terça-feira, 30 de maio de 2017

A Festa da Ilustração abre na próxima sexta-feira à meia noite. Convidados.

sábado, 27 de maio de 2017


MARIANA PERPÉTUA PARRANÇA DUARTE 1922 - 2017
Se estava à espera deste fim, porque não estava à espera deste fim? Um vazio. É isso que sinto. Parece que morremos os dois. Eu só um bocadinho. A minha mãe quis mesmo partir sem mais demoras. Foi alegre. Gostou de viver. Agora estava a desistir. Estivemos perto um do outro toda a vida. Estou a lidar tão mal com este fim.
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RAMIL EM SETÚBAL | Privilégio. Vitor Ramil falou e disse como tudo começou. Contou episódios das suas origens e como surgiram as canções. Falou da ligação a outros grandes nomes da música do mundo. Fê-lo com a simplicidade e simpatia que só assiste aos grandes. Também falámos do seu Brasil tão ferido. Ah, e cantou. E que canto bonito, é este canto de Vitor Ramil. Gente inteligente, atenta e com a curiosidade em riste, assistiu a tudo isto nesta galeria onde José Afonso está tão perto, com o design das capas dos seus discos. Foi uma das mais marcantes sessões Muito cá de casa na Casa Da Cultura | Setúbal. Encontro superior. Muito obrigado.
Só mais esta: Vitor Ramil jantou na A Casa do Peixe - Setúbal. Quis provar tudo o que o Luis trouxe para a mesa. Adorou o que provou. Por tudo o que aconteceu ficou assegurado que voltará a Setúbal.
[As fotografias são do Fernando Pinho]

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sexta-feira, 26 de maio de 2017


VITOR RAMIL HOJE EM SETÚBAL | Vai estar na Casa Da Cultura | Setúbal, em mais um encontro Muito cá de casa. Falaremos de literatura e de música. A Rosa Azevedo e eu vamos fazer o interrogatório. Oportunidade única, termos um grande nome da música do mundo aqui à nossa frente e podermos fazer-lhe perguntas. Ah, é verdade, ele traz o violão. É hoje, às 22 horas. Convidados.
No próximo dia 28, Vitor Ramil dará um concerto no São Luiz.
(ver aqui: IM.par)

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

HERÓIS DE AGORA | São gente. Querem viver em paz. Fogem a guerras. As guerras não são para eles. Gostavam de fazer por ser felizes. Pelo menos tentam sobreviver. Mas sofrem com a ousadia. Ontem morreram mais no Mediterrâneo. A maioria eram crianças. Gente pequena que ainda não teve tempo de perceber que não é com deuses que as coisas se compõem. É com atitudes. Com resistência às atitudes dos labregos indescritíveis que governam hoje o mundo. O Papa mandou umas bocas ao inenarrável Trump por causa das tropelias do energúmeno contra a preservação do Ambiente. Fez bem. Mas não é isso que faz dele um herói. Pessoalmente não tenho heróis, mas abro aqui uma excepção. Os meus heróis são estes resistentes que lutam pela vida e pela sua própria dignidade. Todos somos refugiados. Nem que seja quando nos tentamos livrar da ignorância e mesmo da sua expressão mais expansiva: a estupidez. Refugiamo-nos nas nossas atitudes. Às vezes dá vontade de ir para bem longe.
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quarta-feira, 24 de maio de 2017


PISCINAS E ANANAZES Este tempo quente que nos assiste os dias e prolonga as noites, convoca para a ordem do dia a pintura de David Hockney. Corrijo: lembra-nos alguma pintura de David Hockney, porque a pintura de David Hockney está toda e está sempre na ordem do dia. Também nos lembramos de tudo isto quando está em Londres — terra de luto — uma importante retrospectiva da sua obra. A bonita obra de Hockney numa cidade marcada pelo terror.
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terça-feira, 23 de maio de 2017

TERROR | Foi em Manchester, Podia ser noutro lugar do planeta. Já foi em muitos lugares. Lugares a mais. Tudo leva a crer que foi atentado suicida. O que dizer de alguém que morre para matar pessoas que estão a iniciar os melhores momentos das suas vidas? Noite terrível.
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

VITOR RAMIL EM SETÚBAL | Vai estar na Casa Da Cultura | Setúbal na próxima sexta-feira, dia 26, em mais um encontro Muito cá de casa. Falaremos sobre a sua escrita e a sua música. A Rosa Azevedo vai fazer o interrogatório. Eu também tenho umas coisas para lhe perguntar, e quem aparecer terá outras. É uma oportunidade única, termos um grande nome da música do mundo aqui à nossa frente e podermos fazer-lhe perguntas. Apontem na agenda. É na próxima sexta-feira, na Casa da Cultura, que ferve de iniciativas. Todos convidados.

