terça-feira, 15 de setembro de 2026

Juntos conseguimos

 

Esquerda unida vence eleições na Suécia. Habituei-me a considerar a social-democracia sueca como um esclarecimento: o projecto político social-democrata é de esquerda, como é óbvio. Olof Palme foi sindicalista e era primeiro-ministro quando a sua vida foi interrompida à saída de um cinema. Nunca se provou quem o matou. Mas as desconfianças de que tenha sido acção da extrema-direita sempre existiram.
 
Agora, a esquerda ganha aos conservadores e a extrema-direita cai a pique. Talvez os eleitores suecos estejam a perceber o que os esperava com políticas que se aliam a exterminadores civilizacionais.
Magdalena Andersson deverá formar governo. Ser uma mulher a liderar também não é coisa pouca, já que ali perto, na Alemanha, dá-se exactamente o contrário: uma mulher pode colocar em risco desenvolvimentos civilizacionais, impondo políticas sexistas e discriminatórias.
 
Num mundo onde políticos reaccionários, com políticas manhosas na agenda, fazem trinta por uma linha para chegar ao poder, esta vitória é um bom exemplo do que acontece à agora chamada direita clássica quando se alia à já tradicional extrema-direita. A Suécia a dar exemplos.
 
Boa sorte, Magdalena. Ainda há esperança.