terça-feira, 24 de dezembro de 2024

2024+

Foi o que melhor me entrou pelos sentidos. Foi o que me esclareceu, emocionou e mudou os meus dias. Foi bom estar com esta gente toda e gostar disso. Vai ser bom continuar a perceber o que andam a fazer. Alguns já não andam por aí, mas continuam a impressionar todos os dias. Renovam-se. E nós renovamos olhares e percepções (palavra tão na moda), e seguimos para outras viagens. Não queremos morrer estúpidos, como acontece com os cretinos que nos governam. Continuamos à procura. Curiosidade insaciável. Falta aqui muita prestação de valor? Claro, isto é apenas o que a minha atenção apanhou e recomenda. Peço humildemente desculpa por algum esquecimento de peso. Corrijam essa falha, se estiverem para aí virados. Agradeço.
Bom ano, com bons livros, boas exposições, bons sons, bons filmes, boas imagens, boas atitudes.

Língua portuguesa

ficção/conto/poesia


POESIA COMPLETA & DISPERSOS

Alexandre O’Neill

Assírio & Alvim


AS MELHORAS DA MORTE

Rui Cardoso Martins

Tinta da china


VERMELHO DELICADO

Teresa Veiga

Tinta da china


A SELVA DENTRO DE CASA

Possidónio Cachapa

D. Quixote


VISISTAR AMIGOS

Luísa Costa Gomes

D. Quixote


MAIS UMA DESILUSÃO

Valério Romão

Abysmo


OS PAPÉIS DO INGLÊS

Ruy Duarte de Carvalho

Tinta da China


Outros temas e outras línguas 

ficção/história/ensaio/poesia/filosofia


O LIBRO BRANCO

Han Kang

D. Quixote


O NÁUFRAGO

Thomas Bernhard

Relógio D’Água


A ESQUERDA NÃO É WOKE

Susan Neiman

Presença


ARTIGO 535

Tanguy Viel

Antígona


EU VI O TEMPO ASSASSINAR-ME

Dylan Thomas

Assírio & Alvim


NEXUS

Yuval Noah Harari

Elsinore


DIREITAS VELHAS, DIREITAS NOVAS

Fernando Rosas

Tinta da China


DO 25 DE ABRIL DE 1974 AO 25 DE NOVEMBRO DE 1975

Irene Flunser Pimentel

Temas e debates


O QUE É A FILOSOFIA

António de castro Caeiro

Tinta da China


ANTES DO 25 DE ABRIL ERA PROIBIDO

António Costa Santos

Guerra e Paz


Ilustrados

ficção/cartoon/ilustração


FANTASMAS, BANANAS E AVESTRUZES

Catarina Sobral

Missão democracia. Assembleia da República


VOLTAS E REVIRAVOLTAS

Mantraste - Ana Maria Magalhães. Isabel Alçada

Missão democracia. Assembleia da República


E SE FÔSSEMOS A VOTOS?

Rachel Caiano / Luísa Ducla Soares

Missão democracia. Assembleia da República


DITA DOR

António Jorge Gonçalves

Missão democracia. Assembleia da República


LINHA- PONTO E VÍRGULA, caricaturas de escritores

André Carrilho

Dilúvio


ARENA

Cartoons 2004-2024. 

João Fazenda.

Tinta da China


UMA CASA É UMA MONTANHA É UM CHAPÉU

Yara Kono, Filipa Tomaz, Letícia do Carmo

Trienal de Arquitectura de Lisboa


VASILHAME

Raúl Reis

No Frame


A METAMORFOSE

André Carrilho. Franz Kafka

Bertrand


LIVRE João Abel Manta

Jorge Silva, Pedro Piedade Marques

Catálogo para exposição patente no Palácio Anjos. Abril a Dezembro, 2024


GIGANTRUMP

Daniel Tércio, João Tércio

Elefante impaciente, Estuário


25 DE ABRIL, No principio era o verbo

Nuno Saraiva, Manuel S. Fonseca

Guerra e Paz





Música

Gravações / Recordação e novos rumos


JOSÉ AFONSO AO VIVO NO COLISEU

+ cinco


SALAR

Jibóia: Óscar Silva, Ricardo Martins e Mestre André

Discrepant


Exposições
ATELIER, Pedro Cabrita Reis
Pavilhões da Mitra, Xabregas
UNCERTAIN SMILE, Miguel Navas

PEDRO CHORÃO, Pedro Chorão

JOÃO CÂMARA LEME
Galeria do onze
LIVRE, João Abel Manta
Palácio Anjos. Algés.
 
Cinema

O QUARTO AO LADO, Pedro Almodóvar
MEGALOPOLIS, Francis Ford Coppola

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Há mais vida para além do que nos agride


Há muita gente a fazer coisas boas, para além dos agressores encartados que só vivem de guerras, e dos fascistas que só pensam em agredir e depurar. Sim, os fascistas estão aí, mas nós também estamos cá para os combater. Há muita gente boa a fazer coisas boas. Amanhã publicarei a minha lista de recomendações. O melhor que eu frequentei no ano que agora finda. Ano esse que saudades não deixa, mas há vida para além do que nos agride. Até amanhã, aqui, no nosso lugar de encontro.


sábado, 21 de dezembro de 2024

Não me obriguem a vir para a rua gritar

A contribuição de Carlos Almada Contreiras para a instalação da democracia em Portugal foi impressionante. Como militar lutou contra o fascismo. Esclarecido, porque culto e lúcido, participou com entusiasmo na preparação do golpe que pôs fim ao regime repressivo. Foi ele que escolheu "Grândola" como canção senha de aviso para a saída do movimento dos capitães. Depois da revolta participou activamente nas frentes de acção militar que restituíram a liberdade aos cidadãos.

