sábado, 4 de abril de 2020





MUITO CÁ DE CASA | AUTORES EM CONVÍVIO COM LEITORES
As conversas na Sala José Afonso da Casa da Cultura

Já passaram pela Sala José Afonso os maiores nomes da escrita e das ideias que exercem os ofícios em Portugal. Tivemos até um estrangeiro. A iniciativa dispõe-se a trazer a Setúbal autores que lançaram recentemente livros ou publicaram algo que se notabilizou nas áreas da Literatura, da História, ou da Política. Já são muitas dezenas de nomes maiores da nossa cultura e intervenção cívica.

Afonso CruzJosé Eduardo Agualusa, Ana Zanatti, António Mega Ferreira, Gonçalo M. Tavares, Irene Pimentel, Fernando J. B. Martinho, Hélia Correia, Helder Moura PereiraJosé Nobre, Paulo José Miranda, Mário Zambujal, Ana SendasAntónio CabritaJoão Gobern, Fernando Rosas, Mariana Mortágua, António Oliveira e Castro, Jorge Costa, Alice Brito, Cristina CarvalhoDulce GarciaTeolinda Gersão, Ana Maria Pereirinha, Helena VasconcelosAntónio De Castro CaeiroInês Fonseca SantosAlbérico Afonso Costa AlhoDiogo FerreiraFrancisco BorbaTomas VasquesFrancisco LouçãMamadou Ba, Fernando Dacosta, Henrique Manuel Bento FialhoFernando Luis SampaioSérgio Godinho, Rui Zink, José AnjosLuiz Fagundes DuarteValério RomãoLuís Gouveia Monteiro, António Araújo, Eduardo PittaEduardo Paz FerreiraJoão SantosAna Cristina LeonardoAlfredo BarrosoAna Cristina Silva, Onésimo Teotónio de Almeida, Nuno Domingos, Fátima Ribeiro de MedeirosJoão Paulo Cotrim, José Simões, Viriato Teles, Viriato Soromenho-Marques, Jose Luis Peixoto, Pedro Almeida Vieira, André GagoLuísa Tiago de Oliveira. Almada Contreiras, Manuela Paraíso, Luís Cardoso, Paulo MoreirasLuís OsórioHelena LebreCláudia Marques Santos, Fátima Rolo Duarte, Sérgio Cardeira, Possidonio Cachapa, Luís Afonso, Jorge Silva Melo, Rui Simões, António Costa Santos, Rui Cardoso Martins, Fernando Sobral, Cesário Borga, Sérgio Gonçalves do Cabo, João Madeira, Paula Cortes, Nuno Miguel Guedes, Alex Cortez, Duarte Pereira, Filipe Lopes, Ana Mouta Faria, João Freire, Maria Alexandra Lousada, Jorge Silva, Cristina Sampaio.
O músico e escritor brasileiro Vitor Ramil lançou aqui  livro A Estética do Frio e brindou-nos com uma impressionante performance musical. Um luxo.
A mais recenete convidada Muito Cá de Casa foi Ana Margarida de Carvalho. O Estado de Emergência entretanto decretado ditou o adiamento, mas não a anulação. Em breve estaremos com a escritora ao vivo.

As sessões foram moderadas por António Ganhão, Rosa Azevedo e por mim. São animadas e têm os públicos dos autores, o que as tornam de assistência diversificada. 

Muito cá de casa é a expressão que encontrámos para definir a proximidade dos autores com os seus leitores. A Sala José Afonso é a nossa sala. Até breve.
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sexta-feira, 3 de abril de 2020

RECEITUÁRIO | A Casa Da Cultura | Setúbal está a trabalhar à distância. Portas encerradas, mentes abertas. Renovámos o site e mostramos o que se vai fazendo por cá. Não desistimos. A vida continua.
http://www.casadacultura-setubal.pt/

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

História a História

OUTRAS PANDEMIAS | Fernando Rosas fala da gripe pneumónica que arrasou o mundo no início do século passado. Parece que vivemos um regresso a esse passado, mas com melhores condições. Ainda bem que o Estado se porta melhor nos nossos dias. Vale a pena ouvir Fernando Rosas. Vale sempre.
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RECORDAR | Em tempo de recolhimento caseiro, recordo o que foi acontecendo no tempo em que as pessoas se encontravam para ir ver, ouvir, falar, curtir o que na Casa Da Cultura | Setúbal se ia passando. Já passou, isto foi em 2 de Abril de 2017, mas parece que foi ontem. E vai voltar a ser amanhã, um dia. As imagens registam momentos da abertura da exposição e do debate sobre as capas dos discos de José Afonso que ocorreu dias depois, com a participação dos autores João de Azevedo, Alberto Lopes e José Brandão.

