terça-feira, 30 de setembro de 2014

PARLAMENTAR DE SOFÁ | Não é grande escolha. Eu teria convidado João Galamba ou Sérgio Sousa Pinto. Mas quem sou eu para dar palpites. Se existissem primárias para se perceber quem deveriam ser os lideres parlamentares a escolha não seria esta. Limpinho.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

MAFALDA | Não se conforma com o estado do mundo. Não entende o sofrimento dos seus semelhantes. Não tolera a hipocrisia. Contesta tudo o que acha injusto. É uma miúda porreira. Chama-se Mafalda e faz hoje cinquenta anos. Parabéns, Quino.
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QUANDO TUDO ARDE | Em França a direita obteve maioria absoluta no Senado e a extrema-direita elegeu dois espécimes. Hollande já não faz ali nada. Tudo desaba à sua volta. Já está a limpar as botas e a arrumar a escova de dentes. Mas o problema não é o presidente em si, é o que ele representou e agora não existe. A aplicação pela esquerda dos ajustes cegos da direita dá nisto. O conceito esquerda-direita ainda faz sentido, ao contrário do que nos impingem os arautos do neoliberalismo. Mas para fazer sentido tem de haver diferenças. A direita corrige a manutenção e alargamento dos grandes interesses e a esquerda percebe que não pode ser assim. Há mais gente no mundo. A vida não é o "quem quer ser milionário". Quando isto não se nota emerge o discurso do "são todos iguais". Não pode ser.
Notícia Expresso
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domingo, 28 de setembro de 2014

É A POLÍTICA, ESTÚPIDO | As viúvas de Seguro não escondem o pranto. O discurso anda próximo do neoliberalismo exacerbado. Vem aí o desbragamento financeiro. Insistem na peregrina ideia, que parece que descobriram, de uma nova forma de fazer política. Parecem o outro, o da Tecnoforma. Ou os marinhos e pintos da vida. Não perceberam que hoje aconteceu um regresso à política dentro de um determinado partido político. Ou perceberam. E é isso que não estão com dificuldades em digerir. Fiquem bem. A vida continua.
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PRIMEIRAS PRIMÁRIAS | António Costa é candidato a primeiro-ministro. A votação foi tão expressiva que fico com uma dúvida que nunca será esclarecida: como pensaria o ainda secretário-geral do PS ganhar a Passos Coelho as eleições legislativas se nem o partido estava seguro?
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FASCISMO NÃO, MUITO OBRIGADO | Um partido fascista convocou um meet para a zona onde circula mais gente de muitas culturas em Lisboa. Os fascistas lamentam isso. Acusaram António Costa de ser o principal responsável por haver tanto filho de tanta mãe. E estão preocupados não vá a balbúrdia estender-se ao país. Esta gente não vê o óbvio: são estas diferenças que fazem uma zona civilizada e aberta ao progresso. Só sonham com policiamento e restrições. Não pensam noutra coisa. Felizmente eram meia dúzia de imbecis. A coisa teve mais sucesso em uma ou outra notícia do que no local da actuação. Em Portugal, apesar de tudo, estes grupelhos fascistas não têm expressão. Felizmente, insisto. 
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sábado, 27 de setembro de 2014

ALEGRES CIPRESTESSe me pedissem para escolher uma música ou um grupo musical para acompanhar a pintura de José Mouga, inclinava-me para os Penguin Cafe Orchestra. O percurso do pintor não acompanha estilos ou modas. Não se enquadra em escolas ou grupos. Nada contra os alinhamentos. As rotinas são necessárias. Mas não é disciplina que se inscreva no seu caderno de capa preta. Adivinha-se nestes trabalhos a preocupação de não estar calado. De contar o que se passou ali mesmo ao lado. De mostrar trilhos percorridos. 
É por isso que a pintura de Mouga é como a música do grupo de Simon Jeffes.
Sem enquadramento que permita uma classificação. Conheço-lhe o percurso desde os tempos do abstracto. Percebi o caminho para uma tímida figuração. E surpreendo-me com este novo trabalho. Estes ciprestes foram companheiros do artista e seus cúmplices.
Rui Mário Gonçalves tentou perceber o que se passou. Escreveu elogiosa opinião sobre a pintura de José Mouga. Na publicação que será apresentada para esta exposição será incluído um dos seus textos. Aliás, decidimos que esta mostra fosse também uma homenagem ao crítico e historiador de arte que recentemente nos deixou. É o nosso obrigado a quem tão bem entendeu a Arte Portuguesa.
Setúbal vai receber o pintor José Mouga, na Casa da Cultura, com estes trabalhos que revelam a nova fase do artista.
Chamou-lhes Notas de Viagem.
A inauguração é na próxima sexta-feira, dia 3 de Outubro, a partir das 22 horas.
Há festa rija na Casa. Convidados.

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RISO AMARELO | A maneira como a maioria parlamentar reagiu ao discurso ziguezagueante do primeiro-ministro foi em si só um autêntico programa. Ora risos desbragados e alarvidade colectiva, ora rabinho entre as penas que isto não é um passeio com o dono pelas ruas da cidade. Pelo contrário, Passos Coelho andou pelas ruas da amargura e não saiu da passeata em muito bom estado. Ficou tudo por explicar. Ou seja: o que faz um colaborador de uma empresa que não recebe remuneração, não vai lá, e, segundo o próprio, nada fez para que os empreendimentos tivessem sucesso? E quando falamos de saídas de dinheiro para pagar despesas, de que despesas falamos?
Mas há mais. A própria actividade da empresa deixa muito a desejar. Não se percebem bem os objectivos da coisa. Também ainda não percebi o motivo de não terem chamado Miguel Relvas para os esclarecimentos. Os homens foram dupla activa naquela inactividade. Fazia sentido. Ao invés disso chamaram um tótó que não estava nada confortável no fato que lhe enfiaram. Enfim, a procissão vai no adro. E o andor é bem pesado.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

