sábado, 18 de janeiro de 2014


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MOCIDADE PORTUGUESA | Os Jovens trogloditas do partido mais troglodita da política em Portugal querem o regresso ao mofo. Insistem sempre nas coisas velhas. De vez em quando saem das cavernas e revelam os seus instintos poucochinhos. São tão poucochinhos, estes jovens trogloditas do PPD/PSD.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

POLÍTICA ENTRE LENÇÓIS | São preocupantes, as atitudes de François Hollande. É preocupante ele ter sido eleito por gente que queria mudança e nada ter feito para responder aos apelos sugeridos pelo resultado eleitoral. Ele é presidente de um país influente. Provavelmente as coisas poderiam ter tomado outro rumo. Mas o presidente francês é evasivo. Foge sempre das realidades que não lhe agradam. Deixemos a sua vida amorosa. A vida sexual de cada um é de cada um e de quem com ele priva. O pior é o resto. 
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O PAÍS VAI DE CARRINHO | A coisa está a correr tão bem que o Governo até já oferece automóveis ao povo. Se isto não é crescimento económico, então digam lá o que é crescimento económico. Parece que o sorteio é semanal. Quem deixou de ter carro por causa da crise, tem agora esta oportunidade. Basta pedir factura no acto da compra. E pode ser por um simples cafezinho. É obra. Estes governantes afinal só pensam em nós. A felicidade ainda é possível.
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BENTO E A INEVITABILIDADE | Vitor Bento falou com Ana Lourenço na SIC-N. Bento fala de quem nunca irá ter trabalho na vida como coisinha pouca. E fala dos jovens que emigraram como dinâmica natural. É assim mesmo: cada um safa-se como pode e depois logo se vê. É isto o capitalismo em estado selvagem. É a dinâmica da selva. Garante ainda que terá de ser assim por várias legislaturas. Estes delinquentes falam como se a política fosse contabilidade com o ar mais natural do mundo. Se vivêssemos ainda em ditadura estariam a convencer-nos que nada haveria a fazer. Nada de violências. Vamos cumprir as metas do desenvolvimento que os senhores do poder nos sugerem. Ouvir estes arautos do neoliberalismo mete nojo. Vómito.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

ABENÇOADOS OS QUE SOFREM | O CDS/PP é o partido da velha senhora. A Juventude Popular nasceu velha. Velha e serôdia. Esta ideia de reduzir o tempo de escolaridade insere-se no vasto plano de empobrecer as populações para além de todos os limites. Está portanto em consonância com a "revolução" liberal. Pobres e sem instrução? Óptimo, recebem menos e têm de trabalhar mais. Os pobres nasceram para isso mesmo. Vivemos acima das nossas possibilidades. Gastamos fortunas para manter esses madraços. Trabalho para cima do lombo. Só faltava depois colocar o analfabeto Alexandre Soares dos Santos na Presidência da República - olhem que não estou a brincar, já ouvi este desejo -, e Medina Carreira em primeiro-ministro. Era uma limpeza. Retiraram a proposta? Pois, não é a hora. Mas esperem pela pancada.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PASSOS & ARNAUT, ASSOCIADOS | Passos, perante um reparo menos lisonjeiro, esclarece que não pode ser bom em tudo. José Luís Arnaut, bom em tudo, assegura que quem critica o seu transbordo para o Goldman Sachs não tem mundo e só diz barbaridades. Declarações de dois espécimes que sempre viveram à conta do sistema e que estão na política apenas para isso. Quando eu era rapaz chamava-se a estas alarvidades fanfarronice. Mais tarde chamou-se filha-da-putice. Hoje chama-se segurança e atitude. O que nós devemos a esta gente do PPD/PSD…
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sábado, 11 de janeiro de 2014



MUITO CÁ DE CASA COM JOSÉ EDUARDO AGUALUSA
António Ganhão sobre a noite de sexta-feira na Casa da Cultura:

Meio sumido e com uma forte constipação, Agualusa apresentou-se esta sexta-feira na Casa da Cultura de Setúbal, recompôs-se durante o jantar. Quando lhe foi dada a palavra, usou-a como uma balsa salva-vidas, dessas que entram no seu mais recente romance, A Vida no Céu. Elevou-se, então, aos céus e convidou-nos a acompanhá-lo. Tranquilo, dotado de um sentido de equilíbrio, típico dos nefelibatas, Agualusa falou com desassombro, não evitando as perguntas do “politicamente incorreto”, ciente que o poder, em qualquer parte do mundo, não lê. Apenas se incomoda com as entrevistas.

O seu discurso tem o tom aveludado da escrita que imprimiu a este romance. Escritor do mundo, Agualusa, lança sobre a vida um olhar rico de experiência, temperado pela multiculturalidade de quem vive entre três países e o resto do mundo. O escritor, nas suas palavras, transformou-se em caixeiro-viajante dos livros, com todo o seu lado enriquecedor.
Foi uma sessão com a sala a transbordar, pessoas a assistir de pé, algumas à porta. Embarcámos nesta aventura e estendemos o nosso olhar sobre as lonjuras apenas possíveis de alcançar nas grandes planícies africanas. Fomos todos nefelibatas por uma noite.

