Este combatente pelo ajuste permanente das nossas vidas acha que faz muita falta ao país. Se o governo não conseguir aprovar a lei que põe toda a gente a trabalhar mais e a ganhar menos ele sugere ajuste eleitoral.
Estamos
sempre todos a viver acima das nossas possibilidades. Todos? Todos
menos ele, que se apresenta ao serviço em áreas do ensino para que não
tem qualquer classificação a não ser o ter sido político profissional. É
o profissionalismo à Salazar. Da cunha que habilita o biltre fascista. O
outro quer três assim. Já temos esse proponente, agora mais este, e o
outro deve ser sugerido em mesa pé de galo em contacto com o líder que
caiu da cadeira, dirigida pelo veterinário chalupa que acompanha o
outro, o dos três salazares.
Tudo isto poderia ser ridículo como é tudo o que sai do partido com nome de detergente — o governo-sombra do Chega é para rir —, mas desta vez não é ridículo, é perogoso. Esta sinistra criatura já ameaça: "se voltar é pelas piores razões". É o regresso do génio ajustador. O sábio que sabe o que está mal. O sebastianismo permanente alimenta uma direita vazia de ideias que só pretende esvaziar o que nos protege e dá animo. Passos Coelho está perdido. Por favor não lhe indiquem caminhos. Não forneçam carne morta ao abutre.
Fotografia de José Coelho/Expresso
