Vivemos tempos sombrios. Os fascistas já saíram dos buracos onde vegetavam e andam por aí. Dizem o indizível. Insultam, ameaçam e fingem-se muito incomodados quando são confrontados com aquilo que são. Não querem que os coloquemos nos depósitos da extrema-direita. Acham que não são de extrema-direita nem fascistas, mesmo depois de passarem a vida a elogiar o ditador criminoso Salazar, e a defenderem ideias contra a cultura e o bem estar colectivo. Andam por aí, estão mesmo muito perto. Alguns são nossos "amigos" aqui na geringonça. Muitos já foram despejados — são lixo —, mas não sei se foram todos.
Um aparte que é uma confirmação: ontem ouvi e vi um programa na RTP — É ou Não É? —, comandado por Carlos Daniel, em que dois participantes revelaram a maior maldade e falta de empatia pelas pessoas diferentes deles. Um médico que não fixei o nome disse o inimaginável. Mas pior foi um deputado do PSD — Bruno Vitorino; este resolvi fixar o nome —, que defendeu as trevas. Percebe-se que foi dali que saiu aquela gente que grita e esbraceja no parlamento. Provavelmente ainda por lá andam muitos.
O que está a acontecer é revoltante. O mundo tem ao comando gente do pior. Portugal tem gente sem classificação a governar. Este 1º de Maio é de indignação, de revolta. De revolta contra o chamado pacote laboral (nome curioso) que as grandes empresas e o governo reaccionário tentam aplicar à vida de quem trabalha. Isto está mal e com tendência para piorar, mas nóa não podemos ficar de braços cruzados. A extrema-direita é ridícula, deprimente, mas tem a simpatia dos incautos. Vamos reagir, sempre. Vamos sair à rua neste dia do trabalhador.
Com convicção, com alegria. Somos melhores. Temos melhores ideias. Não precisamos de gente reles para nada. Bom 1º de Maio para toda a gente. Até amanhã.
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