No domingo seguinte, dia 28, Ramil dará um concerto no São Luiz. (ver aqui: IM.par)
Tudo isto acontece graças à vontade e ao trabalho de Inês Magalhães Mota, da IM.par.
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sábado, 20 de maio de 2017

RECEITUÁRIO | Quem estiver em casa e quiser olhar para a televisão sem arrependimentos, passe pela RTP2. Ryuichi Sakamoto está no Suntory Concert Hall, com a orquestra filarmónica de Tóquio. Belíssimo concerto. É hoje às 22 horas.
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QUE FESTA É ESTA? | É uma festa em que os ilustradores mostram as suas opiniões ilustradas. É uma festa mesmo, em que toda a gente se diverte e convive à volta de desenhos, uns mais coloridos outros menos coloridos, mas todos com ganas de dizer bem alto que a ilustração está a viver momentos excepcionais. Esta festa tem contornos únicos em Portugal e no mundo. Nunca uma cidade esteve tão ilustrada. António Jorge Gonçalves é o autor contemporâneo exposto. Manuel Ribeiro de Pavia o ilustrador consagrado, em exposição concebida por Jorge Silva. Mas falaremos de tudo isto e de tudo o que falta falar na próxima terça-feira. Apareçam. Convidados.
Festa da Ilustração - Setúbal

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DESIGN DE COMUNICAÇÃO | Boas capas que embrulham bons objectos. 
http://www.newphilosopher.com/

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

DESIGN DE COMUNICAÇÃO | Série Capas com Alguma Laracha.
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quinta-feira, 18 de maio de 2017


SOLIDARIEDADE COM A DECÊNCIA | Será desta?
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

RECEITUÁRIO | Em tempos era só um hospital que albergava gente com outras diferenças de mentalidades. Agora alberga e mostra os trabalhos de outras mentes. Gente das artes vai lá mostrar o que anda a fazer. O espaço expositivo é excelente. E os artistas convidados... Bem, basta olhar para esta proposta. Só se não puder é que não vou lá dar um abraço ao Pedro.
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RECEITUÁRIO | A grande poesia em grande tradução. Tudo começou porque Píndaro escreveu estes textos. Poeta de meter respeito nascido na Grécia. O António De Castro Caeiro traduziu a obra do grego. O António não se vê grego para perceber e falar grego. É um especialista na coisa. 
Mais uma magnífica edição da abysmo. O lançamento é amanhã. 

Vamos lá?
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terça-feira, 16 de maio de 2017

TRUMPGATE? O Poupas está em apuros. O que se espera para depois não é lá grande charuto, mas pelo menos desaparece esta alarvidade sem trambelho. É também uma questão de estética. Brocados e dourados fora do poder.
Fonte Expresso
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PSICOLOGIA DO VESTIR | O monárquico de serviço na coligação de Cristas nunca acerta uma. Quem disse que saia travada não é vestimenta apropriada para trabalhar? Depende do trabalho, homessa! Claro que o marialva não sabe muito bem o que isso é. Por isso mesmo deveria ter cuidado com o que diz. Mas, lá está, é da sua natureza. Um marialva é naturalmente destemido e desbocado. Mas Cristas até tem alguma razão. Pelo menos tem as suas razões. Não se vai para o meio de malta com pouca roupa de vestido de kiwis. Ou de mini-saia, ou de calções de cabedal. Jeans e botas é muito mais apropriado. Mas atenção à marca dos jeans. E das botas. Não vá lá para o meio daquela gente com roupas de marca, caríssimas e assim. Tudo tem preceito, sei lá.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

MÚSICA MESMO MUITO CÁ DE CASA | Vitor Ramil vai estar em Portugal no final do mês. Antes do concerto no São Luiz vai estar na Casa Da Cultura | Setúbal. O encontro será no próximo dia 26, na galeria da Casa, a partir das 22 horas.Vamos falar de música, mas também de literatura. Rosa Azevedo vai apresentar o seu livro Primavera da Pontuação. Eu a Rosa vamos conversar com ele. Parece que o homem traz o violão. Tudo pode acontecer. Nos próximos dias enviamos o convite e falaremos mais sobre este assunto. 
Fonte im.par
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domingo, 14 de maio de 2017

