GOVERNO PRECISA-SE | Há um governo que finge não haver Constituição. Há um governo que pressiona, pela voz do próprio primeiro-ministro, um Tribunal Constitucional que, perante a afronta, sente obrigação de declarar que não vai em cantigas. Há um governo que continua em funções apesar da evidente delinquência. Há um governo?!
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
AMIZADE E PASSADEIRAS VERMELHAS | Entende-se o pesar de Cavaco Silva pela morte de um seu colega, amigo e parceiro ideológico. Amigo é amigo. Mas não se entende o silêncio perante a morte que os incêndios estão a provocar, enlutando famílias e chocando-nos a todos. Para além de amigo dos seus pares, Cavaco Silva devia perceber que, para o bem e para o mal, desempenha outras funções que o obrigam a pronunciar-se e a actuar em todas as ocasiões que afectam ou distinguem portugueses. Cavaco Silva é Presidente da República. Ainda se lembra disso, senhor professor?
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domingo, 25 de agosto de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
TEATRO EM FESTA | O teatro interpreta a vida. Aperfeiçoa-a. A passagem do tempo é registada pela literatura. Pelo teatro. Ir ao teatro é fundamental para se perceber esse conflito. O teatro não faz sentido sem democracia. Nem que seja para lutar por ela. Setúbal vai estar com os palcos ao rubro. Vamos ao teatro.
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
A BEM DA NAÇÃO | Pires de Lima reflecte sobre a sua vida antes de ir para o governo. Tinha uma vida boa, diz. Mas não se lamenta. Destaca antes o espirito de missão. O homem anda a sofrer por nossa causa, mas não se importa nada com isso. É para nosso bem. Provavelmente quer que a gente lhe agradeça em coro. Estas luminárias não conseguem evitar o discurso manhoso. Não se enxergam. A música é sempre a mesma. Não têm vergonha de exibir a estafada cantoria do sofrimento a bem da Nação. Devem pensar que somos todos parvos.
PORTUGAL JÁ ESTÁ A ARDER | Morre vegetação, morre floresta, morrem animais. Mas, mais grave e insuportável, morre gente. Gente nova. Gente que faz falta. Gente que se dispõe a ser útil. Entretanto há quem não se importe de provocar a devastação. Provavelmente há quem se divirta com esta azáfama. Há seres humanos muito estranhos.
NA RUA COM SARTORIALIST | Os bons ambientes urbanos.Gente bonita no chão do mundo.
The Sartorialist
GENTE QUE SENTE | Cruzava-me com este senhor quase todos os dias, na Baixa de Lisboa. Às vezes a cadela saltava para o colo dele, e ali ficavam os dois à espera da generosidade dos passantes. Gostava de os ver. Eram os dois muito simpáticos.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
BESTAS NA ARENA | Passo pela televisão paga pelo erário público. Deparo com um deplorável espectáculo taurino. Parece que é a corrida TV. Está lá o inenarrável presidente da instituição e tudo. Um forcado cai por terra. Sai em maca. É aplaudido pelos aficcionados que estão na praça. Aquilo é festa de gente? Ok, já saí dali. Mas sinto-me envergonhado como pessoa. Deplorável. E fico por aqui. Não pretendo alimentar polémicas. Só discuto com seres humanos.
FELICIDADE SAZONAL | O governo empolga-se com um crescimento que mais parece manutenção. A comunicação social televisiva colabora: a SIC vai buscar empresários de restaurantes que não se incomodam nada com o aumento do IVA. E há empresários hoteleiros em grande entusiasmo expansionista, vejam lá. Há exemplos de sucessos em barda. Este entusiasmo de plástico tenta fazer o impossível: esconder a situação dramática de milhares de portugueses. Empresários, empregados, desempregados, funcionários públicos, gente que trabalha e que não vê futuro para além do dia presente. A par da sua desairosa prestação, o governo porta-se como se não tivesse que dar satisfações a ninguém. Ninguém sabe o que vai para lá fazer Paulo Portas. Não se percebe como se vai articular com a ministra criada por Gepeto, já que foi por causa da senhora que Portas fez rebentar a recente crise. Isto não está a correr nada bem. E esta gente anda a brincar com isto tudo.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
TEATRO E ANIMAÇÃO | Carlos César fazia anos hoje, diz a Isabel Ganilho, no seu mural do facebook. A Isabel começou a trabalhar com ele logo nos primeiros tempos do TAS. Foi um mestre para aquela canalhada que queria saltar nos estrados. Conheci o César, a Isabel, o Buda, o Pompeu, o Nuno, a Mena, o António Piçarra, o João Carlos, a Manuela Couto, a Cristina Cavalinhos, o António Rosa, o Carlos Curto, o Asdrúbal, o João Victor, e o João Manuel no tempo em que este último me convidou para fazer a estética da peça O Juiz da Beira, de Gil Vicente. O juiz era o Carlos Rodrigues (Manel Bola), mas esse eu já conhecia de outras andanças. O César era, para além de actor e encenador, um animador irrequieto. Tudo fazia para que os seus projectos fossem recompensados. Viajei com ele algumas vezes de autocarro, de Setúbal para Lisboa. Conversávamos imenso. Nem sempre estávamos de acordo. Uma vez fomos de carro. Dei-lhe boleia. Ele ia para a Gulbenkian. Deixei-o na Avenida de Berna. Quando chegou disse-me: "és casmurro. A vida não é como a gente quer". Tal foi a discussão. Hoje continuo com a minha. Mas apetecia-me continuar a discussão com o César. Não pode ser. Muito obrigado por tudo: pela tua vida, que foi um grande teatro.
