António Barreto nunca foi um exemplo de razoabilidade. Mas isso, vale o que vale. A gente já aguenta tanta porcaria que se escreve por aí... Mas agora, nesta crónica de hoje no Público, revela algo assustador. Defende que tudo serve para nos ofendermos uns aos outros. A sociedade deve ser um esgoto imundo habitado por grunhos em liberdade. O homem acha que não há limites para a ofensa. Põe tudo no mesmo saco, ou seja, acha normal que o que é vomitado na taberna seja despejado por eleitos pelo povo na casa da democracia. Provavelmente acha que assim é que o povo está bem representado. E deve achar que ofensas a mulheres deputadas pelos deputados fascistas é a normalidade democrática. Este Barreto tem uma bocarra que é um esgoto a céu aberto, digo eu, e acho que estou a ser educado. Que nojo de ser humano. Será que vai ser a nova conquista dos fascistas desbocados que vegetam no parlamento?
sábado, 25 de maio de 2024
Barrete
António Barreto nunca foi um exemplo de razoabilidade. Mas isso, vale o que vale. A gente já aguenta tanta porcaria que se escreve por aí... Mas agora, nesta crónica de hoje no Público, revela algo assustador. Defende que tudo serve para nos ofendermos uns aos outros. A sociedade deve ser um esgoto imundo habitado por grunhos em liberdade. O homem acha que não há limites para a ofensa. Põe tudo no mesmo saco, ou seja, acha normal que o que é vomitado na taberna seja despejado por eleitos pelo povo na casa da democracia. Provavelmente acha que assim é que o povo está bem representado. E deve achar que ofensas a mulheres deputadas pelos deputados fascistas é a normalidade democrática. Este Barreto tem uma bocarra que é um esgoto a céu aberto, digo eu, e acho que estou a ser educado. Que nojo de ser humano. Será que vai ser a nova conquista dos fascistas desbocados que vegetam no parlamento?
sexta-feira, 24 de maio de 2024
Sondagem: AD e PS continuam separados por um ponto, 43% querem PS a apoiar Governo da AD". (título do Público).
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Perguntar não ofende
segunda-feira, 20 de maio de 2024
Foi uma revolução, estúpidos!
Irene Pimentel vem conversar sobre o seu livro "Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975". Título longo que conta uma longa história. Histórias da nossa História recente aqui abordadas por quem sabe. Irene Flunser Pimentel investigou, foi aos sítios onde tudo aconteceu e perguntou aos envolvidos nos acontecimentos. O resultado deu neste livro que conta tudo. Irene vai contar ainda mais, acreditem. Vamos conversar com ela no último dia de Maio. Até lá.
domingo, 19 de maio de 2024
Cantar Alentejano
Vai para a tua terra
É PEDIR MUITO? | Excelente, a crónica de Ana Sá Lopes, no Público de hoje. Pedro Aguiar Branco não sabe ser segunda figura do Estado. Não é um estadista. Faz-nos sentir vergonha alheia. O homem corrige os deputados do Chega que não beberam chá em pequenitos, mas fica-se por aí.
Provavelmente porque ele próprio não foi educado nos princípios da cidadania e da solidariedade. Da educação mais elementar em política, diga-se. Fiquei surpreendido quando ele se manifestou na Avenida em comemoração da liberdade. Pareceu-me atitude perante as tropelias dos fascistas do Chega na eleição da presidência da Assembleia da República. Mas afinal a Liberdade para ele é uma salada estranha onde até cabe o desrespeito pela liberdade dos outros. Não o podemos mandar para a terra dele? No entender dele podemos. E até dava jeito, a bem da normalidade e do civismo democráticos. E da boa educação, já agora.
sábado, 18 de maio de 2024
Receituário
Receituário
SPAM CARTOON | Cristina Sampaio, André Carrilho, João Fazenda e Tiago Albuquerque animam os monitores televisivos com os seus desenhos animados. Critica, reflexão e solidariedade em movimento. Agora resolveram mostrar como o fazem e abriram exposição no Museu Bordalo Pinheiro. Está lá tudo explicadinho. O mentor do projecto, João Paulo Cotrim, não foi esquecido. Para além do desenho de André Carrilho, ele anda por ali, percebe-se tão bem. A exposição é saborosíssima. Está por lá até setembro, salvo erro. A não perder.
