domingo, 12 de abril de 2026

Viktor Órban perdeu. Ao contrário do que dizem os inenarráveis comentadores do partido com nome de detergente que comentam nas televisões estas eleições, Órban instrumentalizou a comunicação social, mitigou direitos, insultou minorias, aliou-se a tiranos e manipuladores profissionais de extrema-direita, instalou a mentira profissional para anular adversários e minou a máquina do Estado. Tudo fez para que o resultado vencedor o iluminasse esta noite.
 
Pois bem: apesar de todos esses esforços a coisa correu-lhe mal. Há limites para tudo. Há alturas em que as pessoas, mesmo em terreno manipulado, começam a detetar a mentira, o insulto, a corrupção. Os novos vencedores não são maçãs da minha árvore, mas, pelo menos por enquanto, não são fruta podre. 
 
Portanto, senhores comentadores do partido português com nome de detergente: a democracia funcionou na Hungria, porque as pessoas estão fartas das vossas promessas de liberdade que não passam de proteção das vossas apodrecidas e ridículas ideias. Há mais derrotados: Trump mandou lá J. D. Vance dar uma mãozinha à extrema-direita de Óban, mas afinal parece que pôs as mãos no lume e queimou-se. E Putin também levou nos cornos. A coisa vai mudar nem que seja um bocadinho. O que for soará.
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