sábado, 18 de fevereiro de 2023
África minha
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
LIVRO DE RECLAMAÇÕES | Vivo em Setúbal. Utilizo os comboios da Fertagus para me deslocar diariamente para Lisboa. Há nisto vantagens evidentes. Os horários são cumpridos e a viagem é tranquila. Para além destes benefícios há também a vantagem de se evitar a frequência do trânsito na ponte 25 de Abril, e a poupança de fundos também não é nada de deitar fora. Vamos utilizar os transportes públicos, portanto. Há no entanto um problemazito. Para nos deslocarmos para a renovada (e horrorosa) estação ferroviária de Setúbal, a utilização do carro particular poderia ser uma hipótese. Pois tirem o cavalinho da chuva. Que o mesmo é dizer: deixem o carrinho à porta de casa. Acontece que ao chegarmos ao local, verificamos que todos os locais de estacionamento em redor da estação são pagos. Mais: a permanência máxima permitida é de duas horas. Quem vai para Lisboa passaria o dia em viagens para vir colocar moedas no parquímetro. Mais ainda: os parques da estação propriamente ditos não são alternativa: não estão em funcionamento, apesar de prontos há muito tempo. A fotografia mostra o parque fronteiro ao local de embarque. Este parque estava a abarrotar quando era possivel estacionar. Agora não serve rigorosamente para nada. Nem percebo como faz aqui negócio uma empresa de exploração de estacionamentos. Quem são os responsáveis por este notável empreendimento?
quinta-feira, 12 de março de 2026
Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal
Citava eu esta frase por causa do meu aniversário, e mal sabia eu que estas palavras se iriam ajustar ao fim de Mário Zambujal. Falámos desta frase de Manuel da Fonseca no dia em que o convidei para um "Muito Cá de Casa" na Casa da Cultura de Setúbal. Encontro num lançamento de um livro de um amigo em meados de março de 2016. Diz-me o Mário: "Pois eu, fiz um dia destes uma coisa que nunca tinha feito na vida". Então, o que foi?, digo eu, impregnado de curiosidade. "Eh, pá, então não é que fiz oitenta anos?". Risadas, mais piadas e conversa programada para dezembro desse ano.
E dezembro chegou. O encontro foi na sala José Afonso da Casa da Cultura e tive a Rosa Azevedo por companhia, como era hábito naqueles encontros. Jantámos, conversámos, bebemos, conversámos, rimos, falámos a sério das hipocrisias da política e despedimo-nos. Isto aconteceu em 2016, como já disse. Eu encontrava-me com o Mário em lançamentos de livros, estreias de filmes e outras obrigações. Lembro-me de uma vez em que estivemos à conversa com o Francisco Bélard na Cinemateca. Que conversa tão saborosa. Tenho muita pena de não estar mais vezes com estas pessoas que nos fazem crescer bem. Existe uma vida boa, sem luxos mal comportados, mas com autenticidade e alegria. Este fim deixa-me triste. Escusavas de partir no dia dos meus anos. Não se faz. Mas olha: leva lá um grande abraço e um obrigado do tamanho da tua vontade de viver. Foi mesmo muito bom conhecer-te e ser teu amigo. Até sempre, Mário.
sábado, 4 de maio de 2013
O professor Fernando Rosas apresentou o seu último livro “Salazar e o Poder – A arte de saber durar.” O historiador Albérico Afonso moderou o debate que se seguiu tendo destacado o fato desta obra destruir alguns dos mitos sobre o Estado Novo, como a “facilidade” com que a ditadura, em 28 de Maio, assumiu o poder. Referiu ainda que estas obras, não apologistas do regime, são fundamentais no esclarecimento de um período histórico que nos marcou durante mais de meio século.
Segundo o autor, o livro divide-se em três partes: o que pensava Salazar sobre a política (caindo o mito que Salazar vivia acima das questões políticas), como chegou ao poder e finalmente como conseguiu manter-se no poder durante tantos anos.
O paralelismo com a situação actual era inevitável. Fernando Rosas citou o “Eu não fui eleito para coisíssima nenhuma” de Vítor Gaspar para ilustrar o primeiro degrau de entendimento da política por parte do Estado Novo. Para Salazar o primeiro nível político era o da governança que era técnico e devia ser confiado aos técnicos, dispensando-se a participação dos cidadãos (que não tinham de ser ouvidos) ou dos seus representantes (o parlamento não se devia preocupar com este tipo de assuntos).
Também Vítor Gaspar se considera um “técnico em exercício” fazendo o que é preciso para o bem da nação, mesmo que esta nação não o entenda e, até mesmo, rejeite em uníssono essas políticas - esquecendo-se que, em democracia, o governo é uma emanação da vontade popular expressa nas urnas.
Foi uma lição de história, estruturada, bem fundamentada e com sentido de humor que assistimos ontem na Casa da Cultura de Setúbal. O debate que se seguiu foi vivo e mais alguns aspectos históricos do Estado Novo foram esclarecidos. E, a bem da Nação, mais não digo.
António Ganhão
quarta-feira, 27 de abril de 2016
PEDRO LOURENÇO desenha ao vivo na loja da Conserveira de Lisboa (uma história em continuação mensal durante um ano). Depois de Nuno Saraiva, Susana Carvalhinhos, Lord Mantraste, João Maio Pinto, Pedro Brito, Pierre Pratt, Cristina Sampaio e Dileydi Florez, Pedro sobe agora ao escadote para desenhar um fragmento de história em continuação que envolve sereias e pescadores e mares e o mais que tem vindo à rede. Lá mais para o Verão há-de dar livro e exposição. Para já oferece o prazer do encontro à volta do talento em acção.https://www.facebook.com/events/122028198202630/
https://www.facebook.com/festadailustracaosetubal/?fref=ts
quinta-feira, 18 de março de 2004
Domingo é dia de poesia
"As coisas passaram-se assim: meu avô
teve um desgosto de amor, quis matar-se.
Atirou-se do Castelo de S. Filipe
mas não se matou, ficou ali, primeiro
a gemer e depois inconsciente, julgava
que tinha morrido. Um pastor de ovelhas
encontrou-o e levou-o para o hospital.
No hospital meu avô percebeu
que não tinha morrido, a irmã da gerente
interessou-se por ele e casaram.
Do casamento nasceram três filhos,
meu pai foi um deles. Sou portanto neto
do acaso e o acaso é o meu pai."
Não se esqueçam, é no próximo domingo. JTD