Gravíssimo
Depois de Ventura justificar ataques a pessoas, vem agora Aguiar Branco associar-se ao líder racista. Parece que a ofensa racista é permitida no parlamento enquanto durar o seu mandato. Chama liberdade de expressão ao apelo maldoso e criminoso. José Pedro Aguiar Branco ainda pode ser a segunda figura do Estado, com poderes num parlamento de um regime democrático?
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Receituário
Hoje, dia 17 de maio (sexta-feira), pelas 18h30, no Museu Bordalo Pinheiro inaugura a exposição "SPAM CARTOON. Animação de Guerrilha".
quinta-feira, 16 de maio de 2024
Argentina chora
Três mulheres morrem vítimas do ódio sexista. Mulheres que não se enquadram no registo que o presidente imbecil acha normal, são atacadas por um criminoso inqualificável. O crime está a chocar a Argentina. O discurso de ódio de Milei transforma-se em estratégia de ataque.
Da lucidez
Este cartoon é da autoria de Baltazar. Foi desenhado para um jornal português e publicado no período no chamado PREC (iniciais de Processo Revolucionário Em Curso). Representa Helmut Schmidt apresentando Melo Antunes a Kissinger. A mensagem é de uma lucidez ideológica notável, em tempo de reconhecimento da ideologia como lucidez.
segunda-feira, 13 de maio de 2024
O libertino passeou por aqui
Oximoro
Paulo Rangel recusa genocídio, mas diz que catástrofe humanitária exige condenação.
domingo, 12 de maio de 2024
A origem do mal
Depois de um ataque racista a pessoas que dormiam tranquilamente em suas casas, e depois de declarações racistas legitimando esse ataque pelo repugnante líder dos fascistas portugueses, e pela inenarrável procuradora geral da — dizem que é — justiça, uma manifestação fascista é autorizada. Foi no Porto, que a manifestação autorizada pelo braço armado do Chega — não podemos esquecer que o partido fascista tem a PSP e a GNR no bolso — e pelo presidente da Câmara, Rui Moreira, aconteceu.
sábado, 11 de maio de 2024
José Afonso poeta
Encontrámo-nos para falar da poesia de José Afonso. Falámos de poesia, música, vida. Ouvimos Jorge Abegão contar os enredos que o levaram a encontrar poemas publicados na imprensa e por lá esquecidos. Ouvimos Filipe Fialho em interpretações para as soluções encontradas pelos músicos para as melodias. Ficámos a perceber melhor como casam as melodias com as palavras. Tivemos o gosto de ter presente Zélia Afonso. Percebemos com ela onde foram escritas certas músicas e ao que aludem. Foi na Casa Da Cultura | Setúbal. Foi muito bom estarmos ali uns com os outros. Aprendemos muito. Aprendemos sempre muito. Obrigado a todos.
Confiança na finança
Agora apresentou medidas para resolver o problema da habitação. Percebe-se assim de repente que a especulação imobiliária é encorajada. A selvajaria é solicitada. A liberalização de ocupação dos solos é todo um programa de intenções. Apoio a quem precisa não existe. Apoio a quem especula quer-se como lei. Mas há aqui apenas intenções, nada de decisões. Ainda bem, estas intenções transformadas em decisões podem dar em nada. Se calhar a ideia é essa: não acontecer nada. Este governo não acontece. É constituído por um grupo de parolos sem consistência intelectual. Nem intelectual nem técnica.
sexta-feira, 10 de maio de 2024
Casos e casinhos
As terminologias matam. Os casos e casinhos do PS levaram ao derrube do governo por um Presidente hiperactivo direitista e uma procuradora songamonga que só procura a instabilidade com vontade de imposição política. A política deixou de ser aplicada pela imodéstia dos casos e casinhos. Agora são os casões que contam: incompetência, alarvidade, acusações vis, silêncios torpes e ódio ao serviço público minam as mal ilustradas meninges desta gente. São grunhos calados e acanhados perante a desenvoltura verbal e esbracejante do grunho falante. Não tarda aliam-se. A bem da nação deles. São gente a preto e branco, sem nuances nem estilo, como o retrato incluso.
