Muito abordado durante a silly season específica das férias por um punhado de mulheres conservadoras, desconfortáveis com os avanços civilizacionais, foi o estafado assunto de que as mulheres têm obrigações específicas que as prendem à casa, à cozinha e às fraldas das crias. Esse raminho de mulheres muito conservadoras quer tudo como antigamente.
Para uma inenarrável deputada, Feminismo é o contrário de machismo. Ou seja: Mulheres contra homens. A criaturinha confunde Feminismo com femismo e perora nesse movimento perfeitamente imbecil que quer a mulher de regresso à actividade de arear tachos e mudar fraldas, ir à missa aos domingos de manhã (ou à tarde, como o seu chefe), e servir o jantar ao marido depois de lhe passar as calças a ferro. Bem, ela é deputada. Para a cozinha arear tachos e panelas vão as outras. Ela nasceu para mandar. E as outras para "ensinar" os mais novos a serem parvos e parvas como elas parecem. Claro que foi a luta Feminista que lhes permitiu serem deputadas e terem palco para dizerem os disparates a que habituaram as idiotas e os idiotas que as seguem. É essa a luta dessas mulheres que anseiam por um novo movimento nacional feminino. À antiga, que a "modernidade" só traz devassidão e luxúria. Ostentar o disparate contra a razoabilidade é preciso. A defesa da estupidez fica~lhes a matar.
A deputada do partido que é racista, xenófobo, vigarista e machista juntou-se a um grupo de outras mulheres e até participou num podcast do jornal Expresso, juntando-se a uma activista ridícula de extrema-direita que ainda se aloja no PSD, e com outra do partido de extrema-direita mesmo, filha de um conhecido fascista, que foi convidada pelo jornal para ter um palco em que as políticas raquíticas da direita são expostas como grandes descobertas. O jornal promove-as como grandes vultos do pensamento luso. Deve ser cedência aos novos co-proprietários descendentes de Berlusconi. Há quem diga que estes debates entre gente que parece parva fazem falta. Fazem falta para quê?
Imagem: Os Flintstones. Criados por William Hanna e Joseph Barbera, do estúdio Hanna-Barbera.
