segunda-feira, 7 de setembro de 2026

No tempo em que os animais falavam

O homem-sapo português congratulou-se, entusiasmado, com a vitória dos herdeiros de Hitler na Alemanha. A mulher-Hitler (lamento, mas não encontrei animal mais repugnante para a ilustrar) ficou radiante e, empolgada com o seu característico patriotismo, agradeceu a Musk e a todos os nazis. Valentona.

O homem-sapo chama "abrir de olhos" a esta cegueira colectiva que está a afectar quase metade da população votante alemã. E, claro, vieram logo à baila as "fronteiras sem controlo" — como eles gostam de dizer — e a maldade discriminatória e ameaçadora.
Tudo isto faz sentido. Lá como cá, alastra o bafiento ambiente fascista. Lá como cá, revelam-se já as saudades das ditaduras cruéis e miseráveis. Hitler e Salazar são os evidentes heróis destes palhaços sem graça. Combater quem não é como eles é o motivo. O circo está instalado. E com feras.
A líder nazi alemã pratica no seu recato tudo aquilo que condena em público. Contradição? Nada disso. Atacar quem é diferente, desde que não seja dos nossos, é a razão da luta desta gente tão amiguinha do seu povo.
Chama-se a isso coerência. Coerência fascista. E exige a coerência do nosso combate.