quinta-feira, 30 de abril de 2026

À pala

O primeiro-ministro tenta fazer política à Trump. Nunca foi feito nada assim, somos pioneiros, estamos à frente, ninguém nos trava. Usa boas estruturas, que outros criaram, e avança na farronquice parola que o caracteriza. 
 
O Pavilhão de Portugal e a famosa pala que Álvaro Siza concebeu não merecem ser cenário de tanta parvoíce. A agência de comunicação, que parece parva, põe esta gente a dizer coisas que não lembram ao diabo, deus me perdoe, mas comunicam. Convence os parolos mais distraídos. Estes governantes tatibitate parece não perceberem o que vão lendo, que é o que lhes dizem para dizer. Montenegro lê aquelas tretas sem convicção. Parece assim uma espécie de testa-de-ferro de uma gente que nos quer esmifrar, mas não sabe bem como. Os indescritíveis parolos daquele lado mais à direita do parlamento dão uma ajuda fingindo que não é bem assim. Agora, para que o pacote contra quem trabalha seja aprovado, exigem reformas de velhice mais cedo. Que generosidade tamanha. A impossibilidade como bandeira. Foi o líder, aquela criatura inenarrável que acha que o 25 de Abril foi uma revolução miserável, que o disse no discurso comemorativo da revolução miserável. Fez bem, o miserável. Fica assim esclarecido que quem o continua a apoiar é fascista e quer três salazares mais ele, o miserável. Ornamenta-se assim a coisa com um ramo de tristes figuras. 
 
E cá vamos, lutando, com uma pachorra sem fim contra esta procissão de idiotas. Idiotas é elogio, que a nossa educação não nos permite botar aqui palavrões.
 

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