Para senha escolheu inicialmente "venham mais cinco", canção de José Afonso incluída no álbum com o mesmo título. Mas o álbum estava proibido em Portugal. Lembrou-se então de outra música também de José Afonso que tinha ouvido, cantada pelo próprio, numa sessão no Círculo Cultural de Setúbal. A canção, "Grândola, vila morena", pertence ao alinhamento do LP "Cantigas do Maio", e não estava proibida. Almada Contreiras ficou espantado com essa falha dos homens do lápis azul. Fala-se de "igualdade", "fraternidade", que há "em cada esquina um amigo" e que "é o povo quem mais ordena". Descrição perfeita de uma democracia. Mas a censura tinha laivos de estupidez enciclopédica. "Venham mais cinco" diz "não me obriguem a vir para a rua gritar" e "se o velho estica eu fico por cá". Salazar, o velho, não podia ser ofendido assim.
A morte de Carlos Almada Contreiras não teve o tratamento correcto na comunicação social, que agora chama o repugnante Ventura por dá cá aquela palha. A comunicação social prefere a palha à substância política e cultural. É triste. É repugnante.

A Associação 25 de Abril deu a conhecer esta nota sobre as cerimónias fúnebres:
"Na sequência da informação sobre o falecimento do Capitão de Abril Carlos de Almada Contreiras, juntamos elementos sobre as cerimónias fúnebres:
Sábado, 21 de Dezembro
• O corpo, vindo de Beja onde foi autopsiado, receberá uma homenagem da Câmara Municipal de Grândola, às 12:00 horas.
• Cerca das 16:00 horas, o corpo chegará à Capela de S. Roque da Marinha, na Praça do Município (Lisboa) - entrada pela Ribeira das Naus - onde será velado.
Domingo, 22 de Dezembro
• 14:00 horas: Cerimónia de homenagem e despedida.
• 16:00 horas: Cremação no cemitério dos Olivais."

Muito obrigado, comandante Almada Contreiras. Muito obrigado mesmo.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Maldade e estupidez

O que dizer da actuação de uma polícia incompetente? Estas acções não devem ser propaganda. Devem ser discretas. O resultado foi ridículo, como é a acção desta polícia incompetente e deste primeiro-ministro que tudo faz a mando da agência de comunicação que agora governa o país. São ridículos. Incompetentes. Má gente. A extrema-direita troglodita já governa em Portugal.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Design de comunicação

Da série Grande Capas. I´Humanité.


O comandante

ALMADA CONTREIRAS | Morreu o comandante Almada Contreiras. Era o meu militar de Abril. Homem de cultura viva, associada a uma generosa comunicação de conhecimento, e a uma vibrante simpatia.

Foi Almada Contreiras que escolheu "Grândola, vila morena" para senha da revolta. Ouviu a canção pela primeira vez nas antigas instalações do Círculo Cultural de Setúbal. Cantada por José Afonso, é claro. Lembrou-se da canção para senha porque ficou impressionado com a emoção que ali causou.
Em 14 de Abril de 2018 esteve comigo e com a Luísa Tiago de Oliveira a conversar, num "Muito cá de casa", na Casa da Cultura de Setúbal (imagem), sobre tudo o que aconteceu em Abril de 1974. Foi uma sessão incrível. A emoção entranhou-se na pele. A Casa Da Cultura | Setúbal viveu um dos momentos mais elevados em cultura e dignidade humana.
Encontrámo-nos muitas vezes por aí, em acções comemorativas do 25 de Abril: lançamentos de livros, evocações, jantares. O comandante Almada Contreiras foi um grande ser humano. Eu gostava muito dele. Estou triste. Muito triste. O país também deveria estar. Estará?

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Política a preto e branco

Pedro Nuno Santos está certo. De facto foi o PPD/PSD que começou por normalizar a extrema-direita fascista fazendo alianças para governar. Ou seja: o "não é não" de Montenegro não foi ouvido na Madeira. Claro que o partido fascista é como o escorpião. Morde sempre mesmo em quem lhe estende a carpete. Não se pode confiar em fascistas. Mas votar com fascistas também não é uma boa opção.

As eleições não vão dar em nada. Albuquerque vai ser eleito. É verdade que os cretinos do Chega acham que vão ganhar as eleições. Agora é que é!, pensarão. Não, não é. É por isso que o PS nunca deveria votar com o Chega. Claro que há situações em que essa normalidade existe. Eles estão representados nas instituições e há situações de senso comum em que não há volta a dar, mas a única situação nova que sai desta contenda é a normalização do partido fascista pelos dois maiores partidos do sistema (penso que é ao sistema democrático que o partido fascista se refere), e que a extrema-direita despreza e quer eliminar. A extrema-direita merece sempre combate, nunca respeito. Não havia necessidade disto, quando isto é mais do mesmo. Agora vamos andar em eleições de seis em seis meses na Madeira?


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