Transporto para aqui os textos que acompanhavam a divulgação da exposição e do debate. Recordo, com saudades do futuro.
DESIGN DE COMUNICAÇÃO | A vontade de fazer esta exposição persegue-me há um ror de tempo. A importância do design gráfico na obra de José Afonso merece destaque. Os treze álbuns de originais que gravou são, para além da pedrada no panorama rude e tosco da música portuguesa da altura — se nos lembrarmos que Cantigas do Maio, o melhor disco de sempre da música feita em Portugal, foi gravado em 1971 — exemplos de excelente apresentação gráfica. Agradeço portanto à Câmara de Setúbal esta possibilidade, que na abertura se fez representar pelo vereador Pedro Pina. E agradeço a presença do meu velho amigo Alberto Lopes, autor das capas Fura Fura e Galinhas do Mato, que se fez representar a si próprio e com a promessa de a colaboração continuar. Agradeço por fim à Joana Afonso, filha do nosso querido Zeca e minha querida amiga há muito tempo.
DE NÃO SABER O QUE ME ESPERA | Foi uma lição, esta sessão com José Brandão, João de Azevedo e Alberto Lopes. Os autores-designers-ilustradores das capas dos discos de José Afonso explicaram tudo o que aconteceu e que motivou o privilégio de terem sido os escolhidos para a tarefa. Falámos do trabalho e dos envolvimentos artísticos. Falámos do excelente trabalho que está instalado nas paredes da galeria da Casa Da Cultura | Setúbal até ao final de Maio. Falámos do trabalho de José Santa-Bárbara, que motivos chatos não deixaram estar presente. José Brandão ainda teve tempo para explicar os desenvolvimentos do seu Coro dos Tribunais a um grupo de ex-alunos. Foi uma noite e pêras. Digo eu, que saí dali muito mais crescido. Acho que se nota.
As fotografias são do Fernando Pinho.
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quarta-feira, 1 de abril de 2020



RECEITUÁRIO | Para dias com chuva lá fora, e em que somos obrigados a ficar cá dentro, como o de hoje. Vídeo do Gonçalo Duarte, para música dos Rollana Beat. Convite do André Ruivo.
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MANUAL DE PREDESTINAÇÃO | Afinal já não é só uma "gripezinha", ou um "resfriadinho". O mentecapto segue as pisadas do seu guru americano e arrepia caminho (os mentecaptos têm sempre alguém em quem se revêm). Mas tudo a trabalhar — o idiota sabe lá gerir uma crise destas. Provavelmente pensou que governar um país é mais ou menos "como lá em casa", como defendem os direitolas. A gente trabalha, ganha o salário, e gasta em comidinha ou na bricolage. Gerir um país não é como gerir a conta familiar ou a parada no quartel. É mais complexo e às vezes tem momentos assim. Crises que provocam chatices à economia e ao dia-a-dia das pessoas. O idiota citado mudou de rumo depois de ser humilhado nas redes sociais. Comentários seus de desrespeito pelas medidas propostas pela Organização Mundial de Saúde foram apagados pela gestão das redes porque eram um apelo criminoso. A grande incógnita dos dias de hoje é: como vai esta gente (Trump, Bolsonado, Boris do Brexit, ou, por cá, o fascista da Cofina) sobreviver politicamente depois de tanta mentira, ataque aos sectores públicos de apoio social e baboseira vária? Haverá ainda tanta gente a rever-se nestes tarados? O mundo será um dia dos idiotas porque eles são muitos, como antecipou Nelson Rodrigues?
Fonte DN
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segunda-feira, 30 de março de 2020

O HASTEAR DA VELHA BANDEIRA | É sempre de assinalar a vida de alguém que ousou corrigir males. Ainda por cima agora, nos dias de hoje, tempo de privações, em que os novos nazis vão tentar espalhar o vírus da intolerância e da crueldade.
Manolis Glezos é um exemplo de coragem e de bom gosto.

