sábado, 29 de agosto de 2026

A boçalidade não mata, mas mói

Aquela coisa que à primeira impressão aparenta ser uma pessoa, e que está à frente de uma organização de malfeitores que parece ser um partido político, vai avançar com uma moção de censura ao governo se Montenegro não substituir Luís Neves até à próxima terça-feira.
 
Nunca pensei torcer para que não seja demitido um ministro da Administração Interna de um governo de direita tão à direita, mas perante esta ofensiva de um cretino que só ameaça, que remédio... Esperemos que Montenegro não ceda. Esperemos que a moção de censura faça cair no ridículo a associação de malfeitores e o seu vaidoso-mentiroso chefe.
 
Apesar de já sabermos que aquela gente que o segue bebe as suas mentiras como se estivesse perante um arauto dos seus mais rigorosos anseios, temos que admitir que o que desejam como correção é sempre pior do que o que querem corrigir. Quanto pior, melhor. O ministro deveria mentir, acusando os imigrantes de todos os males que nos acontecem. Fez o contrário. Tem outras pedras no caminho, e não é um exemplo de comportamentos, já sabemos. Mas para o biltre foi apenas esse o seu grande mal. E agora não se cala. Grita, vomita ódio. Malcriado e mal-formado. O costume. 
 
Os ditames da rentrée política são propalados por essas diatribes do cretino que dita as regras aos sessenta cretinos e cretinas com assento parlamentar. E as televisões e as redes sociais espojam-se na lama que ele larga. Já não é possível termos decência no debate? Será que estamos a assistir ao fim da política?

Ilustração: Nuno Saraiva. 

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