CICLO DE CONVERSAS 50/25 - 50 ANOS DO 25 DE ABRIL
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Da decência mínima
quarta-feira, 8 de maio de 2024
Benefício da ignorância
O grunho falante do partido fascista utiliza a ignorância dos seus apoiantes como ferramenta de trabalho. Claro que não diz o que pensa porque não pensa nada nem coisa nenhuma. Diz coisas. Alega o que for preciso para instruir os incautos e ruins. Agora acusa o Presidente de traição à pátria. Claro que não acha nada disso. O contexto internacional está minado de estadistas que pediram desculpa pelas ocupações, violações e expropriações colonialistas e trataram de devolver bens roubados. O grunho falante atreve-se a puxar pelos galões de jurista, como se tal condição profissional lhe garantisse credibilidade. O partido dele está submerso em justiceiros trogloditas. Ele é um jurista fruste que pretende iludir o seu séquito — infelizmente já vasto — de seguidores. E é um cidadão que usa o que for preciso — manipulação, mentira descarada e falta de vergonha evidentes — para iludir os imbecis que o seguem. Imbecis e escroques da pior espécie. Ele é como jurista um manhoso fruste e vil, e como cidadão é um vulgar escroque.
Conto aqui dois episódios que tentam enquadrar este tipo de gente. Na zona onde actualmente vivo, o partido fascista teve excelsa votação. Maioria mesmo, diga-se assim que é para causar arrepios. Senti que tinha que reagir. Quero envolver-me na vida colectiva. Resolvi participar numa acção de formação teatral promovida pelo Centro Cultural da zona. Na primeira sessão esclareci ao que me levava ali. Participar na vida da terra. Perceber o que nos trouxe a esta situação de javardice política. A formação foi excelente. Aprendi os antecedentes da criação de personagens. Fizemos improvisações no estrado que me causaram grande gozo pessoal. Na última sessão deu-se o inimaginável. Uma criatura participante, incomodada desde o início com as investidas verbais ali verberadas contra o partido fascista Chega, avança do nada com esta pérola: "eu até percebo as pessoas que votaram no Chega". Claro que se percebe logo a tendência da criatura e em quem votou, mas ela resolveu esclarecer melhor: "eu sou contra a abertura de fronteiras", e "até há cientistas que dizem que a Terra não é redonda", ou seja: a criaturinha até coloca a hipótese de podermos ir para além das normas defendidas pelo partido fascista. Correcções precisam-se, sempre. Vamos lutar contra o conhecimento em prol da vontade de ser do contra. Os outros, os que não são como nós, devem ser sempre excluídos e combatidos. Nação valente.
O outro episódio não presenciei, mas observei pelas televisões. Aqui há uns tempos, em manifestação do Chega contra essa ideia para eles estapafúrdia de que o racismo existe, os jornalistas de serviço perguntam aos participantes o que os motiva a estar ali. "É para eles saberem que aqui não mandam nada", e "vão para a terra deles" e " não sou racista, mas cada um deve estar na sua terra". Enfim, o povo fascista é assim mesmo. Valente e imortal. O grunho falante ainda não tinha ido tão longe como os seus apoiantes, mas agora, perante os ataques criminosos a pessoas imigrantes residentes na cidade do Porto, a compreensão desses actos surgiu no dia seguinte. Reacção revelada no dia seguinte aos ataques. Ao contrário da costumeira improvisação no momento. O grunho convocou jornalistas, e, em pose de governante, acusou os atacados de possíveis atacantes. Para o povo fascista que o segue essa acusação é lei. Os ataques estão justificados. Os grunhos defendem milícias contra a diferença. Afinal, essa estratégia até já foi aplicada pelo antecessor movimento fascista MDLP de que fizeram parte um actual vice-presidente da Assembleia da República e o pai da ministra da justiça. Estamos no bom caminho.