MÚSICA PARA CAMALEÕES | Reconhecer diferenças na canção vencedora não é aprovação do eurofestival. O eurofestival vai provavelmente continuar a ser a chungaria que o caracteriza. Foleirada do pior em grande produção. A cidade onde vivo — Setúbal — costuma exibir o pior, o mais chunga mesmo, que o eurofestival produz. Custa dinheiro? Deve custar. Eu acho que esse dinheiro deveria ser gasto para se evitar a produção. Era uma boa prestação cultural. Mas no próximo ano a coisa piora. O eurofestival mesmo, a prestação principal, vai ser produzido na cidade onde assento arraiais para trabalhar — Lisboa. Também lamento a produção. Não tenho ilusões. Vai ser uma piroseira do pior. O problema é que este ano aconteceu um acidente de percurso: a canção vencedora foi uma composição portuguesa. Como recompensa o país é castigado com a organização do desfile culturalmente bárbaro. É certo que a canção se destacou pela diferença. Os dois irmãos parecem talentosos. O rapaz não alinha pelo diapasão da chungaria. Demarca-se do enleio sempre que se pronuncia sobre o assunto. Revela inteligência e gosto musical apurado. Gosto do rapaz e da irmã, não gosto da palhaçada que os rodeia. Confesso que fiquei incomodado por ficar ligado à apologia da coisa. Um orgulhoso nacionalismo apoderou-se da população. Não sou nacionalista. Nunca imaginei fazer um comentário ao festival da canção, ou ao eurofestival, ou ao que quer que seja, por nacionalismo serôdio. Não foi o que fiz e nunca mais farei nada que se assemelhe. Esta mania de não saber estar calado traz desvantagens. Fique claro: a música ligeira manhosa não me interessa para nada, seja ela portuguesa ou produzida "lá fora". Explicada a fraqueza?
Nota: isto não é um arrependimento. É só cá por coisas.
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NÃO HÁ MILAGRES, ESTÚPIDOSTrês alegrias em um dia apenas. É obra. Mas vamos lá dissecar isto. Uma alegria foi para quem acredita em milagres. A segunda para quem acredita que a bola é redonda mas que às vezes roda mais para o nosso lado. A terceira para quem gosta de música de bater palmas e trautear lá-lá-lá. Será? 
As duas primeiras alegrias que trago à prelecção são o que são e assim vão continuar a ser. A terceira não é bem assim. O grande valor de Salvador não é o ter conseguido convencer o mundo de quem vê e ouve o eurofestival que a sua canção era a melhor. Ele é muito mais do que isso. "A música é para sentir", disse. E disse tantas outras coisas inteligentes que provavelmente os entusiastas de eurofestivais não perceberam nem um bocadinho o que ali está.
É que, agora a sério, não há milagres. Fátima e os pastorinhos santinhos são uma empresa de sucesso e o sucesso dá muito trabalho. O Benfica não é campeão só porque os jogadores se benzem ao entrarem no relvado. Se assim fosse até os deuses teriam de ser adeptos de futebol e usar cachecol colorido. Um campeão tem de trabalhar muito. Os resultados saem desse trabalho.
E por último a vitória de Salvador Sobral. "A música é para sentir", disse ele e eu repito-o. A música não é maionese para acrescentar a cozinhados manhosos. O eurofestival é um cozinhado manhoso. Salvador e a irmã Luísa quiseram dizer ao mundo dos festivais manhosos que há outras coisas que não são manhosas e que as pessoas podem gostar. O gosto decorativo do "acrescentar ritmo para bater palminhas e dar ao rabo" foi derrotado nesta edição do eurofestival manhoso. Quem gosta daquilo só porque é aquilo pode ser que não perceba isto, mas então não percebe nada. Se tudo ficar na mesma como a lesma, tudo ficará ainda mais medíocre e manhoso. Agora é assim: ou mudam, ou mesmo os entusiastas porque sim mudam de agulha. Há mundo para além da parolice festivaleira.
Claro que Salvador já está noutra. Sempre esteve, aliás.
Boa, Salvador. E bom trabalho. A gente vai encontrar-se por aí.
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