quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CONTOS POPULARES EUROPEUS | Brilhante texto do meu amigo Rui Cardoso Martins, no Público de domingo. Rui Cardoso Martins será um dos próximos convidados Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. Virá até cá para falar do seu mais recente livro. Fiquem para já com este texto. Em breve falaremos da data em que poderemos conversar com ele ao vivo. LER TEXTO
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Relatora da ONU diz que justiça em Portugal é lenta e cara

NÃO ME DIGA! | Se esta senhora não o dissesse eu não acreditava. Justiça lenta?! Não. Deve ter escolhido os piores exemplos. Difícil compreensão? O que é que não percebeu? Nada? Também nós, e temos que aguentar. Notícia RTP
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

HISTÓRIAS PARA LER E DEITAR FORA | O Governo de Portugal anda apanhado por histórias infantis. Coelho diz que o eleitorado grego anda entretido com contos de crianças: Marques Guedes vai buscar fábulas com barbas para se agigantar perante a Grécia. Portugal formiga, Grécia cigarra. Tinha de ser. A deselegância atinge o desrespeito pelas normas democráticas. Já estamos habituados. Mas agora mais parecem a madrasta da Branca de Neve: espelho meu, espelho meu, há governo mais cumpridor do que o meu? A história termina com um espelho a partir-se às gargalhadas. Enfim, contos da pequenada política.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

IRRELEVÂNCIAS | É hilariante a parte em que diz que "as pessoas estão mais leves" e que "há mais carros nas estradas". E um ministro das finanças é irrelevante quando tudo corre bem? Então não é preciso evitar esbanjamentos? Sempre? Não é preciso alguém para nos dizer que não podemos gastar mais do que ganhamos? Sempre? E não é preciso recordar que não podemos viver acima das nossas possibilidades? E que nada será como dantes, em que vivemos no esbanjamento à tripa-forra? Veja lá o que diz aos seus meninos. Não abuse do privilégio de ser ministra relevante.
Notícia Expresso
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

QUEM SAI AOS SEUS... | Jardim de Inverno do  São Luiz Teatro Municipal, duas das melhores pianistas da nova geração do Brasil: Bianca Gismonti (porque quem sai aos seus...) e Cláudia Castelo Branco. 
GISBRANCO | Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco.
Lisboa | Teatro São Luiz | 28.Jan
Coimbra | Conservatório de Música | 31.Jan

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

MEMÓRIA | Hoje é o Dia Internacional de Memória do Holocausto. Para não esquecer. 
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BRINCAR ÀS CASINHAS | O ministro das finanças do governo grego é Yanis Varoufakis. Foi um dos grandes vultos da cena internacional a apoiar a restruturação da dívida portuguesa. Um dos abelhudos que Passos Coelho reduziu a "essa gente", lembram-se? Yanis vai agora brincar com as outras crianças do governo grego, enquanto Passos Coelho vai continuar a fazer coisas de gente crescida no país Portugal. Estamos muito bem entregues. Basta ouvir Balsemão e todos os pequenos e médios comentadores alinhados com esta gente que sabe muito bem o que faz. Então não sabe!?
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COMENTAR ATÉ À DERROTA FINAL | Parecem aves de agoiro. Bandos de comentadores prevêem o fracasso do novo governo grego. Não é uma interpretação séria, como é óbvio. É uma vontade. Um desejo. Não o escondem porque é o que querem que aconteça mesmo. E depois querem ser levados a sério como comentadores. Não queriam mais nada.
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EXTREMOS | A narrativa mediática anda pelos extremos. A extrema-esquerda para aqui, a extrema-direita para ali. Pedro Passos Coelho também extremou: as ideias do Siriza são conto de crianças. O mundo a girar e este imbecil sem perceber nada. Deviam explicar-lhe tudo muito devagarinho, assim como se ele tivesse quatro anos. Talvez percebesse que o que defende já não convence ninguém. Só eles estão convencidos da justiça do ajustamento. A austeridade fica-lhes tão bem...
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOVA GRÉCIA | Já há governo na Grécia. O Syriza não obteve maioria absoluta. Fez acordo com o Movimento dos Gregos Independentes. Um grupo dissidente da Nova Democracia. Provavelmente o acordo possível. Para quem achava que este domingo era o principio do fim do mundo, este acordo vem dizer que em política é perfeitamente normal negociar e estruturar estratégias. Os arautos das desgraças maiores pensam sempre que a esquerda mais à esquerda só serve para protestar. E há de facto uma esquerda que lhes faz a vontade. Na Grécia parece que isso aconteceu. O Syriza vem assim provar que não impõe soluções únicas. Ninguém acredita que este acordo não tivesse já feito antes das eleições. Enfim, política é política, não é fé na virgem. A realidade dita novas realidades. Das coisas nascem as coisas. Boa sorte Grécia. Boa sorte, Europa. Precisamos.
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domingo, 25 de janeiro de 2015