Fonte DN
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AFINAL HAVIA OUTRA... OPINIÃO | A rejeição definitiva dos "coronabonds", por parte de governo holandês e de outros comparsas, ameaça a união da Europa. Talvez o governador do banco dos Países Baixos tenha percebido essa possibilidade. Eu, europeísta de esquerda convicto, tenho a ligeira percepção de que se isso acontecesse, as extremas ideias sairiam dos buracos em euforia vitoriosa. Correríamos o risco de ficar "orgulhosamente sós", como preferia o outro estafermo, a contar umas moedinhas de um escudo entretanto emitido, a viver numa "alegre casinha", "pobrezinhos mas honrados".
Fonte Público
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domingo, 29 de março de 2020



ESPELHO MEU | Se vivêssemos em tempo normal, hoje seria um excelente dia para visitarmos a exposição ESPELHO MEU, de Luis Cavaco. Mas, o que é a normalidade nestes tempos anormais? Bem, assim de repente só me lembro de recordar o que foi a abertura, com amigos, todos juntos, com estas imagens. Já temos saudades de estar assim. Voltaremos a encontrar-nos por aí, e por aqui, na Casa Da Cultura | Setúbal. Até breve.
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RECEITUÁRIO | O Pedro Vieira de Moura e o João Paulo Cotrim já tinham percebido a erupção. Agora foi o José Marmeleira que escarrapachou nas páginas do Público outra maneira de olhar para este vulcão. Quem conta a história é o Gonçalo Duarte. E vem toda muito bem explicada numa edição da Chili Com Carne. São coisas que nos fazem bem em tempos de confinamento. Olhar faz bem. E ler também.
Fonte Público
EMERGÊNCIA DE UM ESTADO | A violência de um vírus que domina o mundo, faz crescer a violência praticada pelos que mandam lá em casa e em quem está lá dentro para se proteger da violência exterior. Mas mandam sem regras, ao contrário das impostas pelos governos. São donos do espaço e de quem os ocupa. Emerge pela agressão o estado em que se encontram: falta de carácter, vontade de dominar o outro, maldade. O estado de emergência dá-lhes asas. O outro está ali à mão de semear. Está mesmo a pedi-las. Nestas situações em que a solidariedade deve ser emergente, os cobardes manifestam a intolerância. Cobardes, é isso. E maus. Gente má.
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sábado, 28 de março de 2020


O HOLANDÊS VOADORA Holanda não acerta com os ministros das finanças. O outro achava que a malta aqui neste lado só queria putas e vinho verde, e trabalhar está quieto. Agora este continua a achar que fazemos tudo mal. Espanha está mal preparada para enfrentar a crise. Não percebe que ninguém está preparado para enfrentar o inesperado. Ou então não quer perceber que o tempo é de solidariedade e não de afastamentos egoístas.
Não seria melhor afastarem-se deste antro gastador de pecado e indecência? Sigam o exemplo dos vossos melhores. Boris do brexit dá uma ajuda. Embarquem no Navio Holandês. Os fantasmas aguardam-vos na deriva pelos velhos tempos.
A Europa precisa de ser forte. Não precisa de quem a quer enfraquecer, ou mesmo anular. As declarações destes alarves são repugnantes. António Costa tem razão. Há muito bolor nos reinos europeus.
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MANUAL DE CONVERSAÇÃO | É uma excelente exposição de Henrique Ruivo, "explicada" por João Pinharanda, na publicação que esclarece a matéria exposta. Abriu no dia 7, poucos dias após a morte do artista. A abertura foi uma comovente homenagem, reunindo amigos de longa data e muitos apreciadores do trabalho desta figura ímpar da arte portuguesa. Foi na galeria da Casa da Cultura, Setúbal. Com os actuais impedimentos à circulação, a mostra está temporariamente encerrada aguardando melhores dias para todos nós. Revelamos aqui o que foi a inauguração e mostramos trabalhos expostos. Claro que não é a mesma coisa. Um espectáculo tem outro apetecimento ao vivo. Uma exposição é um espectáculo visual, logo não é dispensável a frequência dos espaços, mas para já é o que podemos fazer. 
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sexta-feira, 27 de março de 2020



ANA MARGARIDA DE CARVALHO | A Casa está fechada, logo ninguém é Muito cá de casa. Mas não vamos deixar de recordar que era hoje que Ana Margarida De Carvalho cá estaria. Como não vai estar, pedimos à Raquel Marinho que nos emprestasse este video de sua autoria em que a escritora fala de Pequenos Delírios Domésticos, um dos livros que estaria hoje em cima da mesa. Está aqui, agora. É ver e ouvir. Até breve, ao vivo, na Casa Da Cultura | Setúbal.
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