terça-feira, 3 de março de 2026

 
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA MATOU 25 PESSOAS NO ANO PASSADO, informa título da Lusa. O crime é sexista. As mulheres são as vítimas de criminosos disfarçados por um certo discurso de discriminação que volta a ser usado como factor de liberdade. A tal liberdade que os novos fascistas reclamam, como defendeu Umberto Eco. Liberdade de ficar em casa, dependente do homem, a arear tachos, e liberdade de arrear mesmo nas mulheres que trabalham e fazem tudo em casa depois desse horário. Sempre foi assim, nunca há-de ser diferente. Logo, a apologia desta treta está já no discurso político dos novos fascistas. Não, tem mesmo que ser diferente.
 
Nos regimes autocráticos teocráticos sempre foi e é assim: o papel da mulher é irrelevante. Em alguns a repressão é exercida com violência: no Afeganistão, no Irão, Sudão, Somália entre outros, os direitos das mulheres são nulos. Alguns gabam-se de que esses direitos existem. O direito à vida não é negado, até porque são as mulheres que transportam a vida. Sem elas não existiriam homens. Logo o direito à vida é um direito assegurado. Mas, que vida é essa? Onde há repressão, as mulheres são sempre as mais reprimidas. 
 
Aqui, em Portugal, o femicídio é crime, claro, mas a mentalidade machista criminosa esquece o castigo quando o ódio prevalece. Continuamos a perceber que os crimes aumentam de ano para ano sem que se perceba como acabar com isto. As leis existem, as denúncias são feitas, mas há sempre uma oportunidade para o crime. Quem é criminoso não desiste. A solução está na atitude das autoridades. A denúncia tem que ter efeito. Mas a escola tem que desempenhar o seu papel. A violência no namoro assusta. Tudo começa aí. É isso que tem de acabar.

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