DA MULTINACIONAL DO FALHANÇO À UNIVERSALIDADE DO SONHO | Há muito que não acredito em milagres. Praticamente desde que deixei de acreditar no pai natal concebido pela coca-cola. Percebo que governar um país não é como governar a nossa casa, ao contrário do que pretendeu em tempos Manuela Ferreira Leite. Como acho que os políticos não são todos iguais — a História prova-nos que existem diferenças substanciais —  acredito que, em certos momentos, surgem movimentos de ruptura que são lufadas de ar fresco.  A História também relata esses episódios. O que está a acontecer na Grécia é uma outra maneira de fazer política. Houve ali um fornecimento excessivamente entusiasmado de esperança? Talvez. Mas isso é campanha. Entretanto chegaram as correções aos planos iniciais. Percebo os ajustes propostos nos últimos tempos. É responsável. O clima de compreensão que se instalou à volta da previsível vitória do Syriza deve-se a isso. No entanto, não me parece que esta fornada tenha sido amassada com a farinha e o fermento de anteriores idas ao forno. Não me parece que os responsáveis pelo movimento tivessem pisado as alcatifas do clube Bilderberg, ou encetassem conversações com a Goldman Sachs, para encontrarem respostas. A tropa fandanga que dirige o mundo está em pânico. Mas estão calados. Foram lançados para a frente uns repórteres cretinos — José Rodrigues dos Santos cumpriu com “coragem” e determinação — e uns especialistas económicos pouco especializados em economias das pessoas, com o estafado discurso ideológico da sarjeta direitista, e com intuitos de propaganda contra a corrente que os assusta.  A mudança assusta. Mas será melhor continuarmos a chafurdar na sarjeta dos donos do mundo? O que for soará. Esperemos que soe outra melodia. Para pior já basta assim.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VERGONHA E TRISTEZA | A violência doméstica soma e segue nas estatísticas. Esta senhora foi brutalmente assassinada. Parece que foi o marido o autor do crime. O que leva alguém a sentir a autoridade de tirar a vida a quem está por perto? A alguém que partilhou atitudes e entendimentos. Alguém que partilhou momentos bons e maus, que vive, que é gente. Maria Pinheiro trabalhava na Casa da Baía, em Setúbal. Conhecia-a de vista. Passei por lá na semana passada para comprar uns vinhos. Trocámos palavras de circunstância. Afável e bem disposta, elogiou simpaticamente a minha engenhosa mala transportadora das garrafas. Estive com ela o tempo suficiente para agora sentir o choque desta noticia. Existem espécimes da espécie humana que nos envergonham. Chegará alguma vez o dia em que estes criminosos nos deixem de envergonhar?
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NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA | Enfim, esta é para contar às crianças e lembrar ao povo: requalificação voltou a querer dizer despedimento. Foi a ministra que muitos apontam como sucessora de Passos que veio decretar a requalificação de significados. O pessoal da função pública agora requalificado tem todas as condições para levar um pontapé no traseiro e ir parar ao olho da rua. Albuquerque disse-o com todas as letras: terão que procurar oportunidades no privado. Disse-o como se fosse a coisa mais normal e singela deste mundo. Tal como esta gente diz tudo. Com um sangue frio digno de nota. Luís Montenegro bem avisou. Os funcionários são pessoas? E daí?! Primeiro está o país, depois logo se vê essa treta das pessoas. Parece que o país se faz sem gente. Bastam os autómatos que ainda votam nestes esforçados criadores daquela coisa a que chamam "crescimento económico". Lembram-se das promessas eleitorais? 
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A VOZ DO DONO | Arnaut tem ar de tatibitate, é certo. E, pelas declarações que polvilhava pela comunicação social, dava a ideia de estarmos perante um inábil comentador encoberto pela sua ideologia. Não sei se teria condições para saber o que se passava no BES antes da derrocada. Sei que parecia dono e senhor de toda a verdade. Decretava o que era bom e o que era mau com o à-vontade dos toleirões. É um toleirão. Agora está calado que nem um rato. Pagam-lhe muito bem para isso. São ratinhos destes que fazem falta nos grandes centros de decisão financeira. 
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A "COISA" DA POLÍTICA | Guterres ainda vá que não vá. É papa-missas mas tem cultura política e sabe estar com toda a gente. António Vitorino deixou-se de políticas para ir ganhar dinheiro como se não houvesse amanhã. Nada contra. Mas cada coisa na sua coisa: ou se dedicam ao conforto pessoal, ou encaram a política como "coisa" para fornecer conforto à comunidade. Só falta agora atirarmos para a frente Jorge Coelho como reserva moral da "coisa". Haja decoro.
Notícia DN
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A opinião de André Gago no blogue instável:

O FILHO DE SUA MÃE | Eu acho que o que o líder religioso Francisco quis fazer foi bater o pé, amedrontando-nos, porque o medo é o melhor inimigo da liberdade e o maior amigo do obscurantismo. Mas o exemplo que utilizou, de tão comezinho, abre caminho para todas as fraquezas humanas. Para uns o limite é a mãe, para outros a religião, para outros ainda será a bandeira nacional ou o par de cornos: todos têm a sua desculpa para pregar um murro ou um tiro em quem entendam que passou dos limites — essa abstracção. 
Ler o texto completo aqui.
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domingo, 18 de janeiro de 2015

DO RESPEITO E DA PARVOÍCE | O que mais me preocupa. Preocupa mesmo. É esta santa aliança entre religiosos e não-religiosos solidários com as ofensas aos religiosos. Parece que agora não se pode ser ateu praticante. Temos que nos render às fantasias propagadas por mor do respeito. O respeitinho é muito bonito. Não se contraria quem tem fé. Não se contraria quem manda. Quem não tem fé num deus que manda matar é lixo. Mas é melhor entenderem-se. O estado islâmico já decretou: Tens que usar véu. Tens que adorar o profeta. Não podes comer o que te apetece. Só aprende a ler quem a gente manda. Enfim, quem não respeitar as normas é alvo a abater. O mundo do profeta não pode conviver com tenebrosos e vis ateus. E ateus são todos os que não seguem o profeta. Pois é, há quem ache razoável respeitar-se isto. Corremos o risco de sermos todos abatidos, mas temos que respeitar os nossos carrascos. Os teóricos destas parvoíces desdobram-se em comentários e ofensas a quem não se rende a esta subjugação. Nós, os que não acreditamos em fantasias, não temos motivos para matar ninguém, de facto. Mas todos eles têm e, por isso mesmo, acham normal os ataques. Agora até o papa. É uma tristeza. Perigosa. 
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