrido, a irmã da gerente
interessou-se por ele e casaram.
Do casamento nasceram três filhos,
meu pai foi um deles. Sou portanto neto
do acaso e o acaso é o meu pai."

Não se esqueçam, é no próximo domingo. JTD

sábado, 4 de abril de 2020





MUITO CÁ DE CASA | AUTORES EM CONVÍVIO COM LEITORES
As conversas na Sala José Afonso da Casa da Cultura

Já passaram pela Sala José Afonso os maiores nomes da escrita e das ideias que exercem os ofícios em Portugal. Tivemos até um estrangeiro. A iniciativa dispõe-se a trazer a Setúbal autores que lançaram recentemente livros ou publicaram algo que se notabilizou nas áreas da Literatura, da História, ou da Política. Já são muitas dezenas de nomes maiores da nossa cultura e intervenção cívica.

Afonso CruzJosé Eduardo Agualusa, Ana Zanatti, António Mega Ferreira, Gonçalo M. Tavares, Irene Pimentel, Fernando J. B. Martinho, Hélia Correia, Helder Moura PereiraJosé Nobre, Paulo José Miranda, Mário Zambujal, Ana SendasAntónio CabritaJoão Gobern, Fernando Rosas, Mariana Mortágua, António Oliveira e Castro, Jorge Costa, Alice Brito, Cristina CarvalhoDulce GarciaTeolinda Gersão, Ana Maria Pereirinha, Helena VasconcelosAntónio De Castro CaeiroInês Fonseca SantosAlbérico Afonso Costa AlhoDiogo FerreiraFrancisco BorbaTomas VasquesFrancisco LouçãMamadou Ba, Fernando Dacosta, Henrique Manuel Bento FialhoFernando Luis SampaioSérgio Godinho, Rui Zink, José AnjosLuiz Fagundes DuarteValério RomãoLuís Gouveia Monteiro, António Araújo, Eduardo PittaEduardo Paz FerreiraJoão SantosAna Cristina LeonardoAlfredo BarrosoAna Cristina Silva, Onésimo Teotónio de Almeida, Nuno Domingos, Fátima Ribeiro de MedeirosJoão Paulo Cotrim, José Simões, Viriato Teles, Viriato Soromenho-Marques, Jose Luis Peixoto, Pedro Almeida Vieira, André GagoLuísa Tiago de Oliveira. Almada Contreiras, Manuela Paraíso, Luís Cardoso, Paulo MoreirasLuís OsórioHelena LebreCláudia Marques Santos, Fátima Rolo Duarte, Sérgio Cardeira, Possidonio Cachapa, Luís Afonso, Jorge Silva Melo, Rui Simões, António Costa Santos, Rui Cardoso Martins, Fernando Sobral, Cesário Borga, Sérgio Gonçalves do Cabo, João Madeira, Paula Cortes, Nuno Miguel Guedes, Alex Cortez, Duarte Pereira, Filipe Lopes, Ana Mouta Faria, João Freire, Maria Alexandra Lousada, Jorge Silva, Cristina Sampaio.
O músico e escritor brasileiro Vitor Ramil lançou aqui  livro A Estética do Frio e brindou-nos com uma impressionante performance musical. Um luxo.
A mais recenete convidada Muito Cá de Casa foi Ana Margarida de Carvalho. O Estado de Emergência entretanto decretado ditou o adiamento, mas não a anulação. Em breve estaremos com a escritora ao vivo.

As sessões foram moderadas por António Ganhão, Rosa Azevedo e por mim. São animadas e têm os públicos dos autores, o que as tornam de assistência diversificada. 

Muito cá de casa é a expressão que encontrámos para definir a proximidade dos autores com os seus leitores. A Sala José Afonso é a nossa sala. Até breve.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CONTOS POPULARES EUROPEUS | Brilhante texto do meu amigo Rui Cardoso Martins, no Público de domingo. Rui Cardoso Martins será um dos próximos convidados Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. Virá até cá para falar do seu mais recente livro. Fiquem para já com este texto. Em breve falaremos da data em que poderemos conversar com ele ao vivo. LER TEXTO
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