DEUS ABENÇOE OS QUE NADA TÊM | Fernando Ruas distribui generosidade à porta das igrejas. Caridade cristã em acção. PS e CDS desconfiam da esmola. Ruas diz que sempre o fez e não tem explicações a dar. O ainda presidente da autarquia de Viseu limita-se a aplicar um estilo que é muito acarinhado pela direita. O PSD, que é tudo menos social-democrata, está minado de gente desta. Os seus líderes regionais portam-se como vulgares caciques salazarentos. E não têm vergonha de assumir atitudes que nada têm a ver com a democracia. Esta gente não presta. Ler notíciaterça-feira, 20 de agosto de 2013
CONFISSÃO | Confesso que estou sem pachorra nenhuma para o debate autárquico. Sempre que se aproximam rastreios deste calibre, lembro-me sempre de Manuel António Pina. Recordava ele que, quando lhe apareciam com um abaixo-assinado contra o fascismo, assinava logo. Perguntavam-lhe: mas... não lê? Não, respondia. Se leio já não assino. É o que me acontece com o que se está a passar na política em Portugal. Se me detenho em propostas, argumentos e apoiantes ridículos de candidatos que poderiam receber o meu apoio, tenho logo vontade de bazar daqui para fora. São tantos os dislates, as demonstrações de gosto duvidoso e as opiniões forçadas e sem sentido, que o apetite em apoiar fica próximo de ver as minhas tripas num prato. Mas as eleições existem. E ainda bem. Falaremos mais tarde.
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AOS LEGISLADORES DA TRETA | Por mor da actual lei, os partidos colocam os seus quadros autárquicos no tabuleiro do xadrez regional conforme a possibilidade que a tal lei lhes parece permitir. Todos sabemos o papelinho que isso tem sido. Não seria melhor deixarem os autarcas candidatarem-se nos seus locais de sempre até mijarem para as botas, em vez de andarem assim tipo saltimbancos de feira, de terra em terra, sujeitos a deliberações de tribunais que, pelo que parece, decidem conforme a cara do candidato? Ou uma coisa, ou outra. Assim não. Vejam lá isso. Ler notícia.
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OS TRAFULHAS | Há os cromos da direita troglodita que insistem em exercer e em fazer crescer o seu domínio. E depois há os cromos da direita, condenados e mesmo detidos que insistem em exercer o seu domínio procurando buracos na lei. Restam os tristes cromos que não desistem de apontar estes condenados como os autarcas insubstituíveis. São os modelos de fanfarrice. Há modelos que insistem sempre em desfilar na passerelle da trafulhice. Ler notícia.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
A conversa de hoje foi também uma peregrinação. Uma viagem pelas artes gráficas desde a idade da pedra polida, como ele chama a um dos períodos em que começou a contar histórias desenhadas. Ficava ali a ouvi-lo o dia todo. Uma aula de mestre.
www.ddlx.pt

Paulo Portas é um homem leal
Ângelo Correia
EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES | Eu também acho que o escorpião é um excelente animal doméstico.
A puta que os pariu. A todos.
domingo, 18 de agosto de 2013
RESPONSABILIDADE E JUÍZO | Parece que Judite entrevistou um rapaz podre de rico e armou-se em defensora dos pobres e oprimidos. Parece que comunicou às revistas de ler e deitar fora que ia pedir o divórcio. É casada com o cromo que se candidata pela direita à Câmara de Lisboa. Não vi a entrevista. Não leio revistas de ler e deitar fora. Mas parece-me que tudo isto são assuntos de família que nada têm a ver com as pessoas. Assim de repente só espero que Judite continue muito feliz nos programas que eu não vejo. E que Seara viva as suas paixões fora da Câmara de Lisboa. O que temos nós a ver com a vida dos outros?
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