António Ganhão no facebook

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AGUALUSA EM SETÚBAL | José Eduardo Agualusa vai estar hoje à noite no casarão da cultura setubalense. No seu mais recente livro fala de umas cidades que circulam nos céus. A vida na Terra torna-se impossível. A humanidade encontra a solução nos ares. "A Vida no Céu" é um belíssimo romance. E vai dar uma bonita conversa com o autor. Digo eu, que estou com os pés bem assentes na terra. Até logo.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ÚLTIMA HORA | A crise do euro está ultrapassada, disse o responsável máximo da Comissão Europeia, segundo o orgão em Portugal da Comissão europeia e do governo de Portugal. O jornal Sol adianta ainda que o prestigiado político português, emigrado em Bruxelas, garante que os pessimistas estavam enganados. Parece um decreto. Eu, pessimista, sinto-me alcançado. E retrato-me: confesso que me enganei. Peço desculpa ao dr. Durão Barroso, ao dr. Passos e ao dr. Portas. Agradeço o esforço que fizeram contra a diária falência de empresas e famílias. E aguardo ansioso pelo regresso à normalidade económica e financeira da população até aqui desesperada. Já não há motivos para pieguices. Nem para desesperos. Afinal este era mesmo o único caminho. Levantemo-nos e andemos para a frente. Muito obrigado a todos. Viva Portugal.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

AS RAÍZES DO ÓDIO | Não tenho por vocação defender personalidades públicas. Não defendo a ideia de que quem se expõe tem de ser virtuoso. Mais: evito comentar coisas que podem lançar escusado alarido. Tento ser razoável, portanto. Tenha lá cada um a noção de razoabilidade que tiver. Com Eusébio estabeleceram-se consensos: humilde, generoso, um patriota indiscutível, e quem disser o contrário fica sem cachecol. Soares foi tambor de festa por dizer uma laracha evitável mas verdadeira. Sócrates, querendo fazer exactamente o contrário: ser defensor exaustivo do futebolista em questão, levou nas orelhas até mais não. Não sou eu que o defendo, mas Domingos Amaral resolveu sair-se com esta. É que aquilo pode ser mesmo verdade. Eu também ia às aulas aos sábados de manhã. O problema de se citar algo de memória, já por si pode trazer desculpável consistência à narrativa, logo estes ataques são todo um programa. Os meus amigos de esquerda que alinham nestas artimanhas odiosas esquecem que a coisa está oleada de forma a sermos todos lixados. Os militantes da direita nas redes sociais começam pelos cromos de luxo, mas a ideia é transmitir a ideia de que só eles falam verdade. E vão avisando que há só uma verdade: a deles. Lá dizia a minha avó Bia: tudo o que é de mais não presta. 
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014


NO CÉU CINZENTO | A discussão sobre o heroísmo e a sua recompensa provoca-me alguma brotoeja. Não me incomoda quem habita o Panteão Nacional. Nunca lá fui, nem tenciono ir. Não tenho orgulho em restos mortais. Os meus orgulhos são outros. Os meus representantes nacionais não são reis, nem rainhas, nem representantes do povo popular. Não sou monárquico, nem populista. É outra gente que me move. Gente que queimou os miolos e ousou contra os regulamentos. O Panteão que se lixe. Podem enchê-lo de fadistas, futebolistas e cantores pimba com sucesso "lá fora". Até podem pôr lá o Presidente Cavaco, já. Como está reformado e aborrecido com isto tudo - e não tem grandes interesses: nem por política, nem por cultura, nem por nada -, podia ficar como contínuo. Boa?
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

MUITO CÁ DE CASA | José Eduardo Agualusa é o convidado da próxima sexta-feira, dia 10. O seu mais recente livro será o motivo para o encontro com o escritor. Convidados.
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sábado, 4 de janeiro de 2014


RECALIBRAÇÕES INCONSEGUIDAS | Com o comprovado fiasco do novo acordo ortográfico, as grandes figuras do Estado português fazem o que podem para calibrar a língua de Camões e Pessoa. Eles bem "recalibram", mas provavelmente "inconseguem". Estamos entregues a analfabetos desavergonhados. Está comprovado. E "recomprovado". 
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dois homens batem à porta. «Bom dia, minha senhora, viemos para instalar o medo. E, vai ver, é uma categoria».
RUI ZINK. A INSTALAÇÃO DO MEDO

MUITO CÁ DE CASA | O escritor vai estar hoje na casa da Cultura, em Setúbal. A instalação deste medo começa às 22 horas. E acabará quando a gente quiser. Que a gente não tem medo das horas. Até logo.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

CHOVER NO MOLHADO | Não ouvi a mensagem do Presidente. Distraí-me. Mas pelo que aqui leio e ouço comentar nas televisões parece que não havia nada para ouvir. Como sempre, aliás. Nunca ouvi da criatura uma ideia que valha a pena registar. Regista-se apenas a apologia dos compromissos e das boas vontades sem ideologia. Ou seja, tudo o que não lhe dê trabalho. O homem tem razão: quem manda alguém com trambelho eleger um reformado para Presidente?!
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