sexta-feira, 18 de setembro de 2026

As figuras tristes das tristes figuras


Há quem ache que o ideal para os eleitores de extrema-direita perceberem o que é a extrema-direita no poder basta "pôr lá" o líder e aquela malta fica logo a perceber o que é "levar nos cornos". Nada mais errado. Quem já vive na merda não se importa que toda a gente fique na merda. Aprovam todas as decisões que aplicam supressão de direitos e anulam conquistas. As excepções a esta realidade manhosa são poucas.
 
Veja-se o que aconteceu nos EUA. Toda a gente pensou que aquela gente tinha ficado vacinada contra o Trump do primeiro mandato. Não só não ficou vacinada como chamou reforços logo que teve oportunidade de eleger o estropício de novo. O vírus espalhou-se e agora vale tudo. Um bandido condenado gaba-se diariamente das alarvidades que aplica. A mentira ferve, e não é em lume-brando.
 
No Brasil foi candidato um bandido notório que se gabava de ser bandido. Foi eleito. Foi preciso Lula voltar para que o bandido fosse para casa. Preso, por evidentes maldades, manda agora o rebento dar nas vistas para tentar manter a família gangster no poder. E não é que a coisa está tremida? Nós, que vivemos em momentos mais decentes da história do mundo, ainda ficamos boquiabertos com os sucessivos festivais de mentira com exibições frustes e despudoradas. O espanto esvai-se e a realidade comprova o dislate. Irá o Brasil homenagear o bandido preso? Temos esperança. Acreditamos que vença a decência.
 
Aqui no país à beira-mar instalado assistimos à televisão oficial do protofascista apontá-lo como o preferido dos portugueses para primeiro-ministro. Isto pouco depois de o protofascista ter sofrido uma humilhante derrota eleitoral, levando o eleitorado decente a jogar pelo Seguro. O eleitorado decente foi muito alargado e desmentiu os comunicadores oficiais do partido que quer limpar um país que desconhece. 
 
Tristes figuras. Tristes tempos, estes.
Imagem: cartoon de Osmani Simanca.
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