sábado, 11 de abril de 2026

María
Emília Brederode Santos 
foi uma daquelas mulheres que marcam os lugares e as pessoas que com ela conviveram. Foi percursora como pedagoga e como política. Dirigiu instituições ministeriais. Fundou maneiras de ensinar. Com Ana Maria Bettencourt tratou de tudo para a criação da Escola Superior de Educação de Setúbal. A Educação e a Cidadania (assim, em caixa alta) devem-lhe muito. Portugal deve muito a esta Mulher (em caixa alta, claro) que foi grande em tudo o que fez.

Permitam-me uma nota pessoal. Conheci Maria Emília por via do Medeiros Ferreira, que me conhecia por causa das redes sociais. O primeiro encontro com Maria Emilia e Medeiros Ferreira foi bem disposto e com motivos para continuarmos a conviver. Convivemos. Maria Emília era de uma simpatia contagiante. Uma mulher alegre e bem disposta que revelava coisas novas em cada conversa. Depois da morte do marido continuámos a encontrar-nos por aí em lançamentos de livros de amigos, exposições e outras combinações culturais e políticas em defesa desta tão frágil democracia em risco. Ela estava preocupada com a nova balbúrdia fascista. A última vez que estivemos juntos foi em janeiro, em casa de amigos. Daí a dias íamos todos votar contra essa balbúrdia. Votámos. Ela ainda votou, é claro. Penso que terá sido o seu último contributo político em defesa da democracia e da liberdade.

Eu gostava muito da Maria Emília Brederode dos Santos. Tenho a certeza que mesmo quem não a conheceu, se a tivesse conhecido, teria a minha opinião. Era uma mulher admirável. Um ser humano excepcional. Muito Obrigado, Maria Emília. Foi bom viver no seu tempo.
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