segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Regresso ao passado

Os descontentes com o sistema elegem os sempre contentes com o sistema que os elege. O sistema democrático tem destas coisas: são os eleitores que escolhem os governantes, mas cada vez mais elegem quem governa contra eles. 
 
Este novo presidente do Chile é filho de um nazi (o que já é mau) que fugiu para o Chile e aí se encantou com Pinochet (o que é mesmo muito mau). Claro que os filhos não são culpados dos erros dos pais, mas neste caso a culpa criminosa do pai passa a honra para o seu filho: o respeitinho pelo passado do seu progenitor é assumido e promete agora aplicação. O novo presidente não se envergonha de Pinochet, como seria decente. Aceita o seu ajustamento neoliberal, como todos os neoliberais do mundo faziam até há pouco tempo, mas em silêncio. Agora apregoam o manual de normas do fascismo sem vergonha. Só que não lhe chamam fascismo. Chamam-lhe Liberdade, os trastes fascistas.
Diz que foi o povo que o elegeu com larga margem. Assim anda o mundo e o seu povo. O regresso ao passado é preferência do presente. E nós assistimos aos atropelos entre o espanto e o arrepio. Combatê-los é preciso.
 
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