UM HOMEM EXCEPCIONAL | Afinal o homem é honestíssimo. Trabalhou para a Tecnoforma — no tempo em que foi deputado — completamente de borla. Só apresentava as despesas. E não abriu portas nenhumas, ou seja, não arranjou negócio nenhum para a dita empresa. Afinal o homem não fez lá nada e não recebeu nada. O que estaria lá a fazer? Não será melhor ir para um convento?
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MUITO CÁ DE CASA | É hoje que vamos falar sobre o naufrágio de Lampedusa. Ocorreu há quase um ano. A 3 de outubro. Vamos relembrar e tentar perceber se alguma coisa mudou. Parece que não. Os desastres acontecem com frequência. A Europa está de costas para o assunto, apesar das lágrimas de crocodilo do funcionário Durão Barroso. O racismo anda aí. No terreno e na cabeça de muita gente que anda pelo parlamento europeu. Temos mesmo que perceber isto. E reagir. Vamos conversar com Mamadou Ba e José Falcão, do SOS Racismo. Apareçam na Casa Da Cultura | Setúbal, hoje, sexta-feira, às 22 horas.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

RECEITUÁRIO
RECEITUÁRIO

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

EU É QUE SOU O GOVERNADOR | O Governador do Banco de Portugal tomou-lhe o gosto. As decisões sobre o BES deram-lhe asas. Agora quer governar o país. Quer que as pessoas com alguma idade — mais ou menos a dele — que passam a vida nas clínicas públicas, segundo ele em busca de baixas médicas, sejam reformadas mais cedo. Assim arranjam-se empregos para os mais jovens. Não sei se será uma grande ideia, mas realço a ousadia do homem em propô-la. Mas este governador agora é governante? Ou pretende sê-lo? Já chegámos ao vale tudo?
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MERCADO DA FÉ |Stephen Hawking diz que deus não existe e arma-se por aí um desassossego dos diabos. Onde está a novidade? Ao contrário do que por aí se diz, Hawking não contradiz o que escreveu em Breve História do Tempo. Aí, o cientista separa complacentemente a ciência da religião, mas já então não reconhece a existência de deus nenhum. A única diferença que agora sobressai é a recusa em admitir a ideia de milagre. A ciência não repara nem pode reconhecer esses embustes. Portanto, não percebo o alarido que domina as redes. Parece que foi agora decretado o que há muito foi definido. Mais: Hawking nem é o mais relevante cientista que rejeita fantasias. Tenho nas minhas leituras gente que foi muito mais longe na demonstração de inexistências. Sam Harris, Chistopher Hitchens, Richard Dawkins ou Allain de Botton, por exemplo, não se cansam de apresentar explicações nada crentes, mas credíveis.
Mas quem precisar de um deus para se portar bem, faça favor de escolher um. O mercado está bem abastecido. Mas portem-se bem mesmo. Já basta de maus comportamentos em nome da fé.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014

O SEMPRE-EM-PÉ | Quase chorou e pediu mesmo desculpa por ter de aprovar medidas do anterior governo. Chegou ao Governo e quadriplicou as penalizações. Tinha de ser. Antes tinha "trabalhado" numa empresa enquanto ocupava o seu lugar de deputado na Assembleia da República. Provavelmente pensa que todos fizemos o mesmo. Daí assegurar que todos vivemos acima das nossas possibilidades. Leu livros que os autores nunca escreveram e fala como um livro aberto mas mal escrito. Leu pouco e pouco aprendeu. Tem um especial pendor para explicador de matérias inexplicáveis. Quer à viva força aplicar o que lhe ensinaram na Juventude do seu partido — e o que lhe dizem os seus comparsas estrangeiros —  às vidas de todos nós. Esquece-se com muita frequência do que lhe aconteceu em proveito próprio e não deveria ter acontecido. Mente. Não basta? O que é que ainda faz em primeiro-ministro?
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014


A FORMA DAS COISASMarcelo e Mendes até reconhecem que a coisa aconteceu. Passos recebia ilegalmente umas massas valentes da Tecnoforma enquanto era deputado. Mas estes bons amigos do primeiro-ministro acham que o então rapaz até não o fez por mal. Não deu por nada. Também quando se falou na angariação de trabalho para a mesma empresa pelo vendedor doutor Miguel Relvas, Teresa Caeiro veio a terreiro defender Passos Coelho: o primeiro-ministro não soube de nada. Das duas uma: ou são tão amigos do líder que nem se importam de fazer figuras tristes, ou então acham que o homem é mesmo tão parvo que tudo lhe passa ao lado. Escolham.
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domingo, 21 de setembro de 2014

80 ANOS | Parabéns, senhor Leonard Cohen.
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MUITO OBRIGADO, SUPER-HERÓIS | E se Paula Teixeira da Cruz e Nuno  Crato convocassem o argumento deste ex-ministro para o debate?! Demitiam-se a seguir? Pediam desculpa? Sim, mas este ministro também pediu desculpa
e demitiu-se na mesma. Pronto, percebo. Os actuais governantes não podem ser dispensados. São super-heróis, como esclareceu há pouco tempo o super-homem da RTP. Precisamos deles para existirmos. O que seria de nós…
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ERRAR É HUMANO | Nuno Crato pede desculpa. Paula Teixeira da Cruz pede desculpa. É preciso pedir desculpa para que tudo fique na mesma. E quem elegeu esta trupe não nos pede desculpa? Pensem nisso. É que errar é humano, mas assim tanto…
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