terça-feira, 7 de maio de 2024
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Senhor Cultura
Morreu Bernard Pivot. Habituei-me a persegui-lo desde Apostrophes e Bouillon de Culture, programas televisivos literários que passaram as fronteiras de França. Uma vez, no Bouillon, ficou de olhos esbugalhados quando alguém disse que Fernando Pessoa era um dos grandes poetas de sempre. Virou-se para Eduardo Prado Coelho, na altura adido cultural em Paris: Est-ce vrai ?, pergunta atónito. E os olhos ficam ainda mais esbugalhados quando Eduardo confirma a genialidade de Pessoa. Tornou-se entusiasmado admirador do poeta. Também se dedicou a opinar sobre vinhos. Fez muita coisa. Foi um ser humano de excepção. Único. É um autêntico centro cultural que deixa de existir.
domingo, 5 de maio de 2024
Frank Stella
Arriscou. Quis surpreender. Criou novos ambientes artísticos. Dizem que o minimalismo surgiu com ele. Ou cresceu. O seu trabalho cresceu muito. Deixa uma obra impressionante. Foi muito bom viver no seu tempo.
sábado, 4 de maio de 2024
Imigrantes em perigo
sexta-feira, 3 de maio de 2024
A escolha de Montenegro
O tablóide tal&qual informa-nos de alguns assuntos de particular interesse: o Presidente avisa quando estiver chalupa. Será que um chalupa reconhece essa sua nova situação? Outra manchete: filho do Presidente tem tendência para ser "influencer". Quem sai aos seus... E ainda: Carlos Alexandre quer mandar nas secretas. Olha a novidade!
Mas a grande surpresa é a escolha de Montenegro para a presidência da Câmara de Sintra. Montenegro passou de vendedor de banha-da-cobra para vistoso artista de variedades. Parece que o novel primeiro-ministro aposta em Manuel Luís Goucha. A sério? Não dá para acreditar. Será que José Castelo Branco não foi convidado? Será que não aceitou? Ou será que a escolha prendeu-se com a real possibilidade de as decisões camarárias passarem a ser transmitidas pela TVI, em directo, com direito a prémios e promoções comerciais? O efeito Trump tem seguidores. Montenegro está atento à política espectáculo. afinal o tatibitate das Finanças não é impreparado. Aquilo é performance.
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Outras faces
Abriu hoje a exposição TEMPOS INCERTOS, de Miguel Navas, na galeria Santa Maria Maior. Andam pelas paredes da galeria grandes formatos — pinturas em papel coladas em tela —, médios e pequenos formatos, onde se destacam pela surpresa pontual os auto-retratos que já são imagem reconhecida no trabalho de Navas. José Sousa Machado diz na folha de sala: "(...) nos auto-retratos de Miguel Navas, o carácter deixa no rosto as marcas das palavras não ditas e das intenções não realizadas". De facto aqueles auto-retratos olham-nos com preocupação. Será carácter, será vontade de comunicar algum pessimismo. São revelações de um rosto atento a realidades que nos agridem ou comovem. Os rostos que aqui se apresentam têm voz, mas não querem falar. Preferem não dizer intenções. Percebe-se um possível pessimismo. E percebe-se a lucidez.
quarta-feira, 1 de maio de 2024
Miguel Portas
Recordo aqui que o Miguel nasceu no dia 1 de Maio de 1958. Recordo-o hoje, no dia em que se assinala o seu aniversário, porque não o esqueço, e porque acho que não deve ser esquecido.
A morte surge num dia assim
Em dia de celebrar quem trabalha, deixa-nos Paul Auster. Um trabalhador que sabia colocar as letras nos sítios certos. Morreu um dos meus escritores. Confesso que às vezes me imaginava a conversar com ele sobre as suas invenções literárias. Sobre aquela maneira de dizer as coisas que tanto me agradava. Marcou-me. Sentia-o aqui tão perto. E estava. Agora vai-se embora. A tristeza é muita. Ainda esperava tanto dele. Vou reler tudo o que escreveu. Não tenho outro remédio. Obrigado, Paul.






























